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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI 
FACULDADE DE MEDICINA 
ANCILOSTOMÍASE 
MÓDULO: MB0302 – RELAÇÃO PA...
2 INTRODUÇÃO
• A ancilostomíase, popularmente 
conhecida como amarelão, é uma 
doença parasitária intestinal que causa 
diarréia modera...
• Amarelão ocorre principalmente em 
climas tropicais e subtropicais. 
• Os vermes parasitas causadores da 
doença são Anc...
Necator americanus 
Ancylostoma duodenale
• O Necator americanus encontra-se 
principalmente na África tropical, nas 
Américas e ilhas do Pacífico, enquanto 
o Ancy...
• Em ambos os casos, o homem constitui a 
única fonte de infecção para a 
ancilostomíase, pois os demais 
mamíferos possue...
• A ancilostomíase, no Brasil, tem como 
maior causador o Necator americanus.
9 MORFOLOGIA
Taxonomia 
Reino: Animalia 
Subreino: Metazoa 
Filo: Aschelminthes 
Classe: Nematoda 
Ordem: Strongylida 
Família: Ancylos...
Taxonomia 
Espécies: 
Ancylostoma duodenale  parasito 
habitual do homem, principalmente nas 
zonas da Bacia do Mediterr...
Taxonomia 
 Ancylostoma braziliense  próprio de 
canídeos e de felídeos domésticos ou 
silvestres; 
 Ancylostoma caninu...
Taxonomia 
 Ancylostoma ceylanicum  parasita 
cães e gatos, além do homem, estando 
presente em regiões da Ásia, do Pací...
Taxonomia 
 Necator americanus  parasito 
exclusivo do homem e com larga 
distribuição geográfica pelas Américas, 
Áfric...
•Helmintos  medem cerca de 1 cm de 
comprimento, os machos sendo pouco 
menores que as fêmeas. 
•Apresentam duas estrutur...
a) cápsula bucal; 
b) glândula cefálica; 
c) testículo; 
d) vesícula seminal; 
e) canal ejaculador; 
f) espículos; 
g) bol...
Vermes Adultos 
•Cápsula bucal  modificação da 
extremidade anterior, formada pela 
cutícula  permite ao verme aderir, p...
18 
Ancylostoma duodenale 
com dois pares de dentes 
Ancylostoma duodenale. A, 
macho; B, fêmea; a) cápsula 
bucal; b) glâ...
A. caninum 
A. duodenale 
Necator americanus 
As relações parasito-hospedeiro 
têm lugar através da fixação do 
helminto à...
•Bolsa copuladora  é uma expansão 
cuticular da extremidade posterior dos 
machos, sustentada por raios carnosos 
agrupad...
21 
Necator americanus 
Ancylostoma duodenale 
BOLSA 
COPULADORA
Vermes Adultos 
•Sistema digestório  continua-se com um 
esôfago muscular claviforme e um intestino 
simples  fêmeas ter...
Ancylostoma duodenale 
• Cápsula bucal 
profunda 
• 2 pares dentes 
dorsais
• Dimensão  8 -11 mm de 
comprimento 
• Extremidade posterior com 
bolsa copuladora 
Bolsa copulatoria 
Macho 
Machos
Fêmeas 
• Dimensão  10 – 15 mm de 
comprimento 
• Extremidade posterior afilada 
com processo espinhoso 
terminal
Necator americanus 
• Cápsula bucal profunda 
• 2 lâminas cortantes 
subventral 
• 2 lâminas cortantes 
subdorsal 
• Fundo...
• Dimensão  5 – 9 mm de comprimento 
• Bolsa copuladora desenvolvida 
Bolsa copulatoria 
Macho 
Machos
Fêmeas 
• Dimensão  9-11 mm de comprimento 
• Extremidade posterior 
afilada sem processo 
espinhoso 
Processo espinhoso ...
Ovo 
• Formato  ovóides, casca 
fina e transparente 
• Espaço largo entre a casca 
e o conteúdo do ovo 
• Blastômeros  4...
Ancylostoma duodenale  56-60 mm 
20.000 a 30.000 ovos/dia 
Necator americanus  64-76 mm 
6.000 a 11.000 ovos/dia
• Desenvolvimento do ovo  condições 
adequadas de oxigênio, umidade de 
temperatura (23 a 33°C) 
• Eclosão  1-2 dias  l...
Ovos de ancilostomídeos 
em duas fase de 
embrionamento e com 
uma larva já formada 
no seu interior.
Larvas Rabditóides 
• Tamanho  250 μm 
• Cápsula bucal  vestíbulo 
longo 
• Esôfago  dividido em 
três partes 
• Primór...
Larvas Rabditóides 
•Ela se alimenta ativamente de bactérias 
e matéria orgânica do solo e cresce de 
modo que aos três di...
Larva rabditóide de Necator americanus
Larvas Rabditóides 
•A larva rabditóide de 2º estádio (L2) 
cresce mais até atingir 500 a 700 μm. 
• Seu esôfago alonga-se...
•Ocorre a 2ª muda  a larva filarióide 
embainhada ou encistada (L3). 
•Uma semana depois torna-se infectante. 
37 
Larvas...
Larvas Filarióides 
• Tamanho  700 μm 
• Esôfago  cilíndrico 
• Extremidade posterior  afilada
Larvas Filarióides 
•Nesse 3º estádio, ela já não se alimenta, 
mas passa a consumir suas próprias 
reservas energéticas, ...
Larva infectante de Ancilostomídeo
Penetração ativa na pele 
Longevidade: 
3 a 4 sem. 
Larva 
rabditóide 
Ovos nas fezes 
Vermes 
adultos no 
intestino 
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Larvas Filarióides 
•Ambientes naturais de zonas endêmicas  
sobrevivem até 6 meses; 
Radiação solar, temperaturas muito ...
43 CICLO BIOLÓGICO
• Os ancilostomídeos têm ciclo monoxeno, 
com fase larvária no meio exterior. 
• Vida livre  ovo, ovo embrionado, L1, 
L2...
• Vida parasitária  L3, L4, L5 e adulto 
• Habitat  adultos vivem na mucosa 
do intestino delgado
Infecção por Necator 
americanus
• Só se produz por penetração cutânea 
das formas infectantes  larvas 
filarióides; 
• Em contato com a pele  penetram 
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PELE 
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Circulação sangüínea e/ou linfática 
Coração  artérias pu...
• Localizam-se de preferência no duodeno 
e no jejuno, fixando-se à mucosa com sua 
cápsula bucal; 
• Os ovos de Necator, ...
Infecção por Ancylostoma 
duodenale
• A penetração das formas infectantes 
pode ter lugar tanto por via cutânea 
como por via oral.
Via Cutânea 
• Migração parasitária com a realização do 
ciclo pulmonar;
Via Oral 
• As larvas ingeridas com alimento ou com 
água contaminada completam sua 
evolução no tubo digestivo, sem fazer...
Homem  intestino delgado 
 verme adulto 
Fezes com ovos 
Eclosão  larva rabditóide (L1) 
(L2) rabditóide  produz nova ...
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Água /alimento contaminado  L3 (filarióide) 
Estômago  L3 perde cutícula 
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Ovos nas 
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L2 no 
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• O ciclo completo normal de 
Ancylostoma duodenale dura 4 a 5 
semanas, aparecendo os ovos nas fezes 
na 5ª ou 6ª semanas...
59 TRANSMISSÃO
• A produção diária de ovos varia de 9 a 
20.000 ovos; 
• Peridomicílio é área importante de 
transmissão em áreas de alta...
Ovo de Ancilostomídeo
• As larvas vivem meses em ambientes 
úmidos e sombreados, mas poucas 
semanas em ambientes secos e quentes; 
• Ocorre inf...
• A penetração cutânea não demora mais 
do que 5 ou 10 minutos; 
• Ela é a única via utilizada pelas larvas de 
Necator am...
PATOGENIA 64 E SINTOMATOLOGIA
 Ancilostomíase é determinada por 
etiologia primária e secundária. 
1ª  migração e instalação dos parasitas 
no hospede...
 Geralmente assintomática; 
Pele  lesões traumáticas , sensação de 
picada , prurido e edema resultante 
processo infla...
 Período incubação  até surgirem 
sintomas intestinais 1 a 2 meses e pode 
durar anos.
Fase Aguda 
• Migração das larvas na pele, pulmão e 
instalação dos vermes no intestino. 
 Odor epigástrica 
 Diminuição...
 Náuseas 
 Vômitos 
 Diarréia sanguinolenta (às vezes) 
 Constipação
 Nas infecções pesadas, durante 
o ciclo pulmonar pode ocorrer uma 
pneumonite disseminada, que 
constitui a síndrome de ...
 Espoliação sanguínea 
Ancylostoma duodenale ® suga 0,15 
a 0,30 ml/sangue/dia 
Necator americanus ® suga 0,03 a 
0,06 ml...
 A perda diária sofrida pelo paciente, 
quando há de 100 a 1.000 vermes, pode 
ser na ordem de 10 a 30 ml (5 – 15 mg 
de ...
Fase Crônica 
• Caracteriza a fase da anemia  vermes 
adultos + espoliação sangüínea + 
deficiência nutricional 
 Anemia...
Fase Crônica 
 Baixa de hemoglobina 
 Hipoalbuminemia 
 Lesões mecânicas  no local de 
implantação da cápsula bucal
 Hipoproteinemia  outro sinal clínico da 
doença, que se acompanha de atrofia da 
mucosa intestinal, redução ou achata-m...
Fase Crônica 
 Hipotensão  com aumento da diferença 
entre a pressão máxima e a mínima. 
 Ocorrem, tonturas, vertigens,...
Fase Crônica 
 Crianças  abdômen agudo ou uma 
apendicite. 
Retardo no desenvolvimento físico e 
mental 
Apatia e falta ...
78 DIAGNÓSTICO
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
• Presença de sintomas duodenais; 
• Anemia súbita; 
• Procedência e hábitos de vida do 
paciente.
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
 O diagnóstico da ancilostomíase não 
oferece dificuldades, pois os ovos são 
típicos e em geral abundantes nas fezes 
do...
Exame de Fezes 
 Métodos de sedimentação espontânea 
 Hoffman 
 Método de Centrifugação-Flutuação em 
solução saturada ...
Exame de Fezes 
Método de Willis  flutuação dos ovos 
em fezes diluídas em solução saturada de 
cloreto de sódio.
Exame de Fezes 
 Para estimar-se a carga parasitária, 
fazer uma contagem de ovos pelo método 
de Stoll.
Exame de Fezes 
•Uma infecção com menos de 50 vermes 
é considerada leve; entre 50 e 200 já tem 
significação clínica, pod...
Imunologia 
Imunofluorecência, ELISA e hemaglutinação 
 Fase aguda  eosinofilia 
 IgE e IgG 
 Fase crônica 
 IgE, IgG...
88 TRATAMENTO
 Mebendazol  500 mg (dose única) 
Efetivo contra Necator americanus 
e Ancylostoma duodenale 
 Albendazol  400 mg (dos...
 Levamisol  50 – 150 mg (dose única) 
Não usar em menores de 2 anos e 
em pacientes com problemas renais 
ou hepáticos
 Pirantel  10 mg/kg/pv  1 vz dia  
durante 3 dias
 Avaliação da cura  exame de 3 
amostras de fezes  período de 15-20 dias 
 após o término do tratamento. 
 Anemia ass...
93 EPIDEMIOLOGIA
 Locais de climas temperados e tropicais. 
 Nematódeos apresentavam distribuição 
geográfica restrita aos locais de orig...
• Em escala mundial, a ancilostomíase é 
devida a Necator americanus em ¾ dos 
casos, a Ancylostoma duodenale em 
menos de...
• Ancylostoma duodenale  restrito ao 
continente europeu, africano e asiático; 
• Necator americanus  restrito ao 
conti...
 Brasil  predomina Necator americanus 
Ancylostoma duodenale é encontrado 
em 20-30% dos infectados 
 Solo arenoso, per...
98 CONTROLE
 Utilização de calçados (sapato ou 
sandália), evitando o contato direto com 
o solo contaminado; 
 Ter o máximo de cuid...
 Fornecimento de infra-estrutura básica 
para a população, proporcionando 
saneamento básico e condições 
adequadas de hi...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
NEVES, D. P. et al. Parasitologia Humana 
- 12ª. ed. – São Paulo: Atheneu, 2011. 
 REY, Luís...
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Ancilostomíase

  1. 1. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI FACULDADE DE MEDICINA ANCILOSTOMÍASE MÓDULO: MB0302 – RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO Profa. Dra. Maria do Socorro Vieira dos Santos
  2. 2. 2 INTRODUÇÃO
  3. 3. • A ancilostomíase, popularmente conhecida como amarelão, é uma doença parasitária intestinal que causa diarréia moderada e dor abdominal.
  4. 4. • Amarelão ocorre principalmente em climas tropicais e subtropicais. • Os vermes parasitas causadores da doença são Ancylostoma duodenale e Necator americanus.
  5. 5. Necator americanus Ancylostoma duodenale
  6. 6. • O Necator americanus encontra-se principalmente na África tropical, nas Américas e ilhas do Pacífico, enquanto o Ancylostoma duodenale em países do Hemisfério Norte.
  7. 7. • Em ambos os casos, o homem constitui a única fonte de infecção para a ancilostomíase, pois os demais mamíferos possuem ancilostomídeos de outras espécies que normalmente não completam sua evolução no organismo humano.
  8. 8. • A ancilostomíase, no Brasil, tem como maior causador o Necator americanus.
  9. 9. 9 MORFOLOGIA
  10. 10. Taxonomia Reino: Animalia Subreino: Metazoa Filo: Aschelminthes Classe: Nematoda Ordem: Strongylida Família: Ancylostomatidae Gênero: Necator e Ancylostoma
  11. 11. Taxonomia Espécies: Ancylostoma duodenale  parasito habitual do homem, principalmente nas zonas da Bacia do Mediterrâneo, Europa, África e Asia.
  12. 12. Taxonomia  Ancylostoma braziliense  próprio de canídeos e de felídeos domésticos ou silvestres;  Ancylostoma caninum  infecta cães e gatos, mas eventualmente invade o organismo humano produzindo dermatites;
  13. 13. Taxonomia  Ancylostoma ceylanicum  parasita cães e gatos, além do homem, estando presente em regiões da Ásia, do Pacífico e da América.
  14. 14. Taxonomia  Necator americanus  parasito exclusivo do homem e com larga distribuição geográfica pelas Américas, África, Ásia e Oceania.
  15. 15. •Helmintos  medem cerca de 1 cm de comprimento, os machos sendo pouco menores que as fêmeas. •Apresentam duas estruturas muito características  a cápsula bucal e a bolsa copuladora dos machos. 15 Vermes Adultos
  16. 16. a) cápsula bucal; b) glândula cefálica; c) testículo; d) vesícula seminal; e) canal ejaculador; f) espículos; g) bolsa copuladora h) faringe; i) útero; j) ovário; k) intestino; l) reto e ânus. Macho Fêmea Ovos Ancylostoma duodenale
  17. 17. Vermes Adultos •Cápsula bucal  modificação da extremidade anterior, formada pela cutícula  permite ao verme aderir, por sucção, à parede do intestino. • Forma globular  ampla abertura para o exterior, em cujas margens encontram-se papilas sensoriais. 17
  18. 18. 18 Ancylostoma duodenale com dois pares de dentes Ancylostoma duodenale. A, macho; B, fêmea; a) cápsula bucal; b) glândula cefálica; c) o testículo; d) vesícula seminal; e) canal ejaculador; f) espículos; g) a bolsa copuladora do macho; h) faringe; i) útero; j) ovário; k) intestino; l) reto e ânus. C, ovos. Necator americanus com lâminas cortantes Ancylostoma braziliensis com um par de dentes grandes e um pequeno; Ancylostoma caninum com 3 pares de dentes
  19. 19. A. caninum A. duodenale Necator americanus As relações parasito-hospedeiro têm lugar através da fixação do helminto à mucosa intestinal que é aspirada e dilacerada, seja com as placas cortantes de Necator, seja com os dentes e lancetas dos Ancylostoma.
  20. 20. •Bolsa copuladora  é uma expansão cuticular da extremidade posterior dos machos, sustentada por raios carnosos agrupados de modo diferente para cada espécie e permitindo a identificação. A, Bolsa copuladora de Necator; B, Bolsa de Ancylostoma duodenale, vistas de lado, distendida e de frente. Os raios são: a) ventrais; b) externo-lateral; 20 c) mediano; d) látero-dorsal; e) externo-dorsal; f) dorsal.
  21. 21. 21 Necator americanus Ancylostoma duodenale BOLSA COPULADORA
  22. 22. Vermes Adultos •Sistema digestório  continua-se com um esôfago muscular claviforme e um intestino simples  fêmeas termina no ânus e, nos machos, abre-se na bolsa copuladora. 22
  23. 23. Ancylostoma duodenale • Cápsula bucal profunda • 2 pares dentes dorsais
  24. 24. • Dimensão  8 -11 mm de comprimento • Extremidade posterior com bolsa copuladora Bolsa copulatoria Macho Machos
  25. 25. Fêmeas • Dimensão  10 – 15 mm de comprimento • Extremidade posterior afilada com processo espinhoso terminal
  26. 26. Necator americanus • Cápsula bucal profunda • 2 lâminas cortantes subventral • 2 lâminas cortantes subdorsal • Fundo cápsula: dente longo
  27. 27. • Dimensão  5 – 9 mm de comprimento • Bolsa copuladora desenvolvida Bolsa copulatoria Macho Machos
  28. 28. Fêmeas • Dimensão  9-11 mm de comprimento • Extremidade posterior afilada sem processo espinhoso Processo espinhoso Fêmea
  29. 29. Ovo • Formato  ovóides, casca fina e transparente • Espaço largo entre a casca e o conteúdo do ovo • Blastômeros  4-8
  30. 30. Ancylostoma duodenale  56-60 mm 20.000 a 30.000 ovos/dia Necator americanus  64-76 mm 6.000 a 11.000 ovos/dia
  31. 31. • Desenvolvimento do ovo  condições adequadas de oxigênio, umidade de temperatura (23 a 33°C) • Eclosão  1-2 dias  larva rabditóide Ovo
  32. 32. Ovos de ancilostomídeos em duas fase de embrionamento e com uma larva já formada no seu interior.
  33. 33. Larvas Rabditóides • Tamanho  250 μm • Cápsula bucal  vestíbulo longo • Esôfago  dividido em três partes • Primórdio genital  pequeno
  34. 34. Larvas Rabditóides •Ela se alimenta ativamente de bactérias e matéria orgânica do solo e cresce de modo que aos três dias tem lugar a 1ª muda. 34
  35. 35. Larva rabditóide de Necator americanus
  36. 36. Larvas Rabditóides •A larva rabditóide de 2º estádio (L2) cresce mais até atingir 500 a 700 μm. • Seu esôfago alonga-se, passando a ser de tipo filarióide. 36
  37. 37. •Ocorre a 2ª muda  a larva filarióide embainhada ou encistada (L3). •Uma semana depois torna-se infectante. 37 Larvas Filarióides
  38. 38. Larvas Filarióides • Tamanho  700 μm • Esôfago  cilíndrico • Extremidade posterior  afilada
  39. 39. Larvas Filarióides •Nesse 3º estádio, ela já não se alimenta, mas passa a consumir suas próprias reservas energéticas, que lhe permitem crescer e mover-se ativamente com um geotropismo negativo. 39
  40. 40. Larva infectante de Ancilostomídeo
  41. 41. Penetração ativa na pele Longevidade: 3 a 4 sem. Larva rabditóide Ovos nas fezes Vermes adultos no intestino delgado Larva filarióide 5 a 10 dias 24 horas
  42. 42. Larvas Filarióides •Ambientes naturais de zonas endêmicas  sobrevivem até 6 meses; Radiação solar, temperaturas muito altas poucas semanas • Terrenos arenosos, sombreados  favoráveis para manter seu potencial infectante; 42
  43. 43. 43 CICLO BIOLÓGICO
  44. 44. • Os ancilostomídeos têm ciclo monoxeno, com fase larvária no meio exterior. • Vida livre  ovo, ovo embrionado, L1, L2 e L3
  45. 45. • Vida parasitária  L3, L4, L5 e adulto • Habitat  adultos vivem na mucosa do intestino delgado
  46. 46. Infecção por Necator americanus
  47. 47. • Só se produz por penetração cutânea das formas infectantes  larvas filarióides; • Em contato com a pele  penetram utilizando as lancetas do vestíbulo bucal
  48. 48. INFECÇÃO ATIVA – L3  PELE L3 (filarióide)  penetração pele Circulação sangüínea e/ou linfática Coração  artérias pulmonares Passando pelos pulmões  L4  faringe deglutição (Ciclo de Loss) L5 final do duodeno  adulto
  49. 49. • Localizam-se de preferência no duodeno e no jejuno, fixando-se à mucosa com sua cápsula bucal; • Os ovos de Necator, só aparecem depois de 7 a 8 semanas. 50
  50. 50. Infecção por Ancylostoma duodenale
  51. 51. • A penetração das formas infectantes pode ter lugar tanto por via cutânea como por via oral.
  52. 52. Via Cutânea • Migração parasitária com a realização do ciclo pulmonar;
  53. 53. Via Oral • As larvas ingeridas com alimento ou com água contaminada completam sua evolução no tubo digestivo, sem fazer o ciclo pulmonar. Ancylostoma duodenale no intestino
  54. 54. Homem  intestino delgado  verme adulto Fezes com ovos Eclosão  larva rabditóide (L1) (L2) rabditóide  produz nova cutícula interna L3 (filarióide)  larva infectante
  55. 55. INFECÇÃO L3  VIA Água /alimento contaminado  L3 (filarióide) Estômago  L3 perde cutícula L3  migram intestino delgado  duodeno penetram mucosa  L4 L4  luz intestino  fixam-se mucosa e iniciam repasto sanguíneo  L5 Adultos  cópula  produção ovos  eliminados através fezes ORAL
  56. 56. Ovos nas fezes L1 rabditóide no ambiente L2 no ambiente L3 (filarióide infectante) não se alimenta Penetração pela pele Vasos sangüíneos Ingestão Deglutição Coração L5  adultos Infecção (L3) L4 no duodeno L5 no duodeno Pulmões Adultos
  57. 57. • O ciclo completo normal de Ancylostoma duodenale dura 4 a 5 semanas, aparecendo os ovos nas fezes na 5ª ou 6ª semanas depois da infecção.
  58. 58. 59 TRANSMISSÃO
  59. 59. • A produção diária de ovos varia de 9 a 20.000 ovos; • Peridomicílio é área importante de transmissão em áreas de alta endemicidade, principalmente rural.
  60. 60. Ovo de Ancilostomídeo
  61. 61. • As larvas vivem meses em ambientes úmidos e sombreados, mas poucas semanas em ambientes secos e quentes; • Ocorre infecção transplacentária e transmamária;
  62. 62. • A penetração cutânea não demora mais do que 5 ou 10 minutos; • Ela é a única via utilizada pelas larvas de Necator americanus para instalar-se no organismo do seu hospedeiro.
  63. 63. PATOGENIA 64 E SINTOMATOLOGIA
  64. 64.  Ancilostomíase é determinada por etiologia primária e secundária. 1ª  migração e instalação dos parasitas no hospedeiro. 2ª  permanência dos parasitas no hospedeiro  decorrentes da anemia e hipoproteinemia.
  65. 65.  Geralmente assintomática; Pele  lesões traumáticas , sensação de picada , prurido e edema resultante processo inflamatório e infecções secundárias.
  66. 66.  Período incubação  até surgirem sintomas intestinais 1 a 2 meses e pode durar anos.
  67. 67. Fase Aguda • Migração das larvas na pele, pulmão e instalação dos vermes no intestino.  Odor epigástrica  Diminuição do apetite / Indigestão  Cólica
  68. 68.  Náuseas  Vômitos  Diarréia sanguinolenta (às vezes)  Constipação
  69. 69.  Nas infecções pesadas, durante o ciclo pulmonar pode ocorrer uma pneumonite disseminada, que constitui a síndrome de Loeffler, observada também na estrongiloidíase na ascaríase.
  70. 70.  Espoliação sanguínea Ancylostoma duodenale ® suga 0,15 a 0,30 ml/sangue/dia Necator americanus ® suga 0,03 a 0,06 ml/sangue/dia
  71. 71.  A perda diária sofrida pelo paciente, quando há de 100 a 1.000 vermes, pode ser na ordem de 10 a 30 ml (5 – 15 mg de Fe/dia), mas pode chegar a 100 ou 250 ml, quando a carga parasitária estiver entre 1.000 a 3.500 vermes.
  72. 72. Fase Crônica • Caracteriza a fase da anemia  vermes adultos + espoliação sangüínea + deficiência nutricional  Anemia  microcítica e hipocrômica  Leucocitose e eosinofilia
  73. 73. Fase Crônica  Baixa de hemoglobina  Hipoalbuminemia  Lesões mecânicas  no local de implantação da cápsula bucal
  74. 74.  Hipoproteinemia  outro sinal clínico da doença, que se acompanha de atrofia da mucosa intestinal, redução ou achata-mento das vilosidades e diminuição da absorção intestinal. Fase Crônica
  75. 75. Fase Crônica  Hipotensão  com aumento da diferença entre a pressão máxima e a mínima.  Ocorrem, tonturas, vertigens, zumbidos nos ouvidos e manchas no campo visual.
  76. 76. Fase Crônica  Crianças  abdômen agudo ou uma apendicite. Retardo no desenvolvimento físico e mental Apatia e falta de apetite Baixo rendimento escolar
  77. 77. 78 DIAGNÓSTICO
  78. 78. DIAGNÓSTICO CLÍNICO
  79. 79. • Presença de sintomas duodenais; • Anemia súbita; • Procedência e hábitos de vida do paciente.
  80. 80. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
  81. 81.  O diagnóstico da ancilostomíase não oferece dificuldades, pois os ovos são típicos e em geral abundantes nas fezes dos pacientes.
  82. 82. Exame de Fezes  Métodos de sedimentação espontânea  Hoffman  Método de Centrifugação-Flutuação em solução saturada de sulfato de zinco  Faust
  83. 83. Exame de Fezes Método de Willis  flutuação dos ovos em fezes diluídas em solução saturada de cloreto de sódio.
  84. 84. Exame de Fezes  Para estimar-se a carga parasitária, fazer uma contagem de ovos pelo método de Stoll.
  85. 85. Exame de Fezes •Uma infecção com menos de 50 vermes é considerada leve; entre 50 e 200 já tem significação clínica, podendo causar anemia; entre 200 e 1.000 é intensa e, acima de 1.000 vermes, muito intensa. 86
  86. 86. Imunologia Imunofluorecência, ELISA e hemaglutinação  Fase aguda  eosinofilia  IgE e IgG  Fase crônica  IgE, IgG, IgA, e IgM
  87. 87. 88 TRATAMENTO
  88. 88.  Mebendazol  500 mg (dose única) Efetivo contra Necator americanus e Ancylostoma duodenale  Albendazol  400 mg (dose única)
  89. 89.  Levamisol  50 – 150 mg (dose única) Não usar em menores de 2 anos e em pacientes com problemas renais ou hepáticos
  90. 90.  Pirantel  10 mg/kg/pv  1 vz dia  durante 3 dias
  91. 91.  Avaliação da cura  exame de 3 amostras de fezes  período de 15-20 dias  após o término do tratamento.  Anemia associada  sulfato ferroso (200mg, 2-3 vezes ao dia) + alimentação rica em ferro.
  92. 92. 93 EPIDEMIOLOGIA
  93. 93.  Locais de climas temperados e tropicais.  Nematódeos apresentavam distribuição geográfica restrita aos locais de origem, porém atualmente com a globalização, as espécies tornaram-se cosmopolitas.
  94. 94. • Em escala mundial, a ancilostomíase é devida a Necator americanus em ¾ dos casos, a Ancylostoma duodenale em menos de ¼. 95
  95. 95. • Ancylostoma duodenale  restrito ao continente europeu, africano e asiático; • Necator americanus  restrito ao continente americano e parte da África; • Ancylostoma ceylanicum  restrito a Taiwan.
  96. 96.  Brasil  predomina Necator americanus Ancylostoma duodenale é encontrado em 20-30% dos infectados  Solo arenoso, permeável e rico em matéria orgânica e locais úmidos no peridomicílio.
  97. 97. 98 CONTROLE
  98. 98.  Utilização de calçados (sapato ou sandália), evitando o contato direto com o solo contaminado;  Ter o máximo de cuidado quanto ao local destinado ao lazer das crianças, pois acabam brincando com terra;
  99. 99.  Fornecimento de infra-estrutura básica para a população, proporcionando saneamento básico e condições adequadas de higienização
  100. 100. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS NEVES, D. P. et al. Parasitologia Humana - 12ª. ed. – São Paulo: Atheneu, 2011.  REY, Luís. Parasitologia: parasitos e doenças parasitárias do homem nos trópicos ocidentais - 4. ed. – Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S. A., 2013. 101

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