Malária 2015.1

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Malária 2015.1

  1. 1. MALÁRIA Profa. Dra. Maria do Socorro Vieira dos Santos MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI FACULDADE DE MEDICINA MÓDULO: MB0302 – RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO CDI 10: B58 – B54
  2. 2. Malária ou paludismo é uma doença infecciosa transmitida por mosquitos e provocada por protozoários parasitários do gênero Plasmodium.
  3. 3. A doença encontra-se disseminada em regiões tropicais e subtropicais ao longo de uma larga faixa em redor do equador, englobando grande parte da África subsariana, Ásia e América.
  4. 4. HISTÓRICO4
  5. 5.  1.700 a.C. (China) / 1570 a.C. (Egito)  relatos de quadros de esplenomegalia e febre  Hipócrates  “febre dos pântanos”  “febre do Nilo”.
  6. 6.  Estados Unidos  Guerra da Secessão (1861-1865)  mortalidade (2/3) ocasionada por malária;  Guerra do Vietnã (1955-1975) mortalidade (?)
  7. 7.  Argélia (1880)  Charles Louis Alphonse Laveran  descoberta do parasita em sangue humano;  Oscillaria malariae
  8. 8.  Década de 40  2/3 da população mundial  risco de contrair malária;  1955  Organização Mundial de Saúde (OMS)  iniciou um programa global de erradicação da endemia.  aplicação de inseticida de ação residual
  9. 9.  Final da década de 60  recrudescimento da malária;
  10. 10. ETIOLOGIA10 http://news.psu.edu/sites/default/files/styles/photo_gallery_large/public/Llinas_gametocyte_2-2014-2.jpg Plasmodium falciparum
  11. 11.  Existem cinco espécies de Plasmodium capazes de infectar e de serem transmitidas entre seres humanos: AGENTE ETIOLÓGICO
  12. 12.  Plasmodium malariae (Laveran, 1881)  Plasmodium vivax (Grassi e Feletti, 1890)  Plasmodium falciparum (Welch, 1897)  Plasmodium ovale (Stephens, 1922)  Plasmodium knowlesi (Sinton e Mulligan 1933) AGENTE ETIOLÓGICO
  13. 13. https://prirodnelepotezemlje.files.wordpress.com/2011/11/d0a1d0bbd0b8d0bad0b0plasmodium_vivax.jpg Produz a febre quartã, que se caracteriza pela ocorrência de acessos febris a cada 72 horas.
  14. 14. https://prirodnelepotezemlje.files.wordpress.com/2011/11/d0a1d0bbd0b8d0bad0b0plasmodium_vivax.jpg Produz a febre terçã benigna, com ciclo febril que retorna a cada 48 horas.
  15. 15. https://prirodnelepotezemlje.files.wordpress.com/2011/11/d0a1d0bbd0b8d0bad0b0plasmodium_vivax.jpg Produz a febre terçã maligna, com quadros clínicos em que os acessos febris repetem-se ciclicamente com intervalos de 36-48 horas; Responsável pela maioria dos casos fatais.
  16. 16. http://www.medical-labs.net/wp-content/uploads/2014/06/Plasmodium-ovale.gif Produz a febre terçã benigna, com ciclo febril que retorna a cada 48 horas. Distribuição limitada ao continente Africano.
  17. 17. http://diagnosticparasitology.weebly.com/uploads/3/9/5/4/3954522/6406441_orig.jpg Provoca malária em macacos, podendo também ocasionar infeções graves em seres humanos; Prevalente no sudeste asiático.
  18. 18.  Entre a população infectada, a espécie com maior prevalência é a Plasmodium falciparum (~75%), seguida pela Plasmodium vivax (~20%). AGENTE ETIOLÓGICO
  19. 19. A grande maioria das mortes é provocada por Plasmodium falciparum e Plasmodium vivax, enquanto que as Plasmodium ovale e Plasmodium malariae geralmente provocam uma forma menos agressiva de malária e que raramente é fatal.
  20. 20. Plasmodium vivax Trofozoita jovem Trofozoita maduro Esquizonte Rosácea Gametócitos Plasmodium falciparum http://pt.slideshare.net/ConnectDuere/malria-22497217
  21. 21.  Esporozoíta  Trofozoíta  Esquizonte  Merozoíta  Gametócitos Microgametócito Macrogametócito  Microgameta: gameta masculino Macrogameta: gameta feminino  Zigoto  Oocineto  Oocisto  Esporozoíta
  22. 22. TRANSMISSÃO22 http://imprensaregional.cienciaviva.pt/img/artigos/mosquito-de-malaria.jpg
  23. 23.  Através da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada pelo plasmodium. 23 MODO DE TRANSMISSÃO Anopheles albimanus
  24. 24.  Os esporozoítos, formas infectantes do parasito, são inoculados no homem sadio através da saliva da fêmea anofelina infectante. 24 MODO DE TRANSMISSÃO
  25. 25.  Esses mosquitos, ao se alimentarem em indivíduos infectados, ingerem as formas sexuadas do parasito – gametócitos – que se reproduzem no interior do hospedeiro invertebrado durante 8 a 35 dias, eliminando esporozoítos durante a picada. 25 MODO DE TRANSMISSÃO
  26. 26.  Os parasitas da malária podem também ser transmitidos através de transfusões de sangue, embora a sua ocorrência seja rara. 26 MODO DE TRANSMISSÃO
  27. 27. http://interna.coceducacao.com.br/ebook/content/pictures/2002-11-142-05-i001.jpg
  28. 28.  O vetor tem hábitos alimentares nos horários crepusculares, entardecer e amanhecer.  Não há transmissão direta da doença de pessoa a pessoa. 28 MODO DE TRANSMISSÃO
  29. 29.  Varia de acordo com a espécie de plasmódio Plasmodium falciparum: 8 a 12 dias Plasmodium vivax: 13 a 17 dias Plasmodium malariae: 18 a 30 dias. 29 PERÍODO DE INCUBAÇÃO
  30. 30.  Em alguns casos a febre aguda surge antes que se possa demonstrar a presença dos parasitos no sangue  período pré-patente. 30 PERÍODO DE INCUBAÇÃO
  31. 31.  O mosquito é infectado ao sugar o sangue de uma pessoa com gametócitos circulantes. 31 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE http://www.misodor.com/images/ET34RT43
  32. 32.  Os gametócitos surgem, na corrente sangüínea, em períodos variáveis: Plasmodium vivax: poucas horas Plasmodium falciparum: 7 a 12 dias 32 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE
  33. 33. http://www.icb.usp.br/~livropar/img/capitulo2/29.jpg
  34. 34. http://www.icb.usp.br/~livropar/img/capitulo2/29.jpg
  35. 35. A pessoa pode ser fonte de infecção para malária causada por Plasmodium falciparum por até 1 ano; por Plasmodium vivax, por até 3 anos; e por Plasmodium malariae, por mais de 3 anos.
  36. 36.  Mosquitos pertencente à ordem dos dípteros, da família Culicidae, gênero Anopheles. 36 VETORES
  37. 37.  Principais espécies transmissoras  Anopheles darlingi, Anopheles aquasalis, Anopheles albitarsis, Anopheles cruzii e Anopheles bellator. 37 VETORES
  38. 38. Anopheles darlingi Anopheles albitarsis Anopheles gambiae Anopheles aquasalis
  39. 39.  Só a fêmea do mosquito é que se alimenta de sangue; 39 VETORES Os machos alimentam-se do néctar de plantas  não transmitem a doença.
  40. 40. CICLO BIOLÓGICO40 http://expresso.sapo.pt/portugueses-desenvolvem-vacina-contra-a-malaria=f615584#
  41. 41.  A infecção de malária desenvolve-se em duas fases: uma que envolve o fígado (fase exoeritrocítica) e outra que envolve os glóbulos vermelhos, ou eritrócitos (fase eritrocítica). 41
  42. 42.  Mosquito infectado perfura a pele de uma pessoa  esporozoítos presentes na saliva do mosquito penetram na corrente sanguínea  depositam-se no fígado  onde infectam os hepatócitos  reproduzindo-se assexualmente  sem sintomas (8-30 dias)
  43. 43.  Depois de um período de dormência no fígado  esporozoítos diferenciam- se em merozoítos  romperem as células hospedeiras  introduzem na corrente sanguínea  infectam os glóbulos vermelhos  início à fase eritrocítica do ciclo de vida
  44. 44.  No interior dos glóbulos vermelhos  os parasitas reproduzem-se (forma assexuada)  infectar novos glóbulos vermelhos.
  45. 45.  O parasita encontra-se relativamente protegido de ataques do sistema imunitário do corpo, uma vez que durante a maior parte do seu ciclo de vida humano se encontra no interior das células do fígado e dos glóbulos vermelhos.
  46. 46. Depois de algum tempo de evolução da infecção malárica, aparecem no interior das hemácias algumas formas que já não se dividem  gametócitos  crecem lentamente no sangue de capilares profundos e depois aparecem na circulação geral.
  47. 47. Paciente portador das formas sexuadas do parasito  gametóforo
  48. 48. Alguns esporozoítos Plasmodium vivax não se desenvolvem imediatamente em merozoítos, produzindo em vez disso hipnozoítos que permanecem adormecidos por intervalos de tempo que variam entre alguns meses, geralmente 7 a 10 meses, e vários anos.
  49. 49. http://rstb.royalsocietypublishing.org/content/royptb/366/1579/2806/F1.large.jpg Após o período de hibernação, os hipnozoítos são reativados e produzem merozoítos.
  50. 50. Os hipnozoítos são responsáveis pelos longos períodos de incubação e recidivas tardias em infecções por Plasmodium vivax, embora se desconheça ainda a sua existência em casos de Plasmodium ovale.
  51. 51. 52 O CICLO BIOLÓGICO DO PLASMÓDIO NO INTERIOR DO HOMEM
  52. 52.  Mosquito ingere sangue do paciente gametóforo  as hemácias e os leucócitos são digeridos no estômago exceto os gametócitos  sofrem o processo de exflagelação
  53. 53. Macrogametócito Plasmodium vivax GAMETA FEMININO Microgametócito Plasmodium vivax GAMETA MASCULINO
  54. 54. Macrogametócito Plasmodium falciparum GAMETA FEMININO GAMETA MASCULINO Macrogametócito Plasmodium falciparum
  55. 55.  União dos gametas  célula-ovo ou zigoto  desloca-se em movimentos de escorregamento  oocineto  alojado no revestimento epitelial da parede intestinal do inseto.
  56. 56.  Formação de um envoltório protetor no oocineto  oocisto  processo de multiplicação (esporogonia)  formação das esporozoítas (A) Estômago de um anofelino com oocistos. (B) Oocistos de P. falciparum com 4 dias de idade.
  57. 57.  Oocisto maduro rompe  liberação das esporozoítas  invadem a hemolinfa do inseto  migram para as glândulas salivares.
  58. 58. http://www.nature.com/nrg/journal/v4/n3/images/nrg1021-i2.gif
  59. 59. 60 O CICLO DO PLASMÓDIO NO INTERIOR DO MOSQUITO ANOPHELES
  60. 60. https://classconnection.s3.amazonaws.com/762/flashcards/ 2435762/png/malaria_life_cycle1363414002414.png
  61. 61. PATOLOGIA62 https://marcioantoniassi.files.wordpress.com/2013/05/plasmodiu m-falciparum-bolinhas-amarelas-destruindo-hemc3a1cias.jpg
  62. 62.  Principal ação patogênica  anóxia dos tecidos devido a capacidade de redução de transporte do oxigênio pelo sangue. MECANISMOS PATOGÊNICOS
  63. 63.  Anóxia  falta de oxigênio é uma decorrência da destruição intra e extravascular de elevado número de hemácias, parasitadas ou não.  Merócitos rompem as hemácias MECANISMOS PATOGÊNICOS
  64. 64.  A redução da taxa de hemoglobina começa desde os primeiros dias de febre e se torna evidente ao fim da primeira semana. MECANISMOS PATOGÊNICOS
  65. 65.  Perturbações circulatórias  a circulação em certas áreas é pertubada por vasoconstrição arteriolar e dilatação capilar.  Febre terçã maligna: aderência das hemácias às paredes vasculares MECANISMOS PATOGÊNICOS
  66. 66.  Aumento da glicólise anaeróbia  a fosforilação oxidativa das mitocôndrias hepáticas é inibida pelo soro de pacientes com malária aguda, prevalecendo a glicólise anaeróbia. MECANISMOS PATOGÊNICOS
  67. 67.  Catabolismo parasitário  lançamento de quantidades crescentes de ácido lático, hemozoína e detritos celulares na circulação do organismo hospedeiro. MECANISMOS PATOGÊNICOS
  68. 68.  Hipoglicemia: Plasmodium falciparum Formas graves Mulheres grávidas ou no puerpério MECANISMOS PATOGÊNICOS
  69. 69.  Acumulação de pigmento  a hemozoína lançada na circulação é fagocitada pelos leucócitos, pelos macrófagos e pelos demais elementos do sistema fagocitário. MECANISMOS PATOGÊNICOS
  70. 70.  O acúmulo de hemozoína nos tecidos, principalmente nas formas crônicas da malária, leva a uma pigmentação escura dos órgãos. MECANISMOS PATOGÊNICOS
  71. 71.  No sangue   número de glóbulos vermelhos destruídos  anemia  Esquizogonia eritrocítica: Febre terçã benigna: 0,5 a 1,0% hemácias Febre terçã maligna: 2,0 a 25,0% hemácias ALTERAÇÕES ANÁTOMO E FISIOPATOLÓGICAS
  72. 72.  número de glóbulos vermelhos  anóxia Hipoproteinemia Aumento da permeabilidade capilar Edema ALTERAÇÕES ANÁTOMO E FISIOPATOLÓGICAS
  73. 73.  Terçã maligna Aglutinação das hemácias: pequenos êmbolos Aderência das hemácias à superfície dos endotélios vasculares sistema nervoso central, rim e baço trombos e zonas de enfarte ALTERAÇÕES ANÁTOMO E FISIOPATOLÓGICAS
  74. 74.  No baço  dilatado, congesto e de tonalidade escura; Capilares e seios venosos: repletos de hemácias parasitadas ALTERAÇÕES ANÁTOMO E FISIOPATOLÓGICAS
  75. 75.  No fígado Fase aguda  congesto, ligeiramente aumentado de tamanho, liso e mole. Fase crônica  hepatomegalia, espessamento da cápsula. ALTERAÇÕES ANÁTOMO E FISIOPATOLÓGICAS
  76. 76.  Na medula óssea  congestão, hiperplasia do sistema fagocitário mononuclear, grande número de glóbulos vermelhos parasitados. ALTERAÇÕES ANÁTOMO E FISIOPATOLÓGICAS
  77. 77.  Na cérebro  congestão, edema, exsudato nos sulcos  microembolias ou tromboses capilares. ALTERAÇÕES ANÁTOMO E FISIOPATOLÓGICAS
  78. 78. SINTOMAS79
  79. 79.  Manifestam-se geralmente entre 8 a 25 dias após a infecção. 80
  80. 80. Atualizado em 09/07/2013 20h49 Luto no caminho para 2014: malária mata brasileiro e vitima outros dois Volante morre, goleiro luta pela vida e meia se recupera dos sintomas: são todos brasileiros que jogam por Guiné Equatorial e contraíram malária. http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2013/07/luto-no-caminho-para-2014-malaria-mata-brasileiro-e-vitima-outros-dois.html
  81. 81.  Dores de cabeça, febre, calafrios  Dores nas articulações  Vômitos  Icterícia  Lesões na retina  Convulsões 82
  82. 82.  Calafrios  o paciente é rapidamente invadido por forte sensação de frio  duração de 15 minutos a uma hora. Pálido, cianótico, pele fria Corpo sacudido por tremores de frio intenso Náuseas e vômitos (?) ACESSO MALÁRICO
  83. 83.  Sensação de calor  o paciente apresenta o rosto afogueado e cefaleia intensa  duração de 2 a 4 horas. Temperatura: 39-40C  41C Pele quente e seca Delírio (?) ACESSO MALÁRICO
  84. 84.  Sudorese aparece Temperatura  Pele úmida, abundante transpiração Sensação de alívio Fadiga ACESSO MALÁRICO
  85. 85. Estes sintomas ocorrem a cada dois dias em infecções por Plasmodium vivax e Plasmodium ovale e a cada três dias em infecções por Plasmodium malariae.
  86. 86. A infecção por P. falciparum pode provocar febre recorrente a cada 36-48 horas ou febre menos aguda, mas contínua.
  87. 87.  Registrada com maior frequência durante os surtos epidêmicos em indivíduos recente infectados. MALÁRIA GRAVE  Plasmodium falciparum
  88. 88.  Anemia  30% dos pacientes necessitam de transfusões Os pacientes apresentam em geral hipovolemia e desidratação. Complicações edema pulmonar, hipoglicemia, infecções secundárias MALÁRIA GRAVE  Plasmodium falciparum
  89. 89.  Malária cerebral  10% dos casos  80% dos óbitos Febre, cefaleia, confusão mental, sonolência, vômitos, diarreia, desidratação, convulsões e coma Crianças  meningite MALÁRIA GRAVE  Plasmodium falciparum
  90. 90.  Malária grave em lactentes e crianças  taxa de mortalidade elevada  dois primeiros anos de vida Anemia, taquicardia, dispneia e insuficiência cardíaca MALÁRIA GRAVE  Plasmodium falciparum
  91. 91.  Malária grave na gestação  morte materna, aborto ou morte fetal, baixo peso ao nascer Sudorese, perda repentina da consciência, edema pulmonar agudo, anemia profunda MALÁRIA GRAVE  Plasmodium falciparum
  92. 92. Recrudescência  verifica-se quando se manifestam novamente sintomas após um período sem qualquer sintoma. É provocada por parasitas no sangue que sobreviveram a um tratamento inadequado ou ineficaz. 93 MALÁRIA RECORRENTE
  93. 93. Recidivas  ocorrem quando reaparecem sintomas mesmo após os parasitas terem sido eliminados do sangue, devido à persistência de populações nas células do fígado. 94 MALÁRIA RECORRENTE
  94. 94. As recidivas ocorrem frequentemente entre 8 a 24 semanas e são mais frequentes nas infecções por Plasmodium vivax e Plasmodium ovale. 95 MALÁRIA RECORRENTE
  95. 95. Reinfecção  verifica-se quando o parasita que provocou a infecção anterior foi completamente eliminado do corpo, mas foi introduzido um novo parasita. 96 MALÁRIA RECORRENTE
  96. 96. (1) Período de incubação; (1ª) Perío-do pré-patente - exame de sangue negativo; (2) Ataque primário com vários paroxismos; (2ª) Com hemoscopia positiva. FASES DE UMA INFECÇÃO MALÁRICA
  97. 97. (3) Infecção latente; (4) Recrudescência; (5) Infecção latente; (5ª) Hemoscopia negativa. FASES DE UMA INFECÇÃO MALÁRICA
  98. 98. (6) Recidiva a longo prazo; (7) Cura clínica; (7ª) Recidiva parasitológica – assintomática. FASES DE UMA INFECÇÃO MALÁRICA
  99. 99. 100 MALÁRIA- FEBRE ALTA E DORES MUSCULARES SÃO OS PRINCIPAIS SINTOMAS
  100. 100. DIAGNÓSTICO101
  101. 101. DIAGNÓSTICO CLÍNICO
  102. 102.  Devido à natureza não específica dos sintomas, o diagnóstico de malária em regiões onde não seja endêmica exige confirmação: 103
  103. 103.  Residência ou procedência de zona endêmica  histórico recente de viagens;  Febre com caráter intermitente: a cada 48 ou 72 horas; 104
  104. 104.  Baço aumentado e doloroso;  Resposta favorável e rápida aos antimaláricos. 105
  105. 105. A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a malária em “GRAVE” ou “não complicada”. o Alteração do estado de consciência ou coma o Fraqueza significativa: pessoa não é capaz de caminhar o Incapacidade de se alimentar o Convulsões (em menos de 24 horas): + 2 o Pressão arterial baixa: inferior a 70 mmHg em adultos e 50 mmHg em crianças o Respiração profunda http://pt.wikipedia.org/wiki/Mal%C3%A1ria
  106. 106. o Insuficiência renal ou hemoglobina na urina o Hemorragia espontânea o Edema pulmonar o Hipoglicemia (glicose inferior a 2,2 mmol/L ou 40 mg/dL) o Acidose metabólica (bicarbonato plasmático <15 mmol/L) o Anemia normocítica grave (Hb < 5 g/dL, hematrócrito <15%) o Contagem de parasitas no sangue superior a 100.000/µL em áreas de transmissão de pouca intensidade, ou 250.000 por µL em áreas de transmissão de elevada intensidade http://pt.wikipedia.org/wiki/Mal%C3%A1ria
  107. 107. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/97/Malaria_rapid_diagnostic_test_3.jpg
  108. 108.  É o método oficialmente adotado no Brasil para o diagnóstico da malária;  Baseia-se na visualização do parasito através de microscopia ótica, após coloração com corante vital (azul de metileno e Giemsa). 109 GOTA ESPESSA
  109. 109. A determinação da densidade parasitária, útil para a avaliação prognóstica, deve ser realizada em todo paciente com malária, especialmente nos portadores de Plasmodium falciparum. 110 GOTA ESPESSA
  110. 110.  Permite a diferenciação específica dos parasitos a partir da análise de sua morfologia e das alterações provocadas no eritrócito infectado. 111 ESFREGAÇO DELGADO
  111. 111. FORMAS SANGUÍNEAS  DENTRO DAS HEMÁCIAS http://pt.slideshare.net/ConnectDuere/malria-22497217
  112. 112.  Realizados em fitas de nitrocelulose contendo anticorpo monoclonal contra antígenos específicos do parasito. Sensibilidade  95% 113 TESTES IMUNOCROMATOGRÁFICOS
  113. 113. Misturar uma gota de sangue do paciente com a solução “buffer” A para fazer a lise e detecção de anticorpos na fita de nitrocelulose que contém os anti-corpos monoclonais de plasmódios. Os complexos antígeno- anticor-pos formados são revelados pela solução “buffer” B, que migra ao longo da fita e opera a lavagem, tornando visível o resultado. O sangue lisado e os reagentes migram ao longo da fita.
  114. 114. Infecção pura por Plasmodium falciparum ou infecção malárica mista Negativo EXEMPLO DE RESULTADOS (VARIÁVEIS COM CADA TESTE) Malárica não-falcípara
  115. 115. O diagnóstico só é completo quando identificada a espécie de Plasmodium, pois o prognóstico a curto e longo prazos, bem com a escolha dos medicamentos, depende da espécie em causa. 116
  116. 116. A presença de anticorpos no soro de um paciente não significa, necessariamente, a presença de infecção, uma vez que os anticorpos podem permanecer durante três meses depois da cura. 117
  117. 117.  Febre tifoide  Febre amarela  Hepatite infecciosa  Calazar  Esquistossomíase mansônica  Leptospirose 118 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
  118. 118. EPIDEMIOLOGIA119
  119. 119. 120  Organização Mundial de Saúde  estima que em 2010 tenham ocorrido 219 milhões de casos de malária  morte de 600.000 pessoas.
  120. 120. 121  A malária é atualmente endêmica nas regiões equatoriais, em regiões da América, algumas partes da Ásia e grande parte de África.  Entre 85 e 90% das mortes por malária ocorrem na África subsariana.
  121. 121. http://www.tropicalmed.eu/document/32252
  122. 122. 123  Na Europa e na América do Norte, a doença está praticamente erradicada.  Entre 1993 e 2003, a malária provocou a morte a 900 pessoas na Europa.
  123. 123. http://omicsonline.org/JARimages/2155-6113-3-173-g002.gif
  124. 124. 125  No Brasil, 97% dos casos ocorrem na Região Amazônica e pouco menos de 2,9% nas regiões próximas, sendo mais de 80% nas regiões rurais.
  125. 125. http://image.slidesharecdn.com/dra-anacarolinasantelli-130426133726-phpapp02/95/dra-ana-carolina-santelli-malria-no-brasil- perspectivas-para-seu-controle-10-638.jpg?cb=1370648999
  126. 126. 127  A malária é prevalente em regiões tropicais e subtropicais devido à chuva intensa, temperatura elevada constante e umidade elevada, fatores que proporcionam água estagnada em abundância propícia à reprodução contínua de larvas de mosquito.
  127. 127. PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE DA MALÁRIA (12/01/2012)
  128. 128. 130  A maioria dos casos (65%) ocorre em crianças com idade inferior a 15 anos.  Cerca de 125 milhões de grávidas estão em risco de ser infetadas a cada ano.
  129. 129. Malária holoendêmica  quase todas as crianças (entre 2 e 10 anos) estão infectadas e mais de 75% apresentam esplenomegalia. Malária hiperendêmica  índice esplênico é maior que 50% nas crianças e elevado nos adultos.
  130. 130. Malária mesoendêmica  índice esplênico infantil está entre 11 e 50%. Malária hipoendêmica  índice esplênico não passa de 10%.
  131. 131. 134 TÉCNICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE AVALIAM AÇÕES PARA O CONTROLE DA MALÁRIA EM GOIÂNIA 29-10-2014
  132. 132. TRATAMENTO135
  133. 133. 136  O tratamento da malária tem como objetivos: a) interromper a multiplicação dos parasitos em sangue, que são os responsáveis da enfermidade e os sintomas da infecção, causantes de febre e anemia; PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE LANÇA GUIA PRÁTICO DE TRATAMENTO DA MALÁRIA NO BRASIL
  134. 134. 137 b) destruir as formas parasitas que ficam latentes no fígado, para evitar recaídas pelas espécies P. vivax e P. ovale e
  135. 135. 138 c) interromper a transmissão do parasito, mediante o uso de medicamentos que impedem o desenvolvimento das formas parasitas que são infectantes para o mosquito.
  136. 136. 139  Decisão de como tratar o paciente com malária: Gravidade da doença Espécie de plasmódio Idade do paciente História de exposição anterior
  137. 137. 140  Principais drogas: Brasil Infecções por Plasmodium vivax  Cloroquina Primaquina
  138. 138. 141 Infecções por Plasmodium falciparum  Quinina Pirimetamina
  139. 139. 142 Infecções por Plasmodium falciparum  Artemisina
  140. 140. CONTROLE143
  141. 141. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  NEVES, D. P. et al. Parasitologia Humana - 10ª. ed. – São Paulo: Atheneu, 2001.  REY, Luís. Parasitologia - 4ª. ed. – Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S. A., 2013. 145
  142. 142. 146 EPIDEMIA DE MALÁRIA EN ÁFRICA DOCUMENTAL COMPLETO

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