Consulting Services and Internal Auditing

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Consulting Services and Internal Auditing

  1. 1. Serviços de Consultoria e a função de Auditoria Interna<br />Luis Montanha Rebelo – Auditor Interno Sénior<br />
  2. 2. Segundo o Institute of Internal Auditors (IIA), a função de auditoria interna pode prestar dois tipos de serviços, serviços de garantia e serviços de consultoria. Para abordar o tema será melhor começarmos pelas suas definições emanadas pelo IIA.<br />Serviços de garantia – Consiste num exame objectivo de evidências, com o propósito de fornecer uma avaliação independente acerca dos processos de gestão do risco, controlo e governação.<br />
  3. 3. Serviços de consultoria – Actividades de aconselhamento orientadas para serviço ao cliente, a natureza, cujo âmbito é acordado com o cliente, e têm como objectivo acrescentar valor e melhorar os processos de gestão do risco, controlo e governação sem que o auditor interno assuma responsabilidades de gestão pelos mesmos.<br />
  4. 4. A função de Auditoria Interna está muito bem posicionada para a execução de serviços consultoria e a mais-valia para a organização é normalmente superior do que a execução dos serviços tradicionais de garantia.<br />Os serviços de consultoria são por natureza serviços de aconselhamento e muitas vezes surgem por solicitação da gestão de topo.<br />
  5. 5. Consequentemente, a natureza e o âmbito do serviço de consultoria estão sujeitos a uma negociação. Os serviços de consultoria normalmente envolvem duas partes:<br /><ul><li>A pessoa ou o grupo que aconselha (a função de auditoria interna).
  6. 6. A pessoa ou grupo que procura o conselho (o cliente do trabalho).</li></li></ul><li>Em contraste, os serviços de garantia normalmente envolve três partes:<br /><ul><li>A pessoa ou o grupo directamente envolvida no processo, sistema, etc. (o auditado).
  7. 7. A pessoa ou o grupo que avalia (a função de auditoria interna).
  8. 8. A pessoa ou grupo que confia na avaliação independente (o utilizador). </li></li></ul><li>Tipos de Serviços de Consultoria<br />O âmbito dos serviços prestados pela função de auditoria interna é muito vasto. <br />Seguidamente deixo alguns temas passíveis de serem executados pelo auditor interno.<br />
  9. 9. Financeiros (F)<br />Verificar a correcção de registos;<br />Análise de dados de custos históricos;<br />Avaliação dos controlos internos;<br />Apoio na identificação dos riscos e efectuar avaliações;<br />Apoio a auditores externos;<br />Avaliação do empenhamento sobre processos de mudança.<br />
  10. 10. Operacionais (O)<br />Apoio a grupos de trabalho para melhoria de processos;<br />Documentar e analisar processos e custos relacionados;<br />Efectuar análises funcionais de funções existentes;<br />Efectuar questionários de satisfação de clientes;<br />Avaliação de propostas de produtos ou serviços;<br />
  11. 11. Operacionais (O) –Cont.<br />Comparação com outros para identificação de melhores práticas;<br />Confirmar o cumprimento de leis, procedimentos, regulamentos pelos restantes colaboradores;<br />Confirmar o cumprimento de leis, procedimentos, regulamentos por entidades externas à organização.<br />
  12. 12. Salvaguarda de bens (SB)<br />Comparação de registos com os bens físicos;<br />Reconciliação de registos externos com os registos internos.<br />
  13. 13. Informáticos (TI)<br />Revisão de projectos de desenvolvimento de sistemas;<br />Revisão dos controlos gerais;<br />Avaliação dos controlos aplicacionais;<br />Investigações a situações de alegada fraude.<br />
  14. 14. Embora não seja completa, esta lista representa o largo espectro de serviços de garantia e consultoria que a função de auditoria interna poderá prestar à organização. <br />No entanto a linha que divide os serviços de consultoria e de garantia é muito ténue, quase imperceptível. Por vezes o serviço é mesmo um misto das duas realidades. <br />
  15. 15. No quadro seguinte estão representados seis tipos básicos de serviços de auditoria interna e a sua gradação no que respeita à sua natureza.<br />
  16. 16. O extremo esquerdo do quadro representa o serviço tradicional de avaliação, conforme vamos caminhando para a direita, o serviço perde o cariz de avaliação, passando pela investigação de fraudes e transformando-se em serviços de remediação, onde a função de auditoria interna apoia a gestão na execução das suas funções em vez de um serviço de garantia tradicional.<br />
  17. 17. O Auditor Interno no papel de Consultor<br />Muitas organizações consideram que a consultoria é a faceta de maior valor acrescentado para a organização e as funções de auditoria interna que prestam serviços de consultoria são geralmente consideradas mais progressistas do que as suas contrapartes que continuam a prestar unicamente serviços de garantia.<br />
  18. 18. Para ser eficaz como consultor, o auditor terá de ser detentor de um conjunto de características técnicas e pessoais, nomeadamente uma experiência e conhecimentos significativos no desenho e engenharia de processos capacidade de facilitação e conciliação, pensamento estratégico, resolução de problemas ser muito versátil e ter capacidade de aprendizagem rápida.<br />
  19. 19. Aqueles auditores que se regem unicamente pela checklist mental e estão mais confortáveis com a utilização de técnicas tradicionais de auditoria, pela diversidade e imprevisibilidade do trabalho, serão seriamente desafiados quando forem solicitados para executar serviços de consultoria.<br />
  20. 20. O auditor interno tem desta forma a oportunidade de ser um agente de mudança positiva, conseguindo um equilíbrio entre a eficácia da actividade de controlo e a eficácia do processo. No papel de parceiro e consultor, o auditor interno pode ajudar a garantir que a implementação de controlos fortes não significa processos demasiado controlados e pouco eficientes. <br />
  21. 21. Independência/Objectividade<br />Uma das principais dificuldades na execução de serviços de consultoria é, até onde a função de auditoria interna poderá ir sem sacrificar a independência de futuros serviços de garantia.<br />
  22. 22. Em algumas organizações, por imposição da entidade reguladora ou por definição própria do seu modelo de governação, existem restrições quanto ao tipo de serviços de consultoria que a sua função de auditoria interna e os seus auditores podem prestar.<br />
  23. 23. Existem dois requisitos essenciais para garantir que os serviços de consultoria, não colocam em causa a capacidade de prestar futuros trabalhos de garantia:<br /><ul><li>Garantir que a função de auditoria interna não assume responsabilidades de gestão.
  24. 24. Garantir que o auditor interno não audita o seu próprio trabalho. </li></li></ul><li>O Standard 1130 obriga a uma completa transparência da actividade de auditoria interna na análise das suas anteriores responsabilidades, determinando que se a independência ou objectividade forem, realmente ou aparentemente, postas em causa, as razões deverão ser detalhadamente comunicadas às entidades competentes.<br />
  25. 25. No entanto, o Standard é mais explícito e dá-nos um entendimento mais objectivo sobre os serviços a prestar, e afirma que a objectividade de um auditor é presumivelmente posta em causa se o auditor prestar um serviço de garantia a uma actividade pela qual tenha tido responsabilidades no ano anterior (Standard 1130.A1).<br />
  26. 26. Como podemos observar esta temática é das mais sensíveis a serem consideradas na execução da função de auditoria interna. Tendo isto em consideração, o IIA ainda estabelece orientações adicionais (Practice Advisory 1000.C1-3), definindo que os auditores deverão ser independentes e evitar relações pessoais ou profissionais, assim como situações que possam comprometer a objectividade do auditor.<br />
  27. 27. Adicionalmente, identifica outras ameaças à objectividade do auditor interno, nomeadamente a existência conflito de interesses ou se o auditor for colocado no papel de defensor da empresa. Sugere ainda que a função de auditoria interna na prestação de serviços de consultoria deverá implementar controlos que ajudem a reduzir o risco de comprometimento da objectividade dos auditores individualmente ou na independência da função de auditoria<br />
  28. 28. como um todo, exemplificando com os seguintes procedimentos:<br /><ul><li>Definir no regulamento de auditoria a natureza dos serviços de consultoria;
  29. 29. Limitar o tipo, natureza e/ou nível de participação em projectos de consultoria;
  30. 30. Segregar grupos de serviços consultoria e de garantia dentro da mesma função de auditoria;</li></li></ul><li><ul><li>Rodar auditores em trabalhos;
  31. 31. Utilizar outsourcing em trabalhos de consultoria, ou em serviços de garantia para os casos em que houve envolvimento em serviços de consultoria e que tenha posto em causa a sua objectividade/ independência;
  32. 32. Publicar o facto nos relatórios de auditoria, onde a objectividade possa ser posta em causa.</li></li></ul><li>Conclusões<br />A expansão dos serviços prestados pela função de auditoria interna será cada vez mais evidente. Os auditores internos deverão entender qual o posicionamento da sua organização quanto ao equilíbrio entre trabalhos de consultoria e de garantia. Poderá ser necessário a obtenção de mais recursos e conhecimentos para capacitar a função de auditoria interna de meios para responder a estes serviços adicionais. <br />
  33. 33. O auditor interno deverá manter a objectividade, tal como a função de auditoria interna deverá manter a independência enquanto assume a responsabilidade por estes novos serviços. A clarificação das responsabilidades individuais sobre trabalhos de consultoria, assim como a clarificação da responsabilidade que a função de auditoria interna tem de prestar serviços de consultoria à organização, é essencial para evitar mal entendidos a todos os níveis.<br />

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