Rmp a especifidade 2ªaula

383 visualizações

Publicada em

Publicada em: Saúde e medicina
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
383
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
13
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Rmp a especifidade 2ªaula

  1. 1. A Presença ou a Possibilidade da Enfermidade Prof.ª Luciana Krebs Disciplina: Relação Médico-Paciente
  2. 2. Paciente “o paciente vem ao médico com uma característica mistura de esperança e medo. Espera que o médico seja capaz de descobrir a causa do seu sofrimento e agir corretamente para aliviá-lo. Ao mesmo tempo ele teme que o médico possa não ser capaz de ajudá-lo e, em alguns casos, que nenhuma ajuda seja de fato possível”. Médico “O médico também sofre dela porque a cada novo caso encontra-se frente à frente com o imponderável da vida e da morte, ante a limitação do seu saber e a realidade de que é uma pessoa humana, com grandezas e limitações. Ele vive a ambígua situação de que lutando em favor da vida pode, no entanto, tornar-se mensageiro da morte”.
  3. 3. • O termo "transferência" foi utilizado pela primeira vez por Freud em 1895 • Freud publicou em 1912 a obra “A dinâmica da transferência”. É o deslocamento inconsciente do sentido atribuído a pessoas do passado para pessoas do nosso presente.
  4. 4. Envolve sensações, sentimentos e percepções que brotam no terapeuta, emergentes do relacionamento terapêutico com o paciente.
  5. 5. • Não é raro que a necessidade de contatos humanos seja a motivação que leva os pacientes aos consultórios, nem é incomum que a mesma necessidade conduza uma pessoa à vocação para a Medicina.
  6. 6. Relações interpessoais numerosas e superficiais. O consultório, é um dos poucos lugares onde podem buscar compreensão. Na enfermidade, a permeabilidade com relação ao mundo está aumentada porque a doença é uma situação de crise grandemente reveladora da intimidade pessoal.
  7. 7. • A enfermidade é responsável também por mudanças nos sentimentos dos pacientes. Proporciona ocasiões para experiências individuais únicas. • Podem ser duradouras e modificar a ótica pela qual eles enxergam a vida. Muitas pessoas dividem suas vidas num antes e depois da enfermidade.
  8. 8. Altera o encaixe social das pessoas. Quando encontram-se em perigo elas recorrem àqueles que lhes inspiram confiança.
  9. 9. Como crianças, os enfermos tiveram a experiência de que a solução das suas dificuldades partia dos pais e isso representou proteção contra a angústia e isenção de responsabilidade. Este passado converteu-se no recurso disponível de que eles lançam mão nas situações difíceis.
  10. 10. Torna os enfermos mais exigentes, menos lógicos, mais medrosos, mais fantasiosos... A forma como os pacientes percebem a cena médica e a ela reagem não depende apenas da pessoa concreta do médico, mas também do que aqueles tenham sido na infância.
  11. 11. •Podem temer a proximidade com o médico cuidadoso se foram asfixiados pelo excesso de cuidados maternos na infância; •Aquele ressentido pela falta de controle exterior pode não suportar o contato com um médico indulgente;
  12. 12. Numa relação satisfatória Médico e paciente criam um compromisso e estabelecem entre si um campo no qual se sentem seguros. Uma verdadeira solidariedade deve prevalecer sobre outros sentimentos.
  13. 13. • Se tornar íntimo dos pacientes, pode confirmar as regressões e também seus medos (inconscientes). • Toda enfermidade, por simples que seja, traz a problemática da invalidez e da morte AMBIVALÊNCIA Saber a verdade ou fugir dela pode tornar-se motivações tão importantes quanto ser curado. XIX
  14. 14. As relações de amizade podem conter a insinceridade e uma perigosa liberdade. É necessária uma situação neutra. Nem a maior intimidade nem a relação formal constituem conforto ou alívio xx
  15. 15. “se com seus enfermos (o médico) deve ter uma atitude humana no sentido amplo do termo, deve recusar qualquer outra aproximação demasiado pessoal.” Schneider “conservando uma neutralidade afetiva que quer dizer que sua atitude não deve ser nem moralista nem expressiva de juízos valorativos.” Moor
  16. 16. Obrigada!

×