Amebíase

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Amebíase

  1. 1. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI FACULDADE DE MEDICINA AMEBÍASES CID 10: A06 MÓDULO: MB0302 – RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO Profa. Dra. Maria do Socorro Vieira dos Santos
  2. 2. 2 INTRODUÇÃO
  3. 3.  A amebíase é a segunda principal causa de morte por parasito em todo o mundo;  1ª causa de morte entre doenças parasitárias  Malária 3
  4. 4.  Elevada incidência → 500 milhões de infectados Óbitos anuais  40.000 a 100.000 mil 4
  5. 5.  Países em desenvolvimento  prevalência da infecção é alta  90% dos infectados podem eliminar o parasito durante 12 meses. 5
  6. 6. Estima-se que mais de 10% da população mundial estão infectados por E. dispar e E. histolytica, que são espécies morfologicamente idênticas, mas só a última é patogênica, sendo sua ocorrência estimada em 50 milhões de casos invasivos/ano.
  7. 7. A palavra amebíase costuma ser usada para designar a presença de Entamoeba histolytica no organismo de qualquer hospedeiro vertebrado, com ou sem manifestações clínicas. 7
  8. 8. 8 CLASSIFICAÇÃO
  9. 9. 9 REINO Protozoa FILO Sarcomastigophora SUPERCLASSE Sardocina CLASSE Lobosea ORDEM Amoebida FAMÍLIA Entamoebidae GÊNEROS Entamoeba, Iodamoeba e Endolimax
  10. 10. 10  Todas as espécies do gênero Entamoeba → vivem no intestino grosso  humanos / animais Entamoeba moshkoviskii  ameba de vida livre
  11. 11. ENTAMOEBA HISTOLYTICA Fonte: Neves ( 2005). Adaptado de Rey, 1973
  12. 12. 12  As espécies de ameba pertencentes ao gênero Entamoeba foram reunidas em grupos diferentes, segundo o número de núcleos do cisto maduro.
  13. 13. 13 (1) Cistos contendo 8 núcleos  grupo coli  E. coli  humanos  E. muris  roedores  E. gallinarum  aves domésticas
  14. 14. 14 (2) Cistos contendo quatro núcleos  grupo histolytica  E. histolytica / E. dispar  humanos  E. ranarum  sapo e rã
  15. 15. 15  E. invadens  cobras e répteis  E. moshkoviskii  vida livre
  16. 16. 16 (3) Cistos com um núcleo  E. polecki  porco, macaco  humanos  E. suis  porco
  17. 17. 17 (4) Cistos não são conhecidos ou inexistentes  E. gingivalis  humanos, macacos
  18. 18. 18 MORFOLOGIA
  19. 19. 19  As amebas se distinguem pelo tamanho do trofozoíto e do cisto, pela estrutura e número dos núcleos nos cistos.
  20. 20. TROFOZOÍTO: FORMA VEGETATIVA 20 Fezes diarréicas ou pastosas Pode ser visto a fresco lançando pseudópodos Fixado em lâmina  arredondado, diferenciação entre o ectoplasma e o endoplasma é nítida
  21. 21. 21 PRÉ-CISTO Fezes pastosas ou formadas Forma mais arredondada e menor que o trofozoíto
  22. 22. CISTO: FORMA RESISTENTE 22 Fezes formadas  diagnóstico Oval ou esférico e a fresco aparece como um corpúsculo claro, amarelado
  23. 23. 23 METACISTO Forma multinucleada que emerge do cisto  intestino delgado Origina os trofozoítos
  24. 24. 1. Entamoeba coli (Grossi, 1879)  Parasito da cavidade intestinal  Trofozoítos e cistos → fezes 24 Trofozoíto Cisto
  25. 25.  Trofozoíto → 20 a 50 μm;  Endo e ectoplasma → não diferenciado  Cisto → esféricos, 15 a 25 μm  até oito núcleos 25
  26. 26.  Parasito intestinal do homem  Não desenvolve ação patogênica → luz do intestino  fagocitando bactérias e fungos 26 2. Entamoeba hartmanni (Von Prowazeck, 1912)
  27. 27.  Trofozoíto → 7 a 12 μm;  Endo e ectoplasma → diferenciados Cisto → esféricos, 5 a 8 μm  quatro núcleos 27
  28. 28. 3. Entamoeba histolytica (Schaudinn, 1903) 28 Trofozoíto  5 a 10 μm  60 μm Geralmente tem um só núcleo e destacado
  29. 29. Pré-cisto  Oval / arredondado  Citoplasma → corpos cromatóides / forma de bastonetes 29
  30. 30. Cistos  Esféricos / ovais → 8 a 20 μm 30 Núcleos visíveis (1-4) cor castanho-escuro
  31. 31. Metacisto  Forma multinucleada → emerge do cisto no intestino delgado  origem aos trofozoítos 31
  32. 32. Entamoeba histolytica
  33. 33. 4. Iodamoeba butschlii (Prowazeck, 1911)  Encontrada nas fezes com relativa frequência  Parasito não patogênico 33 Trofozoíto Cisto
  34. 34.  Trofozoíto / cisto → 10 a 15 μm;  Cisto → apenas um núcleo  Várias espécies de primatas e no porco 34
  35. 35. 5. Endolimax nana (Wenyon & O'connor, 1917) Menor ameba que vive nos segmentos cólicos do intestino humano  Trofozoíto → 10 a 12 μm  Cisto → 8 μm  quatro núcleos 35
  36. 36. TROFOZOÍTOS CISTOS Entamoeba histolytica Entamoeba hartmanni Entamoeba coli Endolimax AMEBAS: PARASITA M O INTESTINO HUMANO nana Iodamoeba bustchlii Fonte: Neves ( 2005). Adaptado de Rey, 1973
  37. 37. ESPÉCIES DE ENTAMOEBA INTESTINAIS HUMANAS CARACTERES TROFOZOÍTO E. histolytica E. coli E. hartmanni Tamanho 20 -60 μm 20 -50 μm até 10 μm Citoplasma ecto e endo uniforme variável Hemácias às vezes presente ausente ausente Cromatina nuclear grânulos delicados grânulos grosseiros crescente Cariossoma pequeno e central grande e excêntrico crescente Cisto até quatro núcleos até oito núcleos até quatro núcleos Corpo cromatoide bastonete feixes ou agulhas riziforme
  38. 38. 38 TRANSMISSÃO
  39. 39. 39  Pode atingir todas as idades  adultos 60 cistos/mg de fezes  100 g/6 milhões de cistos
  40. 40. 40  Animais sensíveis  E. histolytica  coelhos, gatos, cães, porcos e primatas Portadores assintomáticos
  41. 41. 41 Transmissão direta mãos sujas Contaminada com matéria fecal durante a higiene anal  mãos podem reter cistos de amebas
  42. 42. 42  Transmissão indireta → ingestão de cistos maduros Modo frequente de contaminação  água contaminada por dejetos humanos
  43. 43. 43  Alimentos contaminados → verduras cruas e frutas  veículo dos cistos
  44. 44. 44  Transporte mecânico por insetos → moscas, baratas
  45. 45. 45 CICLO BIOLÓGICO
  46. 46. 46  Monoxênico  Série de estágios → trofozoíto  pré-cisto  cisto  metacisto
  47. 47. 48  Trofozoítos → vivem na luz do intestino grosso  ulcerações intestinais  fígado, pulmão, rins / cérebro  Locomoção → pseudópodes
  48. 48. EVOLUÇÃO DA ENTAMOEBA HISTOLYTICA NO ORGANISMO DO Propagação da infecção: fígado, pulmões, etc. Fonte: Rey, L. ( 2002) HOMEM Cistos maduros ingeridos pelo paciente Desencistamento no tubo digestivo Ciclo não patogênico: luz do intestino grosso Produção de cistos: expulsos com as fezes Desenvolvimento da forma invasora Ciclo patogênico: multiplicação dos trofozoítos na parede intestinal
  49. 49. 50  O ciclo não patogênico na luz do intestino grosso e o ciclo patogênico, que se realiza na parede intestinal, do fígado ou de outros órgãos, podem ocorrer simultaneamente ou não.
  50. 50. 51  A sobrevivência do parasito, a longo prazo, dependem das amebas que permanecem na luz intestinal, únicas capazes de produzir cistos, que passam de um hospedeiro a outro.
  51. 51. 1. Forma invasiva (patogênica) 52  Células grandes  20 a 30 μm  60 μm Aparecem raramente nas fezes  diarréia / disenteria
  52. 52. 53  Trofozoítos  não evolui  formação de cistos Não são encontráveis nos tecidos do hospedeiro infectado
  53. 53. 2. Forma não invasiva (não patogênica) 54  Células menores  10 a 20 μm Frequentemente encontrada em exames de fezes líquidas  Forma normal do parasito  capaz de produzir cistos  ciclo biológico da espécie.
  54. 54. 3. Forma pré-cística 55  Forma não invasiva na luz intestinal  evolui para formar cistos resistentes.
  55. 55. 56 Para serem eliminados pelas fezes em forma de cistos (forma de resistência)  os trofozoítos se arredondam (pré-cisto)  reduzem seu metabolismo e começam a sintetizar a parede cística.
  56. 56. 57  Transição  ameba Reduz sua motilidade Deixa de emitir pseudópodos Desaparecem os vacúolos digestivos e a distinção entre endoplasma/ectoplasma
  57. 57. 4. Cistos 58  Cistos jovens  há um só núcleo  Cistos amadurecem  nucléo dividi-se  produzindo cistos binucleado  tetranucleados
  58. 58. 59 Na forma não invasiva os trofozoítos permanecem confinados no lúmen intestinal dos portadores assintomáticos, que eliminam os cistos em suas fezes. Espinosa-Cantellano & Martinez-Palomo (2000)
  59. 59. 60 Na forma invasiva os trofozoítos invadem a mucosa intestinal e através da corrente sanguínea atingem outros órgãos como fígado, pulmão e encéfalo, causando doença extra-intestinal. Espinosa-Cantellano & Martinez-Palomo (2000)
  60. 60. http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Entamoeba_histolytica_life_cycle-en.svg Ingestão de cistos de Entamoeba Cisto desce pelo esôfago e dentro do intestino sofre degradação produzindo trofozoíto Os trofozoítos resultantes da reprodução invadem a parede do intestino grosso Trofozoítos migram para a luz do intestino Os trofozoítos se reproduzem por divisão binária Caem na corrente sanguínea e acabam atacando outros órgãos, como o fígado e os pulmões Processo que após a reprodução do trofozoíto, passam a se encistar para ser eliminado nas fezes e reiniciar o ciclo na mesma pessoa ou em outras pessoas Cisto maduro INFECÇÃO NÃO INVASIVA INFECÇÃO INVASIVA
  61. 61. 62 PATOLOGIA
  62. 62. 63  Prevalecem condições favoráveis → patogenicidade das amebas  atacar os tecidos do hospedeiro  lesões 24 a 48 horas após a contaminação.
  63. 63. 64  Lesões iniciais → trofozoítos  epitélio da superfície mucosa no intestino grosso.
  64. 64. 65  Processo de multiplicação → submucosa  invadem as criptas glandulares  necrose das células. Formação de pequenas úlceras superficiais
  65. 65. 66 Lesões → maior frequência  região cecal, no sigmóide e no reto  zonas com prolongada estase do conteúdo intestinal.
  66. 66. 67  Equilíbrio parasito-hospedeiro  trofozoítos invadem a submucosa intestinal → circulação porta  fígado, pulmão, rim, cérebro, pele  amebíase extraintestinal
  67. 67. Fonte: Neves ( 2005) CICLO BIOLÓGICO DA ENTAMOEBA HISTOLYTICA Ingestão dos cistos  alimento e água contaminados Desencistamento  intestino delgado Ciclo patogênico na parede intestinal Fígado Pulmão Pele Cérebro Cistos Na luz intestinal Pré-cisto Intestino grosso Fezes normais Fezes pastosas e normais Fezes diarréicas Trofozoítos metacísticos
  68. 68. 69  Fígado humano → lesões muito pequenas e múltiplas  origem hematogênica.
  69. 69. 70  União das lesões → focos de necrose extensos  abscessos amebianos.
  70. 70. 71  Amebíase pulmonar → necrose secundária do lobo inferior ou médio do pulmão direito.  Pacientes → tosse constante e dor no tórax Pneumonia bacteriana
  71. 71. 72  Casos mais graves → fístulas hepatobronquiais  formação de catarro marrom contendo material necrótico e trofozoítos. Cordeiro, T. G. P. & Macedo, H. W. (2007)
  72. 72. 73  Amebíase cerebral → complicação das formas hepáticas ou pulmonares.  Amebíase cutânea → úlceras cutâneas nos órgãos genitais. Cordeiro, T. G. P. & Macedo, H. W. (2007)
  73. 73. LOCALIZAÇÕES DA ENTAMOEBA HISTOLYTICA Abscesso cerebral Abscesso” pulmonar “Abscesso” esplênico Localização primária  intestino grosso Úlcera perineal “Abscesso” pulmonar “Abscesso” hepático Úlcera cutânea Fonte: Neves ( 2005). Adaptado de Barroeta-Flores e cols., 1970
  74. 74. 75 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
  75. 75. 76  Período de incubação → sete dias  anos Comumente  2 a 4 semanas
  76. 76. 1. AMEBÍASE INTESTINAL 77
  77. 77. 1. Formas Assintomáticas 78  Infecções humanas → E. histolytica / E. dispar  80% a 90%  Exames de fezes → cistos Centro-Sul do Brasil
  78. 78. 2. Formas Sintomáticas 79  A mortalidade é geralmente alta, quando não medicada, podendo ocorrer o desfecho dentro de 7 a 10 dias.
  79. 79. 80 Colite não disentéricas  Evacuações → 2- 4 vezes/dia  Fezes moles ou pastosas  muco  Desconforto abdominal ou cólico
  80. 80. 81  Principal característica → manifestação clínica  períodos silenciosos  funcionamento normal do intestino.  E. dispar
  81. 81. 82  Exame físico → abdômen levemente dolorido / peristaltismo aumentado.
  82. 82. 83 Colites amebianas  Disenteria → modo agudo  muco/sangue Evacuações  8 -10 /dia  Cólicas intensas  Tenesmo
  83. 83. Fonte: Cimerman, B. & Cimerman, S. ( 2002) DISENTERIA AMEBIANA: FEZES MUCOPIOSSANGUINOLENTAS
  84. 84. 85 Colites amebianas  Náuseas / Vômitos  Calafrio / febre (?)
  85. 85. 86  Casos mais graves Evacuações sanguinolentes Febre elevada e persistente Prostação Dor abdominal Grave desidratação
  86. 86. 87  Exame físico Distensão abdominal Hepatomegalia Abdômen agudo  perfuração intestinal
  87. 87. 88  Grupos mais vulneráveis Crianças de baixa idade Grávidas Indivíduos em terapia com corticoides Desnutridos
  88. 88. 89  Complicações da amebíase intestinal  até 40% dos casos Perfurações com peritonite  3 a 5% dos casos fatais
  89. 89. 90 Hemorragias  anemia Apendicite e tiflite  presença de sangue em evacuações diarréicas
  90. 90. Fonte: Cimerman, B. & Cimerman, S. ( 2002) Colite necrotizante: segmento do cólon com ulcerações, hemorragia e perfurações
  91. 91. 92 Ameboma  complicações do tipo crônico, constituída geralmente por tecido granulomatoso firme e com ulcerações. Localização: parede anorretal e no cecum
  92. 92. 2. AMEBÍASE EXTRAINTESTINAL 93
  93. 93. 94  Forma mais comum  abscesso amebiano do fígado Faixa etária  20 a 60 anos (homem) Cerca de 8% dos abscessos rompem  dentro da cavidade abdominal
  94. 94. 95  Manifestações clínicas Dor ou desconforto do hipocôndrio direito Febre  38°C a 40°C /calafrios Náuseas e vômitos
  95. 95. 96 Hepatomegalia  aumentado de volume e doloroso Ligeira icterícia  10% a 15% casos Anorexia Perda de peso
  96. 96. 97  Infecções pulmonares Febre Dor torácica  lado direito Tosse e expectoração  material com aspecto chocolate/tomate/gelatina Infecção secundária: amarelado/verde
  97. 97. 98  Abscesso piogênico no cérebro Cefaléia Vômitos Convulsão Mudanças de comportamento
  98. 98. 99  Nas formas graves de amebíase hepática ou pulmonar a morte dos pacientes acontece 3 a 17 meses depois da hospitalização.
  99. 99. 100 DIAGNÓSTICO
  100. 100. 1. DIAGNÓSTICO CLÍNICO 101
  101. 101. 102  Fase aguda Disenteria bacilar Salmoneloses Síndrome do cólon irritado Esquitossomose
  102. 102. 103  Dificuldades do diagnóstico etiológico Quadro clínico compatível Presença da Entamoeba histolytica Teste sorológico positivo  penetração do parasito nos tecidos do hospedeiro Resposta favorável à terapêutica
  103. 103. 104  Diagnóstico definitivo  presença de parasitos nas fezes Retossigmoidoscopia  material coletado  bons resultados (80% casos)
  104. 104. 105  Abscesso hepático  raios X, ultrassonografia e tomografia computadorizada  O fígado geralmente apresenta uma única lesão em 80% dos casos  83% deles estão localizados no lobo direito.
  105. 105. 106  Somente 20% dos pacientes com abscesso hepático amebiano têm retocolites com amebas nas fezes.
  106. 106. 2. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 107
  107. 107. 108  Exame de fezes → identificar trofozoítos ou cistos Fezes  nunca após o contato com o solo  contaminação com amebas livres Aspecto e consistência das fezes  disentérica , muco/sangue
  108. 108. 109  Exame direto das fezes sem conservantes → disenteria amebiana  bacilar grande número de piócitos e hemácias intactas 20 a 30 minutos após emissão trofozoítos
  109. 109. 110  O modo mais confiável de diagnóstico de amebíase, em pacientes sintomáticos, no exame imediato de material colhido durante a retossigmoidoscopia (esfregaço de mucosa, aspiração de úlceras) para busca de amebas vivas e com mobilidade característica.
  110. 110. 111  Fezes normais → pesquisa dos cistos  técnicas de concentração (1) Flutuação em solução de alta densidade  sulfato de zinco a 33% e densidade de 1.180 (2) Centrifugação em éter  métodos de MIF e formol-éter
  111. 111. 112  Como a eliminação dos cistos é intermitente e irregular, aconselha-se coletar fezes em dias alternados e colocá-las em conservantes. Diagnóstico 80 % a 90% das infecções
  112. 112. 113  Métodos sorológicos → amebíase extraintestinal  abscesso hepático ELISA  títulos  soros de pacientes portadores de amebíase hepática  títulos soros de pacientes portadores de amebíase intestinal invasiva
  113. 113. 114 HEMAGLUTINAÇÃO INDIRETA Inquéritos epidemiógicos  amebíase IMUMODIFUSÃO EM GEL DE ÁGAR Infecções efetivamente em curso
  114. 114. 115  Pesquisa de coproantígenos → ELISA Diagnóstico  cisto / trofozoíto nas fezes Entamoeba histolytica trofozoíto
  115. 115. 116  Diagnóstico diferencial → prova de PCR  identifica sequencias de ácidos nucléicos específicos em Entamoeba histolytica  sensibilidade / especificidade  padronização da técnica
  116. 116. 117 TRATAMENTO
  117. 117.  Ação direta / contato  E. histolytica  aderidas à parede ou na luz do intestino Derivados de quinoleína Antibióticos: paramomicina e eritromicina 118 1. Amebicidas  luz intestinal
  118. 118.  Submucosa  intestino e no fígado Cloridrato de emetina / Cloridrato de diidroemetina  muito tóxicas Cloroquina  fígado 119 2. Amebicidas  ação tissular
  119. 119.  Derivados imidazólicos Metronidazol  bem tolerado Droga de escolha para o tratamento: amebíase intestinal / hepática 120
  120. 120. 121 EPIDEMIOLOGIA
  121. 121. 122  Cerca de 650 milhões pessoas no mundo → infectadas com a E. histolytica/E.dispar 10% apresentam formas invasoras Alterações intestinais ou extraintestinais
  122. 122. 123  A doença é responsável por prolongados períodos de incapacidade das pessoas atingidas, que necessitam de assistência médica, razão pela qual a amebíase constitui um importante problema médico e de saúde pública.
  123. 123. 124  Infecção amebiana → cistos maduros de Entamoeba histolytica  ingeridos indivíduos susceptíveis  Principais disseminadores → portadores assintomáticos  manipuladores de alimentos
  124. 124. 125  Prevalência no Brasil Sul e Sudeste  2,5% a 11% Região Amazônica  até 19%  Predominância: colites não disentéricas casos assintomáticos
  125. 125. Distribuição do complexo E. histolytica / E. dispar REFCIFE – PE E. histolytica (0) E. dispar ( ?) Fonte: Santos, F. L. N. & Soares, N. M. ( 2008) BELÉM – PA E. histolytica (29,0%) E. dispar ( ? ) MANAUS – AM E. histolytica (6,8%) E. dispar ( 14,7%) FORTALEZA – CE E. histolytica (14,9%) E. dispar ( 10,6%) BELO HORIZONTE – MG E. histolytica (0) E. dispar (0,38%) SALVADOR – BA E. histolytica 0 E. dispar ( 3,2%)
  126. 126. 127 Região Amazônica  formas disentéricas abscessos hepáticos
  127. 127. 128 PROFILAXIA
  128. 128.  Educação sanitária nas escolas  Combate às moscas  lixos, dejetos humanos  Lavar e tratar alimentos crus  Saneamento ambiental 129
  129. 129. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  CIMERMAN, Benjamin; CIMERMAN, Sérgio. Parasitologia Humana e seus Fundamentos Gerais - 2ª. ed. – São Paulo: Atheneu, 2002.  CORDEIRO, T. G. P. & e MACEDO, H. W. Amebíase. Revista de Patologia Tropical vol. 36 (2): 119-128. maio-ago. 2007.  NEVES, D. Parasitologia Humana e seus Fundamentos Gerais - 2ª. ed. – São Paulo: Atheneu, 2005. 131
  130. 130.  REY, Luís. Rey Bases da Parasitologia Médica / Luís Rey – 2ª. ed. – Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S. A., 2002.  SANTOS FLN, SOARES NM. Mecanismos fisiopatogênicos e diagnóstico laboratorial da infecção causada pela Entamoeba histolytica. J. Bras. Patol. Med. Lab. [online]. v.44, n.4, p. 249- 261. 2008. ISSN 1676-2444.  Doenças infecciosas e parasitárias : guia de bolso / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – 8. ed. rev. – Brasília : Ministério da Saúde, 2010. 444 p. : Il. – (Série B. Textos Básicos de Saúde)

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