MEC de BadmintonEscola: Escola Secundária de Paços de FerreiraEstudante – Estagiário: Paula Margarida Coelho GomesProf. Co...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 2ÍndiceIntrodução...........
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 3IntroduçãoO presente Mod...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 4Sendo assim, referente à...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 5Módulo 1“O Módulo 1 requ...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 61. Módulo I – Análise da...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 71.1. Cultura DesportivaH...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 8No ano de 1883 apareceu ...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 9Anos MarcantesData Acont...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 10CARACTERIZAÇÃO DA MODAL...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 11O objetivo do jogo é fa...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 12Toda a prática desporti...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 13em contacto com a super...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 14Se o recebedor comete u...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 15Equipa de ArbitragemO j...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 16Não conseguir passar so...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 171.2. Habilidades Motora...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 18Posição baseTipos Posi...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 19DeslocamentosTipos À f...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 20ClearFundamentos de exe...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 21AmortiFundamentos de ex...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 22 MS batedor fletido N...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 23ServiçoTipos Curto Lo...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 24estendido à altura do o...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 25Batimentos Técnica Obje...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 26Trajetória dos volantes...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 271.3. Fisiologia do Trei...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 28Por condição física ent...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 29ForçaCapacidade motora ...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 30FlexibilidadeDisponibil...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 31O retorno à calma deve-...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 321.4. Conceitos Psicosso...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 33Módulo 21.“O Módulo 2 a...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 342. Modulo II – Análise ...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 352.3. Recursos Temporais...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 36MÓDULO 3“Neste módulo p...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 373. Módulo III - Análise...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 38NívelServiço1 O aluno n...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 39NívelPosição base1O alu...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 40Com a avaliação diagnós...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 41Essa melhoria deverá se...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 424. - EXTENSÃO E SEQUÊNC...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 434. Módulo IV - Extensão...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 44Legenda: I/I (tipologia...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 45Justificação da Extensão ...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 46grande objetivo que prete...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 47de partir de sequências m...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 48Nível 1Aulas/EspaçosN.C...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 49Alteração da Extensão e S...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 505. - DEFINIÇÃO DE OBJETIV...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 515. Módulo V - Definição d...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 52Serviço curto - Colocar u...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 53Alterna jogo curto com jo...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 54O aluno desenvolve a velo...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 556. – CONFIGURAÇÃO DA AVAL...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 566. Módulo VI - Configuraç...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 57Competências (70%) e Atit...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 58Parâmetros a observarAVAL...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 59Com esta avaliação, prete...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 60Critérios de RegistoHabil...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 61ClearNÍVEL 5O aluno:Rodar...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 62Alteração 1: O encosto nã...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 637. – PROGRESSÕES DE ENSIN...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 647. Módulo VII – Desenho d...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 65Pega da raquete/manipul...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 66BatimentosTarefa Exercí...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 67RefinamentoJogo 1x1 Coo...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 68AplicaçãoJogo 1x1 oposi...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 698. – APLICAÇÃOMódulo 8“No...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 708. Módulo VIII – Aplicaçã...
P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 71BibliografiaAzevedo, A. B...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Modelo de estrutura do conhecimento de badminton

7.570 visualizações

Publicada em

0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
7.570
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
251
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
192
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Modelo de estrutura do conhecimento de badminton

  1. 1. MEC de BadmintonEscola: Escola Secundária de Paços de FerreiraEstudante – Estagiário: Paula Margarida Coelho GomesProf. Cooperante: Professor Rui CarvalhoProf. Orientador: Professora Doutora Paula Batista2011-2012
  2. 2. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 2ÍndiceIntrodução......................................................................................................... 31. Módulo I – Análise da Modalidade............................................................ 61.1. Cultura Desportiva .................................................................................. 71.2. Habilidades Motoras .............................................................................. 171.3. Fisiologia do Treino e Condição Física .................................................. 271.4. Conceitos Psicossociais......................................................................... 322. Modulo II – Análise do Envolvimento..................................................... 342.1. Recursos Espaciais............................................................................. 342.2. Recursos Humanos............................................................................. 342.3. Recursos Temporais ........................................................................... 352.4. Recursos Materiais ............................................................................ 353. Módulo III - Análise dos alunos ............................................................ 374. Módulo IV - Extensão e sequência dos conteúdos............................... 43Alteração da Extensão e Sequência dos Conteúdos .................................... 495. Módulo V - Definição de objetivos.......................................................... 51Habilidades motoras ..................................................................................... 51Cultura desportiva......................................................................................... 53Fisiologia e Condição Física ......................................................................... 53Conceitos Psicossociais................................................................................ 546. Módulo VI - Configuração da Avaliação................................................. 56Avaliação Diagnóstica................................................................................... 56Avaliação Formativa...................................................................................... 56Avaliação Sumativa....................................................................................... 567. Módulo VII – Desenho de Atividades de Aprendizagem/Criação deProgressões de Ensino.................................................................................. 648. Módulo VIII – Aplicação........................................................................... 70Bibliografia...................................................................................................... 71
  3. 3. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 3IntroduçãoO presente Modelo de Estrutura do Conhecimento de Badminton érealizado no âmbito do Estágio Profissional, inserido no plano de estudos do 2ºano do 2º Ciclo em Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico eSecundário da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. A elaboraçãodeste tem por base o Modelo proposto por Vickers (1990).Pretende-se com este documento facilitar o processo de ensino eaprendizagem através da criação de um conjunto de orientações sustentadas etendo em conta a especificidade dos alunos para o qual se dirige: turma 9º Cda Escola Secundária |3 de Paços de Ferreira.Este modelo apresenta um conjunto de princípios que ajudam aperceber a sua importância para o professor: Pode ser aplicado a todos os desportos e atividades físicas(jogos desportivos coletivos; desportos individuais); Requer o desenvolvimento de estruturas de conhecimento(E.C.). Uma E.C. reflete uma rede de conhecimentos transdisciplinarque é o que identifica as habilidades e estratégias num determinadodesporto, e mostra como os conceitos das ciências do desportoinfluenciam a performance, o ensino, ou o treino. O corpo de conhecimentos identificado no módulo 1 torna-se generativo, conduzindo o processo de análise do ambiente deensino e dos alunos, determinando o alcance e a sequência damatéria, determinando os objetivos e avaliação, e selecionando asatividades a propor aos alunos. Há portanto uma grande valorizaçãodo conhecimento, e a análise das matérias de ensino é vista comouma das mais importantes fases do processo. O domínio do conteúdo é considerado capacitante esubjacente a uma capacidade de resolver problemas, pensar e sercriativo. Este modelo subdivide-se em três fases: 1-Análise; 2-Decisão; 3-Aplicação.
  4. 4. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 4Sendo assim, referente à Fase de Análise, é apresentado no módulo 1 aAnálise da modalidade (Badminton) em Estruturas do Conhecimento, fazendoreferência apenas aos conteúdos programados e os selecionados para seremabordados e tendo em conta o planeamento anual já efetuado pela escola, e asanálises posteriores do envolvimento (módulo 2) e dos alunos (módulo 3).Relativamente ao módulo 1 é importante ter em conta que a determinação donúmero e tipo de categorias transdisciplinares e a sua ordem depende: A quem se dirige a estrutura do conhecimento; Questões de segurança, fatores de risco; Natureza da matéria (por exemplo a complexidade); Objetivos do programa; Finalidades do ensino e aprendizagem; Tempo disponível para a instrução e prática.Na Fase de Decisão é determinada a extensão e a sequência da matéria(módulo 4), bem como a sua justificação tendo em conta a análise prévia dosalunos (avaliação diagnóstica). Só a partir daí é possível o estabelecimento deobjetivos de aprendizagem para os alunos (módulo 5) com a prática damodalidade. De seguida é necessário determinar os momentos e processos deavaliação (módulo 6) de modo a analisar os alunos em relação aos objetivosestabelecidos. Nesta fase são também apresentadas as atividades deaprendizagem/Progressões de ensino (módulo 7) que englobam um conjuntode exercícios que têm como finalidade auxiliar os alunos a atingir os objetivosdefinidos.Por fim, a Fase de Aplicação (Módulo 8), resulta de todo este processoanterior, e consiste na sua aplicação real a diferentes níveis: Plano Anual;Plano de Unidade Didática; Plano de Aula, entre outros. Portanto, há que terem consideração a existência de múltiplos constrangimentos que, ao longo dotempo, obrigam a uma tomada de decisão e capacidade de adaptaçãoconstantes. Nesse sentido será fundamental uma atitude de reflexãopermanente, como forma de dar sentido ao processo e potenciar aaprendizagem dos alunos.
  5. 5. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 5Módulo 1“O Módulo 1 requer a análise do Desporto, Dança ou atividade Física através deestruturas do conhecimento (…) a combinação dessas estruturas reflete a riqueza doconhecimento de base de uma atividade específica, construído por professoresexperientes e especialistas da modalidade”Joan N. Vickers1. - ANÁLISE DA MODALIDADE EM ESTRUTURAS DECONHECIMENTO1.1 - CULTURA DESPORTIVA1.2 – HABILIDADES MOTORAS1.3 – FISIOLOGIA DO TREINO E CONDIÇÃO FÍSICA1.4 – CONCEITOS PSICOSSOCIAIS- FASE DE ANÁLISE -
  6. 6. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 61. Módulo I – Análise da ModalidadeA análise da modalidade desportiva constitui-se como a primeira tarefa adesempenhar pelo professor, na sua estruturação e organização do processode ensino e aprendizagem. O conteúdo surge aqui como ponto de partida paraa planificação estratégica da sua intervenção, sendo por via de umconhecimento declarativo e profundo da modalidade que se definem osobjetivos e instrumentos de atuação junto dos alunos.Assumindo um conhecimento transdisciplinar da matéria em estudo, estafase ajuda o professor a conhecer e a relacionar as diversas áreas deconhecimento, englobando conceitos como a caracterização da modalidade aensinar, a condição física, as habilidades motoras da modalidade e osconceitos psicossociais.Contudo, este conhecimento específico e diversificado, só terá significadose aplicado em congruência com o contexto a que se propõe impor.Assim, a estrutura de conhecimento apresentada de seguida reflete umaintrínseca relação com a realidade a intervir, invocando aquilo a que a Vickersdenomina,”Personalized Knowledge Structure” (1990,p.55).
  7. 7. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 71.1. Cultura DesportivaHISTÓRIAO Badminton apresenta a sua origem em três locais distintos,nomeadamente: Europa, Ásia e América do Sul. Desta feita, na China foramencontrados vasos de cerâmica no ano de 3500 a.c. com desenhos de umarapariga com uma bola com penas, com um objeto semelhante a um tamborim.No continente americano, mais concretamente na América do Sul, osAztecas praticavam um jogo com uma bola adornada de belas e ondulantespenas coloridas.Apesar disso o nascimento da modalidade aconteceu na Índia, com onome de “Poona”. Oficiais Ingleses, em serviço neste país, gostaram do jogo etrouxeram-no para a Europa.O “Poona” passou a chamar-se Badminton quando, na década de 1870,uma nova versão desta modalidade foi jogada na propriedade de BadmíntonHouse, pertencente ao Duque de Beauford, em Gloucestershire, Inglaterra,utilizando raquetes de ténis e um volante muito parecido com o usadoatualmente. Este jogo ficou para sempre como “aquele jogo em Badminton”.Assim, surgiu o nome da modalidade.Foi ainda na Índia, na cidade de Karachi, que em 1877 se deram asprimeiras tentativas de formulação de um conjunto de leis para regerem estaatividade física.Estrutura do conhecimentoBadmintonCulturadesportivaHISTÓRIACaracterização damodalidadeHabilidadesMotorasFisiologia dotreinoe condiçãofisicaConceitospsicossociais
  8. 8. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 8No ano de 1883 apareceu a primeira estrutura associativa – BadmintonAssociation of England – que cria o primeiro conjunto de leis oficiais do jogo.A Federação Internacional de Badmínton (IBF) foi fundada em 1934,sendo constituída pelo Canadá, Dinamarca, Escócia, França, Holanda,Inglaterra, Nova Zelândia e País de Gales. A sua sede situa-se emGloucestershire.Nos anos seguintes, outros países ficaram a fazer parte da associação,sobretudo depois da estreia desta modalidade nos Jogos Olímpicos deBarcelona, em 1992. Hoje em dia, existem 130 países membros da IBF e otende a crescer.Na atualidade, existem seis torneios principais promovidos pela IHF:Thomas Cup (campeonato mundial masculino por equipas), Uber Cup(campeonato mundial femininos por equipas), Sudirman Cup (equipas mistas),World Championship, World Juniors e World Grand Prix Finals.O Badmínton foi incluído nos XII Jogos Pan-Americanos em 1995, emMar del Plata, Argentina, e foi jogado novamente, em 1999, nos XIII Jogos Pan-Americanos, em Winnipeg, Canadá.A primeira vez em que o Badmínton figurou numa olimpíada, foi nosJogos Olímpicos de Munique, em 1972, ainda como desporto dedemonstração. Depois, em Seul, 1988, este desporto foi jogado comomodalidade de exibição. O Comité Olímpico reconheceu a magnitude doBadmínton e, a partir dos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, passou aintegrar a fase competitiva. Nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, acategoria de duplas mistas foi incluída nas competições.Relativamente a Portugal, não existem dados concretos quanto à datade introdução da modalidade. Apesar disso, a primeira notícia sobre amodalidade é de 1895, no ano em que foi oferecido um par de raquetes aoProfessor Dr. João de Barros.A divulgação do Badminton em Portugal iniciou-se em 1953, através deHenrique Pinto, com a organização do primeiro torneio pelo Lisboa GinásioClube.A Federação Portuguesa de Badminton foi fundada no dia 1 de Julho de1954, sendo o seu primeiro Presidente o próprio Henrique Pinto.
  9. 9. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 9Anos MarcantesData Acontecimento1934 Criação da Federação Internacional de Badminton (IBF)1953 Através de Henrique Pinto, implantação do Badminton em Portugal1954 Criação da Federação Portuguesa de Badminton (FPB)1974 Presente nos JO de Munique – Desporto de Demonstração1988 Presente JO de Seul – Desporto de Exibição1992 Modalidade Olímpica – JO de Barcelona
  10. 10. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 10CARACTERIZAÇÃO DA MODALIDADEO Badminton é um desporto de raquete, que pode ser praticadoindividualmente ou em pares, sendo disputado num court por dois ou quatrojogadores, respetivamente singulares e pares. Os jogadores utilizam raquetaspara baterem o volante de um lado para o outro sobre a rede que divide o courtem duas áreas iguais.O volante pode ser sintético ou de plumas: o primeiro é utilizado nainiciação do desporto, e o outro para atletas de alto nível competitivo. Nos doiscasos, a sua base de cortiça é recoberta de pele.A raqueta pode ser metálica ou de carbono: a primeira é mais pesada emenos flexível. As cordas são de fibra sintética e estão presas na armação daraqueta.Estrutura do conhecimentoBadmintonCulturadesportivaHistóriaCARACTERIZAÇÃO DAMODALIDADEHabilidadesMotorasFisiologia dotreinoe condiçãofisicaConceitospsicossociais
  11. 11. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 11O objetivo do jogo é fazer passar o volante por cima da rede,respeitando as regras do jogo, fazendo-o tocar no campo do adversário – açãoofensiva, e impedir que o volante toque no seu próprio campo – açãodefensiva.Regras Básicas da ModalidadeCampoO campo deverá ser um retângulo e disposto como consta na figuraabaixo apresentada. Todas as linhas são parte integrante da área que definem.PostesOs postes deverão ter 1,55 metros de altura, contada a partir da superfíciedo campo. Deverão ser suficientemente fortes, de modo a permanecerem navertical e a manter a rede esticada, e deverão estar colocados sobre as linhaslaterais de pares, como mostra a figura.RedeA rede deverá ser feita de corda fina, de cor escura, de espessuraconstante e com uma malha não inferior a l5mm e não superior a 20mm. Arede deverá ter 760mm de profundidade.O cimo da Rede deverá ser rolado por uma tira de lona branca de 75mmde largura. A distância entre a superfície do solo e o centro da Rede deverá serde 1,524 metros, medida do centro do campo, e de 1,55metros, medida nospostes colocados sobre a linha lateral de pares.
  12. 12. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 12Toda a prática desportiva, a nível competitivo, só tem fundamentoquando é apoiada em normas que lhe estão subjacentes, normas essas quedevem ser respeitadas. No caso do Badminton, de seguida estão apresentadasas regras que consideramos serem as mais importantes para proporcionar umamais elevada e eficaz aprendizagem dos alunos.Início do jogoAntes do início do jogo, o árbitro realiza o sorteio entre os adversários. Ovencedor pode escolher entre o serviço ou o campo. Após o apito do árbitro, aequipa que escolheu ou que ficou com o serviço inicia o jogo.Depois de decidir sobre quem serve primeiro, o aluno na área de serviçodo lado direito inicia o jogo, servindo para o aluno na área de serviçodiagonalmente oposta. Se este devolver o volante antes de ele tocar no chão,os batimentos seguintes podem ser feitos, indistintamente, para qualquerdireção.JogadoresO jogo é disputado por um jogador de cada lado, no caso de singulares.ServiçoSempre que a pontuação do servidor estiver em 0 ou número par, osalunos servem e recebem o serviço na área de serviço do seu lado direito.Quando a pontuação estiver em número impar, procede-se de igual forma parao lado esquerdo. Quem determina a pontuação é o servidor.Num serviço correto:Nenhum dos lados deverá causar um atrasoindevido na execução do serviço; tanto o servidorcomo o recebedor deverão encontrar-se dentrodas áreas de serviço diagonalmente opostas,sem pisar as linhas-limite. Uma parte de ambosos pés do servidor e recebedor deve permanecer
  13. 13. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 13em contacto com a superfície do campo, numa posição estacionária, até que oserviço seja executado.A raqueta do servidor deverá contactar,inicialmente, a base do volante enquanto toda acabeça da raqueta estiver posicionada abaixodo nível da cintura do servidor.Assim que os jogadores tomam as suasposições, o primeiro movimento, de trás paradiante, executado pela cabeça da raqueta do servidor é considerado o início doserviço.Mudança de serviçoSempre que o aluno executa um serviço e faz falta, ou o volante toca emqualquer superfície dentro dos limites do seu campo.Erros na área de serviçoUm erro na área de serviço é feito quando um jogador:Serve fora da sua vez;Serve da área de serviço errada;Se posiciona na área de serviço errada, estando preparado para receber oserviço e este já tenha sido executado.SingularesOs jogadores devem servir e receber dentro da área de serviço do lado direitorespetiva, sempre que a pontuação do servidor seja par nesse jogo, ou aindanão tenha sido marcado nenhum ponto;Os jogadores devem servir e receber dentro da área de serviço do ladoesquerdo respetiva, sempre que o servidor tenha um número ímpar de pontosnesse jogo;O volante é batido, alternadamente, pelo servidor e pelo recebedor, até sercometida uma “falta”, ou até que o volante deixe de estar em jogo;
  14. 14. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 14Se o recebedor comete uma “falta” ou o volante deixa de estar em jogo, devidoa tocar a superfície do campo dentro da área do recebedor, o servidor marcaum ponto. Então, o servidor volta a servir da sua outra área de serviço;Se o servidor comete uma “falta” ou o volante deixa de estar em jogo, devido atocar a superfície do campo dentro da área do servidor, o recebedor marca umponto. Então, o recebedor passa a ser o novo servidor.PontuaçãoOs jogadores deverão jogar à melhor de três jogos, a menos que outramodalidade tenha sido previamente estabelecida. Um jogo é disputado àmelhor de três sets de vinte e um pontos, com pontos em todas as jogadas.Pontuação continua.Caso um jogo chegue à pontuação de 20-20, o set será ganho pelojogador que primeiro consiga uma vantagem de 2 pontos.Caso um jogo chegue a 29-29, o set será ganho pelo jogador que ganhar oponto seguinte. O jogador que ganhar um set começará a servir no setseguinte.Mudanças de campoNo fim do primeiro set;Antes do início do terceiro jogo (se o houver);No terceiro set, quando um dos lados atingir os 11 pontos.Duração e interrupções de jogoO jogo de Badminton não tem duração previamente definida. O jogodeve ser contínuo desde o primeiro serviço até à sua conclusão. Entre oprimeiro e o segundo jogo existe um intervalo de 1 minuto e 30 segundos. Umintervalo não superior a 5 minutos é permitido entre o segundo e o terceirojogo, quando este existir.
  15. 15. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 15Equipa de ArbitragemO jogo é dirigido por uma equipa de arbitragem, composta por:O juiz árbitro, responsável pela competição;O árbitro principal, responsável pelo jogo;O juiz de serviço, responsável pelas faltas de serviço;Os juízes de linha verificam e indicam se o volante toca dentro ou fora docampo ou cai no chão.FaltasUma falta cometida pelo aluno do lado do servidor implica a perda deserviço, mas se for cometida pelo aluno que recebe implica a marcação de umponto a favor do lado de quem serve. Durante o jogo, o aluno não pode tocar arede ou os seus suportes com a raqueta, com o corpo ou com o equipamento.O volante não pode ficar preso na raqueta durante a execução de umbatimento, nem pode ser batido duas vezes seguidas pelo mesmo aluno. Noserviço, o volante não pode ser batido, pela raqueta, acima do nível da cinturado servidor.Algumas faltasÉ falta se: Um serviço não for correto; O servidor, na tentativa de servir, falhar o volante; No serviço, depois de passar por cima da rede, o volante ficar preso narede ou em cima dela; O volante, quando em jogo:Cair fora das linhas-limite do campo;Passar através ou sob a rede;
  16. 16. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 16Não conseguir passar sobre a rede para o campo adversário;Tocar o teto ou as paredes laterais;Tocar o corpo ou o vestuário de um dos jogadores;Tocar qualquer objeto ou pessoa fora da área de jogo; Um jogador, quando o volante está em jogo:Tocar na rede com a raqueta, o corpo ou o equipamento;Invadir o campo do adversário com a raqueta ou o corpo (excetoquando o jogador segue o volante por cima da rede com araqueta, na sequência de um batimento);Impedir o adversário de executar um batimento legal;Bater duas vezes consecutivas no volante.Volante dentro e volante foraTodas as linhas que limitam o campo fazem parte integrante do mesmo.Considera-se volante fora, quando este toca no solo para além das linhas ou,ainda, se tocar no teto. Considera-se volante dentro, quando este toca naslinhas ou no interior do campo.Os postes fazem parte integrante do campo e, assim, considera-sevolante jogável quando este bate nos postes acima da rede.
  17. 17. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 171.2. Habilidades MotorasPega da RaqueteTipos de Pega Pega direita Pega esquerda Pega universalExecução Pega de direita – apontar a raqueta de perfil, para frente e para baixo com os dedos aenvolver o cabo da raqueta sobre a diagonal (com polegar em oposição) Esta pega utiliza-senormalmente nos batimentos do lado direito e nos batimentos à esquerda acima da cabeçaem basculação. Pega de esquerda – Partir da pega da direita, rodar a raqueta ligeiramente para fora sobre odedo indicador. A face mais larga do cabo da raqueta deve ficar voltada para cima, emcontacto com o polegar. Esta pega utiliza-se principalmente nos batimentos da esquerda Pega universal – a mão envolve o cabo da raqueta com o polegar, entre o indicador e osrestantes dedos. Nesta o polegar e o indicador devem formar um “v”, no bordo superior docabo da raqueta; a armação da cabeça da raqueta deve estar perpendicular ao solo.Erros mais comuns Pegar a raqueta junto à haste ou muito junto à base do cabo; Muito dos erros na pega estão relacionados com problemas de deslocamento – pés ao ladoum do outro.Estrutura do conhecimentoBadmintonCulturadesportiva HABILIDADESMOTORASFisiologia dotreinoe condição fisicaConceitospsicossociais
  18. 18. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 18Posição baseTipos Posição básica: é uma posição de espera dinâmica que lhe possibilita entrar em ação emqualquer parte do campo; Posição para receção do serviço: segundo o tipo de serviço, curto ou alto, a perna direitaapoia-se sobre a parte anterior do pé, descontraída, pronta para fazer o deslocamento àfrente ou à retaguarda; Posição defensiva: esta posição verifica-se quando um jogador espera o ataque doadversário.Fundamentos de execução Procura-se uma posição que permite entrar em ação e executar batimentos precisos. Fletir ligeiramente os membros inferiores; Colocar os pés à largura dos ombros; Avançar o membro inferior correspondente ao lado da mão da raqueta; Distribuir o peso do corpo igualmente pelos dois apoios. Dirigir o olhar para a frenteErros mais comuns Pés juntos Pés ao lado um do outro. MI em extensão Incorreta colocação dos MS
  19. 19. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 19DeslocamentosTipos À frente (lado direito e lado esquerdo) Laterais (lado direito e lado esquerdo) À retaguarda Passo caçado (nas várias direções e sem cruzar os apoios) – este é o deslocamento maisequilibrado e rentávelFundamentos de execução Fletir ligeiramente os membros inferiores; Pés afastados, sensivelmente à largura dos ombros, com um apoio mais avançado; Tronco ligeiramente inclinado à frente; Olhar dirigido para o volante.Erros mais comuns Cruzar os apoios Levantar os apoios dos solos Não adotar a posição básica
  20. 20. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 20ClearFundamentos de execução Utilizado na devolução do volante, com trajetórias altas; Rodar os ombros e os membros inferiores; Fletir o membro superior que tem a raquete com a mão ao nível da nuca; Bater de modo explosivo, por cima e à frente da cabeça, com extensão final do membrosuperior; Bloquear o pulso e a rotação do tronco no momento final do batimento; Imprimir ao volante uma trajetória alta e longa de modo que caia perto da linha final docampo adversário.Erros mais comuns Não rodar os ombros e os membros inferiores; Não executar correta ação do MS Não bater por cima e à frente da cabeça Não bloquear o movimento no final do batimento Não promover uma trajetória alta e em profundidade
  21. 21. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 21AmortiFundamentos de execução Rodar os ombros e os MI; Bater por cima e à frente da cabeça; Estender o MS, acompanhado de uma desaceleração no final do movimento; Imprimir uma trajetória descendente e lenta de modo que o volante caia próximo darede do campo adversário.Erros mais comunsLobFundamentos de execução Colocar o pé correspondente ao lado da mão da raquete à frente; Bater de modo explosivo, à frente do corpo e abaixo da cintura; Fazer um movimento de chicotada ao nível do pulso; Imprimir ao volante uma trajetória ascendente, alta e profunda, para que o volante caia pertoda linha de fundo do campo adversário.Erros mais comuns Não avançar corretamente o MI Não executar corretamente o batimento e o movimento de pulso Não promover uma trajetória ascendente, alta e em profundidade
  22. 22. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 22 MS batedor fletido Não armar o MS Bater ao lado do corpo Trajetória alta e queda do volante longe da rede Não executar corretamente a ação do MS e batimento Não promover a trajetória pretendidaEncostoFundamentos de execução Colocar o pé direito à frente (jogadores destros); Bater o volante à frente do corpo e cabeça da raquete na perpendicular da trajetória dovolante; A partir da extensão para a frente do MS, bloquear o volante servindo da velocidadeque este trás, de forma a passar junto à rede e cair perto destaErros mais comuns Não avançar corretamente o MI Não executar corretamente o batimento e o movimento de pulso Trajetória alta e queda do volante longe da rede Não executar corretamente a ação do MS e batimento Não promover a trajetória pretendida
  23. 23. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 23ServiçoTipos Curto LongoFundamentos de execuçãoCurto: Colocar-se de lado, com o ombro e o pé contrário à mão da raqueta voltados diagonalmentepara o adversário; Colocar o pé contrário à mão da raqueta à frente, com o peso do corpo sobre o membroinferior da retaguarda; Segurar o volante pela cabeça entre o polegar e o indicador, com o membro superior fletido. Bater o volante com o movimento contínuo da raqueta Bloquear o pulso no final do batimento Imprimir ao volante uma trajetória baixa e tensa de forma a passar junto à rede e a cair pertodesta no campo adversário.Longo: Mesmos aspetos contemplados no serviço curto Segurar o volante pela cabeça entre o polegar e o indicador, com o membro superior
  24. 24. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 24estendido à altura do ombro; Acelerar o movimento de trás para a frente e debaixo para cima, batendo o volante com ummovimento de chicotada; Imprimir ao volante uma trajetória alta e profunda, de modo que este caia perto da linha finaldo campo adversário.Erros mais comuns Incorreta colocação dos apoios e ombros Incorreto batimento Trajetória incorretaCurto: Batimento com a raquete acima da cintura M. S. em flexão Trajetória alta Colocação incorreta dos pésLongo: Batimento com a raquete acima da cintura. M. S. em flexão Paragem do M.S. batedor após o batimento Colocação incorreta dos pésResumidamente, podemos apresentar batimentos acima da cabeça e batimentos abaixoda linha da cintura. De seguida, faremos uma síntese dos batimentos do Badminton.
  25. 25. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 25Batimentos Técnica Objetivos Táticos TrajetóriaAcima dacabeçaClear- Enviar o volante o mais alto elonge possível, para a linha defundo contrária de forma a fazercair o volante verticalmente,dificultando as possibilidades deataque a este batimento edeslocando o opositor para o fundodo campo.Amorti- Colocar o volante, através de umbatimento curto, numa zonaimediatamente a seguir à rede, forado alcance do adversário.Abaixo daCinturaServiçoCurto-Colocar o volante na zona deserviço adversário, fazendo cair ovolante o mais perto possível dalinha de serviço curto.ServiçoLongoColocar o volante na zona deserviço adversário, fazendo cair ovolante verticalmente, perto dalinha de fundo.Lob- Batimento destinado a colocar ovolante alto e no fundo do campo.Encosto- Batimento executado quando ovolante está abaixo do nível darede. O objetivo é devolver ovolante para junto da rede.
  26. 26. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 26Trajetória dos volantes - BatimentosTrajetória dos volantes - Serviço
  27. 27. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 271.3. Fisiologia do Treino e Condição FísicaComo parte essencial e com uma importância fulcral, o aquecimento temque ser vigoroso e contemplar uma mobilização eficaz das principaisarticulações a serem solicitadas no decurso da aula, intervindo na prevençãode lesões.Os exercícios da parte inicial da aula assumem sobretudo um lugarimportante para ativar as estruturas corporais essenciais à modalidade aabordar, assim como, a execução de ações motoras da técnica maiscomplexas constituintes da parte fundamental.Uma das funções desta parte da aula é a de comunicar aos alunos osobjetivos e as atividades a desenvolver no decorrer da aula, não esquecendode estabelecer ligação com as aulas anteriores, fazendo os alunoscompreenderem a sequência dos conteúdos a abordar.O aquecimento tem que contemplar uma mobilização geral e específica eser adaptada aos conteúdos e exigências dos exercícios realizados durante aaula. Nesta modalidade a articulação escapulo-umeral é o principal alvo.A ativação geral deve possuir uma característica lúdica e divertida, demodo a motivar os alunos para a aula, através de jogos pré-desportivos,percursos e jogos de equipa.Estrutura do conhecimentoBadmintonCulturadesportivaHabilidadesMotorasFisiologia dotreinoe condição fisicaAQUECIMENTOCondição Física Retorno à calmaConceitospsicossociais
  28. 28. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 28Por condição física entende-se o nível de capacidades motoras que cadaaluno possui para a realização de uma tarefa, num determinado momento. Acondição física está diretamente relacionada com o desenvolvimento dascapacidades motoras. Estas dividem-se em condicionais (relacionadas comos processos de obtenção e transformação de energia, isto é, os processosmetabólicos nos músculos e sistemas orgânicos) e coordenativas(relacionadas, essencialmente, com os processos de controlo do movimento,dependentes do sistema nervoso central).A análise de posições de vários autores remete-nos para a escolha davelocidade, da resistência e da força – como capacidades condicionais – e aescolha da capacidade de orientação e reação – como capacidadescoordenativas – a desenvolver nesta matéria.No entanto, em todas as aulas queremos proporcionar aos nossos alunosum trabalho completo no que concerne à exercitação de todas ascapacidades motoras. A seguir abordaremos um pouco de cada uma dessascapacidades.Estrutura do conhecimentoBadmintonCulturadesportivaHabilidadesMotorasFisiologia dotreinoe condição fisicaAquecimentoCONDIÇÃO FÍSICARetorno à calmaConceitospsicossociais
  29. 29. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 29ForçaCapacidade motora que permite superar ou contrair as resistências aomovimento, com base em forças internas (produzidas por contração muscular,ações dos tendões e ligamentos) e forças externas (gravidade, atrito,oposição).A prática desportiva evidenciou uma diversidade de tipos de forçadefinidos como: força máxima, força explosiva e força resistente. No caso doBadminton, a força explosiva é a mais importante. Este tipo de força énecessária nos membros inferiores para os deslocamentos rápidos e nosmembros superiores para a realização de movimentos e batimentos rápidos efortes.ResistênciaCapacidade motora que permite realizar um esforço relativamente longo,resistindo à fadiga, com uma rápida recuperação depois dos esforços, evitandoa perda de qualidade de execução.A Resistência pode ser aeróbia (quando há equilíbrio entre o oxigénioque está a ser necessário para o trabalho muscular, e o que está a sertransportado pela circulação até esse tecido) ou anaeróbia (devido à grandeintensidade de carga, a quantidade de oxigénio capaz de ser utilizado peloorganismo é insuficiente para a combustão oxidativa e o metabolismoenergético processa-se em dívida de oxigénio). No caso do Badminton quese caracteriza por esforços intermitentes, a resistência anaeróbia lácticaacaba por ter um grande peso no desenrolar do jogo.VelocidadeCapacidade motora que permite realizar movimentos (ações motoras) nomínimo tempo possível. É uma capacidade que, apear de condicionada pelaherança genética de cada um, pode ser melhorada se exercitada desde asidades mais baixas. Trata-se de uma capacidade motora que diminui com aidade. A velocidade pode ser de reação, execução ou deslocamento. NoBadminton, uma maior velocidade de execução dos movimentos édeterminante para realizar os batimentos com uma maior eficácia.
  30. 30. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 30FlexibilidadeDisponibilidade de uma articulação em ser movimentada ao longo de todaa amplitude natural do movimento. É utilizada para prevenir lesões face aosmovimentos rápidos e bruscos que esta modalidade impõe. Esta prevençãodeve ser efetuada através de um trabalhos de mobilização articular no inícioda aula.ReaçãoCapacidade motora que permite reagir o mais rápido e corretamente a umdeterminado estímulo, seja ele visual, auditivo ou cinestésico.Orientação EspacialCapacidade de reagir a um estímulo externo em termos de deslocação oude estabilização da postura.Coordenação óculo-manualVisa o aperfeiçoamento da ligação do campo visual à motricidade da mãoe dos dedos, desenvolvendo a habilidade e a precisão de movimentos, tendoem atenção a natureza do objeto (bolas grandes/pequenas, pesadas/leves), otipo de trajetória (horizontal, parabólica, vertical), e a posição do aluno (de pé,deitado, parado e em movimento).
  31. 31. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 31O retorno à calma deve-se verificar após cada treino, cada jogo, seja eleem que contexto que for. No domínio escolar, esta fase é importante que sejainserida na parte final da aula. Depois de uma solicitação física intensa na aula,é necessário repor os mecanismos de ação a um nível equilibrado. Assim, ofinal da aula deve ser preenchido com exercícios de menor solicitação física oumesmo nenhuma. Podem ser propostos exercícios de recuperação ativa, derelaxação total do corpo ou até uma breve conversa com os alunos acerca dasdificuldades sentidas na aula.No entanto, é importante não confundir a relaxação do corpo com adiminuição do estado de motivação. Pelo contrário, incluir numa aula diversospicos de motivação, um destes particularmente no final, é o ideal.É importante na Educação Física que os alunos saiam da aula com umnível alto de motivação, aliciando-os e entusiasmando-os para a aula seguinte.Estrutura do conhecimentoBadmintonCulturadesportivaHabilidadesMotorasFisiologia dotreinoe condição fisicaAquecimento Condição Física RETORNO ÀCALMAConceitospsicossociais
  32. 32. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 321.4. Conceitos PsicossociaisAs características específicas desta modalidade conferem-lhe condiçõesespecialmente favoráveis ao desenvolvimento da autonomia. Ao longo dasaulas será valorizada a capacidade de continuar a realizar, individualmente ouem grupo, as tarefas solicitadas pelo professor, de forma adequada, mesmo nasua ausência. Esta modalidade implica que os alunos efetuem diferentessequências de batimentos, havendo variadíssimos pares a realizar emsimultâneo. Desta forma, não estarão constantemente sobre o olhar atento doprofessor. É essencial que demonstrem esta autonomia de forma a que asaulas se possam realizar com sucesso e eu possa propor exercícios cada vezmais ambiciosos.Neste sentido a responsabilidade e o respeito deverem estar semprepresentes. Na continuidade do citado anteriormente, o aluno terá que serresponsável, efetuando as sequências de batimentos ou outro tipo deexercícios propostos de forma empenhada e séria, cumprindo as regrasestabelecidas, assim como demonstrar respeito pelo material e colaborar naarrumação e preservação do mesmo.O empenhamento na realização de tarefas propostas pelo professor e namodalidade em si é um aspeto essencial, já que apesar de ser uma modalidadelúdica, fruto da manipulação de materiais que os alunos não tem acesso no dia-a-dia, como a raquete e volante, necessita de dedicação por parte dos alunos,atenção nas explicações e compromisso na realização das atividades.A cooperação deve estar presente em todas as situações da aula,escolhendo sempre as ações mais favoráveis para o seu melhoraproveitamento e da turma, admitindo assim as indicações que lhe dirigem eaceitando as opções e possíveis falhas de seus colegas.Estrutura do conhecimentoBadmintonCulturadesportivaHabilidadesMotorasFisiologia dotreinoe condiçãofisicaCONCEITOSPSICOSSOCIAIS
  33. 33. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 33Módulo 21.“O Módulo 2 abrange questões sobre a compreensão e gestão do ambiente deaprendizagem (…) No planeamento do ambiente da aula as questões relativas àsinstalações; materiais; gestão e segurança devem ser as primeiras considerações doprofessor (…)”Joan N. Vickers2. - ANÁLISE DO ENVOLVIMENTO2.1. – RECURSOS ESPACIAIS2.2. – RECURSOS HUMANOS2.3. – RECURSOS TEMPORAIS2.4. – RECURSOS MATERIAIS- FASE DE ANÁLISE -
  34. 34. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 342. Modulo II – Análise do Envolvimento2.1. Recursos EspaciaisPara o ensino da modalidade de Badminton existe a Nave central e oPolidesportivo.2.2. Recursos HumanosNa prática desta modalidade, estarão presentes nas aulas 27 alunos (12meninos e 15 meninas), da turma do 9ºC. Assim como, o professor cooperanteRui Carvalho e eu, aluna-estagiária Paula Gomes que lecionarei as aulas.No pavilhão encontram-se duas funcionárias, responsáveis pela manutençãodo material existente.
  35. 35. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 352.3. Recursos TemporaisA unidade didática referente ao ensino da modalidade de Badminton estáinserida no conjunto de matérias a lecionar durante o 2º Período, sendo-lhedestinadas dois blocos de noventa minutos e quatro aulas de quarenta e cincominutos.A carga horária semanal para a disciplina é de:N.º de horas por semana Dia da semana Horário das aulas90 Minutos Quarta-feira 11h55 às 13h2545 Minutos Sexta-feira 12h40 às 13h252.4. Recursos MateriaisBadmintonMaterialEstado de conservaçãoTotalNovoBomestadoAceitávelMauestadoColetesBrancos 726Azuis 7Verdes 7Vermelhos 5Raquetes 28 28Volantes 30 6 36Postes 10 10Fita 5 5SinalizadoresPequenos 20 20Médios 6 6
  36. 36. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 36MÓDULO 3“Neste módulo pretende-se conhecer o nível de entrada dos nossos alunosrelativamente às Habilidades e Conhecimentos (… )”Joan N. Vickers3. - ANÁLISE DOS ALUNOS3.1. - AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DO NÍVELINICIAL DE PRESTAÇÃO DOS ALUNOS- FASE DE ANÁLISE -
  37. 37. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 373. Módulo III - Análise dos alunosA combinação da análise do envolvimento e dos alunos permite umaperfeita adaptação das sequências metodológicas aos níveis iniciaismanifestados para que seja possível dirigi-los no sentido de uma evoluçãocoerente e real. Assim, a evolução das propostas deve possuir bases sólidaspara que os alunos assimilem novos conhecimentos, mais complexos esuscetíveis de serem consolidados, uma vez que se as propostas foremdemasiado difíceis os alunos nunca conseguirão passar para a aprendizagemseguinte.Considerar este aspeto equivale, por assim dizer, à valorização daindividualidade do sujeito e da sua cognição, das atitudes e valores,ao respeito pelas diferenças individuais e à procura de umdesenvolvimento global e contínuo. A aplicação destes critériossupõe, pelo menos, uma dupla exigência: por um lado, asalvaguarda dos interesses dos alunos, por outro, a definição de pré-requisitos de aprendizagem, isto é, de indicadores dos níveis dedesenvolvimento do aluno. (Pacheco, 2001)Assim sendo, nenhum tipo de planeamento deverá ser desenvolvidosem que uma avaliação diagnóstica tenha lugar, bem como, a sua posterioranálise. A sua análise deve ser feita tendo em conta o nível de cada aluno e onível de cada conteúdo. Importa perceber qual a média da turma em cadaconteúdo, para perceber quais os erros mais comuns e quais aspotencialidades a serem aproveitadas.Deste modo, na avaliação diagnóstica centramo-nos nas habilidadesmotoras relativas a esta modalidade. Desta forma, as ações técnicas e táticasirão ser avaliadas em situação de jogo 1x1. No entanto, existirá umaapreciação global do aluno, tendo em conta que se torna difícil observar todasas ações técnicas e táticas. Para a avaliação de cada um dos parâmetros foiutilizada avaliação quantitativa de 1 a 3, à qual corresponde uma avaliaçãoqualitativa.
  38. 38. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 38NívelServiço1 O aluno não executa com êxito a ação de servir.2O aluno envia o volante por cima da rede para a área de serviço diagonalmenteoposta à do servidor batendo o volante à frente e abaixo do nível da bacia, nummovimento contínuo.3O aluno envia o volante por cima da rede para a área de serviço diagonalmenteoposta à do servidor batendo o volante à frente e abaixo do nível da bacia, nummovimento contínuo dificultando a receção.AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DE BADMINTONN.º NOMEserviço(15%)Posição base(15%)Deslocamentons(15%)Batimentos (lob,clear, amorti)(40%)Total(85%)Conhecimentos(15%)Nível1 Adelino Pinheiro 2 1 2 2 1,55 1 1,472 Ana Ribeiro 1 1 1 1 0,85 1 0,873 Ana Barbosa 1 1 1 1 0,85 1 0,874 Beatriz Álvaro 1 2 2 2 1,55 1 1,475 Beatriz Silva 1 1 1 1 0,85 1 0,876 Carla Neto 1 1 1 1 0,85 1 0,877 Carlos Mota 1 1 1 1 0,85 1 0,878 César Meireles 1 1 1 1 0,85 1 0,879 Cláudia Matos 1 1 1 1 0,85 1 0,8710 Diogo Rocha 2 1 2 2 1,55 1 1,4711 Fernando Sousa 1 1 1 1 0,85 1 0,8712 Helena Mendes 1 1 1 1 0,85 1 0,8713 Henrique Machado 1 1 1 1 0,85 1 0,8714 Joana Silva 1 1 1 1 0,85 1 0,8715 Jorge Sousa 1 1 1 1 0,85 1 0,8716 Ligia Bessa 1 1 1 1 0,85 1 0,8717 Mariana Santos 1 1 1 1 0,85 1 0,8718 Marta Marques 1 1 1 1 0,85 1 0,8719 Paula Martins 1 1 1 1 0,85 1 0,8720 Ricardo Silva 2 1 1 1 1,00 1 1,0021 Sara Pinheiro 1 1 1 1 0,85 1 0,8722 Simão Leão 2 1 2 2 1,55 1 1,4723 Tânia Assis 1 1 1 1 0,85 1 0,8724 Tiago Leite 2 1 2 2 1,55 1 1,4725 Tiago Santos 1 1 1 1 0,85 1 0,8726 Tomé Rodrigues 1 1 2 2 1,40 1 1,3427 Valéria Alves 1 1 1 1 0,85 1 0,87
  39. 39. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 39NívelPosição base1O aluno não assume uma posição base nem uma colocação equilibradarelativamente ao terreno de jogo2O aluno mantém uma posição base com os joelhos ligeiramente fletidos e com o MIdireito avançado.3O aluno mantém uma posição base e coloca-se equilibradamente relativamente aoterreno de jogoNível Deslocamentos1 O aluno não executa deslocamentos.2O aluno executa deslocamentos (à frente, à retaguarda, laterais e passo caçado) comdificuldade.3O aluno desloca-se com oportunidade, conseguindo o posicionamento correto dosapoios, antecipando-se à queda do volante.Nível Execução dos batimentos (“Clear”, “Lob”, “amorti”)1 O aluno não consegue acertar no volante ou falha pouco depois de iniciar.2 O aluno executa os batimentos (“Clear”, “Lob”, “amorti”) com dificuldade.3O aluno esboça com intencionalidade os batimentos (“Clear”, “Lob”, “amortie”)criando dificuldades ao opositor.Nível Conhecimentos do regulamento e das técnicas de execução dos batimentos1O aluno não tem conhecimento do regulamento e das técnicas de execução dosbatimentos.2O aluno tem conhecimento do regulamento e das técnicas de execução dosbatimentos mas revela algumas dificuldades na sua aplicação.3O aluno tem conhecimento do regulamento e das técnicas de execução dosbatimentos e aplica-as.
  40. 40. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 40Com a avaliação diagnóstica da turma pretendemos alcançar uma visãogeral dos conhecimentos dos alunos relativamente ao Badminton, passandoessencialmente por duas das categorias transdisciplinares (habilidadesmotoras e cultura desportiva). A partir da avaliação, foi atribuído um nível dehabilidade a cada aluno para posteriormente ser aplicada uma metodologia deensino devidamente adequada. Assim, a cada nível faz-se corresponder umaetapa de aprendizagem que irá permitir ao aluno evoluir para um nível dedesempenho superior, isto é, para um nível de habilidade mais complexo.Assim sendo, após a verificação da tabela acima pode-se concluir que estaturma apresenta-se no nível 1.Neste sentido foi possível constatar, que a turma não tem qualquer noçãoda existência de vários batimentos e a forma como utilizá-los em jogo, porforma a criar situações de dificuldade ao adversário. O que se verifica é umapreocupação constante de acertar no volante, sem terem consciência em quezona do campo é que ele vai cair, experimentando acertar-lhe da forma que dámais jeito sem nenhuma intenção tática. Por consequência, não existe jogocurto/longo, sendo frequente o jogo “ à figura”.O conhecimento dos alunos é reduzido, talvez pelo facto do pouco tempodedicado a esta modalidade em anos anteriores como também pela reduzidaformação dada aos professores no âmbito desta modalidade, que sórecentemente tem vindo a ser abordada de forma mais aprofundada na nossafaculdade. Os alunos desconheciam os tipos de pega existente, os diferentesbatimentos, a necessidade de manter os pés em contacto com o solo narealização do serviço e a diferente colocação dos apoios nos batimentos acimada cabeça e abaixo da cintura. Sendo estes últimos utilizados em recurso, poispreferencialmente efetuavam batimentos acima da cabeça.Tendo em conta o nível apresentado pode-se seguir uma sequência nodecurso da aprendizagem, determinada pelos comportamentos motoresinerentes aos momentos do jogo. Tendo em conta que a motivação dos alunosé um aspeto fundamental, a realização de situações jogadas é a forma maisindicada para alcançar o sucesso.Ao longo das aulas será minha intenção criar situações para que osalunos possam melhorar os aspetos técnicos individuais, de modo aresolverem da melhor forma possível as situações que o jogo proporciona.
  41. 41. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 41Essa melhoria deverá ser sempre acompanhada por um aumento dacapacidade de dar respostas adequadas no contexto do jogo, isto é, damelhoria ao nível tático.Por isso, o jogo é utilizado como meio fundamental para a aprendizagemdos procedimentos específicos do Badminton, pois as situações criadasdurante o mesmo geram a necessidade de aquisição de novos conhecimentos,que permitirão seguramente uma evolução mais rápida e eficaz da qualidadede jogo.
  42. 42. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 424. - EXTENSÃO E SEQUÊNCIA DOS CONTEÚDOS4.1. - EXTENSÃO E SEQUÊNCIA DOS CONTEÚDOS PARA ATURMA DO 9º C4.2 - JUSTIFICAÇÃO DA EXTENSÃO E SEQUÊNCIA DECONTEÚDOS DE ATLETISMO4.3. – ALTERAÇÕES DA EXTENSÃO E SEQUÊNCIA DOSCONTEÚDOS4.4. – JUSTIFICAÇÃO DA ALTERAÇÃOMódulo 4- FASE DE DECISÃO -“No módulo 4, sua tarefa é desenvolver uma extensão e sequência, que conduzirá os seusalunos ou atletas através de experiências de aprendizagem planeadas até ao fim de umaunidade (…) esta é uma fase em que o professor necessita de tomar as decisões finais sobreo que vai ensinar aos seus alunos a fazer durante um determinado período de tempo.Joan N. Vickers
  43. 43. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 434. Módulo IV - Extensão e sequência dos conteúdosA Unidade Didática de Badminton será então formulada tendo em conta acaracterização da turma, o número de alunos; o número de aulas disponíveis;as características comportamentais dos alunos, e as competências adesenvolver previstas na planificação anual do grupo de Educação Física.Entendo que a seleção dos conteúdos, tendo em conta todos estesconstrangimentos, não poderá ser muito ambiciosa. Contudo, estará sempresujeita a alterações mediante a própria evolução dos alunos ou o aparecimentode novas situações que alterem as condições existentes neste momento.
  44. 44. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 44Legenda: I/I (tipologia da tarefa/função didática) – informação/introdução; E/E – extensão/exercitação; R/E – Refinamento/exercitação; A/E – aplicação/exercitaçãoNível 1Aulas/EspaçosN.C. N.C. Espaço 1 Espaço 1 N.C. N.C.Conteúdos 1 2 3 4 5 6 7 8HabilidadesmotorasPosição base1x1AvaliaçãodiagnósticaI/I1x0E/E1x1(cooperação)(C)R/E1x1 (C)A/E1x1 (o)1x1AvaliaçãoSumativaPega da raqueteDeslocamentosServiçoCurto I/I 1x1 (C) E/E 1x1 (C)E/E1x1(cooperação)R/E1x1SequênciasA/E1x1(oposição)Longo I/I 1x1 (C)Lob I/I1x1 (C)E/E 1x1 (C)ClearAmorti I/I 1x1 (C)Encosto I/I 1x1 (C) E/E 1x1 (C)R/E 1x1SequênciasCulturadesportivaCaracterização da modalidade e regulamentoObjetivodo jogoTerreno de jogoRegra dovolante dentroe foraSistema depontuaçãoFaltas naredeTodo oregulamentoanteriorTerminologia específica O aluno aplica a terminologia das ações motoras (por exemplo: lob, clear, serviço, etc.)Condição FísicaCapacidades CondicionaisO aluno corre durante 8 minutos, um percurso estabelecido, mantendo o ritmo (resistência).O aluno realiza, a situação pretendida, no menor tempo possível sem perda de eficácia.O aluno realiza, a situação estabelecida, com a amplitude adequada.ForçaSuperior 2x15Média 2x20Inferior 2x20Capacidades CoordenativasAo longo das aulas, nos exercícios propostos, serão desenvolvidas as capacidades de reação, orientação espacial,coordenação óculo-manual.ConceitosPsicossociaisCooperação O aluno colabora com os colegas de turma com o intuito de atingir os objetivos do exercícioRespeito O aluno revela respeito pelos colegas de turma, professora e materiais utilizados na aulaResponsabilidade/autonomia O aluno executa o que a professora propõe, com ou sem a sua supervisão ativaEmpenho O aluno realiza os exercícios propostos com o máximo empenho e compromissoRotinas de segurança Volante e Raquete na mão, enquanto a professora realiza a instrução; regra dos 3’; arrumar o material que não está a serutilizado.Materiais Raquetes, Volantes, elástico, postes.
  45. 45. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 45Justificação da Extensão e Sequência dos conteúdosA unidade didática em questão foi elaborada segundo o modelo de J.Vickers (1987) que sustenta um trabalho educacional a quatro níveis:habilidades motoras, cultura desportiva, condição física e conceitospsicossociais. Deste modo, os objetivos a atingir nesta unidade didáticaobedecem a estas quatro áreas.Por seu turno, os conteúdos designados vão de acordo com oplaneamento anual concebido pelo grupo de Educação Física da EscolaSecundária I3 de Paços de Ferreira.Assim sendo, a presente Unidade Didática sustenta-se no ModeloInstrucional de Ensino do Desporto: o Modelo Desenvolvimental da Tarefa.Este modelo pressupõe a construção de tarefas de informação (I), extensão (E)refinamento (R) e aplicação (A) (Rink, 1996). Desta forma, as tarefasapresentadas são realizadas em contextos variáveis em que o grau decomplexidade é constantemente manipulado. No sentido, de completar estainformação, estará presente a função didática de cada conteúdo, sendo estas aintrodução (I), exercitação (E) e consolidação (C).Deste modo, em toda a unidade tentaremos estabelecer uma lógica dejogo sequencial, com a introdução de batimentos que permitam a existência dejogo. Assim sendo, o primeiro aspeto importante a referir é que as açõestécnicas serão alvo de exercitação em situação de jogo (1x1 (cooperação(c)) e1x1 (oposição(o)) e através de sequências de gestos técnicos que obrigue osalunos a pensar e analisar as trajetórias do volante. Isto é, as tarefas pedidasterão como objetivo o desenvolvimento da capacidade técnica em contextotático. Para além das sequências podemos ainda condicionar o jogo, levando-os a exercitar aquilo em que têm mais dificuldade.Assim, paralelamente estaremos a trabalhar e a refinar as váriascomponentes técnicas e, exercitar os aspetos táticos mais importantes do jogode Badminton, como por exemplo a alternância do jogo curto/longo, arecuperação da posição base e evitar jogar à figura.Por consequência, é necessário que os alunos saibam que todas asexecuções técnicas que realizam são fruto de uma intenção tática. Ou seja, o
  46. 46. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 46grande objetivo que pretendemos criar nos alunos é que estes pensem a jogare sejam imprevisíveis durante o jogo. Para tal, criamos estratégias em que estaimprevisibilidade seja estimulada. Evitar jogar a figura e jogar para zonas dedifícil acesso são noções que um aluno deve ter para jogar bem, com eficiênciae eficácia. Após esta intenção, é necessário que a habilidade técnica estejarefinada.Neste sentido, inicialmente, na 2ª aula, serão introduzidos os conteúdosreferentes à posição base, pega da raquete e deslocamentos, existindo aexercitação destes até à 5ª aula. Quanto à tipologia das tarefas, na aula 2 sãotarefas de informação 1x0, na aula 3 de extensão 1x1 (c), na aula 4 derefinamento, em que se utiliza a mesma situação de aprendizagem da aulaanterior, no entanto tendo em conta a melhoria da eficiência e eficácia, ou seja,o refinamento da habilidade. Por fim, na aula 5 será a aplicação,1x1 (o), do quefoi aprendido.No que concerne aos batimentos, estes serão introduzidos segundo alógica de sequência da trajetória do volante, já referenciado anteriormente.Assim, na aula 3 serão introduzidos o serviço curto, lob e clear e por isso atipologia da tarefa é de informação. Na aula 4 e 5 são tarefas de extensão,assim sendo a situação de 1x1 (c) é transversal às três aulas, diferenciando osobjetivos comportamentais e componentes criticas. Por conseguinte, na aula 6existe o refinamento dos batimentos através de sequências e a sua aplicaçãona aula 7, no jogo 1x1 (o).Seguidamente, na aula 4 introduz-se o serviço longo e o amorti aplicandotarefas de informação 1x1 (c). Nas aulas 5, 6 e 7 dirigem-se respetivamentetarefas de extensão, refinamento e aplicação.O último batimento a ser introduzido na aula 5, em resposta ao amorti é oencosto, através de tarefas de informação e nas duas aulas seguintes (6 e 7)as tarefas apresentadas são de extensão e refinamento, não existindo tempopara a sua aplicação.Assim, tendo em conta o número limitado de aulas e o nível apresentadopela turma, não será possível consolidar os conteúdos pois seria necessário termais aulas para que fosse possível atingir esse objetivo. Contudo, serãocriadas aulas motivantes onde será exequível encadear os diferentesbatimentos que serão abordados ao longo das aulas. Teremos a preocupação
  47. 47. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 47de partir de sequências muito simples com dois ou três batimentos paraposteriormente apresentar aos alunos sequências mais complexas (com maisde três tipos de batimentos).No que diz respeito à avaliação diagnóstica e sumativa, esta será realizadaem situação de jogo 1x1 (o).Em relação à Cultura Desportiva, existirá um especial enfoque natransmissão de informação à turma acerca de todo um conjunto de aspetosreferentes ao objetivo do jogo, terreno de jogo, regra do volante dentro e fora,sistema de pontuação e faltas na rede. Bem como, a terminologia específicadecorrente das tarefas propostas, por exemplo serviço curto, lob, clear, amorti,etc).O trabalho de desenvolvimento da condição física terá particular foco nascapacidades de força superior 2x15, média 2x20, inferior 2x20, assim como naresistência (8 minutos), velocidade, flexibilidade, coordenação óculo-manual,capacidade de reação e orientação espacial, implícitas à modalidade.No que concerne aos conceitos psicossociais, procura-sefundamentalmente que os alunos aprendam e demonstrem cooperação,respeito, responsabilidade/autonomia e empenho, pois serão aspetos queestarão presentes constantemente nas aulas.Todos os objetivos enunciados, em cada uma das três categorias, serãotransversais a todas as aulas com o intuito de desenvolver um ser completo.Por último, as rotinas de segurança presentes na aula serão a regra dovolante e raquete na mão, enquanto a professora realiza a instrução, regra dos3’ e arrumar o material que não está a ser utilizado. Quanto ao material queestará presente habitualmente nas aulas serão as raquetes, volantes, elástico eos postes.
  48. 48. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 48Nível 1Aulas/EspaçosN.C. N.C. Espaço 1 Espaço 1 N.C. Espaço 1Conteúdos 1 2 3 4 5 6 7 8HabilidadesmotorasPosição base1x1AvaliaçãodiagnósticaI/I1x0E/E1x1(cooperação)(C)R/E1x1 (C)A/E1x1 (0)1x1AvaliaçãoSumativaPega da raqueteDeslocamentosServiçoCurto I/I 1x1 (C) E/E 1x1 (C) E/E 1x1 (C)R/ESequênciasA/E (1x1) (o)Longo I/I 1x1 (C) E/E 1x1 (C)Lob I/I 1x1 (C) E/E 1x1 (C) E/E 1x1 (C) R/E 1x1SequênciasA/E 1x1(oposição)Clear I/I 1x1 (C) E/E 1x1 (C)Amorti I/I 1x1 (C) E/E 1x1 (C)CulturadesportivaCaracterização da modalidade e regulamentoObjetivodo jogoTerreno de jogoRegra dovolante dentroe foraSistema depontuaçãoFaltas naredeTodo oregulamentoanteriorTerminologia específica O aluno aplica a terminologia das ações motoras (por exemplo: lob, clear, serviço, etc.)Condição FísicaCapacidades CondicionaisO aluno corre durante 8 minutos, um percurso estabelecido, mantendo o ritmo (resistência).O aluno realiza, a situação pretendida, no menor tempo possível sem perda de eficácia.O aluno realiza, a situação estabelecida, com a amplitude adequada.ForçaSuperior 2x15Média 2x20Inferior 2x20Capacidades CoordenativasAo longo das aulas, nos exercícios propostos, serão desenvolvidas as capacidades de reação, orientação espacial,coordenação óculo-manual.ConceitosPsicossociaisCooperação O aluno colabora com os colegas de turma com o intuito de atingir os objetivos do exercícioRespeito O aluno revela respeito pelos colegas de turma, professora e materiais utilizados na aulaResponsabilidade/autonomia O aluno executa o que a professora propõe, com ou sem a sua supervisão ativaEmpenho O aluno realiza os exercícios propostos com o máximo empenho e compromissoRotinas de segurança Volante e Raquete na mão, enquanto a professora realiza a instrução; regra dos 3’; arrumar o material que não está a serutilizado.Materiais Raquetes, Volantes, elástico, postes.
  49. 49. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 49Alteração da Extensão e Sequência dos ConteúdosAlteração 1: Optei por introduzir o clear na quarta aula, e consequentementeadiar a introdução dos restantes conteúdos, uma vez que constatei que osalunos ainda não tinham entendido, na sua plenitude, os conteúdos abordadosanteriormente, não querendo assim, avançar a fase de aprendizagem.Alteração 2: Retirei o encosto da UD pois o número de aulas disponíveisnão será suficiente, devido à alteração anterior. Assim como, asdificuldades apresentadas não permitem que seja introduzido estebatimento, sem que os anteriores sejam bem compreendidos.
  50. 50. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 505. - DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS DE ENSINO5.1. - HABILIDADES MOTORAS5.2. – CULTURA DESPORTIVA5.3. - CONDIÇÃO FÍSICA5.4. - CONCEITOS PSICOSSOCIAISMódulo 5“Objectivos descrevem o que o professor entende que pode ser ensinado e o que os seus alunos podemrealizar, dada a matéria e as limitações presentes no ambiente de aprendizagem (…) os objectivos sópodem ser definidos após conhecimento da matéria, o conhecimento do ambiente de ensino, oconhecimento dos alunos, e as decisões sobre a extensão e sequência da matéria.”Joan N. Vickers- FASE DE DECISÃO -
  51. 51. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 515. Módulo V - Definição de objetivosNo sentido de manter a coerência nos objetivos delineados é necessárioter em consideração quer o programa da disciplina e as competências definidaspela área disciplinar para o ano em questão, quer o desempenho inicial(avaliação diagnóstica) demonstrado pelos alunos na primeira aula da unidade.Estes objetivos sendo por um lado metas a atingir, servem também dereferência à ação quer do professor quer dos alunos no decorrer do processode ensino e aprendizagem. Os objetivos a alcançar contemplam sobretudo e deforma mais explícita os tradicionais e específicos objetivos da Educação Físicano âmbito das quatro categorias transdisciplinares do Modelo de Estrutura deConhecimentos: Habilidades Motoras, Cultura Desportiva, Fisiologia do Treino,e Conceitos Psicossociais.Habilidades motorasPega Direita - segurar a raquete pelo cabo, com a palma da mão aencaixar na face reta mais pequena. O polegar e indicador formam um“V”, abraçando o cabo da raquete com os dedos. Após segurar araquete, o polegar situa-se entre o indicador e o dedo médio.Pega Esquerda - segurar a raquete pelo cabo e realizando um pequenoajuste da pega de direita, onde o polegar assenta na face mais larga.Deslocamentos - Movimentar – se ao longo do campo de forma rápida,voltando sempre à posição basePosição Básica - movimentos para a frente, deslocar-se em passocaçado, se necessário mais que um passo, terminando sempre com oMI direito à frente; - nos movimentos para trás, deslocar-se em passocassado, colocando o pé direito atrás e depois realizando o avançodeste, juntamente com uma rotação do tronco. O regresso à posiçãobase é em corrida normal.
  52. 52. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 52Serviço curto - Colocar um dos apoios à frente, com o peso do corposobre o apoio de trás; segurar o volante entre o polegar e o indicadorcom o M.S. fletido; puxar atrás o M.S. executor (semi-fletido) de forma abater no volante à frente e abaixo do nível da bacia, num movimentocontínuo; promover uma trajetória do volante baixa e tensa.Serviço longo - colocar um dos apoios à frente, com o peso do corposobre o apoio de trás; segurar o volante entre o polegar e o indicadorcom o M.S. fletido; puxar atrás o M.S. executor (semi-fletido) de forma abater no volante à frente e abaixo do nível da bacia, num movimentocontínuo e com uma trajetória alta e em profundidadeAmorti - contactar o volante com o MS executor acima do nível dacabeça no ponto mais alto, em que o batimento é feito à frente do corpocom rotação do tronco, sendo a trajetória baixa e junto a rede, caindo nochão antes da linha de serviço.Clear - contactar o volante com o MS executor acima do nível da cabeçano ponto mais alto, em que o batimento é feito à frente do corpo comrotação do tronco e com trajetória alta e em profundidade.Lob - avançar um dos M.I; executar o batimento no volanteenergicamente à frente do corpo e abaixo do nível da bacia, com flexãodo pulso e com uma trajetória tensa.Encosto - avançar o MI direito (destros) e contactar o volante o maisacima possível, junto à rede. A pega deve variar consoante a posição dovolante em relação ao corpo.Jogo 1x1É capaz de realizar os vários gestos técnicos (clear, lob, amorti, eserviço) em função da intenção tática;
  53. 53. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 53Alterna jogo curto com jogo longo (lob, clear), tanto à direita como àesquerda;É capaz de retomar a posição base, ocupando sempre o espaço daforma mais racional possível;Reconhece o posicionamento do adversário e coloca o volante para osespaços vazios e para as zonas de difícil acesso;Alterna o serviço curto com longo, tornando o seu jogo maisimprevisível.Sequência - O aluno deve realizar com sucesso as sequências pedidas,colocando em prática os conteúdos aprendidos anteriormente.Cultura desportivaO aluno conhece o objetivo do jogo, terreno de jogo, volante dentro efora, sistema de pontuação.O aluno conhece e aplica o vocabulário específico da modalidadepresente nas aulas (ex: lob, amorti, serviço, etc).Conheça as regras a cumprir na execução do serviço: deve ser cruzado,tem de cair atrás da linha do serviço, deve ser executado abaixo do nívelda anca e os pés não se devem levantar ou impulsionar como meio deimprimir maior força à pancada;Saiba que qualquer toque na rede é falta, assim como jogar o volante nocampo do adversário – sem deixar que a trajetória descendente termine;Saiba que é proibido invadir o campo adversário.Fisiologia e Condição FísicaO aluno desenvolve a resistência mantendo-se em constante movimentodurante as situações de aprendizagem propostas.O aluno realiza com correção, em exercícios de treino, com volume eintensidade definidas pela professora, exercícios de força superior,média e inferior.O aluno desenvolve a coordenação dinâmica geral através dassituações de aprendizagem da modalidade.
  54. 54. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 54O aluno desenvolve a velocidade de execução e de reação através dosexercícios propostos em cada aula, quer em situações de aprendizagemda modalidade, quer através do treino de condição físicaO aluno desenvolve a capacidade condicional de flexibilidade pararealizar as ações motoras referentes a cada tarefa a uma amplitudeadequada.O aluno pratica as capacidades coordenativas orientação espacial,reação, coordenação óculo-manual interligando adequadamente as suasações durante a execução de exercícios propostos na aula.Conceitos PsicossociaisO aluno colabora com os colegas de turma com o intuito de atingir osobjetivos do exercício.O aluno revela respeito pelos colegas de turma, professora e materiaisutilizados na aula.O aluno executa o que a professora propõe, com ou sem a suasupervisão ativa.O aluno realiza os exercícios propostos com o máximo empenho ecompromisso.
  55. 55. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 556. – CONFIGURAÇÃO DA AVALIAÇÃOMódulo 6“A avaliação apresenta-se como um processo de obtenção de informação, deformulação de juízos e de tomada de decisões seja qual for a perspectiva queadoptarmos” (Pacheco, 2001, p.129)- FASE DE DECISÃO -
  56. 56. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 566. Módulo VI - Configuração da AvaliaçãoA avaliação é uma ação contínua, indispensável ao processo de ensino eaprendizagem. É através dela que se determina o progresso dos alunos para,consequentemente, se reformularem as estratégias. Assim, em cadamodalidade, é essencial o planeamento de três momentos de avaliação, sendoeles a avaliação diagnóstica, a avaliação formativa e a avaliação sumativa.Avaliação DiagnósticaÉ o primeiro momento de avaliação. O Professor serve-se dele paraaveriguar e registar em que nível de aprendizagem se encontra a turma numadeterminada matéria. É a partir desta avaliação que se faz todo o trabalho deplaneamento das aulas. Com base nos seus resultados podemos ter uma ideiamais lúcida acerca das capacidades da turma, onde podem os alunos chegar, edas dificuldades mais presentes.Avaliação FormativaEste momento de avaliação aparece durante todo o processo. Podemosdizer que se trata de uma contínua recolha de dados sobre a prestação dosalunos que vai auxiliar na regulação de todo o planeamento inicial. Esta recolhaé que nos vai mostrar claramente o estado de evolução na aprendizagem dosalunos e indicar a necessidade de modificar, ou não, as estratégias inicialmentedefinidas.Avaliação SumativaÉ o momento mais formal de avaliação realizado no final da unidadetemática. Esta avaliação fornece dados relativos ao nível de aprendizagem erespetiva evolução dos alunos, demonstrando ainda se foram capazes dealcançar os objetivos propostos.No que diz respeito à avaliação, na Escola Secundária de Paços deFerreira, a área disciplinar de Educação Física estabelece uma divisão doscritérios de avaliação para o 3º ciclo em dois grandes grupos: Conhecimentos e
  57. 57. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 57Competências (70%) e Atitudes e Valores (30%). Relativamente ao primeiro,este divide-se em Domínio Cognitivo (10%) e Domínio Psicomotor (60%). Noque respeita às Atitudes e Valores há que salientar que neste ciclo a suapercentagem de importância é superior à do secundário, visto que os alunos seencontram num período de desenvolvimento essencial para a aquisição devalores como responsabilidade, empenho e autonomia. Outro dado relevanteprende-se com o facto dos alunos com atestado médico impeditivo da práticade Educação Física, serem avaliados em 70% no domínio cognitivo e 30% nasAtitudes e Valores. É ainda dever do professor desta disciplina exigir umacorreta aplicação dos conhecimentos em Língua Portuguesa nos trabalhosescritos e orais.Relativamente à avaliação sumativa da modalidade de Badminton seráutilizada uma ficha ligeiramente diferente da avaliação diagnóstica. Para alémdisso, a escala a utilizar passa de 3 a 5 critérios, uma vez que existe anecessidade de atribuir uma nota e não de determinar um nível. De seguidaapresenta-se a ficha de avaliação sumativa a utilizar na modalidade deBadminton, acompanhada dos critérios de avaliação de cada um dos conteúdo.
  58. 58. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 58Parâmetros a observarAVALIAÇÃO SUMATIVA DE BADMINTONN.º NOMETécnica (40%)Tática(40%)Identifica asregras básicasde jogo (10%)Empenho(10%)Total FinalServiço(10%)Deslocamentos(10%)Batimentos (20%)TotalClear Lob Amorti1AdelinoPinheiro4 5 3 4 5 4,2 3 3 5 4,12 Ana Ribeiro 3 3 3 3 4 3,2 3 3 4 3,23 Ana Barbosa 3 3 3 3 4 3,2 3 3 4 3,24 Beatriz Álvaro 4 5 3 4 4 4,0 3 3 5 4,05 Beatriz Silva 3 3 3 4 4 3,4 3 3 4 3,36 Carla Neto 3 3 3 3 4 3,2 3 3 4 3,27 Carlos Mota 4 4 3 4 4 3,8 3 3 5 3,98 César Meireles 39 Cláudia Matos 3 3 3 3 4 3,2 3 3 4 3,210 Diogo Rocha 4 5 4 5 5 4,6 4 3 5 4,611FernandoSousa4 4 3 3 4 3,6 3 3 5 3,812 Helena Mendes 3 3 3 3 4 3,2 3 3 5 3,313HenriqueMachado4 4 3 4 4 3,8 3 3 5 3,914 Joana Silva 4 3 3 3 4 3,4 3 3 5 3,415 Jorge Sousa 4 4 3 3 4 3,6 3 3 4 3,716 Ligia Bessa 3 3 3 3 4 3,2 3 3 4 3,217 Mariana Santos 3 3 3 3 4 3,2 3 3 5 3,318 Marta Marques 3 3 3 3 4 3,2 3 3 5 3,319 Paula Martins 3 3 3 3 4 3,2 3 3 5 3,320 Ricardo Silva 4 4 3 4 4 3,8 4 3 4 3,821 Sara Pinheiro 3 3 3 3 4 3,2 3 3 5 3,322 Simão Leão 4 5 4 5 5 4,6 4 3 5 4,623 Tânia Assis 3 3 3 3 4 3,2 3 3 5 3,324 Tiago Leite 4 5 3 4 5 4,2 4 3 5 4,525 Tiago Santos 4 4 3 4 4 3,8 3 3 4 3,826ToméRodrigues4 4 3 4 4 3,8 3 3 4 3,827 Valéria Alves 3 4 3 3 4 3,4 3 3 4 3,3
  59. 59. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 59Com esta avaliação, pretendi verificar a evolução dos alunos nasexecuções técnicas e táticas, contudo, o objetivo fundamental não será aexecução rigorosa dos mesmos, pois tenho noção que o tempo disponível paraesta modalidade não foi o suficiente para atingir um grande nível na execuçãodas habilidades, mas sim a sua aplicação no jogo 1x1.É possível constatar que apesar de todos os constrangimentos, todos osalunos revelaram nesta avaliação final, o desempenho e evoluçãodesenvolvidos ao longo das aulas. Todos os alunos têm classificaçõespositivas, o que significa que grande parte dos objetivos comportamentais foiadquirida por todos os alunos.De uma forma geral, pude verificar uma evolução significativa relativo aoserviço, uma vez que a maioria dos alunos não tinha consciência da energiaaplicar aquando o contacto com o volante. Assim como, aos batimentos abaixoda cintura e utilização do jogo curto/longo, uma vez que nas primeiras aulas osalunos não empregavam ou quando o faziam era com enormes dificuldades.Foi notório a tomada de consciência por parte dos alunos dos variadosbatimentos existentes na modalidade de badminton, assim como a utilidadedestes durante o jogo.Em suma, o desempenho dos alunos foi positivo ao longo desta unidadedidática, sendo reflexo disso as classificações obtidas.
  60. 60. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 60Critérios de RegistoHabilidades MotorasLobNÍVEL 5O aluno:Colocar o pé correspondente ao lado da mão da raquete à frenteBater de modo explosivo, à frente do corpo e abaixo da cinturaFazer um movimento de chicotada ao nível do pulsoImprimir ao volante uma trajetória ascendente, alta e profunda, para que o volante caiaperto da linha de fundo do campo adversárioNÍVEL 4 O aluno realiza três dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 3 O aluno realiza dois dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 2 O aluno realiza um dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 1 O aluno não realiza nenhum dos comportamentos acima referidos.ServiçoNÍVEL 5O aluno:Colocar-se de lado, com o ombro e o pé contrário à mão da raqueta voltadosdiagonalmente para o adversárioColocar o pé contrário à mão da raqueta à frente, com o peso do corpo sobre omembro inferior da retaguardaBater o volante com o movimento contínuo da raquetaColocar o volante para lá da linha de serviço do adversárioNÍVEL 4 O aluno realiza três dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 3 O aluno realiza dois dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 2 O aluno realiza um dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 1 O aluno não realiza nenhum dos comportamentos acima referidos.DeslocamentosNÍVEL 5O aluno:Fletir ligeiramente os MIPés afastados, sensivelmente à largura dos ombros, com um apoio mais avançadoTronco ligeiramente inclinado à frenteOlhar dirigido para o volanteNÍVEL 4 O aluno realiza três dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 3 O aluno realiza dois dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 2 O aluno realiza um dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 1 O aluno não realiza nenhum dos comportamentos acima referidos.
  61. 61. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 61ClearNÍVEL 5O aluno:Rodar os ombros e os MIBater de modo explosivo, por cima e à frente da cabeça, com extensão final domembro superiorBloquear o pulso e a rotação do tronco no momento final do batimentoImprimir ao volante uma trajetória alta e longa de modo que caia perto da linha final docampo adversárioNÍVEL 4 O aluno realiza três dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 3 O aluno realiza dois dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 2 O aluno realiza um dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 1 O aluno não realiza nenhum dos comportamentos acima referidos.EncostoNÍVEL 5O aluno:Colocar o pé direito à frente (jogadores destros)Bater o volante à frente do corpo e cabeça da raquete na perpendicular da trajetória dovolanteA partir da extensão para a frente do MS, bloquear o volante servindo da velocidadeque este trásColocar o volante junto da redeNÍVEL 4 O aluno realiza três dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 3 O aluno realiza dois dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 2 O aluno realiza um dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 1 O aluno não realiza nenhum dos comportamentos acima referidos.AmortiNÍVEL 5O aluno:Rodar os ombros e os MI;Bater por cima e à frente da cabeça;Estender o MS, acompanhado de uma desaceleração no final do movimento;Imprimir ao volante uma trajetória descendente de modo que caia perto da redeNÍVEL 4 O aluno realiza três dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 3 O aluno realiza dois dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 2 O aluno realiza um dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 1 O aluno não realiza nenhum dos comportamentos acima referidos.
  62. 62. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 62Alteração 1: O encosto não foi lecionado e por isso não vai ser alvo deavaliação. Contudo, mantem-se a percentagem atribuída aos batimentos.TáticaNÍVEL 5O aluno:Envia o volante para o campo adversárioUtiliza o jogo curto/longoRetomar a posição base, ocupando sempre o espaço da forma mais racional possívelReconhece o posicionamento do adversário e coloca o volante para os espaços vaziose para as zonas de difícil acessoNÍVEL 4 O aluno realiza três dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 3 O aluno realiza dois dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 2 O aluno realiza um dos comportamentos acima referidos.NÍVEL 1 O aluno não realiza nenhum dos comportamentos acima referidos.
  63. 63. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 637. – PROGRESSÕES DE ENSINOMódulo 7A possibilidade de diferentes soluções serem equacionadas para a realização das ações motorasexige que a progressão integre, não só, a articulação vertical (as tarefas integram variantes de nívelde dificuldade distinto) como, também, a articulação horizontal (as tarefas selecionadas integramvariantes com níveis de dificuldade semelhante). (Graça & Mesquita, 2009, p.54)- FASE DE DECISÃO -
  64. 64. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 647. Módulo VII – Desenho de Atividades de Aprendizagem/Criação deProgressões de EnsinoUma das habilidades pedagógicas essenciais do professor é acapacidade em quebrar o conteúdo e sequenciá-lo em experiências deaprendizagem apropriadas, estabelecendo progressões com base nos seusobjetivos instrucionais, no seu conhecimento do conteúdo, na sua capacidadepara o analisar e na avaliação das necessidades dos estudantes em relação aeste, levando a que progridam de um nível de performance para outro.
  65. 65. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 65Pega da raquete/manipulação do volanteTarefa Exercício Critérios de ÊxitoInformaçãoExercícios com uma raquete e um volante. Atirar o volante ao ar, agarrar a raquete do chão e controlar ovolante com a raquete sem o deixar cair Bater o volante para o ar com toques baixos.Mão envolve o cabo daraquete;Entre o dedo indicador eo polegar forma-se um“v”.ExtensãoExercícios com uma raquete e um volante. Bater o volante para o ar com toques baixos e altos Os batimentos devem ser executados com a frente e costasda raquete.RefinamentoExercícios com uma raquete e um volante. Bater o volante da direita para a esquerda do corpo, deforma a fazê-lo passar em arco por cima da cabeça. Batimentos de direita e de esquerda, passando por debaixoda rede e o volante por cima.AplicaçãoExercícios em dupla com uma raquete e um volante. Em dupla, frente a frente e em movimentos, os alunosrealizam batimentos altos e batimentos curtos entre si.
  66. 66. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 66BatimentosTarefa Exercício Critérios de ÊxitoInformaçãoDuas raquetes e um volante para dois alunos Um aluno efetua o serviço, e o outro recebe compequenos toques até conseguir controlar o volante. Um aluno efetua o serviço e o outro devolve com obatimento.Serviço:Bate o volante abaixoda cintura e com o pécontrário ao lado debatimento avançadoClear:Roda os ombros e aspernas; Flete o braçoque tem a raqueta coma mão ao nível da nuca;Bate de modoexplosivo, por cima e àfrente da cabeça, comExtensãoEm grupos de 3, um aluno está na linha de serviço, e os outros 2alunos, encontram-se em fila no fundo do campo. Após o serviço,um dos alunos entra no campo e devolve o volante, combatimento de direita ou de esquerda. Depois da realização de 2batimentos, volta para o fundo da fila e espera novamente pelasua vez.
  67. 67. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 67RefinamentoJogo 1x1 CooperaçãoPretende-se com este jogo, que os alunos consigam cooperarentre si. O jogo inicia-se com um serviço devendo respeitar aseguinte sequência:1. Serviço Longo (SL) – Clear - …2. Serviço Curto (SC) – Encosto – Encosto - …3. SL – Amorti – Lob - …4. SL – Amorti – Encosto – Lob - …5. SL – Clear – Amorti – Lob -…6. SL – Amorti – Encosto – Encosto – Lob - …7. SL – Amort – Lob – Amorti – Encosto – Lob - …extensão final do braço;Roda o troncoacompanhando omovimento, bloqueia opulso no final dobatimento.Lob:Coloca o pé do lado dobatimento avançado,bate de forma explosivaà frente e abaixo dacintura, faz movimentode chicotada com opulso.Encosto:Avançar para a redeafundando em últimolugar com o pé direito,raquete à frente docorpo; pega relaxada eempurra o volantecontactando-o mais altopossível relativamenteao solo e ao topo darede.Amorti:Rodar os ombros e aspernas, bate o volantepor cima e à frente dacabeça; Estende obraço mantendo a mãoem extensão; Imprimeuma trajetóriadescendente e lenta.
  68. 68. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O 2 0 1 1 / 2 0 1 2 Página 68AplicaçãoJogo 1x1 oposiçãoPretende-se com este jogo, que os alunos consigam disputar umjogo entre si. O jogo inicia-se com um serviço por baixo (curto oulongo) terminando ao sinal do professor. Deve utilizar sempreque possível, os batimentos exercitados na aula.
  69. 69. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 698. – APLICAÇÃOMódulo 8“No Modelo de Estrutura do Conhecimento, o módulo 8 é o culminar de todo o processo econsiste na aplicação dos módulos de 1 a 7 nos vários tipos de planeamento, tais como osplanos de aula e os planos de unidade temática”.Joan N. Vickers- FASE DE APLICAÇÃO -
  70. 70. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 708. Módulo VIII – AplicaçãoExistem várias formas de organizar o conhecimento adquirido eidentificado até aqui. Este último módulo alberga os “veículos” para a aplicaçãodo ensino, materializando na prática todas as informações que se revestem degrande importância para o processo de ensino – aprendizagem. Estaorganização pode ser consultada no Portefólio Digital da Estudante Estagiária eestá patente nos seguintes documentos:a. Planos de aula;b. Planos de Unidades Didáticas;c. Documentos Relativos à Avaliação;d. Documentos de apoio às aulas;e. Planeamento Anual de Atividades.
  71. 71. P A U L A G O M E S | M E C B A D M I N T O N 9 º C | A N O L E T I V O2 0 1 1 / 2 0 1 2Página 71BibliografiaAzevedo, A. Batista, P. Rêgo, L. (2004) Em movimento - 3º ciclodo ensino básico – 7º/8º/9º anos. Edições ASACorreia, L. (1997) Educação física e desportiva no ensinosecundário 10º ano. Porto EditoraHernández, M. (1995). Iniciacion al Badminton. Madrid: GymnosEditorialMesquita, I. (2000): A Pedagogia do Treino – A formação em jogosdesportivos colectivos. Lisboa. Livros Horizonte.Pais, S. Romão, P. (2004) Educação física 7º/8º/9º anos. PortoeditoraQuinaz, L. (1986). Badminton: a criança e o jogo. Rev. Horizonte,III (13): Dossier I - XII.Quinaz, L. (1986). Badminton: o jogo de singulares. Rev.Horizonte, III (15): 103- 105.Vickers, J. (1989). Instructional Design for Teaching PhysicalActivities. Human Kinetics Books. Champaign, Illinois.

×