Distribuicao Expancao Edição 0 Dez 2012

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Distribuicao Expancao Edição 0 Dez 2012

  1. 1. “Angola estáaberta para osgrandes players dadistribuição moderna”distribuiçãodistribuiçãoVIPfeirasEntrevista à Ministra do Comércio, Rosa Pacavira“Tudo para crescer”“Consumo no Natal penalizadopela crise económica”A opinião dos profissionaissobre a distribuição, produçãoe respectiva evolução“Um salão que se querexportador”SnapshotAngola RetailConsumono NatalVery ImportantProfessionalAlimentaria+>>Director: António Pedro >>Director Executivo: Victor Jorge >>Periodicidade: Bimestral >>Propriedade: Score Media >>preço capa: 0 Kz>>dezembro 2012>>ano I0001-02 Capa b.indd 1 10/12/12 17:53
  2. 2. 01-02 Capa b.indd 2 09/12/12 12:19
  3. 3. #03Distribuição em Expansão • Dezembro 2012editorialAngola é um País de oportunidades, com uma taxa mé-dia de crescimento de 11,1% que é mais alta entre as10 economias que mais evoluíram na última década,segundo o FMI e o The Economist. O País está naprimeira linha do desenvolvimento e com um caminho definidoe certo: o da evolução.Entre os sectores com maior potencial de crescimento e evoluçãoestá a Distribuição Moderna, nos vectores alimentar e não ali-mentar, bem como a Produção, também ela alimentar e nãoalimentar, além de actividades que complementam estes vastosmercados como, a título de exemplo, a Logística, Tecnologia,Veículos, Bebidas ou Vinhos, entre outros.É precisamente neste espectro que a revista “Distribuição em Ex-pansão” se quer posicionar e marcar a sua diferença.Bimestralmente, queremos dar visibilidade não só aos diversossectores de actividade como, também, aos profissionais que nelesintervêm, funcionando como uma ponte de diálogo e facilitadorde ligação e relações entre sectores e seus profissionais.Pretendemos apresentar ao mercado uma revista inédita em An-gola, feita em Angola, que trata o sector da Distribuição Mod-erna e Produção enquanto alavancas para a diversificação e desen-volvimento da economia nacional e dirigida aos profissionais queexercem a sua actividade no universo do comércio e consumo.É reconhecido que a oferta, em termos de retalho alimentar e nãoalimentar, é débil, com cerca de 70% do comércio a realiza-seainda no mercado informal.Também do lado da produção verifica-se que a generalidadedos produtos embalados encontrados e consumidos no País éimportada, pois os dados do Conselho Nacional de Carrega-dores são elucidativos.Se Angola tem um caminho de progresso que deverá seguir noque diz respeito à Distribuição Moderna, com a aplicação decada vez melhores práticas, também é verdade que a produçãode bens de grande consumo só poderá conhecer um registo decrescimento, sendo, no entanto, necessária uma definição depolíticas que não faça os operadores do retalho depender tanto daimportação, mas capazes de recorrer à oferta de produtos locais.E é aqui que queremos fazer a diferença e dar a conhecer as di-ficuldades e necessidades, mas também os casos de sucesso queexistem em Angola nos mais variados sectores de actividade.Não queremos nem podemos limitar-nos, contudo, à realidadedo mercado angolano. Pretendemos trazer, igualmente, temáticasque enriquecerão os profissionais com a apresentação das últi-mas tendências, análises, estudos, case studies do melhor que serealiza e produz em todo o mundo, através de parcerias com asmais destacadas e reconhecidas consultoras mundiais. É mais umdesafio a que nos propusemos para darmos o nosso contributoneste sector.No alinhamento editorial da revista “Distribuição em Expansão”,os profissionais poderão encontrar entrevistas de fundo, análisesaos sectores da “Distribuição Moderna”, “Produção”, “Bebidas”,“Vinhos”, “Logística”, “Veículos”, “Tecnologia”, “Inovação”,“Emprego&Formação”, apresentação de estudos, análises e in-sights, as últimas novidades no que diz respeito ao lançamento deprodutos, artigos de opinião e muito mais.Além disso, a “Distribuição em Expansão” vai organizar um pai-nel, composto por profissionais dos mais variados sectores anali-sados na revista, que, bimestralmente, dará a sua opinião sobre oque de mais relevante se passa no mercado, lançando, ao mesmotempo, pistas, discussão, debate e ideias do que são, poderão edeverão ser estes mercados no presente e futuro.Assim, convidamo-lo(a) a conhecer este novo projecto e afazer parte da história da Distribuição Moderna e Produçãoem Angola.Junte-se a nós e apoie-nos na tarefa de fazer com que a dis-tribuição viva, de facto, um período de expansão em Angola.Um sector deprimeira linhaAntónio PedrO,Directorficha técnicaConselho de Gerência Sílvio Baptista • Conselho Editorial Victor Fernandes, Sílvio Baptista, Carlos Rosado de Carvalho, Juvenis Paulo, Miguel Coutinho, Nilza Rodrigues,Raul Vaz e Verónica Pereira • Directora Geral de Publicações Nilza Rodrigues • Director António Pedro • Director Executivo Victor Jorge • Consultor Editorial CarlosRosado de CarvalhoColaboram neste número Estêvão Martins, Eunice Sebastião, José Rousseau, Pedro Silva e Luís RasquilhaFotografia Edson Chagas (Subeditor), César Magalhães, Lídia OndeProjecto Gráfico Rui Sampaio • Impressão Lisgráfica • Distribuidora Score Media • Direcção Comercial Tânia Vasconcelos (Directora), Carina Amuedo, Cátia AmadoDirecção Administrativa e Financeira Renato Moreira (Director), Egídio Francisco, Garcia José, Herlander Tomás, Katila Denise, Rosa Ngola, Stanislau PatacaContactos 244 222 322 665 / 244 222 322 654 / 244 222 322 674 • Fax: 244 222 443 453 • Rua Damião de Góis, n.º 81 – Bairro de Alvalade, Luanda – AngolaContactos E-mail expansao@scoremedia.co.ao / comercial@scoremedia.co.aoRepresentação em Portugal Estratégia Media • Direcção-Geral Nilza Rodrigues • Departamento Administrativo Amélia Saavedra • Contactos +351 927747062Registo MCS-520/B200903 Editorial.indd 3 09/12/12 15:21
  4. 4. #04#Distribuição em Expansão • Dezembro 2012índice081422263032363840424446EntrevistaMinistra do Comércio, Rosa PacaviraDistribuição14 - 15 Snapshot Angola retail Tudo para… crescer16 - 19 Consumo no Natal Consumo no Natal penalizado pela crise económica20 Marketview Angola CBRE Grandes superfícies comerciais trazem retalhistasinternacionais para AngolaOpinião22 José António Rousseau O ADN da DISTRIBUIÇÃO23 Pedro Miguel Silva A terceira vaga do capital humanoProdução26 - 27 A produção vista pelos profissionais28 - 29 24 Horas com... Raúl Mateus, Proprietário e Presidente do Conselho deAdministração da PomobelBebidas30 - 31 Cervejas Importação de bebidas estrangeiras com processo dificultadoLogística32 ExpoTrans Logística e distribuição atraem investidores externos35 GPS Distribuição e produção beneficiam com GPSTransportes36 Mercedes Citan Uma forma eficiente de fazer entregas urbanasLeitura38 O Livro das Decisões - 50 Modelos para pensar com estratégia38 O Estratega - Seja o Líder de que a sua empresa precisaFeiras40 Alimentaria Horexpo Lisboa Um salão que se quer exportadorNovidadesAs últimas novidades em termos de produtos serão conhecidas nestas páginasda Distribuição em Expansão.VIPUm painel de profissionais dará, bimestralmente, a sua opinião sobre questões daactualidade colocadas pela redacção da Distribuição em Expansão.Opinião46 Luís Rasquilha Tendências: o que são e como servem para gerar inovação081428402004-05 IndiceQuizz.indd 4 07/12/12 23:25
  5. 5. 1342#05Distribuição em Expansão • Dezembro 2012Em que década abriu o primeiro super/hipermercadoorganizado em Angola? a) 1970 b) 1968 c) 1999 d) 2001Quantos players (cadeias de distribuição) existem a actuar emAngola? a) 6 b) 10 c) 4 d) 8A associação que congrega os players da DistribuiçãoModerna em Angola tem o nome de …? a) Associação do Comércio de Angola b) Não existe associação da distribuição modernaem Angola. c) Associação da Distribuição de Angola d) Associação dos Comerciantes de AngolaQuantas grandes superfícies comerciais (centros comerciais)vão ser abertas nos próximos tempos na cidade de Luanda? a) 1 b) Nenhuma c) 3 d) 2quizRespostas:1a),2a),3b),4d)04-05 IndiceQuizz.indd 5 07/12/12 23:25
  6. 6. #06Distribuição em Expansão • Dezembro 2012O interior daDistribuiçãoem ExpansãoA revista Distribuição em Expansão quechega agora ao mercado será dividida emvárias secções, cada uma com identidadeprópria e explicativa do que maisimportante se passa nesse mesmo sector.A abrir a revista encontramos a secção de distribuição,na qual será espelhada o que mais importante e rele-vante acontece no sector da distribuição moderna, tantona vertente alimentar como não alimentar.Será aqui que os profissionais poderão encontrar as últi-mas novidades sobre o mercado em que actuam como,também, análises das maiores consultoras mundiais deretalho, bem como insights sobre tendências, comporta-mentos do consumidor e de hábitos de consumo.Desde a produção alimentar à não alimentar, existemuma panóplia de produtos e empresas sobre as quais nosiremos debruçar, dando a conhecer o que de mais rel-evante se passa neste mercado. Análises, reportagens,case studies, práticas, tendências, tudo se insere numsector de extremamente importância para os consumi-dores e profissionais da distribuição.Acompanhe 24 horas na vida de um profissional. A quehoras se levanta, toma o pequeno-almoço, chega ao es-critório/empresa, tem a sua primeira, segunda, terceirareunião, a que horas almoço, o que faz da parte da tarde,enfim, um sem número de passos que não dependem denós, mas do profissional a acompanhar.Esta secção é dedicada ao universo de Baco, Deus doVinho. Sem produção própria, os vinhos que se podemencontrar nos super e hipermercados espalhados porAngola provém de países estrangeiros. França, Chile,África do Sul, Portugal, Argentina, Espanha, Itália, Ar-gentina, Austrália, Nova Zelândia, EUA, China são osgrandes produtores de vinho. Conheça aqui as últimasnovidades chegadas a Angola.A entrevista é uma componente importante em qualquerrevista, reforçando-se o seu papel numa publicação quese quer especializada e para profissionais. É neste es-paço que poderá encontrar as entrevistas mais impor-tantes a actores dos mais diversos sectores analisadosbimestralmente. Entrevistas de fundo, com relevância eque irão tocar nos pontos mais importantes no mercadoe na realidade em que determinado profissional se move.Alcoólicas, não alcoólicas, cervejas, refrigerantes, sumos,com gás, sem gás, tudo o que se pode encontrar numlinear de super e/ou hipermercado na secção de bebi-das tem o seu lugar nesta secção. Novidades, estraté-gias, análises, quem quiser ficar a par do que aconteceno mundo das bebidas, terá aqui a seu leitura obrigatória.distribuiçãoprodução24 Horas com…vinhosentrevistabebidas06-07 Explicação.indd 6 07/12/12 23:28
  7. 7. #07Distribuição em Expansão • Dezembro 2012A logística é uma das componentes mas importantes naoperação de um distribuidor ou produtor.A logística dentro e fora de armazém, as componentesque fazem parte deste universo como as paletes ou soft-ware, entre outros, encontrarão aqui o seu espaço.Há opiniões que que qualquer profissional quer, desejae precisa de ouvir. Pois bem, a revista Distribuição emExpansão reuniu alguns dos melhores profissionais, es-pecialistas, opinion makers cujas palavras são ouvidase seguidas.Feiras, congressos, conferências, workshops, seminári-os, apresentações. Não sabe quando e onde acontecem.A partir de agora terá um local onde ficará a par do quede mais importante irá acontecer no mundo e com im-portância para o seu sector.Um painel de profissionais dará, bimestralmente, a suaopinião sobre questões da actualidade colocadas pelaredacção da Distribuição em Expansão. Trabalhadas,a posteriori, estatisticamente, ficará a saber o que osprofissionais convidados pensa sobre determinado as-sunto, mas nunca de forma individual, mas em grupo.O objectivo passa por conseguir lançar, ao mesmotempo, pistas, discussão, debate e ideias do que são,poderão e deverão ser estes mercados no presente efuturo.Qualquer produto que necessite de ir de ponto A para pon-to B precisa de um transporte. Nesta secção, pretendemosdar a conhecer as mais recentes notícias e novidades nomundo do transporte de mercadorias, seja o próprio veícu-lo comercial pesado ou ligeiro seja na movimentação decarga dentro de armazém.Tecnologia é, normalmente, sinónimo de inovação e, con-sequentemente, existe espaço para ela na Distribuição emExpansão. Deste o último modelo de POS, à mais recenteforma de pesagem ou de pagamento, é aqui que o sec-tor ficará a saber o que de melhor se faz em Angola e nomundo.Um livro pode ser mais do que um simples conjunto depalavras. Pode mesmo mudar a percepção e ideia de umprofissional sobre determinado assunto e levá-lo a mudarou renovar a estratégia da sua empresa, marca ou inves-timento. Aqui, poderá estar a par das sugestões de leituraque serão essenciais para uma qualquer tomada de decisão.As últimas novidades em termos de produtos serão conheci-das nestas páginas da Distribuição em Expansão.logísticaopiniãofeirasVIP-Very Important Professional(Barómetro dos Notáveis)transportestecnologialeiturasnovidades06-07 Explicação.indd 7 07/12/12 23:28
  8. 8. #08Distribuição em Expansão • Dezembro 2012/Rosa Escórcio Pacavira de Matos, Ministra do Comércio de AngolaentrevistaDistribuição em Expansão (D.E.):Que desafios estão reservadospara o sector do comércio na-cional, fundamentalmente nasredes de logísticas e de distribuição?Rosa Pacavira (R.P.): No âmbito da con-tribuição do sector do comércio, para oaumento da produção nacional de bens eserviços, o Ministério do Comercio temcomo desafios a promoção e realização deinvestimentos em infra-estruturas coma construção e instalação de plataformasde logísticas e distribuição nos principaispontos geradores de carga. No sentidode fomentar e facilitar o escoamento daprodução agrícola, foram criados quatrocorredores regionais para o escoamento daprodução agro-pecuária, tendo por basecritérios de potencialidades de cada provín-cia e respectivo eixo de mobilidade.A operacionalidade dos corredores irápermitir um melhor aproveitamento dosrecursos naturais, de forma a responder àspolíticas de desenvolvimento económico,social e regional do País, tendo ainda emconta a operacionalização dos caminhos deferro de Angola e os principais eixos viários.D.E.: Quais são os corredores que per-mitirão o escoamento da produção?R.P.: Para cobrir grande parte do planaltocentral, está o Corredor Centro-leste, doqual fazem parte as províncias do Huambo,Bié, Benguela, Lunda Sul e Moxico, ten-do como apoio os Caminhos de Ferro deBenguela que atravessa grande parte destecorredor. Para as grandes áreas de produçãoda região sul, surge o Corredor Sul en-globando as províncias do Namibe, Cu-nene, Huíla e Kuando Kubango, contandocom os Caminhos de Ferro de Moçâmedes.As províncias delimitadas pela região lito-ral integram o Corredor Norte, agregandoas províncias de Luanda, Bengo, Cabinda,Zaire e Kwanza Sul. Através de Malanje,os produtos chegarão a Luanda pela viados Caminhos de Ferro de Luanda, sendodistribuídos para as outras províncias docorredor pelas vias rodoviária e marítima.D.E.: E qual a estratégia para a regiãocentro-norte?R.P.: Com o intuito de cobrir a faixa centro-norte, foi criado o Corredor Norte com asprovíncias da Lunda Norte, Kwanza Norte,Malanje e Uíje, que serão também apoia-das pelos Caminhos de Ferro de Luanda.Em cada corredor serão implantadas infra-estruturas de logística primária estrutura-das em centros de logística e distribuição,mercados abastecedores, hipermercados, eentrepostos comerciais e a rede de arma-zenistas grossistas.Relativamente a infra-estrutura de logísticasecundaria estará estruturada numa rede deproximidade, com retalhistas, integrando“Angola estáaberta para osgrandes playersda distribuiçãomoderna”contactos:http://www.minco.gov.ao/A ministra do Comércio de Angola falou para a revista Distribuiçãoem Expansão e discorre sobre os projectos estruturantes do sectorpara os próximos cinco anos, desde a construção de plataformaslogísticas e distribuição, a configuração dos mercados abastecedores,hipermercados, entrepostos comerciais e a rede de armazenistasgrossistas. O País regista um défice de 50 mil estabelecimentoscomerciais e projecta 11 mil lojas de proximidade. O mercado angolanoaguarda pelos players internacionais da distribuição moderna. texto: António Pedro fotos: César Magalhães e Edson Chagas08-13 Entrevista.indd 8 09/12/12 15:29
  9. 9. #09Distribuição em Expansão • Dezembro 2012““No âmbito da contribuiçãodo sector do comércio, parao aumento da produçãonacional de bens e serviços, oMinistério do Comercio temcomo desafios a promoção erealização de investimentosem infra-estruturas com aconstrução e instalação deplataformas de logísticas edistribuição nos principaispontos geradores de carga”08-13 Entrevista.indd 9 09/12/12 15:29
  10. 10. #10Distribuição em Expansão • Dezembro 2012/Rosa Escórcio Pacavira de Matos, Ministra do Comércio de Angolaentrevistaos supermercados, mini-mercados e lojasdo dia, a nível das comunas, ombalas e po-voações.D.E.: Quando é que estas estruturaslogísticas estarão concluídas?R.P.: Os produtores agrícolas contarão coma intervenção de privados, que farão a li-gação pela via compra directa da produção,ainda no campo, para as grandes superfí-cies. Toda estrutura logística acima referi-da, será implantada durante oquinquénio, com o estabelec-imento de parcerias público-privadas, como modelo paraa promoção da instalação eexploração das infra-estrutur-as logísticas, que garantam arecepção, o armazenamento,a conservação e a distribuiçãoda produção interna, quer ag-rícola quer industrial, partic-ularmente nas zonas de maiorconcentração no sentido deincentivar, em primeiro lu-gar, o empresariado nacional.Neste sentido, esta projectada a construçãode nove centros de distribuição e logística,os chamados CLODs, nas províncias deLuanda, Huambo, Bié, Benguela, Huíla,Lunda Sul, Malanje, Kwanza Sul, Uíje eum mercado abastecedor no Cunene.D.E.: Como ficará organizado o comé-rcio, desde a recolha e armazenamentode produtos para o circuito comercialurbano?R.P.: Um dos papéis estratégicos do co-mércio é o elo de ligação entre os sectoresprimário, secundário e terciário da econo-mia, traduzido no trinómio “Produção-Distribuição-Consumo”.Sendo assim, o Ministério do Comércio iráimplantar centros de recolha nas provín-cias, particularmente nos municípios, comgrandes potencialidades agropecuárias,como centro focal de comercialização egrandes dinamizadores dos mercados. Osprodutos serão provenientesde cooperativas organizadasde produtores, via coopera-tivas de comercialização e detransportadores. Acopladosaos centros de recolha, serãoconstruídas unidades de re-cepção, lavagem, calibrageme embalagem de produtos,facilitando a compra dosmesmos pelos fornecedores,que colocarão as mercado-rias no circuito comercialurbano.D.E.: Mas o processamento já exige acomponente industrial e fica a questão:como será feito?R.P.: Relativamente ao processamento, oMinistério do Comércio em parceria como Ministério da Indústria irão implantarmini-indústrias junto das cooperativas,para a transformação dos produtos, nome-adamente, milho, mandioca e tomate.Havendo necessidade de Angola criar a suareserva estratégica alimentar, serão implan-tados quatro armazéns de retenção paraa segurança alimentar, nas províncias deLuanda, Bié, Malanje e Huíla, onde serãocanalizados produtos tanto de importaçãocomo alguma produção excedentária.D.E.: A produção interna continua a“reclamar” mais atenção face o forte re-curso às importações, que estratégia estámontada a este nível?R.P.: Em função das normas de consumoda Organização Mundial da Saúde, e esti-mativas da população, anualmente deter-mina-se as necessidades de consumo dasquais se deduz a produção nacional mer-“Um dos papéis estratégicosdo comércio é o elo deligação entre os sectoresprimário, secundário eterciário da economia,traduzido no trinómio‘Produção - Distribuição -Consumo’”.08-13 Entrevista.indd 10 09/12/12 15:29
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  12. 12. #12Distribuição em Expansão • Dezembro 2012/Rosa Escórcio Pacavira de Matos, Ministra do Comércio de Angolaentrevistacantil e se determina, posteriormente, o dé-fice à importação. Na prática, através do li-cenciamento automático e não automáticodas operações comerciais externas, no casoas importações e as exportações, tem sidopossível aplicar-se as medidas de salvaguar-da previstas pela Organização Mundial doComércio, com vista a salvaguarda e pro-tecção da produção nacional, no quadroda substituição, promoção e diversificaçãodas exportações de produtos com vantagemcompetitiva e comparativa.Neste sentido, o Ministério do Comér-cio irá alargar a prática de plafond globalda importação a todos os produtos comprodução interna, como incentivo a estanuma perspectiva de substituição de im-portações. Para incentivar e fomentar asexportações, irá neste quinquénio criar oInstituto de Apoio as Exportações, numalógica empresarial e numa perspectivade aumento da base mercantil das expor-tações.No entanto, o Ministério irá trabalhar nosentido da aplicação de uma estrutura dequotas máximas e quotas mínimas por im-portadores. As quotas máximas são numaperspectiva de defesa da produção internae de restrição à prática monopolista. Asquotas mínimas são na defesa da eficiênciado processo, permitindo a continuidadeapenas aos importadores mais eficientes.Durante o quinquénio, o MINCO (Minis-tério do Comércio) irá trabalhar no sentidode restringir, progressivamente, a impor-tação de produtos pré embalados, em par-ticular da pequena embalagem, em benefí-cio da importação de produtos a granel,isto para garantir um Valor AcrescentadoBruto, o chamado VAB, no circuito com-ercial interno.D.E.: Actualmente, quanto vale a linhade financiamento do Programa de Pro-moção do Comércio Rural?R.P.: Esta em curso a implementação doPlano Integrado de Desenvolvimento doComércio Rural e Empreendedorismo(PLAIDENCOR), em todo o territórionacional, tendo-se reforçado a estratégia doExecutivo com a criação da Direcção Na-cional do Comercio Rural e Empreende-dorismo ao nível do Ministério do Com-ercio.Isto serve para fortalecimento e operacion-alização das iniciativas locais em termos dedinâmicas da produção agrícola, aquisiçãoda produção ao camponês, mecanismos deescoamento da produção agro-pecuária,empreendedorismo e desenvolvimento in-tegrado das comunidades rurais. Respon-dendo a pergunta de forma concreta, paraa promoção do comércio rural está apro-vada uma linha de crédito do Banco De-senvolvimento Angolano (BDA) de aproxi-madamente 40 mil milhõesde dólares.D.E.: Que modelos in-ternacionais do sector dadistribuição moderna po-dem ser adaptados paraAngola?R.P.: A Lei das ActividadesComerciais foi elaboradacom base nos pertinentesacordos no âmbito da Or-ganização Mundial doComércio, da evolução docomércio universal e docomportamento dos con-sumidores do século XXI.Enfim, a nossa política e estratégia com-ercial assenta nos pressupostos da globali-zação, pelo que que todos os modelos dedistribuição, nos marcos da lei, podem seradaptados em Angola.D.E.: O Orçamento Geral do Estadogarante verbas suficientes para a con-strução de infra-estruturas?R.P.: O Estado de arte do comércio emAngola permite-nos registar neste mo-mento que temos um déficede cerca 50.000 estabeleci-mentos comerciais e de pre-stação de serviços mercantis,face ao desequilíbrio que seregista entre a rede comercial eo crescimento demográfico dapopulação.Neste sentido, quer ao níveldo Programa de Investimen-tos Públicos, quer a nível doinvestimento privado, mobi-liza-se o sector do comérciopara reabilitação e construçãode novas infra-estruturas emtodo o território nacional, noâmbito de promoção e desen-volvimento sustentável e harmonioso docomércio em Angola.Durante o quinquénio, serão implanta-dos centros logísticos e de distribuição (osCLODs) de grande dimensão, nas provín-cias de Luanda, Huambo, Malanje, Huíla,Benguela, Uíje, Saurimo e Kwanza Sul.Serão construídas 11 000 lojas de proximi-dade, quatro armazéns de reserva do Esta-do, 18 CLODs provinciais, 163 armazénsmunicipais e mercados municipais de refer-ência. No entanto, as verbas atribuídas noOGE para 2013, relativas ao Ministério doComércio, satisfazem em grande parte osinvestimentos planificados.D.E.: Como encara a entrada no mer-cado angolano dos grandes players mun-diais da distribuição moderna?R.P.: No quadro do investimento de parce-rias público-privado e legislação comercialem vigor, não há nenhum factor inibitóriode Angola acolher os players de referênciamundial.D.E.: De que forma o Estado vai con-tinuar a apoiar os agentes económicosnacionais?R.P.: O Executivo tem criado o quadrojurídico-legal e as infra-estruturas básicas,e assegurado a estabilidade política, macro-económica, incentivos fiscais e financeiros,para realização de investimentos por partedos agentes económicos.Para o sector do comércio, em particular,trabalha-se para a criação do Fundo de Ga-rantia de apoio aos comerciantes, com vistaa promoção de financiamentos com taxasde juros bonificados e prazos de reembol-sos dilatados. Isto permite assegurar a for-mação para economia, internacionalizaçãode negócios, reabilitação e construção deinfra-estruturas comerciais e de prestaçãode serviços mercantis.O Estado tem estado a criar condições deapoio aos agentes económicos, principal-mente com o surgimento do programa An-gola Investe, através dos bancos comerciais.“No quadro doinvestimento de parceriaspúblico-privado e legislaçãocomercial em vigor,não há nenhum factorinibitório de Angolaacolher os playersde referência mundial.”08-13 Entrevista.indd 12 09/12/12 15:29
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  14. 14. #14Distribuição em Expansão • Dezembro 2012/Snapshot Angola retailMercado caracterizado por tercerca de 70% do seu comé-rcio no mercado informal,os mais recentes dados daDeloitte indicam que os mercados maisatractivos, em Angola, para além do re-talho alimentar, estão nos Fast MovingConsumer Goods (FMCG) e no retalhoespecializado, mais concretamente nasáreas do mobiliário e electrónica de con-sumo.O sector da distribuição moderna, maisconcretamente o retalho alimentar, é ain-da incipiente, onde a oferta de players élimitada e com algumas (se não muitas)lacunas no que diz respeito à operação.Por isso mesmo, este é um sector a ter emconta, uma vez que há muito para fazer,desenvolver e evoluir em praticamente to-dos os aspectos a considerar na operaçãode um retalhista, com a oferta a reduzir-se a seis players (ver quadro 1), cada umcom poucas lojas nos cerca de 1 246 700km2 do território angolano.Também no campo dos grossistas, aoferta é limitada, operando, actualmente,Tudo para…crescerCom cerca de 19 milhões de habitantes, Angola é vistacomo um mundo de oportunidades, aparecendo oretalho e a produção como os sectores em destaque. texto: Victor Jorge fotos: César Magalhãesdistribuição14-15 Distribuição.indd 14 10/12/12 17:56
  15. 15. #15Distribuição em Expansão • Dezembro 2012de acordo com a consultora, cinco opera-dores (ver quadro 1).MobiliárioA Deloitte destaca, no entanto, comomaiores oportunidades de negócio as op-erações de retalho especializado na áreado mobiliário e electrónica de consumo(ver quaro 2), onde não existem prat-icamente fabricantes em Angola, com asoperações a serem alimentadas pela im-portação dos players locais e internacio-nais a actuar no território. Os produtossão, essencialmente, importados de paísescomo Portugal, China e Brasil por repre-sentantes locais ou importadores.Este destaque dado ao sector do mobil-iário é corroborado pelo facto de o Gov-erno estimar gastar cerca de 1,8 mil mil-hões USD em projectos habitacionais, em2012, aumentando esse valor para 15,4mil milhões USD em 2015.Verifica-se, igualmente, que a procura porhabitações de valor alto está saturada, re-caindo o foco em projectos para as classesde rendimento médio e baixo.ElectrónicaDo lado da electrónica de consumo, arealidade não é muito diferente da domobiliário, com a existência quase nulade produtores locais, com a oferta a terorigem em países como os Estados Uni-dos da América, China, Coreia do Sul eFinlândia e operada por representantes eimportadores locais.O mercado da electrónica de consumoangolano tem registado incrementos naordem dos 5% anuais, muito devido aocrescimento demográfico e maior dis-ponibilidade de rendimento por parte dapopulação angolana.Embora tivesse existido um reforço dasleis do comércio, a consultora avança que20% a 30% das transacções são ainda re-alizadas nos canais informais.As operações dos revendedores assumem,normalmente, uma integração vertical,desde a importação ao marketing, focan-do-se em mais do que uma categoria.FMCGSegundo os dados disponibilizados pelaDeloitte, o valor do mercado alimentar ede bebidas está estimado nos 10 mil mil-hões USD, registando um crescimentoanual na ordem dos 22%.No caso dos FMCG, existem produtoreslocais fortemente instalados, na sua maio-ria no sector das bebidas, destacando-se aemergência da produção de detergentes ehigiene pessoal.Os players estabelecidos (ver quadro 3) hámais tempo estão organizados de formavertical, não possuindo formatos de retal-ho bem definidos, com o consumo a reg-istar uma transferência para os formatosde retalho moderno, especialmente, hípere supermercados.EdsonChagasQuadro 1 - Oferta Retalho Alimentar + GrossistasInsígnia RetalhoKero Retalhista angolano em crescimento, com operação em Luando. Conta com 2 hipermercados e 3 supermercadosCasa dos Frescos Operação caracterizada por ser diferenciadora, com produtos de qualidade superior, mas com preços altos. Conta com 5 lojasem LuandaShoprite Retalhista sul-africano estabelecido em Angola desde 2003. Opera com 12 lojas (hiper e supermercados)Nosso Super Retalhista local, sendo o único a operar em todas as regiões do território angolano. Conta com 29 supermercados (10 emLuanda e 19 nas províncias)Jumbo Primeiro hipermercado a abrir em Angola na década de 1970. A operação limita-se a uma única lojaPoupa Lá Lojas pequenas de proximidade detidas pelo Ministério do Comércio. Após um longo período de inactividade, reabriurecentemente com 18 lojas em LuandaInsígnia GrossistasMega Grossista angolano-portuguesa, com uma única loja (mas a maior de todas) em LuandaCLA Distribuidor de foodservice que detém o maior armazém em AngolaAngoalissar Operação local estabelecida em Angola desde 1992. Detém 45 lojas e emprega 1200 pessoasAlimenta Angola Operação angolano-brasileira com 2 lojas em LuandaMaxi Operação detida pela construtora portuguesa Teixeira DuarteFonte: Snapshot of Angolan Retail (Deloitte)Quadro 2 - Oferta Retalho EspecializadoInsígnia MobiliárioMoviflor Líder de mercado de origem portuguesa em mobiliário, interior e jardimOK Furniture Distribuidor sul-africano de mobiliário e interiorCasa de Decoração Operação de mobiliário, interior e jardim detida pela empresa de construção portuguesa Teixeira DuartePorcelanosa Fabricante espanhol de cozinhas, equipamentos para casa-de-banho e materiais de construção. Abertura da primeira loja em2009 em LuandaEspazio Retalhista local de mobiliário de interior de qualidade superiorCormat Distribuidor local com operação desde 2009Insígnia Electrónica de consumoNCR Distribuidor local dos produtos HP e deequipamentos para entretenimento e produtos electrónicosSistec Distribuidor local e retalhista de hardware da Lenovo, bem como de electrodomésticos, entretenimento e telemóveisMeditech Distribuidor local de hardware da Dell, bem como de sistemas de entretenimentoRipro Distribuidor local de electrónicaRocha Monteiro Distribuidor local de produtos de informática, electrdomésticos, entretenimento e telemóveisImporáfrica Distribuidor local de produtos de informática da Samsung, electrodomésticos, entretenimento e telemóveisFonte: Snapshot of Angolan Retail (Deloitte)Quadro 3 - Oferta FMCGEmpresa Produtores locaisRefriango Fabricante angolano-português de refrigerantes, sumos, águas, vinhos e detergentes. Líder com a marca BlueCuca BGI Joint-venture entre a SABMiller e Castel gerida pela última. Detém 70% do mercado de cerveja e todas as marcas locais(Cuca, Nocal, Eka, etc.)Coca-Cola Bottling Luanda Engarrafador local da Coca-Cola detido, maioritariamente, pela SABMillerLactiangol Líder de mercado angola de produtos lácteosCarnes Valinho Produtor de carnes angolanoNestlé Possui fábrica de packaging para a distribuição de importados a granelInsígnia Principais exportadoresUnicer Empresa portuguesa, detida parcialmente pal Carlsberg. Líder na exportação de cerveja com as marcas Super Bock eCristalSCC Produtor de cerveja, detido pela Heineken. Marca principal: SagresSumol+Compal Produtor português de sumos e refrigerantes. Iniciou a produção em Moçambique em 2012Fonte: Snapshot of Angolan Retail (Deloitte)16 20Consumo no Natalpenalizado pela criseeconómicapág.pág.Grandes superfícies comerciaistrazem retalhistas internacionaispara Angola links úteis:http://www.deloitte.co.ao14-15 Distribuição.indd 15 07/12/12 23:35
  16. 16. #16Distribuição em Expansão • Dezembro 2012/Consumo no NataldistribuiçãoNum estudo recente, a Deloitteconclui que a maioria dos con-sumidores ouvidos pela con-sultora para o “Xmas Survey2012” estão pessimistas quanto ao cenárioeconómico vivido no respectivo país,reflectindo-se nos gastos que irão fazernuma época caracterizada, por norma, porelevados consumos, mesmo que, por vezes,desnecessários.Dos 19 países incluídos no estudo da De-loitte (foram ouvidos 18.587 consumi-dores), destaque para a Europa, onde 55%dos europeus classificam como negativoo cenário económico do seu país, sendoque nos Estados que estão sobre interven-ção das instâncias internacionais da troika(FMI, UE e BCE), como são os casos deIrlanda, Grécia e Portugal, a situação sejaconsiderada ainda mais grave.Mesmo assim, este indicador é menos neg-ativo do que nos anos de 2008,2009 ou2011, mas ainda longe dos níveis de 2006e 2007, quando “apenas” 37% dos consu-midores europeus avaliava como negativaa situação económica dos seus respectivospaíses.Sul em criseUsando, de resto, como barómetro o perfilde consumo face ao ano anterior de 2011,o estudo depara-se com três padrões naEuropa: um primeiro, onde se incluema Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda eFrança, em que existe uma redução gener-alizada no consumo; um segundo, em queos gastos se mantêm no total, mas comos consumidores a tomarem diferentesopções de consumo entre as diversas cat-egorias, como, por exemplo, na Finlândia,Dinamarca ou Bélgica; e, finalmente, umterceiro onde se assiste a um aumento gen-eralizado dos gastos nas diversas categorias,como são os casos da Alemanha, Polóniaou Rússia, entre outros.As tendências gerais são claras: uma di-minuição generalizada no consumo dasvárias categorias, penalizando, em particu-lar, os gastos em entretenimento e férias. Oapelo das Marcas da Distribuição (MDD),lojas de desconto e compras em promoção,é, igualmente, mais pronunciado.Por outro lado, o factor preço é cada vezmais um atributo crítico no processo dedecisão de compra dos consumidores, bemvisível nos 92% dos europeus (em 2012),em contraste com os 70% de 2011.Efectivamente, os países da Europa do Sulprojectam diminuir os seus gastos, en-quanto os restantes países tencionam man-Consumono Natalpenalizadopela criseeconómicaA crise económico-financeira que os países atravessamem todo o mundo é a principal razão para que oconsumo no Natal se caracterize por uma palavra queentrou recentemente no léxico de todos: resiliência.Os países do Sul da Europa são os mais pessimistas. texto: Victor Jorge fotos: D.R.16-19 Distribuição.indd 16 07/12/12 23:38
  17. 17. #17Distribuição em Expansão • Dezembro 2012ter ou mesmo aumentar os seus gastos,face a 2011. Do lado negativo, destaquepara os gregos, que evidenciam uma in-tenção de diminuição dos seus gastos em16%, já sobre uma diminuição de 22% em2011. Do lado oposto, os alemães lideramo ranking dos países que aumentará os seusgastos, com expectativas de uma evoluçãode 7% face a 2011.Paradigmático não deixa de ser a análiseque a Deloitte faz em relação ao poder decompra de 2012 face a 2011, verificando-se que 4 em cada 10 europeus revela quediminui, com especial destaque para ospaíses do Sul. De 2008 a 2011, a percep-ção média dos europeus de alteração doseu poder de compra foi melhorando con-sistentemente, passando do ponto maisbaixo, em 2008, quando 60% admitia quetinha menos dinheiro para gastar, contra14% que gastaram mais.Neste ano de 2011, regista-se um de-clínio ligeiro da percepção do poder decompra em países como a Bélgica, Suíça,Finlândia, Polónia ou África do Sul (vergráfico 1).Curioso, ou não, é o facto das mulhereseuropeias serem mais negativas que os ho-mens na sua percepção do actual poder decompra face a 2011, com o índice de con-fiança a baixar para -29 pontos, em 2012,face aos -22 pontos do ano passado, con-Gráfico 2. Que tipo de lojas irá escolher para efectuar as compras das prendasPaís Geral Para produtosalimentaresMarcas a comprarIrlanda Loja especializada Hipermercado MDD*França Hiper/Supermercado Hipermercado MDF**Portugal Loja de Centro Comercial Hipermercado MDD*Espanha Loja de Centro Comercial Hipermercado MDF**Itália Hiper/Supermercado Hipermercado MDF**Grécia Loja especializada Supermercado MDF**Suíça Loja de Centro Comercial Hipermercado MDD*Alemanha Loja de Centro Comercial Supermercado MDD*Luxemburgo Hiper/Supermercado Hipermercado MDF**Bélgica Loja especializada Supermercado MDD*Holanda Loja especializada Supermercado MDD*Dinamarca Loja especializada Supermercado MDD*Finlândia Hiper/Supermercado Hipermercado MDD*Polónia Loja de Centro Comercial Hipermercado MDF**Rep. Checa Loja especializada Supermercado MDF**Eslováquia Loja especializada Hipermercado MDD*Ucrânia Loja de Centro Comercial Supermercado MDD*Rússia Loja especializada Hipermercado MDD*África do Sul Hiper/Supermercado Hipermercado MDF**Fonte: Xmas Survey 2012, DeloitteEuropaFrançaHolandaGréciaIralandaPortugalLuxemburgoPolóniaRepúblicaChecaRússiaFinlândiaEspanhaAlemanhaDinamarcaUcrâniaBélgicaItáliaSuíçaEslováquiaÁfricadoSul-20%-60%0%20%-40%-80%2008 2009 2010 2011 201240%Gráfico 1. Como descreveria o seu poder de compra actualmente versus o ano passado76%73%70%67%57%58%60%64%45%50%82%78%20122011Não compro produtos que envolvetrabalho infantilEvito comprar produtos com um impacto substancialnas emissões de carbon para o planetaDesenvolvimento sustentável é umadesculpa para aumentar preçosComprarei produtos, maioritariamente,produzidos na minha região ou paísEstou preocupado em pagar o menos possívelindependetemente da origem do produtoA informação disponibilizada na embalagem doproduto é muito importante para mimGráfico 3. Propostas com as quais concorda maisFonte: Xmas Survey 2012, Deloitte16-19 Distribuição.indd 17 07/12/12 23:38
  18. 18. #18Distribuição em Expansão • Dezembro 2012/Consumo no Nataldistribuiçãotrastando com os -17 pontos dos homenspara o actual exercício.Os consumidores com idades compreen-didas entre os 35 e 64 anos estão entre osmais negativos na percepção do poder decompra, embora os consumidores maisjovens, cujo índice de confiança era de +5pontos, em 2011, tivesse baixado para -1ponto, em 2012.À procura do melhor preçoMais do que nunca, os consumidores eu-ropeus procuram os melhores preços pararealizar as suas compras de Natal. O preçoGráfico 4. Top prendas a comprar e desejadasTop 102012 20071.º desejo 1.ª compra 1.º desejo 1.ª compraIrlanda Livros Livros Livros LivrosFrança Dinheiro Livros Dinheiro LivrosPortugal Dinheiro Livros Roupa LivrosEspanha Dinheiro Roupa Roupa RoupaItália Dinheiro Livros Livros LivrosGrécia Dinheiro Livros Roupa LivrosSuíça Dinheiro Livros Livros VouchersAlemanha Dinheiro Livros Dinheiro LivrosLuxemburgo Dinheiro Livros n.d. n.d.Bélgica Dinheiro Voucher Vouchers VouchersHolanda Livros Livros Livros LivrosDinamarca Dinheiro Livros n.d. n.d.Finlândia Dinheiro Livros n.d. n.d.Polónia Livros Livros n.d. n.d.Rep. Checa Dinheiro Livros Livros CosméticosEslováquia Livros Livros n.d. n.d.Ucrânia Dinheiro Cosmética n.d. n.d.Rússia Dinheiro Cosmética Dinheiro CosméticosÁfrica do Sul Dinheiro Chocolates Roupa MúsicaFonte: Xmas Survey 2012, DeloitteGráfico 5. Onde vai buscar ideias para as compras de prendasPaís LocaisIrlanda Websites e lojasFrança LojasPortugal Websites e lojasEspanha Websites e lojasItália Websites e lojasGrécia Websites e lojasSuíça Websites e lojasAlemanha Websites e lojasLuxemburgo Websites e lojasBélgica LojasHolanda Websites e lojasDinamarca Websites e lojasFinlândia Websites e lojasPolónia Websites e lojasRep. Checa WebsitesEslováquia Websites e lojasUcrânia Websites e lojasRússia LojasÁfrica do Sul Websites e lojasFonte: Xmas Survey 2012, Deloitte16-19 Distribuição.indd 18 07/12/12 23:38
  19. 19. #19Distribuição em Expansão • Dezembro 2012é, aliás, considerado um factordecisivo por 92% dos europeus(contra 70% em 2011). Porisso, 84% dos consumidoresdo Velho Continente revelaramque planeiam comprar produ-tos em saldo/promoção, ad-mitindo 65% que irão utilizaresta “técnica” face à realidadede 2011.Ao mesmo tempo, 77% dosconsumidores afirmam queirão comprar prendas maisbaratas (contra os 57% em2011) e que irão considerar lojas que pra-tiquem preços mais baixos (78%).Entre os países que, declaradamente, as-sumem ir comprar produtos em saldo/promoção estão a Irlanda (+44%), Fran-ça (+35%), Espanha (+36%), Portugal(+46%), Grécia (+63%), Bélgica (+33%),Holanda (+41%) e África do Sul (+42%),com Grécia e Portugal a liderarem o rank-ing dos países que irão optar por lojas depreços mais baixos (ver quadro 2).Quando comprar?Curioso não deixa também a análise dequando é que os diversos consumidorespreferem efectuar as suas compras de Na-tal, existindo uma data que marca, clara-mente, a divisão: 15 de Dezembro. Se No-vembro é o mês preferido para os alemães,irlandeses, franceses, portugueses, suíços,holandeses e sul-africanos fazerem as suascompras de Natal, o período de 1 a 15 deDezembro é o preferido para os espan-hóis, italianos, luxemburgueses, belgas,dinamarqueses, finlandeses, polacos e es-lovacos. Já os últimos 15 dias do últimomês do ano são os eleitos pelos gregos,ucranianos e russos.Cada vez mais importante para os consu-midores é também saber como e onde éque os produtos que adquirem são pro-duzidos. Embora se verifique que 2/3dos europeus prefere comprar produtosnão nocivos e em que não esteja envolv-ida qualquer questão laboral relacionadacom as crianças, este factor conheceu umligeiro retrocesso em 2012, em favor de seconseguir comprar produtos ao mais baixopreço possível.Do lado de quem produz, verifica-se,também, que o desenvolvimento susten-tável é utilizado para aumentar os preçosdos produtos, destacando-se neste item aFrança e Portugal.A compra de produtos locais reganhou im-portância (ver quadro 3), aos passo que osconsumidores europeus esperem encontrarinformação útil e adequada nas embala-gens dos produtos adquiridos.O que comprar?A oferta de dinheiro continua a ser a op-ção mais desejada por quem recebe, mastambém por quem oferece (ver quadro 4),embora os smartphones e os tablets ten-ham entrado no Top 10, muito devido àspreferências das gerações mais jovens.Entre as escolhas mais populares é possívelencontrar, igualmente, os livros, emboratenham perdido a liderança em nove dos19 países analisados pela Deloitte para esteestudo.No que diz respeito à busca de ideiaspara as ofertas (ver quadro 5), a análise ébastante fácil, ou sejam limita-se a doisespaços: loja e websites. No entanto, é pos-sível verificar que quando se fala de produ-tos como jogos vídeo, filmes ou música,existe uma busca na Internet para depoispoder comprar online ou offline, enquan-to nos produtos alimentares a procura é,fundamentalmente, feita nas próprias lo-jas onde depois é efectuada a compra (verquadro 6).E o futuro?Quanto às expectativas para 2013, estasmelhoram, marginalmente para a médiados europeus, com “apenas” 49% a per-spectivar uma situação negativa para oano, por comparação com os 54% verifi-cados em 2011 face a 2012.Entre os europeus, 34% (35% em 2011)admitem ter menos poder de compra em2013, enquanto 19% esperam ter maiorpoder de compra (21% em 2011).Dos países onde a preocupação está emalta, relativamente ao poder de comprapara o ano que vem, estão a Bélgica, Ale-manha, Espanha, Polónia, Portugal e aRepública Checa, enquanto a África doSul, Ucrânia, Rússia, Finlândia e Suíça, ograu de optimismo é alto.Também aqui as mulheres são maisnegativas que os homens, com os maisjovens (18-34 anos) a serem os que maisacreditam num futuro melhor e mais op-timista, com a faixa dos 45 aos 54 anos aserem os mais pessimistas.A conclusão retirada pode ser “demasiado”fácil: enquanto o clima económico nosprincipais países europeus não melhorar,muito dificilmente se verificará um au-mento das intenções nos gastos por partedos consumidores.Gráfico 6. Os retalhista devem investir emPaís InvestimentoIrlanda Baixar preçosFrança Baixar preçosPortugal Baixar preçosEspanha Baixar preçosItália Baixar preçosGrécia E-commerce (Internet)Suíça Baixar preçosAlemanha E-commerce (Internet)Luxemburgo Relação com cliente*Bélgica Baixar preçosHolanda Baixar preçosDinamarca Baixar preçosFinlândia Baixar preçosPolónia E-commerce (Internet)Rep. Checa E-commerce (Internet)Eslováquia E-commerce (Internet)Ucrânia E-commerce (Internet)Rússia E-commerce (Internet)África do Sul Baixar preçosFonte: Xmas Survey 2012, DeloitteA conclusão retirada pode ser“demasiado” fácil: enquanto oclima económico nos principaispaíses europeus não melhorar,muito dificilmente se verificaráum aumento das intençõesnos gastos por parte dosconsumidores.16-19 Distribuição.indd 19 07/12/12 23:38
  20. 20. #20Distribuição em Expansão • Dezembro 2012/Marketview Angola CBREdistribuiçãoCom o comércio em Luanda a sercaracterizado pelo mercado in-formal, nomeadamente, a vendadirecta na rua (“zungueiros”) e aexistência de diversos mercados informais,a oferta recente de espaços de comérciorestringe-se ao rés-do-chão e galerias dosnovos edifícios que se vão erguendo na ci-dade, revela um relatório recente da ZenkiReal Estate – empresa filiada da CBRE parao mercado angolano.As conclusões do estudo da consultoraapontam para o facto de a maioria dos lo-jistas a operar em Angola ser de origem lo-cal ou africana, existindo poucas unidadesinternacionais, verificando-se que as poucasmarcas de referência internacional se en-contram dispersas pela cidade, não existin-do, assim, uma zona específica de comércio.O Belas Shopping, situado em Talatona,a aproximadamente 20 km do centro deLuanda, é o mais moderno e emblemáticocentro comercial de Luanda, assinalandoa Zenki que nos próximos anos é expec-tável que abram novas grandes superfíciescomerciais no centro da capital, nome-adamente, o Luanda Shopping, situado noempreendimento Gika em Alvalade, e oKinaxixi Shopping, situado no empreendi-mento Torres do Kinaxixi, no Kinaxixi. Abaixa da cidade de Luanda tem ainda umaescassez de unidades comerciais, tais comorestaurantes, cafés, livrarias, papelarias, la-vandarias, cabeleireiros e mercearias/super-mercados, entre outros, que satisfaçam asnecessidades de residentes e funcionáriosdos escritórios presentes nesta zona.As lojas com frente de rua, localizadas nospisos térreos dos edifícios, têm apresentadoboa procura, sendo ocupadas maioritari-amente por instituições bancárias, agênciasde seguros e telecomunicações. A procuracontinua a ser efectuada maioritariamentepor operadores locais ou de origem africa-na, sendo ainda reduzido o interesse de op-eradores internacionais. No entanto, com aabertura de grandes superfícies comerciais,é expectável a entrada de diversos retalhistasinternacionais, nomeadamente, na área damoda, acessórios e restauração.As rendas mensais de lojas de rua remod-eladas variam entre 50 e 80 USD/m2 e en-tre 100 e 130 USD/m2/mês para espaçossituados em edifícios novos, enquanto osvalores de venda destes últimos situam-seentre os 6000 e os 9000 USD/m2.No que diz respeito à oferta actual de es-critórios na cidade de Luanda, esta é aindaincipiente face à procura. Em relação às tax-as de ocupação, em edifícios recentementeconcluídos, a Zenki Real Estate estima que90% da oferta esteja colocada. Este factotem mantido os valores de arrendamentonos imóveis novos bastante desajustadosface à procura premente, por parte de PME,por espaços de escritórios novos e de quali-dade no centro de Luanda.No entanto, enquanto os valores continu-arem demasiado elevados, a maioria dasPME continuará a instalar-se em espaçosprecários e pouco funcionais, revelando aconsultora que na baixa da cidade o preçode venda da área bruta de escritórios é emmédia de 8500 USD/m2. Os valores de ar-rendamento situam-se entre os 120 e os 180USD/m2. Na zona alta da cidade, o preçode venda da área bruta de escritórios é emmédia de 7500 USD/m2, enquanto os va-lores de arrendamento estão situados entreos 100 e os 120 USD/m2.Em Luanda, excluindo os poucos edifíciosprime existentes, a oferta do mercado deescritórios caracteriza-se por edifícios resi-denciais adaptados a escritórios e edifíciosmistos de habitação e escritórios, em quea componente reservada a escritórios é re-duzida, normalmente um a dois pisos.Apesar das rendas altas, a maior parte daprocura prefere o arrendamento à compra,na medida em que o investimento para aaquisição de um espaço de escritório, numedifício novo, é bastante elevado.Grandes superfíciescomerciais trazem retalhistasinternacionais para AngolaAngola deverá apresentar uma das maiores taxas de crescimentomundiais em 2012. Isto reflectir-se-á na construção de novosespaços comerciais e, consequentemente, na mais que provávelentrada de novos retalhistas internacionais no País.Economia de Angola:passado, presente e futuroApós mais de quatro décadas de guerra, Angola emergiu para se tornar nosegundo maior exportador de petróleo de África e a sua terceira maior economia.Em 2009, quando a crise financeira global atingiu Angola, a economia ficouvulnerável. Contra a redução de um terço das reservas internacionais no primeirosemestre de 2009, as autoridades solicitaram o apoio do FMI para um programade estabilização. A estabilidade macroeconómica melhorou em 2011. Apesar deproblemas de produção que limitaram o crescimento do sector petrolífero, o sectornão petrolífero compensou a queda, resultando numa taxa de crescimento do PIBde 3,9%. A taxa de inflação caiu para 11,4% no final do ano (média de 13,5%anual), beneficiada por uma taxa de câmbio estável. A perspectiva para 2012 érelativamente favorável, mas afectada pela recente queda dos preços do petróleoe algumas incertezas. O ritmo da actividade económica deve acelerar com umcrescimento do PIB de 6,8%. A inflação deverá continuar a diminuir lentamente,para 9,6% no final de 2012 (média de 10,8% anual). texto: Victor Jorge fotos: Edson Chagas20-21 Distribuição.indd 20 07/12/12 23:41
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  22. 22. #22Distribuição em Expansão • Dezembro 2012opiniãoCada célula deste organismo vivo chamado Distribuiçãocontém uma multiplicidade de pares de cromossomasque constituem o seu código genético, o seu ADN. Semquaisquer preocupações de seguir um paralelismo rig-oroso com as características científicas do genoma humano, estalinha de reflexão sobre a Distribuição, usa-o apenas como metáforade enquadramento e análise. A identificação e selecção dos genesque irão integrar este processo foi totalmente livre e da minha in-teira responsabilidade. A sua ordem é também aleatória e não seguequalquer critério temporal ou de importância.Mas podemos começar esta viagem pelo gene EXPANSÃO, o ver-dadeiro oxigénio da Distribuição pois sem ele qualquer conceitocomercial sufoca, estagna e morre. Será sempre uma questão detempo. Na Distribuição parar é realmente morrer.Temos depois o LIVRE SERVIÇO. O seu ex-libris, que o carrinhode compras tão bem simboliza, o sistema que tudo mudou na ac-tividade comercial exercida em lojas. A seguir a CONCORRÊN-CIA o sangue que lhe corre nas veias e que melhor a evidencia secomparada com outros sectores da actividade económica.Tal como o SORTIDO que forja a sua personalidade e claramenteidentifica os formatos com que se apresenta aos consumidores. Eas TECNOLOGIAS/PROCESSOS cuja adesão da Distribuição énão só imediata como, a partir delas, tudo muda e nada fica comoera dantes. Ou o CRÉDITO nas suas diferentes formas desde ovelhinho livro de fiado até à venda a prestações ou às compras pagascom cartões.A multiplicidade de FORMATOS/INSÍGNIAS que com difer-entes características e posicionamentos todos os dias estão à dis-posição dos consumidores em qualquer parte do mundo ou o geneda LOGÍSTICA sem o qual a Distribuição não existiria e não se-ria, como é, um negócio de tostão gerido pela informação. E aINOVAÇÃO a verdadeira alma mater, a partir da imaginação e dasnecessidades detectadas quer ao nível da oferta quer dos processos.A LOCALIZAÇÃO que pode fazer toda a diferença entre o sucessoe o fracasso de uma loja e assumir formas tão variadas sempre como objectivo de estar perto e com FOCO NO CONSUMIDOR,gene sem o qual a Distribuição não tinha razão de ser, servir oconsumidor é a sua religião e seu único mandamento. Para tal, aNEGOCIAÇÃO é fundamental e imprescindível, desde os seusprimórdios quer com os consumidores quer com os fornecedores.A ORGANIZAÇÃO sem a qual, e independentemente da suaforma, não seria possível, dia após dia, manter a capacidade deabastecer os mercados com o que eles necessitam e com a QUALI-DADE e respectivo controlo que os consumidores exigem e a leg-islação impõe.Mas nada disto se conseguiria sem o CAPITAL HUMANO oufactor H, aquele que por ser constituído por pessoas faz realmente adiferença não obstante a sua natureza de mão-de-obra intensiva. AINTEGRAÇÃO (DE FUNÇÕES) da Distribuição é um dos seusmais recentes genes que lhe permitiu gerar economias de escala eracionalização de processos.Uma dessas funções a COMUNICAÇÃO/INFORMAÇÃO gan-hou autonomia face aos produtores e saiu para fora das lojas in-vadindo os meios de comunicação social incluindo a televisão. OVALOR ACRESCENTADO demorou muito tempo a ser recon-hecido como um predicado da Distribuição, que no passado atéera vista como uma actividade parasitária, mas ninguém hoje o põeem causa.Tal como a INTERNACIONALIZAÇÃO/GLOBALIZAÇÃOum processo muito lento que até começou com os portugueses e asua descoberta do caminho marítimo para a Índia mas que só nofinal do século vinte acelerou de forma imparável.A ESTRATÉGIA nas diferentes formas com que se assume atravésdos preços, do sortido ou dos serviços impactando assim no posi-cionamento de cada empresa ou formato no mercado onde con-corre.O gene da EXPERIÊNCIA (DE COMPRA) tem vindo a ganharpeso no código genético da Distribuição por força da evolução nosúltimos anos pois o ato de consumo deixou de ser uma forma desobrevivência para se transformar num ato lúdico e de prazer.De igual modo, a MUDANÇA/TRANSFORMAÇÃO verificadana Distribuição, ilustra da melhor forma a famosa Lei de Lavoisiersegundo a qual, na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo setransforma. Pois, na Distribuição também assim é.Três das descobertas mais recentes do código genético da Dis-tribuição são o gene da SUSTENTABILIDADE nas suas vert-entes de responsabilidade social e de defesa ambiental, o gene doWORKING TOGETHER/PARCERIAS quer com os fornece-dores quer com os seus próprios concorrentes segundo modernasformas de competição e o gene do BRANDING cada vez maisassumido sob a forma de insígnia ou de produto como a cavalgadaheróica das MDD pela Europa têm vindo a evidenciar.E por fim, a RESILIÊNCIA, ou seja, a capacidade de cair e selevantar, de ir abaixo e voltar para cima, de errar e de se corrigir, deperder para voltar a ganhar, de recuar para poder avançar, de mudardo negativo para o positivo fazendo das fraquezas, forças.O ADN daDISTRIBUIÇÃOJosé AntónioRousseau,Docente, consultore especialista emDistribuição Modernawww.rousseau.com.ptA partir de hoje,em cada númeroda Distribuição emExpansão, José AntónioRousseau irá analisare desenvolver cadaum dos elementos docódigo genético daDistribuição, sendoeste texto o pontapé-de-saída, em jeito deenquadramento elançamento do tema.““Cada célula deste organismo vivo chamado Distribuiçãocontém uma multiplicidade de pares de cromossomasque constituem o seu código genético, o seu ADN.Na Distribuição parar é realmente morrer”22-25 Opinião.indd 22 07/12/12 23:43
  23. 23. #23Distribuição em Expansão • Dezembro 2012opiniãoAextracção de recursos naturais, em particular de petróleo,é e continuará a ser durante muitos anos o motor docrescimento da economia angolana. A exploraçãopetrolífera e respectivas actividades associadas represen-taram em 2011:• 85% do PIB angolano, de acordo com o CIA Factbook• 81% da receita fiscal cobrada pelo Governo de Angola• Mais de 97% das exportações, de acordo com o EconomistIntelligence Unit.A riqueza gerada por esta actividade encontra naturalmente formade chegar às populações. O PIB per capita duplicou na última dé-cada, mais ou menos o mesmo crescimento que foi observado naprodução petrolífera.Os recursos libertos pelo sector petrolífero foram depois aplicadosem grandes projectos de investimento, em particular na construçãode infra-estruturas imobiliárias, energéticas e de transporte. O in-vestimento público em projectos de construção superou os 5 milmilhões de USD em 2010, representando cerca de 82% da totali-dade deste mercado.Os sectores de extracção e construção são actividades de capital in-tensivo e baixa incorporação de mão-de-obra, em que as competên-cias críticas requeridas são a especialização técnica, a captação deprojectos, a atracção de investimento e a gestão de risco. Estes sec-tores não conseguem por isso gerar competências em quantidade ediversidade significativas, em particular aquelas que são requeridasaos sectores de consumo em que o cliente não é um compradorempresarial mas um consumidor individual.Adicionalmente, no caso da extracção de recursos naturais, a ger-ação de emprego e a utilização de mão-de-obra são muito localiza-das nos pontos de extracção o que, em Angola, as coloca longe dosgrandes centros urbanos, onde reside a generalidade da população.A necessidade de movimentar e aplicar os recursos gerados pelosector petrolífero conduziu naturalmente a um aumento do vol-ume de depósitos bancários e à sofisticação dos produtos finan-ceiros disponibilizados a empresas e indivíduos, fazendo hoje dosector financeiro a actividade mais bem regulada e capacitada dopaís. A taxa de bancarização da população tem subsequentementecrescido a uma média de 19% ao ano atingindo actualmente, deacordo com a Empresa Interbancária de Serviços, cerca de 22%da população.Em paralelo assistimos também um grande crescimento do sectorde telecomunicações, em particular dos serviços móveis de voz edados, em resultado da abertura deste sector a operadores privados.De acordo com o CIA Factbook, 9,5 milhões de angolanos pos-suíam telemóvel em 2011, o que equivale a uma taxa de penetraçãopróxima dos 50%.Ambos os sectores anteriores, financeiro e telecomunicações, têmuma vertente forte de atendimento e serviço, embora este seja emi-nentemente não presencial. O contacto de um cliente com o seubanco é muito focado em momentos chave como a abertura deconta ou o pedido de crédito para aquisição de automóvel ou hab-itação própria. No caso das telecomunicações, podemos ser um dosmelhores clientes da Unitel ou Movicel sem alguma vez contactarcom um único colaborador destas empresas.Assistimos agora, em particular desde os últimos 2 anos, a umaterceira vaga de crescimento sectorial que inclui, entre outros, oadvento da Distribuição Moderna no país através quer da entradade empresas multinacionais quer do surgimento de redes nacionaisde retalho alimentar e especializado.Este crescimento resulta não só do aumento do rendimento dis-ponível das populações mas também de uma maior formalizaçãodo comércio a retalho e consequente transferência do consumoactualmente realizado em estabelecimentos não licenciados evendedores de rua para redes organizadas que obedecem à lei dasactividades comerciais, pagam impostos e cumprem requisitos dehigiene e segurança.O comércio a retalho é, pela proximidade ao consumidor e pela rel-evância para a sua qualidade de vida, um negócio particularmenteexigente de competências humanas que não foram até hoje tão re-queridas aos sectores de actividade mais desenvolvidos em Angola.Em primeiro lugar, o conhecimento da cultura, preferências ehábitos de consumo locais. No caso de Angola, dada a extensão ediversidade do país, o estudo do consumidor não se deve restringira Luanda ou às grandes cidades, antes considerando as tradições egostos de cada província e cada comunidade.Segundo, a eficiência de utilização de activos humanos e logísti-cos. Face aos sectores mais desenvolvidos em Angola, a margem docomércio a retalho é comparativamente baixa, sendo cá inclusiva-mente limitada por lei. A actuação eficaz neste sector requer porisso a capacidade de:• Planear, executar e controlar os elevados investimentos logís-ticos – armazéns, lojas e frotas de transporte – necessários aoabastecimento contínuo e fiável de uma rede alargada de pon-tos de venda• Extrair elevado valor dos recursos humanos empregues. Aquise coloca um dos paradoxos mais difíceis de vencer: não sen-do dos sectores com maior margem para remunerar os seuscolaboradores, é dos que maior produtividade e rapidez deaprendizagem lhes exige.O serviço ao consumidor. Angola viveu um período prolongadode escassez, em que uma empresa obtinha vantagens competitivasda simples capacidade de conseguir colocar um produto disponívelpara consumo no país, seja a que condições ou preço. À medidaque essa escassez é reduzida e o acesso da população a bens deconsumo é generalizado, o serviço ao cliente torna-se o elementocrítico de diferenciação entre concorrentes.O advento da Distribuição Moderna trará por isso consigo umnovo ciclo de transformação do capital humano em Angola. Nãoserá rápido, não será fácil mas será inevitável e, sobretudo, do maiorvalor acrescentado para o país.A terceira vaga docapital humanoPedro Miguel Silva,Senior Manager deconsultoria da Deloittepmsilva@deloitte.pt““O comércio aretalho é, pelaproximidade aoconsumidor e pelarelevância para asua qualidade devida, um negócioparticularmenteexigente decompetênciashumanas que nãoforam até hojetão requeridasaos sectores deactividade maisdesenvolvidos emAngola”22-25 Opinião.indd 23 07/12/12 23:43
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  26. 26. #26Distribuição em Expansão • Dezembro 2012/a produção vista pelos profissionais1Não sendo um conhecedor habili-tado a poder pronunciar-me sobre osector não alimentar, já no que concerneao sector alimentar, considero que setrata de um domínio com um desenvolvi-mento muito embrionário, se excluirmoso sector das bebidas alcoólicas (cerveja) erefrigerantes. Nos restantes, a economianacional ainda se encontra numa fase dearranque e tem pela frente muitas dificul-dades que terão de conseguir ultrapassar.Destas barreiras ao desenvolvimento,considero que a falta de quadros habilita-dos, a fragilidade ou inexistência dos for-necimentos base – água e energia – bemcomo a política fiscal e alfandegária são osprincipais entraves ao desenvolvimentodo sector produtivo nacional.2A correcção da pauta aduaneira noque diz respeito a parte importantedos produtos alimentares, que são taxa-dos por valores mínimos, a obrigatorie-dade da observância das normas internac-ionais do Codex Alimentários da FAO/OMS no que toca aos produtos alimen-tares, particularmente aos importados,uma reviravolta completa para melhorno abastecimento de água, energia e nasacessibilidades, bem como um reforço naformação e disponibilidade de técnicoscapazes e com visão de gestão, seriam umconjunto de factores que determinariamum salto em frente muito significativopor parte do sector produtivo nacionalNo domínio da agricultura são espe-cialmente débeis os circuitos de comer-cialização e de benefiação/preparação daprodução, o que os torna de difícil acessopor parte do público consumidor.3Para além das já atrás referidas, nãopodemos esquecer a enorme e demo-rada tramitação biocrática inerente ao de-senvolvimento da actividade produtiva,bem como a acessibilidade e as condiçõesde financiamento ao investimento queactualmente são pouco atraentes, esper-ando-se que os actuais programas divul-gados quotidianamente nos “média”, ven-ham a alterar para melhor o panoramaactual.4A distribuição moderna em Angola,tem pautado a sua presença ou porignorar pura e simplesmente a produçãonacional, em especial as cadeias de dis-tribuição que vivem quase exclusiva-mente das suas centrais de compras sedia-das no exterior do País ou então, por umapermanente atitude de esmagamento depreços à produção e sucessivos aumen-tos de exigências, chegando em algunscasos a exigir um pagamento por partedos produtores para cada artigo (item)cadastrado e colocado à venda nos lin-A produção à lupa dosprofissionaisO estado do sector da produção em Angolaanalisado por dois profissionais do mercado. texto: António Pedro e Victor Jorge fotos: Edson Chagas e César Magalhãesprodução1 Considera a produção alimentar e não alimentar em Angola um sector desenvolvido? Se não for o caso,explicite quais são as maiores barreiras a esse desenvolvimento.2 O que falta para tornar a produção alimentar e não alimentar em Angola mais competitiva?3 Quais são as maiores dificuldades deparadas por quem deseja produzir? Justifique.4 A relação com a distribuição moderna em Angola é saudável e fácil? O que poderá ser melhorado e ondeexistem dificuldades?5 Acredita que, a médio prazo, Angola poderá não depender tanto da importação de produtos estrangeiros?Se sim, quais são os produtos/sectores onde mais facilmente isso poderá acontecer?6 Um desenvolvimento da distribuição moderna em Angola conduzirá a uma redução do comércio informalou sente que esse tipo de comércio, pelo preço mais baixo, terá sempre uma quota bastante alta?José CésarMacedoCEO da Lactiangol26-27 Produção.indd 26 07/12/12 23:45
  27. 27. #27Distribuição em Expansão • Dezembro 20121Ao longo dos anos temos assistido aum desenvolvimento crescente queconsideramos muito importante ao nível daprodução nacional, alimentar e não alimen-tar.Empresas como a Refriango têm dado pas-sos consistentes que têm por base aportar àprodução nacional os mais elevados stand-ards de qualidade mundial, uma dinâmicade inovações que Angola desconhecia e, so-bretudo, uma relação qualidade preço abso-lutamente extraordinária.No entanto, é ainda é prematuro consid-erarmos a produção nacional um sector de-senvolvido. Condicionantes estruturais, deformação técnica e educacional, e financeiraainda não permitem alcançar uma maturi-dade superior. É de enaltecer o trabalho dosdiferentes Governos Provinciais nesta maté-ria, bem como o trabalho desenvolvido pelaAIA e outras entidades que diariamente tra-balham por uma Angola mais competitiva.2Em primeiro lugar acreditamos queo futuro de Angola e da produção na-cional será de grande sucesso, no médio elongo prazo. Na razão desta nossa crença estáa aposta governamental e de privados nasáreas estruturantes para o desenvolvimentodo país e que têm consequência directa naindústria nacional.O forte investimento do Governo daRepública de Angola no melhoramento dasvias de comunicação tem sido um factormuito positivo para a distribuição terrestredos produtos. Efectivamente, ainda existemalguns troços que exigem um esforço adi-cional de superação mas que não são im-pedimento para a prestação de um serviçode qualidade.É de enaltecer a recuperação e as melho-rias significativas das estradas nas maioresprovíncias que têm encurtado o tempode distância entre elas e paralelamente naligação ferroviária entre províncias. A con-jugação da modernização dos clientes coma rapidez alucinante a que assistimos aocrescimento do mercado e ao investimentoem obras públicas vão, com certeza, fazer deAngola um dos benchmarks da Logística eIndústria em África.Paralelamente, a componente humana éoutro factor crítico de sucesso. Em primeirainstância é fundamental a construção deequipas estáveis, com muita experiência nasfunções desempenhadas e com uma claraorientação para resultados. Neste âmbito, aRefriango tal como outras empresas apostamna formação contínua e na constituição deequipas mistas, de nacionais e expatriados,para que da simbiose de conhecimento eexperiências resulte a liderança de mercado.Finalmente Angola será sempre mais com-petitiva quanto menos depender do es-trangeiro para aceder a matérias-primas e àtransformação das mesmas. Quando a basedo sistema produtivo estiver em Angola, acompetitividade do País irá conhecer umadinâmica extraordinária.3No caso da Refriango, ao longo doprocesso produtivo dos nossos produ-tos, vamos encontrando alguns desafios queexigem de nós um esforço adicional. Emprimeiro lugar o acesso a matérias-primas na-cionais, quer seja pela quantidade necessária,quer seja pela qualidade exigida. Em seg-undo lugar a burocracia associada à impor-tação e exportação que muitas vezes impedeque sejamos mais competitivos. Finalmentea mão-de-obra qualificada, que é a base dosucesso de qualquer empresa.4O dinamismo do mercado faz com queáreas de negócio não sejam estanques eos conceitos de distribuição se fundam e seexpandam. Cadeias grossistas abrem pontosde venda de distribuição moderna e vice-ver-sa, e começam também a aparecer conceitosde comércio integrado, com imagem e sor-tido semelhante, numa estratégia de retalhode proximidade e que tendem a substituirparte dos pontos de vendas não licenciados,que com o aumento da fiscalização, vêem asua actividade com os dias contados.Ao nível da Distribuição Moderna temosverificado dia-após-dia a uma modernizaçãomuito significativa, aproximada aos padrõeseuropeus. Dificuldades existem, tal comoexistem fora de Angola mas o caminho é deprosperidade.5Os produtos disponíveis em Angolaainda são em grande parte provenientesde importação (Portugal, África do Sul, Bra-sil), na maioria através de Representações ouDistribuidores.Há, no entanto, uma legítima pressãocrescente das empresas locais para um au-mento das taxas aduaneiras à importação deprodutos acabados, de modo a incentivar ea proteger Industria Local, que cresce e sedesenvolve a um ritmo bastante elevado eque em alguns sectores já produz o suficientepara satisfazer as necessidades do país, comalta qualidade e garantia de fornecimentoconstante. É também um garante do de-senvolvimento do país, pois essas empresas,para além de gerarem empregos directos,desenvolvem também sectores paralelos, emespecial através fornecimento de serviços oude captação de matérias-primas.O consumidor começa também a sustentaresta posição porque há cada vez mais marcasangolanas a conseguirem derrubar essa bar-reira, pelo facto do consumidor angolano es-tar cada vez mais informado, pela alta quali-dade dos produtos (processos de fabrico,equipamentos, matérias-primas e controlodo processo logístico), pelo esforço de co-municação e pela capacidade de internacion-alização que algumas marcas já demonstram.Conceitos e campanhas como o “Feito emAngola”, uma marca que associa as empre-sas locais e o Governo, visa credibilizar aprodução nacional e garante de qualidade. Apercepção geral de que “o que vem de fora éque é bom”, está rapidamente e irreversivel-mente a mudar para “o de cá é tão bom queaté vai para fora”.6Quem experiencia uma viagem pelasruas de Luanda sabe que pode comprartudo sem sair do carro. O Mercado Informalé o grande fornecedor de produtos à popu-lação. Não existem valores em concreto, masé comumente aceite que cerca de 80% dosprodutos adquiridos pela população sejafeito neste canal.Há uns anos atrás, marcas que não estavampresentes no mercado informal, não estavamverdadeiramente em Angola. Hoje o cenárioé diferente e altera-se a um ritmo alucinante.Apesar de visíveis desigualdades sociais, háuma classe média emergente, com algumpoder de compra e com necessidades que jáeares, para além da constante exigênciade descontos à produção, que suportamsozinhos as campanhas de promoção dascadeias de distribuição.Há que mudar de atitude sob pena docolapso da produção nacional que se vêobrigada a vender à moderna distribuiçãoem condições altamente penalizadoras,ou a ser pura e simplesmente ignorada.Há no país casos em que a produçãonacional é encarada como algo ”infecto-contagioso” que de modo algum podeestar exposta nos seus lineares.5Acredito que se houver uma mudan-ça na taxação dos produtos alimen-tares importados e a exigência pelo cum-primento das regras universais do CodexAlimentários, os produtos frescas terãoespaço para crescer e ganhar presença nomercado, já que a importação de frescos,implica a via aérea o que torna os produ-tos muito caros, fruto do custo do frete.6Naturalmente que o desenvolvi-mento da distribuição moderna trazconsigo uma muito maior e melhor aces-sibilidade aos produtos por parte do con-sumidor, o que naturalmente vai implicaruma diminuição significativa do mercadoinformal, embora este tenha tendênciaa manter um peso ainda expressivo naoferta.2824 Horas com...Raúl Mateus, Proprietário e Presidente doConselho de Administração da Pomobellinks úteis:www.lactiangol.co.ao/www.refriango.comEstevão DanielAdministradorda Refriangonão são satisfeitas no canal informal. É estafaixa da população que despoleta o cresci-mento do número de supermercados e out-ras formas de retalho organizado (MercadoFormal). Estrategicamente, as marcas ou em-presas já podem optar por estar presente ap-enas no mercado formal, já há massa críticade operadores e consumidores.A quota correspondente ao mercado in-formal irá seguramente diminuir para ummaior nível de equilíbrio com o mercado for-mal, mas no longo prazo continuará a existircom um peso significativo.pág.26-27 Produção.indd 27 07/12/12 23:45
  28. 28. #28Distribuição em Expansão • Dezembro 2012produção24Horas com...Raúl Mateus,Proprietário e Presidente do Conselhode Administração da Pomobel fotos: Edson ChagasPequeno-almoço em casa, comcereais e sumo natural.Saída para Futungo, num percurso de 55 minutos,para visita ao armazém e supermercado paraconstatar in loco os cabazes recebidos, tendo emconta que será o ponto de distribuição destes.Permanência no escritório, interagindo com os Directores deDepartamento, leitura e envio de e-mails e de algumas dasprincipais notícias na imprensa nacional. Atendimento de algunsclientes e fornecedores especiais no escritório durante a manhã.De volta à cidade para visitaa um dos supermercadossituado na Rua Rei Katiavala.Após esta visita,regresso ao escritório.Chegada ao escritório para verificar novamente os e-mails edespacho dos assuntos pendentes diários como, por exemplo,assinatura de documentos e breve briefing com os directores dasrespectivas áreas.07:30 horas11:00 horas09:00-11:00 horas16:00 horas16:45 horas17:00 horas28-29 Produção.indd 28 07/12/12 23:47
  29. 29. #29Distribuição em Expansão • Dezembro 2012/24 Horas com...Visita aos armazéns da Petrangol, paraconstatar a recepção da mercadoria queirá fazer face à procura na época daquadra festiva do Natal.Chegada a Talatona.Início do jogo de basquetebol quetermina às 21:10.Regresso a casa.Chegada a casa e pratico 15 minutosde natação para relaxar.Finalmente, por volta das 22:45horas, jantar e para fechar o dia verum pouco das principais notíciasdos dia e preparar-me para o dia detrabalho seguinte.Breve paragem na pastelaria para petiscar qualquer coisa ao almoço ede seguida partida para o Armazém Central do Zango, num percurso de1 hora, para constatar a recepção de mercadoria, execução dos cabazes eatendimento a outros organismos e supermercados, de mercadoria a grosso.Finalmente, após um dialaboral, regresso à casa comoalgo ligeiro e preparo-me para iraos treinos de basquetebol.Partida para Talatona para jogo debasquetebol partilhado com amigos.Viagem até ao escritório naRua Arnaldo de Novais.Saída da fábrica do Futungo.Saída do Armazém Central em direcçãoaos armazéns da Petrangol numpercurso que demorará 45 minutos.Chegada ao escritório e primeiraanálise do dia com secretária daadministração.15:30 horas19:15 horas19:30 horas21:30 horas22:15 horas13:00 horas17:30 horas 18:10 horas08:00 horas12:30 horas14:45 horas09:00 horas28-29 Produção.indd 29 07/12/12 23:47
  30. 30. #30Distribuição em Expansão • Dezembro 2012/cervejabebidas texto: Victor Jorge fotos: D.R.Até 2017, o Executivo angolanoprevê bloquear a importaçãoexcessiva de bebidas no País,incluindo as bebidas alcoóli-cas. O objectivo insere-se nas políticasde protecção da indústria nacional e pre-tende desestimular a importação de bebi-das alcoólicas no País, num processo quetem como objectivo despertar a produçãonacional. Neste processo, a cervejaestrangeira também terá dificuldades paraentrar em Angola.A ministra da Indústria, Ber-narda Gonçalves MartinsHenriques da Silva, referiu,recentemente que as limi-tações não abrirão margemaos sumos, refrigerantes,águas e, principalmente àcerveja, bebida mais acen-tuadamente importada. “OExecutivo tem estado a tra-balhar na protecção da indús-tria nacional, tendo em vistaa redução das importações”,frisou a responsável pelapasta da Indústria.“O objectivo do Executivo é de reactivar otecido produtivo de bens transaccionáveisdo país e forçar as empresas estrangeiras,que importam para Angola, a produziremesses produtos no país”, reforçou a min-istra.Destaque-se o caso do mercado das cerejasem Angola dominado pelo grupo CastelCuca BGI que detém o monopólio daprodução de cerveja em Angola atravésdo qual controla 80% do mercado domé-stico com as marcas Cuca (48%), Nocal(16%), N’gola (9,6%), Eka (4,8%) e out-ras (1,6%).Os restantes 20% pertencem às cervejasimportadas, realçando-se as portuguesasCristal, Super Bock e Sagres, além daCarlsberg (dinamarquesa) e da Heineken(holandesa).De recordar que, as importações per-mitem aos consumidores de um país teracesso a uma maior varie-dade de bens a um preçomais baixo. Condicionar asimportações significa limitaras escolhas dos consumidorese obrigá-los a pagar mais caropelo que consomem.De relembrar são também asafirmações de Philipe Fred-eric, administrador-delegadodo grupo Castel Cuca BGI¬— uma parceria 50/50entre os franceses da CastelBGI e a Ucerba, empresa queagrupa vários investidoresImportação de bebidasestrangeiras comprocesso dificultadoO Governo angolano está a preparar umdossier para criar mecanismos para protegera indústria nacional de bebidas através daintrodução de taxas aduaneiras elevadas aosprodutos estrangeiros.“De recordar que, as importaçõespermitem aos consumidoresde um país ter acesso a umamaior variedade de bens a umpreço mais baixo. Condicionaras importações significa limitaras escolhas dos consumidores eobrigá-los a pagar mais caro peloque consomem.”30-31 BebidasNewFinal.indd 30 07/12/12 23:55
  31. 31. #31Distribuição em Expansão • Dezembro 2012angolanos — em Maio passado à Exame,onde recordava esta “velha” promessa doGoverno angolano: “o governo desafiou aindústria nacional, dizendo que aumen-taria os impostos sobre a importação nodia em que nós fossemos auto-suficientesna produção. Ora esse dia chegou.Nessas mesmas declarações, o responsávelmáximo pela operação da Castel CucaBGI sugeria que a quota da cerveja impor-tada no mercado angolano não deveriaultrapassar os 5% a 7%, percentagem quediz ser “normal” em África.De referir ainda que são vários os gru-pos que desejam entrar em Angola comprodução própria, caso concreta da portu-guesa Unicer que tem visto o seu processode entrada “adiado” ao longo dos últimosanos.António Pires de Lima, CEO da Unicer,mostrava-se, recentemente, preocupadocom as taxas alfandegárias, acreditandoa existência de uma inflação no mercadodas bebidas. “Os angolanos vão pagarmais pelas bebidas, porque as taxas estãomuito altas”, explicou, destacando, noentanto, que não serão as taxas, ou outrosobstáculos que impedirão a continuidadeda Unicer em Angola: “Continuamoscomprometidos com a aposta em Angola,pelo caminho que temos feito como peloprojecto que queremos levar a cabo, numvalor de 200 milhões de dólares”, asseg-urou no final de 2011.Nesse ano de 2011, o mercado ango-lano representou mais de 150 milhões dedólares (79 milhões de euros) para as duascervejeiras portuguesas – Unicer, donada Super Bock e Cristal – facturou 109milhões de dólares (79 milhões de euros),enquanto a concorrente Sociedade Cen-tral de Cervejas (SCC), dona da marcaSagres, encaixou cerca de 42 milhões dedólares (30 milhões de euros).Dada esta nova política de penalização dasbebidas importadas, as empresas portu-guesas estão a deslocalizar os seus inves-timentos para países como Moçambique,sendo exemplo o caso da Sumol+Compal,com a empresa liderada por Duarte Pintoa anunciar em meados de 2012 um inves-timento de oito milhões de euros (cerca de10,5 milhões de dólares) numa fábrica emMoçambique.Ao jornal Sol, Pires de Lima tinha avan-çado, em Junho de 2012, planos para acriação de uma base industrial em Moçam-bique, referindo o responsável na alturaque ser “uma hipótese que estamos a ana-lisar”, sublinhando, contudo, ser ”umprojecto independente de Angola”.Certo é que o único investimento nosector cervejeiro angolano fora do grupoCastel Cuca BGI foi feito em 2009 pelasul-africana SABMiller, no relançamentoda N’gola e na fabricação da sul-africanaCastle. Dois anos depois, em 2011, tudopassou para as mãos da Castel Cuca BGI.Posição da AIAA Associação Industrial de Angola defende a posição tomada pelo Executivoangolano, pois, segundo o seu presidente, José Severino, “é preciso protegerquem fez largos investimentos no sector cervejeiro, em detrimento das empresasimportadores de cervejas.Revelou que a AIA tem procurado dialogar com os parceiros portugueses, demodo a ajudar-lhes a encontrar parceiros angolanos com capacidade técnicae financeira, a fim de investirem em fábricas no País mas afirma que não sepercebe as razões dos parceiros lusos de se fecharem quanto a esta iniciativa.Refira-se que as importações de cervejas de 2008 a 2011, segundo dados doConselho Nacional de Carregadores, registam redução com excepção de 2010em que subiu para as 800,8 mil toneladas mas decaiu para 297,3 mil toneladasem 2011.30-31 BebidasNewFinal.indd 31 07/12/12 23:55
  32. 32. #32Distribuição em Expansão • Dezembro 2012/ExpoTranslogística texto: Estêvão Martins fotos: César MagalhãesInvestidores e empresas da África doSul, Alemanha, Brasil, China, Espanha,França, Inglaterra, Nigéria, Portugal eZimbabue, trouxeram a Angola o quede melhor existe no ramo da logística etransportes, sem dissociar a distribuiçãomoderna, e exibiram no espaço da FeiraInternacional de Luanda (FILDA) visandoacrescentar mais-valia ao mercado ango-lano.Para além dos diferentes sectores dos trans-portes que estiveram em exposição, desdeaéreo, ferroviário, marítimo e rodoviário, afeira exibiu os sectores da logística, serviçose novas tecnologias, três indicadores do sis-tema do comércio que contribuem para aconsolidação de um sector de distribuiçãomoderna.Segundo a organização, a inclusão dostrês sectores já referenciados jogam umpapel muito relevante para o crescimentoe desenvolvimento de uma plataformaconjunta, no sector dos transportes, quepermite a distribuição eficaz de produtosalimentares e não alimentares em todo oPaís.Nesta vertente, entre várias exposições,o comércio internacional e logística decarga, para além do sector de equipamen-tos, foi visível quer para especialistas querpara pessoas interessadas em aprender con-ceitos sobre o estava exposto.E é face aos bons indicadores macroe-conómicos que Angola tem registado, nosúltimos anos, que a feira adoptou o lema“Logística e Transportes pelo Crescimentode Angola” levando para a FILDA empre-sas dos sectores público e privado, após oconsiderado êxito da edição de 2011.Como referência, os 85 expositores queparticiparam na ExpoTrans 2012 repre-sentam uma taxa de crescimento de 70%em relação ao número de expositores daedição do ano passado.Nos últimos anos assistiu-se a um consid-erável aumento de construção de novasinfraestruturas, nomeadamente, a reabili-tação e modernização de infraestruturasexistentes, desde as linhas férreas, estaçõese apeadeiros dos caminho-de-ferro, termi-nais rodoviários, marítimos e aeroportos,segundo o assessor de comunicação doMinistério dos Transportes.Luís Paulo assinalou que o reforço noinvestimento da formação e capacitaçãode quadros e a regulamentação de todo osector, a criação do Instituto Superior deGestão, Logística e Transportes (ISGEST),que dotará de uma importante infraes-trutura universitária especializada nas áreasdos transportes, da logística e da gestão.Gigantes buscam mercadoA Espanha, a título de exemplo, partic-ipou com seis empresas de referência queactuam nas áreas de projectos de infraes-truturas de transportes, segurança e águas;de manutenção e reparação de materialferroviário; construção e equipamentosde controle e sistemas de sinalização paratráfego ferroviário.Segundo o conselheiro Económico eComercial da embaixada de Espanhaem Luanda, Manuel Sánchez Melero,as empresas do seu país participaram naLogística e distribuiçãoatraem investidoresexternosA segunda edição da Feira Internacional dos Transportese Logística de Angola (Expotrans 2012) registou, emLuanda, a presença de países cujos projectos têmreflexos directos no sector da distribuição moderna.35Distribuição eprodução beneficiamcom GPS“Investidores e empresasda África do Sul, Alemanha,Brasil, China, Espanha,França, Inglaterra, Nigéria,Portugal e Zimbabue,trouxeram à FILDA o quede melhor existe no ramoda logística e transportes,sem dissociar a distribuiçãomoderna”pág.32-34 Logística.indd 32 07/12/12 23:57
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  34. 34. #34Distribuição em Expansão • Dezembro 2012/ExpoTranslogísticaExpoTrans com visão de longo prazo nomercado angolano, nomeadamente aQuantum, numa parceria entre a Indrae a Vossloh, a Erion Mantenimiento Fer-roviario SA, a Invensys Rail Dimetronic ea Sacyr, através de uma parceria entre a suasubsidiária Neopul e a Somague Engenha-ria Angola.A Indra, por sua vez, é uma empresa detecnologia e líder mundial no sector, poisfornece aos mercados dos diferentes con-tinentes uma ampla e diferenciada inte-gração de sistemas.Este foco que possui, muito direccionadopara a gestão do tráfego aéreo, aeroportos,sistemas de transporte de massa, ferrovias eestradas e do tráfego marítimo, tem tam-bém utilidade na gestão de frotas focadasna distribuição.Sánchez Melero justificou as razões quepodem levar o governo de Angola ter oseu país como um parceiro credível nossectores expostos na ExpoTrans, visto que“sete empresas espanholas estão, actual-mente, construindo ou dirigindo 40% dasprincipais insfrastructuras de transportedo mundo”.As infra-estruturas de que fez referênciasão, concretamente, aeroportos, portose auto-estradas. Outro destaque é que asquatro maiores concessionárias de infra-structuras do mundo são espanholas, des-ignadamente, a ACS, FCC, Abertis e Fer-rovial, afirmou Melero.“Algumas delas (empresas) estão já estabel-ecidas em Angola onde trabalham desdehá alguns anos. As demais estão desen-volvendo relações económicas a distintosníveis. Todas elas estão muito interessa-das em alargar a sua larga experiência epresença internacional à modernização eexpanção das redes de transporte de pes-soas e mercadorias de Angola”,detalhou Melero.A ExpoTrans apostou em áreasque são essenciais, do ponto devista do crescimento e do desen-volvimento económico, noapoio aos sectores produtivosem franco crescimento no País,reforçou Luís Paulo e ressaltouque o evento valorizou a posiçãogeo-estratégica de Angola nadefinição de políticas dos trans-portes, que possui ramificaçõesnoutros subsectores.Entre vários temas de palestras e work-shop, sobre as diferentes áreas do sector, oministro dos Transportes, Augusto da SilvaTomás falou para investidores, empresáriosnacionais e estrangeiros, numa palestra,sobre as “Plataformas Logísticas”.Outros temas foram abordados, como a“Implementação dos Sistemas Logísticos”,“Sistemas Inteligentes de Transportes”,“Parcerias Público-Privadas para a Con-strução” e “Exploração e Financiamentode Metros Ligeiros em Áreas Metropoli-tanas”.Promoção dodesenvolvimentoEm forma de balanço, a organização daExpoTrans reconheceu que o seu objectivofoi o de promover o desenvolvimento daactividade no domínio dos portos, aero-portos, indústria, serviços públicos e pri-vados de transportes aos cidadãos.A par disto, de acordo com a organização,a feira conseguiu oferecer tecnologiasinovadoras, produtos, sistemas e soluçõespara a racionalização e optimização doscustos dos processos internos de logística,aquisição, armazenamento, produção edistribuição.O ministro Augusto Tomás adiantou queos novos modelos de organização e gestãoque ocorrem nesses sectores e a situaçãodos custos energéticos, “estão a dar origema novos espaços para o desenvolvimentodas trocas comerciais para a mundializaçãodos negócios”. Por esta razão, apontouo governante, a indústria de transportee de logística se vai agigantando com areabilitação, modernização e a criação denovas infra-estruturas de transporte e delogística, fruto dos amplosprogramas de investimentosem curso no País.Tomás acalmou os partici-pantes a ExpoTrans que osprojectos já concretizados,os que se encontram emcurso e os previstos, “con-stituem parte integrantede uma revolução tran-quila” que está a ocorrer emAngola no sector que dirige.A ExpoTrans foi co-organ-izada pelo Ministério dosTransportes e a FIL, empresa gestora dorecinto da FILDA. O evento decorreunos pavilhões 1 e 2, numa área bruta de10.000 m2 e recebeu cerca de 4.000 visi-tantes durante os quatro dias de exposição.Integração progressivaO ministro dos Transportes ressaltou quea rede integradora da plataforma logisticanacional está a conectar, de forma progres-siva, os portos, aeroportos e os grandescentros populacionais do País.Acrescentou, igualmente, que a rede seextende aos complexos mineiros, indus-triais e logísticos, bem como às três lin-has dos caminhos-de-ferro existentes,nomeadamente o Caminho de Ferro deLuanda, Caminho de Ferro de Benguela eo Caminho de Ferro de Mocâmedes, paraalém de interligar os países vizinhos.Pontualizou que a criação de interfaces,nas diferentes infra-estruturas logística detransporte, está a facilitar o desenvolvi-mento das populações a nível dos municí-pios, comunas, das grandes cidades dasprovíncias e a melhorar as relações com ospaíses vizinhos.“Com a coesão territorial, económica esocial tem vindo a fazer-se o caminhoda integração regional ao reforçar a suaimplementação da plantaforma logísticade transportes”, esclareceu.Cronologia da ExpoTransEm 2011, o Ministério dos Transportesentendeu materializar na froam de feira,o que já havia concluído há anos, de queuma infra-estrutura logística adequadaé um elemento essencial para o posi-cionamento de todo o País no panoramaeconómico internacional.Surge assim a ExpoTrans 2011, uma vezque a logística nacional e internacionalconverteu-se, nos últimos cinco anos, numdos sectores chave no actual ambienteeconómico mundial.A iniciativa surge face à importância destaactividads nos movimentos de globali-zação económica internacional, é o caso docomércio exterior, nas novas tecnologias,onde a Internet joga um papel indispen-sável, e no suporte à actividade industrial,com a logística just-in-time em foco.Os serviços de transporte contaram coma exibição das áreas da logística marítima,carga aérea, transporte de mercadorias porcaminhos de ferro, veículos para estradas,serviços de courrier, transportes frigorífi-cos, mercadorias perigosas, serviços de dis-tribuição, agências de transporte e trans-portes especiais.No evento do ano passado, entre os 50expositores de diferentes países algunsintegram um leque de operadores logísti-cos com ênfase para a exibição de serviçosfocados a armazém, picking, merchandis-ing, distribuição, informática de gestão,frio/congelados, alimentação e gestão defrotas.Angola dispõe de um plano estratégicodetalhado para 2009-2012 para o sectordos transportes, que, por sua vez, favoreceo desenvolvimento de demais sectorescomo o da distribuição.“A organização da ExpoTransreconheceu que o seuobjectivo foi o de promovero desenvolvimento daactividade no domínio dosportos, aeroportos, indústria,serviços públicos e privados detransportes aos cidadãos”O ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás reforçoua ideia de que indústria de transporte e de logística se vaiagigantando com a reabilitação, modernização e a criaçãode novas infra-estruturas de transporte e de logística32-34 Logística.indd 34 07/12/12 23:57

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