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FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA E
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pertence já em si uma época passada.” (POM...
“A memória é, em suma, o que permite a um ser vivo remontar
no tempo, relacionar-se, sempre mantendo-se no presente,
com o...
PATRIMÔNIO E MEMÓRIA SOCIAL
“[ . . . ] a conservação do patrimônio [ . . . ] as sociedades não tinham qualquer
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constituído por alguns vestígios materiais. Prepara-se ...
Em suma, patrimônio são os vestígios que o homem deixa para gerações
futuras, é aquilo que ele produz e gera (lixo, poluiç...
GONDAR. Quatro Proposições sobre Memória Social. In:______ O que
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  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA E COMUNICAÇÃO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA INFORMAÇÃO BIB 3095 INFORMAÇÃO E MEMÓRIA SOCIAL PATRIMÔNIO SOCIAL Luciano Correa Tavares¹ ¹ Estudante do 3° semestre do curso de Biblioteconomia. Trabalho realizado para a referida disciplina ministrada pela Profa. Dra. Lizete Dias de Oliveira
  2. 2. “Toda a memória é em primeiro lugar uma faculdade de conservar vestígios do que pertence já em si uma época passada.” (POMIAN, 2000, p. 507) MEMÓRIA “Vestígios são também as relíquias do passado, e com este termo queremos designar qualquer fragmento de um ser ou de um objecto inanimado [ . . . ]” (POLMIAN, 2000, p. 508)
  3. 3. “A memória é, em suma, o que permite a um ser vivo remontar no tempo, relacionar-se, sempre mantendo-se no presente, com o passado [. . . ]” (POMIAN, 2000, p. 508) “[. . . ] são artefatos materiais, visíveis legíveis, que importa conservar. Para assim tornar o passado visível e sustentar a ficção da sua presença e de um futuro previsível.” (GUILLAUME, 1980, p. 35)
  4. 4. PATRIMÔNIO E MEMÓRIA SOCIAL “[ . . . ] a conservação do patrimônio [ . . . ] as sociedades não tinham qualquer preocupação em deixar vestígios materiais.” (GUILLAUME, 1980, p. 29)
  5. 5. “Imagens e lendas, música e poesia, o efêmero deixa assim vestígios, o inapreensí- vel inscreve-se no duro, na duração. Conservar vestígios, este gesto humano, é com efeito o eco paradoxal do que escapa à duração. Estes vestígios do efêmero adquirem o seu valor pela capacidade de recriarem uma emoção fundada no desaparecimento.” (GUILLAUME, 1980, p. 33) “A memória social é habitualmente caracterizada como polissêmica. [ . . . ] é além de polissêmica, transversal ou interdisciplinar. [ . . . ] Tanto os signos (palavras orais e escritas) quanto os signos icônicos (imagens desenhadas ou esculpidas) e mesmo os signos indiciais (marcas corporais, por ex.), podem servir de suporte para a construção de uma memória.”(GONDAR, 2005, p. 12)
  6. 6. “Há, pois, um certo tom patético no encantamento por um patrimônio constituído por alguns vestígios materiais. Prepara-se uma herança, mas não se sabe quem serão os herdeiros, de tal forma vivemos assombrados pelo espectro da destruição total. [ . . . ] destruir a vida para conservar o material.” (GUILLAUME, 1980, p. 40)
  7. 7. Em suma, patrimônio são os vestígios que o homem deixa para gerações futuras, é aquilo que ele produz e gera (lixo, poluição, destruição). Além disso, esses vestígios não pedem ser o humano à margem da sociedade fruto daquilo que ele mesmo produziu? “Temos o dever de conservar para transmitir. Duplo dever , quer face aos nossos antepassados quer aos nossos filhos, com que se forja a cadeia que não devemos cortar.” (GUILLAUME, 1980, p. 40) CONCLUSÃO
  8. 8. GONDAR. Quatro Proposições sobre Memória Social. In:______ O que é memória social?. Rio de janeiro: Contra capa, 2005. p. 11-12. GUILLAUME, Marc. A Política do Património. Porto, Campo das Letras, 1980. p. 29-35. POMIAN, Krystof. Memória. In.: Enciclopédia Einaudi. Lisboa: Imprensa Nacional, Casa da Moeda, 2000, v. 42, p. 507 - 516. REFERÊNCIAS

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