(AGRO)BIODIVERSIDADE TROPICAL:  CÓDIGO FLORESTAL E RIO + 20                   Paulo Kageyama                     ESALQ/USP...
LARGEA - ESALQ / USP    Laboratório Reprodução Genética Espécies Arbóreas   Estudo da Biodiversidade das Florestas Tropic...
BIODIVERSIDADE - CONTEXTO MUNDIAL   O BRASIL É O PAÍS DE MAIOR BIODIVERSIDADE    DO PLANETA: E DAÍ? IMPORTÂNCIA SOCIO-   ...
QUANTIFICAÇÃO DA DIVERSIDADE DE            ESPÉCIES DA FLORESTA TROPICAL   DIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA (REIS, 1996)    ...
BIODIVERSIDADE TROPICAL?O número de espécies de insetos e microrganismosé cerca de 100 vezes maior que o total deespécies ...
CONVENÇÕES DE DIVERSIDADE BIOLÓGICA    E DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS   Principais resultados da Rio 92 - Conferência    da ON...
BIOPIRATARIA E BIODIVERSIDADE(Uso Sustentável e Repartição de Benefícios)   Lei de Acesso aos Recursos Genéticos e    Rep...
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Plantas, animais,     Material Genético e seus Produtos                                                          Produtosf...
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DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA2/3* DAS EMISSÕES DE CARBONO DO BRASILCOP 15 (2010) Copenhage: Brasil redução 38% ? EXPLORAÇÃO MA...
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29,1                                                                                                 27,2                 ...
CUSTO PARA MANTER A BIODIVERSIDADE*   REDUZIR DESMATAMENTO E MANEJO SUSTENTÁVEL    –   PLANO DE COMBATE AO DESMATAMENTO: ...
Aplicação: Uso da Biodiversidade*          (30 a)   Biodiversidade e o Uso como Ferramenta nos    Agroecossistemas = Equi...
Biodiversidade Tropical   A Biodiversidade é a responsável pelo    delicado equilíbrio nas florestas tropicais,    pois b...
ILHAS DE ALTA PRODUTIVIDADE – IAPs SERINGUEIRAS DO ACRE – AMAZÔNIA (RESEX CHICO MENDES – 1990/95*)
RESEX NO ACRE – CONSERVAÇÃO E USO
ILHAS DE ALTA PRODUTIVIDADE – IAPs          ACRE - AMAZÔNIA A SERINGUEIRA É NATIVA DA AMAZÔNIA E PORISSO É ATACADA PELO F...
RESTAURAÇÃO DE MATAS CILIARES COMALTA DIVERSIDADE DE ESPÉCIES NATIVAS       (CESP/ESALQ – 1988/2000)
RESTAURAÇÃO DE MATAS CILIARES COM    ALTA DIVERSIDADE DE ESPÉCIES A Tecnologia para a Restauração de ÁreasDegradadas no B...
RESTAURAÇÃO: BIODIVERSIDADE E SUCESSÃOMODELO BÁSICO DE ASSOCIAÇÃO ENTRE GRUPOS ECOLÓGICOS                   (BUDOWSKI, 1966)
ALTA DIVERSIDADE DE ESPÉCIES E       EQUILÍBRIO DO ECOSSISTEMA Não se tem constatado ataque de pragas e/ou doenças,em nen...
PROJETO (APLICAÇÃO):       RESTAURAÇÃO FLORESTAL E    QUANTIFICAÇÃO DE SEQUESTRO DE         CARBONO NA AES TIETÊMDL/ONU – ...
Objetivo geralDar suporte técnico-científico às diferentesetapas do plantio de restauração, visando àmaximização    da   r...
RESTAURAÇÃO E MUDANÇAS CLIMÁTICAS Importância da cooperação universidade x empresa: avanço da  pesquisa e contribuição co...
Sequestro de C em reflorestamentos heterogêneos                                            com espécies nativas           ...
PLANTIOS DE EUCALIPTOS COM APPs       E RESERVAS LEGAIS   (EMPRESA FLORESTAL – 2008)
PLANTIOS DE EUCALIPTOS CLONAIS       COM APPs E RESERVAS LEGAIS Os plantios de florestas no Brasil, basicamente comespéci...
Uma especie/clones                Plantação Florestal                           x                     Floresta Natural    ...
PLANTIOS DE EUCALIPTOS COM APPs,     RESERVAS LEGAIS E CORREDORES Pesquisas têm mostrado que talhões clonais deEucaliptos...
AGROBIODIVERSIDADE NAAGRICULTURA FAMILIAR – SAFs e SSPs(Assentamentos Reforma Agrária 1995/2012)
BIODIVERSIDADE EM PEQUENAS      PROPRIEDADES FAMILIARES Agricultores Familiares vêm usando   técnicasde SAFs-Sistemas Agr...
Exemplo de estrutura que queremos !!
“PROJ BIOENERGIA COM BIODIVERSIDADE E SEGURANÇA ALIMENTAR - PONTAL (SP)” Projeto mais recente, financiado pelo MDA:Uso de...
Mapeamento de PopulaçõesNativas de Macaúba (5 Mil Ha ?)
Produtividade da Macaúba                                                  Rendimento óleo (kg/No de plantas no projeto   d...
“PROJ ASSENTAMENTO SUSTENTÁVEL NO        EXTREMO SUL DA BAHIA” Fomos convidados pela Empresa Fibria* afazer com o MST um ...
Bela Manhã, 5 anos de acampamento (lona!)
Recepção pelos Acampados do       MST Local !
Objetivos e estrutura do Centro de      Formação do Sul da BahiaCentro referência regional – AgroecologiaÁrea demonstrativ...
Cadeias Produtivas e Agroindústrias   Fruticultura tropical – em SAFs   Hortifrutigranjeiros – Orgânicos   Condimentos ...
CULTIVO ORGÂNICO EM APIAÍ-SP NO           VALE DO RIBEIRA (IAP*)   PLANTIO   DE   TOMATE    RODEADO    DE    BIODIVERSIDA...
Produção agroecológica de Tomate                                   Controle biológico - ISCA
COMPARAÇÃO DE CULTIVO DE TOMATE   CONVENCIONAL E ORGÂNICO EM APIAI-SPCultivos         Produtividade           Custo       ...
Cultivo da Banana no Vale do Ribeira:    Convencional X Orgânico (SAF)     Melo, C.V. (2009) – Eldorado-SPTipo Cultivo    ...
RESUMO FINAL DO PROJETO DA BANANAProdutividade Convencional SAF Orgânico--------------------------------------------------...
CONSIDERAÇÃO FINAIS   Brasil: País de Maior Biodiversidade: a Convenção da    Biodiversidade atende muito mais a Conserva...
Prof. Paulo KageyamaESALQ. Universidade de São Paulo      pkageyama@usp.br
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Conferência de imprensa com o Prof. Paulo Kageyama (ESALQ-USP). - Projeto Repórter do Futuro - Amazônia 2012

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  1. 1. (AGRO)BIODIVERSIDADE TROPICAL: CÓDIGO FLORESTAL E RIO + 20 Paulo Kageyama ESALQ/USP Repórter do Futuro - Amazônia IEA-São Paulo, 16/06/2012
  2. 2. LARGEA - ESALQ / USP Laboratório Reprodução Genética Espécies Arbóreas Estudo da Biodiversidade das Florestas Tropicais com Técnicas de Genética Molecular; Aplicação desses Conhecimentos em Projetos SocioAmbientais nos diversos Biomas; Esses Conhecimentos tomam Importância cada vez maior no Debate Internacional e Nacional: – Biodiversidade - Convenção da Biodiversidade* – Mudanças Climáticas – Convenção do Clima – Código Florestal - Congr. Nacional; Sociedade – Rio + 20: Internacional – Economia Verde
  3. 3. BIODIVERSIDADE - CONTEXTO MUNDIAL O BRASIL É O PAÍS DE MAIOR BIODIVERSIDADE DO PLANETA: E DAÍ? IMPORTÂNCIA SOCIO- AMBIENTAL, RESPONSABILIDADES E DESAFIOS; IMPORTÂNCIA: PERPECTIVAS PARA A SUA CONSERVAÇÃO* E, PRINCIPALMENTE, O USO SUSTENTÁVEL* E REPARTIÇÃO DE BENEFÍCIOS**; O BRASIL POSSUI CERCA DE 20-25% DE TODA A BIODIVERSIDADE DO PLANETA, COM BIOMAS TROPICAIS COM ALTA BIODIVERSIDADE.“A AMAZÔNIA É A PRINCIPAL QUESTÃO: POR QUE?” “MAIOR E 85% AINDA EM PÉ”
  4. 4. QUANTIFICAÇÃO DA DIVERSIDADE DE ESPÉCIES DA FLORESTA TROPICAL DIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA (REIS, 1996) – NÚMERO TOTAL DE ESPÉCIES ARBÓREAS = 35% – NÚMERO TOTAL DE ESPÉCIES: LIANAS/EPÍFITAS = 42% – NÚMERO TOTAL DE ESPÉCIES: ARBUSTOS/ERVAS = 23% EM 1 SÓ HECTARE DE MATA ATLÂNTICA – NÚMERO MÉDIO: 150 ESPÉCIES DE ÁRVORES/HA – NÚMERO TOTAL DE PLANTAS: 500 ESPÉCIES; E – 50.000 ESPÉCIES DE ANIMAIS/MICRORGANISMOS ANTÍTESE: 1 SÓ GENÓTIPO/TRANSGÊNICO EM MILHARES DE HA NA MONOCULTURA DA AGROPECUÁRIA E FLORESTA
  5. 5. BIODIVERSIDADE TROPICAL?O número de espécies de insetos e microrganismosé cerca de 100 vezes maior que o total deespécies vegetais (Kricher, 1997);Porém, a Biomassa vegetal é 800 vezes maior doque a de insetos e microrganimos*;Na Floresta Tropical as plantas estão verdinhas,sem sinais de ataques de animais/microrganismos;Segredo-Evolução: Compostos secundários químicosque as plantas produzem para se defender; ComUso nas Indústrias de Biotecnologia: Biopirataria*
  6. 6. CONVENÇÕES DE DIVERSIDADE BIOLÓGICA E DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS Principais resultados da Rio 92 - Conferência da ONU para Meio Ambiente; (RIO +20 !) Acordo negociado entre Governos dos Países das Nações Unidas (191); (188) e (143) Tratado Internacional com Força de Lei*, para Países que ratificam a Convenção; Compromisso de cumprir as Decisões aprova- das nas COPs (Conference of Parties); “Quem não ratificou nem a Convenção da Biodiversidade e nem o Protocolo de Kioto e Por que Não?”
  7. 7. BIOPIRATARIA E BIODIVERSIDADE(Uso Sustentável e Repartição de Benefícios) Lei de Acesso aos Recursos Genéticos e Repartição Justa e Equitativa de Benefícios dos Recursos Genéticos da Biodiversidade*; Regime Internacional de Acesso aos Recursos Genéticos; Proposta feita na COP 8 Curitiba-PR; (COP 10 Protocolo Nagóia)*.
  8. 8. Lei de Acesso ao Material Genético e seus Produtos, aos ConhecimentosTradicionais Associados e Repartição de Benefícios (discutida no CGEN/MMA por dois anos; na Casa Civil até hoje).
  9. 9. Plantas, animais, Material Genético e seus Produtos Produtosfungos emicroorganismos comerciais Genes Fármacos CARACTERÍSTICAS Biomoléculas EVariedades Crioulas PROPRIEDADES Extratos Cosméticos FUNCIONAISConhecimentosTradicionais Associados Cultivares
  10. 10. Quais os problemas para a Lei de Acesso?i) A biopirataria corre solta, sem a repartição justa de benefícios;ii) Os conhecimentos tradicionais não são valorizados, e sim explorados: povos indígenas, comunidades tradicionais, ..iii) A biodiversidade é um patrimônio nacional; a quem cabe os benefícios? Em Contrapartida: Desmatamento !!!
  11. 11. DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA2/3* DAS EMISSÕES DE CARBONO DO BRASILCOP 15 (2010) Copenhage: Brasil redução 38% ? EXPLORAÇÃO MADEIREIRA PREDATÓRIA PECUÁRIA EXTENSIVA (APÓS MADEIRA) - AMAZÔNIA: 45 MI HA ( 0,9 CABEÇA/Ha); - EX-PECUÁRIA: 20 MI HA (ABANDONADA); SOJA INTENSIVA: CERRADO DA AMAZÔNIA « A PECUÁRIA É PARA REFORMA AGRÁRIA E O AGRONEGÓCIO QUE NOS ENVENENA* »
  12. 12. USO DAS TERRAS NO BRASIL (850 Mi Ha) Uso da Terra Área (Ha) Porcentagem---------------------------------------------------------------------------Pecuária Total 200 Mi 22%Agronegócio 80 Mi 10%Agricult Familiar 100 Mi 12%Amazônia 450 Mi 50% (17%)* Pecuária 45 Mi 60% Abandonada 20 Mi 30% Agricultura 10 Mi 10%---------------------------------------------------------------------------Pecuária no Brasil tem produtividade de 1,2 cab/ha; Amazônia menos de 1,0 cab/ha; ideal: 2-3 cab/ha
  13. 13. Soja e Gado: Avanço na AmazôniaAs setas indicam os corredores de expansão. Área cultivadacom soja e gado, na Amazônia Brasileira. Fonte:IBGE. Pecuária: menos de 1 cab/Ha*
  14. 14. Plano de Ação para Prevenção e Controledo Desmatamento na Amazônia - CEDAm* GRUPO PERMANENTE DE TRABALHO INTERMINISTERIAL SOBRE DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA Instituído por Decreto de 3 de julho de 2003Reuniu 13 ministérios coordenados pela Casa Civil da Presidência da República
  15. 15. 29,1 27,2 24,6 23,1 18,2 18,2 18,2 18,7 17,6 17,4 17,3 14,9 13,8 13,8 14 13,2 11,1 9,6 03/04 91/92 00/01 06/07 88/89 89/90 90/91 93/94 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 01/02 02/03 04/05 05/06 94/95 Taxa de Desmatamento da Amazônia Brasileira – 1988/20102008: 13 Km2; 2009/11: 07 Km2; 2012: 07 Km2
  16. 16. CUSTO PARA MANTER A BIODIVERSIDADE* REDUZIR DESMATAMENTO E MANEJO SUSTENTÁVEL – PLANO DE COMBATE AO DESMATAMENTO:  A ESTRUTURA PARA AS AÇÕES NA AMAZÔNIA DO GT INTERMINISTARIAL CUSTOU EM TORNO DE US$ 50 MI / ANO. A REDUÇÃO DE 500 MI HA CUSTOU CERCA DE US$ 100/HA/ANO; – RECUPERAÇÃO DA FLORESTA:  O PLANTIO MISTO DE ESPÉCIES NATIVAS PARA A RESTAURAÇÃO FLORESTAL, OU “REFAZER” A FLORESTA, TEM FICADO CERCA DE US$ 2.000 / HA; – MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA:  MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA, COM MANUTENÇÃO DO RECURSO E A BIODIVERSIDADE. QUAL O CUSTO PARA MANTER O SERINGUEIRO NA RESEX? US$ 20,00 / HA / ANO.
  17. 17. Aplicação: Uso da Biodiversidade* (30 a) Biodiversidade e o Uso como Ferramenta nos Agroecossistemas = Equilíbrio Ecológico; 1- Amazônia: Ilhas de Alta Produtividade de Seringueiras - IAPs, no Acre; 2- Mata Atlântica: Restauração de Áreas Degradadas com Espécies Nativas; 3- Plantações de Exóticas com APPs e RLs como Buffer de Biodiversidade; 4- Agricultura Familiar: Construção de Novos Sistemas de Produção com Biodiversidade; Considerações Finais: Que lições tirar para o Uso dessa nossa Biodiversidade?
  18. 18. Biodiversidade Tropical A Biodiversidade é a responsável pelo delicado equilíbrio nas florestas tropicais, pois biodiversidade e equilíbrio sempre estão associados nesses ecossistemas. O que é então essa tal Biodiversidade Tropical e como a mesma pode ser referência para os agroecossistemas? Existem experiências de êxito em como essa biodiversidade pode ser utilizada como ferramenta nos Agrossistemas?Biodiversidade Dentro e Entorno do Talhão
  19. 19. ILHAS DE ALTA PRODUTIVIDADE – IAPs SERINGUEIRAS DO ACRE – AMAZÔNIA (RESEX CHICO MENDES – 1990/95*)
  20. 20. RESEX NO ACRE – CONSERVAÇÃO E USO
  21. 21. ILHAS DE ALTA PRODUTIVIDADE – IAPs ACRE - AMAZÔNIA A SERINGUEIRA É NATIVA DA AMAZÔNIA E PORISSO É ATACADA PELO FUNGO MAL DAS FOLHAS(Mycrociclus ulei), IMPEDINDO PLANTAÇÕES NAREGIÃO DE ORIGEM, OU NA AMAZÔNIA; O PLANTIO DE PEQUENAS ILHAS (1 Ha)-IAPs DESERINGUEIRA NO MEIO DA FLORESTA (RESEX)TEVE SUCESSO, POIS A PLANTA FOI PROTEGIDAPELA BIODIVERSIDADE AO REDOR;• A BIODIVERSIDADE NO ENTORNO DA ÁREAPRODUTIVA (TALHÃO) PODE SER IMPORTANTEPARA O EQUILÍBRIO DOS CULTIVOS, MESMO QUESEJAM MONOCULTIVOS CLONAIS.*(Tomate, Eucal)
  22. 22. RESTAURAÇÃO DE MATAS CILIARES COMALTA DIVERSIDADE DE ESPÉCIES NATIVAS (CESP/ESALQ – 1988/2000)
  23. 23. RESTAURAÇÃO DE MATAS CILIARES COM ALTA DIVERSIDADE DE ESPÉCIES A Tecnologia para a Restauração de ÁreasDegradadas no Brasil, a partir dos 80, teve resultadosmuito importantes, para a valorização das espéciesnativas e para a restauração de matas ciliares; O plantio de cerca de 100 ou mais espécies nativasdiferentes juntas por hectare foi tornado possível apartir da pesquisa desenvolvida por universidades einstituições de pesquisas nessas duas últimas décadas;•Os dois conceitos fundamentais utilizados para essarestauração foram basicamente: i) a diversidade deespécies (100) e ii) a sucessão ecológica (P,I,T,C).
  24. 24. RESTAURAÇÃO: BIODIVERSIDADE E SUCESSÃOMODELO BÁSICO DE ASSOCIAÇÃO ENTRE GRUPOS ECOLÓGICOS (BUDOWSKI, 1966)
  25. 25. ALTA DIVERSIDADE DE ESPÉCIES E EQUILÍBRIO DO ECOSSISTEMA Não se tem constatado ataque de pragas e/ou doenças,em nenhuma dessas 100 espécies, o que parecesurpreendente, comparando-se com outras culturas; Mesmo as formigas cortadeiras, as mais temíveis eincontroláveis por meios naturais, não têm necessitadomais do seu controle, após os dois anos do plantio; Deve-se creditar o não ataque de pragas e doençasnessas plantações mistas à alta diversidade de espécies,à maneira do que ocorre nas florestas naturais.
  26. 26. PROJETO (APLICAÇÃO): RESTAURAÇÃO FLORESTAL E QUANTIFICAÇÃO DE SEQUESTRO DE CARBONO NA AES TIETÊMDL/ONU – Convenção de Mudanças Climáticas Cooperação: ESALQ/USP e AES Tietê 2008-2013 – 10 000 Ha
  27. 27. Objetivo geralDar suporte técnico-científico às diferentesetapas do plantio de restauração, visando àmaximização da remoção de carbonoatmosférico e também da restauração dabiodiversidade, por métodos que visamaprimorar as técnicas existentes.
  28. 28. RESTAURAÇÃO E MUDANÇAS CLIMÁTICAS Importância da cooperação universidade x empresa: avanço da pesquisa e contribuição com novas tecnologias; Implementação da Metodologia ARAM 0010 nas condições de restauração de áreas degradadas ciliares; CMC/ONU Consolidação e continuidade de 20 anos de pesquisa da ESALQ/USP através do Projeto Carbono AES; O projeto visa contribuir com o meio ambiente, assim como com comunidades vizinhas (social).
  29. 29. Sequestro de C em reflorestamentos heterogêneos com espécies nativas 170 160 150 140 130Estoque de C (t C/ha) 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 Idade (anos) Melo e Durigan, 2006 CURVA AES Dados AES Suganuma, 2007
  30. 30. PLANTIOS DE EUCALIPTOS COM APPs E RESERVAS LEGAIS (EMPRESA FLORESTAL – 2008)
  31. 31. PLANTIOS DE EUCALIPTOS CLONAIS COM APPs E RESERVAS LEGAIS Os plantios de florestas no Brasil, basicamente comespécies exóticas (Eucalyptus e Pinus), teve grandeimpulso com os incentivos fiscais e se consolidou,embora com débitos sociais/ambientais; O setor de plantações florestais foi o pioneiro emincorporar as APPs e RLs em suas plantações, porimportante e significativo segmento do setor; Plantações florestais não têm esquemas deproteção às pragas e doenças a partir deagrotóxicos por avião*; as APPs e RLs - ou abiodiversidade - é a única ferramenta.
  32. 32. Uma especie/clones Plantação Florestal x Floresta Natural (APP) 80-100 espécies diferentes
  33. 33. PLANTIOS DE EUCALIPTOS COM APPs, RESERVAS LEGAIS E CORREDORES Pesquisas têm mostrado que talhões clonais deEucaliptos, com baixa diversidade genética, comáreas de APPs e RLs no entorno* apresentammuito menor ataque de pragas e doenças; Dessa forma, a biodiversidade nativa tem sidouma ferramenta importante para possibilitar onão uso em grande escala de agrotóxicos nosempreendimentos de florestas de exóticas*(Ex?).
  34. 34. AGROBIODIVERSIDADE NAAGRICULTURA FAMILIAR – SAFs e SSPs(Assentamentos Reforma Agrária 1995/2012)
  35. 35. BIODIVERSIDADE EM PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES Agricultores Familiares vêm usando técnicasde SAFs-Sistemas Agroflorestais, com espéciesarbóreas e agrícolas na áreas de produção,com maior equilíbrio nos agroecossistemas; Espécies de luz e de sombra são associadasem modelos adequados, usando os nutrientes dosolo com as raízes profundas das árvores e asraízes rasas das plantas agrícolas*. NACE/ESALQ: Pesquisas com AssentamentosRurais – Sistemas de Produção baseados naBiodiversidade e Agroecologia (1995-2012)*
  36. 36. Exemplo de estrutura que queremos !!
  37. 37. “PROJ BIOENERGIA COM BIODIVERSIDADE E SEGURANÇA ALIMENTAR - PONTAL (SP)” Projeto mais recente, financiado pelo MDA:Uso de Palmeira Nativa da Região-Macaúba,que produz 10 vezes mais do que a Soja (sic);SAF de Macaúba* com plantas alimentares; Pesquisa Participativa com a Comunidade, comparcerias Locais: APTA, Embrapa, IAC, INCRA,ITESP e Empresa Esmagadora, com um fortecomponente de Formação, Educação e Extensão; O desafio, como dito, é: como ampliar essaforma de produção + sustentável de Agriculturapara a comunidade de 6 Mil Famílias do Pontal !
  38. 38. Mapeamento de PopulaçõesNativas de Macaúba (5 Mil Ha ?)
  39. 39. Produtividade da Macaúba Rendimento óleo (kg/No de plantas no projeto densidade de plantio ha)piloto: 540 pl em 01 ha nas APD (ind/ha) Hipótese A Hipótese BPotencial! 500 8 000 10 500“O MDA realizou de 4-6 Jun 2012, Workshop com asInstituições envolvidas, para promover a Macaúba”*
  40. 40. “PROJ ASSENTAMENTO SUSTENTÁVEL NO EXTREMO SUL DA BAHIA” Fomos convidados pela Empresa Fibria* afazer com o MST um Projeto de AssentamentoSustentável, com princípios da Agroecologia,com Cessão das Terras para Reforma Agrária; O MST aceitou a proposta propondo que juntocom o Projeto de Assentamento fosse criado umCentro de Formação e Educação sobreAgroecologia e SAFs, visando a comunidade; O Centro de Formação foi inaugurado com apresença do Governador da Bahia; Pesquisadoresda ESALQ, junto com Técnicos e Agricultores doMST, iniciaram o Projeto em Junho de 2012.
  41. 41. Bela Manhã, 5 anos de acampamento (lona!)
  42. 42. Recepção pelos Acampados do MST Local !
  43. 43. Objetivos e estrutura do Centro de Formação do Sul da BahiaCentro referência regional – AgroecologiaÁrea demonstrativa de tecnologias adequadasCentro de educação sócio-ambientalModelo de eficiência ambientalFormação : Agricultores, Técnicos, Comunidade
  44. 44. Cadeias Produtivas e Agroindústrias Fruticultura tropical – em SAFs Hortifrutigranjeiros – Orgânicos Condimentos e Medicinais (Fiocruz) Leite e derivados - Pequenos Animais Cacau orgânico - Cabruca Produtos Florestais não madeireiros – Sementes Florestais, Mel , Ornamentais, etc Produtos Madeiros de alto valor agregado Embasamento técnico e científico para viabilizar as Cadeias Produtivas !!!
  45. 45. CULTIVO ORGÂNICO EM APIAÍ-SP NO VALE DO RIBEIRA (IAP*) PLANTIO DE TOMATE RODEADO DE BIODIVERSIDADE (ORGÂNICO), EM PEQUENAS CLAREIRAS NA MATA ATLÂNTICA; POSSIBILIDADE TAMBÉM DO PLANTIO DE OUTRAS ESPÉCIES NATIVAS, MUITO ATACADAS POR PRAGAS E/OU DOENÇAS; É A BIODIVERSIDADE NO ENTORNO DA ÁREA PRODUTIVA, FAZENDO O PAPEL DE BUFFER, PROTEGENDO O TALHÃO CARRO-CHEFE.
  46. 46. Produção agroecológica de Tomate Controle biológico - ISCA
  47. 47. COMPARAÇÃO DE CULTIVO DE TOMATE CONVENCIONAL E ORGÂNICO EM APIAI-SPCultivos Produtividade Custo Retorno Tipos por 1000 pés Produção Econômico----------------------------------------------------------------------------Convencional 200 Cx 5.000,00 1.000,00Orgânico (Mata) 50 Cx(100 cx) 700,00 800,00*---------------------------------------------------------------------------- Tomas & Kageyama (2011, Diss Mestrado)Obs: Preço/Cx: R$ 30; Convencional: 36 aplicações*
  48. 48. Cultivo da Banana no Vale do Ribeira: Convencional X Orgânico (SAF) Melo, C.V. (2009) – Eldorado-SPTipo Cultivo Convencional SAF Orgânico------------------------------------------------------------------No Pessoas 7 6Ha em Uso 6 5Hs Semana 36 45M.O Contratada 10 0M.O Mutirão 0 0,5------------------------------------------------------------------
  49. 49. RESUMO FINAL DO PROJETO DA BANANAProdutividade Convencional SAF Orgânico-----------------------------------------------------------------Kg/Pl Banana 30,6 6,8Custo Produção 7.812,30 172,30Renda Liqu/Ha 1.858,60 2.572,10-----------------------------------------------------------------Obs. Conceito de Produtividade ?
  50. 50. CONSIDERAÇÃO FINAIS Brasil: País de Maior Biodiversidade: a Convenção da Biodiversidade atende muito mais a Conservação do que o Uso Sustentável e Repartição de Benefícios; A Biodiversidade pode ser Ferramenta de Equilíbrio: agroecossistemas construídos com alta diversidade são altamente vantajosos para a Agricultura Familiar; Tem-se questionado as tecnologias que vêm sendo adotadas para o meio rural, baseadas no uso cada vez maior de agrotóxicos* (Saúde Humana); Áreas mal usadas da Pecuária (200 M Ha): prioritárias para a Reforma Agrária e a Produção de Alimentos Saudáveis e Socialmente Justas (Cod Ftal e Rio + 20).
  51. 51. Prof. Paulo KageyamaESALQ. Universidade de São Paulo pkageyama@usp.br

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