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Sumário: Breve abordagem teórica acerca da problemática da surdez. Consequências da surdez na leitura e escrita do surdo. ...
“A audição é a via fundamental através da qual  a criança desenvolve normalmente a fala e a  linguagem e que é a base de m...
“…o ouvido desempenha a função mais importanteque os órgãos da fala…” Sousa, 2011
Conceito  Deficiência auditiva é o nome utilizado para  indicar perda de audição ou diminuição na  capacidade de escutar o...
Causas                  Causas congénitas:Hereditárias   As síndromes geneticamente determinadasPré-natais (durante a gest...
Peri-natais (durante o nascimento)                             Anóxica (falta de oxigenação),                            p...
Causas adquiridas:Pós-natais (depois do nascimento)               Infecções (como meningite, sarampo,              otites…...
Categorias Condutiva: causada por um problema localizado no ouvido externo e/ou médio, que tem por função "conduzir" o som...
GRAUS DE PERDA AUDITIVASurdez ligeira - entre 20 e 40 dBSurdez média/moderada - entre 40 e 60 dBSurdez severa - entre 60 e...
Categorias Surdez ligeira: o aluno apresenta uma perda de 20 até 40 dB, não percebe todos os fonemas das palavras, é consi...
Surdez severa: o aluno apresenta uma perda auditivaentre 60 e 90 dB. Já não escuta sons importantes do dia-a-dia (o telefo...
IMPLANTE COCLEAR
IMPLANTE COCLEARÉ uma prótese auditiva ativada por estimulaçãoelétrica que tem por objetivo codificar os sons e afala de f...
IMPLANTE COCLEARA criança surdaimplantada apesar de termais possibilidades dedesenvolvimentolinguístico oral do que ossurd...
CONSEQUÊNCIAS DASURDEZ NA LINGUAGEM E  NO COMPORTAMENTODepende de vários fatores:  Tipo;  Grau;  Surdez pré-linguística   ...
Procedimentos EducacionaisHá várias metodologias específicas no ensino de surdos:Oralismo, Comunicação Total e Bilinguismo...
Treino auditivo: estimulação auditiva para reconhecimento e   discriminação de ruídos, sons ambientais e sons da fala.   D...
Opções Educativas   Comunicação Total: defende a ideia de que o surdo pode edeve utilizar todas as formas de comunicação (...
IntervençãoLíngua Gestual PortuguesaÉ o idioma utilizado pelos surdos.Língua de modalidade gestual-visual (porque utiliza ...
Leitura e escrita…
•   A leitura inicia-se da mesma forma na criança    surda e ouvinte, porém com uma série de    diferenças substanciais à ...
ESTRATÉGIAS•   Desenvolvimento da leitura ideovisual (logótipos, anúncios,    cartazes, televisão…).•   Recurso à leitura ...
CARACTERÍSTICAS DA ESCRITA DO           SURDO•   Frases muito simples e curtas.•   As frases têm mais palavras de conteúdo...
Uso escasso de pronomes.Falta de coordenação de ideias.Uso incorrecto dos sinais de pontuação.Frases estereotipadas.Erros ...
ALGUNS EXEMPLOS:   Escrever: Para quê? Para quem? Como?  “Eu chamar Telefonar bombeiro vai chegar as pessoas andar o fogo....
Matemática… Os problemas devem-se mais à privação experiencial, problemas comunicativos e linguísticos, escassez de trabal...
CARACTERÍSTICAS DO ALUNO SURDO NA ÁREA             DA MATEMÁTICA  Adquirem o número natural mais lentamente  Não tem probl...
Sugestões… Ensinar os diferentes significados de termos matemáticos Trabalhar o conceito de subtração como o inverso da so...
Ao serem capazes de descobrir como será a figura seguinte, os   alunos estarão utilizando experiências anteriores, realiza...
Adaptações curricularesa) Adaptações Metodológicas e Didáticas           ( Incidem   sobre agrupamentos de alunos, nos mét...
Adaptações Metodológicas e DidáticasOs professores devem fornecer ao aluno informação escritafocando os pontos essenciais ...
Falar de forma clara, com boa dicção, lentamente, masevitando um discurso monótono.Usar novos vocábulos (sinónimos) quando...
Valorização de atitudes na sala de aula.Colocar o aluno ao lado de um colega que o possaorientar a copiar do quadro, quand...
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As fichas de avaliação e/ou fichas de trabalho devem seradaptadas com questões diretas e objetivas, comglossário se necess...
Considerar ainda…  Utilizar todas as possibilidades sensoriais do aluno  Facilitar todo tipo de possibilidades expressivas...
"A gaivota cresceu e voa com suaspróprias asas. Olho do mesmo modo comoque poderia escutar. Meus olhos são meusouvidos. Es...
"Nós não devemos deixar que as incapacidades das pessoas nos impossibilitem de reconhecer as       suas habilidades."     ...
Bibliografia: NEMBRI, Armando, SILVA , Angela (2010). Ouvindo o silêncio. Porto Alegre: Editora Mediação RUELA, Angélica (...
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  1. 1. Agrupamento deEscolas deMealhada Deficiência auditiva: uma abordagem de (Des)Envolvimento Conselho de turma 7ºA 9 de novembro de 2011 Docente de Educação Especial: Lúcia
  2. 2. Sumário: Breve abordagem teórica acerca da problemática da surdez. Consequências da surdez na leitura e escrita do surdo. Estratégias a implementar no trabalho escolar. Sugestões no domínio da intervenção pedagógica.
  3. 3. “A audição é a via fundamental através da qual a criança desenvolve normalmente a fala e a linguagem e que é a base de muitas aprendizagens posteriores. As alterações da audição podem causar, em qualquer idade, problemas de comunicação... Bautista, R. (1997)
  4. 4. “…o ouvido desempenha a função mais importanteque os órgãos da fala…” Sousa, 2011
  5. 5. Conceito Deficiência auditiva é o nome utilizado para indicar perda de audição ou diminuição na capacidade de escutar os sons. Qualquer problema que ocorra em algumas das partes do ouvido pode levar a uma deficiência na audição. Podemos considerar surdo o indivíduo que tem uma perda auditiva ... e que dificilmente adquirirá a linguagem oral sem um trabalho/treino específico para utilização da audição residual e da fala.
  6. 6. Causas Causas congénitas:Hereditárias As síndromes geneticamente determinadasPré-natais (durante a gestação) Desordens genéticas, consangüinidade, doenças infecto-contagiosas (como a toxoplasmose, a sífilis e a rubéola), uso de drogas e álcool pela mãe, desnutrição ou carência alimentar materna, hipertensão ou diabetes durante a gestação e exposição à radiação.
  7. 7. Peri-natais (durante o nascimento) Anóxica (falta de oxigenação), prematuridade, traumas doparto, estrangulamento de cordão umbilical, icterícia grave no recém-nascido e infecção hospitalar.
  8. 8. Causas adquiridas:Pós-natais (depois do nascimento) Infecções (como meningite, sarampo, otites…), o uso de medicamentos ototóxicos em excesso e sem orientação médica, a exposição excessiva a ruídos e a sons muito altos (Pair), o traumatismo craniano e o trauma acústico (surdez causada por pancada na região da orelha, estouro de uma bomba ou tiro próximo do ouvido)
  9. 9. Categorias Condutiva: causada por um problema localizado no ouvido externo e/ou médio, que tem por função "conduzir" o som até o ouvido interno. Neurossensorial: decorrente de lesão no ouvido interno. Neste caso há uma diminuição na capacidade de receber os sons, provocada por um problema no mecanismo de percepção do som desde o ouvido interno até o cérebro. Mista: quando o problema está localizado em ambos os mecanismos numa mesma pessoa. Central: Decorre de alterações nos mecanismos de processamento da informação sonora no Sistema Nervoso Central.
  10. 10. GRAUS DE PERDA AUDITIVASurdez ligeira - entre 20 e 40 dBSurdez média/moderada - entre 40 e 60 dBSurdez severa - entre 60 e 90 dBSurdez profunda -90 a 100 dB Classificação BIAP (Bureau International d’Audiophonologic)
  11. 11. Categorias Surdez ligeira: o aluno apresenta uma perda de 20 até 40 dB, não percebe todos os fonemas das palavras, é considerado desatento e solicita com frequência a repetição do que lhe dizem. A deficiência não impede a aquisição normal da linguagem, mas poderá causar algum problema de articulação ou dificuldade na leitura e escrita. Surdez média/moderada: o aluno apresenta uma perda auditiva de 41 a 55 dB, é necessária uma voz de certa intensidade para que seja percebida, ao telefone não escuta com clareza, trocando muitas vezes a palavra ouvida por outra foneticamente semelhante (pato/rato). Nesse caso é frequente o atraso da linguagem.
  12. 12. Surdez severa: o aluno apresenta uma perda auditivaentre 60 e 90 dB. Já não escuta sons importantes do dia-a-dia (o telefone tocar, a campainha, a televisão. Percebe,mas não entende a voz humana, não distingue os sons(fonemas) da fala. A compreensão verbal vai depender emgrande parte da aptidão para utilizar a percepção visual(leitura labial).Surdez profunda: o aluno apresenta uma perda auditivaacima de 91 dB, não percebe nem identifica a voz humana,impedindo que adquira a linguagem oral. Escuta apenasos sons graves que transmitem vibração (trovão,helicóptero). Esta perda é considerada muito grave enecessita de intervenção especializada desde a maistenra idade para que possa adquirir a linguagem oral.Anacusia: é a falta total de audição.
  13. 13. IMPLANTE COCLEAR
  14. 14. IMPLANTE COCLEARÉ uma prótese auditiva ativada por estimulaçãoelétrica que tem por objetivo codificar os sons e afala de forma a que o sistema nervoso central ospossa detetar e implantar.O processo de reabilitação é a fase maisprolongada do processo (ex: terapia da fala,ambientes potenciadores de desenvolvimento delinguagem…).
  15. 15. IMPLANTE COCLEARA criança surdaimplantada apesar de termais possibilidades dedesenvolvimentolinguístico oral do que ossurdos profundosaparelhados, continua aser surda.
  16. 16. CONSEQUÊNCIAS DASURDEZ NA LINGUAGEM E NO COMPORTAMENTODepende de vários fatores: Tipo; Grau; Surdez pré-linguística ou pós-linguística.
  17. 17. Procedimentos EducacionaisHá várias metodologias específicas no ensino de surdos:Oralismo, Comunicação Total e Bilinguismo. Oralismo: tem como objetivo a integração da criançasurda com os ouvintes, propondo o desenvolvimento dalíngua oral. Este método valoriza a utilização de próteses nareeducação auditiva, inclusive na dos surdos profundos, paraestimular os resíduos auditivos através da amplificação dossons. A aprendizagem da fala é ponto central e paradesenvolvê-la algumas técnicas específicas são utilizadas,são elas:
  18. 18. Treino auditivo: estimulação auditiva para reconhecimento e discriminação de ruídos, sons ambientais e sons da fala. Desenvolvimento da fala: exercícios para a mobilidade etonicidade dos órgãos envolvidos na fonação (lábios,mandíbula, língua) e exercícios de respiração e relaxamento. Leitura labial: treino para a identificação da palavra faladapor outra pessoa por meio dos movimentos dos lábios (leituralabial) aliados à expressão facial. Alguns obstáculos daleitura labial: deficiência visual, distância, posição de quemfala, má articulação, fonemas homorgânicos, entre outros.
  19. 19. Opções Educativas Comunicação Total: defende a ideia de que o surdo pode edeve utilizar todas as formas de comunicação (gestos naturais,português sinalizado, Língua Gestual Portuguesa – LGP,alfabeto datilológico, fala, leitura labial, leitura e escrita) paradesenvolver-se lingüisticamente. Possui flexibilidade no uso decomunicação oral e gestual. Bilinguismo: esta abordagem assume a LGP como a primeira língua do surdo, devendo ser aprendida o mais cedo possível para depois ter contato com a segunda língua - o idioma (língua) oficial do país – a Língua Portuguesa. Essa corrente defende o uso das duas Línguas no processo educacional da pessoa surda.
  20. 20. IntervençãoLíngua Gestual PortuguesaÉ o idioma utilizado pelos surdos.Língua de modalidade gestual-visual (porque utiliza a visão paracaptar a mensagem e movimentos das mãos e expressõescorporal e facial para se comunicar) que possui estrutura egramática própria, tendo a mesma denominação e status dalíngua oral-auditiva (sistema fonológico representado pelosfonemas de uma língua, concretizados pela articulação dos sonsda fala).A Língua Gestual não é uma língua universal. LGP ≠ alfabeto gestualO intérprete de LGP tem a função de facilitar a comunicação entreo estudante surdo, o professor e os outros estudantes da turma,interpretando a mensagem recebida em Língua Portuguesa orale/ou escrita e convertendo-a em LGP e vice-versa.
  21. 21. Leitura e escrita…
  22. 22. • A leitura inicia-se da mesma forma na criança surda e ouvinte, porém com uma série de diferenças substanciais à partida:  Pobreza de vocabulário pelo déficit linguístico;  Escasso conhecimento da estrutura sintáctica;  Dificuldades de acesso ao código fonológico;  Limitação da capacidade de antecipação, de inferência e de organização.• Os surdos dominam a mecânica da leitura mas sem compreensão do que lêem…
  23. 23. ESTRATÉGIAS• Desenvolvimento da leitura ideovisual (logótipos, anúncios, cartazes, televisão…).• Recurso à leitura a partir da experiência da criança, vinculando-a à vida diária (ex: escrever e interpretar pequenas frases/textos de acordo com as suas vivências, adaptar textos com redução/adequação de vocabulário…).• Ativar ideias e conhecimentos prévios• Acompanhar o texto de representações gráficas• Selecionar textos adequados ao seu nível de compreensão (aumento gradual do grau de exigência).• Reforçar a descriminação da composição das palavras• Acompanhar os textos de glossários• Refletir sobre os processos implicados na leitura• Usar a LGP
  24. 24. CARACTERÍSTICAS DA ESCRITA DO SURDO• Frases muito simples e curtas.• As frases têm mais palavras de conteúdo (nomes e verbos) do que palavras de função (artigos, preposições, conjunções…).• Grande pobreza de vocabulário.• Uso inadequado de tempos nas frases.• Erros de concordância, de género, número e pessoa.• Muitas dificuldades no uso de frases compostas.
  25. 25. Uso escasso de pronomes.Falta de coordenação de ideias.Uso incorrecto dos sinais de pontuação.Frases estereotipadas.Erros frequentes de omissão, substituição, adiçãoe troca da ordem das palavras.
  26. 26. ALGUNS EXEMPLOS: Escrever: Para quê? Para quem? Como? “Eu chamar Telefonar bombeiro vai chegar as pessoas andar o fogo.” (aluno, 15 anos) = Vou chamar o bombeiro pelo telefone e vão chegar pessoas para apagar o fogo.“Bom dia! Sim, falto porque exame também apresentar.Desculpa, esqueço disser.” (Formador, adulto)= Bom dia! Sim, falto, porque tenho exame e vou apresentar umtrabalho. Desculpa, esqueci-me de dizer.
  27. 27. Matemática… Os problemas devem-se mais à privação experiencial, problemas comunicativos e linguísticos, escassez de trabalho nesta área e tarefas muitas vezes simplificadas As capacidades cognitivas melhoram sempre que não há componentes verbais Dificuldades derivadas da competência linguística: contagem em ordem inversa, conceitos de oposição, igualdade, semelhança, maior ou menor que… e nos enunciados matemáticos Dificuldades na localização espacio-temporal derivadas do déficit auditivo
  28. 28. CARACTERÍSTICAS DO ALUNO SURDO NA ÁREA DA MATEMÁTICA Adquirem o número natural mais lentamente Não tem problemas com a adição mas revelam dificuldades na subtração Nos enunciados dos problemas tendem a sobre simplificar, ignorar formas linguísticas, enganar-se com as palavras- chave e desconhecem as orações condicionais Tendem a fazer adições sucessivasem vez de multiplicações Têm dificuldade com a representaçãográfica das formas geométricas e emassociá-las ao ambiente
  29. 29. Sugestões… Ensinar os diferentes significados de termos matemáticos Trabalhar o conceito de subtração como o inverso da soma Personalizar a explicação oral do enunciado ou destacar conceitos chave do problema Pedir para rever o problema e a solução Ensinar explicitamente o vocabulário geométrico, manipulando ​objetos e relacionando com o mundo real Trabalhar com padrões geométricos, permite a percepção de regularidades e a compreender o que é ritmo (conceito importantíssimo para a noção de tempo); Os padrões geométricos permitem “visualizar” o ritmo, percebendo os conceitos de duração e sucessão e estabelecer relações entre eles
  30. 30. Ao serem capazes de descobrir como será a figura seguinte, os alunos estarão utilizando experiências anteriores, realizando uma abstração. Utilizar vistas de objetos como: o mapa de uma cidade, a planta de uma residência e o desenho de um trajeto …, pois auxiliam no desenvolvimento da percepção espacial, comunicação visual e etc.O Ensino da Geometria 1) desenvolve a coordenação visuo-motora;2) Contribui para a criança adquirir senso de organização eorientação espacial; 3) Auxilia na leitura e compreensão de gráficos,mapas e outras informações típicas da nossa sociedade. Introduzir jogos cooperativos no ensino de geometria Não eliminar um conteúdo a priori Usar apoio visual
  31. 31. Adaptações curricularesa) Adaptações Metodológicas e Didáticas ( Incidem sobre agrupamentos de alunos, nos métodos, nas técnicas e estratégias de ensino-aprendizagem, na avaliação e nas atividades programadas)b) Adaptações nos Conteúdos Curriculares no Processo Avaliativo ( São adaptações individuais dentro da programação regular, considerando os objetivos, os conteúdos e os critérios de avaliação para responder às necessidades do aluno)
  32. 32. Adaptações Metodológicas e DidáticasOs professores devem fornecer ao aluno informação escritafocando os pontos essenciais de cada uma das áreascurriculares:Capítulo da matéria.Referência a uma aula específica.Registos escritos no quadro.Suporte visual.Resumos e/ou esquemas da matéria.Imagens.Expressões corporais e faciais …
  33. 33. Falar de forma clara, com boa dicção, lentamente, masevitando um discurso monótono.Usar novos vocábulos (sinónimos) quando o aluno nãopercebe uma palavra.Dar mais tempo para a realização das tarefas e/ou tarefasmais reduzidas.No que respeita aos trabalhos de casa, cada professordeve assegurar se o aluno entendeu claramente a tarefa arealizar e se a registou no caderno.Mais tempo na realização das fichas de avaliação.Apoio na interpretação das perguntas.Ensinar comportamentos de cariz social.
  34. 34. Valorização de atitudes na sala de aula.Colocar o aluno ao lado de um colega que o possaorientar a copiar do quadro, quando o docente deEducação Especial não está na aula.Posicionar o aluno na sala de aula de frente para oprofessor (1ª ou 2ª carteira), afastado de zonas mais“ruidosas” e nunca de frente para a luz. Introduzir atividades individuais complementares para oaluno alcançar os objetivos comuns aos demaiscolegas.
  35. 35. Adaptações nos ConteúdosCurriculares no Processo Avaliativo Eliminar atividades que não beneficiem o aluno ou querestrinjam a sua participação ativa. Introduzir objetivos intermédios Suprimir objetivos e conteúdos curriculares que não possamser alcançados pelo aluno, não comprometendo, contudo ascompetências gerais de ciclo. Cada docente deve realizar uma planificação geral com asadequações curriculares individuais e as condições especiaisde avaliação em matriz usada no Agrupamento.
  36. 36. As fichas de avaliação e/ou fichas de trabalho devem seradaptadas com questões diretas e objetivas, comglossário se necessário, com recurso à imagem,exercícios de escolha múltipla e de verdadeiro/falso...Os textos para interpretação devem ser criteriosamenteselecionados e adaptados com glossário.Nas respostas abertas, o aluno não deverá serpenalizado por erros de forma na escrita (falta departículas de ligação na frase, falta de concordânciasujeito - predicado ...). Deve evitar-se formulação de questões do tipo(identifica, relaciona, interpreta) substituindo-as poroutras mais simples para que o aluno saiba claramente oque se pretende.
  37. 37. Considerar ainda… Utilizar todas as possibilidades sensoriais do aluno Facilitar todo tipo de possibilidades expressivas Usar a linguagem escrita para a aprendizagem do oral Usar a linguagem com diferentes intenções: pragmática. Conversar acerca de como se conversa Manter expectativas adequadas acerca do aluno Informa-lo antes das mudanças ou situações novas. O aluno deve ter apoio dentro e fora da sala, em disciplinas a definir em Conselho de Turma. Podem aproveitar-se as horas de Formação Cívica e de Estudo Acompanhado para trabalhar individualmente com docente de Educação Especial.
  38. 38. "A gaivota cresceu e voa com suaspróprias asas. Olho do mesmo modo comoque poderia escutar. Meus olhos são meusouvidos. Escrevo do mesmo modo que meexprimo por sinais. As minhas mãos sãobilíngues. Ofereço-lhes a minha diferença.Meu coração não é surdo a nada nesteduplo mundo..." Emmanuelle Laborrit, O grito da gaivota
  39. 39. "Nós não devemos deixar que as incapacidades das pessoas nos impossibilitem de reconhecer as suas habilidades." ( Hallahan e Kauffman, 1994)
  40. 40. Bibliografia: NEMBRI, Armando, SILVA , Angela (2010). Ouvindo o silêncio. Porto Alegre: Editora Mediação RUELA, Angélica (2000). O aluno surdo na escola Regular. Lisboa: IIE SOUSA, Alberto (2011). Problemas de audição e atividades pedagógicas. Lisboa: Intituto Piaget. BAUTISTA, Rafael (coord) (1997). Necessidades Educativas Especiais. Dinalivro. LABORRIT, Emmanuelle (2000). O grito da gaivota. Lisboa: Caminho.

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