Sequência didática - Lourdes Vinhal

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BERNARD SCHENEUWLY E JOAQUIM DOLZ, autores suíços que tratam sobre a língua materna, sequência didática como um processo metodológico de ensino.

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Sequência didática - Lourdes Vinhal

  1. 1. GÊNEROS ORAIS E ESCRITOS NA ESCOLA BERNARD SCHENEUWLY E JOAQUIM DOLZ
  2. 2. <ul><li>Apresentação de um procedimento: </li></ul><ul><li>Sequências didáticas </li></ul><ul><li>para o oral e o escrito. </li></ul>
  3. 3. COMO ENSINAR A PRODUÇÃO ORAL E ESCRITA ? <ul><li>Através da sequência didática: </li></ul><ul><li>“ Tem a finalidade de ajudar o aluno a dominar melhor um gênero de texto, permitindo-lhe, assim, escrever ou falar de uma maneira adequada numa dada situação de comunicação”. (Schneuwly, 2004 ) </li></ul>
  4. 4. Sequência didática <ul><li>“ Conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou escrito.” (Schneuwly, 2004, p.97) </li></ul>
  5. 5. SEQUÊNCIA DIDÁTICA para trabalhar GÊNEROS TEXTUAIS <ul><li>Gêneros textuais são as mais diferentes espécies de textos, escritos ou falados, que circulam na sociedade e que são reconhecidos com facilidade pelas pessoas. </li></ul><ul><li>Por exemplo: carta, bilhete, poema, sermão, notícia de jornal, receita culinária, conversa ao telefone, piada, romance... </li></ul>
  6. 6. Esquema da Sequência Didática SCHNEUWLY, 2004,p.98
  7. 7. <ul><li>A APRESENTAÇÃO </li></ul><ul><li>DA SITUAÇÃO </li></ul>
  8. 8. O professor deve dar indicações que respondam às seguintes questões: <ul><li>Qual é o gênero que será abordado ? </li></ul><ul><li>A quem se dirige a produção? </li></ul><ul><li>Que forma assumirá a produção? </li></ul><ul><li>Quem participará da produção? </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Fornecer aos alunos todas as informações necessárias para que conheçam o projeto comunicativo visado e a aprendizagem de linguagem a que está relacionado. </li></ul><ul><li>Preparar os alunos para a produção inicial, (primeira tentativa de realização do gênero). </li></ul>
  10. 10. PRODUÇÃO INICIAL
  11. 11. A primeira produção do gênero <ul><li>não põe os alunos numa situação de insucesso ; se a situação de comunicação é suficientemente bem definida durante a fase de apresentação da situação, todos os alunos, inclusive os mais “fracos”, são capazes de produzir um texto que responda razoavelmente à situação dada, mesmo que não respeitem todas as características do gênero visado. </li></ul>
  12. 12. IMPORTÂNCIA DA PRODUÇÃO INICIAL <ul><li>Define, para o professor, o ponto preciso em que ele pode intervir melhor e o caminho que o aluno tem ainda a percorrer: essa é a essência da avaliação formativa. </li></ul><ul><li>É REGULADORA DA SEQUÊNCIA DIDÁTICA. </li></ul>
  13. 13. OS MÓDULOS
  14. 14. O QUE TRABALHAR? <ul><li>Nos módulos, são trabalhados os problemas diagnosticados na primeira produção. </li></ul><ul><li>Os alunos devem ser instrumentalizados para superar os problemas. </li></ul>
  15. 15. 1- Trabalhar problemas em níveis difere ntes <ul><li>Representação da situação de comunicação </li></ul><ul><li>o aluno deve aprender a fazer uma imagem do destinatário do texto, da finalidade visada, de sua própria posição como autor. </li></ul><ul><li>Elaboração do conteúdo </li></ul><ul><li>O aluno deve conhecer técnicas para buscar, elaborar ou criar conteúdos. Essa técnica se difere muito em função dos gêneros. </li></ul><ul><li>Planejamento do texto </li></ul><ul><li>O aluno deve estruturar seu texto de acordo com um plano que depende da finalidade que deseja atingir ou do destinatário visado . </li></ul><ul><li>Realização do texto </li></ul><ul><li>O aluno deve escolher os meios de linguagem mais eficazes para escrever seu texto. </li></ul>
  16. 16. 2. Variar as atividades e exercícios <ul><li>Atividades de observação e análise de textos podem ser realizadas a partir de um texto completo ou de uma parte de um texto; podem comparar vários textos de um mesmo gênero ou de gêneros diferentes. </li></ul><ul><li>Tarefas simplificadas de produção de textos : concentração num aspecto preciso da elaboração de um texto. O aluno pode reorganizar o conteúdo,inserir uma parte, revisar um texto em função de critérios bem definidos; elaborar refutações encadeadas ou a partir de uma resposta dada... </li></ul><ul><li>Elaboração de uma linguagem comum: trabalho feito ao longo de toda a sequência, para poder falar dos textos, comentá-los, criticá-los, melhorá-los, quer se trate de seus próprios textos ou dos de outrem. </li></ul>
  17. 17. 3. Capitalizar as aquisições <ul><li>Realizando os módulos, os alunos aprendem a falar sobre o gênero abordado. Eles adquirem um vocabulário, uma linguagem técnica . Eles constroem, de modo progressivo, conhecimentos sobre o gênero. </li></ul><ul><li>Isso favorece uma atitude reflexiva e um controle do próprio comportamento. </li></ul><ul><li>Em geral, esse vocabulário técnico e as regras elaboradas durante as sequências são registrados numa lista que resume tudo o que foi adquirido nos módulos. </li></ul><ul><li>Cada sequência é finalizada com um registro dos conhecimentos adquiridos sobre o gênero durante o trabalho nos módulos, na forma sintética de lista de constatações ou de lembretes ou de glossário. </li></ul>
  18. 18. PRODUÇÃO FINAL
  19. 19. Pôr em prática as noções <ul><li>É importante que o aluno encontre, de maneira explícita, os elementos trabalhados em aula e que devem servir como critérios de avaliação. </li></ul><ul><li>Essa forma de explicitação dos critérios de avaliação permite ao professor, ainda que parcialmente, desfazer-se de julgamentos subjetivos e de comentários frequentemente alusivos, que não são compreendidos pelos alunos, para passar a referir-se a normas explícitas e a utilizar um vocabulário conhecido pelas duas partes. </li></ul>
  20. 20. Controle sobre o processo de aprendizagem <ul><li>Permite ao aluno a possibilidade de colocar em prática as noções e os instrumentos elaborados separadamente nos módulos e o controle sobre seu próprio processo de aprendizagem: O que aprendi? O que resta aprender? </li></ul><ul><li>Serve de instrumento para o aluno avaliar e revisar seu texto, definindo a necessidade, ou não, de reescrita </li></ul><ul><li>Permite ao professor realizar uma avaliação somativa (responsável, humanista e profissional) . E planejar o próximo trabalho. </li></ul>
  21. 21. Referências <ul><li>AMARAL, Helo í sa. Como e por que trabalhar com gêneros textuais no Prêmio Escrevendo o Futuro . Dispon í vel em:<> http://www.cenpec.org.br – Acesso em: 12 jul. 2008. </li></ul><ul><li>BAKHTIN, Mikhail. Estética da Criação Verbal . São Paulo: Martins Fontes, 1992. </li></ul><ul><li>KOCH, I.V.; ELIAS, V.M. Ler e compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006. </li></ul><ul><li>MARCUSCHI, Luis Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In DIONISIO, A.P.; MACHADO, A. R.; BEZERRA, M. A. Gêneros Textuais e Ensino . Rio de Janeiro: Lucerna, 2003. </li></ul><ul><li>SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ Joaquim. Gêneros orais e escritos . Campinas: Mercado de letras, 2004. </li></ul>
  22. 22. Sequência Didática Dolz et al Escrevendo o Futuro <ul><li>Apresentação da situação </li></ul><ul><li>Produção inicial </li></ul><ul><li>Módulos </li></ul><ul><li>Produção final </li></ul><ul><li>Apresentar a proposta. </li></ul><ul><li>Avaliar o conhecimento prévio dos alunos sobre o gênero. </li></ul><ul><li>Apresentar o gênero escolhido, leitura de exemplares. </li></ul><ul><li>Propor que os alunos escrevam um texto inicial do gênero, mesmo que imperfeito. </li></ul><ul><li>Ampliar o repertório do aluno, com mais textos do gênero. </li></ul><ul><li>Organizar e sistematizar o conhecimento sobre o gênero (elementos, situação de produção e circulação). </li></ul><ul><li>Fazer uma produção escrita coletiva com a classe (professor-escriba). </li></ul><ul><li>Fazer uma produção escrita individual, com revisão e reescrita.  </li></ul>

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