Asma brônquica

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Aula ministrada pela Dra. Maria Goretti Lins para os membros da Liga de Pediatria do RN - LiPERN em 12 de março de 2013.

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Asma brônquica

  1. 1. ASMA BRÔNQUICAINFORMAÇÕES ATUALIZADAS ATRAVÉS DO JORNAL DE PEDIATRIA E DO CONSENSO INTERNACIOMAL DE PENUMOLOGIA E TISIOLOGIA. CONCEITO: A asma é uma doença inflamatória crônica, caracterizada por hiper-responsividade brônquica, reversível espontaneamente ou com tratamento. Manifesta-se clinicamente por episódios recorrentes de sibilância, dispnéia, aperto no peito e tosse
  2. 2. DADOS IMPORTANTES: - Doença crônica mais frequente na criança em todo o mundo - Difícil diagnosticar antes dos 3 anos de idade(bronquiolite,CE, dd.VAS, displasia pulmonar, Loeffer) - Terceira causa de internação (crianças e adultos jovens) – Brasil - Prevalência - 20% (estudo ISAAC – Brasil) 70% dos episódios desibilância decorrem de infecções respiratórias virais, destaca-se oVSR. Outros agentes: adenovirus, influenza, fumo, frio, poluentes- Meninos > meninas- 30-50% pode desaparecer na puberdade
  3. 3. FREQUENCIA RESPIRATÓRIA NORMAL:Menores de 2meses: 40-45ipmLactentes até 2anos: 25 – 35 ipmPre-escolar: 20-25 ipmEscolar: 18-20 ipmAdolescentes: 16-20 ipm TAQUIPNÉIA:RN – 2meses: > 60 ipm2meses a 1 ano: > 50 ipm1 a 4 anos: > 40 ipm> 4 anos: > 30 ipm
  4. 4. FREQUÊNCIA CARDIACA NORMAL: 0 a 28 dias: 130-160 bpmprimeiro ano de vida: 120 – 140 bpmsegundo ano de vida: 110 – 120 bpm 3 a 5 anos: 100 – 120 bpm 6 a 11 anos: 90 – 120 bpm BRADICARDIA OU TAQUICARDIA: RN: < 80 ou > 200 bpm 0 a 1 ano: < 80 ou > 180 bpm 1 a 8 anos: < 80 ou > 180 bpm > 8 anos: < 60 ou > 160 bpm
  5. 5. PRESSÃO ARTERIAL:MÉDIA SÍSTOLE/DIÁSTOLE 0 – 3 MESES: 70-50mmHg 3-9m: 85/65 9-12m: 90/70 1-3anos: 90/60 5 a 9 anos: 95/60 9 a 11 anos: 100/60 11 a 13 anos: 105/65 > 13 anos: 110 /70
  6. 6. EXAME FÍSICO DO PACIENTE COM ASMA DESCRIÇÃO1. INSPEÇÃO: a) estado geral da criança b) nível de consciência c) presença de sudorese, febre ou hipotermia2, FR3. FC4. PA5.Uso da musculatura acessória: tiragem subcostal, intercostal, fúrcula e BAN 6. AUSCULTA RESPIRATÓRIA E CARDÍACA 7. DISTENSÃO ABDOMINAL 8. PERFUSÃO PERIFÉRICA – ENCHIMENTO CAPILAR 9. SATURAÇÃO DE OXIGÊNIO
  7. 7. CLASSIFICAÇÃO DA ASMA: sintomas diurnos sintomas noturnos PFEINTERMITENTE: nenhum - <2 semana < 2 / mês > 80%PERSISTENTE LEVE: 3-4 semana 3 – 4 / mês > 80%PERSISTENTE MODERADA: diariamente > 5 / mês > 60 e < 80%GRAVE: contínuo frequente < 60%PONTUAÇÃO CLASSIFICATÓRIA: ADIANTE• LEVE: MENOR QUE 5 PONTOS• MODERADA: ENTRE 5 E 7 PONTOS• GRAVE: ACIMA DE 8 PONTOS
  8. 8. Pontuação clínica para avaliação da gravidade da crise de asmaParâmetro Pontuação 0 1 2FC < 120 120-160 > 160FR < 40 40-60 > 60Sibilos ausentes expiratórios inspiratórios+expiratóriosUso musc.acessór. Não Sim SimHumor e Fala Bom humor Irritado Sonolento fala bem consegue fala falar entrecortadaCLASSIFICAÇÃO:CRISE LEVE: MENOR QUE 5 PONTOS MODERADA: ENTRE 5 e 7 PONTOS GRAVE: ACIMA DE 8 PONTOS.
  9. 9. INTERPRETAÇÃO DA OXIMETRIA NA CRISE DE ASMA:% DE SATURAÇÃO SIGNIFICADO CRISE ASMÁTICAAcima de 95% Sem Hipóxia LEVEEntre 91 e 95% Hipóxia MODERADAEntre 85 e 90% Hipóxia GRAVE
  10. 10. TRATAMENTO PROPRIAMENTE DITO:• ASMA LEVE:• Instalar Cxímetro de pulso (se disponível no serviço)• Fornecer O2 para manter SaO2 de 95%• Fazer Β2-agonista de ação rápida de 20/20 minutos/1h – Salbutamol spray -2 a 4 jatos OU nebulização com Berotec 1 gota: 3 Kg• Reavaliar em 1 Hora através de:• Exame físico, PFE ( se disponível no serviço), SaO2 e outros exames, se necessário• SE CRIANÇA NORMALIZOU, DAREMOS ALTA COM BETA – 2 INALATÓRIO PARA CASA E ORIENTAMOS PROCURAR ACOMPANHAMENTO AMBULATORIAL.
  11. 11. ASMA MODERADA:1 – OXIGÊNIO ÚMIDO NA NEBULIZAÇÃO COM BETA –2: 20/20 Min. – 3 sessões2 – INICIAR corticóide: Hidrocortisona 5 mg/kg/dose de 6/6h ou PREDNISOLONA OU PREDNISONA.3 – pegar ACESSO VENOSO4 - SUSPENDER DIETA SE NECESSÁRIO5 – REAVALIAR COM UMA HORA
  12. 12. PACIENTES QUE NÃO PODEM TER ALTA NESSE MOMENTO:• PFE entre 60 e 80% do melhor previsto;• Ex. físico: sintomas moderados, uso da musculatura acessória DEVEM PERMANECER NO SERVIÇO RECEBENDO O SEGUINTE TRATAMENTO: – O2 6 L/min • Β2-agonistas e anticolinérgicos inalatórios a cada 20 min/1h – Salbutamol spray - 4 a 6 jatos; Fenoterol (Berotec) 0,15 g/kg/dose • Corticóide é mantido sistêmico Reavaliar após 1hora
  13. 13. Resposta boa dentro de 1-2 hAumentar intervalo do aerossol para 2/2h • Resposta sustentada por 60 minutos após o último tratamento; • Exame físico normal: nenhuma angústia; • PFE > 70%; • SaO2 > 95% CRIANÇAS QUE TIVERAM BOA RESPOSTA: Alta com orientação_________________
  14. 14. ORIENTAÇÕES para o Tratamento domiciliar• Continuar tratamento inalatório com β2-agonistas• Considerar uso de corticóides orais na maioria dos casos• Considerar a adição da combinação inalatória• Esclarecimento ao paciente: tomar os medicamentos corretamente; revisar o plano de ação; acompanhamento médico próximo.
  15. 15. SE APÓS REAVALIAÇÃO, ENCONTRAMOS:PFE < 60% do melhor previsto;Ex. físico: sintomas graves em repouso(sonolência, confusãomental), retrações torácicas persistentes;Nenhuma melhora após o tratamento inicial:PFE < 30%PCO2 > 45mmHgPO2 < 60mmHg INTERNAR!
  16. 16. Se não houve nenhuma melhora após o tratamento inicial Tratamento:– O2 6 L/min– Β2-agonistas e anticolinérgicos inalatórios (6-10 jatos de salbutamol spray/dose) a cada 20 min.– Corticóides sistêmicos MANTIDOS– REAVALIAÇÕES FREQUENTES de h / h
  17. 17. Admitir a necessidade de cuidados intensivos– O2 6 L/min– Β2-agonistas e anticolinérgicos inalatórios– Corticóide intravenoso mantido: iniciar METILPREDNISOLONA– Considerar o uso de Β2-agonistas intravenoso– Providenciar UTI para possível intubação epossibilidade de ventilação mecânica
  18. 18. ERROS mais comuns durante o tratamento no pronto socorro: – História e exame físico inadequados – Falta de medidas funcionais para avaliar a gravidade e a resposta ao tratamento – Não identificação da asma de risco – Uso de aminofilina como tratamento principal – Subdoses de B2-agonista ou grande intervalo entre as doses – Dose insuficiente ou demora na administração de corticóide
  19. 19. Erros mais comuns durante o tratamento no pronto socorro:Na alta: • Liberação precoce do pronto socorro • Falta de orientação para usar a medicação • Não orientar tratamento a longo prazo • Não orientar sobre retorno se os sintomas piorarem • Não prescrever prednisona ou equivalente(Moderada) • Não encaminhar ao especialista, se necessário
  20. 20. Conduta frente a crise de asma:• Oxigenioterapia Nas crianças, a meta é manter a SpO2 ≥ 94-95%.• Broncodilatadores de curta ação: A administração de doses repetidas de β2-agonistas por viainalatória, a cada 10-30 min na primeira hora, constitui a medida inicialde tratamento. É semelhante a eficácia desses medicamentos quandoadministrados através de inalador pressurizado acoplado a espaçador,valvulado ou não valvulado, ou de nebulizadores. Em pacientes pediátricos sem resposta ao tratamento usual,considerar o uso de nebulização contínua. A água destilada não deve servir como veículo nas nebulizações emnenhuma hipótese, devido ao risco de agravamento e até mesmo deóbito durante a exacerbação.• Corticóides
  21. 21. Medicamentos:• Salbutamol gotas, 0,07-0,15 mg/kg .Dose máxima: 5 mg (1 mL) ou 1 gota para cada 3 Kg.• Salbutamos spray 100mcg, 1 jato/2-3 kg, a cada 20 min, por 3 doses.Dose máxima: 10 jatos• Fenoterol (Berotec) gotas, 1 gota/3 kg.Dose máxima: 10 gotas.• Corticoides:• Os corticoides sistêmicos são essenciais no tratamento da exacerbação e devem ser usados precocemente, desde a forma moderada.• Não existem evidências suficientes que suportem a utilização dos corticoides inalatórios em substituição aos orais ou parenterais no tratamento das exacerbações.• O uso de corticoides por via oral ou intravenosa tem efeito clínico equivalente.
  22. 22. CORTICÓIDES:• Prednisona ou prednisolona Suspensão oral ou comprimidos, 1-2 mg/kg/dia.Dose máxima: 60 mg• Hidrocortisona Solução injetável, 5 mg/kg/dose a cada 4-6 h Dose máxima: 250 mg• Metilprednisolona Solução injetável, 0,5-1,0 mg/kg/dose a cada 4-6 h. Dose máxima: 60 mg
  23. 23. AGRADECIMENTOS:MEUS SINCEROS AGRADECIMENTOS À LIGA DE PEDIATRIA DO RN PELA OPORTUNIDADE DE CONTRIBUIR NA FORMAÇÃO DE NOVOS FUTUROS PEDIATRAS, NO CONHECIMENTO DE UMA PATOLOGIA DE RECONHECIDA IMPORTÂNCIA PARA TODOS NÓS. MARIA GORETTI LINS MONTEIRO COORDENADORA DA RESIDÊNCIA MÉDICA EM PEDIATRIA DO HOSPITAL INFANTIL VARELA SANTIAGO NATAL, 12 DE MARÇO DE 2013.

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