Defesa de dissertação
Financiamento público ao sistema setorial de
inovação farmacêutico brasileiro
Luiza Pinheiro Alves d...
Introdução
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Apresentar o sistema setorial de inovação farmacêutico brasileiro, com ênfase
no subsistema de financiamento ...
Introdução
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Para tal, além da caracterização dos atores do sistema e do subsistema de
financiamento, foram feitas as segu...
Agenda
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Introdução
Arcabouço teórico
O sistema setorial de inovação farmacêutico brasileiro
Financiamento público a este ...
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O sistema setorial de inovação farmacêutico brasileiro
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Arcabouço teórico
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“Um sistema de inovação é composto
por todas as entidades econômicas,
organizações sociais e políticas...
Arcabouço teórico
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Sistema Nacional de Inovação
Estado
ICTsEmpresas
Arcabouço teórico
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Sistema Nacional de Inovação
Estado
ICTsEmpresas
 Em países em desenvolvimento este sistema está em e...
Arcabouço teórico
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Subsistema de financiamento
 O financiamento às atividades inovativas é imprescindível para a
compre...
Arcabouço teórico
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Investimento em inovação
 Possui peculiaridades que o difere de outros tipos e investimento.
INCERT...
Arcabouço teórico
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Investimento em inovação
 Subalocação de recursos para inovação
└ Necessidade que o investimento sej...
Agenda
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Introdução
Arcabouço teórico
O sistema setorial de inovação farmacêutico brasileiro
Financiamento público a este...
Sistema setorial de inovação farmacêutico
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Processo de inovação farmacêutico
Descoberta
do fármaco
Pré -
Clínico
Ensaios...
Sistema setorial de inovação farmacêutico
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Contexto político e institucional do CIS
Instituições
de C,T&I
Estado
(regula...
Sistema setorial de inovação farmacêutico
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Complexo industrial da saúde - CIS
Indústrias de base química e
biotecnológic...
Sistema setorial de inovação farmacêutico
20
Estado
ICTsEmpresas
Investidor
 Principal comprador de
medicamentos através do SUS
Financiador
 Investimento em modernização
e expansão do ...
Instituições Científicas e Tecnológicas
 São uma das origem do conhecimento necessário para o desenvolvimento de
novas te...
Empresas
 6º maior país no ranking do mercado farmacêutico mundial.
 Forte presença de empresas internacionais, mas com ...
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Introdução
Arcabouço teórico
O sistema setorial de inovação farmacêutico brasileiro
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Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico
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Fundos setoriais
 Há 16 fundos setoriais – 14 fundos específ...
Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico
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Fundos setoriais
TABELA 5 - Dados dos investimentos dos Fundo...
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Total de projetos
Financiamento público ao sistema de inovação farmacêu...
Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico
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Incentivos fiscais
GRÁFICO 10 - Renúncia Fiscal por Investime...
Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico
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Subvenção Econômica
 Existem poucos dados recentes disponíve...
Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico
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CNPq
Fonte: CNPq, 2014.
 O investimento total realizado por ...
Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico
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BNDES Profarma
Fonte: Filho et al, 2012.
 Ativo desde 2004.
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Instrumentos fomento x Estágio de desenvolvimento
Fonte: Elab...
Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico
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Alinhamento entre as ações de estímulo a inovação
nos âmbitos...
Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico
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Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico
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O sistema setorial de inovação farmacêutico brasileiro
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Esforço inovativo das empresas
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 458 respondentes do setor farmacêutico, sendo que 53,8% implementaram inovações.
 Por...
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GRÁFICO 14 - Distribuição do tipo de inovação entre 2001 e 2011, em porcentagem.
Fonte: ...
Esforço inovativo das empresas - PINTEC
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 A maioria das empresas realizou inovações inéditas para a empresa, mas já exi...
Esforço inovativo das empresas
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GRÁFICO 16 - Dispêndios totais realizados pelas empresas que implementaram
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Análise dos resultados da Pintec
 Analisando os valores relativos, os dados mostram que...
Esforço inovativo das empresas
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Análise dos resultados da Pintec
 A alocação dos dispêndios em P, D&I da indústria farm...
Esforço inovativo das empresas
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Análise dos resultados da Pintec
 A fonte dos recursos utilizados nos dispêndios é majo...
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Análise dos resultados da Pintec
 A origem de capital de terceiros é principalmente púb...
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GRÁFICO 22 - Número de empresas que receberam apoio do governo, de 2001 a 2011.
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Esforço inovativo das empresas
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Análise dos resultados da Pintec
 O principal tipo de apoio do governo utilizado pela i...
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Análise dos resultados da Pintec
 Ambos os grupos de empresa consideram um obstáculo re...
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Análise dos resultados da Pintec
 Maiores obstáculos enfrentados pelas empresas que não...
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Atividade de patenteamento
 Os dados foram construídos a partir de duas bases:
 Empres...
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GRÁFICO 25 - Atividade de patenteamento
das empresas farmacêuticas selecionadas,
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Considerações finais
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 Não estão disponíveis informações detalhadas e claras a respeito dos
programas e instrumentos de...
Considerações finais
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 Os resultados da PINTEC mostram que as empresas brasileiras realizam
prioritariamente inovações ...
Obrigada!
Luiza Pinheiro
luizapasilva@gmail.com
319194-7316
Orientadora: Márcia Siqueira Rapini
Mestrado Profissional em I...
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20150525 apresentação defesa final

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Apresentação utilizada na defesa da minha dissertação de mestrado sobre financiamento público ao sistema setorial de inovação farmacêutico brasileiro em maio de 2015.

Presentation directed to the evaluation board of my Masters degree, regarding funding for the Brazilian pharmaceutical innovation system from May 2015.

Publicada em: Economia e finanças
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20150525 apresentação defesa final

  1. 1. Defesa de dissertação Financiamento público ao sistema setorial de inovação farmacêutico brasileiro Luiza Pinheiro Alves da Silva Orientadora: Márcia Siqueira Rapini Mestrado Profissional em Inovação tecnológica e Propriedade Intelectual UFMG Maio de 2015 1
  2. 2. Introdução 3 Apresentar o sistema setorial de inovação farmacêutico brasileiro, com ênfase no subsistema de financiamento público e no esforço inovativo das empresas farmacêuticas. Objetivo
  3. 3. Introdução 4 Para tal, além da caracterização dos atores do sistema e do subsistema de financiamento, foram feitas as seguintes analíses: - alinhamento entre critérios para seleção dos projetos de inovação selecionados para fomento público e os critérios para inclusão de tecnologias no SUS, - resultados da PINTEC - atividade de patenteamento das empresas do setor que receberam fomento público. Resumo da metodologia
  4. 4. Agenda 5 Introdução Arcabouço teórico O sistema setorial de inovação farmacêutico brasileiro Financiamento público a este sistema Análise dos resultados do esforço inovativo das empresas
  5. 5. Agenda 6 Introdução Arcabouço teórico O sistema setorial de inovação farmacêutico brasileiro Financiamento público a este sistema Análise dos resultados do esforço inovativo das empresas
  6. 6. Arcabouço teórico 7 “Um sistema de inovação é composto por todas as entidades econômicas, organizações sociais e políticas e outros fatores que influenciam o desenvolvimento, difusão e uso da inovação” Sistema Nacional de Inovação Edquist 2005 “O sistema nacional de inovação é uma construção institucional, produto de uma ação planejada e consciente ou de um somatório de decisões não planejadas e desarticuladas, que impulsiona o progresso tecnológico em economias capitalistas complexas. Através da construção desse sistema de inovação viabiliza-se a realização de fluxos de informação necessária ao processo de inovação tecnológica” Albuquerque 1998
  7. 7. Arcabouço teórico 8 Sistema Nacional de Inovação Estado ICTsEmpresas
  8. 8. Arcabouço teórico 9 Sistema Nacional de Inovação Estado ICTsEmpresas  Em países em desenvolvimento este sistema está em estruturação e amadurecimento.  Os SNI apresentam especificidades setoriais.  A constituição do sistema influencia diretamente a dinâmica do setor.
  9. 9. Arcabouço teórico 10 Subsistema de financiamento  O financiamento às atividades inovativas é imprescindível para a compreensão do processo de inovação. O susbsistema de financiamento é composto pelo conjunto de elementos e relações que estabelecem as condições e as formas nas quais os agentes inovadores conduzem o financiamento das atividades inovativas. Ele é formado por: as fontes de recursos; os atores que as ofertam; as condições de capitalização das empresas; grau de maturidade do mercado de capitais, mecanismos financeiros disponíveis; grau de interação e conhecimento entre os agentes. Os atores deste sistema são: fundações de apoio a pesquisa, bancos, agências de fomento, entre outros.
  10. 10. Arcabouço teórico 11 Investimento em inovação  Possui peculiaridades que o difere de outros tipos e investimento. INCERTEZA fundamental associada à inovação  mesmo que se conheça os padrões por traz de uma inovação bem sucedida, é impossível prever a realidade de mercado no momento de lançamento e o comportamento dos concorrentes ou se preparar antecipadamente para o cenário em que a inovação será inserida.  O conhecimento gerado é tácito.  Retorno demorado e incerto.  Assimetria de informações entre o inovador e o investidor. Dificuldades de se apropriar do esforço inovativo Se a empresa considera que um projeto apresenta risco e ela é incapaz de mitigá-lo, ela tem menor propensão a arcar com este tipo de investimento em comparação com um investimento mais seguro.
  11. 11. Arcabouço teórico 13 Investimento em inovação  Subalocação de recursos para inovação └ Necessidade que o investimento seja subsidiado ou estimulado por agentes públicos.  O investimento privado busca retornos de curto prazo e focam atividades que extraem valor das empresas  recurso público que oferece capital paciente de longo prazo para as atividades de inovação.  O risco das atividades inovativas é distribuído para a sociedade por meio da alocação de recursos públicos mas os ganhos das inovações são privatizados ao serem incorporados pelos acionistas ou sócios das empresas.  Recursos públicos limitados  importância do investimento de capital próprio das empresas.  Os países em desenvolvimento possuem menos capital acumulado para investimento produtivos  tem mais dificuldade para promover e fomentar a inovação.
  12. 12. Agenda 15 Introdução Arcabouço teórico O sistema setorial de inovação farmacêutico brasileiro Financiamento público a este sistema Análise dos resultados do esforço inovativo das empresas
  13. 13. Sistema setorial de inovação farmacêutico 16 Processo de inovação farmacêutico Descoberta do fármaco Pré - Clínico Ensaios clínicos Aprovação do registro Escalonamento e Produção Monitoramento e pesquisa pós- comercialização PRÉ-DESCOBERTA 5.000 - 10.000 COMPOSTOS 250 5 1 DROGA APRO- VADA 3 – 6 ANOS 6 – 7 ANOS 0,5 – 2 ANOS INDEFINIDO NÚMERO DE VOLUNTÁRIOS FASE 1 FASE 2 FASE 3
  14. 14. Sistema setorial de inovação farmacêutico 17 Contexto político e institucional do CIS Instituições de C,T&I Estado (regulação e promoção) Sociedade População Setores industriais Setores prestadores de serviços
  15. 15. Sistema setorial de inovação farmacêutico 18 Complexo industrial da saúde - CIS Indústrias de base química e biotecnológica  Medicamentos e princípios ativos  Vacinas  Hemoderivados  Soros e toxinas  Reagentes para diagnóstico SETORES INDUSTRIAIS Indústrias de base mecânica, eletrônica e de materiais  Equipamentos mecânicos  Equipamentos eletrônicos  Órteses e próteses  Materiais Hospitais SETORES PRESTADORES DE SERVIÇOS Ambulatórios Serviços de diagnóstico e terapêuticos
  16. 16. Sistema setorial de inovação farmacêutico 20 Estado ICTsEmpresas
  17. 17. Investidor  Principal comprador de medicamentos através do SUS Financiador  Investimento em modernização e expansão do setor  Investimentos em inovação Regulador  Tem dever de garantir a eficácia e segurança dos produtos e tecnologias para a saúde.  As instituições de regulação cumprem um papel de filtro das inovações geradas. Sendo assim elas ocupam um papel determinante no SSI de saúde. Sistema setorial de inovação farmacêutico 21 Estado
  18. 18. Instituições Científicas e Tecnológicas  São uma das origem do conhecimento necessário para o desenvolvimento de novas tecnologias.  ICTs brasileiras majoritariamente públicas  Universidades: agregam atividades de ensino e extensão e são multidisciplinares.  Têm orçamento limitado para pesquisa  estas atividades são financiadas por projetos, que captam recursos individualmente.  Maioria dos pesquisadores são também professores e a equipe de pesquisa é composta por alunos.  Tem também institutos de pesquisa importantes: Fiocruz, Butantan e Vital Brazil. Vêm se abrindo a atividades de interação com empresas e inovação de maneira relativamente recente  Lei de Inovação de 2004.  Forte vocação para biociências e tradição de pesquisa nessa área. Sistema setorial de inovação farmacêutico 22 ICTs
  19. 19. Empresas  6º maior país no ranking do mercado farmacêutico mundial.  Forte presença de empresas internacionais, mas com uma indústria nacional robusta. └ Força da indústria brasileira devido aos medicamentos similares e genéricos. └ Empresas estrangeiras focam a maior parte do investimento e as tecnologias estratégicas na matriz.  Grande déficit na balança comercial  parte significativa devido aos princípios ativos.  Laboratórios públicos oficiais para suprir a demanda do SUS  volume de produção limitado mas tem papel estratégico em políticas de acesso a medicamentos. Sistema setorial de inovação farmacêutico 25 Empresas
  20. 20. Agenda 26 Introdução Arcabouço teórico O sistema setorial de inovação farmacêutico brasileiro Financiamento público a este sistema Análise dos resultados do esforço inovativo das empresas
  21. 21. Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico 28 Fundos setoriais  Há 16 fundos setoriais – 14 fundos específicos e 2 transversais. CT – Saúde: criado em 2002 para estabelecer linhas de pesquisa específicas para o desenvolvimento tecnológico a saúde humana.  Há uma grande diferença entre o valor arrecadado e o pago. Apesar do valor arrecadado crescer, o valor pago decresce. 41,3 67,1 61,0 70,9 74,2 90,1 102,8 128,5 135,7 168,8 221,7 254,3 0,2 20,0 22,5 24,8 27,1 50,6 72,6 40,4 35,2 14,2 12,3 14,8 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Valor arrecadado Valor pago 0,5% 29,8% 36,8% 56,1% 70,6% 31,4% 25,9% 8,4% 5,6% 5,8% 36,5% 35,0% % Pago/Arrecadado GRÁFICO 6 - Evolução dos valores arrecadados e pagos pelo CT-Saúde em R$ milhões Fonte: MCTI, 2015
  22. 22. Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico 29 Fundos setoriais TABELA 5 - Dados dos investimentos dos Fundos Setorias na Área da Saúde Ano de início Total de projetos Valor contratado (em milhões de R$) Valor médio por projeto (em milhares de R$) 1999 10 0,26 25,55 2000 12 1,14 95,19 2001 12 4,16 347,00 2002 16 9,19 574,42 2003 48 8,53 177,66 2004 119 72,38 608,21 2005 103 53,29 517,33 2006 108 88,01 814,88 2007 535 91,76 171,51 2008 561 92,96 165,71 2009 532 69,74 131,09 2010 698 110,64 158,51 2011 477 52,96 111,03 2012 247 116,20 470,44 2013 25 35,17 1.406,75 2014 11 15,83 1.438,95 Total 3154 822,22 Média = 234,0 Fonte: Plataforma Aquarius - MCTI, 2015 Ápice do n° de projetos Ápice do valor do projeto
  23. 23. 85,2% 3,9% 4,2% 1,3% 1,7% 0,6% 1,0% 0,3% 1,7% 0,1% Total de projetos Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico 31 Fundos setoriais GRÁFICO 8 - Distribuição dos projetos da área de Ciências da Saúde por categoria 125,6 1.485, 9 551,2 1.621, 1 877,4 1.107, 4 185,5 199,9 35,4 208,9 Valor médio (em milhares de R$) 376,2 205,1 81,6 71,3 53,5 23,3 6,3 2,2 2,1 0,6 Valor contratado (em milhões de R$) Fonte:PlataformaAquarius-MCTI,2015
  24. 24. Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico 32 Incentivos fiscais GRÁFICO 10 - Renúncia Fiscal por Investimentos em P, D&I Por Setores Em R$ Milhões. Fonte: Relatório Anual da Utilização de Incentivos Fiscais – Ano Base 2012 20,7 34,8 44,2 69,6 84,2 76,4 99,2 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Renúncia fiscal das empresas farmacêuticas 11 13 16 37 42 37 31 Número de empresas  Número de empresas que usam o benefício é crescente. (Aumento ~4x)  Apenas 17% das empresas do setor que implementaram inovações de acordo com a Pintec o utilizaram.  Foi a 2ª indústria com maior renúncia fiscal em 2012. Empresas mantiveram a renúncia fiscal nos anos de 2008 e 2009.
  25. 25. Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico 33 Subvenção Econômica  Existem poucos dados recentes disponíveis sobre a alocação de recursos de Subvenção Econômica. De 2006 a 2009, 19 empresas do setor de fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, que correspondem a 3,8% do total de empresas.  Projetos da área de saúde correspondem a 14% do número total de projetos. A área de biotecnologia, que também inclui tecnologias correspondentes a esta área, é responsável por 12% dos projetos Plano Inova Empresa  A partir de 2011 os recursos de Subvenção passaram a ser alocados nas chamadas conjuntas Inova.  3 chamadas Inova Saúde em parceria MS, MCTI e CNPq.  O foco foram as indústrias de equipamentos eletromédicos.
  26. 26. Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico 34 CNPq Fonte: CNPq, 2014.  O investimento total realizado por esta agência quintuplicou de 2000 a 2013  Ciências da Saúde 5ª área que mais recebeu investimento.  Área de maior crescimento no período analisado. 2000 2013 Grande área de conhecimento Investimento $mil % por grande área Investimento $mil Engenharias R$ 85.231 20,6% R$ 501.373 Ciências Biológicas R$ 74.458 18,0% R$ 371.762 Ciências Exatas e da Terra R$ 72.929 17,6% R$ 336.237 Ciências Agrárias R$ 52.178 12,6% R$ 262.172 Ciências da Saúde R$ 35.706 8,6% R$ 238.800 Ciências Humanas R$ 48.301 11,7% R$ 178.811 Ciências Sociais Aplicadas R$ 25.628 6,2% R$ 165.032 Linguística, Letras e Artes R$ 13.557 3,3% R$ 49.422 Outra R$ 55 0,0% R$ 47.296 Não se aplica R$ 5.103 1,2% R$ 25.259 Não informado R$ 249 0,1% R$ 5.884 Total Geral R$ 413.394 100,0% R$ 2.182.048 TABELA 6 - Investimento do CNPq por Grande Área (em mil R$)
  27. 27. Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico 35 BNDES Profarma Fonte: Filho et al, 2012.  Ativo desde 2004.  Bem-sucedido no apoio à modernização, expansão e adequação às BPF, em especial nas empresas de capital nacional. Apresentou efeitos parciais na indução de atividades mais inovadoras na indústria.  44% refere-se ao desenvolvimento de um novo medicamento genérico, não comercializado no Brasil. R$ 444.218.09 2 R$ 102.868.93 1 R$ 347.160.25 3 49,7% 11,5% 38,8% Primeira fase (abr. 2004 – set. 2007) Produção Inovação Reestruturação R$ 313.324.74 8 R$ 424.641.17 0 R$ 15.186.223 41,6% 56,4% 2,0% Segunda fase (out. 2007 – dez. 2011) Produção Inovação Exportação GRÁFICO 12 - BNDES Profarma – operações aprovadas/contratadas por subprogramas
  28. 28. Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico 36 Instrumentos fomento x Estágio de desenvolvimento Fonte: Elaboração própria. P&D ComercializaçãoProdução Recursos não reembol- sáveis Reembols áveis BNDES/FINEP - Inova Saúde Incentivos fiscais Capital de risco FINEM – BNDES Inovação BNDES PSI - Inovação BNDES Automático BNDES MPME Inovadora BNDES Profarma BNDES Funtec BNDES - Fundos Criatec CNPq - Edital RHAE FINEP - Inovacred FINEP - Subvenção econômica FINEP - Financiamento Reembolsável FINEP - Fundos Inovar FINEP - Tecnova Mistos Incentivos da Lei do Bem Embrapii BNDES PSI - Máquinas e Equipamentos Eficientes FIGURA 8 - Instrumentos de fomento de acordo com o estágio de desenvolvimento que eles apoiam
  29. 29. Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico 37 Alinhamento entre as ações de estímulo a inovação nos âmbitos de ciência e tecnologia Fonte: Relatório Anual da Utilização de Incentivos Fiscais – Ano Base 2012  Buscou-se uma forma de avaliar o alinhamento entre as ações de investimento em C, T&I e os critérios para incorporação de tecnologias no SUS  Os projetos apoiados devem dar origem a tecnologias que possam ser inseridas no SUS, em especial quando se trata de recursos do MS.  Limitações desta análise:  Grande espaço de tempo entre a execução do projeto apoiado e a inserção no mercado de um produto baseado na tecnologia que ele origina.  Risco elevado associado aos projetos de inovação, pode ser que parte deles tenha simplesmente falhado. Sistema de inovação brasileiro em amadurecimento  não se pode esperar um alinhamento fino entre as instituições, em especial de áreas distintas como C, T&I e saúde.  No entanto, os atores justificam suas ações de modo a elevar o patamar competitivo do país e trazer desenvolvimento para a sociedade, e ampliar o acesso da população às tecnologias, na área da saúde. └ Cabe analisar se há uma consonância entre os agentes, mesmo que preliminar.
  30. 30. Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico 38 Alinhamento entre as ações de estímulo a inovação nos âmbitos de ciência e tecnologia Fonte: Elaboração própria.  Comparou-se os critérios adotados no Subvenção Econômica da FINEP, de 2006 a 2010 e os critérios da CONITEC para incorporação de tecnologias.  Observou-se que existem tecnologias analisadas pela CONITEC provenientes de áreas que já foram foco de editais de subvenção econômica da FINEP. Edital Áreas temáticas para apoio a projetos na área de fármacos para saúde humana Exemplos de tecnologias análogas avaliadas pela CONITEC Subvenção 2006 Fármacos e medicamentos: foco em AIDS e Hepatite • Obtenção de novas rotas de síntese que possibilitem avanços tecnológicos na produção do fármaco AZT; • Desenvolvimento de moléculas inéditas (análogos), farmacologicamente ativas e comparáveis aos fármacos: Lopinavir, Nelfinavir, Efavirenz e Tenofovir; • Desenvolvimento de moléculas inéditas, farmacologicamente ativas, e que se destinem ao tratamento de Hepatite C.  Boceprevir e Telaprevir (Hepatite C);  Estavudina, indinavir, maraviroque (antiretrovirais). QUADRO 6 - Comparação das áreas temáticas dos editais subvenção econômica e tecnologias avaliadas pela CONITEC
  31. 31. Financiamento público ao sistema de inovação farmacêutico 39 Alinhamento entre as ações de estímulo a inovação nos âmbitos de ciência e tecnologia Há pontos de convergência entre os critérios adotados pela CONITEC e pela FINEP. Ambos consideram os impactos no mercado da nova tecnologia e exigem a comparação de seus benefícios com outras semelhantes já disponíveis  deve ser realizada sob o ponto de vista do SUS, e não apenas do mercado privado.  Os especialistas externos envolvidos no processo de seleção dos projetos pela FINEP devem ser profissionais do SUS, ou possam trazer esta perspectiva para a análise. Deve-se levar em conta o déficit da balança comercial de produtos do CIS, de modo que as novas tecnologias desenvolvidas contribuam para a diminuição deste. É recomendável um alinhamento entre a FINEP e as outras agências de fomento e o SUS, no caso de tecnologias para saúde, pelo menos para que sigam as mesmas diretrizes e princípios.
  32. 32. Agenda 41 Introdução Arcabouço teórico O sistema setorial de inovação farmacêutico brasileiro Financiamento público a este sistema Análise dos resultados do esforço inovativo das empresas
  33. 33. Esforço inovativo das empresas 42  458 respondentes do setor farmacêutico, sendo que 53,8% implementaram inovações.  Porcentagem de superior a média das indústrias de transformação (35,9%). 50,4% 52,4% 63,7% 53,8% 2,4% 3,0% 3,4% 3,4% 27,9% 26,4% 21,2% 31,5% 19,4% 18,2% 11,7% 11,3% 2003 2005 2008 2011 Empresas que implementaram inovações tecnológicas Empresas com apenas projetos incompletos e ou abandonados Empresas com apenas inovações organizacionais ou de marketing Empresas que não implementaram projetos de inovação GRÁFICO 13 - Distribuição das empresas que implementaram inovações ou conduziram projetos de inovação no setor farmacêutico de 2003 a 2011, em porcentagem. Fonte: Elaboração própria, baseada na PINTEC/IBGE. Análise dos resultados da Pintec
  34. 34. Esforço inovativo das empresas 43 GRÁFICO 14 - Distribuição do tipo de inovação entre 2001 e 2011, em porcentagem. Fonte: Elaboração própria, baseada na PINTEC/IBGE. 70,3% 73,7% 74,8% 68,7% 71,4% 72,6% 68,7% 69,4% 41,7% 46,3% 43,5% 38,1% 2003 2005 2008 2011 Produto Processo Produto e Processo Análise dos resultados da Pintec
  35. 35. Esforço inovativo das empresas - PINTEC 44  A maioria das empresas realizou inovações inéditas para a empresa, mas já existentes no mercado nacional.  caráter seguidor. └ As empresas têm investido em inovações que irão posicioná-las junto aos outros concorrentes nacionais e poucas investem na abertura de novos mercados.  As inovações no âmbito mundial, apesar de serem pequenas, têm crescido nos últimos anos. GRÁFICO 15 - Grau de novidade do produto principal das empresas que implementaram inovações, 2001 - 2011, em porcentagem. Fonte:Elaboraçãoprópria,baseadanaPINTEC/IBGE. 37,3% 56,1% 49,5% 34,0% 9,9% 15,4% 20,7% 29,6% 1,9% 2,2% 4,5% 5,1% 2003 2005 2008 2011 Produto novo para a empresa, mas já existente no mercado nacional Produto novo para o mercado nacional, mas já existente no mercado mundial Produto novo para o mercado mundial 27,1% 65,8% 63,3% 58,8% 2,6% 6,2% 5,0% 9,2% 0,0% 0,6% 0,3% 1,4% 2003 2005 2008 2011 Processo novo para a empresa, mas já existente no mercado nacional Processo novo para o mercado nacional, mas já existente no mercado mundial Processo novo para o mercado mundial Grau de novidade do principal produto Grau de novidade do principal processo Análise dos resultados da Pintec
  36. 36. Esforço inovativo das empresas 45 GRÁFICO 16 - Dispêndios totais realizados pelas empresas que implementaram inovações em P, D&I e dispêndios realizados apenas em atividades internas de P,D&I, de 2001 a 2011, em bilhões de reais. Fonte: Elaboração própria, baseada na PINTEC/IBGE. R$ 666,2 R$ 1.038,7 R$ 1.467,3 R$ 1.849,0 R$ 101,7 R$ 180,5 R$ 431,0 R$ 920,7 2003 2005 2008 2011 Dispêndios totais realizados pelas empresas inovadoras nas atividades inovativas Dispêndios realizados apenas nas atividades internas de P&D Análise dos resultados da Pintec  Cerca de 50% desse valor foram investidos em atividades internas de P&D  As empresas de fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos obtiveram uma receita líquida de vendas de R$ 38,6 bilhões.  A receita líquida de vendas aumentou 99,1% no período analisado, enquanto os dispêndios aumentaram 177,5%.  as empresas têm aumentado seus investimentos em atividades inovativas.
  37. 37. Esforço inovativo das empresas 46 Análise dos resultados da Pintec  Analisando os valores relativos, os dados mostram que investimentos em dispêndios totais em P, D&I representaram quase 5,0% da receita líquida de vendas no ano de 2011. └ Comparativamente, em 2014, as empresas farmacêuticas americanas investiram em P, D&I 17,8% do total de vendas Os dispêndios em atividades internas de P, D&I foram o principal tipo de dispêndio em atividades inovativas realizadas pelas empresas do setor. GRÁFICO 17 - Valores relativos dos dispêndios em P, D&I, de 2001 a 2011 em porcentagem 3,4% 4,2% 4,9% 4,8% 15,3% 17,4% 29,4% 49,8% 2003 2005 2008 2011 % Dispêndios totais/receita % Dispêndios em atividades internas/dispêndios totais
  38. 38. Esforço inovativo das empresas 48 Análise dos resultados da Pintec  A alocação dos dispêndios em P, D&I da indústria farmacêutica vem mudando.  Os dispêndios em atividades internas aumentou 8x  Na PINTEC de 2008, ela passa a figurar como o principal gasto com atividades inovadoras, enquanto nos anos anteriores era a aquisição de máquinas e equipamentos.  Outra atividade que tem recebido investimentos crescentes é a de treinamento, apesar da baixa porcentagem. GRÁFICO 19 - Histórico da distribuição dos dispêndios com P, D&I, de 2001 a 2011 em valores relativos ao total de dispêndios alocados. Fonte:Elaboraçãoprópria,baseadanaPINTEC/IBGE. 15,3% 17,4% 29,4% 49,8% 26,2% 26,4% 25,9% 15,6% 12,9% 13,1% 12,8% 11,8% 18,0% 20,0% 12,3% 11,0% 20,7% 16,3% 14,5% 6,1% 2,0% 1,1% 1,1% 3,2% 4,9% 5,7% 4,1% 2,4% 2003 2005 2008 2011 Atividades internas de Pesquisa e Desenvolvimento Aquisição de máquinas e equipamentos Aquisição externa de Pesquisa e Desenvolvimento Introdução das inovações tecnológicas no mercado Projeto industrial e outras preparações técnicas Treinamento Outros (Aquisição de software e de outros conhecimentos externos)
  39. 39. Esforço inovativo das empresas 49 Análise dos resultados da Pintec  A fonte dos recursos utilizados nos dispêndios é majoritariamente capital próprio das empresas. Mas as empresas têm utilizado cada vez mais capital de terceiros.  O aumento na utilização de recursos de terceiros, principalmente recursos públicos, coincide com um período de crise econômica mundial. └ As empresas optam por preservar seu capital próprio e captar recursos de terceiros menos onerosos. └ Além disso, há um alto volume de recursos disponibilizados para o setor pelos agentes públicos de fomento. GRÁFICO 20 - Fonte de financiamentos às atividades inovativas, de 2001 a 2011, em porcentagem. A - Apenas para as atividades internas de P, D&I. B - Para as outras atividades inovativas. Fonte: Elaboração própria, baseada na PINTEC/IBGE. 97,0% 93,9% 92,2% 77,1% 3,0% 6,1% 7,8% 22,9% 2003 2005 2008 2011 A - Fonte de financiamento atividades internas de P&D Recurso próprios Recursos de terceiros 89,0% 91,7% 83,2% 84,2% 11,0% 8,3% 16,8% 15,8% 2003 2005 2008 2011 B - Fonte de financiamento às outras atividades inovativas Recurso próprios Recursos de terceiros
  40. 40. Esforço inovativo das empresas 50 Análise dos resultados da Pintec  A origem de capital de terceiros é principalmente pública, tanto para atividades internas de P&D quanto para outras atividades inovativas.  O uso de capital público para as outras atividades aumenta muito da pesquisa de 2003 para 2005.  coincide com o lançamento do Profarma.  O número de empresas que recebeu apoio do governo aumentou expressivamente entre os anos de 2005 e 2008. GRÁFICO 21 - Origem dos recursos de terceiros utilizados nas atividades de P, D&I, de 2001 a 2011, em porcentagem. A - Apenas para as atividades internas de P, D&I. B - Para as outras atividades inovativas. Fonte:Elaboraçãoprópria,baseadanaPINTEC/IBGE. 29,1% 15,9% 5,8% 2,7% 70,9% 84,1% 94,2% 75,5% 21,8% 2003 2005 2008 2011 A - Origem dos recursos de terceiros para as atividades internas de P&D Privado Público Externo 42,4% 8,6% 9,0% 3,0% 57,6% 91,4% 91,0% 97,0% 2003 2005 2008 2011 B - Origem dos recursos de terceiros para as outras atividades inovativas Privado Público
  41. 41. Esforço inovativo das empresas 51 GRÁFICO 22 - Número de empresas que receberam apoio do governo, de 2001 a 2011. 52 66 122 123 2003 2005 2008 2011 Número de empresas que receberam apoio do governo 84,8% % Aumento Fonte: Elaboração própria, baseada na PINTEC/IBGE. Análise dos resultados da Pintec
  42. 42. Esforço inovativo das empresas 52 Análise dos resultados da Pintec  O principal tipo de apoio do governo utilizado pela indústria farmacêutica é para a aquisição de maquinas e equipamentos, em todas as pesquisas analisadas. A utilização de outras formas de apoio tem aumentado anualmente e de forma significativa no período analisado, com destaque para os incentivos fiscais, para o qual o número de empresas que utiliza mais que quadriplicou, e a subvenção econômica.  É importante ressaltar que, de 2008 a 2011, o financiamento a projetos em parceria com universidades e a utilização das outras formas de apoio declinou. GRÁFICO 23 – Valores relativos do tipo de apoio do governo utilizado pelas empresas inovadoras do setor farmacêutico, em porcentagem, de 2001 a 2011. . 0,6% 1,6% 13,1% 4,8%1,5% 4,9% 17,8% 4,0% 5,7% 3,8% 10,8% 2,5% 24,8% 15,9% 18,6% 13,0% 7,7% 5,0% 26,7% 8,5% Incentivo fiscal Subvenção econômica Financiamento a projetos em parceria com universidades Financiamento a projetos sem parceria com universidades Compra de máquinas e equipamentos Outros 2003 2005 2008 2011 Fonte: Elaboração própria, baseada na PINTEC/IBGE.
  43. 43. Esforço inovativo das empresas 53 Análise dos resultados da Pintec  Ambos os grupos de empresa consideram um obstáculo relevante os elevados custos para inovação.  A falta de escassez de fontes apropriadas de financiamento não é um problema apontado pelas empresas que não implementaram inovações. TABELA 7 – Porcentagem de empresas que consideraram os obstáculos com importância média ou alta, de 2003 a 2011 Fonte: Elaboração própria, baseada na PINTEC/IBGE. Empresas que não implementaram inovações Empresas que implementaram inovações Elevados custos da inovação Escassez de fontes apropriadas de financiamento Elevados custos da inovação Escassez de fontes apropriadas de financiamento 2003 93,4% 30,2% 78,3% 61,5% 2005 77,9% 52,4% 90,6% 58,3% 2008 50,6% 38,5% 70,8% 44,9% 2011 95,0% 17,0% 57,5% 66,3%
  44. 44. Esforço inovativo das empresas 54 Análise dos resultados da Pintec  Maiores obstáculos enfrentados pelas empresas que não implementaram inovações foram:  riscos econômicos excessivos (93,5%), dificuldade para se adequar a padrões, normas e regulamentações (82,9%), escassez de possibilidades de cooperação com outras empresas ou instituições (82,3%)  e falta de informação sobre mercados (79,3%). GRÁFICO 24 - Razões citadas pelas empresas que não desenvolveram nem implementaram inovações de 2001 a 2011 Fonte: Elaboração própria, baseada na PINTEC/IBGE. 29,6% 10,9% 14,9% 17,3% 47,4% 67,3% 52,9% 36,8% 23,0% 21,8% 32,1% 45,9% 2003 2005 2008 2011 Inovações prévias Condições de mercado Outros fatores impeditivos
  45. 45. Esforço inovativo das empresas 55 Atividade de patenteamento  Os dados foram construídos a partir de duas bases:  Empresas que receberem fomento público no Brasil do Cedeplar (2004 – 2012)  Patentes de empresas selecionadas construída a partir do INPI  Considera 20 empresas 10 nacionais e 10 estrangeiras  raking top 20 mercado nacional mais algumas empresas nacionais. Limitações:  Depósito de patente não demonstra em si o caráter inovador da empresa.  Contexto é complexo e envolves várias variáveis: a atividade de patenteamento não é diretamente relacionada a fomento.
  46. 46. Esforço inovativo das empresas 56 GRÁFICO 25 - Atividade de patenteamento das empresas farmacêuticas selecionadas, agrupadas em empresas nacionais e estrangeiras, por número de depósitos de patentes no INPI por ano, de 2000 a 2013. Fonte: Elaboração própria. 0 100 200 300 400 500 600 700 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Nacionais Estrangeiras GRÁFICO 26 - Atividade de patenteamento das empresas farmacêuticas selecionadas, agrupadas por empresas que receberam fomento público a inovação ou não, por número de depósitos de patentes no INPI por ano, de 2000 a 2013 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Não recebeu fomento Recebeu fomento Atividade de patenteamento
  47. 47. Esforço inovativo das empresas 57 GRÁFICO 27 - Atividade de patenteamento das empresas farmacêuticas selecionadas, agrupadas por empresas nacionais e estrangeiras que receberam fomento público a inovação ou não, por número de depósitos de patentes por ano, de 2000 a 2013 Fonte: Elaboração própria. 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Não recebeu fomento - Estrangeiras Recebeu fomento - Nacionais Recebeu fomento - Estrangeiras  As empresas estrangeiras patenteiam mais, independente se receberam fomento ou não.  O padrão de patenteamento das empresas nacionais é o mesmo ao longo dos anos  reflexo de estratégia focada em inovações incrementais. Atividade de patenteamento
  48. 48. Considerações finais 59  Não estão disponíveis informações detalhadas e claras a respeito dos programas e instrumentos de financiamento e dos investimentos das agências de fomento à inovação. └ Sugestão: criar ferramentas para disponibilizar as informações sobre o financiamento público à inovação, não só mais claras, mas também de fácil acesso, e nas quais tais informações estejam consolidadas. Não só informações quanto à alocação dos recursos mas também informações sobre o processo de seleção.  Existe um grande volume de recursos aportados, a maioria deles são concentrados nas etapas de P, D&I, havendo uma lacuna para os estágios de produção e comercialização.  É necessária uma otimização dos recursos investidos – seja no volume aportado, seja no mecanismo de seleção e gestão dos projetos .  É interessante uma aproximação operacional dos agentes além dos objetivos em comum. └Profissionais de saúde pública atuando desde a etapa de seleção dos projetos até seu acompanhamento.
  49. 49. Considerações finais 60  Os resultados da PINTEC mostram que as empresas brasileiras realizam prioritariamente inovações incrementais no país. Os laboratórios farmacêuticos nacionais possuem caráter seguidor, o que significa que as inovações geradas por elas não são disruptivas no âmbito nacional, tampouco mundial.  As empresas do setor farmacêutico investem principalmente capital próprio para inovar, mas elas têm aumentado a porcentagem de utilização de recursos de terceiros, na maior parte de fontes públicas.  O padrão de patenteamento da indústria nacional não se altera ao longo dos anos. Pode-se interpretar, então, que, independentemente de receber fomento ou não, as empresas farmacêuticas nacionais não fazem inovações disruptivas. └ Os instrumentos de financiamento público a P, D&I sejam otimizados, de modo a fazer com que as empresas nacionais aproximem-se da vanguarda da fronteira tecnológica do setor  não necessariamente com um aumento dos recursos disponibilizados, mas otimização dos instrumentos existentes.
  50. 50. Obrigada! Luiza Pinheiro luizapasilva@gmail.com 319194-7316 Orientadora: Márcia Siqueira Rapini Mestrado Profissional em Inovação tecnológica e Propriedade Intelectual UFMG Maio de 2015 61

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