GIARDÍASE
Profa
. Dra
. Maria do Socorro Vieira dos Santos
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI
FACULDADE...
A giardíase é uma infecção do intestino
delgado causada por um protozoário flagelado
unicelular que ocorre em todo o mundo...
Doença de distribuição mundial, mais
prevalente em países subdesenvolvidos.
Em países desenvolvidos, a Giardia é o
principal parasito encontrado na população,
sendo a causa mais frequente de surtos
...
Em 2004, a infecção por Giardia foi inserida
no grupo WHO Neglected Diseases Intiative
que reúne doenças negligenciadas no...
HISTÓRICO6
 1681  Anton van Leeuwenhoek 
“animalúnculos móveis” em suas fezes
 Giardia: primeiro protozoário
intestinal humano a ...
 1859  Vilem Lambl  denominou o
parasito  Cercomonas intestinalis
 1875  Davaine  estudando os
flagelos intestinais...
 1882  Kunstler  estudando material
de girinos  verificou que os gêneros
Cercomonas e Hexamintus 
apresentavam morfol...
 Giardia canis  cães
 Giardia muris  roedores
 Giardia agilis  anfíbios
 Giardia psittaci  periquitos
HISTÓRICO
 1888  Blanchard
Cercomonas intestinalis  Giardia
intestinalis
Hexamintus duodenalis  Giardia
duodenalis
HISTÓRICO
 1915  Stiles  estudando material de
origem humana  denominou de
Giardia lamblia.
HISTÓRICO
http://thumbs.dreamstime.c...
 1952  Filice  propôs uma nova
classificação  baseada na morfologia
do parasito.
HISTÓRICO
Giardia duodenalis  humanos, aves,
mamíferos e répteis
Giardia muris  roedores, aves e
répteis
Giardia agilis  anfíbios
 Advento das técnicas moleculares  as
denominações Giardia duodenalis,
Giardia intestinalis e Giardia lamblia
 têm sido...
ETIOLOGIA16
http://giardialamblia.nl/wp-content/uploads/2010/06/Giardia-lamblia3.jpg
 Giardia lamblia  protozoário
flagelado que existe sob as formas de
cisto e trofozoíto.
AGENTE ETIOLÓGICO
Giardia lamblia
TROFOZOÍTO
CISTO
Giardia lamblia = Giardia duodenalis = Giardia intestinalis
 Trofozoíto  encontrado no intestino
delgado  forma responsável pelas
manifestações clínicas da infecção.
AGENTE ETIOLÓ...
Características morfológicas:
Formato de pera: piriforme
Simetria bilateral: 20 µm de comprimento
10 µm de largura
Quat...
Protozoários flagelados: Giardia
(1)Núcleos
(2) Membrana
(3) Citoplasma
(4) Flagelos
 Cisto  forma responsável pela
transmissão do parasito.
AGENTE ETIOLÓGICO
Características morfológicas:
Formato oval ou elipsoide: 12 µm de comprimento
8 µm de largura
Parede cística (glicoproté...
TRANSMISSÃO24
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/giardiase
 Transmissão  via fecal-oral.
Os cistos são as formas infectantes
para humanos e animais.
25
MODO DE TRANSMISSÃO
 Manuseio de solo contaminado sem
a devida limpeza posterior das mãos.
 Contato com fezes de cães e gatos
contaminados.
...
A infecção ocorre quando o
homem ou o animal ingere
o cisto, seja através do
contato com outros animais,
ou pela água e/ou...
 Maioria das infecções por Giardia
 ingestão de cistos presentes na
água, nos alimentos ou no ambiente
contaminado por f...
A água consiste em um importante veículo para a
transmissão do parasito, seja pela ingestão direta
ou indiretamente pelo c...
 Transmissão direta  pessoa 
pessoa  mãos contaminadas
Homossexuais masculinos
 infectam-se pelo contato oral-anal.
3...
Os parasitas são encontrados em lagos, lagoas,
rios e córregos em todo o mundo, bem como no
abastecimento de água, poços, ...
 De 1 a 4 semanas
Média: 7 a 10 dias
32
PERÍODO DE INCUBAÇÃO
 O homem e alguns animais
domésticos ou selvagens  gatos, cães
e castores.
33
RESERVATÓRIOS
 Crianças  giardíase é muito mais
comum em crianças do que em
adultos.
As crianças são mais propensas a entrar em
contat...
As pessoas que vivem ou trabalham com
crianças pequenas também estão em maior
risco de desenvolver a infecção por giárdia....
 Pessoas sem acesso à água potável
 a giardíase é mais incidente onde
o saneamento é inadequado ou a
água não é segura p...
CICLO BIOLÓGICO37
 O ciclo biológico da Giardia é do
tipo monoxênico;
 Ingestão de cistos  10 a 100
formas  ocasiona infecção
38
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/Giardiase.php
 Após a ingestão do cisto, a Giardia,
no intestino delgado, se transforma
na forma trofozoíta, tornando-se
organismos fla...
http://www.unal.edu.co/ins-libbiqUN/imagenes/web/Giardia1.jpg
 Os trofozoítos são a forma capaz de
se reproduzir, multiplicando-se por
divisão binária, dentro do intestino
delgado do ...
http://img2.wikia.nocookie.net/__cb20130822050936/aia1317/pt-br/images/8/83/Giardia_1.jpg
Dentre as barreiras naturais presentes no
intestino delgado, a camada de muco que
protege o epitélio contra ação de enzima...
 Eles ligam-se ao epitélio
do duodeno e do jejuno
através da ventosa.
45
 No duodeno os trofozoítos estão
totalmente des...
 Se a carga parasitária for grande,
ocorre o fenômeno chamado de
“atapetamento”  protozoários
formam um tapete que recob...
 Quando o parasita chega ao
intestino grosso, ele volta a forma de
cisto, pois este é o único meio de
sobreviver no meio ...
A contaminação do hospedeiro
ocorre por ingestão de alimentos
ou água contaminados com
cistos de Giardia.
Ocorre o desenci...
49
SINTOMAS50
 A maioria das
infecções é
assintomática e
ocorre tanto em
adultos, quanto
em crianças.
51
Giardia lamblia
Foto: Janice H...
o 50% dos indivíduos  cura
espontânea da infecção
o 5 a 15% dos indivíduos 
infecção é assintomática 
eliminação de cis...
 Diarréia
 Dor abdominal
 Fezes amolecidas
 Anorexia
 Flatulência
 Distensão abdominal
53
INFECÇÃO AGUDA
 Primo infecção
Diarréia  tipo aquosa, explosiva
Odor fétido
Gases
Dores abdominais
54
 Sintomas  muitos anos
Diarréia contínua, intermitentes ou
esporádica
Má absorção de gordura, vitaminas
lipossolúveis, v...
A Giardia pode determinar alterações
morfológicas e fisiológicas do epitélio
intestinal sem que haja invasão tissular e
ce...
Um dos principais problemas da infecção pela
Giardia é a síndrome de má absorção,
caracterizada clinicamente pela perda de...
58
DIAGNÓSTICO59
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
 Crianças  8 meses a 10-12 anos
 Diarréia com esteatorreia
Formação de fezes volumosas, acinzentadas ou
claras, que ger...
 Irritabilidade, insônia
 Náuseas e vômitos
 Perda de apetite
 Dor abdominal
62
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
EXAMES PARASITOLÓGICOS
 Exame microscópico de fezes 
identificação de trofozoítos e/ou
cistos.
Fezes diarréicas  trofoz...
Imagem de Giardia lamblia, capturada em
microscópio eletrônico
http://www.brasilescola.com/doencas/giardiase.htm
http://ww...
EXAMES PARASITOLÓGICOS
 Exame direto de fezes
Método de Faust  é um exame
parasitológico de fezes, que consiste na
centr...
67
 Coleta das amostras fecais 
recipientes contendo substâncias
fixadoras  formol a 10%, MIF
(mertiolato-iodo-formol) ou ...
 Indivíduos parasitados não eliminam
cistos de forma contínua  período
negativo
Coleta seriada  pelos menos três
amostr...
 Pacientes com diarréia crônica 
pesquisa do parasito em amostras de
fluido duodenal ou biopsia jejunal.
Obtenção do flu...
GIARDIASIS ENTEROTEST CAPSULE USED FOR DIAGNOSIS
http://www.cmsp.com/stock-photo/353-00753/giardiasis%20enterotest%20capsu...
http://www.wjgnet.com/images/english/V11/585-1.jpg
O dispositivo consiste em um fio de náilon de 140cm para adulto e 90 cm...
EXAMES IMUNOLÓGICOS
 Imunofluorescência indireta e
ELISA  anticorpos IgG permanecen
elevados por longo período
Distinção...
EXAMES IMUNOLÓGICOS
 Anticorpos IgG, IgM e IgA anti-
Giardia têm sido detectados no soro
de indivíduos com giardíase,
ent...
A detecção de antígenos nas fezes
(coproantígenos) empregando a técnica de
ELISA tem demonstrado resultados
satisfatórios....
 Polymerase Chain Reaction (PCR) 
detecção direta do DNA do parasito
em amostras biológicas e ambientais.
76
EPIDEMIOLOGIA77
 Ampla distribuição mundial 
prevalência variam nas diferentes
regiões do mundo.
Países desenvolvidos: 2 a 5%
Países em ...
 Afeta principalmente crianças de 8
meses aos 12 anos  predomínio na
faixa etária de 6 anos
 Pode ocorrer em surtos epi...
 20 a 25% dos funcionários e de
familiares que estão em contato com
essas crianças podem se infectar  a
infecção por est...
Os cistos excretados juntamente com as fezes
do hospedeiro são capazes de permanecer
viáveis por vários meses no meio ambi...
Giardia tem sido referido como o parasito
entérico mais frequente nos inquéritos
coproparasitológicos em diferentes regiõe...
TRATAMENTO83
 Principais drogas empregadas
Derivados dos 5-nitroimidazóis 
metronidazol, tinidazol, ornidazol,
secnidazol
Derivados d...
Derivados dos benzimidazóis 
albendazol
Derivados dos 5-nitrotiazóis 
nitazoxanida
85
Medicamento de escolha 
Metronidazol  elimina a infecção
em 80 a 95% dos indivíduos tratados.
Metronidazol
15 a 20 mg/kg...
 Efeitos colaterais  náuseas,
vômitos, vertigens, gosto metálico ao
paladar, dores de cabeça, glossite,
urticária.
87
CONTROLE88
http://thumbs.dreamstime.com/z/giardia-13324944.jpg
Lavar cuidadosamente as mãos após ir ao banheiro,
trocar fraldas, brincar com animais, antes de comer
ou preparar alimento...
É necessário lavar e desinfetar todas as frutas e
verduras consumidas sem cozimento.
Consumo de água tratada e filtrada.
Verificar o parasitismo por Giardia nos
animais e tratá-los.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 NEVES, D. P. et al. Parasitologia Humana - 10ª. ed. – São
Paulo: Atheneu, 2011.
 REY, Luís. ...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Giardíase

3.620 visualizações

Publicada em

Aula Gíardíase

Publicada em: Educação
0 comentários
11 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
3.620
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
33
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
11
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Giardíase

  1. 1. GIARDÍASE Profa . Dra . Maria do Socorro Vieira dos Santos MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI FACULDADE DE MEDICINA MÓDULO: MB0302 – RELAÇÃO PARASITO- HOSPEDEIRO CDI 10: AO7.1
  2. 2. A giardíase é uma infecção do intestino delgado causada por um protozoário flagelado unicelular que ocorre em todo o mundo, mas é mais frequente em regiões em que as condições sanitárias e de higiene são precárias.
  3. 3. Doença de distribuição mundial, mais prevalente em países subdesenvolvidos.
  4. 4. Em países desenvolvidos, a Giardia é o principal parasito encontrado na população, sendo a causa mais frequente de surtos epidêmicos de diarréia associados à água para consumo.
  5. 5. Em 2004, a infecção por Giardia foi inserida no grupo WHO Neglected Diseases Intiative que reúne doenças negligenciadas nos países em desenvolvimento e guardam estreita relação com a pobreza, com a falta de saneamento básico e com a qualidade da água de consumo.
  6. 6. HISTÓRICO6
  7. 7.  1681  Anton van Leeuwenhoek  “animalúnculos móveis” em suas fezes  Giardia: primeiro protozoário intestinal humano a ser descrito HISTÓRICO
  8. 8.  1859  Vilem Lambl  denominou o parasito  Cercomonas intestinalis  1875  Davaine  estudando os flagelos intestinais de coelhos  Hexamintus duodenalis HISTÓRICO
  9. 9.  1882  Kunstler  estudando material de girinos  verificou que os gêneros Cercomonas e Hexamintus  apresentavam morfologia e biologia diferentes  criou o gênero Giardia HISTÓRICO
  10. 10.  Giardia canis  cães  Giardia muris  roedores  Giardia agilis  anfíbios  Giardia psittaci  periquitos HISTÓRICO
  11. 11.  1888  Blanchard Cercomonas intestinalis  Giardia intestinalis Hexamintus duodenalis  Giardia duodenalis HISTÓRICO
  12. 12.  1915  Stiles  estudando material de origem humana  denominou de Giardia lamblia. HISTÓRICO http://thumbs.dreamstime.com/x/giardia-5591685.jpg
  13. 13.  1952  Filice  propôs uma nova classificação  baseada na morfologia do parasito. HISTÓRICO
  14. 14. Giardia duodenalis  humanos, aves, mamíferos e répteis Giardia muris  roedores, aves e répteis Giardia agilis  anfíbios
  15. 15.  Advento das técnicas moleculares  as denominações Giardia duodenalis, Giardia intestinalis e Giardia lamblia  têm sido considerados sinônimos. HISTÓRICO
  16. 16. ETIOLOGIA16 http://giardialamblia.nl/wp-content/uploads/2010/06/Giardia-lamblia3.jpg
  17. 17.  Giardia lamblia  protozoário flagelado que existe sob as formas de cisto e trofozoíto. AGENTE ETIOLÓGICO
  18. 18. Giardia lamblia TROFOZOÍTO CISTO Giardia lamblia = Giardia duodenalis = Giardia intestinalis
  19. 19.  Trofozoíto  encontrado no intestino delgado  forma responsável pelas manifestações clínicas da infecção. AGENTE ETIOLÓGICO
  20. 20. Características morfológicas: Formato de pera: piriforme Simetria bilateral: 20 µm de comprimento 10 µm de largura Quatro pares de flagelos
  21. 21. Protozoários flagelados: Giardia (1)Núcleos (2) Membrana (3) Citoplasma (4) Flagelos
  22. 22.  Cisto  forma responsável pela transmissão do parasito. AGENTE ETIOLÓGICO
  23. 23. Características morfológicas: Formato oval ou elipsoide: 12 µm de comprimento 8 µm de largura Parede cística (glicoprotéica): resistência a variações de temperatura, umidade e produtos químicos
  24. 24. TRANSMISSÃO24 http://www.minhavida.com.br/saude/temas/giardiase
  25. 25.  Transmissão  via fecal-oral. Os cistos são as formas infectantes para humanos e animais. 25 MODO DE TRANSMISSÃO
  26. 26.  Manuseio de solo contaminado sem a devida limpeza posterior das mãos.  Contato com fezes de cães e gatos contaminados. 26 MODO DE TRANSMISSÃO
  27. 27. A infecção ocorre quando o homem ou o animal ingere o cisto, seja através do contato com outros animais, ou pela água e/ou alimentos contaminados. http://www.zoonoses.piracicaba.sp.gov.br/site/images/s tories/com%20a%20palavra/imagens/Giardiase.gif
  28. 28.  Maioria das infecções por Giardia  ingestão de cistos presentes na água, nos alimentos ou no ambiente contaminado por fezes. 28 MODO DE TRANSMISSÃO
  29. 29. A água consiste em um importante veículo para a transmissão do parasito, seja pela ingestão direta ou indiretamente pelo consumo de alimentos ou bebidas preparados com água contaminada, além de contaminação acidental durante as atividades recreativas.
  30. 30.  Transmissão direta  pessoa  pessoa  mãos contaminadas Homossexuais masculinos  infectam-se pelo contato oral-anal. 30 MODO DE TRANSMISSÃO
  31. 31. Os parasitas são encontrados em lagos, lagoas, rios e córregos em todo o mundo, bem como no abastecimento de água, poços, cisternas, piscinas, parques e spas de água municipais. Águas subterrâneas e superficiais podem ser contaminadas a partir de fezes de escoamento agrícola, de descarga de águas residuais ou de animais.
  32. 32.  De 1 a 4 semanas Média: 7 a 10 dias 32 PERÍODO DE INCUBAÇÃO
  33. 33.  O homem e alguns animais domésticos ou selvagens  gatos, cães e castores. 33 RESERVATÓRIOS
  34. 34.  Crianças  giardíase é muito mais comum em crianças do que em adultos. As crianças são mais propensas a entrar em contato com fezes, especialmente se usam fraldas, estão aprendendo a usar o banheiro ou frequentam creches e escolas infantis. 34 FATORES DE RISCO
  35. 35. As pessoas que vivem ou trabalham com crianças pequenas também estão em maior risco de desenvolver a infecção por giárdia. 35 FATORES DE RISCO
  36. 36.  Pessoas sem acesso à água potável  a giardíase é mais incidente onde o saneamento é inadequado ou a água não é segura para beber. 36 FATORES DE RISCO
  37. 37. CICLO BIOLÓGICO37
  38. 38.  O ciclo biológico da Giardia é do tipo monoxênico;  Ingestão de cistos  10 a 100 formas  ocasiona infecção 38
  39. 39. http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/Giardiase.php
  40. 40.  Após a ingestão do cisto, a Giardia, no intestino delgado, se transforma na forma trofozoíta, tornando-se organismos flagelados que medem apenas 15 µm (0,015 milímetros). 40
  41. 41. http://www.unal.edu.co/ins-libbiqUN/imagenes/web/Giardia1.jpg
  42. 42.  Os trofozoítos são a forma capaz de se reproduzir, multiplicando-se por divisão binária, dentro do intestino delgado do paciente contaminado, aderindo a sua parede. 42
  43. 43. http://img2.wikia.nocookie.net/__cb20130822050936/aia1317/pt-br/images/8/83/Giardia_1.jpg
  44. 44. Dentre as barreiras naturais presentes no intestino delgado, a camada de muco que protege o epitélio contra ação de enzimas digestivas dificulta a adesão dos trofozoítos à mucosa e, assim, interfere no estabelecimento da infecção.
  45. 45.  Eles ligam-se ao epitélio do duodeno e do jejuno através da ventosa. 45  No duodeno os trofozoítos estão totalmente desencistados.
  46. 46.  Se a carga parasitária for grande, ocorre o fenômeno chamado de “atapetamento”  protozoários formam um tapete que recobre as vilosidades do intestino, dificultando a absorção dos nutrientes pelo corpo. 46
  47. 47.  Quando o parasita chega ao intestino grosso, ele volta a forma de cisto, pois este é o único meio de sobreviver no meio ambiente após a sua eliminação nas fezes. 47
  48. 48. A contaminação do hospedeiro ocorre por ingestão de alimentos ou água contaminados com cistos de Giardia. Ocorre o desencistamento do cisto no estômago e termina no duodeno e jejuno. Encistamento do parasito na região do ceco. Eliminação do parasito para o meio externo juntamente com as fezes.
  49. 49. 49
  50. 50. SINTOMAS50
  51. 51.  A maioria das infecções é assintomática e ocorre tanto em adultos, quanto em crianças. 51 Giardia lamblia Foto: Janice Haney Carr / CDC
  52. 52. o 50% dos indivíduos  cura espontânea da infecção o 5 a 15% dos indivíduos  infecção é assintomática  eliminação de cistos nas fezes  até 6 meses. 52
  53. 53.  Diarréia  Dor abdominal  Fezes amolecidas  Anorexia  Flatulência  Distensão abdominal 53 INFECÇÃO AGUDA
  54. 54.  Primo infecção Diarréia  tipo aquosa, explosiva Odor fétido Gases Dores abdominais 54
  55. 55.  Sintomas  muitos anos Diarréia contínua, intermitentes ou esporádica Má absorção de gordura, vitaminas lipossolúveis, vitamina B12, ferro, lactose 55 INFECÇÃO CRÔNICA
  56. 56. A Giardia pode determinar alterações morfológicas e fisiológicas do epitélio intestinal sem que haja invasão tissular e celular. Colonização do intestino pelo parasito pode alterar a mucosa intestinal  organização das microvilosidades.
  57. 57. Um dos principais problemas da infecção pela Giardia é a síndrome de má absorção, caracterizada clinicamente pela perda de peso e esteatorreia. O paciente com giardíase apresenta dificuldade em digerir gorduras, carboidratos e vitaminas. Até 40%dos pacientes desenvolvem intolerância a lactose. file:///G:/Faculdade%20de%20Medicina%20-%20UFCA/Aulas%20- %20UFCA/5.%20Giardia/GIARDIA%20LAMBLIA%20_%20Sintomas %20e%20Tratamento%20%C2%BB%20MD.Sa%C3%BAde.htm
  58. 58. 58
  59. 59. DIAGNÓSTICO59
  60. 60. DIAGNÓSTICO CLÍNICO
  61. 61.  Crianças  8 meses a 10-12 anos  Diarréia com esteatorreia Formação de fezes volumosas, acinzentadas ou claras, que geralmente são mal cheirosas, flutuam na água e têm aparência oleosa, ou são acompanhadas de gordura que flutua no vaso sanitário. 61
  62. 62.  Irritabilidade, insônia  Náuseas e vômitos  Perda de apetite  Dor abdominal 62
  63. 63. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
  64. 64. EXAMES PARASITOLÓGICOS  Exame microscópico de fezes  identificação de trofozoítos e/ou cistos. Fezes diarréicas  trofozoítos Fezes formadas  cistos 64
  65. 65. Imagem de Giardia lamblia, capturada em microscópio eletrônico http://www.brasilescola.com/doencas/giardiase.htm http://www.biolib.cz/IMG/GAL/17364.jpg
  66. 66. EXAMES PARASITOLÓGICOS  Exame direto de fezes Método de Faust  é um exame parasitológico de fezes, que consiste na centrífugo-flutuação em sulfato de zinco. 66
  67. 67. 67
  68. 68.  Coleta das amostras fecais  recipientes contendo substâncias fixadoras  formol a 10%, MIF (mertiolato-iodo-formol) ou SAF (acetato de sódio-ácido acético- formaldeído) 68 EXAMES PARASITOLÓGICOS
  69. 69.  Indivíduos parasitados não eliminam cistos de forma contínua  período negativo Coleta seriada  pelos menos três amostras fecais obtidas em dias alternados  positividade > 85% 69 EXAMES PARASITOLÓGICOS
  70. 70.  Pacientes com diarréia crônica  pesquisa do parasito em amostras de fluido duodenal ou biopsia jejunal. Obtenção do fluido jejunal: Entero-Test® 70 EXAMES PARASITOLÓGICOS
  71. 71. GIARDIASIS ENTEROTEST CAPSULE USED FOR DIAGNOSIS http://www.cmsp.com/stock-photo/353-00753/giardiasis%20enterotest%20capsule%20used%20for%20diagnosis.html
  72. 72. http://www.wjgnet.com/images/english/V11/585-1.jpg O dispositivo consiste em um fio de náilon de 140cm para adulto e 90 cm para crianças, unido a uma esfera de metal com 1g de peso, embebida em borracha de slilicone. O fio fica enrolado dentro de uma cápsula de gelatina revestida com borracha de silicone, tendo uma das extremidades livre. A ponta livre do fio é fixada com esparadrapo no rosto do paciente. A cápsula é administrada via oral, com o paciente em jejum. A gelatina se dissolve no estômago e o fio, com o peso, chega por peristalse ao duodeno. Em mais de 90% dos casos relatados, a linha fica completamente distendida em quatro horas. Após, o fio é gentilmente retirado pela ponta livre. geralmente, a metade da parte distal da linha é saturada com muco corado com bile http://www.uft.edu.br/parasitologia/pt_BR/exames/enterotest/conceito/index.html
  73. 73. EXAMES IMUNOLÓGICOS  Imunofluorescência indireta e ELISA  anticorpos IgG permanecen elevados por longo período Distinção infecções passadas # recentes 73
  74. 74. EXAMES IMUNOLÓGICOS  Anticorpos IgG, IgM e IgA anti- Giardia têm sido detectados no soro de indivíduos com giardíase, entretanto o papel destes anticorpos na imunidade protetora ainda não foi totalmente esclarecido. 74
  75. 75. A detecção de antígenos nas fezes (coproantígenos) empregando a técnica de ELISA tem demonstrado resultados satisfatórios. Sensibilidade: 85% a 95% Especificidade: 90% a 100%
  76. 76.  Polymerase Chain Reaction (PCR)  detecção direta do DNA do parasito em amostras biológicas e ambientais. 76
  77. 77. EPIDEMIOLOGIA77
  78. 78.  Ampla distribuição mundial  prevalência variam nas diferentes regiões do mundo. Países desenvolvidos: 2 a 5% Países em desenvolvidos: 20 a 30% 78
  79. 79.  Afeta principalmente crianças de 8 meses aos 12 anos  predomínio na faixa etária de 6 anos  Pode ocorrer em surtos epidêmicos em ambientes fechados (creches e abrigos) 79
  80. 80.  20 a 25% dos funcionários e de familiares que estão em contato com essas crianças podem se infectar  a infecção por este protozoário pode ultrapassar os limites dos estabelecimentos e acometer indivíduos da comunidade. 80
  81. 81. Os cistos excretados juntamente com as fezes do hospedeiro são capazes de permanecer viáveis por vários meses no meio ambiente, resistindo a ação de desinfetantes químicos.
  82. 82. Giardia tem sido referido como o parasito entérico mais frequente nos inquéritos coproparasitológicos em diferentes regiões, situação favorecida, em especial, pela facilidade com que os cistos são acidentalmente ingeridos com a água e alimentos contaminados.
  83. 83. TRATAMENTO83
  84. 84.  Principais drogas empregadas Derivados dos 5-nitroimidazóis  metronidazol, tinidazol, ornidazol, secnidazol Derivados dos nitrofuranos  furazolidona 84
  85. 85. Derivados dos benzimidazóis  albendazol Derivados dos 5-nitrotiazóis  nitazoxanida 85
  86. 86. Medicamento de escolha  Metronidazol  elimina a infecção em 80 a 95% dos indivíduos tratados. Metronidazol 15 a 20 mg/kg 7 a 10 dias Crianças 250 mg 2 vezes/dia 5 dias Adultos
  87. 87.  Efeitos colaterais  náuseas, vômitos, vertigens, gosto metálico ao paladar, dores de cabeça, glossite, urticária. 87
  88. 88. CONTROLE88 http://thumbs.dreamstime.com/z/giardia-13324944.jpg
  89. 89. Lavar cuidadosamente as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas, brincar com animais, antes de comer ou preparar alimentos.
  90. 90. É necessário lavar e desinfetar todas as frutas e verduras consumidas sem cozimento.
  91. 91. Consumo de água tratada e filtrada.
  92. 92. Verificar o parasitismo por Giardia nos animais e tratá-los.
  93. 93. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  NEVES, D. P. et al. Parasitologia Humana - 10ª. ed. – São Paulo: Atheneu, 2011.  REY, Luís. Parasitologia - 4ª. ed. – Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S. A., 2001.  Doenças infecciosas e parasitárias : guia de bolso / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – 8. ed. rev. – Brasília : Ministério da Saúde, 2010. 444 p. : Il. – (Série B. Textos Básicos de Saúde) 93

×