MULTICULTURALISMO E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS: PADRÕES IMPOSTOS, BOLSÕES SEMIÓTICOS NEGADOS

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Apresentação de acordo com o texto apresentado no Grupo de estudos Linguísticos em Rio Preto, jul 2008

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MULTICULTURALISMO E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS: PADRÕES IMPOSTOS, BOLSÕES SEMIÓTICOS NEGADOS

  1. 1. MULTICULTURALISMO E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS: PADRÕES IMPOSTOS, BOLSÕES SEMIÓTICOS NEGADOS Luci Mendes de Melo Bonini (UMC) lucibonini.blospot.com [email_address]
  2. 2. <ul><li>O discurso hegemônico da educação ocidentalizante criou estigmas que perduram até hoje na América Latina e sufocou bolsões semióticos </li></ul><ul><li>Zaoual (2003:28) os sítios simbólicos de pertencimento “um marcador imaginário de espaço vivido” </li></ul><ul><li>O “ser planetário” de Morin (2003) </li></ul>FRACTAIS
  3. 3. <ul><li>A revolução digital teve como conseqüência uma internacionalização das idéias, uma vez que a produção institucionalizada e a difusão generalizada de bens simbólicos trouxeram um “temor do nivelamento” (MATTELART: 2005;17) </li></ul><ul><ul><li>ameaçando o futuro das individualidades, a manutenção da integridade de sítios simbólicos que já existiam antes da colonização, daqueles que se formaram pelo amálgama das culturas que para cá vieram e pelos recentes bolsões criados por modismos, tendências ideológicas e minorias excluídas </li></ul></ul>
  4. 4. <ul><li>Para Zaoual (2003:98) “A lógica do crescimento econômico é incompatível com a ecologia, e a preservação da diversidade das culturas”. </li></ul><ul><li>Enquanto a arte contemporânea foi em busca da subjetividade, a partir dos movimentos de vanguarda no início do século passado, o contrário ocorreu com a economia de mercado e com a mídia </li></ul>
  5. 5. Globalização, Glocalização e Educação <ul><li>Segundo Perisse (2001:1) “Glocalização é escrever “best way” sem complexo de inferioridade e achar o máximo que o povão já esteja falando “vou comer no “serv – serv” em vez de self service. Parafraseando Eça de Queiroz, glocali zação é fazer questão de falar mal a líng ua estra ngeira e bem o próprio idi oma”. Ta lvez não seja só isso, é preciso refletir mais profundamente sobre esse conceito. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>Nos fenômenos midiáticos houve uma solução paliativa, no mínimo hipócrita, que fez com que surgissem os correspondentes regionais num primeiro momento: </li></ul><ul><li>No caso do jornalismo, num segundo momento uma expressiva pesquisa de mercado começou a descobrir nichos ainda não atendidos como as mulheres, as crianças, os idosos, os afro – descendentes, os homossexuais, os profissionais de várias áreas etc. </li></ul><ul><li>Na televisão não foi diferente, surgiram as afiliadas, distribuídas pelas microrregiões do país, que obedecem aos rigorosos horários estabelecidos para a publicidade e para o jornalismo local, tudo controlado pelo satélite. </li></ul>
  7. 8. <ul><li>Marx, via Feenberg (2005) previu corretamente que as tecnologias seriam aplicadas inicialmente no setor privado, e que sua aplicação seria exportada muito tempo depois para o setor público influenciando campos da administração, saúde e educação </li></ul>
  8. 9. <ul><li>Sendo assim, o fenômeno da globalização e seus reflexos na Educação vêm desde o período colonial que institui os paradigmas ocidentais na Educação: nos currículos, nos conteúdos e na arquitetura dos edifícios escolares. </li></ul>
  9. 10. Glocalização das políticas públicas educacionais <ul><li>Parâmetros Curriculares Nacionais que no papel previa projetos políticos pedagógicos que respeitassem a comunidade local, mas como outras ações, estas não saíram do papel ou foram distorcidas e acabaram por se transformar no cínico vale tudo que a lei do menor esforço que rege o país consagrou </li></ul>
  10. 11. <ul><li>A conscientização de docentes de que as tecnologias podem ser desde o giz e a lousa até o computador e que isso só melhora seu desempenho e o do aluno, precisa despontar </li></ul><ul><li>Da mesma forma, é preciso compreender que a informática e a rede mundial de computadores podem servir como aliados, como fonte de material para seleção de informação adequada, bem como de espaço gratuito para se compartilhar resultados de experiências, como por exemplo as redes sociais, os blogs e os fotologs . </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Há finalmente, que se orientar os profissionais da educação a utilizar adequadamente as tecnologias físicas (lousa, giz, livro, computador) </li></ul><ul><li>As organizacionais (diários de classe, fichas de alunos e resumos de aula) </li></ul><ul><li>As comunicacionais (principalmente a Internet) a fim de que, como formadores de opinião eles possam multiplicar seu uso. </li></ul><ul><li>As tecnologias da Informação e da Comunicação são primordiais para a construção da identidade daquele sítio simbólico, seja da sua classe, seja da sua escola. </li></ul>

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