Madeiras pdf

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Trabalho feito na disciplina de Materiais de Construção Civil

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  1. 1. MULTIVIX - NOVA VENÉCIA ENGENHARIA CIVIL 6º B ADEMAR VITORINO ANA CAROLINA FRIAÇA ANA PAULA MONTOVANELLI CARNIELLI BARBARA MASSUCATTI CAMILLA MACIEL FERNANDO LANGA LARYSSA ZERBINATTI LORENA PROFIRO SAVIO BRITO MADEIRAS NOVA VENÉCIA 2014
  2. 2. 1 ADEMAR VITORINO ANA CAROLINA FRIAÇA ANA PAULA MONTOVANELLI CARNIELLI BARBARA MASSUCATTI CAMILLA MACIEL FERNANDO LANGA LARYSSA ZERBINATTI LORENA PROFIRO SAVIO BRITO MADEIRAS Trabalho apresentado a disciplina de Materiais de Construção Civil do curso de Engenharia Civil da Faculdade Capixaba de Nova Venécia, como requisito para obtenção da avaliação bimestral. Professor: Willian NOVA VENÉCIA 2014
  3. 3. 2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO......................................................................................4 2 MADEIRAS............................................................................................4 2.1 HISTÓRIA DA MADEIRA.......................................................................................5 2.2 EXTRAÇÃO ILEGAL NA AMAZÔNIA....................................................................6 2.3 QUAIS SÃO OS IMPACTOS DA EXTRAÇÃO ILEGAL?.......................................7 3 UTILIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL............................................8 3.1 ESPÉCIES DE MADEIRA......................................................................................8 3.1.1 Amescla.............................................................................................................8 3.1.2 Angelim..............................................................................................................8 3.1.3 Cedrinho............................................................................................................8 3.1.4 Champanhe.......................................................................................................9 3.1.5 Curupixá............................................................................................................9 3.1.6 Faveira...............................................................................................................9 3.1.7 Garapeira...........................................................................................................9 3.1.8 Guariúba............................................................................................................9 3.1.9 Itaúba................................................................................................................10 3.1.10 Jatobá.............................................................................................................10 3.1.11 Jequitibá........................................................................................................10 3.1.12 Louro Canela.................................................................................................10 3.1.13 Maracatiara....................................................................................................11 3.1.14 Peroba............................................................................................................11 3.1.15 Pinnus............................................................................................................11 3.1.16 Tatajuba.........................................................................................................11 3.1.17 Tauari.............................................................................................................11 3.2 PESADA INTERNA.............................................................................................12 3.3 LEVE EXTERNA E LEVE INTERNA...................................................................12 3.4 LEVE INTERNA DECORATIVA...........................................................................12 3.5 LEVE INTERNA DE UTILIDADE GERAL............................................................12
  4. 4. 3 3.6 LEVE, EM ESQUADRIAS...................................................................................12 3.7 ASSOALHOS DOMÉSTICOS.............................................................................13 4 PRODUTOS DE MADEIRA................................................................13 4.1 MADEIRA ROLIÇA.............................................................................................13 4.2 MADEIRAS SERRADAS ...................................................................................13 4.2.1 Pranchas e Pranchões..................................................................................14 4.2.2 Vigas ..............................................................................................................14 4.2.3 Vigotas ...........................................................................................................14 4.2.4 Tábuas.............................................................................................................14 4.2.5 Caibros............................................................................................................14 4.3 MADEIRA BENEFICIADA...................................................................................15 4.4 COMPENSADO...................................................................................................16 4.5 PAINÉIS...............................................................................................................16 4.6 RESISTENCIA DA MADEIRA..............................................................................17 5 CONCLUSÃO......................................................................................18 6 REFERENCIAS...................................................................................19
  5. 5. 4 1 INTRODUÇÃO A madeira como um material de construção sempre foi utilizado pelo homem desde épocas pré-históricas. Até o século passado, as mais importantes obras de engenharia eram construídas com pedra ou madeira, combinando-se frequentemente as duas matérias. Na construção civil, a madeira é utilizada de diversas formas em usos temporários, como: fôrmas para concreto, andaimes e escoramentos. De forma definitiva, é utilizada nas estruturas de cobertura, nas esquadrias (portas e janelas), nos forros e pisos. Apesar do longo período de utilização, só na primeira metade do século X foram estabelecidas teorias técnicas aplicadas às estruturas de madeira. Após a I Guerra Mundial, as pesquisas tecnológicas tiveram grande incremento, dispondo-se hoje de métodos precisos para o projeto das mais variadas formas estruturais. A sua alta flexibilidade da liberdade na modelação arquitetônica, seja em uma construção nova ou na modernização, na construção estrutural, tornando-se versátil e quando bem trabalhado um acabamento ideal. Desta maneira esse trabalho fornecerá uma base de estudo deste material, suas propriedades, tipos, estruturas, curiosidades e orçamentos atualizados, vantagens, desvantagens entre as mais varias formas de utilização, idéias e recursos para um bom desempenho em sua obra e sem interferir ou agredir no ecossistema de sua região. 2 MADEIRAS Desde os tempos antigos, a madeira é utilizada de diversas formas a fim de ajudar no bem-estar do homem. Seja de maneira funcional, fazendo parte de estrutura de casas, cobertura e proteção contra fenômenos naturais, tornando-se lenha para uma
  6. 6. 5 fogueira, etc, ou de maneira decorativa, tomando a forma de mesas, cadeiras e outros móveis. Com o passar dos anos, as técnicas de construção com madeira, seu melhoramento em relação à resistência ao tempo e a forma que este material é utilizado na arquitetura foram aperfeiçoados. A madeira pode ter a mesma resistência de uma estrutura construída com outro material, além de ser isolante natural, térmico e acústico. O conforto numa casa de madeira é percebido através da manutenção de temperatura sempre estável, em qualquer época do ano. A madeira possui características naturais que transformam cada objeto produzido único e inigualável. A variedade de espécies e suas diversas colorações acentuam ainda mais seu charme e exclusividade. É necessário se preocupar com a aparência da madeira, observando se não possui rachaduras, fungos ou nós que comprometam sua resistência. Ao realizar a sua obra, se atente a estes cuidados:  Evite pontos de condensação de água;  Aplique impermeabilizantes nos encaixes e nos apoios;  Utilize a madeira sempre 20 cm ou mais acima do solo;  Deixe espaço livre entre o assoalho e o solo e entre o forro e a cobertura para ventilação;  Procure adequar o projeto às peças com medidas de mercado;  Utilize as espécies mais adequadas ao seu projeto;  Procure utilizar as peças de acordo com o projeto, de forma a evitar perda com cortes desnecessários;  Verifique a possibilidade de reuso das peças, dando-lhe uma sobrevida maior. Isso significa economia de dinheiro e matéria-prima. 2.1 HISTÓRIA DA MADEIRA A madeira é, provavelmente, um dos mais antigos materiais de construção utilizados pelo homem. O início de sua aplicação em construções dá-se no período Neolítico,
  7. 7. 6 também conhecido por Idade da Pedra Polida (aproximadamente entre 12000 a.C. e 4000 a.C.), onde o homem começa a dar seus primeiros passos na agricultura. A partir deste momento o homem aprende a assegurar a sua alimentação pelo próprio trabalho e assim, precisando se proteger dos ataques de animais e dos agentes atmosféricos passando a fixar-se nas terras, constituindo-se os primeiros arquitetos da história da humanidade, construindo casas, formando as primeiras aldeias, assim como métodos básicos da construção em madeira. Que fatores promovem a extração madeireira? A floresta tropical é objeto da exploração econômica pela possibilidade de extração de madeira, caça e matéria prima para materiais de construção. A derrubada de árvores está intimamente ligada à construção de rodovias e a movimentos migratórios. O acesso rodoviário facilita a entrada na mata e a extração seletiva de madeira. As áreas que foram objeto de extração seletiva têm maior chance de serem ocupadas por novos moradores e de sofrerem corte raso para o cultivo de pasto ou grãos. Por outro lado, as áreas de floresta com maior dificuldade de acesso permanecem intactas e têm menos chances de serem ocupadas. 2.2 EXTRAÇÃO ILEGAL NA AMAZÔNIA Embora existam leis que autorizem a exploração madeireira em áreas específicas, a extração ilegal de madeira está amplamente difundida no Brasil e em vários países amazônicos. As operações extrativas ilegais acontecem em áreas florestais remotas e caracterizam-se por qualquer um dos seguintes aspectos:
  8. 8. 7  Uso de licenças falsas.  Corte de qualquer árvore comercialmente valiosa, independentemente de quais árvores sejam protegidas por lei.  Corte em quantidades superiores às cotas permitidas por lei.  Corte fora de áreas de concessão florestal.  Corte dentro unidades de conservação e terras indígenas. 2.3 QUAIS SÃO OS IMPACTOS DA EXTRAÇÃO ILEGAL? Embora a extração sustentável de madeira possa ser uma fonte de renda de longo prazo, muitas vezes a atividade não é feita de acordo com esses padrões. É comum que pessoas e empresas interessadas na exploração madeireira optem por tocar seus negócios de forma ilegal. Isso provoca vários impactos de amplo alcance, inclusive a fragmentação do habitat das espécies e significativas perdas financeiras. Grandes áreas de floresta são griladas e vendidas a preços abaixo de mercado. Essas áreas costumam ser terras públicas, e as instituições estatais não conseguem ter controle total sobre sua ocupação. Documentos falsos são preparados e uma extensa rede de corrupção é envolvida no esquema, para garantir o sucesso do negócio ilegal. Segue-se, então, um esforço apressado de maximizar a extração de madeira e obter a maior quantidade de lucro o mais rapidamente possível. Resguardar os estoques de madeira para futuras colheitas tem sido objeto de pouca consideração. Em seguida, as áreas degradadas são destinadas à agricultura e à pecuária.
  9. 9. 8 As consequências são graves: perda de biodiversidade, aumento do risco de extinção de animais silvestres e perda dos serviços ecológicos prestados pela floresta, como a manutenção do clima e do ciclo hidrológico. 3 UTILIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL 3.1 ESPÉCIES DE MADEIRA 3.1.1 Amescla Madeira fácil de serrar, moderadamente fácil de aplainar, apresentando superfícies radiais ásperas. Uso: construção civil, caixas, engradados, móveis, divisórias e outros. 3.1.2 Angelim Fácil de trabalhar, acabamento de regular a bom na plaina, torno e broca. Uso: peças de decoração para exteriores e interiores, escadas, pisos, vigas, dormentes, estacas, tacos de assoalhos, vigamentos, etc. 3.1.3 Cedrinho Apresenta retrabilidade linear e volumétrica baixas e propriedades mecânicas entre baixa e média. Uso: venezianas, rodapés, guarnições, cordões, forros, etc.
  10. 10. 9 3.1.4 Champanhe Madeira muito resistente e firme. Uso: pontes, construção pesada, portos, estacas, obras imersas em ambiente de água doce, vigamentos, carpintaria, tacos, tábuas para assoalho, etc. 3.1.5 Curupixá Fácil processamento no torno e na broca, resultando em excelente acabamento. Uso: torneados, móveis, artigos domésticos decorativos, utensílios domésticos, produção de chapas e outros. 3.1.6 Faveira Fácil de trabalhar. Uso: embarcações, móveis, artigos domésticos decorativos, brinquedos, artigos domésticos utilitários, compensados e outros. 3.1.7 Garapeira Madeira considerada fácil de ser trabalhada. Recebe bom acabamento. Uso: construção de estruturas externas, dormentes, postes, estacas, mourões, carrocerias, vigas, caibras, ripas, tábuas, tacos para assoalhos, marcos de portas e janelas, etc. 3.1.8 Guariúba Madeira fácil de trabalhar. Cola bem. Uso: Construção civil e naval, móveis, torneados, pisos, instrumentos musicais, caixas, engradados, chapas e outros.
  11. 11. 10 3.1.9 Itaúba De baixa retratibilidade em relação à densidade, resistência mecânica alta a média e durabilidade alta. Uso: assoalhos, postes, pilares e dormentes, carpintaria, tacos, estrutura de pontes, cruzetas, vigas, caibros, tábuas, marcos de portas e janelas, implementos agrícolas, confecção de peças torneadas, etc. 3.1.10 Jatobá Muito resistente aos fungos e cupins. Uso: construção civil, estacas, carroçaria, postes, tonéis, dormentes, móveis finos, laminados, assoalhos, tanoaria, vigamentos, cabos, ferramentas, etc. 3.1.11 Jequitibá Madeira moderadamente pesada. Uso: estruturas de móveis, peças torneadas, molduras, compensados, cabos de ferramentas, caixotaria e construção civil para vigas, caibros, ripas, etc. 3.1.12 Louro Canela Excelente para se trabalhar tanto com ferramentas manuais como mecânicas. Cola bem e permite excelente acabamento. Uso: construção em geral, lambris, vigas, caibros, ripas, rodapés, molduras, guarnições, tábuas, pranchas, peças torneadas, marcenaria, compensados, etc.
  12. 12. 11 3.1.13 Maracatiara Fácil de trabalhar e propicia excelente acabamento. Recebe bem pintura, verniz, lustro e emassamento. Uso: vigas, caibros, ripas, tacos e tábuas de assoalho, marcos ou batentes de portas e janelas, esquadrias, caixilhos, forros, lambris, etc. 3.1.14 Peroba De resistência mecânica e retrabilidade médias. Uso: interiores, decoração, pisos, painéis, entalhes, esquadrias, móveis, peças torneadas, cabos de ferramentas, tacos, tábuas para assoalhos, vagões, carrocerias, etc. 3.1.15 Pinnus Madeira fácil de tratar. Uso: ripas, partes secundárias de estruturas, cordões, guarnições, rodapés, forros e lambris, pontaletes, andaimes, formas para concreto. 3.1.16 Tatajuba Fácil de trabalhar com ferramentas manuais ou mecânicas. Recomenda-se perfuração prévia à colocação de pregos. Uso: dormentes, vigas, caibros, ripas, marcos de portas e janelas, rodapés, tábuas e tacos para assoalho, cruzetas, etc. 3.1.17 Tauari Fácil processamento, gerando superfície de acabamento liso. Boa colagem. Uso: peças encurvadas, marcenaria, lâminas, compensados e outros.
  13. 13. 12 3.2 PESADA INTERNA Engloba as peças de madeira serrada na forma de vigas, caibros, pranchas e tábuas utilizadas em estruturas de cobertura, onde tradicionalmente era empregada a madeira de peroba-rosa. 3.3 LEVE EXTERNA E LEVE INTERNA Reúne as peças de madeira serrada na forma de tábuas e pontaletes empregados em usos temporários (andaimes, escoramento e fôrmas para concreto) e as ripas e caibros utilizadas em partes secundárias de estruturas de cobertura. A madeira de pinho-do-paraná (Araucariaangustifolia) foi a mais utilizada, durante décadas, neste grupo. 3.4 LEVE INTERNA DECORATIVA Abrange as peças de madeira serrada e beneficiada, como forros, painéis, lambris e guarnições, onde a madeira apresenta cor e desenhos considerados decorativos. 3.5 LEVE INTERNA DE UTILIDADE GERAL São os mesmos usos descritos acima, porém para madeiras não decorativas. 3.6 LEVE, EM ESQUADRIAS Abrange as peças de madeira serrada e beneficiada, como portas, venezianas, caixilhos. A referência é a madeira de pinho-do-paraná (Araucariaangustifolia).
  14. 14. 13 3.7 ASSOALHOS DOMÉSTICOS Compreende os diversos tipos de peças de madeira serrada e beneficiada (tábuas corridas, tacos, tacões e parquetes). 4 PRODUTOS DE MADEIRA Os produtos de madeiras utilizados na construção variam desde peças com pouco ou nenhum processamento – madeira roliça – até peças com vários graus de beneficiamento, como madeira serrada e beneficiada, lâminas, painéis de madeira e madeira tratada com produtos preservativos. 4.1 MADEIRA ROLIÇA A madeira roliça é o produto com menor grau de processamento da madeira. Consiste de um segmento do fuste da árvore, obtido por cortes transversais ou mesmo sem esses cortes (varas: peças longas de pequeno diâmetro). Na maior parte dos casos, sequer a casca é retirada. Tais produtos são empregados, de forma temporária, em escoramentos de lajes (pontaletes) e construção de andaimes. Em construções rurais, é freqüente o seu uso em estruturas de telhado. 4.2 MADEIRAS SERRADAS As serrarias produzem a maior diversidade de produtos: pranchas, pranchões, blocos, tábuas, caibros, vigas, vigotas, sarrafos, pontaletes, ripas e outros.
  15. 15. 14 4.2.1 Pranchas e Pranchões A prancha deve apresentar espessura de 40 mm a 70 mm e largura superior a 200 mm. O comprimento é variável. O pranchão caracteriza-se por espessura superior a 70 mm e largura superior a 200 mm. O comprimento também é variável. 4.2.2 Vigas As vigas são peças de madeira serrada utilizadas na construção civil. Apresentam- se na forma retangular, com espessura maior do que 40 mm, largura entre 110 e 200 mm e comprimento variável, de acordo com o pedido do solicitante. 4.2.3 Vigotas As vigotas ou vigotes são uma variação de vigas, de menores dimensões, apresentando espessura de 40 mm a 80 mm e largura entre 80 e 110 mm. 4.2.4 Tábuas As tábuas dão origem a quase todas as outras peças de madeira serrada por redução de tamanho. Apresentam-se na forma retangular, com espessura entre 10 e 40 mm, largura superior a 100 mm e comprimento variável, de acordo com o pedido do solicitante. Estes produtos são gerados a partir de toras, pranchas e pranchões. 4.2.5 Caibros Os caibros, ripas e sarrafos têm múltiplas aplicações tanto na construção civil como na fabricação de móveis. Os quadradinhos são variações do sarrafo, com menores dimensões, utilizadas normalmente para confecção de cabos de vassoura e pincéis.
  16. 16. 15 4.3 MADEIRA BENEFICIADA A madeira beneficiada é obtida pela usinagem das peças serradas, agregando valor às mesmas. As operações são realizadas por equipamentos com cabeças rotatórias providas de facas, fresas ou serras, que usinam a madeira dando a espessura, largura e comprimento definitivos, forma e acabamento superficial da madeira. Podem incluir as seguintes operações: aplainamento, molduramento e torneamento e ainda desengrosso, desempeno, destopamento, recorte, furação, respigado, ranhurado, entre outras. Para cada uma destas operações existem máquinas específicas, manuais ou não, simples ou complexas, que executam vários trabalhos na mesma peça. No aplainamento, as sobre medidas e as irregularidades são retiradas deixando a superfície mais lisa. O molduramento faz os cortes de encaixes – tipo macho-fêmea, por exemplo, – no comprimento para peças destinadas a forros, lambris, peças para assoalhos, batentes de portas, entre outros. No torneamento, as peças tomam a forma arredondada, como balaustres de escadas. As lâminas de madeira são obtidas por um processo de fabricação que se inicia com o cozimento das toras de madeira e seu posterior corte em lâminas. Existem dois métodos para a produção de lâminas: o torneamento e o faqueamento. No primeiro, a tora já descascada e cozida é colocada em torno rotativo. As lâminas assim obtidas são destinadas à produção de compensados. Por outro lado, a lâmina faqueada é obtida a partir de uma tora inteira, da metade ou de um quarto da tora, presa pelas laterais, para que uma faca do mesmo comprimento seja aplicada sob pressão, produzindo fatias únicas. Normalmente, essas lâminas são originadas de madeiras decorativas de boa qualidade, com maior valor comercial, prestando-se para revestimento de divisórias, com fins decorativos.
  17. 17. 16 4.4 COMPENSADO O painel compensado é composto de várias lâminas desenroladas, unidas cada uma, perpendicularmente à outra, através de adesivo ou cola, sempre em número ímpar, de forma que uma compense a outra, fornecendo maior estabilidade e possibilitando que algumas propriedades físicas e mecânicas sejam superiores às da madeira original. A espessura do compensado pode variar de 3 a 35 mm, com dimensões planas de 2,10 m x 1,60 m, 2,75 m x 1,22 m e 2,20 m x 1,10 m, sendo esta a mais comum. Extensamente utilizado na indústria de móveis e construção civil, seu preço varia conforme as espécies e a cola utilizadas, com a qualidade das faces e com o número de lâminas que o compõe. Há compensados tanto para uso interno quanto externo. Chapas finas de compensado apresentam vantagens sobre as demais madeiras industrializadas, pois são maleáveis e podem ser encurvadas. 4.5 PAINÉIS As chapas duras são obtidas pelo processamento da madeira de eucalipto, de cor natural marrom, apresentando a face superior lisa e a inferior corrugada. As fibras de eucalipto aglutinadas com a própria lignina da madeira são prensadas a quente, por um processo úmido que reativa esse aglutinante, não necessitando a adição de resinas, formando chapas rígidas de alta densidade de massa, com espessuras que variam de 2,5mm a 3,0 mm. As chapas MDF são produzidas com fibras de madeira aglutinadas com resina sintética termofixa, que se consolidam sob ação conjunta de temperatura e pressão resultando numa chapa maciça de composição homogênea, de alta qualidade. Estas chapas apresentam superfície plana e lisa, adequada a diferentes acabamentos, como pintura, envernizamento, impressão, revestimento e outros. Estes painéis possuem bordas densas e de textura fina, apropriados para trabalhos de usinagem e acabamento.
  18. 18. 17 Este tipo de painel pode ser serrado, torneado, lixado, furado, trabalhado em encaixes, malhetes e espigas e recebe bem pregos, parafusos e colas, desde que seguidas as recomendações do fabricantes quanto ao uso dos elementos corretos de fixação. Pode ser usado em móveis e na construção civil, com destaque para portas de armário, frentes de gavetas, tampos de mesa, molduras, pisos e outras aplicações. Ainda dentro deste tipo de painel, já são produzidas e utilizadas as HDF que são chapas produzidas pelo mesmo processo a seco, como as MDF, exceto que em um valor mais alto de densidade de massa. Este tipo de painel, revestido com materiais apropriados, destina-se à fabricação de pisos, por exemplo. 4.6 RESISTENCIA DA MEDEIRA
  19. 19. 18 5 CONCLUSÃO A madeira é um material produzido a partir do tecido formado pelas plantas lenhosas com funções de sustentação mecânica. Sendo um material naturalmente resistente e relativamente leve, é frequentemente utilizado para fins estruturais e de sustentação de construções. É também uma importante fonte de energia, sendo utilizada como lenha para cozinhar e outros usos domésticos numa parte importante do mundo. A sua utilização na indústria de marcenaria para fabricação de móveis é uma das mais expandidas, o mesmo acontecendo na sua utilização em carpintaria para construção de diversas estruturas, incluindo navios e aviões. A madeira é um dos materiais mais utilizados em arquitetura e engenharia civil.
  20. 20. 19 6 REFERENCIAS 1. http://www.ifmg.edu.br/site_campi/g/images/arquivos_governador_valadares/TCCjusciano.pdf (Acessado em 31/10/2014) 2. http://www.remade.com.br/br/revistadamadeira_materia.php?num=1015&subject= Constru%C3%A7%C3%A3o%20Civil&title=Estudo%20aponta%20uso%20sustent%C3%A1vel%20da%20madeira%20para%20casas (Acessado em 31/10/2014) 3. http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/amazonia1/ameacas_ riscos_amazonia/desmatamento_na_amazonia/extracao_de_madeira_na_amazonia/ (Acessado em 31/10/2014)

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