Filariose

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Filariose

  1. 1. Universidade Federal do Cariri Faculdade de Medicina Pró – Reitoria de Extensão Ministério da Educação
  2. 2. A Filariose Linfática, também conhecida como elefantíase em sua fase crônica, é uma doença endêmica de regiões tropicais e subtropicais que possui como agente etiológico helmintos da espécie Wuchereria bancrofti, que causa sua forma sintomática mais avançada. Enfermidade debilitante, de grave impacto sócio-econômico, acomete cerca de 120 milhões de pessoas em todo mundo (90% W. bancrofti).
  3. 3. PARASITO: Wuchereria bancrofti - helminto da classe Nematoda, da família Onchocercidae, e do gênero Wuchereri. Apresenta como único hospedeiro definitivo o homem. Os vermes adultos apresentam sexos distintos e habitam o sistema linfático, produzindo embriões (microfilárias) que se desenvolvem em mosquitos hematófagos, principalmente do gênero Culex que funcionam como hospedeiro intermediário. No vetor as microfilárias sofrem 3 mudas e se transformam em larvas infectantes.
  4. 4. EPIDEMIOLOGIA http://portalteses.icict.fiocruz.br/transf.php?script=thes_chap&id=00008801&lng=pt&nrm=iso
  5. 5. MACHO: Tem o corpo delgado e branco leitoso. Mede de 3,5 a 4 cm de comprimento e 0,1 de diâmetro. Extremidade anterior afilada e posterior enrolada ventralmente. FÊMEA: Possui o corpo delgado e branco leitoso. Mede de 7 a 10 cm de comprimento e 0,3 cm de diâmetro. Tem órgãos genitais duplos, com exceção da vagina, que é única e se exterioriza em vulva localizada próximo à extremidade anterior.
  6. 6. MICROFILÁRIA: São as formas que se movimentam ativamente dentro da corrente sanguínea do hospedeiro intermediário (homem) quando liberadas pelas fêmeas grávidas. São também chamadas de embrião. Apresentam uma bainha flexível, medem de 250 a 300 micrômetros. A bainha cuticular lisa é apoiada sobre numerosas células sobreticulares (que vão formar os músculos e hipoderme do helminto adulto) e células somáticas (que vão formar órgãos e tubo digestivo).
  7. 7. LARVAS: Encontradas no vetor. No primeiro estádio (L1) mede em torno de 300 micrômetros e é originada da transformação da microfilária. Depois se diferencia em L2, duas a três vezes maior, que sofre nova mudança dando origem a L3 que mede de 1,4 a 2,00mm. VERME ADULTO MICROFILÁRIA http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=105&sid=2
  8. 8. É um ciclo heteroxênico. A fêmea do Culex quinquefasciatus quando exerce o hematofagismo em pessoas que estão parasitadas, ingere microfilárias que depois de poucas horas, no estômago do mosquito, perdem as bainhas e atravessam a sua parede, caem na cavidade geral e migram para o tórax, onde se alojam nos músculos torácicos e transforma-se em uma larva salsichóide ou L1. Seis a dez dias após o repasto sanguíneo ocorre a primeira muda originando L2. De dez a quinze dias depois vai ocorrer um crescimento acentuado e a L2 vai sofrer mudanças e transforma-se na larva infectante para o hospedeiro intermediário (L3).
  9. 9. L3 com aproximadamente 2mm migra para a probóscida do mosquito, mais especificamente para o lábio. Quando o vetor volta a fazer novo repasto , as larvas L3 escapam e penetram no hospedeiro definitivo (homem) pela solução de continuidade causada pelo mosquito e migram para os vasos linfáticos, onde se tornam vermes adultos. Depois de sete a oito meses as fêmeas grávidas produzem microfilárias, que migram dos ductos linfáticos para a corrente sanguínea ficando alojadas nos capilares profundos de várias regiões e em torno da meia noite têm preferência pela corrente sanguínea periférica.
  10. 10. Larva rabditóide Lesão na virilha Mosquitos da família Culicidae (Culex quinquefasciatus = pernilongo) Adulto - microfilária Larva filarióide (infectante) Desenvolvimento vermes adultos
  11. 11. Deve distinguir-se os casos de infecção dos casos de doença. Os pacientes com manifestações clínicas discretas ou assintomáticos podem apresentar alta microfilaremia, e os pacientes com elefantíase ou outras manifestações crônicas geralmente não apresentam ou a quantidade de microfilárias no sangue periférico está reduzida. Infecções agravam a elefantíase. Manifestações clínicas como as imunoinflamatórias se devem às microfilárias ou aos vermes adultos (mais conhecidas), tendo um progresso longo que pode causar desde uma estase linfática até um estado crônico de elefantíase.
  12. 12. Essas lesões podem ocorrer devido a duas ações desse parasita: AÇÃO MECÂNICA - Vermes adultos na corrente linfática podem obstruir gerando os distúrbios de: estase linfática com linfangiectasia e derramamento linfático ou linforragia. Pode ocorrer nas pernas, cavidade abdominal, túnica escrotal, tórax e vias urinárias. AÇÃO IRRITATIVA – Excreção de produtos do metabolismo de vermes adultos e sua degeneração após a morte provocam reações inflamatórias: linfangite e linfadenite. Geralmente aparecem reações alérgicas como urticárias e edemas extrafocais.
  13. 13. *ELEFANTÍASE CRÔNICA Ocorre geralmente em paciente com mais de dez anos de parasitose. É caracterizada por um processo de inflamação e fibrose crônica do órgão atingido, com hipertrofia do tecido conjuntivo, dilatação dos vasos linfáticos e edema linfático. Com a progressão da doença, há esclerose da derme e hipertrofia da epiderme, dando uma aparência típica de elefante: aumento exacerbado do órgão, queratinização e rugosidade da pele.
  14. 14. LINFEDEMA ESCROTAL http://www.rbcp.org.br/detalhe_artigo.asp?id=65 ELEFANTÍASE CRÔNICA http://www.ciencias.seed.pr.gov.br/modules/galeria/ detalhe.php?foto=2080&evento=3
  15. 15. http://www.medicinageriatrica.com.br/tag/filariose-linfatica/
  16. 16. Dx parasitológico (direto): 1) Pesquisa de microfilárias – gota espessa, urina (microfilarêmicos, antes e durante o tratamento com antifilarial, e nos portadores de quilúria. 2) Pesquisa de vermes adultos – Biópsia de linfonodos, USG. *Pesquisa deve ser feita no horário de maior concentração do embrião no sangue periférico.
  17. 17. Dx imunológico: Detecção de antígenos somáticos de superfície, imunocomplexos, ou tentativas de detecção de Ag com anticorpos monoclonais específicos. Linfocintilografia: Presença de linfáticos anormais com Albumina ou Dextran marcados radiologicamente. USG: Linfáticos dilatados em área escrotal de indivíduos com microfilaremia ou vermes adultos.
  18. 18. Outros exames laboratoriais: Pesquisa de linfócitos na urina (suspeita de quilúria); Eosinofilia (casos que cursam com sintomas pulmonares); Neutrofilia (surtos febris). QUILÚRIA http://www.eurorad.org/eurorad/case.php ?id=2584&lang=es
  19. 19. LINFANGIOGRAFIA http://www.eurorad.org/eurorad/case.php ?id=2584&lang=es
  20. 20. TC APÓS LINFANGIOGRAFIA http://www.eurorad.org/eurorad/case.php?id=2584&lang=es
  21. 21. Objetivos: Reduzir ou prevenir a morbidade, corrigir as alterações provenientes do parasitismo (edema, hidrocele, elefantíase) e impedir a transmissão a novos hospedeiros. DROGA DE ESCOLHA: Dietilcarbamazina (DEC) por 2 a 4 semanas. OUTRAS DROGAS: Ivermectina (IVM) 1x ao ano. Associação IVM+DEC.
  22. 22. Medidas de controle: Redução da densidade populacional do vetor; Educação em saúde; Tratamento em massa (focos endêmicos).
  23. 23. Relato de Caso. Tormes MB, Moraes MAP, Nunes EM, Vederossi RC. Caso incomum defilariose linfática mediastinal com estenose da artéria pulmonar. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 21:33-35, Jan-Mar, 1988
  24. 24. 1) NEVES, David Pereira. Parasitologia Humana. 10ª edição. São Paulo: Editora ATHENEU, 2000; 2) REY, Luis. Parasitologia. 3ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.

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