Educação e novas tecnologias: desafios de pesquisa

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Educação e novas tecnologias: desafios de pesquisa

  1. 1. Educação e Novas Tecnologias: desafios de pesquisa 0/22 Profa. Dra. Lucila Pesce PUC/SP - PPG TIDD [email_address] UFJF – FACED – PPGE Aula inaugural 19 de março de 2009
  2. 2. Escopo <ul><li>Relato de duas pesquisas: uma desenvolvida e outra em desenvolvimento. </li></ul><ul><li>Breve panorama de algumas pesquisas sobre educação e TIC. </li></ul>
  3. 3. Formação docente e cidadania <ul><li>PPG TIDD </li></ul><ul><li>Profa. Dra. Lucila Pesce (coord.) </li></ul><ul><li>Profa. Dra. Maria de los Dolores Peña </li></ul><ul><li>Profa. Dra. Sonia Alegretti </li></ul><ul><li>TMD </li></ul><ul><li>Profa. Ms. Ana Maria Di Grado Hessel </li></ul><ul><li>Mestrandos do PPG TIDD </li></ul><ul><li>Antonio Marcos Ficiano / Cristina Ros </li></ul><ul><li>Rosi Vizentim / Miriam Borim </li></ul>
  4. 4. Objetivo <ul><li>Contribuir com o desenvolvimento e implantação de ações online de formação docente voltadas ao humanismo e à emancipação. </li></ul>
  5. 5. Problema de pesquisa <ul><li>Qual a contribuição da perspectiva dialógica para o desenvolvimento e implantação de ações online de formação docente? </li></ul>
  6. 6. Justificativa <ul><li>Políticas públicas voltadas à implantação de programas de educação continuada dos docentes em AVA. </li></ul><ul><li>Legislação - DCN Licenciaturas e Pedagogia: formação docente para utilização das TIC. </li></ul>
  7. 7. Justificativa <ul><li>Programas de formação online de educadores: acento cognitivista (desenvolvimento de competências e habilidades). </li></ul><ul><li>Ambigüidade das TIC: </li></ul><ul><ul><li>Democratização do acesso / emancipação / humanização. </li></ul></ul><ul><ul><li>Alienação / consciência coisificada. </li></ul></ul>
  8. 8. Núcleo Teórico POTENCIALIDADE DIALÓGICA DA WEB 2.0 FORMAÇÃO DE EDUCADORES ENFOQUE DIALÓGICO
  9. 9. Procedimentos metodológicos <ul><li>Elaboração dos protocolos de pesquisa . </li></ul><ul><li>Levantamento das categorias de análise, em modelo misto (LAVILLE E DIONNE, 1999). </li></ul><ul><li>Análise descritiva e interpretativa das entrevistas semi-estruturadas. </li></ul>
  10. 10. Etapas da pesquisa – 4 a 5 anos Pesquisa bibliográfica Pesquisas de campo E I EF I EF II EM PG Análise documental 1ª. etapa 2ª. etapa 3ª. etapa Professores / Alunos Alunos Professores ES
  11. 11. A PROBLEMÁTICA DO TEMPO NOS PROGRAMAS DE FORMAÇÃO DOCENTE ONLINE GT 16 – ANPED (2008)
  12. 12. Indicadores da pesquisa <ul><li>Objetivo : investigar a temporalidade dos programas de formação docente online . </li></ul><ul><li>Pano de fundo : </li></ul><ul><ul><li>Reforma educacional dos anos 90 </li></ul></ul><ul><ul><li>Políticas de EAD </li></ul></ul><ul><li>Corpus de análise : Dois programas de formação docente online (SEE-SP). </li></ul><ul><li>Quadro teórico : a construção social do tempo. </li></ul><ul><li>Método : </li></ul><ul><ul><li>Análise documental – Programas A e B </li></ul></ul><ul><ul><li>Instrumentos de coleta de dados junto aos sujeitos de pesquisa: Programa A (entrevistas semi-estruturadas); Programa B (questionário de avaliação). </li></ul></ul>
  13. 13. A construção social do tempo
  14. 14. O olhar da Filosofia <ul><li>Três concepções : </li></ul><ul><li>tempo como ordem mensurável do movimento </li></ul><ul><li>tempo como movimento intuído </li></ul><ul><li>tempo como estrutura de possibilidades. </li></ul><ul><li>Abbagnano (1998) </li></ul>
  15. 15. O olhar da Filosofia <ul><li>Tempo como ordem mensurável do movimento </li></ul><ul><li>Antiguidade: conceito cíclico do mundo e da vida do homem. </li></ul><ul><li>Aristóteles e São Tomás de Aquino: tempo como o número do movimento segundo o antes e o depois. </li></ul><ul><li>Na época moderna: conceito científico de tempo. </li></ul>
  16. 16. O olhar da Filosofia <ul><li>Tempo como movimento intuído </li></ul><ul><li>Vinculada ao conceito de consciência. </li></ul><ul><li>Santo Agostinho e Hegel. </li></ul><ul><li>Bérgson: tempo vivido. </li></ul><ul><li>Husserl: tempo fenomenológico. </li></ul>
  17. 17. O olhar da Filosofia <ul><li>Tempo como estrutura de possibilidades </li></ul><ul><li>Filosofia existencialista. </li></ul><ul><li>Heidegger: tempo como conceito interpretativo (projeto, projeção). </li></ul><ul><li>Na época moderna, a noção de tempo como ordem mensurável do movimento vincula-se ao conceito científico de tempo. </li></ul>
  18. 18. O tempo e os modos de produção <ul><li>Cronometrias sociais do tempo e deteriorização dos tempos pessoais dos trabalhadores : </li></ul><ul><li>o tempo dos deuses </li></ul><ul><li>o tempo dos corpos </li></ul><ul><li>o tempo das máquinas </li></ul><ul><li>o tempo dos códigos </li></ul><ul><li>Pineau (2003) </li></ul>
  19. 19. O tempo dos Deuses
  20. 20. O tempo e os modos de produção <ul><li>O tempo dos deuses: </li></ul><ul><li>Século XII. </li></ul><ul><li>Sacerdotes controlam o tempo. </li></ul><ul><li>Referência da medida: natureza. </li></ul><ul><li>Instrumentos de medida articulados com a natureza: relógio de sol, ampulheta... </li></ul><ul><li>No tempo dos deuses , o tempo é visto pelo homem. </li></ul>
  21. 21. O tempo dos corpos
  22. 22. O tempo e os modos de produção <ul><li>O tempo dos corpos: </li></ul><ul><li>Século XII a XVII. </li></ul><ul><li>Comerciantes urbanos controlam o tempo do povo. </li></ul><ul><li>Referência da medida: a troca. </li></ul><ul><li>Relógio: o maior instrumento da medida temporal. </li></ul><ul><li>O homem não mais vê o tempo; precisa entendê-lo, decifrá-lo simbolicamente. </li></ul>
  23. 23. O tempo das máquinas
  24. 24. O tempo e os modos de produção <ul><li>O tempo das máquinas: </li></ul><ul><li>Século XVII a XX. </li></ul><ul><li>Industriais controlam o tempo livre dos operários (dentro e fora do trabalho). </li></ul><ul><li>Referência da medida: a moeda. </li></ul><ul><li>No tempo das máquinas , o tempo é lido pelos homens. </li></ul>
  25. 25. O tempo dos códigos
  26. 26. O tempo e os modos de produção <ul><li>O tempo dos códigos: </li></ul><ul><li>Contemporaneidade. </li></ul><ul><li>A informação passa a ser a maior referência da medida temporal. </li></ul><ul><li>O suporte da medida temporal passa a ser a relação entre informação e formação. </li></ul><ul><li>O tempo passa a ser vivido pelos homens: pelos tempos pessoais, cada um tenta estabelecer uma relação de informação / formação criativa com o meio que o constitui. </li></ul>
  27. 27. O tempo paradoxal da contemporaneidade <ul><li>Tempo circular - da divindade: obediência aos desígnios de Deus; tempo cíclico do eterno retorno presentificado nas tradições, nos costumes, nas crenças e nos rituais. </li></ul><ul><li>Tempo linear: origem na tradição hebraica e fortifica-se na cristã. Torna-se hegemônico com a burguesia. </li></ul><ul><li>Idade Média: convivência do tempo circular e linear. </li></ul><ul><li>Início do século XX: Einstein, Freud, Jung, dentre outros, trazem nova noção à temporalidade. </li></ul><ul><li>Aguiar (2000) </li></ul>
  28. 28. Tempo e modos de produção <ul><li>Na contemporaneidade, o substrato econômico que constitui o modus operandi das tecnologias acaba por eliminar as distâncias e tornar o tempo instantâneo. </li></ul><ul><li>Essa dupla equação acaba por embotar as consciências, pela saturação de informações, a serem decodificadas em curto espaço de tempo. </li></ul><ul><li>Diante da alienação resultante da consciência embotada, a facilidade de manipular a população, a massificação. </li></ul>
  29. 29. Ambigüidade da velocidade tecnológica <ul><li>Gera alienação e passividade. </li></ul><ul><li>Permite articulações em prol da negação da massificação, pela tecnologia do instantâneo: contracorrentes nos nichos de interesses coletivos alternativos, que se apropriam do instrumental tecnológico para promover discursos dissonantes e ações de resistência. </li></ul>
  30. 30. Cronometrias sociais do tempo
  31. 31. Cronometrias sociais do tempo <ul><li>O capitalismo clássico ancorou-se na expansão territorial. </li></ul><ul><li>O capitalismo tardio encontra no tempo um dos pontos mais importantes da sua expansão. </li></ul><ul><li>Na sociedade do “tempo real”, o domínio do presentismo, do tempo efêmero, do instantâneo. </li></ul><ul><li>Tempo livre como tempo de consumo. </li></ul><ul><li>O homem contemporâneo vê-se aniquilado em seu processo histórico de constituição pessoal e social. </li></ul><ul><li>Glezer (2001) </li></ul>
  32. 32. Kairós e Chrónos <ul><li>Kairós : dimensão vivencial do tempo; tempo subjetivo; tempo como dom. </li></ul><ul><li>Chrónos : tempo objetivo do relógio, hegemônico nas sociedades capitalistas ocidentais. </li></ul><ul><li>Ambigüidade das tecnologias : possibilitam uma economia de tempo; são cronofágicas, devoram o tempo. </li></ul><ul><li>Asmann (1998) </li></ul>
  33. 33. O tempo na contemporaneidade
  34. 34. O tempo na contemporaneidade <ul><li>O modo de produção capitalista reflete-se nas organizações societárias, de forma a não auferir espaço à dimensão kairológica do tempo. </li></ul><ul><li>Os homens só vivenciam o tempo linear, objetivo e opressor do relógio. </li></ul><ul><li>O frenético ritmo de vida das sociedades do capitalismo tardio, ao minar a dimensão kairológica do tempo, faz com que todos estejam sempre à mercê das ingerências do tempo cronológico. </li></ul>
  35. 35. O tempo na contemporaneidade <ul><li>Implicações da ausência da dimensão temporal kairológica para a constituição das identidades dos sujeitos sociais e das relações intersubjetivas: </li></ul><ul><li>Sob a égide do “tempo real”, vivemos em meio ao presentismo, que solapa a noção histórica de tempo e sabota a noção de tempo como possibilidade, como projeto de vida pessoal e social. </li></ul>
  36. 36. O tempo na contemporaneidade <ul><li>A ausência da dimensão kairológica, e, por conseguinte, do tempo historicizado retro e prospectivamente, faz com que se viva em meio à fugacidade das relações de trabalho, das relações interpessoais, dos momentos de fruição e de reflexão. </li></ul><ul><li>Esse tempo frenético também estende seus tentáculos para a educação e para os programas de formação docente online . </li></ul>
  37. 37. O tempo na formação docente online <ul><li>Tempo insuficiente : interação online de questionável qualidade. </li></ul><ul><li>Acúmulo de tarefas em tempo exíguo : ausência de sincronia entre as interações online e a construção de conhecimento. </li></ul><ul><li>Muitos formandos por formador : demora nas devolutivas; reflexos negativos sobre a qualidade das interações online . </li></ul><ul><li>Cisão entre conceptores e tutores : falta de autonomia sobre o tempo de interação. </li></ul>
  38. 38. O tempo na formação docente online <ul><li>Ritmo frenético nos processos de formação. </li></ul><ul><li>Tempo vivencial dos educadores solapado. </li></ul><ul><li>Constituição de uma consciência coisificada. </li></ul><ul><li>Desatenção ao mundo da vida dos educadores em formação. </li></ul>
  39. 39. O tempo na formação docente online <ul><li>Chrónos : hegemônico nos processos de formação docente online , em convergência com a racionalidade instrumental das atuais políticas de formação docente. </li></ul><ul><li>Desafio : não se submeter ao ritmo alucinado, que aligeira os processos educativos, para atender ao frenesi de produção e consumo da contemporaneidade. </li></ul>
  40. 40. Tempo e dialogismo na formação docente online José Leonilson B. Dias Rio de Palavras , 1987.
  41. 41. O tempo na formação docente online <ul><li>Formação dialógica - entre o chrónos e o kairós : a intencionalidade pedagógica não pode se sobrepujar ao ritmo de aprendizagem dos educadores em formação. </li></ul><ul><li>Atenção ao tempo kairológico : noção prospectiva de tempo como estrutura de possibilidades; aprendizagem significativa. </li></ul>
  42. 42. O tempo na formação docente online <ul><li>Recomendações: </li></ul><ul><li>Os programas de formação docente online com certificação em nível superior devem manter o tempo original da graduação. </li></ul><ul><li>Os programas de formação continuada devem equacionar melhor o tempo de formação, para que o tempo vivencial dos educadores não seja solapado. </li></ul>
  43. 43. O tempo na formação docente online <ul><li>Recomendações: </li></ul><ul><li>Para que as distâncias sejam geográficas e não simbólicas, os programas de formação docente online devem buscar um tempo de aprendizagem mais equilibrado, na conjugação harmoniosa entre chrónos e kairós . </li></ul>
  44. 44. Breve olhar sobre algumas pesquisas em educação e TIC <ul><li>Apresentação: </li></ul><ul><li>Não se trata de revisão de literatura. </li></ul><ul><li>Breve olhar sobre as pesquisas científicas na área de educação e tecnologia com as quais tive contato: </li></ul><ul><ul><li>como pesquisadora; </li></ul></ul><ul><ul><li>como orientadora; </li></ul></ul><ul><ul><li>como membro de banca de qualificação e defesa. </li></ul></ul>
  45. 45. Breve olhar sobre algumas pesquisas em educação e TIC <ul><li>Corpus de análise: </li></ul><ul><li>Pesquisas desenvolvidas ou em desenvolvimento, em nível de: </li></ul><ul><li>Iniciação científica </li></ul><ul><li>TCC </li></ul><ul><li>Monografia de especialização </li></ul><ul><li>Mestrado </li></ul><ul><li>Doutorado. </li></ul>
  46. 46. Breve olhar sobre algumas pesquisas em educação e TIC <ul><li>Categorias: (ambiguidade – sistematização e redução) </li></ul><ul><li>Informática, telemática, mídia e educação. </li></ul><ul><li>Formação de educadores e tecnologias. </li></ul><ul><li>Dispositivos e interfaces digitais como recursos didático-metodológicos da aprendizagem online . </li></ul><ul><li>Educação a distância. </li></ul><ul><li>Educação e jogos digitais. </li></ul>
  47. 47. Breve olhar sobre algumas pesquisas em educação e TIC <ul><li>Categoria 1 – Informática, telemática, mídia e educação: </li></ul><ul><li>Uso Pedagógico de recursos tecnológicos no processo construtor de leituras . </li></ul><ul><li>A utilização da informática na prática pedagógica : um estudo sobre as percepções dos docentes do Ensino Fundamental. </li></ul><ul><li>A aula de informática nas atividades semanais : mudanças na prática dos professores? </li></ul><ul><li>Educação e computador : construindo a prática pedagógica em uma perspectiva construcionista, com alunas do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Maringá. </li></ul><ul><li>Televisão infantil : pedagogia e consumo. </li></ul><ul><li>Perspectivas educacionais das tecnologias da informação e comunicação, com o advento da TV Digital Interativa . </li></ul>
  48. 48. Breve olhar sobre algumas pesquisas em educação e TIC <ul><li>Categoria 1 – Informática, telemática, mídia e educação: </li></ul><ul><li>O estudo da mídia na educação básica. </li></ul><ul><li>A importância da CD-teca em uma instituição de ensino superior: uma visão pedagógica. </li></ul><ul><li>Projeto Contos: uso do correio eletrônico nas aulas de Português. </li></ul><ul><li>Indicadores de qualidade nos processos de ensino-aprendizagem virtual: a necessidade da mudança de paradigmas educacionais. </li></ul><ul><li>Inclusão digital e protagonismo juvenil: um estudo em dois centros de tecnologia comunitária. </li></ul><ul><li>A Internet na educação : concepção pedagógica de Vygotsky e o novo paradigma educacional. </li></ul>
  49. 49. Breve olhar sobre algumas pesquisas em educação e TIC <ul><li>Categoria 2 – Formação de educadores e TIC: </li></ul><ul><li>Formação docente e cidadania: utilização dos ambientes virtuais de aprendizagem sob enfoque dialógico . (Profa. Dra. Lucila Pesce) </li></ul><ul><li>Formação de professores para docência online . (Prof. Dr. Marco Silva) </li></ul><ul><li>Projetos PEC Formação Universitária. . (Profa. Dra. Lucila Pesce) </li></ul><ul><li>Projetos PEC Formação Universitária Municípios (1ª. e 2ª. edião). </li></ul><ul><li>Ensino Médio em Rede . </li></ul><ul><li>As contradições da institucionalização da educação a distância, pelo Estado, nas políticas de formação de educadores . (Profa. Dra. Lucila Pesce) </li></ul>
  50. 50. Breve olhar sobre algumas pesquisas em educação e TIC <ul><li>Categoria 2 – Formação de educadores e TIC: </li></ul><ul><li>Projeto Nave : formação de professores em ambientes virtuais e colaborativos de aprendizagem. </li></ul><ul><li>Formação continuada de professores em ambiente virtual de aprendizagem sob o olhar da complexidade. </li></ul><ul><li>Formação continuada de professores por meio de educação a distância (EAD): influências do curso TV na Escola e os Desafios de Hoje. </li></ul><ul><li>A formação continuada de professores por meio da educação a distância: efeitos de um curso na prática docente. </li></ul><ul><li>Curso de Pedagogia: um estudo sobre o uso dos computadores e a formação inicial. </li></ul><ul><li>Formação de professores e o uso significativo de computadores na prática pedagógica. </li></ul>
  51. 51. Breve olhar sobre algumas pesquisas em educação e TIC <ul><li>Categoria 2 – Formação de educadores e TIC: </li></ul><ul><li>. A aprendizagem do educador : estratégias para a construção de uma didática on-line. (Profa. Adriana Rocha Bruno) </li></ul><ul><li>A formação do educador virtual : coerência epistemológica e a ecologia do saber lingüístico. </li></ul><ul><li>A formação dos professores de educação infantil nos ambientes virtuais de aprendizagem. </li></ul><ul><li>Os recursos de linguagem e a comunicação como contribuição na construção de sentido entre formadores e professores em formação, no ambiente digital. </li></ul><ul><li>As representações sociais dos educadores sobre a modalidade de educação a distância. </li></ul><ul><li>Tecnologias educacionais, prática pedagógica e formação docente : estudo exploratório de dissertações e teses defendidas em programas brasileiros de pós-graduação em educação (1972-2002). </li></ul>
  52. 52. Breve olhar sobre algumas pesquisas em educação e TIC <ul><li>Categoria 3 – Dispositivos e interfaces digitais como recursos didático-metodológicos da aprendizagem online : </li></ul><ul><li>Mídias call free e interatividade: potencial interativo no sistema EAD/UNITINS. </li></ul><ul><li>Scraps na prática de língua inglesa: análise de uma experiência utilizando a teoria de aquisição de língua estrangeira de Stephen Krashen no ambiente Orkut . </li></ul><ul><li>Mobile learning : o aprendizado do século XXI. </li></ul><ul><li>As possibilidades do podcast como ferramenta midiática na educação. </li></ul><ul><li>O blog como ferramenta de aprendizagem: um estudo do Blog SL Aprendiz. </li></ul><ul><li>O uso de blogs como recurso didático na formação de leitores críticos. </li></ul><ul><li>As potencialidades educativas do Second Life. </li></ul>
  53. 53. Breve olhar sobre algumas pesquisas em educação e TIC <ul><li>Categoria 3 – Dispositivos e interfaces digitais como recursos didático-metodológicos da aprendizagem online : </li></ul><ul><li>. Mapas conceituais na interface de cursos e-learning: um estudo de caso sobre o subsídio desta ferramenta no processo de ensino-aprendizagem. </li></ul><ul><li>Educação a distância - características estruturais técnicas necessárias para atingir os propósitos pedagógicos: um estudo do ambiente Teleduc. </li></ul><ul><li>Fatores de usabilidade em ambientes virtuais de educação a distância: criando melhorias na interface de comunicação, interação e estímulo à aprendizagem continuada e colaborativa. </li></ul><ul><li>Design Instrucional e Web 2.0 : possibilidades para aprendizagem na educação online. </li></ul><ul><li>Eduteinment e suas possibilidades como estratégia de ensino e aprendizagem para ambientes imersivos. </li></ul><ul><li>Potencialidades pedagógicas de mídias interativas : um estudo de caso de curso a distância. </li></ul><ul><li>A potencialidade de ferramentas interativas de comunicação disponíveis em ambientes virtuais de aprendizagem para a avaliação formativa. </li></ul>
  54. 54. Breve olhar sobre algumas pesquisas em educação e TIC <ul><li>Categoria 4 – Educação a Distância: </li></ul><ul><li>Open Learn : Knowledge Media </li></ul><ul><li>Conquistas e dificuldades na implantação da educação a distância : discussão conceitual e experiências cotidianas. </li></ul><ul><li>Indicadores para se pensar em uma educação a distância de qualidade . </li></ul><ul><li>Educação a Distância: características estruturais técnicas necessárias para atingir os propósitos pedagógicos. </li></ul><ul><li>Conceitos e práticas necessários aos gestores para a compreensão dos diferentes saberes envolvidos em projetos de Educação a Distância: a experiência com o projeto Faça Parte Instituto Brasil Voluntário. </li></ul>
  55. 55. Breve olhar sobre algumas pesquisas em educação e TIC <ul><li>Categoria 4 – Educação a Distância: </li></ul><ul><li>Desenho instrucional em cursos a distância: suscitando a interação em ambientes não colaborativos. </li></ul><ul><li>Considerando o design instrucional de cursos online de uma forma abrangente: a experiência do curso Elaborando um projeto de voluntariado, do Instituto Faça Parte. </li></ul><ul><li>Ergonomia cognitiva em EAD via web: redundância na comunicação visual. </li></ul><ul><li>Aplicando a teoria das inteligências múltiplas no processo de criação de um curso a distância. </li></ul>
  56. 56. Breve olhar sobre algumas pesquisas em educação e TIC <ul><li>Categoria 5 – Educação e jogos digitais: </li></ul><ul><li>Informática na educação: estudo dos jogos educativos computadorizados (aspectos técnicos, educacionais e valorativos). </li></ul><ul><li>Jogo computacional : que elemento é esse? </li></ul><ul><li>Criação de um jogo computacional para o estudo dos principais ecossistemas brasileiros . </li></ul><ul><li>Aspectos benéficos dos jogos educacionais aplicados ao e-learning . </li></ul>
  57. 57. Breve olhar sobre algumas pesquisas em educação e TIC
  58. 58. Educação e TIC: desafios de pesquisa Grande demanda social para o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre: - formação de educadores em meio às TIC. - formação de educadores para o uso pedagógico das TIC. - novas estratégias didático-metodológicas de ensino e aprendizagem, com utilização das TIC.
  59. 59. Educação e TIC: desafios de pesquisa <ul><li>Ampla gama de referenciais teóricos , que podem ser congregadas em duas grandes vertentes educacionais: funcionalista e culturalista. </li></ul><ul><li>Maior diálogo teórico com as seguintes áreas do conhecimento : </li></ul><ul><li>Psicologia </li></ul><ul><li>Lingüística </li></ul><ul><li>Comunicação </li></ul><ul><li>TI (Tecnologia da Informação) </li></ul><ul><li>Gestão de projetos. </li></ul>
  60. 60. Educação e TIC: desafios de pesquisa Os temas em análise evidenciam os novos desafios aos estudos da área de Educação, em meio ao atual momento sócio-histórico. No âmbito da Educação, cabe aos pesquisadores evitar fetichizar as TIC .
  61. 61. Ambiguidade das TIC Consciência coisificada Consciência emancipada Sujeito autômatos Sujeitos autônomos diálogo entre sujeitos distantes geograficamente, mas com circunstâncias históricas semelhantes Cultura de massa Democratização do acesso à informação Racionalidade instrumental Racionalidade comunicativa Manutenção do status quo Mudança CRISTALIZAÇÃO EMANCIPAÇÃO
  62. 62. Educação e TIC: desafios de pesquisa O progresso científico e tecnológico que não responde fundamentalmente aos interesses humanos, às necessidades de nossa existência, perdem, para mim, sua significação . Paulo Freire In: Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 6ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1997. p. 130.

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