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Casos de Estudo e Estudos de Caso
Práticas e Operacionalização
Como resolver um caso de estudo
ESTIEM - European Students of Industrial Engineering and Management
TIMES Local Qualification – EGI, Universidade de Aveiro
Luis Borges Gouveia
Universidade Fernando Pessoa
16 de Dezembro de 2020
Nota prévia
• Casos de estudo ou Estudos de caso?
• Organização de informação para descrever um dado evento ou
fenómeno (caso), numa data perspetiva (de investigação ou pesquisa)
• Normalmente associado com as ciências sociais e com uma
abordagem aberta (mais estratégia que método) que permite focar o
individual em detrimento do geral (preocupação com o caso)
• Casos de estudo: termo mais utilizado nas áreas de ciências aplicadas
• Estudo de caso: termo adotado em contexto das ciências sociais,
nomeadamente nas ciências da educação
• Logo, no essencial são duas formas que resulta da tradução de case study, em
que a tradução mais literal seria mesmo estudo de caso…
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Metodologias de investigação qualitativas e mistas
(qualitativa e quantitativa)
Os casos de Estudo são qualitativa, mas…
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
E porquê que é que são mistos?
“Fenómeno” atual que cria um ambiente de transformação digital
No contexto atual, de um ecossistema digital cada vez mais
generalizado, qualquer que seja a atividade humana, temos a
produção de dados e informação digital que pode ser explorada.
Nesse contexto, emergem quantidades massivas de dados (big data),
disponíveis de forma generalizada graças a crescentes capacidades de
armazenamento e processamento de baixo custo (computação em
nuvem – cloud), que tornam mais generalizados, os meios automáticos
para o seu processamento, recorrendo a práticas de inteligência
artificial com funcionalidade de recolha (sensores e atuadores) e a
operação de sistemas e aplicações (Internet das Coisas – IoT).
O que é um caso de estudo
• Análise aprofundada de um tópico com recurso a múltiplas fontes de
evidência
• Descrição elaborada, baseada em várias fontes de informação que,
cruzadas, proporcionam uma reflexão mais profunda
• Ideal para situações onde se pretende:
• Como algo acontece
• Dinâmicas numa situação de vida real
• Entender ou explicar uma situação complexa
• Explorar uma situação que não está bem definida
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Ponto 1
• Envolve o estudo intensivo e detalhado de uma entidade bem
definida, o caso (em Ciências Humanas e Sociais):
• Indivíduos
• Atributos dos indivíduos
• Ações e interações
• Atos de comportamentos
• Ambientes, incidentes e acontecimentos
• Coletividades
• FOCO – coerência de objeto (tratar sempre o mesmo objeto)
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Ponto 2
• Examinar o caso (ou um pequeno número de casos)
• Em detalhe
• Em profundidade
• No seu contexto natural
• Reconhecendo a sua complexidade
• Recorrendo a todos os métodos que se revelam apropriados
• FLEXIBILIDADE – diversidade no recurso a diferentes ferramentas e
métodos (desde que devidamente integrados)
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Ponto 3
• O objetivo do trabalho a realizar é holístico
• Sistémico
• Amplo
• Integrado
• …de descrição compacta
• Robert Yin: “Investigação empírica que estuda um fenómeno no seu
ambiente natural, quando as fronteiras entre o fenómeno e o
contexto não bem definidas e em que múltiplas fontes de evidências
são usadas”
• John Creswell: “Pesquisa por exploração de um sistema limitado no
tempo e em profundidade, através de uma recolha de dados
envolvendo fontes múltiplas de informação ricas no contexto”
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Investigação – procurar por vestígios
Ondeeoquê
Explorar
Comoequando
Descrever
Quemeporquê
Explicar
EstudodeCaso
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
A outra metade
Pesquisa – procurar pelo questionamento
• Começar por:
• O que estudar e qual o problema
• Onde procurar
• O que procurar
• Como procurar
• O que recolher
• Como apresentar
• O quê
• Formuladas como questão(ões)
• Formuladas como hipótese(s)
CasodeEstudo
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Síntese do que é um Caso de Estudo
Clara Pereira Coutinho (2019, p. 336)
“Uma investigação empírica (Yin, 1994); que se baseia no raciocínio
indutivo (Gómez et al., 1996); que depende fortemente do trabalho de
campo (Punch, 1998); que não é experimental (Ponte, 1994); que se
baseia em fontes de dados múltiplas e variadas (Yin, 1994).”
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Caso de estudo proporciona
• Uma unidade de análise
• Recurso que permite
• Suportar uma posição
• Criar uma representação
• Analisar um interesse especial
• Comunicação uma perspetiva/argumento
• Proporcionar uma oportunidade de reflexão
• Vários destes, mas não todos…
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Análise por recolha de evidências
• Documentação
• Entrevistas
• questionários
• Observação direta
• Observação participada
• Dispositivos de sensores e atuadores (artefactos)
• Simulação
• Vários em conjunto -> triangulação
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
O processo
• Determinar ou definir a questão de pesquisa
• As questões que resultam e resistem ao teste do “Como” & “Porquê”
• Deve ser um conjunto preciso e bem delimitado de eventos e interrelações associadas
• Selecionar os casos e as técnicas de análise e recolha de evidências
• Não é um estudo quantitative ou uma amostragem, cada caso de estudo deve maximizer o que se
pretende estudar ou aprender
• Se foram vários casos de estudo, devem proporcionar resultados que adicioam para o estudo
como um todo
• Preparar a recolha de dados
• Deve ser sistemática e precisa, com planeamento prévio
• Recolha de dados e sua avaliação
• Tratamento e apresentação
• Contar uma história, baseada:
• Na questão de pesquisa
• Nos dados recolhidos
• Nas evidências
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Analisar as evidências
Considerando a questão de pesquisa e os dados obtidos
• Correspondência de padrões: um conjunto de resultados é previsto e,
em seguida, comparado com os resultados reais
• Construção de explicação: uma explicação particular (por exemplo,
teoria) usa para analisar os dados Análise de série temporal: olha para
as tendências ao longo do tempo, combinando com possíveis
explicações
• Modelos lógicos: um complexo cadeia de eventos e analisa a relação
entre as variáveis ​​independentes (causas) e as variáveis ​​dependentes
(eventos)
• Síntese cruzada de casos: os resultados são analisados ​​através dos
casos e generalizações feitas
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Escrever um caso de estudo
• Lembre-se do seu público
• Use uma técnica de escrita como a redação de contos linear
(cada elemento move a narrativa para frente)
• Aberturas: prenda a atenção do leitor (sumário executivo, pirâmide
invertida)
• As cenas devem seguir uma ordem lógica e ilustrar um ponto, conceito ou
questão relacionada ao(s) problema(s) a resolver
• a narrativa com intenção (não deve ser simplesmente uma recitação de eventos)
• relacionar diretamente os problemas / questões exploradas (por exemplo, vincular a
narrativa à questão de pesquisa)
• Fornecer apenas os detalhes relevantes (e indicar adicionais, se for o caso)
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Um guia operacional para a apresentação de um caso de estudo
http://www2.pathfinder.org/site/DocServer/m_e_tool_series_case_study.pdf
1. Introducão e justificação
2. Metodologia
3. O problema
4. O percurso realizado para lidar com o
problema
5. Resultados
6. Os desafios e como se lidou com a sua
superação
7. Além dos resultados
8. Lições aprendidas (análise de resultados)
9. Conclusões
10. Apêndices
Metodologia
a. Como foi feito o processo? (descrever o
processo de seleção do caso e as fontes de
recolha dos dados e a forma como estes
foram obtidos)
b. Que suposições existem? (pressupostos)
c. Existe alguma limitação com o método?
d. Quais os instrumentos usados ​​para a
recolha de dados? (incluir todos ou parte
em apêndice)
e. Que amostra(s) foram usadas?
f. Qual o local(is) e período(s) de tempo de
recolha dos dados?
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
A apresentação é importante
Modelo para um caso de estudo de negócio (CEN)
1. Resumir e destacar o essencial
2. Ser claro e conciso
3. Descrever a sua visão de forma clara
4. Demonstrar o valor e o benefício que o
projeto/”coisa” traz para a empresa ou para o
cliente
5. Ser consistente em estilo
Modelo de estrutura de um CEN
Resumo Executivo / Desafio / Principais Destaques:
resumo sucinto e eficaz para a audiência (líderes
corporativos) examinarem rapidamente e obterem a
essência do caso de estudo
Declaração do problema: detalha o propósito da análise.
Reúne os problemas que se pretende tratar
Descrição da ideia: centro do estudo de caso. Onde se
detalha a solução, se explica o raciocínio e descreve as
suas vantagens
Impacto / resultados financeiros: demonstração de que a
ideia vale a pena ser considerada. Explicar o impacto da
proposta no negócio ou projeto (os clientes que usaram
a solução, serviços ou produtos beneficiaram…)
Execução: discutir o planeamento, condições, riscos e
métricas para executar a solução. As etapas de ação se
alcançar os resultados desejados (quais os problemas e
riscos e como foram mitigados?)
Modelos de apresentação: 10+ Successful Case Study Examples (Design Tips + Free Case Study Templates)
https://slideuplifts.medium.com/10-successful-case-study-examples-design-tips-free-template-af748f6f8c2a
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Passo a passo da escrita de um caso de estudo
https://bohatala.com/how-to-write-a-case-study/
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Contar uma história
• O processo é semelhante ao de passar conhecimento por via oral,
contando uma história
• Tem em consideração a audiência
• Adota o nível de detalhe e rigor considerado adequado para a situação
• Proporciona em si, as ferramentas conceptuais para ser entendido
• Permite ao leitor/ouvinte, construir o seu próprio resultado, seguindo o
processo
• Mais do que conteúdos, proporciona contextos para obter
experiências
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Casos de estudo
• Como Fazer um caso de estudo
https://www.wikihow.com/Do-a-Case-Study
• Apresenta três abordagens:
• Planear um caso de estudo académico
• Realizar atividade de pesquisa baseada em casos de estudo
• Escrever um caso de estudo para negócios
• Acrescentaria:
• Escrever um caso de estudo para ensino e aprendizagem
• Analisar um caso de estudo existente (numa dada área de estudo)
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Exemplo 1: caso de estudo para ensino e aprendizagem
Avaliação de tecnologia
A empresa X pretende digitalizar o seu arquivo documental. Para o efeito
estabeleceu como objetivo prioritário garantir que todo o material selecionado
para a sua operação terá que ser digitalizado no período de 6 meses. Este prazo foi
estabelecido com base na necessidade imperiosa de garantir que a fase de
transição ocorra precisamente num período que minimiza o risco de destabilização
da empresa e da sua gestão administrativa – o período de férias.
Segundo o estudo inicial, existem 56.000 documentos que é necessário digitalizar,
com uma média de 6 páginas cada (apenas foi considerado o uso de páginas A4).
Adicionalmente, foram reunidos os seguintes dados sobre a operação, conforme
descrito a seguir:
• opção de compra de scanner A (12 ppm) € 310
• opção de compra de scanner B (26 ppm) € 950
• estação de trabalho com software € 1225
• (o software necessita de 2 minutos para classificar um documento)
• custo de operador por mês (um por máquina) € 750
• (tempo mínimo de contrato: 3 meses)
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Exemplo 1: caso de estudo para ensino e aprendizagem
Avaliação de tecnologia
Pedidos associados
1. Com base nos valores indicados calcule:
a. o tempo total disponível, em minutos, para realizar o trabalho dentro do prazo
(prazo)
b. o tempo total, em minutos, para realizar o trabalho, considerando as duas opções
de scanner (tempo de trabalho)
2. Indique o número de equipamentos que são necessários para realizar o
trabalho no prazo estabelecido. Analise para as duas opções possíveis, a
margem de folga disponível para eventuais falhas (risco).
3. Tendo por base os cálculos efetuados anteriormente, calcule os custos de
realização da digitalização do arquivo documental da empresa X.
Considere uma margem de 30% de lucro sobre a operação e indique o
seu valor?
Quais as escolhas possíveis a considerar para a proposta comercial?
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Exemplo 1: caso de estudo para ensino e aprendizagem
Avaliação de tecnologia
Comentários ao caso de estudo avaliação de tecnologia
Existem vários momentos de análise de um problema com este tipo de configuração. Uma
aproximação estruturada pode ser constituída pelos seguintes passos:
• definir o trabalho: qual a quantidade e qualidade do trabalho a realizar;
• avaliar a capacidade: qual a quantidade e qualidade de trabalho que é possível realizar;
• definir o projeto: de que forma se pode realizar o trabalho e quais as equações de esforço que
servem de base ao trabalho e que constituem os pressupostos para o cálculo efetivo do esforço a
realizar;
• proceder ao cálculo: com base na equação do esforço de trabalho a realizar e previamente
especificada, são recolhidos os dados para cálculo de acordo com alternativas que se podem
promover e que devem ser objeto de análise com uma normalização prévia resultante do uso da
equação de esforço;
• avaliar os resultados: tomar além da análise direta da equação de esforço, também em linha de
consideração de outros pressupostos associados com a viabilidade operacional, técnica e
económica;
• decidir a solução: a decisão técnica pode ser argumentada em função da equação de esforço mas
a decisão final tem (e eventualmente deverá ter) uma componente política que tenha em atenção
um contexto mais alargado que alinhe a situação técnica com um conhecimento histórico do
mesmo e que garanta igualmente um alinhamento com a estratégia do negócio (importância do
cliente, risco de falha, fiabilidade e tecnologias e das pessoas, etc.).
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Exemplo 1: caso de estudo para ensino e aprendizagem
Avaliação de tecnologia
Comentários ao caso de estudo avaliação de tecnologia
• Um outro aspeto importante é a questão do prazo que é, caso seja crítico, um indexante do esforço e dos
custos associados para realizar o trabalho. Em consequência, é possível considerar que, em muitas situações,
se torne possível ter mais equipas para realizar o trabalho de forma a paralelizar o trabalho e conseguir
duplicar esforço, desde que a atividade seja possível de ser realizada de forma paralela e independente – o
que implica uma adequada organização do trabalho, de acordo com o grau de separação e encadeamento
de atividades que permita a sua organização de forma paralela.
• A questão do risco: avaliar o risco é importante e a forma mais comum de o fazer é fixando um critério que
esteja associado com a equação de esforço. Neste caso, o cumprimento do prazo estipulado, fazendo com
que a própria análise do problema esteja alinhada com os custos associados com o dispêndio de tempo
associado, no tempo total disponível.
• A avaliação contínua do risco é um modo de controlo que permite a gestão da atividade de acordo com as
medidas realizadas no momento e o impacto da sua recolha para a conclusão com sucesso do trabalho. Por
exemplo, neste caso o tempo de folga permite controlar quando o prazo está a ser ultrapassado face ao uso
da folga efetuado até ao momento e dessa forma, antecipar eventuais incumprimentos de prazo.
• A escolha de uma solução e os orçamentos. Por vezes compatibilizar os orçamentos de modo a garantir um
equilíbrio entre risco e receita (neste caso o lucro) pode ser importante e influenciar ou mesmo determinar
os recursos a utilizar. No caso em estudo, tal pode fazer optar por qualquer uma das duas questões, em
função do grau de risco que se pretenderá assumir.
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Exemplo 2: como analisar um caso de estudo
• Abordagem estruturada a um caso de estudo
1. Identificação dos factos principais que caracterizam o caso
2. Identificar os aspetos críticos do caso
3. Especificar cursos de ação alternativa
4. Avaliar cada um dos cursos de ação
5. Recomendar o melhor curso de ação
Abordagem orientada para os sistemas de informação
Laudon, Kenneth C. and Laudon, Jane P. (2018). “Essentials of
Management Information Systems. Managing the Digital Firm”.
13th Edition. Pearson, Prentice Hall.
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Exemplo 2: como analisar um caso de estudo
Abordagem estruturada a um caso de estudo
• um caso de estudo ajuda a tomar um cenário de mundo real dos
negócios, onde é pedida ação como decisores e resolvedores de
problemas. Um caso de estudo apresenta factos de uma dada
organização (real ou fictícia). O desafio proposto por um caso de estudo
consiste na análise do caso, concentrando-se o aluno nos factos mais
importantes e usando esta informação para determinar as
oportunidades e problemas que afetam a organização em causa. Devem
ser propostos cursos de ação alternativos de forma a lidar com os
problemas identificados
• a análise de um caso de estudo não se deve reduzir ao sumário do caso.
Deve identificar os seus aspetos chave e problemas, listar e avaliar os
cursos de ação alternativos e propor as recomendações mais adequadas
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Exemplo 2: como analisar um caso de estudo
Identificação dos factos principais que caracterizam o caso
• Ler o caso de estudo várias vezes de modo a se familiarizar com a informação que contém. Tomar
a devida atenção a todos os seus elementos tais como tabelas, figuras e outros elementos.
Muitos casos de estudo apresentam cenários que, como na vida real, possuem uma grande
quantidade de informação
• Alguns dos factos apresentados são mais relevantes que outros, para a identificação do problema.
Embora se deva assumir que os factos e os valores no caso prático são verdadeiros, as frases,
julgamentos e decisões descritas no caso prático devem ser questionadas. Sublinhe e liste os
factos mais importantes e os valores que o ajudem a definir o problema ou questão central
• Se os factos principais ou valores não estão disponíveis, pode tomar pressupostos, que devem no
entanto ser razoáveis, face à situação. A qualidade e adequação das suas conclusões podem
depender dos pressupostos realizados
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Exemplo 2: como analisar um caso de estudo
Identificar os aspetos críticos do caso
• use os factos proporcionados pelo caso de estudo para identificar o problema
principal que ocorre no contexto apresentado. Muitos casos práticos apresentam
diversas questões e problemas associados. Identificar os mais relevantes e
separar o acessório do essencial é a primeira tarefa. Deve ser capaz de descrever
o problema ou desafio numa breve frase, quando muito num parágrafo
composto. Deve ser capaz de explicar como este problema afeta a estratégia ou
desempenho da organização
• necessita de explicar porque é que o problema ocorre. Qual a origem do
problema ou desafio: um ambiente em mudança; novas oportunidades; uma
diminuição de mercado; ou devido a processos de negócio desadequados tanto
internos como externos. No caso de problemas relacionados com os Sistemas de
Informação, deve ter em especial atenção o papel desempenhado pela
tecnologia, bem como o comportamento da organização e a sua gestão
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Exemplo 2: como analisar um caso de estudo
Identificar os aspetos críticos do caso
Os problemas dos Sistemas de Informação, no mundo real, aparecem normalmente associados a uma combinação de fatores
relacionados com a tecnologia, gestão e aspetos de organização. Quando se identifica um aspeto chave ou problema, deve
ser analisado de que tipo de problema se trata: um problema de gestão; um problema de tecnologia; um problema
organizacional; ou uma combinação destes? Quais os fatores associados à gestão, organização e tecnologia contribuíram para
o problema?
• Para determinar se se trata de um problema associado a fatores de gestão, verifique se os gestores exercem uma
liderança adequado da organização e da monitorização do desempenho organizacional. Considere igualmente a
natureza da tomada de decisão de gestão: possuem os gestores informação suficiente para desempenhar o seu
papel? Ou falham no aproveitamento da informação que tem disponível?
• Para determinar se se trata de um problema associado a fatores de tecnologia, examine as questões que são
levantadas pela infraestrutura de tecnologias de informação da organização: o hardware, o software, as redes e
infraestrutura de telecomunicações e a gestão de dados e dos ficheiros tradicionais. Considere também se existem os
recursos humanos e materiais necessários para usar a tecnologia de um modo eficaz
• Para determinar se se trata de um problema associado a fatores de organização, devem ser examinados os aspetos
que derivam da estrutura da organização, da sua cultura, dos processos de negócio, dos grupos de trabalho, das
divisões entre grupos de interesse, do relacionamento com outras organizações, bem como do impacto das
mudanças do ambiente externo na organização, como é o caso de mudanças na regulamentação, condições
económicas, ou pelas ações de competidores, clientes e fornecedores
• Deve decidir quais destes fatores – ou combinação de fatores – que se revelam como os mais importantes para
explicar porque é que o problema ocorre.
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Exemplo 2: como analisar um caso de estudo
Especificar cursos de ação alternativa
• listar os cursos de ação possíveis para resolver o problema identificado. Para os problemas
relacionados com os Sistemas de Informação, verificar quais são os que exigem a criação ou a
modificação de um Sistema de Informação já existente
• devem também ser colocadas as seguintes questões: É necessário considerar novas
tecnologias, processos de negócio, estruturas organizacionais ou novos comportamentos de
gestão? Quais as mudanças que é necessário considerar nos processos da organização, para
cada uma das alternativas? Que políticas de gestão é necessário implementar em cada uma
das alternativas?
• Lembrar que existe uma diferença entre o que a organização deve fazer e o que pode fazer.
Algumas soluções são demasiado caras ou de operacionalização difícil. Adicionalmente,
devem ser evitadas as soluções que exigem mais do que os recursos da organização podem
oferecer. Identifique as restrições que limitam a escolha das soluções e verifique se cada
alternativa é viável face a estas restrições
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Exemplo 2: como analisar um caso de estudo
Avaliar cada um dos cursos de ação
• avaliar cada alternativa recorrendo aos factos e tópicos anteriormente
identificados, em função do contexto e informação disponível. Identificar os
custos e os benefícios de cada alternativa
• colocar as seguintes questões: “Qual será o resultado esperado de
determinado curso de ação?”. Listar os riscos bem como as recompensas
associadas com cada um dos possíveis cursos de ação. É cada recomendação
realizada viável do ponto de vista técnico, operacional e financeiro?
• por último, assegure que os pressupostos tomados para suporte à decisão
realizada, são enunciados de forma explicita e correspondem a práticas e
critérios de razoabilidade aceites no contexto das atividades referidas no caso
de estudo
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Exemplo 2: como analisar um caso de estudo
Recomendar o melhor curso de ação
• especificar qual o curso de ação escolhido como o melhor e desenvolver uma
explicação detalhada da opção realizada. Pode ser também fornecida uma
explicação porque razão nenhuma das alternativas é adequada (no caso de
não existir uma solução que seja a mais indicada). A recomendação final deve
resultar da análise realizada do caso de estudo. Deve especificar de forma
clara quais os pressupostos tomados para chegar à conclusão enunciada
• muitas vezes, não existe apenas uma apenas uma só decisão correta, e cada
opção possui naturalmente tanto riscos como recompensas. Nestes casos, a
defesa de uma das alternativas é realizada com base no conhecimento de
quem conduz o trabalho (algo que é muito comum, também na vida real)
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Bibliografia
Existem mais textos, mas um clássico…
Um dos livros mais citados, quando
se refere ao uso e exploração dos
casos de estudo enquanto
metodologia
Case Study Research and
Applications: Design and Methods
6th Edition
Robert K. Yin
Sage
ISBN-13 : 978-1506336169
Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Biografia
Luis Borges Gouveia
Professor Catedrático na Faculdade de Ciências e
Tecnologia da Universidade Fernando Pessoa, Porto.
Coordenador do Programa de Doutoramento em Ciência
da Informação, na UFP.
Agregado em Engenharia e Gestão Industrial pela
Universidade de Aveiro e Doutorado em Ciências da
Computação pela Universidade de Lancaster no Reino
Unido.
Os seus interesses estão centrados no uso e exploração do
digital (e da informação) no contexto da atividade humana
e em como melhorar a sua qualidade de vida.
lmbg@ufp.edu.pt
http://homepage.ufp.pt/lmbg/

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Casos de Estudo e Estudos de Caso. Práticas e Operacionalização: como resolver um caso de estudo

  • 1. Casos de Estudo e Estudos de Caso Práticas e Operacionalização Como resolver um caso de estudo ESTIEM - European Students of Industrial Engineering and Management TIMES Local Qualification – EGI, Universidade de Aveiro Luis Borges Gouveia Universidade Fernando Pessoa 16 de Dezembro de 2020
  • 2. Nota prévia • Casos de estudo ou Estudos de caso? • Organização de informação para descrever um dado evento ou fenómeno (caso), numa data perspetiva (de investigação ou pesquisa) • Normalmente associado com as ciências sociais e com uma abordagem aberta (mais estratégia que método) que permite focar o individual em detrimento do geral (preocupação com o caso) • Casos de estudo: termo mais utilizado nas áreas de ciências aplicadas • Estudo de caso: termo adotado em contexto das ciências sociais, nomeadamente nas ciências da educação • Logo, no essencial são duas formas que resulta da tradução de case study, em que a tradução mais literal seria mesmo estudo de caso… Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 3. Metodologias de investigação qualitativas e mistas (qualitativa e quantitativa) Os casos de Estudo são qualitativa, mas… Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 4. E porquê que é que são mistos? “Fenómeno” atual que cria um ambiente de transformação digital No contexto atual, de um ecossistema digital cada vez mais generalizado, qualquer que seja a atividade humana, temos a produção de dados e informação digital que pode ser explorada. Nesse contexto, emergem quantidades massivas de dados (big data), disponíveis de forma generalizada graças a crescentes capacidades de armazenamento e processamento de baixo custo (computação em nuvem – cloud), que tornam mais generalizados, os meios automáticos para o seu processamento, recorrendo a práticas de inteligência artificial com funcionalidade de recolha (sensores e atuadores) e a operação de sistemas e aplicações (Internet das Coisas – IoT).
  • 5. O que é um caso de estudo • Análise aprofundada de um tópico com recurso a múltiplas fontes de evidência • Descrição elaborada, baseada em várias fontes de informação que, cruzadas, proporcionam uma reflexão mais profunda • Ideal para situações onde se pretende: • Como algo acontece • Dinâmicas numa situação de vida real • Entender ou explicar uma situação complexa • Explorar uma situação que não está bem definida Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 6. Ponto 1 • Envolve o estudo intensivo e detalhado de uma entidade bem definida, o caso (em Ciências Humanas e Sociais): • Indivíduos • Atributos dos indivíduos • Ações e interações • Atos de comportamentos • Ambientes, incidentes e acontecimentos • Coletividades • FOCO – coerência de objeto (tratar sempre o mesmo objeto) Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 7. Ponto 2 • Examinar o caso (ou um pequeno número de casos) • Em detalhe • Em profundidade • No seu contexto natural • Reconhecendo a sua complexidade • Recorrendo a todos os métodos que se revelam apropriados • FLEXIBILIDADE – diversidade no recurso a diferentes ferramentas e métodos (desde que devidamente integrados) Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 8. Ponto 3 • O objetivo do trabalho a realizar é holístico • Sistémico • Amplo • Integrado • …de descrição compacta • Robert Yin: “Investigação empírica que estuda um fenómeno no seu ambiente natural, quando as fronteiras entre o fenómeno e o contexto não bem definidas e em que múltiplas fontes de evidências são usadas” • John Creswell: “Pesquisa por exploração de um sistema limitado no tempo e em profundidade, através de uma recolha de dados envolvendo fontes múltiplas de informação ricas no contexto” Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 9. Investigação – procurar por vestígios Ondeeoquê Explorar Comoequando Descrever Quemeporquê Explicar EstudodeCaso Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 10. A outra metade Pesquisa – procurar pelo questionamento • Começar por: • O que estudar e qual o problema • Onde procurar • O que procurar • Como procurar • O que recolher • Como apresentar • O quê • Formuladas como questão(ões) • Formuladas como hipótese(s) CasodeEstudo Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 11. Síntese do que é um Caso de Estudo Clara Pereira Coutinho (2019, p. 336) “Uma investigação empírica (Yin, 1994); que se baseia no raciocínio indutivo (Gómez et al., 1996); que depende fortemente do trabalho de campo (Punch, 1998); que não é experimental (Ponte, 1994); que se baseia em fontes de dados múltiplas e variadas (Yin, 1994).” Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 12. Caso de estudo proporciona • Uma unidade de análise • Recurso que permite • Suportar uma posição • Criar uma representação • Analisar um interesse especial • Comunicação uma perspetiva/argumento • Proporcionar uma oportunidade de reflexão • Vários destes, mas não todos… Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 13. Análise por recolha de evidências • Documentação • Entrevistas • questionários • Observação direta • Observação participada • Dispositivos de sensores e atuadores (artefactos) • Simulação • Vários em conjunto -> triangulação Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 14. O processo • Determinar ou definir a questão de pesquisa • As questões que resultam e resistem ao teste do “Como” & “Porquê” • Deve ser um conjunto preciso e bem delimitado de eventos e interrelações associadas • Selecionar os casos e as técnicas de análise e recolha de evidências • Não é um estudo quantitative ou uma amostragem, cada caso de estudo deve maximizer o que se pretende estudar ou aprender • Se foram vários casos de estudo, devem proporcionar resultados que adicioam para o estudo como um todo • Preparar a recolha de dados • Deve ser sistemática e precisa, com planeamento prévio • Recolha de dados e sua avaliação • Tratamento e apresentação • Contar uma história, baseada: • Na questão de pesquisa • Nos dados recolhidos • Nas evidências Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 15. Analisar as evidências Considerando a questão de pesquisa e os dados obtidos • Correspondência de padrões: um conjunto de resultados é previsto e, em seguida, comparado com os resultados reais • Construção de explicação: uma explicação particular (por exemplo, teoria) usa para analisar os dados Análise de série temporal: olha para as tendências ao longo do tempo, combinando com possíveis explicações • Modelos lógicos: um complexo cadeia de eventos e analisa a relação entre as variáveis ​​independentes (causas) e as variáveis ​​dependentes (eventos) • Síntese cruzada de casos: os resultados são analisados ​​através dos casos e generalizações feitas Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 16. Escrever um caso de estudo • Lembre-se do seu público • Use uma técnica de escrita como a redação de contos linear (cada elemento move a narrativa para frente) • Aberturas: prenda a atenção do leitor (sumário executivo, pirâmide invertida) • As cenas devem seguir uma ordem lógica e ilustrar um ponto, conceito ou questão relacionada ao(s) problema(s) a resolver • a narrativa com intenção (não deve ser simplesmente uma recitação de eventos) • relacionar diretamente os problemas / questões exploradas (por exemplo, vincular a narrativa à questão de pesquisa) • Fornecer apenas os detalhes relevantes (e indicar adicionais, se for o caso) Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 17. Um guia operacional para a apresentação de um caso de estudo http://www2.pathfinder.org/site/DocServer/m_e_tool_series_case_study.pdf 1. Introducão e justificação 2. Metodologia 3. O problema 4. O percurso realizado para lidar com o problema 5. Resultados 6. Os desafios e como se lidou com a sua superação 7. Além dos resultados 8. Lições aprendidas (análise de resultados) 9. Conclusões 10. Apêndices Metodologia a. Como foi feito o processo? (descrever o processo de seleção do caso e as fontes de recolha dos dados e a forma como estes foram obtidos) b. Que suposições existem? (pressupostos) c. Existe alguma limitação com o método? d. Quais os instrumentos usados ​​para a recolha de dados? (incluir todos ou parte em apêndice) e. Que amostra(s) foram usadas? f. Qual o local(is) e período(s) de tempo de recolha dos dados? Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 18. A apresentação é importante Modelo para um caso de estudo de negócio (CEN) 1. Resumir e destacar o essencial 2. Ser claro e conciso 3. Descrever a sua visão de forma clara 4. Demonstrar o valor e o benefício que o projeto/”coisa” traz para a empresa ou para o cliente 5. Ser consistente em estilo Modelo de estrutura de um CEN Resumo Executivo / Desafio / Principais Destaques: resumo sucinto e eficaz para a audiência (líderes corporativos) examinarem rapidamente e obterem a essência do caso de estudo Declaração do problema: detalha o propósito da análise. Reúne os problemas que se pretende tratar Descrição da ideia: centro do estudo de caso. Onde se detalha a solução, se explica o raciocínio e descreve as suas vantagens Impacto / resultados financeiros: demonstração de que a ideia vale a pena ser considerada. Explicar o impacto da proposta no negócio ou projeto (os clientes que usaram a solução, serviços ou produtos beneficiaram…) Execução: discutir o planeamento, condições, riscos e métricas para executar a solução. As etapas de ação se alcançar os resultados desejados (quais os problemas e riscos e como foram mitigados?) Modelos de apresentação: 10+ Successful Case Study Examples (Design Tips + Free Case Study Templates) https://slideuplifts.medium.com/10-successful-case-study-examples-design-tips-free-template-af748f6f8c2a Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 19. Passo a passo da escrita de um caso de estudo https://bohatala.com/how-to-write-a-case-study/ Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 20. Contar uma história • O processo é semelhante ao de passar conhecimento por via oral, contando uma história • Tem em consideração a audiência • Adota o nível de detalhe e rigor considerado adequado para a situação • Proporciona em si, as ferramentas conceptuais para ser entendido • Permite ao leitor/ouvinte, construir o seu próprio resultado, seguindo o processo • Mais do que conteúdos, proporciona contextos para obter experiências Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 21. Casos de estudo • Como Fazer um caso de estudo https://www.wikihow.com/Do-a-Case-Study • Apresenta três abordagens: • Planear um caso de estudo académico • Realizar atividade de pesquisa baseada em casos de estudo • Escrever um caso de estudo para negócios • Acrescentaria: • Escrever um caso de estudo para ensino e aprendizagem • Analisar um caso de estudo existente (numa dada área de estudo) Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 22. Exemplo 1: caso de estudo para ensino e aprendizagem Avaliação de tecnologia A empresa X pretende digitalizar o seu arquivo documental. Para o efeito estabeleceu como objetivo prioritário garantir que todo o material selecionado para a sua operação terá que ser digitalizado no período de 6 meses. Este prazo foi estabelecido com base na necessidade imperiosa de garantir que a fase de transição ocorra precisamente num período que minimiza o risco de destabilização da empresa e da sua gestão administrativa – o período de férias. Segundo o estudo inicial, existem 56.000 documentos que é necessário digitalizar, com uma média de 6 páginas cada (apenas foi considerado o uso de páginas A4). Adicionalmente, foram reunidos os seguintes dados sobre a operação, conforme descrito a seguir: • opção de compra de scanner A (12 ppm) € 310 • opção de compra de scanner B (26 ppm) € 950 • estação de trabalho com software € 1225 • (o software necessita de 2 minutos para classificar um documento) • custo de operador por mês (um por máquina) € 750 • (tempo mínimo de contrato: 3 meses) Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 23. Exemplo 1: caso de estudo para ensino e aprendizagem Avaliação de tecnologia Pedidos associados 1. Com base nos valores indicados calcule: a. o tempo total disponível, em minutos, para realizar o trabalho dentro do prazo (prazo) b. o tempo total, em minutos, para realizar o trabalho, considerando as duas opções de scanner (tempo de trabalho) 2. Indique o número de equipamentos que são necessários para realizar o trabalho no prazo estabelecido. Analise para as duas opções possíveis, a margem de folga disponível para eventuais falhas (risco). 3. Tendo por base os cálculos efetuados anteriormente, calcule os custos de realização da digitalização do arquivo documental da empresa X. Considere uma margem de 30% de lucro sobre a operação e indique o seu valor? Quais as escolhas possíveis a considerar para a proposta comercial? Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 24. Exemplo 1: caso de estudo para ensino e aprendizagem Avaliação de tecnologia Comentários ao caso de estudo avaliação de tecnologia Existem vários momentos de análise de um problema com este tipo de configuração. Uma aproximação estruturada pode ser constituída pelos seguintes passos: • definir o trabalho: qual a quantidade e qualidade do trabalho a realizar; • avaliar a capacidade: qual a quantidade e qualidade de trabalho que é possível realizar; • definir o projeto: de que forma se pode realizar o trabalho e quais as equações de esforço que servem de base ao trabalho e que constituem os pressupostos para o cálculo efetivo do esforço a realizar; • proceder ao cálculo: com base na equação do esforço de trabalho a realizar e previamente especificada, são recolhidos os dados para cálculo de acordo com alternativas que se podem promover e que devem ser objeto de análise com uma normalização prévia resultante do uso da equação de esforço; • avaliar os resultados: tomar além da análise direta da equação de esforço, também em linha de consideração de outros pressupostos associados com a viabilidade operacional, técnica e económica; • decidir a solução: a decisão técnica pode ser argumentada em função da equação de esforço mas a decisão final tem (e eventualmente deverá ter) uma componente política que tenha em atenção um contexto mais alargado que alinhe a situação técnica com um conhecimento histórico do mesmo e que garanta igualmente um alinhamento com a estratégia do negócio (importância do cliente, risco de falha, fiabilidade e tecnologias e das pessoas, etc.). Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 25. Exemplo 1: caso de estudo para ensino e aprendizagem Avaliação de tecnologia Comentários ao caso de estudo avaliação de tecnologia • Um outro aspeto importante é a questão do prazo que é, caso seja crítico, um indexante do esforço e dos custos associados para realizar o trabalho. Em consequência, é possível considerar que, em muitas situações, se torne possível ter mais equipas para realizar o trabalho de forma a paralelizar o trabalho e conseguir duplicar esforço, desde que a atividade seja possível de ser realizada de forma paralela e independente – o que implica uma adequada organização do trabalho, de acordo com o grau de separação e encadeamento de atividades que permita a sua organização de forma paralela. • A questão do risco: avaliar o risco é importante e a forma mais comum de o fazer é fixando um critério que esteja associado com a equação de esforço. Neste caso, o cumprimento do prazo estipulado, fazendo com que a própria análise do problema esteja alinhada com os custos associados com o dispêndio de tempo associado, no tempo total disponível. • A avaliação contínua do risco é um modo de controlo que permite a gestão da atividade de acordo com as medidas realizadas no momento e o impacto da sua recolha para a conclusão com sucesso do trabalho. Por exemplo, neste caso o tempo de folga permite controlar quando o prazo está a ser ultrapassado face ao uso da folga efetuado até ao momento e dessa forma, antecipar eventuais incumprimentos de prazo. • A escolha de uma solução e os orçamentos. Por vezes compatibilizar os orçamentos de modo a garantir um equilíbrio entre risco e receita (neste caso o lucro) pode ser importante e influenciar ou mesmo determinar os recursos a utilizar. No caso em estudo, tal pode fazer optar por qualquer uma das duas questões, em função do grau de risco que se pretenderá assumir. Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 26. Exemplo 2: como analisar um caso de estudo • Abordagem estruturada a um caso de estudo 1. Identificação dos factos principais que caracterizam o caso 2. Identificar os aspetos críticos do caso 3. Especificar cursos de ação alternativa 4. Avaliar cada um dos cursos de ação 5. Recomendar o melhor curso de ação Abordagem orientada para os sistemas de informação Laudon, Kenneth C. and Laudon, Jane P. (2018). “Essentials of Management Information Systems. Managing the Digital Firm”. 13th Edition. Pearson, Prentice Hall. Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 27. Exemplo 2: como analisar um caso de estudo Abordagem estruturada a um caso de estudo • um caso de estudo ajuda a tomar um cenário de mundo real dos negócios, onde é pedida ação como decisores e resolvedores de problemas. Um caso de estudo apresenta factos de uma dada organização (real ou fictícia). O desafio proposto por um caso de estudo consiste na análise do caso, concentrando-se o aluno nos factos mais importantes e usando esta informação para determinar as oportunidades e problemas que afetam a organização em causa. Devem ser propostos cursos de ação alternativos de forma a lidar com os problemas identificados • a análise de um caso de estudo não se deve reduzir ao sumário do caso. Deve identificar os seus aspetos chave e problemas, listar e avaliar os cursos de ação alternativos e propor as recomendações mais adequadas Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 28. Exemplo 2: como analisar um caso de estudo Identificação dos factos principais que caracterizam o caso • Ler o caso de estudo várias vezes de modo a se familiarizar com a informação que contém. Tomar a devida atenção a todos os seus elementos tais como tabelas, figuras e outros elementos. Muitos casos de estudo apresentam cenários que, como na vida real, possuem uma grande quantidade de informação • Alguns dos factos apresentados são mais relevantes que outros, para a identificação do problema. Embora se deva assumir que os factos e os valores no caso prático são verdadeiros, as frases, julgamentos e decisões descritas no caso prático devem ser questionadas. Sublinhe e liste os factos mais importantes e os valores que o ajudem a definir o problema ou questão central • Se os factos principais ou valores não estão disponíveis, pode tomar pressupostos, que devem no entanto ser razoáveis, face à situação. A qualidade e adequação das suas conclusões podem depender dos pressupostos realizados Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 29. Exemplo 2: como analisar um caso de estudo Identificar os aspetos críticos do caso • use os factos proporcionados pelo caso de estudo para identificar o problema principal que ocorre no contexto apresentado. Muitos casos práticos apresentam diversas questões e problemas associados. Identificar os mais relevantes e separar o acessório do essencial é a primeira tarefa. Deve ser capaz de descrever o problema ou desafio numa breve frase, quando muito num parágrafo composto. Deve ser capaz de explicar como este problema afeta a estratégia ou desempenho da organização • necessita de explicar porque é que o problema ocorre. Qual a origem do problema ou desafio: um ambiente em mudança; novas oportunidades; uma diminuição de mercado; ou devido a processos de negócio desadequados tanto internos como externos. No caso de problemas relacionados com os Sistemas de Informação, deve ter em especial atenção o papel desempenhado pela tecnologia, bem como o comportamento da organização e a sua gestão Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 30. Exemplo 2: como analisar um caso de estudo Identificar os aspetos críticos do caso Os problemas dos Sistemas de Informação, no mundo real, aparecem normalmente associados a uma combinação de fatores relacionados com a tecnologia, gestão e aspetos de organização. Quando se identifica um aspeto chave ou problema, deve ser analisado de que tipo de problema se trata: um problema de gestão; um problema de tecnologia; um problema organizacional; ou uma combinação destes? Quais os fatores associados à gestão, organização e tecnologia contribuíram para o problema? • Para determinar se se trata de um problema associado a fatores de gestão, verifique se os gestores exercem uma liderança adequado da organização e da monitorização do desempenho organizacional. Considere igualmente a natureza da tomada de decisão de gestão: possuem os gestores informação suficiente para desempenhar o seu papel? Ou falham no aproveitamento da informação que tem disponível? • Para determinar se se trata de um problema associado a fatores de tecnologia, examine as questões que são levantadas pela infraestrutura de tecnologias de informação da organização: o hardware, o software, as redes e infraestrutura de telecomunicações e a gestão de dados e dos ficheiros tradicionais. Considere também se existem os recursos humanos e materiais necessários para usar a tecnologia de um modo eficaz • Para determinar se se trata de um problema associado a fatores de organização, devem ser examinados os aspetos que derivam da estrutura da organização, da sua cultura, dos processos de negócio, dos grupos de trabalho, das divisões entre grupos de interesse, do relacionamento com outras organizações, bem como do impacto das mudanças do ambiente externo na organização, como é o caso de mudanças na regulamentação, condições económicas, ou pelas ações de competidores, clientes e fornecedores • Deve decidir quais destes fatores – ou combinação de fatores – que se revelam como os mais importantes para explicar porque é que o problema ocorre. Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 31. Exemplo 2: como analisar um caso de estudo Especificar cursos de ação alternativa • listar os cursos de ação possíveis para resolver o problema identificado. Para os problemas relacionados com os Sistemas de Informação, verificar quais são os que exigem a criação ou a modificação de um Sistema de Informação já existente • devem também ser colocadas as seguintes questões: É necessário considerar novas tecnologias, processos de negócio, estruturas organizacionais ou novos comportamentos de gestão? Quais as mudanças que é necessário considerar nos processos da organização, para cada uma das alternativas? Que políticas de gestão é necessário implementar em cada uma das alternativas? • Lembrar que existe uma diferença entre o que a organização deve fazer e o que pode fazer. Algumas soluções são demasiado caras ou de operacionalização difícil. Adicionalmente, devem ser evitadas as soluções que exigem mais do que os recursos da organização podem oferecer. Identifique as restrições que limitam a escolha das soluções e verifique se cada alternativa é viável face a estas restrições Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 32. Exemplo 2: como analisar um caso de estudo Avaliar cada um dos cursos de ação • avaliar cada alternativa recorrendo aos factos e tópicos anteriormente identificados, em função do contexto e informação disponível. Identificar os custos e os benefícios de cada alternativa • colocar as seguintes questões: “Qual será o resultado esperado de determinado curso de ação?”. Listar os riscos bem como as recompensas associadas com cada um dos possíveis cursos de ação. É cada recomendação realizada viável do ponto de vista técnico, operacional e financeiro? • por último, assegure que os pressupostos tomados para suporte à decisão realizada, são enunciados de forma explicita e correspondem a práticas e critérios de razoabilidade aceites no contexto das atividades referidas no caso de estudo Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 33. Exemplo 2: como analisar um caso de estudo Recomendar o melhor curso de ação • especificar qual o curso de ação escolhido como o melhor e desenvolver uma explicação detalhada da opção realizada. Pode ser também fornecida uma explicação porque razão nenhuma das alternativas é adequada (no caso de não existir uma solução que seja a mais indicada). A recomendação final deve resultar da análise realizada do caso de estudo. Deve especificar de forma clara quais os pressupostos tomados para chegar à conclusão enunciada • muitas vezes, não existe apenas uma apenas uma só decisão correta, e cada opção possui naturalmente tanto riscos como recompensas. Nestes casos, a defesa de uma das alternativas é realizada com base no conhecimento de quem conduz o trabalho (algo que é muito comum, também na vida real) Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 34. Bibliografia Existem mais textos, mas um clássico… Um dos livros mais citados, quando se refere ao uso e exploração dos casos de estudo enquanto metodologia Case Study Research and Applications: Design and Methods 6th Edition Robert K. Yin Sage ISBN-13 : 978-1506336169 Luis Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 35. Biografia Luis Borges Gouveia Professor Catedrático na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Fernando Pessoa, Porto. Coordenador do Programa de Doutoramento em Ciência da Informação, na UFP. Agregado em Engenharia e Gestão Industrial pela Universidade de Aveiro e Doutorado em Ciências da Computação pela Universidade de Lancaster no Reino Unido. Os seus interesses estão centrados no uso e exploração do digital (e da informação) no contexto da atividade humana e em como melhorar a sua qualidade de vida. lmbg@ufp.edu.pt http://homepage.ufp.pt/lmbg/