SIRS na CEC
Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica na
Circulação Extracorpórea
Acadêmicas: Thill, J.; Menna Barreto L...
Caso clínico:
 Nome: B.M.S
 Sexo: Masculino
 Idade: 55 anos
 Data de nascimento : 21/11/1959
 Cor: Branca
 Estado Ci...
HDA:
 Dispneia desencadeava por pequenos
esforços e edema nos membros inferiores.
 Os sintomas começaram oito meses atrá...
HPP:
 Paciente tem hipertensão arterial, porém faz
tratamento irregular.
 Teve fratura proximal de tíbia esquerda aos 27...
HF:
 Mãe com diabetes tipo II e o pai faleceu de
infarto agudo do miocárdio aos 60 anos.
 Paciente reside apenas com um ...
HS:
 Reside em uma casa de alvenaria em Canoas
há 27 anos e tem uma alimentação saudável.
 É sedentário por apresentar c...
Definição de SIRS:
É caracterizada por sequências de eventos
fisiológicos envolvendo todas as células do
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SIRS Resposta inflamatória sistêmica a uma variedade de agressões clínicas graves que se manifesta
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 Uma característica marcante e invariável da
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Definição de CEC:
A CEC, em um sentido mais amplo, compreende
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SIRS na CEC:
 O que desencadeia toda a resposta
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Mediadores químicos:
São os responsáveis pelos eventos da resposta
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Diagnóstico Clínico:
 O paciente na fase aguda da SIRS caracteriza-se por
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Alterações clínicas:
 Arritmias cardíacas com diminuição da contratilidade do
miocárdio secundárias à isquemia e a libera...
Exames:
 Hemograma completo
 Proteínas totais;
 Glicose sérica;
 Enzimas hepáticas;
 Eletrólitos;
 Perfil de coagula...
Fisiopatogenia:
A fisiopatogenia da SIRS pode ser dividida em três estágios.
1. O primeiro é exclusivamente local e mediad...
Terapêutica:
 Considerando as múltiplas e graves alterações
que afetam a homeostasia dos pacientes, o
objetivo fundamenta...
Correlação a fisioterapia:
 Capacidade respiratória
 Capacidade motora
 Atrofia muscular
 ADM
 TVP
 Embolia pulmonar...
 Mobilizações precoce
 Exercícios motores na cama
 Sedestação a beira do leito
 Ortostatismo
 Transferências
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SIRS na CEC

  1. 1. SIRS na CEC Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica na Circulação Extracorpórea Acadêmicas: Thill, J.; Menna Barreto L.; Ethut. L.
  2. 2. Caso clínico:  Nome: B.M.S  Sexo: Masculino  Idade: 55 anos  Data de nascimento : 21/11/1959  Cor: Branca  Estado Civil: Divorciado  Naturalidade: Canoas/RS  Procedência: Canoas/RS  Profissão/Ocupação: Professor  Diagnóstico Clínico: Insuficiência Valvar Mitral  Motivo da internação: Valvoplastia.  Queixa principal (QP): Dispneia.
  3. 3. HDA:  Dispneia desencadeava por pequenos esforços e edema nos membros inferiores.  Os sintomas começaram oito meses atrás, inicialmente por dispneia seguida de edema.  A dispneia de pequenos esforços progrediu rapidamente para um quadro de dispneia em repouso.  Paciente teve o diagnóstico clínico de insuficiência valvar mitral.  Foi indicado o procedimento cirúrgico de valvoplastia com o uso da Circulação Extracorpórea (CEC), o que gerou a Síndrome da Resposta Inflamatória
  4. 4. HPP:  Paciente tem hipertensão arterial, porém faz tratamento irregular.  Teve fratura proximal de tíbia esquerda aos 27 anos, onde foi necessária a utilização de placas de parafuso.  Constatou também que é etilista aos finais de semana.
  5. 5. HF:  Mãe com diabetes tipo II e o pai faleceu de infarto agudo do miocárdio aos 60 anos.  Paciente reside apenas com um filho de 23 anos.
  6. 6. HS:  Reside em uma casa de alvenaria em Canoas há 27 anos e tem uma alimentação saudável.  É sedentário por apresentar cansaço ao fazer atividades simples do dia-a-dia.  Relatou que foi tabagista por 7 anos à 35 anos atrás.  É formado em Letras, pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM.
  7. 7. Definição de SIRS: É caracterizada por sequências de eventos fisiológicos envolvendo todas as células do corpo, desencadeada frente a uma agressão física, química ou biológica, levando ao processo inflamatório com liberação dos mediadores. Andressa de Fátima Kotleski, Thomaz de Lima, Rodrigo Prevedello Franco M.V. Síndrome da Resposta Inflamatória sistémica (SIRS), um desafio diagnóstico. Acta Veterinaria Brasilica, 2010;
  8. 8. SIRS Resposta inflamatória sistêmica a uma variedade de agressões clínicas graves que se manifesta por duas ou mais das seguintes condições: -Temperatura acima de 38ºC (febre) ou abaixo de 36ºC (hipotermia); -FC acima de 90 bpm (taquicardia); -FR acima de 20 rpm (taquipneia) ou PaCO2 menor que 32 mmHg (hiperventilação); -Leucócitos acima 12.000 cél/mm3 ou 4.000 cél/mm3 ou com mais de 10% de formas jovens. SEPSE Síndrome da resposta inflamatória sistêmica causada por infecção. BACTEREMIA Presença de bactérias viáveis na corrente sanguínea. SEPSE GRAVE Sepse associada com disfunção de órgãos, hipoperfusão ou hipotensão. CHOQUE SÉPTICO Sepse grave associada com hipotensão resistente a ressuscitação fluída adequada. HIPOTENSAO INDUZIDA POR SEPSE Pressão sistólica sanguínea <90 mmHg ou uma redução de 40 mmHg da linha base na ausência de outras causas para hipotensão. SDMO Prejuízo da função dois ou mais órgãos num paciente com enfermidade aguda, em que a homeostasia não pode ser mantida sem intervenções terapêuticas.
  9. 9.  Uma característica marcante e invariável da SIRS consiste na indução e liberação de citocinas e proteínas de fase aguda, tanto pró- inflamatórias quanto antiinflamatórias.  A SIRS pode ser desencadeada por inúmeras patologias, como: queimaduras, trauma, hipovolemia, peritonite, pneumonia, torção vólvulo gástrica, neoplasia, pancreatite, CEC, procedimentos anestésicos e cirúrgicos. Andressa de Fátima Kotleski, Thomaz de Lima, Rodrigo Prevedello Franco M.V. Síndrome da Resposta Inflamatória sistémica (SIRS), um desafio diagnóstico. Acta Veterinaria Brasilica, 2010;
  10. 10. Definição de CEC: A CEC, em um sentido mais amplo, compreende o conjunto de máquinas, aparelhos, circuitos e técnicas mediante as quais se substituem temporariamente as funções do coração e dos pulmões, enquanto esses órgãos ficam excluídos da circulação. SOUZA, M. H. L.; ELIAS, D. O. Fundamentos da circulação extracorpórea. 2.ed. Rio de Janeiro: Centro editorial Alfa Rio, 2006;
  11. 11. SIRS na CEC:  O que desencadeia toda a resposta inflamatória é o contato do sangue com as superfícies do circuito da CEC.  Suas superfícies não endoteliais, acionam um mecanismo de defesa contra agentes estranhos ao organismo.  Ativação dos sistemas imunoregulares e de coagulação.
  12. 12. Mediadores químicos: São os responsáveis pelos eventos da resposta inflamatória (resposta vascular e celular) e se originam no plasma e nas células.  Sistema de Coagulação  Calicreína  Sistema Complemento Desencadeiam toda a sintomatologia da SIRS.
  13. 13. Diagnóstico Clínico:  O paciente na fase aguda da SIRS caracteriza-se por sinais clínicos de metabolismo hiperdinâmico como:  Hipertermia,  Taquicardia,  Mucosas congestas,  Aumento no tempo de preenchimento capilar,  Extremidades quentes,  Taquipnéia,  Letargia,  Anorexia,  Vômito ou diarréia,  Dor generalizada ou localizada. Andressa de Fátima Kotleski, Thomaz de Lima, Rodrigo Prevedello Franco M.V. Síndrome da Resposta Inflamatória sistémica (SIRS), um desafio diagnóstico. Acta Veterinaria Brasilica, 2010;
  14. 14. Alterações clínicas:  Arritmias cardíacas com diminuição da contratilidade do miocárdio secundárias à isquemia e a liberação do fator depressor do miocárdio, trombose e acidose metabólica;  Edema pulmonar alveolar e intersticial- devido o aumento na permeabilidade vascular pulmonar, levando ao comprometimento na oxigenação tecidual;  Oligúria pela hipoperfusão renal, indicando uma insuficiência renal aguda.;  A icterícia pode ser secundária a necrose hepato-celular e colestase;  Ulceração gastrointestinal ocasionada devido a hipoperfusão dos enterócitos com possível ruptura da barreira hematointestinal. Andressa de Fátima Kotleski, Thomaz de Lima, Rodrigo Prevedello Franco M.V. Síndrome da Resposta Inflamatória sistémica (SIRS), um desafio diagnóstico. Acta Veterinaria Brasilica, 2010;
  15. 15. Exames:  Hemograma completo  Proteínas totais;  Glicose sérica;  Enzimas hepáticas;  Eletrólitos;  Perfil de coagulação;  Hemogasometria;  Hemocultura sérica;  Exames de diagnóstico por imagem também são recomendados, conforme a localização do foco inflamatório ou infeccioso. Andressa de Fátima Kotleski, Thomaz de Lima, Rodrigo Prevedello Franco M.V. Síndrome da Resposta Inflamatória sistémica (SIRS), um desafio diagnóstico. Acta Veterinaria Brasilica, 2010;
  16. 16. Fisiopatogenia: A fisiopatogenia da SIRS pode ser dividida em três estágios. 1. O primeiro é exclusivamente local e mediado pela produção de citocinas; 2. Segundo, representado pela liberação de pequenas concentrações dos mediadores químicos, acentuando os efeitos locais e iniciando os sistêmicos, a fase aguda inflamatória; 3. O terceiro estágio, ocorre quando não há reestabilização da homeostase do organismo, com evolução para um quadro generalizado e a ocorrência dos efeitos colaterais da SIRS. Andressa de Fátima Kotleski, Thomaz de Lima, Rodrigo Prevedello Franco M.V. Síndrome da Resposta Inflamatória sistémica (SIRS), um desafio diagnóstico. Acta Veterinaria Brasilica, 2010;
  17. 17. Terapêutica:  Considerando as múltiplas e graves alterações que afetam a homeostasia dos pacientes, o objetivo fundamental do tratamento é a manutenção de um suporte cardiorrespiratório e metabólico, que permita manter o paciente vivo até a sua recuperação integral.  O controle do foco infeccioso é fundamental no tratamento e dever ser a prioridade. Andressa de Fátima Kotleski, Thomaz de Lima, Rodrigo Prevedello Franco M.V. Síndrome da Resposta Inflamatória sistémica (SIRS), um desafio diagnóstico. Acta Veterinaria Brasilica, 2010;
  18. 18. Correlação a fisioterapia:  Capacidade respiratória  Capacidade motora  Atrofia muscular  ADM  TVP  Embolia pulmonar  Pneumonia  Hipotensão postural  Edema e dor  Condicionamento cardiovascular Cláudia Roberta TAVARES. C.R. A importância da fisioterapia motora em pacientes críticos. 2009/SIQUEIRA- BATISTA, Rodrigo et al. Sepse: atualidades e perspectivas. Rev. bras. ter. intensiva [online]. 2011, vol.23, n.2, pp. 207-216. ISSN 0103-507X.
  19. 19.  Mobilizações precoce  Exercícios motores na cama  Sedestação a beira do leito  Ortostatismo  Transferências  Deambulação Mecânica respiratória Cláudia Roberta TAVARES. C.R. A importância da fisioterapia motora em pacientes críticos. 2009/SIQUEIRA- BATISTA, Rodrigo et al. Sepse: atualidades e perspectivas. Rev. bras. ter. intensiva [online]. 2011, vol.23, n.2, pp. 207-216. ISSN 0103-507X.

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