BEATRIZ CARVALHO D’ÁVILA LORENZONI AVALIAÇÃO DA DOENÇA PERIODONTAL NA UNIDADESÃO SEBASTIÃO NO MUNICÍPIO DE RIBAS DO RIO PA...
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RESUMO       A doença periodontal é uma infecção bacteriana, crônica, progressiva e levaa perda dos dentes. Novos paradigm...
SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO                          42 METODOLOGIA                         83 RESULTADOS                         ...
4          1 INTRODUÇÃO     A doença periodontal é uma doença infecto-inflamatória que acomete ostecidos de suporte (gengi...
A doença periodontal é referida como tendo seu início com a própria históriada humanidade. É identificada com todas as civ...
Constitui-se de um processo inflamatório bacteriano no tecido periodontal queresulta do acúmulo de placa dentária na super...
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5 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA                                                       14  1. Wikipédia, a enciclopédia livre, di...
13. SCIELO, disponível em http://www.scielo.br, acesso no dia 07/09/2011 Cad.    Saúde Pública vol.20 n.2 Rio de Janeiro M...
Coordenadora do Projeto de Extensão Terapia Periodontal de Suporte da   FO-UFMG; Costa ,Fernando de Oliveira – Coordenador...
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Avaliação da doença periodontal na Unidade São Sebastião no município de Ribas do Rio Pardo no Mato Grosso do Sul - Brasil

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A doença periodontal é uma infecção bacteriana, crônica, progressiva e leva a perda dos dentes. Novos paradigmas estão sendo adicionados a periodontia, baseados em que a doença periodontal influência e é influenciada por doenças sistêmicas. O objetivo deste estudo foi avaliar a condição periodontal dos usuários cadastrados na ESF São Sebastião, no município de Ribas do Rio Pardo – MS, Brasil. Foi realizado um projeto de intervenção que consistiu em três etapas: um exame inicial, ações de educação em saúde bucal com orientações individuais e coletivas, motivação para a promoção da saúde bucal e um novo exame clínico. Foram examinados e entrevistados 100 pessoas de ambos os sexos, através de procura espontânea do usuário para a área de odontologia, com idade entre 13 à 83 anos. Os parâmetros clínicos periodontais registrados foram: sangramento gengival após sondagem, cálculo dentário, profundidade de sondagem e nível clinico de inserção. Em relação à doença periodontal,no primeiro exame, 80 % apresentaram algum tipo de alteração periodontal, a após as ações de orientações em saúde bucal, foi realizado um segundo exame constatando uma redução de alterações no periodonto de 17%.

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Avaliação da doença periodontal na Unidade São Sebastião no município de Ribas do Rio Pardo no Mato Grosso do Sul - Brasil

  1. 1. BEATRIZ CARVALHO D’ÁVILA LORENZONI AVALIAÇÃO DA DOENÇA PERIODONTAL NA UNIDADESÃO SEBASTIÃO NO MUNICÍPIO DE RIBAS DO RIO PARDO NO MATO GROSSO DO SUL RIBAS DO RIO PARDO MS 2011
  2. 2. BEATRIZ CARVALHO D’ÁVILA LORENZONI AVALIAÇÃO DA DOENÇA PERIODONTAL NA UNIDADESÃO SEBASTIÃO NO MUNICÍPIO DE RIBAS DO RIO PARDO NO MATO GROSSO DO SUL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Pós-graduação em Atenção Básica em Saúde da Família, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e Fundação Oswaldo Cruz Orientadora Profa. Dra. Adriane Pires Batiston RIBAS DO RIO PARDO MS 2011
  3. 3. RESUMO A doença periodontal é uma infecção bacteriana, crônica, progressiva e levaa perda dos dentes. Novos paradigmas estão sendo adicionados a periodontia,baseados em que a doença periodontal influência e é influenciada por doençassistêmicas. O objetivo deste estudo foi avaliar a condição periodontal dos usuárioscadastrados na ESF São Sebastião, no município de Ribas do Rio Pardo – MS,Brasil. Foi realizado um projeto de intervenção que consistiu em três etapas: umexame inicial, ações de educação em saúde bucal com orientações individuais ecoletivas, motivação para a promoção da saúde bucal e um novo exame clínico.Foram examinados e entrevistados 100 pessoas de ambos os sexos, através deprocura espontânea do usuário para a área de odontologia, com idade entre 13 à 83anos. Os parâmetros clínicos periodontais registrados foram: sangramento gengivalapós sondagem, cálculo dentário, profundidade de sondagem e nível clinico deinserção. Em relação à doença periodontal,no primeiro exame, 80 % apresentaramalgum tipo de alteração periodontal, a após as ações de orientações em saúdebucal, foi realizado um segundo exame constatando uma redução de alterações noperiodonto de 17%. Palavras-Chave: Doenças Periodontais, Saúde Bucal, Saúde da Família.
  4. 4. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO 42 METODOLOGIA 83 RESULTADOS 104 CONSIDERAÇÕES FINAIS 135 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 14
  5. 5. 4 1 INTRODUÇÃO A doença periodontal é uma doença infecto-inflamatória que acomete ostecidos de suporte (gengiva) e sustentação (cemento, ligamento periodontal e osso)dos dentes. Segundo Lindhe et al., 1973, caracteriza-se pela perda de inserção doligamento periodontal e destruição do tecido ósseo adjacente. A evolução desteprocesso leva à perda dos dentes, pois o comprometimento e a destruição, pelaação bacteriana, acúmulo de tártaro e inflamação destas estruturas colaboram paraa formação de bolsas periodontais que levam à mobilidade dentária. Duas formas clássicas são descritas como manifestações do processosaúde/doença periodontal: gengivite e periodontite. O termo doença periodontalrefere-se a diferentes quadros clínicos denominados doenças gengivais ougengivite quando limitados aos tecidos de proteção, e denominados periodontitequando acometem os tecidos de suporte do elemento dentário (Brasil – Brasília,2006). A mais comum das doenças periodontais é a gengivite, que é uma alteraçãoinflamatória envolvendo somente o tecido gengival, causada pelo acúmulo da placabacteriana nas superfícies dos dentes (CLARK, ;HIRSCH, 1995). Frente às dificuldades para a melhoria da saúde bucal, a saúde pública devereforçar as medidas de prevenção e promoção, que são desafios importantes nospaíses em desenvolvimento (PETERSEN et al., 2005). Moimaz et al.,2007, afirmam que a Educação em Saúde Bucal tem papelrelevante na prevenção dos problemas bucais, pois leva o indivíduo a terconsciência das doenças que podem acometer a boca e das medidas preventivaspara sua prevenção. As doenças da cavidade bucal são consideradas um grande problema desaúde pública devido à alta prevalência e incidência, e aos impactos dessesagravos, por causarem muita dor e sofrimento, afeta a qualidade de vida daspessoas (PETERSEN, 2003). As doenças periodontais já foram reconhecidas como um problema de saúdepublica há muitos anos. A conscientização da natureza destrutiva das doençasperiodontais e da importância de um rígido controle da placa bacteriana sãoconceitos básicos do tratamento periodontal. Na última década , houve umamudança conceitual das doenças periodontais como um problema bucalpara oimpacto da periodontite sobre a saúde sistêmica. Evidências sugerem uma forterelação entre a doença periodontal e doenças sistêmicas (Sheilesh et al., 2004).
  6. 6. A doença periodontal é referida como tendo seu início com a própria históriada humanidade. É identificada com todas as civilizações do mundo. Comprovadaatravés de estudos arqueológicos e paleontológicos como tendo existência desdeos tempos primitivos, é considerada o segundo problema de saúde pública (Marcos,1977, apud Pinto et al, 1994, p. 1231). Atualmente, sabe-se que somente através demétodos preventivos, podemos manter um estado de ausência ou de controle dadoença periodontal. A área da saúde, cada vez mais tem encontrado a sua frente a necessidade deuma mudança. Não se deve mais enxergar o individuo em partes, e sim como umtodo, especificamente na Odontologia. A doença periodontal rompe as fronteiras daOdontologia. Essa doença não pode ser vista apenas como um problema queacomete os tecidos de sustentação dentaria por apresentar, muitas vezes relaçõesdiretas e bidirecionais com outras doenças sistêmicas, a exemplo da diabetes,doenças cardiovasculares, ocorrência de parto prematuro em bebês de baixo peso(Silva, 2004). Uma das doenças mais freqüentes nos seres humanos é a doençaperiodontal, e atinge todas as faixas etárias (Jahn et al.,1997). A doença periodontal é a patologia mais prevalente no mundo, principalmentenos países em desenvolvimento, onde os cuidados básicos de higiene oraladequada não atingem a população de forma homogênea (Serrano, 2006). As doenças periodontais estão entre as doenças crônicas mais comuns emhumanos, afetando até 30% da população adulta. Essas doenças estão entre ascausas mais importantes de desconforto e perda de dentes em adultos, e existemevidências de que as periodontites aumentam o risco para certas doençassistêmicas. A prevenção e o tratamento da doença periodontal são necessáriospara manter a saúde periodontal; e sem a saúde periodontal, a saúde geral podeficar comprometida (Cury et al., 2003). A doença periodontal e a cárie são altamente prevalentes e interferem naqualidade de vida das pessoas em diversos aspectos além do físico, como nafunção mastigatória, na aparência e até nas relações interpessoais (Locker, 1988). A placa bacteriana sempre foi considerada a maior responsável na etiologia dadoença periodontal. Houve uma época que sua importância foi diminuída, portanto,a partir de 1960, foi novamente enfatizada sua atuação como principal agenteetiológico, permanecendo ate agora o conceito de que, com o controle da placabacteriana, a doença periodontal é clinicamente inexistente (Pinto et al.,1994). A etiologia primária da doença periodontal se deve a presença de placabacteriana que se acumula nos tecidos dentários (Rech et al., 2007). A doença periodontal é a segunda patologia bucal mais prevalente no mundo.
  7. 7. Constitui-se de um processo inflamatório bacteriano no tecido periodontal queresulta do acúmulo de placa dentária na superfície externa do dente. Sua ocorrênciaencontra-se associada a baixas condições socioeconômicas, dificuldade de acessoaos serviços de saúde, bem como a comportamentos relacionados à saúde como:tabagismo, alcoolismo, dieta rica em carboidratos e higiene bucal deficiente(Mumghamba et al., 1995). Os principais fatores de risco da doença periodontal é a placa bacteriana,película viscosa e incolor que constantemente se forma sobre os dentes.Entretanto, outros fatores também podem afetar a saúde da gengiva, sendo eles:fumo, fatores culturais e sócios econômicos, fatores genéticos, imunodepressão estress, ausência de controle de placa, medicamentos, má nutrição, Diabetes eoutras doenças sistêmicas (Cury et al., 2003). Estudos realizados por equipes multidisciplinares, compostas porgastroenterologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas e periodontistas,constataram que aproximadamente 87% das causas de halitose são de ordemBucal (Vieira, 2011). As bactérias da Doença Periodontal podem exacerbar ou predispor doençassistêmicas, tais como doenças respiratórias, cardiovasculares, diabetes, artrites, etambém parto prematuro de bebês de baixo peso, além de outras patologias, ouseja, a presença e falta de tratamento ou controle das Doenças Periodontais podelevar o individuo à morte. Portanto, além de prevenir a perda dentaria e o prejuízona qualidade de vida, a terapia periodontal pode ser indicadora de manutenção davida, evitando gastos financeiros no tratamento de doenças sistêmicas (Gonçalves,2010). Para manter a saúde periodontal, é preciso haver um bom estado imunológico,nutricional e endocrinológico e ausência de placa bacteriana, visando uma respostaadequada do organismo frente às agressões (Grobler, 1989). As periodontites, nos estágios mais avançados, são as causas mais comunsde perdas dentárias em adultos (Araujo e Sukekava, 2007, Zeeman). As doenças periodontais são uma causa significativa da perda dos dentes emadultos (Graves et al., 2004). Segundo o Dr. Marco Tulio Pettinato Pereira, 2009, a prevenção deperiodontopatias, ou melhor, das chamadas "doenças da gengiva" é fundamentalna saúde, pois ter saúde bucal é importante tanto na aparência, auto-estima, comona saúde geral de seu corpo. Além disso, uma boca saudável é também aquela queproporciona uma boa mastigação — que consequentemente trará uma boadigestão e uma melhor absorção dos nutrientes. O diagnostico, a prevenção e o tratamento das doenças periodontais nainfância poderão contribuir para diminuir a incidência da doença periodontal no
  8. 8. adulto (Pinto, 1990). A teoria mais moderna diz que a doença manifesta-se através de surtos,apresentando períodos de calma ou de exarcebação. A ausência de dor, que só semanifesta realmente na doença em sua forma aguda, é, possivelmente, um fatornegativo no estabelecimento de um diagnostico precoce (Pinto et al., 1994). A alimentação é uma necessidade básica do organismo que envolve,primariamente, a utilização da cavidade bucal para a realização dos processos demastigação, deglutição e início da digestão (Rouquayrol, 1999). Frente a esse universo que se abre com a Medicina Periodontal, o dentista, deum modo geral, precisara estar mais envolvido com os conhecimentos relativos àscondições sistêmicas modificadas pela saúde bucal e vice versa, além disto,necessita trabalhar integrado a sua equipe para obter mais resultados positivos nasaúde bucal e sistêmica de seus pacientes (Silva, 2004) Diante do exposto o objetivo deste estudo foi verificar a prevalência da doençaperiodontal e inserir ações de educação em saúde visando a prevenção da doençaem pessoas cadastradas na Estratégia de Saúde da Família São Sebastião, nomunicípio Ribas do Rio Pardo – MS.
  9. 9. 8 2 METODOLOGIA Foi realizado um projeto de intervenção, no período entre outubro de 2010 amarço de 2011, com dados coletados em três etapas, que serão descritas abaixo. A população estudada foi composta por indivíduos de ambos os sexos, deidades variada, residentes na zona urbana de Ribas do Rio Pardo, MS – Brasil. A seleção dos participantes, deu-se de forma aleatória através da procuraespontânea por parte dos usuários da Unidade de Saúde São Sebastião. Os critérios para inclusão era possuir mais de 13 anos, pois, teoricamente, éa idade em que todos os dentes permanentes já estão em oclusão, sem a presençade falsasbolsas acarretadas pelo processo de erupção dentária, presença mínima de seisdentes naturais. Os critérios para exclusão era ter realizado tratamento periodontal em umperíodo menor que três meses antes da data do primeiro exame clínico. A investigação foi realizada por uma única examinadora. Uma auxiliartreinada funcionou como anotadora. Um questionário também foi respondido por cada participante, visandocoletar dados como idade, sexo, uso de fio dental e freqüência de escovação,sensação de mau hálito, sangramento gengival espontâneo, tipo de alimentação,tabagismo, etilismo, problemas cardíacos, diabetes, outras doenças, última visita aodentista. Após a seleção dos 100 participantes foi realizado um primeiro exameclínico, este exame foi realizado na própria ESF. Utilizando-se EPI (equipamento deproteção individual), sonda periodontal milimetrada e espelho bucal estéreis.Utilizou-se a sondagem periodontal. Os parâmetros clínicos para a avaliação da doença periodontal foram:profundidade de sondagem (PS) , perda de inserção (PI), sangramento gengival,cálculo supra gengival. Após o exame, os pacientes com necessidades foram submetidos aprocedimentos de raspagem supra gengival, raspagem sub gengival e alisamentoradicular sob anestesia, escovação orientada e instrução de higiene bucal. A segunda etapa do projeto consistiu em ações de educação em saúdebucal, com realização de oficina individual e coletiva com escovaçãosupervisionada, com auxilio de material de apoio, tais como modelos anatômicos.Roda de conversa abordando temas sobre a importância da saúde bucal, relaçãosaúde bucal e doenças sistêmicas, hábitos de higiene (escovação e fio dental),hábitos alimentares e auto cuidado.
  10. 10. A terceira etapa do projeto foi o convite após quatro meses do primeiroexame, aos pacientes já examinados, para realizar um segundo exame clinico comnova sondagem periodontal, avaliando a saúde periodontal após as ações deeducação em saúde bucal.
  11. 11. 10 3 RESULTADOS Foram examinados 100 pessoas com idade entre 13 a 83 anos de idade. Apopulação foi composta por 53% de pessoas do sexo feminino e 47% do sexomasculino. Comparando a doença periodontal entre o sexo masculino e feminino,encontra-se uma proporcionalidade, já que dos 47 participantes do sexo masculino,38 apresentaram a doença, e das 53 participantes do sexo feminino, 42 tambémapresentaram a doença. A população estudada apresentou média de 2 escovações por dia, 5%usavam fio dental, 48% relatam sensação de mau hálito e 56% que temsangramento gengival espontâneo. Foi observado elevado acumulo de biofilme ecálculo dentário (Tabela 1).TABELA 1PERGUNTAS Número %Uso do fio dental 5 5%N° de escovação diária 2 100%Sensação de mau hálito 48 48%Sangramento gengival espontâneo 56 56%Tabagismo 23 23%Problemas cardíacos 13 13%Diabetes 11 11Mais de 6 meses da última visita ao dentista 87 87Etilismo 11 11Fonte: dados coletados através de exame clinico realizado no período de outubro de 2010 à março de 2011. A maioria dos autores estudados consideraram a idade como um fatoraltamente determinante da prevalência da doença periodontal, como Norderyd,Hugoson e Grusovin (1999), Albandar e Kingman (1999), Petersen e Kaka (1999),Timmermann et al. (2000), Suda et al. (2000), Hugoson e Laurell (2000), Moore etal. (2001), Brennan, Spencer e Slade (2001) e Heldermann et al. (2001). Istotambém foi observado em nosso projeto (tabela 2).
  12. 12. TABELA 2 PERIODONTO SAUDÁVEL PERIDONTO NÃO SAUDÁVEL FAIXA ETÁRIA N° 1° % N° % N° % N° % exame 2° 1° 2° exame exame exame 13 a 19 anos 5 46,2 9 69,2 7 53,8 4 30,8 20 a 29 anos 5 20 9 36 20 80 16 64 30 a 39 anos 3 11,5 9 34,6 23 88,5 17 65,4 40 a 49 anos 3 18,8 6 37,5 13 81,2 10 62,5 50 a 59 anos 2 25 3 37,5 6 75 5 62,5Mais de 60 anos 1 8,3 1 8,3 11 91,7 11 91,7Fonte: dados coletados através de exames clínicos realizado no período de outubro de 2010 à março de 2011. Durante o período do tratamento, a maioria dos pacientes mostra-sereceptivos e ansiosos com o projeto. Após as orientações de educação em saúde, observa-se grande melhora nasaúde periodontal dos participantes do estudo, quando comparados os exames. Osmétodos para educação em saúde bucal que obtiveram melhores resultados, foramos métodos participativos (tabela 3).TABELA 3 Estado Periodontal N° de Percentual examinados 1° exame 2° exame 1° 2° exame examePeriodonto Saudável 20 37 20% 37%Gengivite 26 20 26% 20%Periodontite Leve 31 28 31% 28%Periodontite 13 18 13% 8%ModeradaPeriodontite Severa 10 07 10% 7%Total 100 10 100% 100%Fonte: dados coletados através de exame clinico realizado no período de outubro de 2010 à março de 2011. Apesar de existirem muitos relatos na literatura da Doença Periodontal, estar
  13. 13. associada com o hábito de fumar, diabetes, problemas cardíacos, parto prematurode crianças de baixo peso, entre outras doenças, o número de pacientesexaminados com alguma dessas associações foi relativamente pequeno, então nãofoi possível obter resultados. Evidências sugerem uma moderada associação, mas não umrelacionamento casual entre a Doença Periodontal e a Doença Cardiovascular(Genco, 2002). Os pacientes com idade mais avançada, apesar de mostrarem-seentusiasmados com o projeto, não obtiveram o mesmo resultado positivo, atribuoisto também as dificuldades de coordenação motora que existe com o passar dosanos. IMPACTOS Com base nos resultados apresentados, a doença periodontal na forma degengivite ou periodontite, parece ser altamente prevalente na população atendidana ESF São Sebastião em Ribas do Rio Pardo. A doença periodontal pode ser cumulativa, aumenta com a idade, pode serencontrada em diversos graus de severidade. É provável que quanto pior a condição econômica e menor o acesso aosserviços de saúde geral e odontológica, pior será a condição periodontal. . Após o segundo exame, observa-se, uma melhora na condiçãoperiodontal dos pacientes, já que esses receberam motivação e foram orientadosem corretas técnicas de higienização. O programa de ações de educação em saúde bucal possui estratégias debaixo custo, que podem ser aplicadas à realidade brasileira, proporcionando umamelhora na saúde bucal. Através do projeto, percebe-se que pessoas com doença periodontal têem aoportunidade de ser monitoradas clinicamente, o que é imprescindível para apreservação de sua saúde periodontal. É de fundamental importância oacompanhamento contínuo destas pessoas para prevenir a reinfecção eprogressão contínua da doença periodontal. Um dos principais sinais das doenças da gengiva é cor da gengiva alterada,supuração, mobilidade dental, índice de placa, sangramento gengival que estãoassociado à doença. Outro sinal é o mau hálito, que muitas vezes está relacionadoà presença de pus que se forma nas feridas da gengiva (Ministério daSaúde,Manual Técnico em Saúde Bucal, disponível no site http//bvsms.saude.gov,
  14. 14. acesso no dia 27/10/2011). Cada indivíduo deve ser esclarecido sobre o processo saúde-doença atravésda conscientização de seu estado de saúde bucal e da motivação paraincorporar práticas de higiene bucal adequadas que são fundamentais para osucesso do tratamento.
  15. 15. 13 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS É muito importante a aproximação, o vínculo, do cirurgião dentista com apopulação a fim de promover os esclarecimentos necessários e o treinamento damecânica da escovação adequada às necessidades de cada indivíduo. O cirurgião dentista é o principal membro da equipe responsável naprevenção, na promoção e no tratamento da doença periodontal, é através dele quepode-se diminuir os agravos locais e sistêmicos ocasionados por sua presença nacavidade bucal. A placa bacteriana é o principal agente da doença periodontal. A motivação e a instrução de higiene oral devem atingir níveis quesensibilizem os pacientes no controle da placa bacteriana. Somente com a integração entre todos os membros da ESF, o cuidado comos pacientes será melhorado.
  16. 16. 5 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 14 1. Wikipédia, a enciclopédia livre, disponível em http://pt.wikipedia.org, acesso no dia 05/03/2011. 2. Tommasi, Antônio Fernando; Diagnóstico Patologia Bucal< Pancast. 3. Buischi, Yvonne de Paiva, Promoção de Saúde Bucal na Clínica Odontológica,2000 4. Pinto, Fernando Menezes; Azevedo e Silva, Francisco Reinaldo; Silva, Severino Celestino; Maciel, Sônia Maria de Luna Maciel; Revista da APCD volume 48, n.01, janeiro/fevereiro, 1994, páginas 1.227 a 1.230, no artigo Doença periodontal: uma orientação preventiva para o clínico geral. 5. Brasil, Ministério da Saúde, 2006. Cadernos de Atenção Básica, Saúde Bucal, volume 17. 6. Jahn, Maria Rosângela; Jahn,Ricardo Schmitutz; Revista da APCD volume 51, n.4, julho/agosto em 1997, no artigo Fique atento: Criança também tem gengivite. 7. Cury, Patrícia Ramos; Sallum, Emerson José; Sallum, Enilson Antônio; Sallum, Antônio Wilson; Revista da APCD, volume 57, n.2, março/abril de 2003, no artigo Medicina Periodontal: Fatores sistêmicos de risco para Doenças Periodontais. 8. Scannapieco, Frank A. / no artigo Inflamação periodontal: da Gengivite à Doença Sistêmica, Compêndio de Educação Continuada em Odontologia, julho de 2004/ volume 25, n.7 9. SCIELO, disponível em http://www.scielo.br, acesso no dia 12/04/2011. 10. PERIODONTIA.ORG disponível em htpp://www.periodontia.org, acesso no dia 12/04/2011. 11. Sobrape – Sociedade Brasileira de Periodontologia Volume 17, n 02 junho de 2007. 12. UFES Rev. Odontol., Vitória, v.8, n.2, p.19-28, maio/ago. 2006 Estudo Epidemiológico da Doença Periodontal em pacientes adolescentes e adultos, Urubatan Vieira de MEDEIROS e Daniel Souza ROCHA.
  17. 17. 13. SCIELO, disponível em http://www.scielo.br, acesso no dia 07/09/2011 Cad. Saúde Pública vol.20 n.2 Rio de Janeiro Março./April. 200414. Lopes dos Santos, Carolina de Alcântara, Prevalência e Fatores Associados à Doença Periodontal em Puépuras, Londrina- PR, disponível no site: http://www.ccs.uel.br/pos/saudecoletiva/Mestrado, acesso no dia 07/09/2011.15. Lindhe J, Karring T, Lang NP, editores. Tratado de periodontia clínica e implantologia oral. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005 .16. Boletim Epidemiológico Paulista Agosto, 2007 Volume4 Número 44), acesso no dia 13/10/2011.17. Grobler SR, Blignaut JB. The effect of a high consumption of apples or grapes on dental caries and periodontal disease in humans. Clin Prev Dent 1989; 11 (8):112-7.18. Impacto das doenças periodontais na qualidade de vida, Manuela Wanderley Ferreira LOPES, Estela Santos GUSMÃO, Renato de Vasconcelos ALVES, Renata CIMÕES, disponível em www.revistargo.com.br, acesso no dia 20/10/2001.19. Dr. Marco Tulio Pettinato Pereira, PORTAL DA FAMÍLIA, disponível em http://www.portaldafamilia.org, acesso no dia 13/10/2011 (Prevenção de doenças da gengiva).20. Organização Pan-Americana de Saúde. Saúde Bucal, disponível em http://www.opas.org.br/mostrant.21. Avezum A. Associação da Doença Periodontal com Sindrome Coronaria Aguda: um estudo caso – controle São Paulo, 2002. 183 p. Tese (Doutorado) – Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo., disponível em http:// www.teses.usp.br/teses/disponiveis.22. Manual Técnico em Saúde Bucal, disponível no site http//bvsms.saude.gov, acesso no dia 27/10/2011.23. Dr. Eduardo Luiz da Mata Gonçalves, 2010 ― A Importância da Prevenção e da Intervenção em Doença Periodonta Pela Equipe de Saúde da Família‖, disponível em http: http://www.nescon.medicina.ufmg.br, acesso no dia 27/10/2011.24. Lorentz Telma Campos Medeiros – Doutoranda em Periodontia e Profa Assistente de Periodontia da Faculdade de Odontologia da UFMG,
  18. 18. Coordenadora do Projeto de Extensão Terapia Periodontal de Suporte da FO-UFMG; Costa ,Fernando de Oliveira – Coordenador da área de Doutorado em Periodontia da FO-UFMG e Prof. Adjunto de Periodontia da FOUFMG; Moreira, Allyson Nogueira – Subcoordenador do Projeto de Extensão Terapia Periodontal de Suporte da FO-UFMG e Prof. Adjunto da FO-UFMG; Souza Cristiane Martins de, – monitora-bolsista de extensão e aluna de graduação; Souza Cristina Martins de cirurgiã-dentista voluntária. (Monitoramento dos parâmetros clínicos periodontais de pacientes submetidos à terapia periodontal de suporte), 2005.25. Compêndio de Educação Continuada em Odontologia: ―Gengivite: Uma Doença Periodontal Inflamatória‖, com o suporte da The Colgate-Palmolive Company, 2004, Medical World Business Press, Inc.

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