As mil e uma noites

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Trinta perguntas de escolha múltipla a partir do conto "As mil e uma noites" (com correção).

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As mil e uma noites

  1. 1. ***As mil e uma noites*** 1 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Conta a lenda que, na antiga Pérsia, o Rei Shariar descobriu que fora traído pela esposa, que tinha um servo por amante. O Rei, despeitado e enfurecido, matou os dois. Depois, tomou uma terrível decisão: todas as noites, casar-se-ia com uma nova mulher e, na manhã seguinte, ordenaria a sua execução, para nunca mais ser traído. Assim procedeu ao longo de três anos, causando medo e lamentações em todo o Reino. Um dia, a filha mais velha do primeiro-ministro, a bela e astuta Sherazade, disse ao pai que tinha um plano para acabar com a barbaridade do Rei. Todavia, para aplicá-lo, necessitava casar-se com ele. Horrorizado, o pai tentou convencer a filha a desistir da ideia, mas Sherazade estava decidida a acabar de vez com a maldição que aterrorizava a cidade. E assim aconteceu. Sherazade casou-se com o Rei. Terminada a breve cerimónia nupcial, o rei conduziu a esposa aos seus aposentos, mas, antes de trancar a porta, ouviu uma ruidosa choradeira. — Majestade, deve ser a minha irmãzinha, Duniazade… explicou a noiva. — Ela está a chorar porque quer que eu lhe conte uma história, como faço todas as noites. Já que amanhã estarei morta, peço-lhe, por favor, que a deixe entrar para que eu a entretenha pela última vez! Sem esperar resposta, a jovem abriu a porta, levou a irmã para dentro, instalou-a no tapete e começou: — Era uma vez um mágico muito malvado... Furioso, Shariar esforçou-se ao máximo para impedir a narrativa. Resmungou, bufou, tossiu, porém as duas irmãs ignoraram-no. Vendo que de nada adiantava a sua estratégia, ficou quieto e pôs-se a ouvir o relato de Sherazade, meio distraído no início, mas profundamente interessado após alguns instantes. A pequena Duniazade adormeceu, embalada pela voz suave da rainha. O soberano permaneceu atento, visualizando mentalmente as cenas de aventura e romance descritas pela esposa. De repente, no momento mais empolgante, Sherazade calou-se. — Continue!”, Shariar ordenou. — Mas o dia está a amanhecer, Majestade! Já ouço o carrasco a afiar a espada! — Ele que espere. — declarou o rei. Shariar deitou-se e logo adormeceu profundamente. Despertou ao anoitecer e ordenou à esposa que concluísse o relato, mas não se deu por satisfeito. — Conte-me outra!”. Sherazade, com a sua voz melodiosa, começou a contar histórias de aventuras de reis, de viagens fantásticas de heróis e de mistérios. Contava uma história após a outra, deixando o Sultão maravilhado. Sem que Shariar percebesse, as horas passaram e o sol nasceu. Sherazade interrompeu uma história na melhor parte e disse: — Já é de manhã, meu senhor! O rei, interessado na história, deixou Sherazade no palácio mais uma noite. E assim Sherazade fez o mesmo naquela noite, contou-lhe mais histórias e deixou a última por terminar. Sempre alegre, ora contava um drama, ora contava uma aventura, às vezes um enigma e outras uma história real. Dessa forma se passaram dias, semanas, meses, anos. E coisas estranhas aconteceram! Sherazade engordou e, de repente, recuperou o seu corpo esguio. Por
  2. 2. 55 60 65 70 duas vezes ela desapareceu durante várias noites e retornou sem dar explicação e o rei tampouco lhe perguntou nada. Certa manhã, ela terminou uma história ao surgir do sol e disse: — Agora não tenho mais nada para lhe contar. O meu Senhor percebeu que estamos casados há exatamente mil e uma noites? Um ruído chamou-lhe à atenção e, após uma breve pausa, ela prosseguiu: — Estão a bater à porta! Deve ser o carrasco. Finalmente, pode mandar-me para a morte! Quem entrou nos aposentos reais foi, porém, Duniazade, que ao longo daqueles anos se transformara numa linda jovem. Trazia dois gémeos nos braços e um bebé acompanhava-a, gatinhando. — Meu amado esposo, antes de ordenar a minha execução, precisa conhecer os meus filhos— disse Sherazade. — Aliás, nossos filhos, pois desde que nos casámos que eu lhe dei três varões, mas o meu Senhor estava tão encantado com as minhas histórias que nem se apercebeu de nada... Só então Shariar constatou que a sua amargura desaparecera. Olhando para as crianças, sentiu o amor inundar-lhe o coração como um raio de luz. Contemplando a esposa, descobriu que jamais poderia matá-la, pois não conseguiria viver sem ela. Assim, escreveu ao seu irmão e propôs-lhe que se casasse com Duniazade. O casamento realizou-se numa dupla cerimónia, pois Shariar casou com Sherazade pela segunda vez e os dois reis reinaram felizes até o fim de seus dias. 1. O sujeito da primeira forma verbal do texto é a) simples. b) composto. c) nulo subentendido. d) nulo indeterminado. 2. A expressão “pela esposa” (l. 2) desempenha a função sintática de a) complemento direto. b) modificador do grupo verbal. c) complemento oblíquo. d) complemento agente da passiva. 3. O verbo “matar” (l. 3) pertence à subclasse dos verbos a) intransitivos. b) transitivos diretos. c) transitivos indiretos. d) copulativos. 4. O verbo “casar-se” (l. 3) encontra-se no a) presente do conjuntivo. b) pretérito perfeito do indicativo. c) condicional. d) futuro do conjuntivo. 5. O adjetivo “velha” (l. 7) encontra-se no grau a) normal. b) comparativo de superioridade. c) superlativo relativo de superioridade. d) superlativo absoluto analítico. 6. A oração “para acabar com a barbaridade do Rei” (l. 8) classifica-se como
  3. 3. a) subordinada adjetiva relativa. b) subordinada adverbial final. c) coordenada copulativa. d) subordinada substantiva completiva. 7. O verbo “casar-se” (l. 9) seleciona um a) complemento oblíquo. b) complemento indireto. c) complemento agente da passiva. d) complemento direto. 8. Atenta na frase “Terminada a breve cerimónia nupcial, o rei conduziu a esposa aos seus aposentos, mas, antes de trancar a porta, ouviu uma ruidosa choradeira.” (ll. 13-14) e assinala a única alínea falsa: a) O enunciado “Terminada a breve cerimónia nupcial” desempenha a função sintática de modificador do grupo verbal. b) O verbo “casar-se” é transitivo indireto. c) A conjunção “mas” pertence à subclasse das conjunções disjuntivas. d) A frase termina com duas palavras derivadas por prefixação. 9. A palavra “Majestade” (l. 15) desempenha a função sintática de a) sujeito. b) modificador de frase. c) complemento direto. d) vocativo. 10. No complexo verbal “deve ser” (l. 15) o verbo auxiliar classifica-se como verbo a) auxiliar da voz passiva. b) auxiliar dos tempos compostos. c) auxiliar modal com valor de probabilidade. d) auxiliar aspectual com valor de durabilidade. 11. O adjectivo “Furioso” (l. 22) desempenha a função sintática de a) vocativo. b) modificador apositivo. c) sujeito. d) modificador de frase. 12. Identifica o tipo de coordenação que se estabelece entre os verbos “Resmungou, bufou, tossiu” (l. 23). a) Coordenação assindética. b) Coordenação copulativa. c) Coordenação sindética. d) Coordenação gradativa. 13. A conjunção “mas” (l. 26) tem valor de a) adição. b) explicação. c) consequência. d) oposição. 14. Refere o processo de formação da palavra “adormeceu” (l. 27). a) Composição morfológica. b) Derivação por sufixação. c) Composição morfossintática. d) Derivação por parassíntese.
  4. 4. 15. O verbo “permanecer” (l. 28) pertence à subclasse dos verbos a) copulativos. b) intransitivos. c) transitivos indirectos. d) auxiliares. 16. Qual é a função sintática desempenhada pela palavra “atento” (l. 28)? a) Complemento direto. b) Predicativo do sujeito. c) Modificador restritivo. d) Complemento oblíquo. 17. O verbo “visualizando” (l. 29) encontra-se no a) infinitivo. b) condicional. c) gerúndio. d) particípio passado. 18. Atenta na frase “De repente, no momento mais empolgante, Sherazade calou-se.” (ll. 3031) e assinala a única opção correta: a) “De repente” desempenha a função sintática de modificador de frase. b) Nesta frase temos dois modificadores do grupo verbal. c) O sujeito da frase é nulo. d) O verbo desta frase é transitivo. 19. A palavra “logo” (l. 35) desempenha a função sintática de a) modificador apositivo. b) modificador restritivo. c) modificador do grupo verbal. d) modificador de frase. 20. A palavra “outra” (l. 37), pertence à classe a) das conjunções. b) dos quantificadores. c) dos pronomes. d) dos determinantes. 21. A palavra sublinhada no enunciado “Contava uma história após a outra, deixando o Sultão maravilhado.” (ll. 39-40) desempenha a função sintática de a) predicativo do complemento direto. b) complemento direto. c) predicativo do sujeito. d) complemento oblíquo. 22. O antecedente da palavra “lhe” (l. 45) é a) “Shariar” (l. 41). b) “meu Senhor” (l. 43). c) “O rei” (l. 44). d) “interessado na história” (l. 44). 23. Classifica as orações presentes no enunciado “ora contava um drama, ora contava uma aventura” (l. 46). a) Orações coordenadas copulativas. b) Orações coordenadas disjuntivas. c) Orações coordenadas adversativas. d) Orações coordenadas explicativas.
  5. 5. 24. No enunciado “Dessa forma se passaram dias, semanas, meses, anos” (l. 48) encontramos um recurso expressivo, que é a) a enumeração. b) a repetição. c) o pleonasmo. d) a gradação. 25. Classifica a oração sublinhada no enunciado “O meu Senhor percebeu que estamos casados há exatamente mil e uma noites?” (ll. 53-54). a) Oração subordinada substantiva completiva. b) Oração subordinada adverbial concessiva. c) Oração coordenada disjuntiva. d) Oração subordinante. 26. A palavra “Quem” (l. 58) pertence à classe a) das conjunções. b) das preposições. c) dos advérbios. d) dos pronomes. 27. Os verbos do excerto “Quem entrou nos aposentos reais foi, porém, Duniazade, que ao longo daqueles anos se transformara numa linda jovem. Trazia dois gémeos nos braços e um bebé acompanhava-a, gatinhando.” (ll. 58-60) encontram-se, por ordem, nos seguintes tempos e modos verbais: a) pretérito imperfeito do indicativo; pretérito perfeito do indicativo; pretérito perfeito do indicativo; pretérito imperfeito do indicativo; pretérito imperfeito do indicativo; gerúndio. b) pretérito perfeito do indicativo; pretérito imperfeito do indicativo; pretérito mais-que-perfeito do indicativo; pretérito mais-que-perfeito do indicativo; pretérito imperfeito do indicativo; gerúndio. c) pretérito perfeito do indicativo; pretérito perfeito do indicativo; pretérito mais-que-perfeito do indicativo; pretérito imperfeito do indicativo; pretérito imperfeito do indicativo; gerúndio. d) presente do indicativo; pretérito perfeito do indicativo; pretérito imperfeito do indicativo; pretérito imperfeito do indicativo; condicional; gerúndio. 28. A oração subordinada adverbial consecutiva presente no enunciado “Aliás, nossos filhos, pois desde que nos casámos que eu lhe dei três varões, mas o meu Senhor estava tão encantado com as minhas histórias que nem se apercebeu de nada” (ll. 63-64) é a) “pois desde que nos casámos” b) “que eu lhe dei três varões” c) “mas o meu Senhor estava tão encantado com as minhas histórias” d) “que nem se apercebeu de nada” 29. Classifica o nome “amargura”( l. 65). a) Nome próprio. b) Nome comum coletivo não contável. c) Nome comum não contável. d) Nome comum contável. 30. Atenta no enunciado “Contemplando a esposa, descobriu que jamais poderia matá-la, pois não conseguiria viver sem ela.” (ll. 67-68). Ao utilizar o pronome sublinhado, o narrador fez uso de que processo de coesão referencial? a) Anáfora. b) Catáfora. c) Elipse. d) Correferência não anafórica. BOM TRABALHO!!!!!!!! A DOCENTE: Lucinda Cunha
  6. 6. Correção: 1. a 2. d 3. b 4. c 5. c 6. b 7. a 8. b 9. d 10. c 11. b 12. a 13. d 14. d 15. a 16. b 17. c 18. b 19. c 20. c 21. a 22. c 23. b 24. d 25. a 26. d 27. c 28. d 29. c 30. a
  7. 7. Correção: 1. a 2. d 3. b 4. c 5. c 6. b 7. a 8. b 9. d 10. c 11. b 12. a 13. d 14. d 15. a 16. b 17. c 18. b 19. c 20. c 21. a 22. c 23. b 24. d 25. a 26. d 27. c 28. d 29. c 30. a

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