Comunicação organizacional

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Comunicação organizacional

  1. 1. COMUNICAÇÃOCOMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL:ORGANIZACIONAL: possibilidades de atuação para opossibilidades de atuação para o jornalistajornalista Bruno Sampaio Garrido Mestre em Comunicação (Unesp/Bauru) bgarrido@fc.unesp.br
  2. 2. Organizações: o básicoOrganizações: o básico  Conceito geral: grupo de pessoas trabalhando juntas em um sistema aberto e relativamente estruturado e organizado (em torno de técnicas, procedimentos, funções, políticas, normas, capital humano, produtivo e financeiro, etc.) em prol de objetivos comuns e com a finalidade de satisfazer alguma necessidade da sociedade (TORQUATO, 1986; KUNSCH, 2002; PINHO, 2006).  Impactos sociais: gerar riquezas, empregos, pesquisas científicas, invenções, etc.  Modelos: ◦ a) tradicional, vertical ou hierarquizada; ◦ b) aberta; ◦ c) em rede ou horizontal.
  3. 3. Comunicação organizacional: teoriaComunicação organizacional: teoria  Comunicação nas organizações: complexo de ações que precisa caminhar de forma articulada e ordenada para surtir efeito e trazer benefícios às entidades praticantes, tendo em vista a complexidade da estrutura e das relações organizacionais. (TORQUATO, 1986; KUNSCH; 2002; PINHO, 2006).  Processo de relação da empresa com seus públicos de interesse: Deve envolver um mix de comunicação fundamentado em políticas comuns, valores, princípios e diretrizes compartilhados entre os segmentos responsáveis pela comunicação da empresa (BUENO, 2003).  Propostas de comunicação integrada: muitas delas fundamentam se no modelo mecanicista de comunicação, fato que pode comprometer sua implantação e eficácia.  Relação Comunicação X Estrutura Organizacional: quanto mais hierarquizada é a empresa, mais complexa é a comunicação.
  4. 4. Comunicação organizacional: teoriaComunicação organizacional: teoria  Barreiras comunicacionais: a) pessoais; b) burocráticas; c) excesso de informações; d) fragmentação de informações.  A comunicação organizacional, além de processo, precisa ser entendida como uma relação, de modo que permita a estruturação de relações humanas agregadoras e construtivas, levando ao desenvolvimento individual e coletivo, em vez de comportar-se como uma ferramenta de controle (CASAROLI, PERUZZOLO, 2008; BAPTISTA, 2007).  Deve priorizar o aspecto humano, a partir de canais de comunicação livres que permitirão a construção de relações humanas mais saudáveis e benéficas ao ambiente da empresa (KUNSCH, 2006a, 2006b).  Comunicação organizacional = elemento estratégico e integrado à gestão, para ser efetiva (KUNSCH, 2002).
  5. 5. Comunicação organizacional: teoriaComunicação organizacional: teoria Dimensões comunicacionais (KUNSCH, 2006) ◦ Dimensão humana: prescinde as outras duas dimensões, pois diz respeito ao fato de a comunicação constituir o elemento central na existência das organizações, já que ela se dá pelo relacionamento entre as pessoas que nela trabalham. ◦ Dimensão instrumental: é a dimensão mais visível e presente nas organizações. Por meio dela, entende-se a comunicação como um meio de transmitir informações, com o propósito de difundi-las tanto interna quanto externamente. ◦ Dimensão estratégica: por essa dimensão, a comunicação integra as políticas de gestão da empresa, atuando principalmente como um agregador de valores à instituição. Isso implica na necessidade constante em avaliar constantemente as ações comunicativas e verificar se há consonância delas com os objetivos organizacionais, de modo a atingir seus públicos de interesse.
  6. 6. Jornalista: onde e como atuar?Jornalista: onde e como atuar?  Assessoria de imprensa ◦ Atuam tanto na produção de mídias jornalísticas quanto na criação de canais para as organizações se comunicarem com os órgãos de mídia e a sociedade em geral. Além de abastecer os jornalistas com informação sobre seu cliente, as assessorias, dessa forma, procuram criar e firmar uma imagem positiva da organização perante a opinião pública, legitimando, assim, suas ações e a própria existência, de forma a fazer valer seus objetivos e interesses (TORQUATO, 1986; PINHO, 2006; MONTEIRO, 2006). ◦ Papel estratégico: criar e manter fluxos de comunicação da organização com seus públicos de interesse.
  7. 7. Jornalista: onde e como atuar?Jornalista: onde e como atuar?  Funções específicas da assessoria de imprensa ◦ Produção de material jornalístico (função divulgadora e de marketing); ◦ Mediação organização – jornalistas; ◦ “Pautar” os veículos de comunicação e gerenciar o que é publicado acerca da organização; ◦ Subsidiar o cliente com informações jornalísticas relevantes; ◦ Media training; ◦ Suporte às ações comunicacionais globais da organização (como a comunicação interna e o gerenciamento do fluxo de informações).
  8. 8. Jornalista: onde e como atuar?Jornalista: onde e como atuar?  Assessoria de Comunicação ◦ Assume não apenas funções jornalísticas, mas também incorpora ações de relações públicas e, conforme o caso, de publicidade. ◦ Em geral, é composta por jornalistas e/ou RPs. ◦ Mistura entre as atribuições específicas de cada uma dessas funções, especialmente quando se tem apenas uma dessas categorias funcionais. ◦ Funções adicionais: marketing social, imagem institucional, gestão da comunicação em âmbito geral, mediação empresa-públicos de interesse, comunicação interna, clima organizacional, cerimonial, promoção e divulgação de eventos, etc.; ◦ Deve assumir, portanto, um perfil interdisciplinar, em sintonia com outros setores da empresa (administrativo, financeiro, recursos humanos...).
  9. 9. Concluindo...Concluindo...  Não adianta um projeto fantástico se a empresa dá pouco valor à comunicação. Ela certamente terá um efeito limitado, decorativo;  Ações comunicativas dissonantes da cultura e dos valores da empresa estão fadadas ao fracasso;  Trabalhe com metas viáveis, factíveis. Faça o que estiver ao seu alcance e com os recursos e liberdade que lhe oferecerem;  Conheça ao máximo a estrutura, a cultura e as pessoas da empresa, para subsidiar seu trabalho e aumentar as chances de sucesso;  Trabalhe sempre sob um enfoque interdisciplinar. Disponha-se ao diálogo com outras áreas, pois isso certamente lhe será muito útil;  Mudar a cultura de uma empresa é uma meta de longo prazo, e nunca algo a ser almejado rapidamente.  Seja persistente: a confiança e o mérito pelo seu trabalho vêm aos poucos;  Honestidade, respeito e ética, sempre, em primeiro lugar.
  10. 10. ReferênciasReferências BAPTISTA, R. D. Comunicação e cultura organizacional em contextos de transição tecnológica. Revista de Estudos da Comunicação, Curitiba, v. 8, n. 17, p. 247-252, set./dez. 2007. BUENO, W. da C. Comunicação empresarial: teoria e pesquisa. São Paulo: Manole, 2003. ______. Comunicação empresarial no Brasil: uma leitura crítica. São Paulo: Mojoara, 2007. CASAROLI, L.; PERUZZOLO, A. C. A força da comunicação na sociedade midiática. Comunicologia - Revista de Comunicação e Epistemologia da Universidade Católica de Brasília, Brasília, n. 4, p. 64-78, 2008. Disponível em: <http://portalrevistas.ucb.br/index.php/comunicologia/article/view/864/801>. Acesso em 21 dez. 2009. KUNSCH, M. M. K. Universidade e comunicação na edificação da sociedade. São Paulo: Loyola, 1992.  ______. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada. 2. ed. São Paulo: Summus, 2002.  ______. Comunicação organizacional: conceitos e dimensões dos estudos e das práticas. In: MARCHIORI, M. (Org.). Faces da cultura e da comunicação organizacional. São Caetano do Sul: Difusão, 2006. p. 167-190.  ______. Planejamento e gestão estratégica de relações públicas nas organizações contemporâneas. Revista Anàlisi, São Paulo, n.36, 2006b. Disponível em: <ddd.uab.es/pub/analisi/02112175n34p125.pdf>. Acesso em: 14 jun.2008. PINHO, J. B. Comunicação nas organizações. Viçosa: Ed. UFV, 2006. TORQUATO, G. Comunicação empresarial/comunicação institucional: conceitos, estratégias, sistemas, estrutura, planejamento e técnicas. São Paulo: Summus, 1986.

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