How to Ruin My
Teenage Life
SIMONE ELKELES
Nesta sequência de como arruinar as férias de Verão, tudo na vida de
Amy Nelson Barak de 16 anos, está errado! Sua mãe cas...
Capítulo 1
Na aula de conversão, o Rabbi Glassman me disse
que cada palavra de Torah1 está lá por uma razão.
Não desperdiç...
outro e resolvemos nossos problemas. Ele está aprendendo a ser pai de
uma adolescente (eu) e eu estou aprendendo a lidar c...
— Eu acho.
Novos clientes estão de pé na porta. Maria dirige-se ao caixa,
deixando o jornal sobre a minha mesa. Percebo qu...
— Ele não pode estar falando sério. — eu digo.
Jess ri dissimuladamente
— Quem iria querer um jogador preguiçoso? — Nós no...
Sorrio com a menção do meu não-namorado, que está servindo
no exército israelense. Nós não podemos realmente ser ‘namorado...
De volta ao nosso apartamento eu vou buscar o meu cão e os
sacos de cocô. Jess e seu rosto centésimo-de-uma-polegada torta...
que estamos indo para o parque do cão, cuidado. Ele é um completo
louco pelo o parque de cão.
— Você não pode mandá-lo par...
— Não! Amy, você sabia que ele ia estar aqui. Admita.
Chega a ser um problema quando as pessoas gritam com você por
seu co...
é o meu cão. Mitch, que pensa que é muito legal para vestir um casaco
em um clima de inverno, já viu a minha besta e acena...
Eu tenho o saco de cocô quente em uma mão e Mutt na outra. O
problema é que, em vez de parar para que eu possa colocar a c...
Um adolescente, vestindo camisa xadrez e calças de tecido, está
ajoelhado e segurando a coleira de Mutt. — Ele é seu? — el...
Meu cachorro peida em resposta. É um vapor, e também, nojento.
Fale-me sobre o passivo-agressivo.
Capítulo 2
Deus falou com Moisés (Êxodo 3:4).
Deus ainda fala com as pessoas?
E como é que quando eu falo com Deus, ele nu...
— Talvez tenha algo de errado com ele. — ela diz, fazendo uma
análise.
— Será que ele tomou todas as suas vacinas?
Reviro ...
Ótimo. Agora, o Santo alérgico está caminhando para a cozinha.
Espero que ele não tenha ouvido o conto sobre meus seios fl...
A excitação da minha mãe esvazia.
— Por quê? Você estava pensando em adotar um bebê? Ouça,
mamãe, eu duvido que as pessoas...
Desculpe-me, eu não posso ficar aqui parada calmamente. Minha
mente está girando com perguntas. — Foi planejado isso?
Marc...
Eu: Não me parabenize, por favor.
Jess: Poderia ser pior
Eu: Como?
Jess: Poderia ser vc?
Eu: eu sou virgem.
Jess: Ninguém ...
está sorrindo. Sorrindo. Como se estar preso no meio do deserto quente
de Negev durante o acampamento militar fosse nada d...
Capítulo 3
Questão de Kosher # 1: Em Levítico (11:1), Deus lista o que é
kosher (comida japonesa) e o que não é. Em nenhum...
Ele está brincando comigo, porque ele está bem ciente que eu vou
devorar os rolos de atum picantes com ou sem tempura.
Meu...
Sento-me no chão da cozinha com Mutt e uma porção de elástico
de cabelo.
— Nós não vamos fazer isso. — Eu digo ao meu cão....
Sim, certo. — Então, que tipo de mulher você gosta?
— Por quê?
— Talvez eu possa ajudá-lo.
— Amy, não estamos tendo essa d...
ela não só está casada com o cara novo, mas ela teve relações sexuais
com ele para procriar. Eca. O pensamento de minha mã...
Universidade de Illinois. Precisa ter um cartão de crédito para pagar
uma taxa de R$ 59,99 mensais.
Ok, na coisa do cartão...
Crianças: Uma doce menina de 17 anos de idade
Ocupação: consultor de segurança
Estado: Illinois
Hobbies: leitura, caminhad...
verdade, ele estará me agradecendo todo momento até quando o rabino
casar eles.
— Amy?
Ele vai até mim. Ele sabe que pegue...
acrescentar, você deve saber quando não colidir com as pessoas com
grandes caixas.
Com o meu discurso eu perco o elevador....
Capítulo 4
Já vi ‘Violinista no Telhado’. Tinha aquela mulher,
Yente, que era a casamenteira, aquele era seu trabalho
na v...
— Ainda estou brava com você, você sabe.
Comigo? Com a inocente, euzinha? — Você vai superar isso. Além
disso, o que eu fi...
Uma é de recursos humanos, a outra é uma advogada. Mando
um e-mail para as duas e pergunto a elas se querem tomar um café ...
Jessica não entendeu. — Você não espera que eu sente por aí
enquanto minha mãe faz filhos com Marc e meu pai fique sozinho...
Oh, não. Eu me esqueci de colocar o cartão de volta na
carteira dele depois do meu desentendimento com o Garoto Nerd. —
Hu...
Capítulo 5
Para fazer uma oferenda de pecado a Deus:
a) sacrificar um animal para o Senhor (Levítico 6:18)
ou b) esperar p...
em muitos níveis, Amy? Você roubou meu cartão de crédito...
— Peguei emprestado — corrijo-o.
— Você me fez parecer como um...
Eu juro que o ouço elogiar o fato sob sua respiração.
A campainha toca. Mutt está enlouquecendo, latindo sem parar.
Arg! A...
estar presa com Nathan Keener.
Apenas o nome por si só poderia deixar uma criança norteada. —
Amy está de castigo. — meu p...
Capítulo 6
Sopa de galinha pode te ajudar a melhorar quando
você está doente. Existe uma receita para curar
relacionamento...
importaria e 2) ele não se lembraria se eu contasse a ele.
— Não muito bem. — respondo.
— Isso não é o que eu ouvi.
Ãn?
— ...
O Sr. Hennesey é um professor de ginástica tão bom quanto monitor de
sala de estudo. Policial da sala de estudo é mais con...
encontro caminhos para enfrentar o nerd que se mudou para o meu
prédio. É ele aquele socialmente incapaz que tem que parar...
todos nós sabemos o que está acontecendo neste nosso ótimo país.
Acho que o simples ato de olhar para a bandeira americana...
vem esgueirando-se pela calçada e fica conosco. Ele tem seu fones de
ouvido do iPod nas orelhas, destacando que não se imp...
ele fosse propriedade dela. Eu juro, Kyle só come atenção. Mas graças a
Deus ele está focado nos seios dela agora ao invés...
boca de um cachorro é mais limpa do que a boca de uma pessoa. Mas a
maioria das pessoas não testou a boca do meu cachorro....
porque ele não merece minha simpatia.
— Farei qualquer coisa, Aba. Por favor, não me mande embora.
Meu pai fica de pé. Não...
Capítulo 7
Moisés tinha incríveis habilidades de negociação, ele
conseguiu mudar a cabeça de Deus, o cara #1, sobre
destru...
— Com a lei? — ele pergunta
— Com meu pai. Eu peguei o cartão de crédito dele sem
permissão, e agora ele quer que eu devol...
— Ah, mas você não pode apreciar dias bons, a menos que você
tenha experimentado dias ruins.
— Como Jonas, quando Deus fez...
— À disposição. — Ele responde.
Cinco minutos depois estou na aula de conversação com cinco
outras pessoas. Embora meu pai...
Mesmo sendo sete horas da noite, ainda tem cliente pedindo
pastel, eles estão até bebendo café, especialmente aqueles que ...
Pode me chamar de a 'extraordinária barista sorridente'. Eu
realmente não sei enfeitar os cafés como Maria faz, colocar no...
— Por que você não vai com ele? — Maria diz — Seu turno já
acabou—.
— Eu só estive aqui por uma hora, como assim acabou?
—...
— Espera! — Maria chama quando estamos saindo do café. Ela
está segurando uma mochila.
— Você conhece aquele garoto que es...
Capítulo 8
Déborah foi uma grande profetisa de Israel, até mesmo
liderou Israel por um tempo (Fudges 4:4). Ela ordenou que...
Valentin. — Quem é o esnobe agora? Ele me olha preocupado suas
sobrancelhas estão franzidas enquanto ele absorve essa nova...
dos Keener. Maravilha! Agora eu estou indo confrontar Nathan sozinha,
sem nenhum apoio.
Sr. Keener acena em direção ao qua...
— Quem é a garota? — Eu pergunto pegando a foto de uma
garota loira de biquíni com cabelo curto e um abdômen que eu sequer...
— Amy, eu não te odeio, eu odeio pessoas como você.
— É a mesma coisa. — eu falo e saio do apartamento. Quando
entro em me...
em Nagev, à noite, para ver se podemos navegar com nada mais que as
estrelas para nos guiar, no meio do deserto. Acho que ...
Beijar a foto dele seria a coisa mais besta a se fazer, eu nunca
faria. Mas eu coloco-a em meu peito e abraço, ainda é bes...
— Sexta-feira de manhã, eu volto no domingo.
Duas noites inteiras sem figuras parentais? Tempos melhores
estão definitivam...
Capítulo 9
Questão Kosher #2: Você não pode misturar carne e leite
porque Deus ordenou. — Não cozerás o cabrito (bebê cord...
A mulher sacode o cabelo bombrill — Não.
— Ah, que bom. — Quando ela franze a testa para mim, eu me
recupero. — Posso anot...
Eu mantenho o sorriso Perk me up! Embora esteja tentada a
sugerir apenas o leite com café sem o caramelo e o chantilly. En...
— Eu sou a Kelly, você é o Ron? — Kelly pergunta.
— Sim.
— Da rede de judeus solteiros? — Pausa.
— Ummm, você pode esperar...
— Parece maravilhoso. — Kelly diz sorrindo — Vocês não tem Eli's
cheesecake? Por que você não me traz um pedaço querida?
E...
Meu pai me olha da cadeira — Então o que?
— Como foi o encontro?
— Tudo bem.
Tudo bem é provavelmente a palavra mais desco...
Capítulo 10
Rosh Hashanah18: Duas noites de grandes refeições festivas:
Hanukkah, comer alimentos cozidos no óleo. Páscoa,...
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Simone elkeles [ruin 02] - como arruinar minha vida de adolescente

  1. 1. How to Ruin My Teenage Life SIMONE ELKELES
  2. 2. Nesta sequência de como arruinar as férias de Verão, tudo na vida de Amy Nelson Barak de 16 anos, está errado! Sua mãe casou-se e se mudou para o subúrbio, e agora eles vão ter um bebê. Amy se muda com seu pai para Chicago e o inscreve para um serviço de namoro online. Seus quatro primeiros encontros são essa noite. . O que mais? Seu cão Mutt engravida a poodle premiada de seu vizinho mal-humorado, então Amy vai realmente ter que conseguir um emprego de meio-período para pagar metade da conta do veterinária. E há esse garoto totalmente chato, Nathan Rubin, que acabou de se mudar para seu prédio. Felizmente, Amy tem um namorado bonito chamado Avi. Só que ele é mais como um não namorado, considerando que Avi estará no exército israelense durante os próximos três anos. O que uma menina tem que fazer quando todo mundo está conspirando para arruinar a sua vida?
  3. 3. Capítulo 1 Na aula de conversão, o Rabbi Glassman me disse que cada palavra de Torah1 está lá por uma razão. Não desperdiçou palavras. Isso me faz pensar em todas as palavras desperdiçadas que eu usei na minha vida. Meu nome é Amy Nelson-Barak. Minha mãe é uma Nelson e meu pai é um Barak. E não, eles nunca foram casados. Ser uma criança ilegítima me assusta, mas acho que neste verão passado, quando meu pai me levou Israel, sua terra natal, eu superei isso. Mamãe se casou há poucos meses com Marc ‘com um c’. Ele é bom, eu acho, se você gosta do tipo ultraconservador. Eles se mudaram para o subúrbio após o casamento, como se o casamento de alguma forma justificasse a mudança para um lugar onde você tem que dirigir um carro para chegar ao mais próximo Starbucks. Eu estou vivendo com meu pai em Chicago. Eu o chamo de Aba, que significa papai em hebraico. Ele é dono desse condomínio legal em um edifício em Chicago, no quadragésimo andar. Ele foi muito inexistente na minha vida até alguns meses atrás. Vamos encurtar uma longa história, no verão passado o meu pai e eu conhecemos um ao 1 Torá é o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh e que constituem o texto central do judaísmo. Contém os relatos sobre a criação do mundo, da origem da humanidade, do pacto de Deus com Abraão e seus filhos, e a libertação dos filhos de Israel do Egito e sua peregrinação de quarenta anos até a terra prometida.
  4. 4. outro e resolvemos nossos problemas. Ele está aprendendo a ser pai de uma adolescente (eu) e eu estou aprendendo a lidar com um pai superprotetor. Eu decidi viver com ele até eu terminar o ensino médio, então não vou ter que mudar de escola. A melhor parte sobre a sua casa é que está situada junto a um café chamado Perk Me Up! É como um Starbucks, só que esse tem o melhor café. Ok, eu não exatamente bebo café. Acabei de fazer 17 em dezembro e não obti esse gosto peculiar, acabou acontecendo. Mas esse não é o ponto. Eu sou uma garota da cidade. E uma cafeteria a poucos passos da sua porta é tão cidade grande. Eu estou sentada no Perk Me Up! agora, fazendo lição de casa de álgebra sobre este dia frio de janeiro. Férias de inverno terminaram há uma semana, mas eu ainda estou lutando para entrar no balanço das coisas na escola. Eu poderia estar lá em cima estudando em um lugar calmo, mas meu pai está voltando para casa hoje à noite eu estou relaxando aqui. Além disso, a proprietária do Perk Me Up!, Maria, é super legal. Ela sempre faz uma torre alta de chantilly na minha calda de chocolate quente extra. Você sabia que o chantilly tem pouco ou nenhum carboidrato? É verdade. Você poderia pulverizar toda lata de creme em sua boca toda de uma vez só e ainda tem menos carboidratos em seu sistema do que uma nutritiva maçã. Nada se compara com chantilly extra, a menos que seja um sushi de atum picante do meu restaurante de sushi favorito, Hanabi. Ok, então eu admito um sushi rodeado de arroz não é exatamente o departamento de ingestão de carboidratos. Sushi é minha obsessão e vício, por isso dou-lhes um amplo espaço quando se trata de contagem de sushi como alto teor de carboidratos. — Seu pai está trabalhando até tarde de novo? — Maria pergunta enquanto limpa a mesa ao lado da minha. Eu fecho meu livro de álgebra. — Sim. Eu juro que o mundo entrará em colapso se ele faltar um dia. — Ele é um homem dedicado. — Maria diz, um jornal na mão de alguém que deixou sobre a mesa. — É admirável.
  5. 5. — Eu acho. Novos clientes estão de pé na porta. Maria dirige-se ao caixa, deixando o jornal sobre a minha mesa. Percebo que está aberto na seção de namoro. Homens que procuram mulheres. Mulheres que procuram homens. Cara, que desespero das pessoas? Quero dizer, quem realmente precisa sair e anunciar um encontro? — O que você está fazendo? — diz uma voz familiar. Eu olho para minha melhor amiga, Jessica. Ela tem cabelos e olhos escuros, assim como seus pais. E seu irmão e irmã. E seus primos. Eles todos são morenos, de olhos escuros são clones um do outro. Eu juro que não há um único gene recessivo em sua árvore genealógica judaica inteira. — Eu? Eu não estou fazendo nada. — Eu digo, depois jogo o papel na minha mochila. — Amy. — diz Jess. — Eu vi você lendo a seção de namoro. — Ok, você me pegou. — Eu mostro-lhe o papel. — Observe todos esses anúncios, Jess. Eles são tão... Pessoais. — Eu sinto como se estivesse espiando dentro na vida dessas pessoas. Jess inclina-se e nós tantamos ler: Touro com grande coração HBS2 de 38 anos, preguiçoso, gosta de uma boa música, dançar, cassinos, jantar fora. Buscando MBS3, 30-42, que sejam preguiçosas para RLP4. 2 homem branco solteiro 3 mulher branca solteira 4 relação de longo prazo
  6. 6. — Ele não pode estar falando sério. — eu digo. Jess ri dissimuladamente — Quem iria querer um jogador preguiçoso? — Nós nos inclinamos nossas cabeças juntas e lemos mais: Modelo profissional Sexy MBS, de 28 anos, 1,70, 50 Kg, Cabelo loiro, olhos azuis, gosta de experimentar coisas novas e se divertir. Buscando HBS, 25-65, para RLP. Sério, eu estou confusa. — Você pode, por favor, me dizer o que é um RLP? — Relação de longo prazo. Oh. Eu acho que não tem uma linguagem pessoal para baixo escalão. — Por que uma modelo loira e magra quer um de 65 anos?— Eu poderia entender uma garota preguiçosa, mas uma modelo? Eu chamo Maria até a nossa mesa. — Precisa de mais creme chantilly, querida? — Não, obrigado, — eu digo. — Por que uma modelo coloca um anúncio para uma RLP no jornal? — Huh? Jess sacode a cabeça. — Relação de longo prazo. — Ela detém o jornal de Maria. — Não julguem, — Maria diz. — Eu conheco muitas pessoas que conheceram sua alma gemea em uma seção de namoro. Jess toma um gole do meu chocolate quente. — Amy não consegue entender. Avi é o cara perfeito, certo?
  7. 7. Sorrio com a menção do meu não-namorado, que está servindo no exército israelense. Nós não podemos realmente ser ‘namorado e namorada’ com ele a um bilhão de quilômetros de distância. E ele não é perfeito. Um namorado perfeito não estaria vivendo em outro país. — E Mitch? — Pergunto a Jess. — Na semana passada você me disse que Deus o fez apenas para você. Ela faz uma cara de nojo. — Nem sequer mencione o nome dele ao meu redor. Isso não parece promissor. — Tudo bem, o que está acontecendo? Jess suspira. — Bem, ele não liga há dois dias e o Baile de São Valentim5 está aí. Você não acha que se ele quisesse me convidar, ele já teria feito isso? Minha mãe quer ir comprar o vestido, mas eu nem tenho um namorado. — Ela está prestes a chorar. — E eu verifiquei o meu sorriso no espelho esta manhã e percebi que meu rosto está torto. — Não está. — Está, muito. Veja. — ela diz, sorrindo como se ela estivesse com dor. — O lado direito da minha boca inclina para baixo. — Vamos para o parque de cães. — eu digo, dirijindo uma grande fúria sobre o quão ruim é Mitch e como seu rosto é torto. Será que ela realmente acha que Deus pode fazer com que todos fiquem totalmente simétricos...? Quer dizer, dê ao cara um descanso. Além disso, Jess tem sido uma hipocondríaca e hipercrítica de si mesma desde a terceira série, quando ela pensava que tinha piolho, mas foi descamação. Ela só precisa relaxar e redirecionar sua energia para pensamentos positivos. — Eu preciso andar com Mutt. Mutt é o meu cão. E sim, ele é um vira-lata. Avi me deu Mutt antes de eu vir embora de Israel. Sem nada de raça pura em seu sangue. Ele costumava ser uma bolinha de pêlo, mas nos últimos dois meses ele triplicou de tamanho. 5 No original : Valentine's Dance – Baile do dia dos namorados.
  8. 8. De volta ao nosso apartamento eu vou buscar o meu cão e os sacos de cocô. Jess e seu rosto centésimo-de-uma-polegada torta está esperando por mim quando eu volto para fora. — Oh meu Deus, ele está ainda maior do que quando eu vi pela última vez. — ela diz, cada respiração causando nuvens de vapor no frio do inverno. — Eu sei. Se ele crescer mais eu vou ter que comprar uma cama king-size apenas para caber nós dois. — eu digo, colocando a minha jaqueta North Face... Aqui os visitantes perguntam por que nós de Chicago enfrentamos o tempo frio, quando poderíamos estar vestindo shorts agora se vivêssemos no Arizona. Eu vou admitir que amo os invernos de Chicago. Eu amo o frio, eu amo Chicago, e eu amo a mudança das estações. Eu necessito viver em um lugar onde no outono as folhas realmente caem das árvores. Jessica morde o lábio inferior. — Você não acha que Mitch vai estar no parque de cães com Zeus, não é? Sim. — Não Jess, por que você apenas não o convida para o baile? — Então eu posso me tornar a garota mais perdedora de toda a escola? Um pouco de exagero, não acha? Mas eu não concordo com ela. Às vezes você tem que desafiar Jess, e outras vezes não. Esta seria um dessas outras vezes. Além disso, Mitch, provavelmente, nem sequer pensou no Baile de São Valentin. É janeiro e o baile não será até o meio do próximo mês. Rapazes são uma raça diferente, eu digo a você. Olho para Jessica, que tem esse olhar, patético e triste no rosto. Estamos andando na rua com a minha monstruosidade branca e peluda praticamente puxando meu braço para fora... Mutt fica extra- animado apenas por sair para uma caminhada. Mas quando ele percebe
  9. 9. que estamos indo para o parque do cão, cuidado. Ele é um completo louco pelo o parque de cão. — Você não pode mandá-lo para um lugar de adestramento ou algo assim? — Jess diz tentando nos alcançar. — Ele apenas veio para este país há cinco meses. — afirmo. — E ele tem que ser colocado em quarentena. Eu me recuso a colocá-lo em outra situação estressante, o pobre rapaz vai precisar de terapia. Jess sacode a cabeça. — Ele é um cão, Amy. Você o mima demais. Eu não. Ok, eu faço. Mas Mutt é meu companheiro. Ele me protege. Ele me faz rir. Ele é tudo para mim. Chegamos ao parque do cão e Mutt não pode se conter. Assim que eu fecho o portão e solto a coleira de seu colarinho, ele brinca em direção a seus companheiros de cão. Sr. Obermeyer, o velho rabugento do décimo quarto andar do nosso prédio, zomba de mim. — Mantenha o cachorro à distância da Princesa. Princesa é o poodle campeão do Sr. Obermeyer. Ele odeia Mutt. Isso é muito bom porque eu odeio poodles com nomes de Princesa. — Não se preocupe, Sr. Obermeyer. — eu digo. Por que o velho ainda passeia pelo parque além de mim. Ele não conversa com ninguém, exceto para reclamar e dizer às pessoas para manterem seus cães longe de sua cachorrinha mimada. — Olhe, é Mitch! — Jess sussurra, então se esconde atrás de mim. Olho para o outro lado do parque e vejo Mitch. — Vamos conversar com ele.
  10. 10. — Não! Amy, você sabia que ele ia estar aqui. Admita. Chega a ser um problema quando as pessoas gritam com você por seu comportamento passivo-agressivo. — Jess, ele é seu namorado. — Ok, Mitch costumava ser meu namorado, mas isso é outra história. Eu não estou com ele. Além disso, eu estou contente com ele ser meu ex-namorado. Bem, mais ou menos. Eu odeio a parte — ex — dela. Desejaria que Avi não tivesse que me prometer não fazer nenhum compromisso formal com ele e vice- versa. Jess espreita sobre meu ombro. — Você não vê com quem ele está? Eu torço meu pescoço. Uma quantidade de cabelo vermelho e uma menina de pernas longas fica à vista. Roxanne Jeffries. Eu odeio Roxanne Jeffries quase tanto quanto eu odeio cachorros chamados Princesa. Ela está sorrindo para Mitch. É uma vadia. — Jess, levanta a tua bunda daí! — Eu ordeno, em seguida, saio do caminho. — Ele está sorrindo para ela! Roxanne não tem boca torta, apenas uma personalidade torta. Você acha que ele pediu para ela ir ao Baile de São Valentin? — Não. — eu digo. — Ele é seu namorado. Com o que você está sendo muito insegura? Você tem lindos cabelos lisos que eu morro por tê-los, características perfeitas e peitos empinados. Agora vá lá e reclame o seu homem. Não há nenhuma maneira de poder ficar sem ser detectado. Mutt é o maior, mais macio, mais amigável cão desse lugar. Na verdade, todo mundo do bairro conhece Mutt. E todo mundo no bairro sabe que Mutt
  11. 11. é o meu cão. Mitch, que pensa que é muito legal para vestir um casaco em um clima de inverno, já viu a minha besta e acena para mim. — Ele me viu. — eu digo a Jess. — Merda. — Jess murmura em minhas costas. Ok, eu já tive o suficiente. — Ele não pode perguntar se você não fala com ele. — Eu começo a andar até onde Mitch está, assumindo que Jess me seguia. — Oi. — eu digo para Mitch e Roxanne. Só agora eu olho para trás e percebo que Jess não me seguiu. Mitch me dá uma meia olhada. — Ei, Amy. Roxanne está agasalhada com um cachecol, luvas de couro e um casaco novo de inverno. Ouvi dizer que ela tem um Barney e custou mais de quinhentos dólares, não me cumprimentou com um ‘hey’, ‘Olá’, ou até mesmo um ‘oi’. Em vez disso, ela diz: — Seu cão está em cima de Zeus. Olho para Mutt. Ela não estava brincando, ele está encoxando o labrador preto de Mitch como se não houvesse amanhã. — Ele está mostrando para Zeus quem é o macho alfa. — eu digo com naturalidade. Roxanne olha para Mitch com um olhar de nojo. Mitch ri. Mutt sai de Zeus, então faz um despejo enorme e fumegante. Sério, antes eu nunca pensaria que teria um cachorro pervertido, ou ainda, que eu cataria seu cocô quente e fumegante com um saco plástico, sendo a única coisa que separa a mim e o excremento. — Onde Jess foi? — Mitch pergunta. Eu rapidamente olho em volta do parque de cão e avisto Jessica recuando. Ela está saindo. — Vamos, Mutt! — Eu ordeno, então corro em direção ao portão. Mutt está preocupado olhando a bunda de um pug. Maldito. Abro o portão, dizendo: — Mutt, surpresa! — e ele vem mais rápido do que um cavalo no Kentucky Derby.
  12. 12. Eu tenho o saco de cocô quente em uma mão e Mutt na outra. O problema é que, em vez de parar para que eu possa colocar a coleira e despejar o cocô, Mutt voa direto por mim, através da porta aberta, e sobe a rua lotada de Chicago. — Mutt, volte aqui! — Eu grito no fundo dos meus pulmões. Eu juro, quando eu pegar o animal, ele estará morto. Você acha que o meu querido cão quis me ouvir. Mas não. Ele está correndo tão rápido que eu posso imaginá-lo cantando — Born Free6 — quando eu ouvi em um desses shows de animais. Eu corro cerca de dois quarteirões da cidade que, devo acrescentar, é muito maior do que todos os blocos do subúrbio. E meus seios estão pulando juntos, o que não é uma vista bonita, não importa qual é o seu gênero. Estou ofegante e parece que meus pulmões não estão mais funcionando. Eu ainda vejo uma mancha de pele branca inchado e um rabo abanando, mas está ficando cada vez mais longe. Eu amaldiçôo um pouco mais para a neve que derreteu e agora está congelada nas calçadas. Eu estou escorregando e deslizando em minhas botas, que eu escolhi pela moda e não por precisão, ao tentar evitar as barricadas em frente da maioria dos edifícios. Se você vive ou trabalha em Chicago, você sabe que é muito perigoso apenas andar nas ruas no inverno, quando o gelo derrete nos topos dos arranha-céus. Gelo cai na rua e as pessoas abaixo são alvos. Uma vez eu fui marcada por um pedaço de gelo de um prédio. Felizmente, eu coloquei minha cabeça para baixo, então eu só tinha um galo enorme e uma grave contusão em cima da minha cabeça. Se eu estava olhando para cima... bem, vamos apenas dizer que eu teria morrido ou meu nariz teria sido quebrado. Eu sou agora cuidadosa quando ando em frente e ignoro os sons ou avisos de gelo caindo. — Mutt! — Eu grito, mas o meu estado de capacidade pulmonar diminuiu, pareceu como um guincho. Estou prestes a desistir quando vejo Mutt parado. Agradeço ao Senhor. Eu deslizo até a pessoa que o deteve. 6 Nascido Livre.
  13. 13. Um adolescente, vestindo camisa xadrez e calças de tecido, está ajoelhado e segurando a coleira de Mutt. — Ele é seu? — ele pergunta enquanto empurra os óculos no alto de seu nariz, quando eu venho a um impasse. Estou bufando, mas eu digo um sim. Antes que eu possa recuperar o fôlego e agradecer formalmente o cara, ele se levanta e diz: — Ele deve estar em uma coleira, você sabe. É a lei. — Obrigado pela dica. — eu digo entre baforadas, em seguida, alcanço e prendo a coleira em Mutt. — Sério. — diz ele. — Ele poderia ter sido atropelado por um carro. — Sério. — eu digo. — Eu sei. O cara passa em minha direção. — Você percebe quantos cães são atingidos por carros ou acabam em abrigos por causa dos donos descuidados? Esse cara está brincando comigo? A última coisa que eu preciso é de uma palestra sobre segurança do cão. Eu aceno com o saco de coco, que ainda está em minha mão, para o cara. — Escute, eu não sou uma proprietária descuidada. Proprietários descuidados não carregam sacos de cocô. E, como você pode ver, o meu cão está a salvo e sadio. Ele levanta as mãos em sinal de rendição simulada. — Não fique com raiva de mim. Eu sou apenas um cidadão preocupado. — Tanto faz. Obrigado por pegar meu cachorro. — eu digo, então, caminho em direção à casa com o saco de cocô que ainda está em minha mão. — Arg! — Mutt late enquanto caminhamos. Olho para o meu cão e dou-lhe o meu famoso desprezo, aquele em que meu lábio se curva na quantidade certa. — Está com problemas.
  14. 14. Meu cachorro peida em resposta. É um vapor, e também, nojento. Fale-me sobre o passivo-agressivo.
  15. 15. Capítulo 2 Deus falou com Moisés (Êxodo 3:4). Deus ainda fala com as pessoas? E como é que quando eu falo com Deus, ele nunca parece responder? No domingo, eu dirijo para a nova casa da mamãe em Deerfield com Mutt. Desde que fui morar com meu pai, eu vou visitá-la somente nos fins de semana. Mutt se mete dentro da casa antes mesmo de eu abrir a porta. — Arg! Arg! Eu não preciso adivinhar onde está minha mãe. Seu gritinho me alerta que ela está na cozinha. — Amy! Aqui vai ela. — O quê? — Eu digo sem muito entusiasmo. — Você tem que trazer esse vira-lata? — Mutt, mãe. Seu nome é Mutt. — Ok, ele também é tecnicamente um vira-lata. — Argh! — Mutt responde. — Por que ele está latindo assim? — Eu já lhe disse, ele tem um problema de fala. — Ele ocorre na família. Meu pai não pode dizer o “th” porque os israelenses não têm o “th” em sua língua. Eu estou acostumada com isso, embora, eu nem sequer ouço o seu sotaque. É da mesma forma com Mutt.
  16. 16. — Talvez tenha algo de errado com ele. — ela diz, fazendo uma análise. — Será que ele tomou todas as suas vacinas? Reviro os olhos. — E você me chama de rainha do drama. Ele é perfeitamente saudável. — Então... Deixa-o lá fora, ok? Marc é alérgico. Eu me sinto mal deixando Mutt no frio, especialmente porque ele era de Israel e está acostumado com o calor. Mas, hey, ele tem um casaco de pele, eu não deveria me preocupar. Certo? — Mutt. Fora. — Eu ordeno, enquanto abro a porta. Ele não parece se importar de ir lá fora, na verdade, dá pulos para fora da porta. Para ser honesta, eu acho que Marc é alérgico à idéia de ter um cão por perto. Ele é louco por limpeza. E Mutt é um famoso derramador de saliva. Eu me viro e encontro minha mãe olhando para meu peito. — Eles parecem um pouco caídos recentemente. Eu acho que é hora de ir comprar sutiãs novos. — Mãe. — eu digo, horrorizada. — Meu sutiã está ótimo. — Quando foi a última vez que foram instalados corretamente? Oh, não, aqui vamos nós de novo. Eu vou ficar dentro de um vestiário e tem uma senhora entrando com os tamanhos para ver/ajudar a empurrar meus seios nos sutiãs. Uma vez minha mãe me fez ir a uma dessas lojas especializadas em sutiã. Foi o momento mais embaraçoso da minha vida. (Ok, então eu tive uma tonelada de momentos embaraçosos na minha vida, mas este está no topo da lista). — Podemos não falar sobre meus seios, por favor?
  17. 17. Ótimo. Agora, o Santo alérgico está caminhando para a cozinha. Espero que ele não tenha ouvido o conto sobre meus seios flácidos. — Olá, Amy. — ele diz. Eu murmuro um — oi. Ele se inclina sobre a minha mãe e a beija. Eca! Sério, se ele começar com fescuras com ela, eu estou dando o fora daqui. — Ah-tchoo! — Oh, querido. — a mãe diz (não se referindo a mim). — O cachorro de Amy estava em casa. — Está tudo bem. — diz. Beije minha bunda!7 Eu não posso suportar essa cena. — Eu estou levando Mutt para uma caminhada. — Espere. Queremos falar uma coisa para você. — Viro-me para mãe. — O quê? — Então... Venha sentar-se. Eu sento em uma cadeira na cozinha. Mamãe se senta ao meu lado. Marc senta ao lado de mamãe. Ela estende a mão para segurar minha mão. Ok, isto é mais do que conversa sobre peitos. Posso dizer apenas pelo modo como a minha mãe está apertando minha mão. — O quanto você gostaria de ser uma irmã mais velha? Eu dou de ombros. — Eu não gostaria. Eu gosto da minha vida exatamente como é. Eu tenho a minha mãe, eu tenho meu pai, eu tenho Jessica, eu tenho o meu não- namorado Avi, e eu tenho Mutt. Minha vida está boa, porque eu iria querer um pirralho me enroscando? 7 Algo como “To nem azul” daqui...
  18. 18. A excitação da minha mãe esvazia. — Por quê? Você estava pensando em adotar um bebê? Ouça, mamãe, eu duvido que as pessoas permitam que você adote na sua idade. — Como é que é?! Eu estou com apenas 37. Duh! — Você está com quase 40! — Além disso. — ela diz, ignorando-me. — Nós não estamos pensando em adotar. Estou grávida. Pausa. Silêncio. Faço uma recapitulação. Será que ouvi direito? — Você está grávida? Como você vai ter um bebê? Marc dá um sorrisão. — Sim. Eu me levanto. — E você não me consultou sobre isso? — Quero dizer, você acha que teriam, pelo menos, conversado comigo sobre isso. Estão substituindo-me, porque fui morar com meu pai? Não é como se eu não chegasse perto do subúrbio. Eu venho. Mas minha mãe vendeu o nosso condomínio na cidade. Eu não conseguia me mudar de escola no meu primeiro ano. Então eu teria que fazer novos amigos. Oh, Cara. E eles estão tão empolgados com isso, também. Como se um garoto novo e brilhante fosse muito melhor do que o modelo velho e usado. Um bebê. Não há como contornar o fato de que estou sendo substituída. — Eu não vou trocar fraldas. — eu deixo escapar. Sim, eu sei que soa imatura e infantil dizer isso, mas acabou de sair. Processe-me por ser uma adolescente. Mamãe me dá um olhar choroso. — Você não tem que trocar fraldas.
  19. 19. Desculpe-me, eu não posso ficar aqui parada calmamente. Minha mente está girando com perguntas. — Foi planejado isso? Marc e minha mãe se entreolham. — Bem, sim. — ele diz. — E você não acha que era importante perguntar a minha opinião? — Amy, Marc e eu queremos ter filhos juntos. Eu pensei que você estaria tão animada quanto nós estamos. Eu engulo, o que não é tarefa fácil, porque eu tenho um nó na minha garganta do tamanho de uma bola de basquete. — Eu tenho que ir. — eu digo, e pego Mutt. — Vamos lá, garoto. — eu digo, levando-o à frente do quintal. Eu preciso ficar longe da casa e descobrir onde eu me encaixo na minha família. Minha mãe corre atrás de mim. — Amy, fique. Eu não quero que você fique com raiva. Eu suspiro. — Eu não estou com raiva, mãe. Eu só preciso resolver tudo isso na minha cabeça. No meu carro, eu pego o meu telefone para escrever um SMS para Jessica. Eu: Adivinha quem está grávida? Jess: você? Eu: Caia na real. Jess: sua mãe? Eu: sim Jess: Mazel tov!?8 8 Em hebraico significa felicidades
  20. 20. Eu: Não me parabenize, por favor. Jess: Poderia ser pior Eu: Como? Jess: Poderia ser vc? Eu: eu sou virgem. Jess: Ninguém é perfeito. Eu: Não me faça rir. Jess: Melhor do que chorar, certo? Deixe isso para minha melhor amiga colocá-lo em perspectiva. Mas Jessica não sabe que não há história com a minha mãe e meu pai. História que eu acho que atormenta, até hoje, um dos meus pais. E isso não é brincadeira. Quando eu voltei para a cidade, eu juro que a temperatura diminuiu em pelo menos vinte graus. Ela imita o frio no meu corpo. Chorar não é meu tipo, mas meus olhos enchem de água por conta própria. Maldição. Sinto muito por meu pai, ainda mais agora que sei que mamãe e Marc vão realmente se tornar uma nova família. Meu pobre pai está sozinho. Ele nunca vai pegar minha mãe de volta agora. Quando ele descobrir sobre o bebê, ele realmente vai ficar deprimido. Vou ter que fazer algo sobre isso, mais cedo ou mais tarde. Minha vida familiar perfeita explodiu na minha cara. A família me deixa supostamente louca? Eu preciso falar com alguém sobre isso. Eu gostaria de falar com o meu não-namorado, mas ele está em algum lugar no meio de Israel, em formação. Não há chamada telefônica durante o treinamento. Olho para a foto de Avi no meu criado-mudo. Ele está em seus uniformes do exército, uma metralhadora presa ao seu ombro. E ele
  21. 21. está sorrindo. Sorrindo. Como se estar preso no meio do deserto quente de Negev durante o acampamento militar fosse nada demais. Eu sinto falta dele mais do que qualquer coisa agora. Ele é tão forte, dentro e fora. Eu queria ser assim. Em sua última carta ele escreveu sobre as estrelas. Ele disse que no deserto de Negev, à noite ele olhou para cima e o céu estava tão claro que ele poderia jurar que viu um bilhão de estrelas. Ele disse que pensou em mim lá, perguntando o que eu estava fazendo sob as mesmas estrelas. Meu coração quase derreteu em molho de alho e manteiga (que eu adoro mergulhar em minha pizza) quando li a sua carta. Às vezes eu sinto que ele tem a perspectiva correta da vida. Eu? Eu provavelmente olho para bilhões de estrelas e penso, eu sou tão insignificante. Eu sento na minha cama e abro a minha mochila. Lá, olhando para mim, está a seção cantinho do encontro. Devo ter enfiado lá dentro acidentalmente. Eu limpo meus olhos e me concentro no papel. Uma pequena idéia, tão minúscula como uma estrela distante, começa a formar no fundo da minha mente. Se minha mãe e Marc podem criar sua própria pequena família suburbana, eu vou criar a minha própria para o meu pai solteiro... Aqui na cidade. Afinal, o que há de errado com a colocação de um anúncio pessoal para o meu pai? Talvez, como Maria disse, ele poderia encontrar sua própria alma gêmea.
  22. 22. Capítulo 3 Questão de Kosher # 1: Em Levítico (11:1), Deus lista o que é kosher (comida japonesa) e o que não é. Em nenhum lugar na Bíblia inteira não menciona nada sobre rolos de sushi de atum picante com pequenos pedaços de tempura cozido dentro. Lindo pai judeu, solteiro, com uma filha adolescente adorável, procura mulher para jantares, baile e caminhadas no parque. Precisa gostar de cães e sujeito a concordar com qualquer neurose ou obssessividade. — Amy, eu estou em casa. E eu trouxe sushi para você. Enfio o documento em minha mochila e corro para a porta. Ok, ok, eu sei que o anúncio precisa de um pouco de ajustes. Mas eu vou lidar com isso mais tarde. Sushi não pode esperar. — Você conseguiu rolos de atum picantes? — Sim. Eu o beijo na bochecha e digo: — Você é o melhor. Você se lembrou de pedir flocos de tempura9 dentro? — Desculpe, eu esqueci. Espero que eles estejam bons ainda. 9 Tempura é um prato clássico da culinária japonesa. Consiste de pedaços fritos de vegetais ou mariscos envoltos num polme fino. A fritura é realizada em óleo muito quente, durante apenas cerca de dois ou três minutos.
  23. 23. Ele está brincando comigo, porque ele está bem ciente que eu vou devorar os rolos de atum picantes com ou sem tempura. Meu pai procura correspondências pela porta da frente. Ele vive por correspondências. Domingos, com certeza ele enlouquece pelo correio não trabalhar. Quando é segunda-feira, eles ficam ao redor, ele vira um falcão. Eu abro o saco branco de comida e coloco em cima da mesa pela porta da frente. Minha boca já está cheia de água, em antecipação por pegar um sushi para comer. — Como foi o trabalho? — Agitado como de costume. Como foi a escola? — Agitado como sempre. Ele olha de soslaio para mim. — Bem, foi. — eu digo. — Eu tinha três provas, uma que eu provavelmente falhei, duas horas de lição de casa, e eu não tenho nenhum convite para o Baile de São Valentin. Tudo isso. Caminhamos para a cozinha juntos. — Avi está em Israel. — diz ele como se eu estivesse ansiando por um relacionamento que está fadado ao fracasso. Fale sobre a síndrome tal pai, tal filha. — Eu sei. — eu digo. Meu pai me dá um sorriso fraco e dá de ombros. — Eu só não quero que você perca. Mutt chega à cozinha e começa a pular em mim. — Arg! — Temos que tentar corrigi-lo. — ele diz.
  24. 24. Sento-me no chão da cozinha com Mutt e uma porção de elástico de cabelo. — Nós não vamos fazer isso. — Eu digo ao meu cão. — Somente poucas pessoas fazem isso com seus cães. Mutt responde e lambe meu rosto. Não há nenhuma maneira de eu tirar as bolas de meu cão. Meu pai pegou mais comida para ele da geladeira, porque ele trata equivocadamente o sushi como um aperitivo. Ele diz que sushi não o enche. — Amy. Dou-lhe meu olhar eu-não-concordo. — O quê? — O veterinário disse. — Sim, o veterinário pensou que Mutt era um golden cruzado, também. Você pode acreditar nisso? Um vira-lata cruzado, nem menos. Eu não confio nesse cara. — Dá um tempo. Meu cão é um vira-lata, puro para campeonato. Meu pai pega um pedaço de pita10 e coloca Hummus11. É o seu alimento básico. Os israelenses estão com hummus como os meninos estão para cerveja. (Estamos estudando analogias em Inglês. Você pode perceber?) — Sem mergulhos duplos no molho — Eu o adverti. — Eu não sonharia com isso — ele diz, enfiando a pita em sua boca. — Talvez você não tenha tido um encontro há um tempo porque você enfia a comida em sua boca quando come. — eu digo. — Talvez eu não tenha tido um encontro há algum tempo, porque eu estive ocupado. — ele diz de volta. 10 lanche arabe 11 molho arabe
  25. 25. Sim, certo. — Então, que tipo de mulher você gosta? — Por quê? — Talvez eu possa ajudá-lo. — Amy, não estamos tendo essa discussão. — Mas... — Mas nada. Pare de pensar em me arranjar um encontro e comece a se concentrar em seu trabalho escolar. Asseguro-o que trabalho escolar é muito mais chato. — Você sabe qual é seu problema? — Pergunto-lhe. — Sim. Eu tenho uma filha que insiste que ela sabe de tudo. — Este não é seu problema, Aba. Essa é a sua bênção. Meu pai ri, em seguida, coloca o nosso jantar na mesa. Pegando os pauzinhos da sacola para viagem, eu pego um rolo de atum picante do prato e mergulho em um pequeno recipiente de molho de soja. Estou tão feliz que ele tenha comprado o sushi no meu lugar favorito. Eles sempre têm o atum sem veias brancas e fibrosas. Eu não como sushi com veias brancas e fibrosas. Depois deu colocar o rolo em minha boca, sorrio satisfeita. — Eu me esqueci de perguntar: — o meu pai diz. — Como foi ontem com a sua mãe? Eu avalio a sua reação quando eu digo: — Ela está grávida. O pobre homem abaixa o garfo e olha para mim. — Sério? Concordo com a cabeça. Eu não posso falar agora mesmo que eu queira. Eu me recuso a ficar emocionada. — Wow. Ele volta a comer depois de seu comentário — wow. — Quero pedir desculpas, mesmo que não seja minha culpa. Ele provavelmente está devastado por minha mãe escolher um idiota ao invez dele. Agora
  26. 26. ela não só está casada com o cara novo, mas ela teve relações sexuais com ele para procriar. Eca. O pensamento de minha mãe fazendo sexo com a sua idade é simplesmente nojento. O fato de que ela está fazendo com o meu padrasto é ainda mais denso. A única maneira de corrigir esta situação é encontrar para o meu pai uma esposa. Não para a procriação, mas para que ele não se sinta como um estranho sem um parceiro. Ele com certeza está escondendo seus verdadeiros sentimentos, abrangendo a sua devastação de perder minha mãe para me fazer sentir melhor. Depois de terminar o jantar, ele vai para a sala de ginástica do prédio enquanto eu vou direto para o computador. Estou navegando na net. Não se preocupe, eu sei que não devo dar qualquer informação pessoal quando estou em salas de bate papo. Meu pai é um consultor de Departamento de Segurança Interna e tem me entediado até a morte com os perigos da Internet, até que pensei que meus ouvidos iriam sangrar. Eu não estou interessada em salas de bate papo, não senhor! Estou focada exclusivamente em encontrar para o meu pai uma esposa. Agora... Onde posso encontrar a mulher perfeita? Eu navego na Net até que eu finalmente encontro. Yeah! Rede Profissional de Solteiros Judaicos. Eles garantem que você irá encontrar um companheiro judaico de causar ciúmes. Eu vi um violinista no telhado12. Esta é a melhor notícia possível. Meu coração dispara quando leio a página inicial e os requisitos para participar do RPSJ. Precisa estar solteiro. Duh! Necessidade estar entre as idades de 21 e 75. Confere. Meu pai é um gritante 37. Precisa ter um diploma universitário. Confere. Meu pai tem o primeiro grau na 12 Fiddler on the Roof br: Um violinista no telhado) é um filme estadunidense de 1971, do gênero drama e musical, , baseado num musical da Broadway com o mesmo nome, que por sua vez foi baseado em contos de Sholom Aleichem.
  27. 27. Universidade de Illinois. Precisa ter um cartão de crédito para pagar uma taxa de R$ 59,99 mensais. Ok, na coisa do cartão de crédito vou ter que perssuadi-lo. Meus olhos foram até a porta da frente. Sua carteira está sobre a mesa onde colocamos as correspondências. Eu sei que seu cartão de crédito está dentro. Eu caminho até a sua carteira. Eu usei o cartão de crédito da minha mãe antes. Claro que eu tinha permissão. Não faria mal por apenas tirar o cartão para fora. Apenas olhar para ele. Eu lentamente abro a carteira. Sim, tem uma tarja no topo de um cartão de crédito em ouro brilhante olhando para mim. Eu o coloco para fora e olho nervosamente para a porta da frente. Eu tenho pelo menos trinta minutos antes dele voltar. Depois que eu coloco a carteira de volta na mesa eu volto para o computador com seu cartão de crédito na minha mão. Eu não estou pensando sobre como é provavelmente ilegal que estou usando o cartão de outra pessoa - trata-se de ajudar o meu pai. As palavras em minha cabeça estão cantando alma gêmea, alma gêmea, alma gêmea. Meu pai não pode apenas viver o resto de sua vida na solitária miséria. Clico na palavra registro. O computador me pede para responder a uma lista de perguntas. Meus dedos automaticamente digitam a informação. Nome: Ron Barak Idade: 37 A cor do cabelo: castanho escuro Cor dos olhos: castanho escuro
  28. 28. Crianças: Uma doce menina de 17 anos de idade Ocupação: consultor de segurança Estado: Illinois Hobbies: leitura, caminhadas, tênis e beisebol. Ok, eu estou tendo um momento difícil com a questão ‘hobbies’. E, para ser completamente honesta, eu falsifiquei alguns dos passatempos que eu listei. Meu pai não sabe nada sobre baseball. Não é exatamente um esporte popular israelense. Mas se você vive em Chicago, você tem que saber algo de beisebol, basquetebol, hóquei ou futebol. Esta é uma cidade centrada em esporte. Eu não vou nem entrar em rivalidade com North Side Cubs / Sox, / South Side. Para a próxima questão: Descreva-se em duas palavras. Hmm... O que em duas palavras irão atrair as mulheres? Eu digito algo como israelense e bom algo rápido e clico em entrar. Ele me pede para colocar uma imagem para o perfil dele e eu acho uma da nossa viagem para Israel. Finalmente, ele pede o número do meu cartão de crédito. Quero dizer o seu número de cartão de crédito. Eu soco os números e antes que você possa dizer — cartão de crédito roubado — meu pai tem seu próprio perfil RPSJ e e-mail, e está pronto para achar sua alma gêmea. Oh Cara, oh Cara, estou animada. Meu pai está na Rede Profissional de Solteiros Judaicos e está pronto para entrar nos encontros. Oh, merda. Eu ouço a porta abrir e eu ainda tenho o cartão de crédito do meu pai na minha pequena mão quente. Faça algo rápido, minha mente me diz. Eu deslizo o cartão de crédito sob o teclado e fecho todas as janelas abertas no computador. Eu coloco o Visa em sua carteira mais tarde. No momento que ele descobrir que eu usei, ele vai ficar tão feliz por ter encontrado sua futura esposa que ele não vai ficar chateado. Na
  29. 29. verdade, ele estará me agradecendo todo momento até quando o rabino casar eles. — Amy? Ele vai até mim. Ele sabe que peguei o seu cartão de crédito sem autorização. Oh, não. Eu engulo, rígida. — Sim? — Você não acha que Mutt precisa sair? — Deixei escapar um suspiro. — Uh, eu acho. — Bem... Levanto-me, coloco a coleira em Mutt, e vou para o elevador. Assim que a porta do elevador se abre, eu sou empurrada para trás por uma caixa de papelão enorme e quase caio para trás. Meus peitos estão espremidos, eu te digo. Eu provavelmente passei de um taça 46 para um taça 40. — Hey! — Eu grito. — Desculpe. — murmura uma voz masculina, então o cara da caixa aparece. Mas ele não é um homem, pelo menos não um real. É o menino de ontem que pegou Mutt e me deu a palestra de cidadão preocupado. Hoje ele está vestindo uma camisa xadrez verde e calça jeans com cintura muito alta. E eu juro que o irritante do Sr. Obermeyer tem aqueles mesmos sapatos de ginástica. — Arg! — Mutt late, então tenta cheirar a virilha como se estivesse escondendo algo lá. O cidadão preocupado cobre suas partes íntimas com as mãos como um jogador de futebol durante uma cobrança de pênalti. Em seguida, ele empurra os óculos no alto de seu nariz, circulando seus olhos verdes — Oh, é você. Eu puxo Mutt para longe de suas calças. — Basta ver onde você está indo na próxima vez. Como um cidadão preocupado, devo
  30. 30. acrescentar, você deve saber quando não colidir com as pessoas com grandes caixas. Com o meu discurso eu perco o elevador. Porra. Eu empurro a seta para baixo novamente. Ele avança e aparece sobre a caixa. — Você sempre é simpática? Eu nem sequer respondo-o. Onde é que ele ia me desafiando? Felizmente o sensor do elevador e a porta se abrem. Corro para dentro com Mutt. Não há nenhuma maneira de eu perder a minha segunda chance de liberdade. — Arg! Quando a porta do elevador se fecha, ele se agacha para pegar a caixa novamente. Eu me pergunto o que esse menino está fazendo no meu prédio, no meu chão, em minha vida. Avi diz que tudo acontece por alguma razão. Eu odeio discordar, mas ele está errado.
  31. 31. Capítulo 4 Já vi ‘Violinista no Telhado’. Tinha aquela mulher, Yente, que era a casamenteira, aquele era seu trabalho na vila. Agora eu sou a casamenteira. Talvez eu tenha encontrado meu chamado… — Ei, garota. — Maria diz quando entro no Perk Me Up! depois da escola, no outro dia. — Jessica está no canto do computador. Maria disse que começou com os computadores porque as pessoas queriam estar conectadas com a internet e a seus e-mails não importa onde estivessem. E se elas querem internet gratuita e conveniente enquanto estão tomando o café delas, melhor ainda. Fico atrás de Jessica. — O que você está fazendo? Suas mãos estão ocupadas clicando longe. — Checando o e-mail de Mitch. — Que ladra, Jess. Como você conseguiu a senha dele? — Eu tenho minhas maneiras. Olha, aquela vaca da Roxanne está mandando e-mails para ele. — Jess diz, apontando para a tela. Oooh, fofoca. Eu sei que é ruim, mas fofoca é seriamente viciante e menosprezada. — O que ela diz? — Só que precisa de ajuda em biologia, ahaaam. — É melhor você tomar cuidado com ela. — digo. — Agora saia do computador para que eu possa checar uma coisa.
  32. 32. — Ainda estou brava com você, você sabe. Comigo? Com a inocente, euzinha? — Você vai superar isso. Além disso, o que eu fiz foi provavelmente para o seu próprio bem. — Você me levou ao parque de cachorro sabendo que Mitch estaria lá. Pare de se intrometer na minha vida. Eu xingo. — Sou judia, o que você esperava? Eu nasci para me intrometer. Jessica balança a cabeça. Ok, então ela tem mais sangue judeu porque seus dois pais são judeus e meu pai é o único que me deu meus genes judeus. Minha mãe me deu genes de bom senso de moda. Enquanto Jessica vai ao banheiro, rapidamente checo o site do RPSJ e entro no perfil de meu pai. Ai. Meu. Deus. Eu tenho trinta e sete respostas de mulheres que querem sair comigo... Quero dizer, com meu pai. E, olhando a home page, meu pai ficou na lista dos mais visitados do site do RPSJ nas últimas vinte e quatro horas. Isso traz a popularidade a um nível totalmente novo. Estou quase vertiginosa (alguém ainda usa essa palavra?) enquanto leio as respostas das mulheres. Três fazem insinuações sexuais. Estão fora. Dez moram no subúrbio. Definitivamente fora. Cinco não colocaram suas fotos no site. Questionável. E se a suposta mulher for um homem? Sete têm mais de cinqüenta anos. Dez têm mais de dois filhos. Fora. Fora. Meu pai mal consegue dar conta de mim. Como ele conseguiria lidar com uma tribo inteira? Com isso, sobram duas.
  33. 33. Uma é de recursos humanos, a outra é uma advogada. Mando um e-mail para as duas e pergunto a elas se querem tomar um café dia desses. Ok, é um pouco assustador chamar mulheres para sair. Mas é ainda mais difícil ter que manipular meu pai de alguma maneira para fazê-lo ir a um encontro. Sei que se encontrar para um café não é o encontro mais original, mas pelo menos não é um jantar ou almoço onde você tem que sentar e conversar o tempo inteiro, esperando por aquele silêncio desconfortável quando vocês dois querem fugir. — Seu pai sabe disso? Grito e ralho com Jessica. — Sua mãe não lhe disse que não é legal espiar as pessoas? — Não. Minha melhor amiga balança a cabeça e põe as mãos sobre os olhos. — Por favor, diga-me que você não cadastrou seu pai em um serviço de encontro online. — Eu não cadastrei meu pai em um serviço de encontro online. — Você está mentindo, Amy. — É claro que estou mentindo. — Amy, dia desses seu planinho vai sair pela culatra e vai bater na sua cara. — Oh, vós de pouca fé. — digo. — Meu pai terá uma namorada na Páscoa. — Oh, vós de ideias desmioladas. — Jess diz. — Sua cabeça está ficando maior que seus seios. — Cale a boca. Você já precisou de algo que você não queria? — Sim, uma vacina contra a gripe. E doeu mais em mim do que doeu em minha mãe, que me fez tomar uma.
  34. 34. Jessica não entendeu. — Você não espera que eu sente por aí enquanto minha mãe faz filhos com Marc e meu pai fique sozinho pelo resto da vida, espera? — Fico triste ao pensar que ele está ansiando pela minha mãe. — Seu pai não parece se importar. — Jess diz. Viro em minha cadeira e encaro-a. Admito que meu pai não mostra externamente sua infelicidade, mas está lá dentro. Bem no fundo. E ele está começando a envelhecer. — Ele já tem uns fios brancos de cabelo. — Seus pais são mais jovens que os meus, Amy. Meu pai é totalmente careca e minha mãe tem quase cinqüenta e o cabelo é totalmente branco... Bem, debaixo de toda tintura de cabelo, ela é tão branca como uma bola de neve. — Ótimo. Em alguns anos minha mãe vai ter cabelos grisalhos e as pessoas vão pensar que minha pequena irmã ou irmão é meu próprio filho. Vão pensar que minha mãe é avó. — Pessoas nos seus trinta e tantos anos têm filhos o tempo todo. Não se estresse com isso. Ponho minhas mãos sobre meu coração. — Eu, estressar? Nunca me estresso com nada. Jess levanta suas sobrancelhas para mim e sorri. Porque nós duas sabemos que isso não é verdade. Meu telefone está tocando. Clico no botão verde. É meu pai. — Hey, Aba. — Amy, acabei de levar meus clientes para jantar fora. Estou quase pagando a conta. Então? — Então... — ele diz numa voz angustiada. — Você, por um acaso, sabe onde meu cartão de crédito está?
  35. 35. Oh, não. Eu me esqueci de colocar o cartão de volta na carteira dele depois do meu desentendimento com o Garoto Nerd. — Humm... Aba... Você não vai acreditar nisso...
  36. 36. Capítulo 5 Para fazer uma oferenda de pecado a Deus: a) sacrificar um animal para o Senhor (Levítico 6:18) ou b) esperar pelo Yom Kippur e jejuar um dia inteiro. (Levítico 16:29) Tão bom saber que posso apagar meus pecados. (Apagar a culpa é descrito em Levítico 5. Se Deus pode perdoar, certamente os humanos devem, também.) Estou de castigo pelo resto da vida. Meu pai estabeleceu essa regra poucos minutos atrás, e ele parecia sério. Agora ouço suas pequenas explosões de raiva vindo da cozinha. O telefone toca. É provavelmente Jessica. — Não ouse atender esse telefone! — ele grita do outro lado do apartamento, seu sotaque hebraico ficando mais forte a cada minuto. Eu juro, os vizinhos vão começar a chamar a polícia logo, se ele não se acalmar. Ouço-o se aproximar do meu quarto. Ele abre a porta e franze a testa para mim enquanto passa a mão pelos cabelos, sua marca e movimento registrado de eu-estou-frustrado-e-não-sei-o-que-fazer-com- minha-filha-adolescente. — Você não entende que o que fez foi errado
  37. 37. em muitos níveis, Amy? Você roubou meu cartão de crédito... — Peguei emprestado — corrijo-o. — Você me fez parecer como um idiota na frente dos clientes. Você me cadastrou em um serviço de encontros... O que mais? Antes que eu possa abrir minha boca para me defender, ele diz: — Quanto isso me custou? — O serviço de encontro? Ele concorda com a cabeça. — Hum... Menos que sessenta dólares por mês. — respondo. — Quanto a menos? — Um centavo. — Vá ao computador agora e cancele isso antes que eu tenha que pagar por dois meses. — Hum, Aba? — O quê? — Eu fiz para você uma assinatura de seis meses. Era mais barato pagar mais meses. Eu fiz um negócio. Pense em mim como sua Yente de Violinista no Telhado. Sua casamenteira pessoal. Nessa hora, ele ri e acho que ele está quebrando sua barreira de raiva e está deslizando em direção ao delírio. Um ex-comandante israelense delirante não é boa coisa. — Qual é o problema com um serviço de encontros? É para judeus. — digo, na esperança de diminuir o golpe. — Você deve amar mulheres judias. Você é israelense. — Essa não é a questão. Você usou meu cartão de crédito sem pedir. — É, bem, eu não tenho exatamente um próprio.
  38. 38. Eu juro que o ouço elogiar o fato sob sua respiração. A campainha toca. Mutt está enlouquecendo, latindo sem parar. Arg! Arg! Arg! Arg! - Isso chama a atenção de meu pai. Ele tem medo de que tenha que pagar uma multa se tiver muitas reclamações dos vizinhos por causa dos muitos latidos de Mutt. Estou salva da raiva de meu pai por agora. Obrigada, Mutt! — Fique aqui. — meu pai ordena, deixando meu quarto. Então agora estou sentando na minha cama, sozinha novamente. E estou aterrada. Gostaria de saber quanto tempo vou ficar presa aqui antes que ele ceda. — Amy, venha aqui!— ele grita. — Sim? — Digo inocentemente quando vou para o corredor de nosso apartamento. Papai está segurando a coleira de Mutt, impedindo- o de pular e de cheirar a virilha de quem está na porta. Já tive uma conversa com Mutt, mas ele não escuta. Não sei qual é a grande coisa com as virilhas. Suponho que uma vez que você cheirou uma, você cheirou todas elas. Não que eu saiba. Não tenho nenhuma vontade de ir perto da virilha de alguém para testar minha teoria. — Você conhece a Sra. Keener, não? Examino o terno e as roupas sob medidas da mulher, certa de que ela não sorriu no último ano. Ela consegue puxar aquele coque de 1970 mais apertado em seu crânio? Viro meu olhar para a pessoa ao lado dela. Ah, não. É o Garoto Cidadão Preocupado, em pessoa. A Sra. Keener o empurra para mais perto de nós e dirige sua conversa para meu pai. — Este é meu sobrinho, Nathan. Ele veio morar conosco por um tempo. — Ela balança sua cabeça ao dizer: — é uma longa história e sei que sua filha é da mesma idade e estava pensando se ela poderia mostrar a ele a cidade. Nathan parece tão feliz quanto eu estou de estar nessa situação. Mas suponho que estar aterrada e presa no meu quarto é pior do que
  39. 39. estar presa com Nathan Keener. Apenas o nome por si só poderia deixar uma criança norteada. — Amy está de castigo. — meu pai diz. Muito obrigada por compartilhar esse pedaço humilhante de informação, Pai. — Ah. — A Sra. Keener diz, obviamente colocada numa situação embaraçosa. — Mas eu acho que se ela levar Mutt para dar uma volta, ela poderia sair um pouco... Não precisando de um empurrão mais forte, pego a guia de Mutt fora da nossa árvore do corredor e encaixo em sua coleira. — Venha, Nathan. — chamo por cima do ombro quando me apresso em direção ao elevador com um filhote muito grande e animado. Nathan, ao que parece, não precisa de um empurrão mais forte, também. Ele anda bem atrás de mim e entra no elevador logo depois de Mutt e eu. Não temos música de elevador no nosso prédio, então é apenas o silêncio, exceto pelo favor ofegante e pesado do meu cão. — Você não precisa tomar conta de mim, você sabe. — ele diz enquanto cruza os braços sobre o peito, tentando parecer durão. Ele não consegue. — Sua tia parece achar que eu preciso. — respondo. A porta do elevador abre. Nathan Keener está bem atrás de mim, não perdendo um passo enquanto eu saio de nosso prédio. Mas quando viro para o parque de cachorro, não ouço mais seus passos atrás de mim. Virando-me, encontro Nathan andando na direção oposta. Com suas longas pernas embrulhadas em veludo, ele já está a meio quarteirão de distância. Mutt está me puxando para o parque. — Hey, Nathan! — grito, mas o garoto não se vira. Agora o que eu devo fazer?
  40. 40. Capítulo 6 Sopa de galinha pode te ajudar a melhorar quando você está doente. Existe uma receita para curar relacionamentos? Se você puder acreditar, descobri esta manhã que Nathan Keener está indo à minha escola, uma escola preparatória particular chamada Academia de Chicago. Sim, é verdade. Eu também tenho o prazer de sentar atrás dele na aula de inglês e ele ainda está na aula de ginástica comigo. Não seria tão ruim, mas ele já é a conversa na escola inteira. O que há nos alunos transferidos que fascinam tanto as pessoas? Se eu ouvir mais uma vez Amy, você viu o cara novo? juro que vou gritar. É o quinto período. Tenho sala de estudo. Sento perto de Kyle Sanderson, o centro do time de basquete da Academia de Chicago e dos garotos populares. A única falha é que Kyle usa nada menos que meio vidro de perfume todo dia. Você pode dizer quando Kyle deixa uma sala de aula em que esteve. Ele é como um urso, deixando seu perfume atrás para as garotas. — E aí, Nelson? — ele diz, chamando-me pelo meu sobrenome quando ele desliza agilmente para a cadeira ao meu lado. Você acha que ele pratica aquele movimento? Eu não vou dizer a ele que estive hifenizando meu sobrenome desde o início do ano letivo, usando os dois sobrenomes dos meus pais. Sou agora Amy Nelson-Barak. Não vou dizer a Kyle porque 1) ele não se
  41. 41. importaria e 2) ele não se lembraria se eu contasse a ele. — Não muito bem. — respondo. — Isso não é o que eu ouvi. Ãn? — O que você ouviu? — pergunto a ele. Tem um boato sobre mim? — Que você se cadastrou em um serviço de encontros. — Quem te contou isso? — Não é verdade... Exatamente. Kyle inclina sua cadeira para trás sobre duas pernas. — O cara novo. Você sabe, aquele com óculos e roupas de bobo. — Nathan? Kyle encolhe seus grandes ombros e diz: — Sim, o cara é meu parceiro de biologia nesta semana. Eu vou matar aquele idiota alto e magro que não saberia a diferença entre Dana Buchman e Armani. Como ele se atreve a espalhar boatos sobre mim! — Então... Você está tão na dureza? — Kyle pergunta. — Porque você é meio que bonitinha, Nelson, e tem belos seios. Ergo minha cabeça e o encaro. — Seios? Nossa, Kyle, você disse essas palavras? Ele põe as mãos para cima, em dúvida. — Você prefere que eu diga tetas? — Cale a boca. — digo antes de abrir meu livro de trigonometria e enfiar minha cabeça nele. Eu juro, se ele começar a encarar meu peito, certificarei-me de que ele não consiga passar a bola no próximo jogo de basquete. — Senhorita Barak, você se importaria de compartilhar sua conversa com o resto de nós? — O Sr. Hennesey tosse da frente da sala.
  42. 42. O Sr. Hennesey é um professor de ginástica tão bom quanto monitor de sala de estudo. Policial da sala de estudo é mais conveniente. Se Kyle mencionar meus seios com o resto da sala, vou matá-lo... Junto com Nathan Keener. — Não. — digo. — Então sugiro que vocês dois parem de falar ou vou separá-los. — Assim espero. Dez minutos depois, o Sr. Hennesey sai da sala. Como todo mundo sabe, quando um professor sai da sala, é um convite para começar a conversar. Agora eu não quero conversar. — Você precisa de um par para o Baile de São Valentin? — Kyle diz alto, devo acrescentar. Ergo minha cabeça para o lado e respondo docemente — Por quê? Você está me convidando? — Ha! De volta para você. Nada como uma humilde aluna do primeiro ano colocando um veterano popular em seu lugar. Estou certa de que todos na sala inteira ouvem nossa conversa. As risadinhas e os olhares em nossa direção são uma dica. Acho que somente as palavras — Baile de São Valentin — iriam virar cabeças. Está na cabeça de todo mundo desde que os cartazes foram postos semana passada. — Convidarei, se você quiser fazer algo a três. Eu já convidei Caroleen Connors, mas sou homem o suficiente para levar as duas de uma vez. Kyle tem a coragem de piscar para mim. Eca! O cara precisa de um sério ajuste de ego. O Sr. Hennesey volta à sala, então não posso responder. Então estou agora sentada aqui, fervendo o Kyle por ser um porco chauvinista e Nathan por espalhar boatos sobre mim. Depois da sala de estudos, caminho até estudos sociais enquanto
  43. 43. encontro caminhos para enfrentar o nerd que se mudou para o meu prédio. É ele aquele socialmente incapaz que tem que parar de espalhar boatos sobre mim para chamar atenção? — Você viu o cara novo? Olho para minha amiga Raine, que não tem noção que meu coração simplesmente pulou e minhas veias se enrijeceram com a menção dele. Olho para ela com meu claro desprezo. — O que eu fiz? — Raine pergunta, com os olhos arregalados. — Nada. — digo. — Por favor, apenas não fale de Nathan Keener. Uma voz de garoto atrás de mim diz: — PSI13, é Nathan Greyson. Fico com minha boca aberta, encarando meu vizinho e seus enormes óculos com aro de tartaruga escorregarem pela ponte de seu nariz. Raine diz: — Calças legais — e caminha para longe rindo. — Você e seus amigos realmente sabem como jogar fora o tapete de boas vindas. — Nathan diz com um sorriso falso. — Escolas particulares são um terreno fértil para falsas e plastificadas pessoas. Esta escola não é exceção. Não entendo esse garoto. Ele é nerd, mas tem uma atitude que não se mistura com sua aparência externa. — Quem é você? — pergunto. — Sei lá. — ele responde, e sem mais nenhuma palavra, caminha para longe. Deixando-me a perguntar se ele é um vampiro ou alienígena em forma de humano. Entro em estudos sociais e a última coisa em minha cabeça é o atual assunto. Mas a Sra. Moore é obcecada com a discussão de sala vibrante sobre o presidente, seus policiais, e tendo a certeza de que 13 FYI – for you information – Para Sua informação = PSI
  44. 44. todos nós sabemos o que está acontecendo neste nosso ótimo país. Acho que o simples ato de olhar para a bandeira americana traz lágrimas a ela. Quando o sinal toca ao final do dia, entulho minha lição de casa em minha mochila e marcho pela lama para o ponto de ônibus com Jessica, Cami e Raine. Mitch já está parado no ponto de ônibus e quando Jessica se aproxima, ele casualmente coloca o braço sobre os ombros dela. Posso contar que Jess ainda está chateada por ele não ter convidado-a para o baile. Ela está tão enrijecida quanto o gelo pendurado no ponto de ônibus. — Sério, Amy. Você participou de um serviço de encontros para conseguir um par para o Baile de São Valentin? — Roxanne diz e ri como uma hiena em um parto doloroso de gêmeos. Eu realmente a odeio. Ela sabe disso, também, porque no último ano nós quase viemos a explodir no tênis quando eu a derrubei do versátil time do JV. A fraude sempre finge hiperventilar no meio de um jogo que ela está perdendo para que ela possa conseguir uma pausa e reestabelecer. Bela tentativa, Roxy. Eu ainda bato na sua bunda. — Ela tem um namorado. — Jessica diz enquanto revira os olhos. — Deixe-a em paz, Roxanne. Quero gritar Vai Jessica, Vai!, mas não faço. Jessica não revela o fato de que cadastrei meu pai no RPSJ porque ela sabe que isso me embaraçaria. Um desses dias Roxanne vai se encontrar banida do ponto de ônibus se sua boca continuar funcionando como diarréia. Infelizmente, temos que esperar mais dez minutos pelo ônibus. Todos nós moramos no Gold Coast e temos que pegar transporte público para a escola. Não faz sentido ter um carro quando você mora e vai à escola na cidade. Então, estamos à mercê da Autoridade de Trânsito de Chicago. É legal durante o verão e a primavera, mas quando a neve cai em Chicago, pode ficar bem difícil. Nós geralmente esperamos dentro da escola até o último minuto possível, então marchamos para fora e congelamos nossas bundas até o ônibus parar e abrir as portas. Como se ficar perto de Roxanne não fosse ruim o suficiente, Nathan
  45. 45. vem esgueirando-se pela calçada e fica conosco. Ele tem seu fones de ouvido do iPod nas orelhas, destacando que não se importa em começar conversa com pessoas falsas e plastificadas. Kyle meio que acena com a cabeça ao reconhecê-lo. Nathan acena de volta e então empurra os óculos para cima novamente. Alguém deveria lhe dizer que agora vendem antiderrapantes para óculos. O ônibus vira a esquina. Tempo de alívio! Sou a primeira a entrar, pronta para me livrar da vista de Roxanne e de Nathan nem que seja por dez segundos. Vou para o fundo do ônibus onde ficamos até nossa parada. Jess e Mitch – o casal – sentam na minha frente. Cami e Raine sentam juntas, assim como Kyle e Roxanne. Isso leva a Nathan e eu, os sozinhos. Nathan nem ao menos contempla se sentar ao meu lado quando ele e seus fones de ouvidos caem em um banco na frente do ônibus. Ele deixa muito claro que não se considera um de nós. Não tenho idéia de porque isso me irrita tanto. Talvez porque ele insultou minha escola e meus amigos. E eu. O que quer que seja. Não me importo com o que Nathan Keener Greyson pensa sobre mim. Tenho meus próprios amigos e namorado, mesmo que ele more do outro lado do globo. Arg. Eu sinto falta de Avi, especialmente em tempos como esse, quando preciso de alguém apenas para divagar. Jess tem estado depressiva ultimamente – não tenho ideia se é realmente sobre Mitch ou se outra coisa está incomodando-a. Ela não vai se abrir para mim. Cami está estudiosamente fazendo sua lição de casa para que tenha menos a fazer quando chegar em casa. E Raine é o oposto, concentrando em colocar seu gloss para mantê-lo fresco. Ela não dá a mínima para lição de casa. Na verdade, aposto que provavelmente sua mãe resolve para ela. Roxanne está flertando com Kyle. Talvez ela esteja mudando para alguém que não tenha uma namorada. Pergunto-me se ela sabe que ele vai ao Baile de São Valentin com Caroleen Connors. Provavelmente não, pela maneira como ela está se inclinando para ele e o tocando como se
  46. 46. ele fosse propriedade dela. Eu juro, Kyle só come atenção. Mas graças a Deus ele está focado nos seios dela agora ao invés dos meus. O ônibus para na esquina do Dearborn com a Superior, quando eu desço. É claro que Nathan desce do ônibus, também, e entramos em nosso prédio juntos. Elevadores são um estranho lugar para começar. Os sons de rangido e chacoalhar das portas conseguem colocar qualquer um no canto. Mas quando você está em um elevador com alguém que você particularmente não gosta, o lugar pode fazer até um não-claustrofóbico sentir que está preso em um caixão. Estou em um lado do elevador; Nathan está no outro. Ele ainda tem seus fones de ouvidos do iPod nas orelhas, mas não tenho ideia se há alguma música tocando neles. Eu quase quero dizer algo para testá- lo. Eu sei que pessoas que fingem estar ouvindo música, mas estão realmente na escuta das conversas quando os outros pensam que eles não podem ouvir. — Não sou de plástico. — digo a ele. — Ou falsa. Nenhuma reação, exceto por uma pequena contração em sua mandíbula. E sua respiração parou, apenas por um milissegundo. É verdade. Sou tão real quanto eles, sem reservas. Meu pai diz que às vezes é uma boa característica e, às vezes, é horrível. Nós finalmente chegamos ao quadragésimo andar. — Vejo você depois, Barbie. — Nathan murmura. Eu ouvi direito? Barbie? Hum... Isso não vai rolar comigo. De forma alguma. Paro morta em meu caminho e me viro. — Do que você me chamou? — pergunto. Eu deveria saber que o cara me ignoraria. Ignorar é, aparentemente, a especialidade de Nathan. Dentro do meu apartamento, Mutt me cumprimenta com um bote e uma lambida infestada de germes. A maioria das pessoas diz que a
  47. 47. boca de um cachorro é mais limpa do que a boca de uma pessoa. Mas a maioria das pessoas não testou a boca do meu cachorro. Ele lambe demais as partes íntimas para ser considerado limpo para os padrões de qualquer um. Olho para cima quando Mutt corre até sua guia. Para a minha surpresa, meu pai está sentado na frente da mesa de jantar. — Você foi demitido? — pergunto. Meu pai olha para cima. — Não. Apenas queria estar aqui quando você chegasse em casa. Essa é nova. — Por quê? A atenção de meu pai é tomada por Mutt, segurando a guia em sua boca e abanando o rabo por aí como uma lança. — Vamos falar depois de você levar o Mutt para sair. Isso não me soa tão bem. — Diga-me agora. — Ele vai fazer um acidente no chão se você não levá-lo. — Eu vou enlouquecer se você não me contar. O que é pior? Meu pai respira fundo e diz: — Sou novo em ser um pai, mas tenho que tentar o meu melhor. Você usou meu cartão de crédito sem minha permissão. Você me cadastrou em um serviço de encontros sem minha permissão. Aquela assinatura de seis meses está me custando mais de trezentos dólares. Isso resume tudo. — Eu disse que estava arrependida. — Desta vez, Amy, arrependimento não é bom o suficiente. Agora estou começando a entrar em pânico. Ele quer que eu o deixe e vá morar com a minha mãe e seu marido hiper-alérgico? Não há chances de eles me deixarem ficar com Mutt em sua casa suburbana intocada com o bebê novo chegando. E terei que começar numa nova escola com pessoas que eu nem conheço? Ensino Médio é difícil o suficiente sem ser a pessoa nova e nem vou pensar no Nathan agora
  48. 48. porque ele não merece minha simpatia. — Farei qualquer coisa, Aba. Por favor, não me mande embora. Meu pai fica de pé. Não consigo dizer se ele vai contar as más notícias agora e eu estremeço. — Não vou mandar você embora, querida. — Não vai? — Não. Consegui um emprego para você.
  49. 49. Capítulo 7 Moisés tinha incríveis habilidades de negociação, ele conseguiu mudar a cabeça de Deus, o cara #1, sobre destruir o povo judeu (Exodo 32:13). Se isso não prova que qualquer um pode mudar o curso de sua vida, nada irá. Eu gostaria de ter as habilidades de Moisés para lidar com meu pai. — Amy o que você está fazendo aqui tão cedo? A classe de conversação não começa por mais dez minutos. Eu estou parada na porta do escritório do Rabino Glassman no templo Beit Chaverim. Rabino está lendo jornais, enquanto coça sua barba preta e cinza. — Preciso conversar com alguém. — Eu digo à ele. Colocando os papéis de lado, Rabino Glassman me convida a sentar na cadeira em frente à sua mesa. — Estou sempre aqui para ouvir, se alguém precisar de um ouvido. Esse é meu trabalho. — Ouvir as pessoas reclamarem? — Entre outras coisas. — ele diz com um sorriso, se inclinando em sua grande cadeira almofadada — O que está acontecendo? — Muitas coisas, mas eu vou escolher o que está me incomodando mais. Eu estou com problemas.
  50. 50. — Com a lei? — ele pergunta — Com meu pai. Eu peguei o cartão de crédito dele sem permissão, e agora ele quer que eu devolva o dinheiro que usei. — Eu olho para o Rabino, para me certificar que ele não está em choque ou envergonhado. — Com que você gastou, se me permite perguntar? — Eu levanto minhas mãos — Eu sei que isso vai soar estranho, mas foi por uma boa razão. Eu cadastrei meu pai em uma rede social para judeus solteiros. É um serviço de encontros, eu fiz isso por ele. Rabino levanta as sobrancelhas — Você cadastrou seu pai em um serviço de encontros sem a permissão dele? Eu concordo com a cabeça — Ele precisa de uma esposa. Rabino Glassman suspira e diz em uma voz baixa — Amy às vezes você tem que deixar as pessoas escolherem seus próprios caminhos na vida. — Sim, mas e se eles estão indo pelo caminho errado? — Todo mundo comete erros, até os Rabinos. Somos todos humanos. Eu acho que estou extrapolando minha cota de erros humanos recentemente. — Então você está dizendo que eu deveria deixar meu pai viver sua vida sozinho e solitário? — Bobagem. Ele tem você, não tem? Algumas coisas não são medidas pelo tamanho, mas sim pela importância. — Isso é muito filosófico Rabino. — Você me pegou em um dia bom. — Eu mordo a parte interna da bochecha — Eu não tenho tido muito desses ultimamente.
  51. 51. — Ah, mas você não pode apreciar dias bons, a menos que você tenha experimentado dias ruins. — Como Jonas, quando Deus fez a baleia comê-lo? — Eu vejo que você tem estudado para as aulas. Eu me inclino e suspiro — É, embora eu não acredite Rabino. É meio absurdo pra mim, se você entende o que eu quero dizer. Posso ser uma judia, mesmo quando meu cérebro não consegue encontrar sentido em algumas histórias da bíblia? — A razão de eu falar abertamente com Rabino Glassman, é que ele nunca me julgou ou riu dos meus argumentos na sala de aula. Ele me faz sentir que tudo que tenho a dizer é realmente importante e inteligente, mesmo quando estou discordando dele. Rabino Glassman se inclina e sussura — Amy eu também acho absurdo. — Você acha? Não se preocupe Rabino, seu segredo está seguro comigo. Rabino Glassman sorri e diz — Eu acho que tudo se resume a fé e confiança. — Nas pessoas? — Eu pergunto. Ele encolhe os ombros, como se não tivesse respostas para todas as suas perguntas. — Nas pessoas, em Deus, em si mesmo. Você acha que tem fé e confiança? — Eu olho para ele — Tenho que responder isso agora? Meu Rabino balança a cabeça. — Eu não sei se você está pronta para responder isso ainda. Porque você não pensa a respeito disso por um tempo, e voltamos a conversar quando você tiver, vamos ver, vinte anos? Eu me levanto, absorvendo todas as informações que o Rabino Glassman me deu, enquanto deixo seu escritório. — Te vejo na aula Rabino. — Eu falo sobre o ombro. — E obrigada pela conversa.
  52. 52. — À disposição. — Ele responde. Cinco minutos depois estou na aula de conversação com cinco outras pessoas. Embora meu pai seja judeu, minha mãe não é. Eu vivi com a minha mãe a vida inteira, e ela me criou sem religião. Eu fui para Israel no último verão, e percebi que estava perdendo algo em minha vida: ser judia. Portanto estou aprendendo o máximo sobre fé, minha fé, o que eu puder. Esse é o motivo da classe de conversação. Encontramos-nos uma vez por semana, Rabino Glassman lê histórias da bíblia, nós discutimos opinões e refletimos sobre as lições por trás das histórias. Ele também nos ensina sobre os feriados judaicos e as leis. Rabino diz que muito do judaísmo vem de tradição, mesmo que eu não tenha nenhuma tradição judaica, acho que vou ter que fazer algumas eu mesma. Em casa eu pego Mutt para dar uma volta, passo no Perk me Up!. Sim, eu sou oficialmente a nova funcionária do Perk me up! graças ao meu pai e a Maria. Meu castigo é trabalhar no meu café favorito, e eu não estou estusiasmada com isso. Maria me recebe com um grande sorriso — É bom ver que estamos todos alegres essa noite. — diz sarcasticamente. — É, tem sido um longo dia. — Oh, então terei que varrer o chão e limpar as mesas, assim você não precisará interagir com os clientes. — Eu coloco um falso sorriso no rosto. — Essa é a minha garota! — Maria diz — Isso é o que meus clientes gostam de ver. Maria me dirige para trás do balcão, me faz assinar alguns formulários e me entrega um avental amarelo. — Aqui, coloca isso, você pode me cobrir até o fim do seu turno.— Amarelo não é extamente a minha cor, mas eu seguro a coisa em volta do meu pescoço e amarro em volta do meu corpo sem reclamar.
  53. 53. Mesmo sendo sete horas da noite, ainda tem cliente pedindo pastel, eles estão até bebendo café, especialmente aqueles que ficam a noite toda. Os que ficam a noite toda geralmente são advogados, os únicos que tem que ir ao tribunal de manhã, se preparar para o que chamam de depoimentos. Você acha que o dinheiro que eles ganham vale a pena o tanto de sono que eles perdem? De maneira alguma eu seria advogada; eu gosto muito do meu sono. Depois de quinze minutos, Maria me dá um pano branco com álcool e me diz para limpar as mesas. Eu realmente estava esperando me esconder a noite toda atrás do balcão, mas Maria acha que não. Eu pelo menos estou agradecida por ela não me pedir para limpar os banheiros. Eu me movimento entre as mesas e começo a limpá-las; começo a limpar um canto em particular, onde um sofá e duas cadeiras macias estão localizadas, e congelo. Sentado na cadeira lendo, está Nathan Keener ‘esse não é meu sobrenome’ Greyson. Ele olha para cima e posso dizer que ele está tão feliz em me ver quanto eu estou a vê-lo. O copo para em seus lábios, ignorando a vontade de confrontá-lo sobre espalhar boatos sobre mim, eu rapidamente limpo sua mesa antes que ele abaixe o copo com o que quer que esteja bebendo. — Você deixou uma mancha. — Nathan murmura. Eu xingo por dentro. EU NÃO DEIXEI NENHUMA MANCHA! — Todas as mesas estão limpas. — eu falo à Maria de volta a máquina registradora. Ela parece feliz enquanto faz uma varredura no café. Pelos próximos trinta minutos, Maria me passa um resumo de como fazer expressos, bebidas geladas, bebidas mistas, as preferências de alguns clientes. Ela também explica como usar a máquina registradora; Estou tonta com tantas informações, mas acho que entendi, ou pelo menos vou fazer com que pareça que entendi. — Você pode segurar as pontas pelos próximos quarenta e cinco minutos enquanto eu encomendo mais copos? — Maria pergunta. — E não se esqueça de sorrir, o café é chamado de Perk me up!14 14 Alegre-me!
  54. 54. Pode me chamar de a 'extraordinária barista sorridente'. Eu realmente não sei enfeitar os cafés como Maria faz, colocar noz- moscada, canela e outras coisas extravagantes. Eu venho ao Perk me up! desde que eu vim morar com meu pai, então já conheço a rotina básica. É o não-básico que me confunde. Enquanto estou contando quantos copos sobrou, a porta do café abre. Meu primeiro cliente. Eu sorrio, e relaxo quando vejo que meu primeiro cliente é meu pai. — Bem vindo ao Perk me up! Posso te ajudar? — Ele caminha até o balcão e examina a cena — Você parece uma mulher trabalhadora. — ele diz orgulhoso. — Chega de besteira, o que você quer? — Eu ouço uma arfada atrás de mim. Ops! É a Maria. Ela não viu que estou falando com meu pai ao invés de um cliente. — Amy. — ela grita, mas quando chega até mim ela suspira aliviada. — Cara, você tem funcionários difíceis. — meu pai diz e dá uma piscadela à Maria. — Amy eu vou querer um copo de café preto, e uma dose de expresso. — Você nunca vai conseguir pegar no sono. — eu falo. — Que bom, tenho muito trabalho a fazer hoje à noite. É um milagre meu pai não ser um advogado. Ele nunca me diz exatamente o que faz em seu trabalho, acho legal ele ter um trabalho ultrassecreto, então não o incomodo sobre trabalhar até tarde. Eu coloco a mistura dentro de um copo, enquanto Maria me observa; ela sorri quando termino e entrego ao meu pai. Ele toma um gole de imediato, sem nem deixar esfriar — Melhor café que eu já tomei na vida, muito saboroso. — ele diz à Maria, que nota o tom de exagero em sua voz. Eu reviro os olhos — Aba, vai sentar já.
  55. 55. — Por que você não vai com ele? — Maria diz — Seu turno já acabou—. — Eu só estive aqui por uma hora, como assim acabou? — Esse é o nosso acordo. — meu pai fala — Uma hora por dia nos dias de semana e três horas aos domingos. Eu não queria interferir nos seus trabalhos escolares. — Oito horas por semana, não é tão ruim assim, especialmente porque eu ainda tenho as noites de sábado livres. Eu devolvo meu avental amarelo para Maria que recusa e diz para trazê-lo de volta amanhã, para trabalhar. Pego minha bolsa no armário e sento em uma das mesas com meu pai. Ele tira a correspondência de sua pasta e começa a remexê-la, e eu estico meu pescoço quase quebrando, para ver se tem alguma carta do Avi. Já faz mais de duas semanas desde que eu recebi uma, não é típico dele. —Então. — eu pergunto. Ele tem um sorriso malicioso que o entrega completamente; eu estico minha mão — Me dá — Ele segura a carta, e eu arranco de suas maõs. Meu coração pula, e parece que borboletas estão voando dentro do meu estômago enquanto eu passo os dedos no endereço do remetente. Desde que eu e Avi temos essa relação à longa distância, eu fico insegura. Quando estou na cama eu fico pensando no quanto eu sinto falta dele, e me pergunto: ele se esqueceu de mim? Ele conheceu alguém mais bonita, mais legal? Ou alguém que simplesmente não surta tanto quanto eu? Estou me sentindo um pouco melhor quando abro a carta, mas percebo meu pai me encarando, avaliando minha reação. — Por que você não lê em voz alta? — Ele sugere. — AH tá, claro. — eu falo sarcasticamente. Dobro a carta e coloco em meu bolso traseiro, vou ler mais tarde, quando estiver na cama... Sozinha.
  56. 56. — Espera! — Maria chama quando estamos saindo do café. Ela está segurando uma mochila. — Você conhece aquele garoto que estava sentado em uma daquelas cadeiras ali? Ele esqueceu isso. — É do Nathan. Eu tenho certeza que ele vai perceber e voltar para pegar. — Não seja boba Amy. — meu pai diz — Você pode devolver para ele, é no caminho de casa.
  57. 57. Capítulo 8 Déborah foi uma grande profetisa de Israel, até mesmo liderou Israel por um tempo (Fudges 4:4). Ela ordenou que um homem chamado Barak (um parente, talvez?) levasse dez mil homens para a batalha. Barak disse que só faria isso se ela fosse junto. Meio paralelo a minha vida, não? Também reforça que os homens precisam das mulheres como um suporte, para apoiá-los. Eu quero protestar, mas a mochila já está sendo jogada em minhas mãos. — Pai, eu tenho certeza que ele vai voltar assim que perceber. — Amy, não seja esnobe. — Minha boca abre em total choque. Minha própria carne e sangue me chamou de esnobe. Dirijo-me para fora do carro e para dentro do condomínio. Aceno para o porteiro, que responde do banco do elevador. — Amy, volte aqui. — meu pai diz. Coloco minhas mãos nos quadris — Eu não posso acreditar que você, de todas as pessoas, me chamou de esnobe. Meu pai nunca recua. Eu acho que ser um ex-comandante faz com que você aja como um cara durão na sua vida pessoal, tanto quanto no exército. Risco ocupacional. — Só porque ele não se parece com as pessoas que você geralmente costuma sair, não significa que não possam ser amigos. — Pai, ele disse a Kyle Sanderson que eu me cadastrei em um site de encontros, porque eu não consegui um par para o Baile de São
  58. 58. Valentin. — Quem é o esnobe agora? Ele me olha preocupado suas sobrancelhas estão franzidas enquanto ele absorve essa nova informação. — Então o confronte. Falando como um verdadeiro israelita. Estamos no elevador que acabou de chegar ao nosso andar. Pisando para fora eu me viro para enfrentar meu pai, e ofereço a mochila de Nathan (que devo acrescentar, pesa uma tonelada). — Você entrega a ele, depois você pode confrontá-lo sobre espalhar boatos sobre sua filha. — Vamos juntos. — Oh, parceiros no crime — Tudo bem. — Tudo bem. Eu sigo meu pai até o fim do nosso corredor, até o apartamento dos tios de Nathan. Meu pai anda batendo os pés no chão, fazendo um som absurdamente alto, como se não soubesse o poder de sua própria força. É, esse é meu pai. Sr. Keener abre a porta, mas não nos convida a entrar. — Nathan esqueceu a mochila no café. — Meu pai diz. — Amy queria devolvê-la. Sr. Keener sorri e abre a porta — Você pode devolver pessoalmente, ele está no quarto de hóspedes. Segunda porta à direita. — Meu pai coloca suas mãos em minhas costas e me empurra. Eu nunca estive no apartamento dos Keener antes, eles são bastante reservados. Entro na sala, estou me sentindo estranha, mas feliz que meu pai está aqui para me apoiar. Um telefone toca, é o toque do celular do meu pai. O hino de Israel. Bobo, mas totalmente ele. Ele ainda está na porta quando atende o celular — Desculpe Motek, mas eu preciso atender. — Ele diz me deixando no apartamento
  59. 59. dos Keener. Maravilha! Agora eu estou indo confrontar Nathan sozinha, sem nenhum apoio. Sr. Keener acena em direção ao quarto do Nathan. Ok, eu consigo, eu não estou com medo dele, na verdade, depois que eu entregar a mochila eu vou lhe falar umas boas verdades; Porque ninguém faz Amy Nelson-Barak de idiota. Eu ando com propósito até a segunda porta à direita. A porta está fechada então tenho que bater. Eu noto que Sr. Keener não me seguiu. Com a mão vazia eu bato levemente na porta. Sem resposta. Bato novamente mais forte; depois de bater mais algumas vezes e não receber resposta, eu penso que talvez ele nem esteja em casa. O que seria bom eu acho, quero dizer, eu quero enfrentá-lo e tal, mas eu não tenho certeza se quero fazer isso em seu território. Na guerra quando você está em seu território, isso conta como uma vantagem, você tem o upper hand15. Eu verifico a maçaneta da porta para ver se está trancada. Não. Giro a maçaneta e abro a porta para que eu possa espiar. Nathan está no quarto, mas ouvindo música no Ipod enquanto bate o lápis contra uma capa de livro, então ele não me ouviu. Assim que olho para sua face vejo dois olhos verdes se estreitando, olhando para mim. —Estou te vendo. — ele diz. Caramba! Eu abro a porta e entro, enquanto ele retira os fones de seus ouvidos — Você esqueceu sua mochila no Perk me Up! Eu trouxe em um gesto de boa vontade. O cara simplesmente dá de ombros; Obrigado teria sido legal. Nathan precisa urgentemente de aulas de etiqueta. Enquanto coloco sua mochila no chão, eu escaneio o quarto. É obviamente o quarto de hóspedes, estantes velhas estão alinhadas contra a parede e uma cama enorme ocupa a maior parte do quarto. Nathan está inclinado sobre a cama, contra a parte de trás me encarando. 15 no pôquer, upper hand significa, mão alta, aposta boa, vantagem.
  60. 60. — Quem é a garota? — Eu pergunto pegando a foto de uma garota loira de biquíni com cabelo curto e um abdômen que eu sequer posso imaginar ter — É sua irmã? — Nathan empurra os óculos no nariz e diz: — É a minha namorada. — AHHH tá! De jeito nenhum essa garota é namorada do Nathan, eu posso apostar meu cachorro. — Qual é o nome dela? — eu pergunto, a curiosidade me ganhando. — Bicky16. Espera. O que ele disse? — Becky? — eu pergunto, porque a outra alternativa é ridícula demais. — Bicky. — ele diz novamente. — Bicky. — Você está agindo toda Barbie de novo. — Ela nasceu com esse nome ou é apelido? — eu pergunto ignorando o insulto. Nathan desliza da cama e tira a foto da minha mão. — O nome dela é Bicky. Sem apelido. Apenas Bicky. Enquanto ele joga a foto dentro de uma mala fechada eu falo. — Você me acusa de agir como uma Barbie, quando é você que deliberadamente espalha boatos sobre mim, só pra você parecer legal. — Eu não fiz isso. — ele diz — E realmente eu não quero andar com seus amigos se é isso que você quer dizer. — Você falou para o Kyle que eu me inscrevi em um site de encontros. Para sua informação, e isso não é da sua conta, eu inscrevi meu pai. — Nathan dá de ombros, como se manchar minha reputação não fosse nada demais. — Por que você me odeia tanto? — Ele esfrega a mão em cima de seu cabelo castanho desgrenhado, que se assemelha à cor de xarope de bordô, e suspira. 16 biscoitinho
  61. 61. — Amy, eu não te odeio, eu odeio pessoas como você. — É a mesma coisa. — eu falo e saio do apartamento. Quando entro em meu apartamento meu pai está sentado na mesa de jantar, ainda no telefone, enquanto mexe em alguns papéis. Cara, estou sentindo o gostinho de vingança. Vou até o escritório onde fica o computador e digito WWW.PJSN.COM, o site de relacionamentos me pede a senha e o login. Cinquenta e cinco pessoas deixaram mensagens no perfil do meu pai, e a mulher que eu convidei para o encontro respondeu. WOW. A mulher dos recursos humanos, Kelly, adoraria tomar um café, que tal na próxima semana? E a advogada Wendy disse que está procurando por um cara americano, portanto não está interessada. Ahh que bom, eu não queria uma advogada como minha madrasta de qualquer forma. Advogados provavelmente são muito certinhos, sempre seguindo as regras da vida; Eu vivo nas aréas mais cinzentas e eu amo. Eu respondo o e-mail da mulher dos recursos humanos, e peço para ela me encontrar (meu pai) no Perk me Up! Amanhã às sete. Quando me mexo na cadeira escuto um crack no bolso de trás dos meus jeans. Meu Deus. Não acredito que esqueci, com toda essa comoção Nathan/meu pai, eu me esqueci de abrir a carta do Avi. O meu esquecimento poderia significar uma traição ao nosso relacionamento? Eu mergulho em minha cama e abro o envelope. — Desculpa Avi. — ele não pode me ouvir, mas talvez minha consciência possa. Quando abro a carta minha pulsação acelera. Amy, Você sabe que eu não sou bom com cartas, mas eu prometi te escrever então aqui está. Fui designado para uma nova base no exército, mas não posso te dizer, é ultrassecreto, o que posso te dizer é que consegui uma nova arma. Eu sei que você odeia armas de fogo, mas essa aqui é bem legal, ela dispara em cantos. Nós corremos todos os dias até eu achar que minhas pernas irão cair. Amanhã minha unidade treinará
  62. 62. em Nagev, à noite, para ver se podemos navegar com nada mais que as estrelas para nos guiar, no meio do deserto. Acho que é isso. Se eu sobreviver ao treinamento no deserto eu te escrevo novamente. Você sabe que eu sinto sua falta, não sabe? Avi. Eu seguro a carta em meu peito me concentrando na última sentença — Você sabe que eu sinto sua falta, não sabe? — Avi não é um desses caras melosos, ele é reservado, isso porque perdeu seu irmão em um bombardeio; Ele não se deixou abrir, para se lamentar ou se sentir vulnerável. Eu sei que ele não quer que eu o espere, enquanto ele fica os três anos necessários no exército israelense; Basicamente é por isso que ele não escreve cartas piegas e melosas. Eu não quero um cara romântico e meloso, eu quero Avi. Eu sei que não irei vê-lo até o verão, quando for para Israel. Eu não estou esperando que ele esteja esperando por mim. Tá bom, na verdade eu estou, mas eu não vou admitir em público. Inclinando-me em minha cabeçeira, eu abro a gaveta e pego a pulseira prata de Avi. Ele me deu depois que começamos a sair, no verão passado, eu também peguei uma foto dele. Foi depois do nosso último encontro oficial, quando ele me deu o Mutt e um jantar japonês. Eu tirei a foto com a câmera do meu pai, antes da despedida. Eu olho para a foto, ele com seus olhos escuros, cabelos curtinhos escuros para combinar, sem mencionar seu meio sorriso que é sua marca registrada, e que faz com que meu coração pare. De maneira alguma as meninas de Israel irão deixá-lo sozinho, isso é um fato. Isso me assusta e traz à tona minhas piores inseguranças. Eu não sou muito bonita, meus seios são grandes demais, e eu não sou magra o suficiente. Ughhh eu odeio quando eu paro e penso em todos os meus defeitos. Avi gosta de mim por quem eu sou, eu sei que ele gosta.
  63. 63. Beijar a foto dele seria a coisa mais besta a se fazer, eu nunca faria. Mas eu coloco-a em meu peito e abraço, ainda é besta, mas eu considero menos besta do que beijar, eu acho. — Amy,desculpa era uma ligação importante. Ótimo, agora meu pai está invadindo meu espaço pessoal e testemunhando eu abraçando uma foto. A única coisa me impedindo de dizer o quão importante é bater na porta do quarto de uma adolecente, é a data do encontro que armei pra ele. — Você sabe qual é o seu problema? — eu falo. — O que? — Você acha que seu trabalho é mais importante que sua vida pessoal. — Ele leva a vida muito a sério, mas eu estou ajudando-o a relaxar. É a parte do trabalho que me preocupa. Eu juro que um dia desses, ele vai ter um ataque cardíaco se não relaxar nas horas de trabalho. Ele se aproxima da minha cama, e eu deslizo a foto e a carta do Avi embaixo do meu travesseiro. — Eu tenho responsabilidades Amy, algumas em que me comprometi há um tempo atrás. — Sim, sim. — eu falo me sentando — Eu já ouvi esse lengalenga, o que agora? O presidente dos Estados Unidos quer você como guarda- costas? — O serviço secreto já faz isso. — Então o que é tão importante? — Eu pergunto a ele. — Eu vou ter que sair da cidade. Era sobre isso que eu estava falando no telefone; Não pode ser adiada, não dessa vez. Bacana. Então eu terei o apartamento só pra mim? As possabilidades são infinitas. — Quando? — eu digo um pouco ansiosa.
  64. 64. — Sexta-feira de manhã, eu volto no domingo. Duas noites inteiras sem figuras parentais? Tempos melhores estão definitivamente chegando. — Posso usar seu carro? — Apenas para ir para a casa da sua mãe. Você vai ficar por lá, acabei de falar com ela. Você pode ir pra lá com meu carro, está tudo bem. Não, não está tudo bem. — Eu não vou ficar com a mamãe e o Marc. O que eu vou fazer com o Mutt? Além disso, eu acho que o Marc é alégico a nós dois. — Nós colocaremos Mutt no canil. Eu gostaria que estivéssemos falando de Marc, mas eu não sou tão sortuda. Dessa vez eu me levanto, pronta para a batalha. — Primeiro de tudo, Mutt e eu somos um pacote. Ele não vai pro canil, ponto, fim de conversa. Leva-me cinquenta e seis minutos para convencer meu pai que eu sou grande o suficiente pra ficar no apartamento sem surpervisão dos pais. Tempos bons estão definitivamente chegando.
  65. 65. Capítulo 9 Questão Kosher #2: Você não pode misturar carne e leite porque Deus ordenou. — Não cozerás o cabrito (bebê cordeiro) no leite de sua própria mãe. — (Êxodo 23:19). Então por que não posso misturar leite com frango? Porque você não pode ordenhar uma galinha. — Por que você fica olhando para a porta a cada dois segundos? — Maria me pergunta no dia seguinte no trabalho. Talvez porque a mulher do encontro vai estar aqui a qualquer momento, seguida pelo meu pai que nem sabe do encontro. Ele acha que Maria quer falar sobre o meu horário de trabalho. Eu criei uma história ridícula para trazê-lo ao café às sete horas. — Estou esperando meu pai. — eu respondo a minha chefe me sentindo um pouco culpada. A porta do café abre; É uma mulher que eu nunca vi na minha vida. Será que é a Kelly, a mulher do encontro? Ou será outra pessoa? Kelly escreveu no e-mail que é loura morango17. Essa mulher é meio loura morango, embora seja frizado e precise de produtos caros para ajudar a domar a cabeleira. Na foto que ela postou online, o cabelo estava liso, talvez ela esqueceu de usar a chapinha hoje. Ela caminha até o balcão, e de repente estou auto-consciente, como se tivesse que impressionar essa mulher — Você é a Kelly? — eu pergunto. 17 nos Estados unidos, loura morango descreve uma mulher que tem cabelos acobreados, nem loura, nem ruiva; mas sim um intermédio dos dois
  66. 66. A mulher sacode o cabelo bombrill — Não. — Ah, que bom. — Quando ela franze a testa para mim, eu me recupero. — Posso anotar seu pedido? Ela olha para cima no nosso quadro de cafés especiais, analisando todos os cafés. Eu tenho vontade de emitir um som de ronco (eu sou muito boa nisso), mas acho que Maria não iria apreciar meu humor, então sorrio e espero. E espero. Eu juro que se tiver que esperar mais um pouquinho eu vou começar a franzir minha testa. Minha boca não aguenta mais esse sorriso falso, então começo a cantarolar. Eu só percebo isso quando a mulher me olha com uma expressão severa. Sério, graças a Deus essa mulher não é a loura morango do encontro. O sino da porta toca. Outro cliente. — Está pronta para pedir? — eu pergunto à mulher que não consegue se decidir. Eu poderia vê-la como minha madrasta: eu esperando ela me pegar na escola, levando uma eternidade para escolher os mantimentos no mercado, esperando ela pedir um simples rolinho de atum picante no Hanabi. Olhando em volta dela, outra mulher que poderia passar muito bem pela loura morango. Ela se aproxima do balcão. Eu seguro a respiração. Essa mulher é enorme, e olha que eu estou sendo gentil. Talvez a foto que ela postou foi pré-ganho de peso. Meu pai é um maluco por exercícios e super saudável, e essa mulher parece que vem beliscando Kit Kats demais, se você me entende. Ela tem um rosto agradável, entretanto. Talvez meu pai possa colocá-la em um plano de dieta em um desses acampamentos, para perder esses quilos extras em pouco tempo. Ignorando a insossa, eu pergunto pra gordinha — Você é a Kelly? — Não, mas eu gostaria de pedir um café com leite, com caramelo e chantilly, copo grande.
  67. 67. Eu mantenho o sorriso Perk me up! Embora esteja tentada a sugerir apenas o leite com café sem o caramelo e o chantilly. Enquanto anoto o pedido da gordinha, a insossa acena que está pronta para pedir. Será que ela não está vendo que eu estou ocupada com outro pedido? Maria está no escritório, eu não quero que ela pense que eu não estou cuidando dos clientes. Eu me viro para a insossa. — Já decidiu? — Quantas calorias têm no café médio de baunilha? É o mesmo que o normal? — Ela tá brincando comigo? Eu olho pra cima do balcão para ver se tem a descrição de calorias das bebidas, mas não tem. Agora eu não sei o que fazer. Eu deveria fazer a bebida da outra mulher, ou chamar a Maria para me ajudar? Eu olho para meu relógio. É sete em ponto, Kelly vai estar aqui a qualquer segundo, meu pai vai estar aqui a qualquer segundo, e a miss insossa está preocupada com as calorias. Eu bato na porta do escritório e chamo Maria até o balcão; apresso-me para fazer o café com leite/caramelo e chantilly, enquanto Maria cuida da mulher com cabelo frizado, clientes de alta manutenção. O sino da porta toca, e uma mulher entra no café. Ela parece exatamente com como a mulher do perfil, Kelly. Ela escaneia o café e senta em uma mesa vazia esperando pelo meu desavisado pai. Meu pai entra pela porta lateral. Meu coração está a mil, meu pai acena e caminha até a caixa registradora. Kelly deve ter reconhecido ele pela foto do perfil, ela se move por trás dele e está prestes a bater em seu ombro. — Eu preciso te falar uma coisa. — Eu falo ao mesmo tempo que Kelly diz — Ron. — ele se vira para ela. — Posso te ajudar? — Pai, é importante. — ele junta os dois dedos em uma das mãos e move para cima e para baixo, um sinal israelense, que diz para eu esperar. O problema é que eu não posso esperar, eu preciso dizer, mesmo que ele não esteja conciente, que está em seu primeiro encontro da RPSJ.
  68. 68. — Eu sou a Kelly, você é o Ron? — Kelly pergunta. — Sim. — Da rede de judeus solteiros? — Pausa. — Ummm, você pode esperar um instante? — Meu pai diz a Kelly e vira-se para mim — Me diz o que está acontecendo Amy. Agora. Estou supondo que Maria não queria falar comigo sobre ajustar seu horário de trabalho. — Pai você vai rir quando eu te contar. — Eu duvido. Kelly parece chateada e envergonhada. — Estou perdendo alguma coisa aqui? Okay esse é o momento de confessar, pensei que seria mais fácil do que isso. Queria me esconder em um canto escuro agora. — Eu marquei um encontro para vocês, eu sou a filha dele. — eu digo a Kelly. Entendendo quando Kelly recua. — OH. — ela ajusta a bolsa Coach pendurada em seu ombro — Então isso me faz parecer estúpida. — Na verdade isso me faz parecer a estúpida. — eu falo para ela. — Eu também — meu pai emenda. — Vou te dizer Kelly, por que não sentamos e pedimos os drinks mais caros desse café para minha filha, será uma prazer, certo Amy? Kelly dá de ombros e acena em acordo — Parece bom pra mim — Não parece bom pra MIM! — Estou faminto, que tal um desses bolinhos? — Meu pai pergunta. Estou adicionando a conta na minha cabeça, sabendo que terei que trabalhar pelo menos mais duas horas para pagar essa conta.
  69. 69. — Parece maravilhoso. — Kelly diz sorrindo — Vocês não tem Eli's cheesecake? Por que você não me traz um pedaço querida? Eu não estou gostando da Kelly loura morango tanto quanto meu pai parece gostar. Me ensinando uma lição, essa não era minha idéia de encontro. Meu pai senta-se com a Kelly enquanto eu levo os pedidos, café duplo holandês (adiciono algumas doses de extras de expresso, como bônus). Eu espero que os dois fiquem acordados a noite inteira sem conseguir dormir. Esses drinks especiais custam quatro dólares e vinte e cinco centavos cada, junto com o cheesecake que custa dois dólares e cinquenta e cinco centavos, e os scones de dois dólares e trinta e quatro centavos. Como se meu dia não estivesse desastroso o suficiente, Maria me diz para limpar o chão, eu encontro Nathan em seu lugar de sempre no canto. — Você foi pega em uma de suas mentiras, Barbie? — Nathan diz — Vou te dar um conselho, da próxima vez que marcar um encontro pro seu pai, você provavelmente deveria informá-lo de antemão. Eu atiro um olhar desagradável. — Pelo menos eu tenho pais. — eu digo, me arrependendo instantaneamente. Nathan empalidece e começa a empacotar suas coisas. Talvez seus pais estejam mortos, ou em algum hospital por aí. Eu sou uma idiota — Sinto muito pelo o que eu disse — eu falo rapidamente. Quando ele joga o último livro na mochila, ele me olha. — Não, você não sente. — Então sai do café, me deixando para limpar seu copo que está praticamente cheio de chá. Estou me sentindo pior do que antes. Olho em direção ao meu pai, que está apertando a mão de Kelly. Ela sai do café deixando meu pai sozinho na mesa, até que me aproximo e pergunto. — Então?
  70. 70. Meu pai me olha da cadeira — Então o que? — Como foi o encontro? — Tudo bem. Tudo bem é provavelmente a palavra mais descomprometida e não descritiva na Língua Inglesa. Eu odeio essa palavra, não significa nada. Eu tento uma aproximação diferente que não possa ser respondida com tudo bem. — Você vai vê-la novamente? — Talvez. Ótimo! Mais uma palavra não descritiva — Você pegou o telefone dela? — Meu pai se levanta, o que não é bom porque ele é bem mais alto do que eu. — Escute Amy, mas escute direitinho. Não marque outro encontro sem meu conhecimento, ou você ficará sem telefone. Entendeu? — Tudo bem.
  71. 71. Capítulo 10 Rosh Hashanah18: Duas noites de grandes refeições festivas: Hanukkah, comer alimentos cozidos no óleo. Páscoa, a Haggadah (livro de orações da páscoa) diz especificamente para comer a refeição festiva. Sukkot, construir uma sukkah e convidar os amigos para comer na mesma. Yom Kippur, comer três refeições de uma só vez para compensar o dia do jejum. Eu vejo um padrão aqui. Por que tantos feriados judaicos giram em torno de comida? Depois que meu pai saiu da cidade essa manhã, Jéssica me convidou para o jantar do Shabbat. Então a rotina é a seguinte, depois da escola vou pra casa e levo Mutt para passear, e depois pego um táxi até a casa da Jéssica. Eu também devo acrescentar que Nathan me ignorou o dia inteiro, mesmo quando eu tentei me desculpar novamente, ele simplesmente se virou e escancaradamente me deixou falando sozinha. — Entra Amy. — a mãe da Jess diz quando abre a porta do flat. — Jéssica está no quarto. — Eu subo a familiar escada caiada e encontro Jéssica em seu quarto, sentada na escrivaninha socando o teclado do computador. — Você não está fuçando no e-mail do Mitch de novo, né? — Sem me olhar ela responde: — Pode apostar que eu estou, ele nem imagina. Eu olho os e-mails e depois marco como 'não lido'. 18 Rosh Hashaná (em hebraico ‫ראש‬ ‫השנה‬ , literalmente "cabeça do ano") é o nome dado ao ano-novo no judaísmo.

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