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Especificações e CaracterísticasA miíase ou bicheira é a proliferação de larvas de moscas em tecidos vivos. A patologiaé c...
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Podem ser mantidos cuidados auxiliares, o tratamento da ferida local e o uso deantibióticos sistêmicos.                   ...
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Relato de Caso ClínicoNome: AlineRaça: Pitt BullIdade: 2 anosO que o animal apresenta:Problemas de pele e miíase encontram...
Resultados:Dentro de poucas semanas a Cadela Aline sentia-se bem melhor e mais disposta, tudoclaro a partir do tratamento ...
ConclusãoDentre todos os fatos citados e pesquisados este trabalho foi de suma importância paraaprimorarmos nosso conhecim...
BibliografiaURQUHART, G.M et al. Parasitologia Veterinária. 2a edição.Rio deJaneiro: Guanabara Koogan, 1998.FOREYT,       ...
AnexosLarva: Dermatobia hominis                      Adulto: Dermatobia hominis         Ciclo evolutivo: Dermatobia hominis
Miíase Perianal em um Rottweiler.Miíase: Callitroga macellaria
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Introdução miiase

  1. 1. IntroduçãoNeste trabalho iremos relatar especificações e características sobre a miíase vulgarmenteconhecida como ´´Bicheira`` e não podemos deixar de falar também do veiculador destadoença chamada de Dermatobia hominis.A Larva de Dermatobia hominis (berne) biontófaga é parasito obrigatório periódico eresponsável por miíase primaria e cutânea nodular.Miíase é uma doença produzida pela infestação de larvas de moscas em pele ou outrostecidos animais. Caracteriza-se pelo desenvolvimento e crescimento de larvas demoscas sobre tais tecidos.Pode ser classificada em miíase primaria onde a larva da mosca da Dermatobia hominisinvade o tecido sadio e nele se desenvolve. Essa infestação é também conhecida comoberne.A miíase secundaria é onde a mosca coloca seus ovos em ulcerações na pele oumucosas e as larvas se desenvolvem nos produtos de necrose tecidual. Pode apresentar-se de três formas:1-Cutânea2-Cavitaria3-Intestinal.A miíase é uma zoodermatose caracterizada pelo acometimento da pele ou orifícios porlarvas de moscas. Classificam-se em primarias e secundarias.Miíase primaria furunculoide: Caracteriza-se por lesão nodular que surge com odesenvolvimento da larva, apresentando orifício central de onde sai à secreção serosa. Alesão é dolorosa e o paciente sente a sensação de ´´ferroada``. Como complicaçõespodem surgir abscessos, linfangite e raramente tétano.Miíase secundaria: a infestação ocorre na pele ou mucosas ulceradas e nas cavidades.Os locais mais atingidos são as fossas e os seios nasais, os condutos auditivos e osglobos oculares. A gravidade do quadro depende da localização e do grau de destruição.Seu reservatório é a mosca domestica, o modo de transmissão ocorre através da larva damosca na pele ou em feridas e o período de incubação pode ser de ate duas semanas.
  2. 2. Especificações e CaracterísticasA miíase ou bicheira é a proliferação de larvas de moscas em tecidos vivos. A patologiaé causada quando a ´´mosca varejeira ou mosca verde`` pousa sobre um ferimento deanimal depositando dezenas de ovos que irão eclodir, transformando-se em inúmeraslarvas que se alimentam de tecido vivo (miíase cutânea)e, que se não foremexterminadas com rapidez, logo,logo, irão cavar verdadeiras galerias sob a pelecausando lesões e um incomodo muito grande ao animal, (isto em qualquer animal).As lesões, quando não tratadas, vão tão profundamente que chegam a atravessar amusculatura do animal, atingindo órgãos vizinhos transformando-se em miiasecavitaria. As larvas das moscas também podem se proliferarem tecidos não lesados,quando a pele do animal apresenta dermatites exsudativas (produzem líquidos)mantendo o local úmido.Também se proliferam animais em animais que vivem em locais anti-higiênicos, cujospêlos estejam sempre molhados por urina ou fezes.Uma das maneiras de se evitar que o animal venha a ter miíase é mantê-lo sempre locaishigiênicos e ter seus ferimentos (caso os tenha), por menor que sejam tratados eprotegidos de moscas.No caso de gatos, é muito importante castrar, não só a fêmea como também o macho,pois na luta pelas fêmeas e/ou marcação de territórios, os felinos adquirem ferimentos,por vezes, imperceptíveis, mas que com muita facilidade chegam a miíase.Nos primeiros casos de percepção da doença repare se seu animal anda lambendo muitodeterminada área do corpo, porque pode ser o primeiro sinal, o dono tem que estar alertae ser observador, pois a miíase é fácil de detectar, cheira mal além de deixar umpequeno orifício na pele.Dados os fatos acima o melhor a fazer é procurar o médico veterinário. É de grandefacilidade encontrar animais com miíase basta dar uma pequena volta pelos grandescentros urbanos, onde a maioria dos animais abandonados, mortos de fome, acababrigando por qualquer alimento que apareça, ocasionando ferimentos que, não tratados,facilitam o surgimento de bicheiras. EtiologiaA miíase ou bicheira é uma infestação de larvas de mosca que ocorre principalmente emanimais mantidos fora de casa, e animais que se mostram incapazes de fazer suahigienização ou por serem idosos ou por estarem enfermos. Alem disso, animais comenterite e contaminação perineal também são vitimas. Os agentes etiológicos dessadoença são moscas pertencentes a espécies dos gêneros Cuterebra, Calliphora eSarcophaga. Os califorídeos depositam seus ovos em aglomerados, nas lesões cutâneasúmidas, já os sarcofagídeos depositam larvas diretamente sobre a pele. As larvasprovocam destruição da pele, escavam tecido cutâneo e migram para os locais corporais
  3. 3. preferidos. As áreas geralmente envolvidas incluem a região cervical ventral e asregiões inguinal do quarto posterior e axilar.A incidência é mais alta no outono e no verão. Sinais ClínicosOs animais podem apresentar dor, relutar em se mover ou claudicar.No exame clinico, encontram-se presentes um ou mais inchaços subcutâneos firmes efistulados. Freqüentemente se observam as larvas na fistula, circundadas por tecidonecrosado. Na disposição dos ovos ou larvas de moscas nas lesões cutâneas úmidas,comumente esta presente uma ferida aberta com odor freqüentemente fétido ecaracterístico.As infecções bacterianas secundarias das lesões são comuns e se caracterizam por ummacerado, por fistulas e ulceras. É visível grande quantidade de larvas. Os animaispodem apresentar sinais de enfermidade sistêmica em decorrência da toxemia.As larvas podem envolver o olho, isso é conhecido como oftalmiíase.A infestação severa com larvas cuterebriades múltiplas pode causar debilitação extremae morte.Larvas de moscas cuterebral também podem ser encontradas no cérebro de cães e gatoscom sintomas neurológicos. Nestes hospedeiros anormais, a infecção se faz por umalarva migratória. As larvas normalmente maturam no tecido subcutâneo, mas podemfazer migração ectópica até o cérebro. DiagnósticoO diagnóstico baseia-se em uma história de abrigo fora de casa, sinais clínicos epresença de larvas nos ferimentos. TratamentoO tratamento consiste na remoção de larvas intactas com pinças hemostáticas. Essaremoção deve ser realizada por um medico veterinário, pois apesar de parecer simples,necessita de vários cuidados, inclusive a utilização de agentes anestésicos. Deve-seevitar a ruptura da larva, podendo aplicar topicamente éter para anestesiar as larvasantes da remoção, facilitando a retirada.Deve-se debridar completamente os ferimentos de tecido necrosado, Esses debristissulares deverão ser removidos pela lavagem das feridas com uma solução de peróxidode hidrogênio ou de povidona duas vezes ao dia, até que o problema tenha sidoresolvido.
  4. 4. Podem ser mantidos cuidados auxiliares, o tratamento da ferida local e o uso deantibióticos sistêmicos. PrevençãoEm animais mantidos fora de casa, o proprietário deve estar atento a presença deferimentos. E quando eles existirem tratá-los para evitar que moscas pousem na lesão.Além disso, é aconselhável a limpeza e desinfecção do ambiente para evitar a presençadestes insetos.Alguns medicamentos ministrados por via oral estão sendo testados com ótimosresultados para a prevenção de miíase. Caracteres de Classificação dos insetos envolvidosDe acordo com o Doutor Carmello Liberato Thadei foi-se dito que:Recebem o nome miíase ou bicheiras as doenças causadas pela invasão do tecidocutâneo por larvas de insetos dípteros, e em particular pelos chamados dípterosmiodiários; Conforme a biologia desses insetos, as respectivas afecções que podemcausar são de duas categorias:1 - BIONTÓFAGAS - Larvas que invadem os tecidos sãos, não necrosados, inclusive apele íntegra São essas larvas chamadas de biontófagas, pois se desenvolvem a custa dotecido vivo, e por conseguinte, podendo comprometer o estado geral do homem ou doanimal por elas parasitado. São essas larvas parasitas obrigatórias. Neste grupo estãoagrupadas as seguintes espécies de insetos: Callitroga americana, Dermatobia hominis eOestrus ovis.2 - NECROBIONTÓFAGAS - Larvas que invadem exclusivamente tecidos já afetadospor necrose de outras causas .Estas nutrem-se exclusivamente de tecido morto e porissoclassificadas como necrobiontófagas; Algumas delas não são prejudiciais, pois limpamas feridas do material necrosado; Neste grupo estão as moscas do gênero Lucilia, que jáforam inclusive utilizadas como meio terapêutico nos primórdios da medicina.Raríssimamente iniciam uma miíase, e com certa freqüência são encontradas comosaprófagas de feridas ou cavidades infestadas por outras espécies do grupo anterior. Asprincipais larvas deste grupo,pertencem aos seguintes gêneros de moscas: Sarcophaga,Lucilia, Phaenicia, Calliphora, Musca, Mucina e Fannia.Sob o ponto de vista médico, no Brasil, as miíases podem ser:1 - Cutâneas - Miíases Furunculosas, produzidas pela Dermatobia homininis e pelaCallitroga americana; Lesões parecidas à de furúnculos, daí o nome acima: Furunculosa.2 - Cavitárias -a) Miíases das feridas - Callitroga macellaria;b) Nasomiíases - Miíases na região do nariz;
  5. 5. c) Otomiíases - Localização na região dos ouvidos:d) Oculomiíases - Localizadas na região orbital;e) Cistomiíases - De localização na bexiga;f) Miíases intestinais - Quando sua localização é nos intestinos.As miíases causadas por larvas de moscas necrobiontófagas (que se desenvolvemunicamente em carne pútrida ou em tecidos orgânicos fermentáveis) tornam-sepseudoparasitas de lesões ou tecidos doentes; Determinam o que se denomina miíasessecundárias, por ser necessária a presença de material necrosado da ferida ou cavidade,para seu desenvolvimento.Nas ulcerações, os danos em geral carecem de importância, pois as larvas se limitam adevovar os tecidos necrosados (mortos), não invadindo as partes sadias, e, porconseguinte não ocasionando hemorragias. Estas foram já em passado recente utilizadasna "limpeza" de feridas, porque se alimentando do tecido necrosado que existe em todaferida, aceleravam e facilitavam o processo de cicatrização.Cabe ser observado que nas regiões onde ocorre a Leishmaniose cutânea, como naregião amazônica, principalmente no Território Indígena dos Ianomâmis, sãoobservados com muita freqüência as naso-miíases, que nada mais são que miíasessecundárias de larvas de moscas necrobiontófagas, que se instalam na região do nariz,nas lesões causadas primariamente pela Leishmania tegumentar.As Miíases intestinais são sem sombra de dúvida, causadas pela ingestão de ovos oularvas, por meio de bebidas ou alimentos por esses ovos ou vermes contaminados, esuas conseqüências carecem em geral de gravidade, produzindo algumas vezes apenasnáuseas, vômitos e diarréia. Não obstante, a intensidade desses sintomas dependem dasensibilidade do próprio enfermo, e do número de larvas ingeridas. Segundo algunsautores, as larvas de moscas são resistentes à ação de certas substâncias, inclusive àação dos sucos digestivos, podendo viver durante algum tempo no tubo digestivo.Para o tratamento das bicheiras, quando as mesmas são superficiais (cutâneas), bastaaplicação local de qualquer substância que seja ativa contra os insetos em geral, econcomitantemente não seja tóxica ao hospedeiro, para que as larvas ou morram ousimplesmente sejam expulsas do local onde se encontram, e a cicatrização subseqüentedo ferimento leve a bom termo a cura da enfermidade.Quando se dá o caso de serem as bicheiras cavitárias, como é o caso das gasterofiloseseqüinas, seu diagnóstico pelas técnicas coprológicas usuais não é possível, a não serquando encontradas larvas íntegras no bolo fecal desses hospedeiros, o que pode ocorrerporém de forma fortuita, e portanto o simples exame de fezes com resultado negativonão descarta sua ocorrência. A presença de ovos íntegros ou as larvas desses ovos jáeclodidas, aderentes aos pêlos dos membros anteriores e nos espaços intermandibulares,é indicativo do parasitismo pelos gasterophilus.Durante muito tempo, os únicos tratamentos conhecidos para o combate à gasterofiloseeqüina, foi com a utilização de bissulfeto de carbono administrado oralmente e contidoem cápsulas de gelatina. Devido sua toxidez, caso administrado sem a devida técnica,muitas vezes causava a morte do animal hospedeiro quando do seu tratamento com essasubstância farmacêutica.
  6. 6. Com a descoberta das substâncias organo-fosforadas, os produtos sintéticos triclorfon ediclorvos, mostraram-se eficazes contra todos os estágios da fase larval desses insetos.O primeiro deles tem sido o produto mais utilizado em nosso meio, isola-damente ouem associação, sob a forma de pasta, com benzimidazoles. Sendo pequena a margem desegurança, no que diz respeito a dose desses produtos, que tem sua dose terapêuticafixada em 35/40 mg por quilo de peso vivo do animal, deve tal dose ser fixada ecriteriosamente observada quando do tratamento, sob pena de resultados desastrosos,inclusive com possível morte do animal.Em fins dos anos 70, foram desenvolvidos novos fármacos, obtidos da fermentação deum fungo: (Streptomyces avermitilis), isolado do solo, no Japão. Uma dessasavermectinas, denominada de B1, apresentou ação antiparasitária contra todas as faseslarvárias desses Gasterophilus, tanto nos ecto quanto endoparasitas.Recentemente, o anti-helmíntico salicilanilídico closantel, utilizado geralmenteassociado aos benimidazoles, sob a forma de pasta, mostrou-se também eficaz comogasterofilicida, inclusive impedindo reinfestações dos eqüinos até cerca de dois mesesapós o tratamento.As miíases ocorrendo em praticamente todo território brasileiro devido nossascondições climáticas predominantemente tropicais e equatoriais que muito favorecem odesenvolvimento dos insetos em geral, possibilitam sua multiplicação em ritmoacelerado, e com isso concomitante aparecimentos de bicheiras em nossos rebanhos,quer bovinos, suínos, eqüinos, ovinos ou caprinos.As perdas decorrentes dessas miíases se traduzem principalmente por menor rendimentodos rebanhos explorados, quer na produção de leite, quer na produção de carne e seussubprodutos como o couro, este último muito depreciado pela bicheira. Dermatobia hominisNome vulgar:Mosca berneira.Distribuição geográfica:Ocorre em zonas úmidas desde o sul do México ate o norte da Argentina. Ainda não foidiagnosticada no Chile. É mais freqüente em regiões de vegetação abundante,temperatura moderadamente alta e umidade relativa do ar elevada (85 a 95%). NoBrasil, não foi registrada no Pará e Nordeste, devido ao clima quente e seco.Morfologia:A forma adulta (mosca) é robusta. A cabeça e as antenas são amarelas com aristaplumosa na face dorsal; os olhos cor de tijolo apresentam uma faixa escura dentro nocentro. O tórax é castanho-escuro-azulado, com polinosidade cinza; as asas são
  7. 7. castanho-claras; as pernas amarelas. O abdome azul metálico é recoberto de curtos pêlospretos.Dimensão:Mede de 14 a 17 milímetros de comprimento.Biologia:Hospedeiros- A larva de Dermatobia hominis (berne) parasita bovinos caninos e ohomem; ovinos e felinos com menos freqüência e raramente eqüinos.Localização- Pele.Nutrição- A mosca adulta não se alimenta e pode viver de 8 a 12 dias. As larvas nutrem-se de tecido subcutâneo.Ciclo evolutivo- Os adultos copulam varias vezes, logo após a eclosão. As fêmeas,depois de dois dias, iniciam a oviposição e cada uma põe de 250 a 400 ovos durante suaexistência. Os ovos, com 2 a 3 milímetros de comprimento, são esbranquiçados,operculados e com a forma de um dedo humano, cuja unha é representada peloopérculo.A Dermatobia hominis , no momento de efetuar a postura, captura um inseto menor (depreferência um hematófago) durante o vôo e sobre a região póstero-lateral do seuabdome deposita um numero variável de ovos, com opérculo voltado para trás. OAmblyomma também já foi encontrado portando ovos de Dermatobia. Os ovos ficamaderidos entre si e ao inseto veiculador graças a uma substância aglutinante. As fêmeas,armazenando uma grande quantidade de ovos, precisam atacar um grande numero deinsetos para a postura. Depois de 5 a 12 dias as larvas já estão formadas, mas somenteabandonam o ovo quando o inseto veiculador pousar sobre o corpo do hospedeiro desangue quente. As larvas que não conseguem deixar o ovo quando o inseto veiculadorse retira, recolhem-se nele, fechando o opérculo. As larvas podem aguardar de 20 a 24dias no interior do ovo o momento de passar a novo hospedeiro. Uma vez transferidapara o corpo do hospedeiro, a larva penetra a pele intacta ou lesada (picada de insetos)em 5 a 95 minutos.No local da penetração, a larva se alimenta de tecido subcutâneo, cresce e provoca aformação de intumescência com uma abertura central para a respiração.Em oito dias a larva mede 4 milímetros e sofre a primeira muda; 15 dias depois realiza asegunda muda e em 30 dias termina sua evolução atingindo então 24 milímetros. Alarva madura (berne) apresenta a extremidade anterior volumosa e arredondada, comtrês a cinco segmentos separados circularmente por dupla fileira de espinhos, e aextremidade posterior afilada.De acordo com Blanchard as larvas podem ser assim caracterizadas: ´´ As primeiraslarvas são pequenas, piriformes e apresentam uma porção anterior dilatada e uma
  8. 8. porção posterior muito retraída, Os anéis II, III e IV são semeados de pequenos espinhosnegros, que desaparecem pouco a pouco nos dois segmentos; os anéis V. VI e VIIapresentam na sua borda anterior uma cintura completa de fortes espinhos negros compontas recurvadas para trás; os anéis IV, V e VI possuem na borda posterior umasemicintura dorsal e lateral de acúleos semelhantes. Os quatro últimos segmentos, queforam a parte retraída do corpo, são lisos, salvo na metade posterior do X em todaextensão do XI, cuja superfície é revestida de pequenos espinhos ``.É nas primeiras horas do dia que a larva madura abandona espontaneamente seuhospedeiro e cai ao solo para pupar, em terra fofa. O período pupal é de 22 a 40 dias emmédia, mas podendo ir até 67 dias. O imago deixa a pupa nas horas de maior calor de 24horas após a eclosão e realiza a primeira cópula. O macho emerge primeiro. Os adultosnão se alimentam e copulam varias vezes por dia. O estádio adulto raramente vive maisde 8 a 12 dias nos bosques, matos próximos às pastagens, lugares visitados por moscas emosquitos.Quadro Clínico:Os movimentos da larva causam dor, inquietação e irritação, prejudicando o descansodo animal parasitado, vindo refletir-se no seu estado geral. Comumente as invasõesbacterianas secundarias vão originar pus e abscessos.As conseqüências são crescimento retardado, menor produção de carne e leite,desvalorização dos couros e morte.Patogenia:As larvas de Dermatobia hominis são responsáveis por miíases cutâneas furunculosasno homem, bovinos e caninos.Profilaxia:Árdua, cada fácil. A ecologia e a freqüência desta mosca fazem com que não existammedidas praticas para sua profilaxia. Entretanto, Del Ponte (1958), sugere o emprego deprodutos repelente, como ação protetora temporária, em animais de alto valor.
  9. 9. Relato de Caso ClínicoNome: AlineRaça: Pitt BullIdade: 2 anosO que o animal apresenta:Problemas de pele e miíase encontram-se presentes inchações subcutâneos firmes efistulados. Encontram-se também deposição de larvas circundadas por tecido necrosado,as feridas apresentam um odor fétido e característico. A cadela apresenta infestação em maior quantidade na região cervical ventral e inguinaldo quarto posterior axilar. Possui extrema debilitação.Diagnóstico:O diagnóstico baseou-se nos sinais clínicos apresentados e na presença de larvas nosferimentos.Tratamento:Foram feito os seguintes procedimentos:Limpeza do ferimento (com anestesia local), remoção individual dos vermes (fluidocorporal tóxico), aplicação de um antibiótico de largo espectro como Avermectina(ivermectin), inspeções diárias, capstar.
  10. 10. Resultados:Dentro de poucas semanas a Cadela Aline sentia-se bem melhor e mais disposta, tudoclaro a partir do tratamento feito de forma correta e devida.
  11. 11. ConclusãoDentre todos os fatos citados e pesquisados este trabalho foi de suma importância paraaprimorarmos nosso conhecimento sobre uma das doenças mais comum nos meioveterinário a Miíase e assimila-a com seu inseto proliferador a Dermatobia hominis.Escolhi este assunto, este caso clínico porque encontrei nele um fator instigante de sabercomo era produzida e como curá-la já que é um tipo de zoodermatite tão comum emnosso meio de trabalho. Através desses conhecimentos pude retirar minhas duvidas eme tornar um melhor profissional em minha jornada, afinal um bom veterinário tem emseu caminho o grande conhecimento e maneira de melhor ajudar os animais,promovendo assim um bem-estar maior ao que nos foi proposto fazer a eles.Resumidamente as miíases ocorrendo em praticamente todo território brasileiro devidonossas condições climáticas predominantemente tropicais e equatoriais que muitofavorecem o desenvolvimento dos insetos em geral, possibilitam sua multiplicação emritmo acelerado, e com isso concomitante aparecimentos de bicheiras em nossosrebanhos, quer bovinos, suínos, eqüinos, ovinos ou caprinos.
  12. 12. BibliografiaURQUHART, G.M et al. Parasitologia Veterinária. 2a edição.Rio deJaneiro: Guanabara Koogan, 1998.FOREYT, William J.Parasitologia Veterinária- Manual deReferência.5a edição.São Paulo: Rocca., 2005
  13. 13. AnexosLarva: Dermatobia hominis Adulto: Dermatobia hominis Ciclo evolutivo: Dermatobia hominis
  14. 14. Miíase Perianal em um Rottweiler.Miíase: Callitroga macellaria

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