luciano meira
psicologia cognitiva | ufpe
interação discursiva com crianças especiais [M]                  ana cleide

aprendizagem como prática discursiva e imagét...
no nome do encontro, “interação humana” é apenas
ênfase: toda interação é humana

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paradigma sócio-ecológico


       PESSOA
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       tempo 1
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análise interacional

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         distribuída tem conseqüências...
O desenvolvimento humano não pode ser estudado pelas formas estáticas do
ser, mas apenas através da análise direta de proc...
eu-outros

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A ação emerge, é organizada e pode ser interpretada através de um processo no
qual diferentes tipos de fenômenos sígnicos,...
configurações contextuais

   Quando a ação é investigada em termos de configurações contextuais,
   fenômenos que são usu...
linguagem no cognitivismo
individualístico
ahistórico
lógico-proposicional
essencialista
físico-simbólico
computacional
linguagem
corporeidade
emocionalidade

… a linguagem é um modo de ação.
Através da linguagem não apenas
falamos das coisas...
O sentido não é algo que se “tenha em mente”; na
perspectiva da pragmática da linguagem, as noções de
mente e entendimento...
encarnado
intersubjetivo
histórico
dialógico
linguístico
carro na garagem
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focos da análise interacional
     Segmentação (inícios e fins)


     Estrutura do evento
          Eventos possuem uma e...
focos da análise interacional

     Turnos


     Modos de participação
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focos da análise interacional

     Organização espacial da atividade

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carro na garagem
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augusto, 11 meses


              alimentação como prática cultural
              regulação e canalização de comportamento...
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apresentação no primeiro seminário do LAIV, laboratório de análise interacional e videografia da universidade federal de pernambuco, coordenado pelo prof. luciano meira [http://lattes.cnpq.br/0903590025049309]

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  1. 1. luciano meira psicologia cognitiva | ufpe
  2. 2. interação discursiva com crianças especiais [M] ana cleide aprendizagem como prática discursiva e imagética [D] silvia maciel narrativa e bioidentidade [D] karina moutinho produção de sentidos em práticas tradicionais [D] ernani martins arte e produção de sentidos [M] felipe quérette música e corporeidade [M] airma melo conversação com chatterbots [D] isabelle diniz dialogicidade na interação em salas de chat [D] robson santos nomeação e sentido em tag clouds [M] flora matos artefatos e práticas da cultura digital na escola [D] angélica martins colaboradoras pompéia villancha-lyra, UFRPE | relações de apego mãe-criança flávia peres, UFRPE | diálogos entre desenvolvedores e usuários de ambientes digitais
  3. 3. no nome do encontro, “interação humana” é apenas ênfase: toda interação é humana no nome do laboratório, “Análise Interacional” é uma entre outras formas de análise da interação a análise interacional é uma metodologia e, portanto, inclui teoria e métodos de produção e análise de dados filiados a um paradigma em psicologia
  4. 4. paradigma sócio-ecológico PESSOA campo de tempo 1 canalização cultural OUTRO SOCIAL mudança pessoa, ambiente papel, instituição PESSOA campo de tempo 2 canalização cultural
  5. 5. análise interacional Conceber a cognição enquanto social e ecologicamente distribuída tem conseqüências para o método: a análise não procura seus dados na atividade craniana, mas nos detalhes das interações sociais situadas no tempo e no espaço, e particularmente nas interações cotidianas que naturalmente emergem entre membros de comunidades de prática. Nesta perspectiva, artefatos e tecnologias formam um campo social no qual certas atividades tornam-se prováveis, outras possíveis, e outras improváveis ou impossíveis. O objetivo da análise, então, é identificar as regularidades nas formas pelas quais os indivíduos utilizam recursos do mundo social e material no qual eles operam. Brigitte Jordan & Austin Henderson, 1995
  6. 6. O desenvolvimento humano não pode ser estudado pelas formas estáticas do ser, mas apenas através da análise direta de processos de MOVIMENTO, pois os seres humanos estão “INDO” [on the move] o tempo inteiro (mesmo quando, estacionários, estão sonhando ou imaginando coisas). Somos todos MIGRANTES. Jaan Valsiner, 2009
  7. 7. eu-outros cenário artefatos registros discursos gestos tempo
  8. 8. A ação emerge, é organizada e pode ser interpretada através de um processo no qual diferentes tipos de fenômenos sígnicos, instanciados em mídias diversas −os campos semióticos− são justapostos de tal forma que se influenciam mutuamente. Um conjunto localmente relevante de campos semióticos para os quais os participantes de uma atividade demonstradamente se orientam é chamado configuração contextual. No decorrer da ação, novos campos semióticos podem ganhar relevância enquanto outros passam a ser tratados como irrelevantes, fazendo com que as configurações contextuais que oferecem o enquadre, tornam visíveis e constituem a ação passem por um contínuo processo de mudança. 2000
  9. 9. configurações contextuais Quando a ação é investigada em termos de configurações contextuais, fenômenos que são usualmente tratados tão distintamente que se tornam objetos de pesquisa em áreas acadêmicas completamente diferentes, como por exemplo, a linguagem e a estrutura material de um ambiente, podem ser analisados enquanto componentes coordenados de um processo comum voltado à produção social de significados... Esta ênfase na cognição enquanto um processo público e social, mergulhado num mundo histórico e materialmente formatado, é consistente tanto com as perspectivas vygotskianas quanto com os recentes estudos sociais e antropológicos de práticas científicas e profissionais... mas adiciona a estas perspectivas um enfoque acentuado nos detalhes do uso da linguagem e da organização conversacional. Goodwin (2000, p.1490-1491)
  10. 10. linguagem no cognitivismo
  11. 11. individualístico ahistórico lógico-proposicional essencialista físico-simbólico computacional
  12. 12. linguagem corporeidade emocionalidade … a linguagem é um modo de ação. Através da linguagem não apenas falamos das coisas, mas alteramos o curso dos acontecimentos: fazemos com que as coisas ocorram. Rafael Echeverria Ontología del Lenguaje 1994
  13. 13. O sentido não é algo que se “tenha em mente”; na perspectiva da pragmática da linguagem, as noções de mente e entendimento funcionam como construtos sintetizadores de um movimento dialógico; A linguagem é uma forma de ação, para a qual esperamos, sempre, responsividade de um outro dialógico, em contextos interacionais ou “privados”; Produzimos sentidos pelas nossas ações na linguagem, no uso que dela fazemos.
  14. 14. encarnado intersubjetivo histórico dialógico linguístico
  15. 15. carro na garagem mamãe papai bebê guardanapo colher_1 cadeirinha prato babador comida colher_2 cozinha filmadora vovó com Waleska Camboin
  16. 16. focos da análise interacional Segmentação (inícios e fins) Estrutura do evento Eventos possuem uma estrutura interna que é reconhecida e mantida pelos participantes. Estamos interessados nas formas pelas quais os participantes tornam esta estrutura visível para si mesmos e para os outros… como eles “anunciam” que a fronteira de um segmento interacional se aproxima e que o próximo segmento de interação será diferente. Organização temporal, ritmo e periodicidade Seqüencias repetitivas permitem o desenvolvimento de rotinas estáveis e uma infra- estrutura durável no contexto da qual quebras na ação podem ser gerenciadas, fazendo emergir certa preditibilidade na ação. A Análise Interacional busca tanto os aspectos repetivos da ação quanto sua variabilidade.
  17. 17. focos da análise interacional Turnos Modos de participação Processo de engajamento e afastamento da situação interacional caracterizado por alinhamento corporal (usualmente face-a-face, contato viso-ocular regular, tom de voz apropriado para a situação, e outros recursos oferecidos pela situação. Quebras e reparos A análise de quebras no sistema de regras interacionais disponível é um dos melhores métodos para entender como o mundo se apresenta do ponto de vista do outro.
  18. 18. focos da análise interacional Organização espacial da atividade O corpo humano, suas abilidades sensório-motoras e suas formas compartilhadas de orientar-se para o mundo social e material permite certos usos do espaço ao mesmo tempo em que dificulta ou impede outros. Artefatos e documentos Compreender a emergência e manutenção de atividades e interações em função da presença de diferentes artefatos e tecnologias.
  19. 19. carro na garagem mamãe papai bebê guardanapo colher_1 cadeirinha prato babador comida colher_2 cozinha filmadora vovó com Waleska Camboin
  20. 20. augusto, 11 meses alimentação como prática cultural regulação e canalização de comportamentos esperados o “outro” interação com outros sociais através do discurso, gesto e orientação corporal o mundo material engajamento dos participantes com artefatos
  21. 21. para além da academia
  22. 22. luciano meira luciano@meira.com

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