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A oportunidade de
um novo normal
no ensino superior
Luis Borges Gouveia
Universidade Fernando Pessoa
Lmbg@ufp.edu.pt
13 de Maio 2020
Vivemos um tempo de transição do choque do confinamento
para a retoma da atividade corrente
vivemos de criação de uma normalidade nova
Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Definições avulso…
• 1. e-learning: ensino (e aprendizagem) de base digital
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5. parece ser h-learning ou homelearning e
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Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
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de EaD tradicional fica em suspenso
face ao recurso a estes meios e ainda
por cima com referência explícita a
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ou 25% de componente presencial é o novo
normal? Exames?) Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Transformação digital
Modificação dos modelos de negócio e valor de organizações e pessoas
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Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
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Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
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Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
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“Enquanto a Internet permitiu que mais
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elas estão afogadas em dados. Daí resulta um
manancial inesgotável de rumores, mentiras,
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informações que apenas confirmam aquilo em
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Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Ensino e aprendizagem
Da geografia humana à geografia ciber
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technology/?fbclid=IwAR3bWAx4X1EEVhvBMIxmZ9FME6Im4hhyO3yLedHonvw5Lpx4OFz7Zq-miiw
Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Contexto – o ecossistema baseado em informação
digital
• Exigências de um modo onde o conhecimento é chave
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• Requer a aprendizagem ativa em ambientes complexos e ricos em informação, que ofereçam
oportunidades de desenvolver, aplicar, ponderar e praticas as competências críticas
• Equipar os alunos com as capacidades de gerir a sua própria aprendizagem ao
longo da vida, para os capacitar para ciclos contínuos de aprender – desaprender
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• “the illiterate of the 21st century will not be those who cannot read and write, but those who
cannot learn, unlearn and relearn” Alvin Tofler (1928, 2016)
https://teachonline.ca/tools-trends/how-teach-online-student-success/new-pedagogy-emerging-and-online-learning-key-contributing-factor
Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
Contexto – expectativas de quem «quer» aprender
• Aprender para o emprego (“bons” empregos e “bem” renumerados)
• Implica orientação para o mercado e para a aplicabilidade do conhecimento
• Diverge do sentido das IES nas suas propostas fundadoras (enquanto casas do
conhecimento e suas guardiãs e enquanto espaço de discussão da verdade
plural)
• O mundo real possui um elevado componente de tecnologia e de
(informação) digital
• Implica que as tecnologias sejam efetivamente utilizadas sempre que
apropriado para suportar a aprendizagem e desenvolver as competências
tecnológicas e informacionais relacionadas (ferramentas)
• Implica a capacidade de dominar de modo adequado os temas de
conhecimento em análise (relacionamento/associação de conteúdos)
https://teachonline.ca/tools-trends/how-teach-online-student-success/new-pedagogy-emerging-and-online-learning-key-contributing-factor
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Contexto – novas tecnologias (emergência para o
contexto do ensino e aprendizagem efetiva)
• Lidar com o avanço contínuo das tecnologias de informação e
comunicação
• Dispositivos móveis, robots, impressoras 3d, etc.
• Explorar o potencial das tecnologias digitais
• Redes sociais, bibliotecas digitais, a Web, etc.
• Proporcionam ao utilizador final mais controlo, pelo acesso, criação e
partilha de conhecimento
• Permite empoderar quem aprende e quem ensina
• Permite modelar a motivação e a relevância do conteúdo
• Reescreve o laço emocional do processo de aprendizagem (empatia, …)
https://teachonline.ca/tools-trends/how-teach-online-student-success/new-pedagogy-emerging-and-online-learning-key-contributing-factor
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Tendências para uma nova pedagogia
1. Um movimento para a aprendizagem aberta, tornando esta mais
acessivel e flexível
• A sala de aula e o tempo horário deixam de ser o centro da aprendizagem, abrindo
lugar ao projeto e a formas de relacionamento mais flexíveis (incluindo EaD)
2. Uma partilha de poder maior entre quem ensina e quem aprende. Tal
implica uma mudança do foco nos conteúdos e métodos para o suporte e
a negociação
• Necessidade de desenvolver a autonomia de quem aprende e de criar um
ecossistema para a gestão independente do seu processo de ensino e aprendizagem
3. Um uso crescente da tecnologia também para suportar toda a
envolvente do processo de ensino e aprendizagem
• Novas formas de avaliação, novos meios de gestão de relacionamento e de suporte à
colaboração e dinâmicas entre alunos
https://teachonline.ca/tools-trends/how-teach-online-student-success/new-pedagogy-emerging-and-online-learning-key-contributing-factor
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Aspetos associados com a transformação do
processo de ensino e aprendizagem
• Aprendizagem mista (presença e distância, Blending learning)
• Abordagens colaborativas
• Construção de conhecimento / criação de comunidades de prática / gestão do
conhecimento
• Uso e exploração de recursos educacionais e materiais em regime aberto
• Conteúdos, estratégias, ferramentas, analógico, digital
• Aumento do controlo, escolha e independência por parte de quem
aprende
• Em qualquer lugar, a qualquer hora, de qualquer modo, em necessidades
de aprendizagem
• Novas formas de avaliação
• Aprendizagem em linha, não formal e auto dirigida
https://teachonline.ca/tools-trends/how-teach-online-student-success/new-pedagogy-emerging-and-online-learning-key-contributing-factor
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Prólogo
Notas sobre o ensino superior
Nota sobre a sustentabilidade das IES
• O ecossistema da transformação digital também afeta as instituições de
ensino superior
• Os movimentos para a sustentabilidade das IES seguem as novas máximas
dos intangíveis que afetam a atividade humana (Haskel e Westlake, 2019)
• Escalabilidade (uso em restrições físicas de acordo com as disponibilidades logísticas)
• Irrecuperabilidade (difícil recuperação do valor em caso de não sucesso)
• Externalidade (usar o conhecimento não impede de outros fazerem o mesmo, não
rivais)
• Sinergia (ideias combinam bem com outras ideias, originando mais valias não
esperadas)
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Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
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do iluminismo, a globalização técnica é de facto
um processo em simultâneo ingovernável, no
estado atual do mundo, e sem finalidade,
desprovido de todo o tipo de objetivo definido. Em
suma, não sabemos para onde vamos nem por que
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Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt

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A oportunidade de um novo normal no ensino superior

  • 1. A oportunidade de um novo normal no ensino superior Luis Borges Gouveia Universidade Fernando Pessoa Lmbg@ufp.edu.pt 13 de Maio 2020
  • 2. Vivemos um tempo de transição do choque do confinamento para a retoma da atividade corrente vivemos de criação de uma normalidade nova Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 3. Definições avulso… • 1. e-learning: ensino (e aprendizagem) de base digital • 2. b-learning: ensino (e aprendizagem) de extensão digital misto, presencia e por meio digital • 3. m-learning: ensino (e aprendizagem) de base digital por meio de dispositivos móveis • 4. EaD: ensino a distância • 5. c-learning: ensino (e aprendizagem) de base digital como resposta de emergência à COVID-19 • Observações 1 não é o mesmo que 4 2 não é o mesmo que 1 ou 4 3. não é o mesmo que 1 ou 2 ou 4 4 não é o mesmo que 5 5. parece ser h-learning ou homelearning e talvez siga as leis do homeworking (que por sua vez não é o mesmo que teletrabalho) Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 4. Existe um h-learning? Home-learning sim, desconfio que Covid-learning não… • assim, esta estirpe de e-learning fundada pela emergência do Corona Vírus e da sua doença associada Covid-19, parece estar a criar o h- learning (terá necessariamente regras e enquadramento diferenciado do EaD, para bem de todos os atores e instituições envolvidas) • em paralelo, o enquadramento legal de EaD tradicional fica em suspenso face ao recurso a estes meios e ainda por cima com referência explícita a ensino a distância (conflito a rever, com diplomas legais existentes? ou 25% de componente presencial é o novo normal? Exames?) Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 5. Transformação digital Modificação dos modelos de negócio e valor de organizações e pessoas
  • 6. Os “novos” tempos Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 7. Transformação digital • Mudanças associadas com a aplicação de tecnologia digital em todos os aspetos da atividade humana • A transformação digital pode ser considerada a terceira fase da adoção do digital: • Competências digitais • Literacia digital • Transformação digital • O uso e exploração do digital possibilita novos tipos de inovação e criatividade que alavancam os métodos tradicionais de atividade humana • A força de trabalho muda do modo analógico para o digital • Exige uma nova abordagem da organização (e do responsável pela informação) • Do estado “modo de sobrevivência”, para o estado de “produção de valor” Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 8. Qual a força do digital para a mudança? Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 9. A nova realidade das plataformas digitais do intermediário ao agregador • Uber (https://www.uber.com/) • a maior companhia de táxis que não possui veículos próprios • Facebook (https://www.facebook.com/) • o maior dono de conteúdos multimédia que não cria os seus conteúdos • Alibaba (https://www.alibaba.com/) • o retalhista mais valorizado que não possui inventário • Airbnb (https://www.airbnb.com/) • o maior fornecedor de alojamentos que não é dono de imobiliário • Plataformas de elearning & MOOCs • MOOCs (?) EDX, FutureLearn, Udemy e outras… Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 10. Acesso à informação um jogo complexo, sofisticado e de rápida transformação • A regulação do acesso à informação modela o comportamento de uma sociedade (para os dados, o RGPD…) • Diversos exemplos: • Controlo de sistemas de distribuição de software • Desenvolvimento de plataformas digitais • Aplicações com oferta de funcionalidades fechadas • Aquisição de serviços complementares com expressão económica ou de comunidades • Inibição do uso de sistemas e/ou aplicações • Ligações assimétricas de Internet • Regulação de débitos e custos de comunicação de dados Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 11. Preservar conhecimento e identificar a informação crítica “Enquanto a Internet permitiu que mais pessoas tenham mais acesso a mais informação do que nunca, também lhes deu a ilusão do conhecimento, quando na verdade elas estão afogadas em dados. Daí resulta um manancial inesgotável de rumores, mentiras, análise pouco séria, especulação e propaganda - e a tendência para «procurar informações que apenas confirmam aquilo em que acreditamos»” Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 12. Ensino e aprendizagem Da geografia humana à geografia ciber
  • 13. Para melhorar a educação, o foco deve ser na pedagogia estratégias de aprendizagem) e não na tecnologia • O uso de TIC no contexto escolar não aumenta o desempenho por si mesmo • MAS: com um professor que fomente um desenvolvimento independente, criativo, de pensamento crítico SIM • Metodologias ativas (processo de aprendizagem em que os alunos participam ativamente da construção do conhecimento): • Maquetes (construção de conhecimento, com o analógico também presente) • Sala de aula invertida (Flipped Classroom) • Aprendizagem baseada em problemas (Problem Based Learning) • Uso e exploração de jogos / gamificação (Gamefication) • …. • CRIA redes de aprendizagem e REFAZ a distribuição de poder https://oeb.global/oeb-insights/to-improve-education-focus-on-pedagogy-not- technology/?fbclid=IwAR3bWAx4X1EEVhvBMIxmZ9FME6Im4hhyO3yLedHonvw5Lpx4OFz7Zq-miiw Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 14. Contexto – o ecossistema baseado em informação digital • Exigências de um modo onde o conhecimento é chave • Desenvolvimento contínuo de novo conhecimento • Como descobrir, analisar, avaliar e aplicar conhecimento que está em constante alteração e crescimento? • Pressão para a aplicação do conhecimento de acordo com as exigências do tempo atual • Recurso a competências como saber qual a informação crítica, como aprender de forma autónoma, como usar as TIC e os dados num contexto específico e ser empreendedor • Requer a aprendizagem ativa em ambientes complexos e ricos em informação, que ofereçam oportunidades de desenvolver, aplicar, ponderar e praticas as competências críticas • Equipar os alunos com as capacidades de gerir a sua própria aprendizagem ao longo da vida, para os capacitar para ciclos contínuos de aprender – desaprender – reaprender • “the illiterate of the 21st century will not be those who cannot read and write, but those who cannot learn, unlearn and relearn” Alvin Tofler (1928, 2016) https://teachonline.ca/tools-trends/how-teach-online-student-success/new-pedagogy-emerging-and-online-learning-key-contributing-factor Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 15. Contexto – expectativas de quem «quer» aprender • Aprender para o emprego (“bons” empregos e “bem” renumerados) • Implica orientação para o mercado e para a aplicabilidade do conhecimento • Diverge do sentido das IES nas suas propostas fundadoras (enquanto casas do conhecimento e suas guardiãs e enquanto espaço de discussão da verdade plural) • O mundo real possui um elevado componente de tecnologia e de (informação) digital • Implica que as tecnologias sejam efetivamente utilizadas sempre que apropriado para suportar a aprendizagem e desenvolver as competências tecnológicas e informacionais relacionadas (ferramentas) • Implica a capacidade de dominar de modo adequado os temas de conhecimento em análise (relacionamento/associação de conteúdos) https://teachonline.ca/tools-trends/how-teach-online-student-success/new-pedagogy-emerging-and-online-learning-key-contributing-factor Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 16. Contexto – novas tecnologias (emergência para o contexto do ensino e aprendizagem efetiva) • Lidar com o avanço contínuo das tecnologias de informação e comunicação • Dispositivos móveis, robots, impressoras 3d, etc. • Explorar o potencial das tecnologias digitais • Redes sociais, bibliotecas digitais, a Web, etc. • Proporcionam ao utilizador final mais controlo, pelo acesso, criação e partilha de conhecimento • Permite empoderar quem aprende e quem ensina • Permite modelar a motivação e a relevância do conteúdo • Reescreve o laço emocional do processo de aprendizagem (empatia, …) https://teachonline.ca/tools-trends/how-teach-online-student-success/new-pedagogy-emerging-and-online-learning-key-contributing-factor Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 17. Tendências para uma nova pedagogia 1. Um movimento para a aprendizagem aberta, tornando esta mais acessivel e flexível • A sala de aula e o tempo horário deixam de ser o centro da aprendizagem, abrindo lugar ao projeto e a formas de relacionamento mais flexíveis (incluindo EaD) 2. Uma partilha de poder maior entre quem ensina e quem aprende. Tal implica uma mudança do foco nos conteúdos e métodos para o suporte e a negociação • Necessidade de desenvolver a autonomia de quem aprende e de criar um ecossistema para a gestão independente do seu processo de ensino e aprendizagem 3. Um uso crescente da tecnologia também para suportar toda a envolvente do processo de ensino e aprendizagem • Novas formas de avaliação, novos meios de gestão de relacionamento e de suporte à colaboração e dinâmicas entre alunos https://teachonline.ca/tools-trends/how-teach-online-student-success/new-pedagogy-emerging-and-online-learning-key-contributing-factor Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 18. Aspetos associados com a transformação do processo de ensino e aprendizagem • Aprendizagem mista (presença e distância, Blending learning) • Abordagens colaborativas • Construção de conhecimento / criação de comunidades de prática / gestão do conhecimento • Uso e exploração de recursos educacionais e materiais em regime aberto • Conteúdos, estratégias, ferramentas, analógico, digital • Aumento do controlo, escolha e independência por parte de quem aprende • Em qualquer lugar, a qualquer hora, de qualquer modo, em necessidades de aprendizagem • Novas formas de avaliação • Aprendizagem em linha, não formal e auto dirigida https://teachonline.ca/tools-trends/how-teach-online-student-success/new-pedagogy-emerging-and-online-learning-key-contributing-factor Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 19. Prólogo Notas sobre o ensino superior
  • 20. Nota sobre a sustentabilidade das IES • O ecossistema da transformação digital também afeta as instituições de ensino superior • Os movimentos para a sustentabilidade das IES seguem as novas máximas dos intangíveis que afetam a atividade humana (Haskel e Westlake, 2019) • Escalabilidade (uso em restrições físicas de acordo com as disponibilidades logísticas) • Irrecuperabilidade (difícil recuperação do valor em caso de não sucesso) • Externalidade (usar o conhecimento não impede de outros fazerem o mesmo, não rivais) • Sinergia (ideias combinam bem com outras ideias, originando mais valias não esperadas) • Para falhar menos e falhar melhor: • Sistemas: Abertos | Descentralizados | Flexíveis | Alternativos • Supostamente menos regulação no como e mais no que… Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 21. Um espaço de incertezas… “…contrariamente ao ideal de civilização herdado do iluminismo, a globalização técnica é de facto um processo em simultâneo ingovernável, no estado atual do mundo, e sem finalidade, desprovido de todo o tipo de objetivo definido. Em suma, não sabemos para onde vamos nem por que razão vamos para lá” Luc Ferry, La Révolution Transhumaniste, 2016 Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 22. Um tempo de renovação, não significa descartar ou romper com o que existe, mas transformar… “Nada nasce do nada. O novo nasce do velho” Bertold Brecht (1898, 1956) Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 23. Oportunidades e necessidade de I&D+i Investigação, Desenvolvimento e inovação ENSINAR E APRENDER terá de ser… D I V E R S O (implica mudança, mas também alternativa) Quem?, quando?, onde?, como?, porque? e para quê? Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt
  • 24. Um novo normal O pós confinamento irá trazer desafios de transformação digital, com impacto na sustentabilidade, reinventando equilíbrios e introduzindo novas formas de fazer o que era feito Luís Borges Gouveia, lmbg@ufp.edu.pt