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“...Cada cliente é considerado único nas suas circunstâncias... Cada sistema terapêutico e cada relação terapeuta-cliente ...
  2.1. Terapia como prática social<br /> Um encontro que se dá na linguagem, um evento linguísticono qual pessoas com dife...
2.2. Terapia como prática de conversação dialógica<br />Prática conversacional = não é uma conversação trivial.<br /> Novo...
 2.3. Terapia como prática narrativa<br /> A mudança do cliente decorre do contar histórias sobre sua vida.<br /> Terapeut...
“As histórias vividas são sempre muito mais ricas que qualquer possibilidade de relato sobre elas...                 As ex...
   3. O processo terapêutico<br /> É a compreensão das narrativas pelas quais construímos as histórias da nossa existência...
  3.1. Sobre problemas e diagnósticos<br /> Diagnóstico = reconhecer uma doença.<br />Acreditar é ver = encontrar o que pr...
  3.1. Sobre problemas e diagnósticos<br /> Qual é? Para quem é? O que é? Porque é ? <br /> Significados estruturados em n...
  3.1. Sobre problemas e diagnósticos<br /> Somente os protagonistas da história podem descrever como tem sido afetados na...
3.2. Quem são os clientes?<br /> Clientes que buscam por terapia são pessoas envolvidas em histórias de sofrimentos, mais ...
3.2. Quem são os clientes?<br /> Seus dilemas existenciais organizam-se em histórias de queixas para as quais, ou não vêm ...
3.3. O conceito de mudança<br /> A mudança, coerentemente com o conceito de problema, envolve o desenvolvimento de narrati...
3.3. O conceito de mudança<br /> Compreendo que uma terapia bem-sucedida favorece tanto a libertação em relação às históri...
Metáfora da Fogueira<br />Para manter a primeira chama vacilante acesa, necessita-se colocar pequenos gravetos no tempo ad...
19<br />E-mail : lina.sue@hotmail.com<br />Site:linasue.uuuq.com<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA...
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AULA M.GRANDESSO - Profª Lina - 2010

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Aula baseada no texto "A terapia como contexto para a reconstrução do significado" de Marilene Grandesso (in GRANDESSO, M.A. Sobre a reconstrução do significado: uma análise epistemológica e hermenêutica da prática clínica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000)

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AULA M.GRANDESSO - Profª Lina - 2010

  1. 1. CONSTRUTIVISMO<br />1<br />A Terapia como Contexto para a Reconstrução do Significado<br />(Aula da Profª Lina Sue Matsumoto – 2010)<br />
  2. 2. ProfªLina Sue Matsumoto <br />Grandesso, M. A. Sobre a reconstrução do significado: uma análise epistemológica e hermenêutica da prática clínica. São Paulo: Casa do Psicólogo,2000.<br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />2<br />
  3. 3. Capítulo V :<br />A Terapia como Contexto para a<br /> Reconstrução do Significado<br />3<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />Grandesso, M. A. Sobre a reconstrução do significado: uma análise epistemológica e hermenêutica da prática clínica. São Paulo: Casa do Psicólogo,2000.<br />A conversação terapêutica - Itens 2.1; 2.2; 2.3 (pg. 237-244)<br />O processo terapêutico - Itens 3.1; 3.2; 3.3 (pg. 244 - 254)<br />
  4. 4. A CONVERSAÇÃO TERAPÊUTICA<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br /> 2. Uma análise hermenêutica da prática terapêutica<br /> Terapia = prática social = tipo especial de discurso<br /> Conversação terapêutica = dialógica = dilemas<br /> Criação de um contexto facilitador para a construção de novos significados, edificados em novas narrativas, ampliando o seu sentido de autoria e suas possibilidades existenciais.<br />Prática colaborativa que se constrói no momento presente e a partir de dentro do próprio contexto dos participantes = deixa de lado os conceitos de patologia, normalidade e terapeuta como expert.<br />4<br />
  5. 5. “...Cada cliente é considerado único nas suas circunstâncias... Cada sistema terapêutico e cada relação terapeuta-cliente são também idiossincráticos... Portanto, se uma depressão não é igual a outra depressão, a experiência que o terapeuta acumula é a habilidade de desconstruir sua escuta fechada, estar em diálogo, de criar um contexto conversacional gerador de novos significados mais libertadores, o que implica, necessariamente, uma atitude de respeito e humildade “ <br />5<br />A CONVERSAÇÃO TERAPÊUTICA<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />
  6. 6. 2.1. Terapia como prática social<br /> Um encontro que se dá na linguagem, um evento linguísticono qual pessoas com diferentes tipos de experiências, uma das quais, se define como terapeuta, interagem a partir de um interesse comum que os coloca juntos.<br /> A terapia constitui-se de pessoas que se relacionam na e por meio da linguagem, em torno dos dramas de diferentes complexidades que restringem as suas alternativas existenciais.<br />6<br />A CONVERSAÇÃO TERAPÊUTICA<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />
  7. 7. 2.2. Terapia como prática de conversação dialógica<br />Prática conversacional = não é uma conversação trivial.<br /> Novos significados devem emergir, reescrevendo a experiência vivida a partir de novos marcos de sentido. <br /> Natureza terapêutica = não apenas as histórias mudam, mas as próprias pessoas que as narram.<br /> O espaço dialógico = conversações externas entre os participantes = internas dentro de cada participante  a possibilidade da expressão do ainda não-dito.<br /> Dizer e expandir o não-dito e o ainda por ser dito = diálogo = novos significados.<br />7<br />A CONVERSAÇÃO TERAPÊUTICA<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />
  8. 8. 2.3. Terapia como prática narrativa<br /> A mudança do cliente decorre do contar histórias sobre sua vida.<br /> Terapeuta = bom editor = contar e recontar<br /> Criação de contextos exploratórios para as histórias de vida dos clientes  procurando por narrativas da experiência, referendadas pelos clientes, revelando recursos, competências e habilidades veladas pelos recortes feitos na experiência, por meio de narrativas dominantes, edificadas em torno de problemas.<br />8<br />A CONVERSAÇÃO TERAPÊUTICA<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />
  9. 9. “As histórias vividas são sempre muito mais ricas que qualquer possibilidade de relato sobre elas... As experiências vividas, quando excluídas das narrativas pessoais, permanecendo não-historiadas, não só deixam de ser notadas e, portanto, de fazer diferença para a vida da pessoa, como também permanece fora das possibilidades de compreensão” <br />(Monk, 1997)<br />9<br />A CONVERSAÇÃO TERAPÊUTICA<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />
  10. 10. 3. O processo terapêutico<br /> É a compreensão das narrativas pelas quais construímos as histórias da nossa existência, como co-autoriadas nos contextos dos quais fazemos parte, tendo como ecos as vozes canônicas da cultura.<br /> A metáfora narrativa estabelece que as pessoas vivem e estruturam suas vidas por meio de histórias, cujos efeitos podem tanto ampliar, como restringir as suas possibilidades existenciais.<br />10<br />O PROCESSO TERAPÊUTICO<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />
  11. 11. 3.1. Sobre problemas e diagnósticos<br /> Diagnóstico = reconhecer uma doença.<br />Acreditar é ver = encontrar o que procuramos.<br />Acreditar é ouvir = nosso clientes vão tender a apresentar os problemas cuja existência acreditamos.<br /> O que obtemos com nossas definições dos problemas = são apenas as nossas próprias descrições e explicações dos problemas.<br /> Terapeutas + clientes  co-constroem narrativas = preferências temáticas do terapeuta (etnia, minoria, ciclo vital, cultura, perdas e lutos...)<br />11<br />O PROCESSO TERAPÊUTICO<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />
  12. 12. 3.1. Sobre problemas e diagnósticos<br /> Qual é? Para quem é? O que é? Porque é ? <br /> Significados estruturados em narrativas nas quais as pessoas organizam a experiência de si mesmas e do seu mundo, descrevendo uma empobrecida capacidade de autoria pessoal, como se fossem impotentes diante dos dilemas que as afligem.<br /> O problema (dilema) é considerado como um sistema de significados organizado pelo sofrimento, do qual fazem parte todos os que contribuem para esse sistema. <br /> Solução  Situação de vida (lifesituation)<br />12<br />O PROCESSO TERAPÊUTICO<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />
  13. 13. 3.1. Sobre problemas e diagnósticos<br /> Somente os protagonistas da história podem descrever como tem sido afetados nas suas vidas, nos seus relacionamentos, nas visões sobre si mesmos e nas suas perspectivas de futuro.<br /> Cada um localiza o problema no outro, e o outro nega tal coisa, muitas vezes contra-atacando  desafio para a construção de um sistema terapêutico colaborativo.<br />13<br />O PROCESSO TERAPÊUTICO<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />
  14. 14. 3.2. Quem são os clientes?<br /> Clientes que buscam por terapia são pessoas envolvidas em histórias de sofrimentos, mais ou menos dolorosos e alarmantes, de alguma forma, protagonistas de histórias de dificuldades existenciais, em que figuram restrições de autonomia, da condição de autoria e de melhores e mais esperançosas alternativas de vida.<br /> Seja qual for o caso, as pessoas costumam recorrer à terapia quando algo abala sua sensação de bem-estar, o reconhecimento de suas competências e a validação de si mesmas como pessoas.<br />14<br />O PROCESSO TERAPÊUTICO<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />
  15. 15. 3.2. Quem são os clientes?<br /> Seus dilemas existenciais organizam-se em histórias de queixas para as quais, ou não vêm saídas, ou não conseguem colocá-las em prática.<br /> Nesse tipo de terapia, os clientes são colocados no lugar de especialistas. <br /> Assim, abandonando papéis tradicionais do terapeuta como aquele que sabe, e do cliente como o que não sabe,“terapeutas aprendem e clientes ensinam”.<br />15<br />O PROCESSO TERAPÊUTICO<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />
  16. 16. 3.3. O conceito de mudança<br /> A mudança, coerentemente com o conceito de problema, envolve o desenvolvimento de narrativas em primeira pessoa, ou seja, de narrativas do self, favorecendo a compreensão da experiência e dos eventos da vida, de modo que permita: “múltiplas possibilidades no ser e estar no mundo em um dado momento e determinada circunstância, ajudando o cliente a ter acesso, expressar ou exercer a autoria ou agenciamento pessoal”.<br />16<br />O PROCESSO TERAPÊUTICO<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />
  17. 17. 3.3. O conceito de mudança<br /> Compreendo que uma terapia bem-sucedida favorece tanto a libertação em relação às histórias saturadas de problemas, e, portanto, opressoras do self, como um sentido de esperança à medida que as histórias mais libertadoras, vindas do acesso e expansão do ainda não-dito, podem construir futuros mais promissores.<br />17<br />O PROCESSO TERAPÊUTICO<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />
  18. 18. Metáfora da Fogueira<br />Para manter a primeira chama vacilante acesa, necessita-se colocar pequenos gravetos no tempo adequado. <br />Se for colocado apenas um, ele rapidamente será consumido e o fogo apagar-se-á; se forem muitos de uma só vez, ou lenha muito pesada, a chama será sufocada. <br />Assim, gentil e habilmente cuidada, a chama pode ser alimentada pelo oxigênio, até que, estabelecida, a fogueira possa receber a lenha mais pesada e seguir por si mesma sua vida.<br />18<br />O PROCESSO TERAPÊUTICO<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />
  19. 19. 19<br />E-mail : lina.sue@hotmail.com<br />Site:linasue.uuuq.com<br />ProfªLina Sue Matsumoto <br />PSICOTERAPIA COGNITIVA<br />Namastê!<br />

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