LAZER E MINORIAS SOCIAIS Sabará/MG 2011
Para Pensar...
Lazer e Minorias Sociais <ul><li>O avanço da Indústria do Lazer e Entretenimento :  </li></ul><ul><li>Afinal, quem pode ac...
Lazer e Minorias Sociais <ul><li>Conceitos de grupos/minorias sociais </li></ul><ul><li>- Grupos que se organizam para pro...
Lazer e Minorias Sociais <ul><li>O polêmico conceito de Minorias Sociais </li></ul><ul><li>Duas naturezas de definição:  <...
Lazer e Minorias Sociais <ul><li>Considerações teóricas </li></ul><ul><li>- Os grupos não são homogêneos: </li></ul><ul><l...
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Lazer e Minorias Sociais <ul><li>- Não há passividade. </li></ul><ul><li>Os grupos entabulam resistências, traçadas a part...
Lazer e Minorias Sociais <ul><li>Nosso papel enquanto agentes sociais de esporte e lazer </li></ul><ul><li>Cabe-nos estar ...
Projetos “Sociais” <ul><li>apresentam-se como alternativas de promoção de inclusão social, tendo em vista o quadro de desi...
Projetos “Sociais” Inquietações <ul><li>O que não é “social”? A moda do “social” </li></ul><ul><li>Superação, Reforma ou R...
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Lazer e minorias sociais

  1. 1. LAZER E MINORIAS SOCIAIS Sabará/MG 2011
  2. 2. Para Pensar...
  3. 3. Lazer e Minorias Sociais <ul><li>O avanço da Indústria do Lazer e Entretenimento : </li></ul><ul><li>Afinal, quem pode acessar? </li></ul><ul><li>- Mercado seletivo, somente acessível em toda sua </li></ul><ul><li>plenitude aos privilegiados economicamente </li></ul><ul><li>- A ação da indústria cultural </li></ul><ul><li>Desafios </li></ul><ul><li>- Tornar as atividades de lazer acessíveis a todos, de forma qualitativamente superior a que hoje encontramos </li></ul><ul><li>- Conceber a intervenção no âmbito do lazer como algo que possa contribuir para superar essa lógica social pautada na diferença e na desigualdade. </li></ul>
  4. 4. Lazer e Minorias Sociais <ul><li>Conceitos de grupos/minorias sociais </li></ul><ul><li>- Grupos que se organizam para protestar de diferentes formas, a partir do reconhecimento de que em um regime democrático é possível e necessário considerar a diversidade de expressões de interesses próprios, não contemplados em função da intolerância e do controle social, econômico e cultural nas definição de normas gerais </li></ul><ul><li>- Idosos, homossexuais, PPDs, negros, crianças, favelas mulheres, entre outros </li></ul>
  5. 5. Lazer e Minorias Sociais <ul><li>O polêmico conceito de Minorias Sociais </li></ul><ul><li>Duas naturezas de definição: </li></ul><ul><li>a) natureza numérica , isto é, grupos que possuem um </li></ul><ul><li>menor número de membros; </li></ul><ul><li>b) natureza de acesso ao poder , isto é, grupos que podem </li></ul><ul><li>até ter um número elevado de membros, mas que tem </li></ul><ul><li>menor acesso aos mecanismos de poder. </li></ul><ul><li>- Esses grupos podem também ser: </li></ul><ul><li>a) de natureza étnica (negros, por ex., característica genética) </li></ul><ul><li>b) ativistas (aqueles cujo status é adquirido, fruto de uma opção) </li></ul>
  6. 6. Lazer e Minorias Sociais <ul><li>Considerações teóricas </li></ul><ul><li>- Os grupos não são homogêneos: </li></ul><ul><li>Isto é, se há alguma identidade entre os membros dos grupos, pode haver trânsito de interesses, na medida em que os indivíduos fazem parte de agrupamentos diversos no decorrer de sua vida. </li></ul><ul><li>- Preconceitos, discriminações, estereótipos: considerações </li></ul><ul><li>- Há soma ou subtração de preconceitos e discriminações </li></ul>
  7. 7. Lazer e Minorias Sociais - Por trás das lutas se encontram mais do que questões simplesmente pontuais ligadas a cada grupo. De alguma forma incomodam e tensionam o todo conservador, podendo e devendo ser encaradas como forma de contribuir para a superação deste status quo . - Contra guetificação, isolamento. Embora possamos entender que em determinadas vezes estes são os caminhos possíveis, devemos buscar uma nova forma de vivência em sociedade, pautada não na homogeneidade, mas sim na tolerância e no reconhecimento das diferenças.
  8. 8. Lazer e Minorias Sociais <ul><li>- Não há passividade. </li></ul><ul><li>Os grupos entabulam resistências, traçadas a partir de sua experiência concreta, muitas vezes estabelecidas de forma sutil e no cotidiano. </li></ul><ul><li>“ O termo resistência tal como é usado aqui não se refere somente a ações propositais, coletivas, dirigidas para fins políticos e em desafio explícito ao poder [...]. A resistência, assim, inclui modos de contestar ou de não aceitar o conjunto de máximas estabelecidas para a vida cotidiana [...]. Um espaço para a resistência pode, então, ser criado pela dissonância entre as experiências vividas pelos indivíduos e a versão oficial de tais experiências ou de interstícios entre experiência e representação” (Lupton, 2000). </li></ul>
  9. 9. Lazer e Minorias Sociais <ul><li>Nosso papel enquanto agentes sociais de esporte e lazer </li></ul><ul><li>Cabe-nos estar atentos, preparados para ouvir, dispostos a compreender, superando os preconceitos que existem dentro de cada um de nós, que acabam por conduzir a distorções na forma de encarar as diversas organizações sociais. Trabalhar com as minorias significa também um esforço de superação individual de cada profissional. Afastamos, assim, qualquer tipo de postura vanguardista de atuação. </li></ul>
  10. 10. Projetos “Sociais” <ul><li>apresentam-se como alternativas de promoção de inclusão social, tendo em vista o quadro de desigualdade que grassa em nosso país; </li></ul><ul><li>b) com isso, adotam o discurso de vinculação com a idéia de construção de cidadania, ainda que muitas vezes tratem do conceito de forma genérica e imprecisa; </li></ul><ul><li>c) normalmente são iniciativas organizadas para ocupação do tempo livre dos freqüentadores, ainda que alguns tenham algum grau de relacionamento com a escola (por exemplo, oferecendo também reforço escolar/explicadores, ou exigindo a freqüência nas salas de aula, alguns ate mesmo certo grau de desempenho, para a manutenção da participação dos envolvidos nas atividades); </li></ul>
  11. 11. Projetos “Sociais” Inquietações <ul><li>O que não é “social”? A moda do “social” </li></ul><ul><li>Superação, Reforma ou Readequação? O que se chama de “inclusão social”? O “novo assistencialismo crítico” </li></ul><ul><li>c) Parceria ou substituição? Onde fica o Estado? </li></ul><ul><li>d) As falsas promessas dos projetos </li></ul><ul><li>e) A falta de compreensão teórica e de prática consequente </li></ul><ul><li>f) O uso da comunidade? Quem representa quem? Quem ganha? </li></ul>
  12. 12. OBRIGADA! [email_address]
  13. 13. Lazer e Minorias Sociais - Relação entre resistência e adequação “ ...os sujeitos não são integralmente governados pelo discurso, nem inteiramente capazes de sair fora dele. Ao contrário há uma contínua luta em torno o significado; a governalidade tanto permite a construção da subjetividade e do processo de corporificação quanto, de certa forma, age para constranger tais processos...Poderia se dizer que se trata de um continuum ao longo do qual a resistência, ou a construção de alternativas, é consciente, indo de lutas de oposição radicais plenamente conscientes – tanto no nível do grupo quanto do indivíduo – até o inconsciente, no qual a resistência ocorre através de impulsos e desejos emocionais e não precisa necessariamente ser reconhecida ou enunciada pelo sujeito como resistência. É preciso reconhecer também uma dimensão não consciente das práticas do eu, nas quais comportamentos são impostos através do habitus e são executadas automaticamente” (Lupton, 2000).

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