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Juventude Transviada


Corpos que andam apressados tão cheios de rumo

com aparência de doutores obstinados a lhe oferecer um sorriso barato

como aquele quando estava morrendo em um hospital público

e vinha um homem de branco com aparência doentia, coisa do tipo,

parecia um anjo, não parecia gente, a me olhar com aqueles olhos opacos:

- Você ficará bem, ainda é jovem.

Jovem, para que me serve uma juventude sem sonhos, ou melhor,

dotada de fantasias projetadas por algum estudioso mercadológico

a prescutar meios de infurnar ideologias baratas na minha mente.

O que desejo é liberdade para voar como os pássaros,

seguindo minhas próprias percepções a mercê dos ventos

como quem sabe reconhecer que nem tudo é pra sempre,

mas do momento pode-se tirar o melhor proveito.

Só o conhecimento é a chave da libertação.

Clássicos como Schopenhauer, Rimbaud,

Allen Ginsberg dão asas a minha serpente,

levam-me a gritar desesperadamente

Malditos! Malditos! Malditos!

Profetas selvagens da carnificina humana!

Era moderna: Isso não é juventude para ninguém.

É a construção de uma sociedade artificial,

(des-) dotada de inteligência cognitiva.

Isto é uma tremenda miséria de vida "jovem"

que o apático homem de branco me disse:

- Você ficará bem, ainda é jovem.
O sonho acabou.


Adoráveis lobos devoradores

de almas sujas e insanas

durante muito tempo

tenho servido de alimento

mantendo sua sobrevivência,

porém o dia da misericórdia chegou

fez-se a noite alento das minhas angústias

e tornei-me tão perverso quanto meus mentores,

dos quais agora os vejo com seus olhos de fogo

a colocar um sorriso na cara como palhaços

estendido pelo corte afiado da minha lâmina.

Já não há governos, ninguém no controle.

Os devoradores serão devorados como carne podre

seus ossos ficarão dilacerados como fagulhas de pedra,

arrancar-se-á seus os olhos com calor da vida

como demonstração do terror das suas almas imundas

aniquilados pelo próprio veneno.

O filho matou seu velho pai desgraçado.

a história não tem fim, é apenas o começo
Até Quando?


De menino alegre e sorridente

hoje se tornou homem triste e decadente,

nutrido pela força do capital

continua na caça animal.

Pobre animal na verdade

tudo na sua vida é infelicidade,

na sua busca incessante pela paz

vive preso igualmente Barrabás:

uma liberdade presa na imposição

de uma sociedade sem condição

de caracterizá-la como humana

se fel do seu ventre fétido emana.

Até quando, até quando

poderemos ser verdadeiros,

verdadeiros humanos.

Até quando, até quando

Vamos ficar parado chorando

sem levantar nossos punhos a luta

ao invés de ficar só lamentando.

Até quando?!
Sou é a questão?


Ouço os gritos da minha voz

como ecos sobre minha mente

perturbada neste mundo

funesto e medíocre,

cheio de contristes e conturbações;

tenho feito parte sem participar,

semelhante a um fantoche,

controlado por sentimentos vagos e vazios

que me levam para uma realidade

cada vez mais sombria

que estende-se a minha frente

sem início meio e fim.

simplesmente macabro.

Derivadamente desconhecida

sem premissa básica de

uma nova acepção que me

possibilite constituir

uma nova dimensão

de expectativa contundentes

que me norteie uma direção...

Os gritos se tornam mais fortes

a cada passo avançado

me guiando para um duelo

de eloquência acirrada

entre moral e minha difusa consciência,

corrompida por sensações de um mundo obscuro

do qual surge minha essência.

Afinal sou eu... quem sou eu?

nada mais do que
um mero espectro de uma existência

sem sentido.




Devaneios na cama.


Espero o nascer o do sol sobre a noite quente,

que me tira o sono, me faz pensar

em como está minha vida,

penso em tantas coisas

que coisas na verdade se tornam pensamentos

tão enevoantes quanto o vento que uiva lá fora.

Meus olhos fechados

enxergam pequenas luzes na escuridão

como se fossem estrelas no céu.

Penso o quanto é importante estar vivo,

O quanto posso ser feliz! Ou talvez não?

isso me faz pensar em escolhas.

Dormir ou não dormir? Eis a questão.

Abro olhos e me deparo com um teto escuro,

de aparência sombria e misteriosa,

imóvel sobre minha cabeça.

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Juventude transviada

  • 1. Juventude Transviada Corpos que andam apressados tão cheios de rumo com aparência de doutores obstinados a lhe oferecer um sorriso barato como aquele quando estava morrendo em um hospital público e vinha um homem de branco com aparência doentia, coisa do tipo, parecia um anjo, não parecia gente, a me olhar com aqueles olhos opacos: - Você ficará bem, ainda é jovem. Jovem, para que me serve uma juventude sem sonhos, ou melhor, dotada de fantasias projetadas por algum estudioso mercadológico a prescutar meios de infurnar ideologias baratas na minha mente. O que desejo é liberdade para voar como os pássaros, seguindo minhas próprias percepções a mercê dos ventos como quem sabe reconhecer que nem tudo é pra sempre, mas do momento pode-se tirar o melhor proveito. Só o conhecimento é a chave da libertação. Clássicos como Schopenhauer, Rimbaud, Allen Ginsberg dão asas a minha serpente, levam-me a gritar desesperadamente Malditos! Malditos! Malditos! Profetas selvagens da carnificina humana! Era moderna: Isso não é juventude para ninguém. É a construção de uma sociedade artificial, (des-) dotada de inteligência cognitiva. Isto é uma tremenda miséria de vida "jovem" que o apático homem de branco me disse: - Você ficará bem, ainda é jovem.
  • 2. O sonho acabou. Adoráveis lobos devoradores de almas sujas e insanas durante muito tempo tenho servido de alimento mantendo sua sobrevivência, porém o dia da misericórdia chegou fez-se a noite alento das minhas angústias e tornei-me tão perverso quanto meus mentores, dos quais agora os vejo com seus olhos de fogo a colocar um sorriso na cara como palhaços estendido pelo corte afiado da minha lâmina. Já não há governos, ninguém no controle. Os devoradores serão devorados como carne podre seus ossos ficarão dilacerados como fagulhas de pedra, arrancar-se-á seus os olhos com calor da vida como demonstração do terror das suas almas imundas aniquilados pelo próprio veneno. O filho matou seu velho pai desgraçado. a história não tem fim, é apenas o começo
  • 3. Até Quando? De menino alegre e sorridente hoje se tornou homem triste e decadente, nutrido pela força do capital continua na caça animal. Pobre animal na verdade tudo na sua vida é infelicidade, na sua busca incessante pela paz vive preso igualmente Barrabás: uma liberdade presa na imposição de uma sociedade sem condição de caracterizá-la como humana se fel do seu ventre fétido emana. Até quando, até quando poderemos ser verdadeiros, verdadeiros humanos. Até quando, até quando Vamos ficar parado chorando sem levantar nossos punhos a luta ao invés de ficar só lamentando. Até quando?!
  • 4. Sou é a questão? Ouço os gritos da minha voz como ecos sobre minha mente perturbada neste mundo funesto e medíocre, cheio de contristes e conturbações; tenho feito parte sem participar, semelhante a um fantoche, controlado por sentimentos vagos e vazios que me levam para uma realidade cada vez mais sombria que estende-se a minha frente sem início meio e fim. simplesmente macabro. Derivadamente desconhecida sem premissa básica de uma nova acepção que me possibilite constituir uma nova dimensão de expectativa contundentes que me norteie uma direção... Os gritos se tornam mais fortes a cada passo avançado me guiando para um duelo de eloquência acirrada entre moral e minha difusa consciência, corrompida por sensações de um mundo obscuro do qual surge minha essência. Afinal sou eu... quem sou eu? nada mais do que
  • 5. um mero espectro de uma existência sem sentido. Devaneios na cama. Espero o nascer o do sol sobre a noite quente, que me tira o sono, me faz pensar em como está minha vida, penso em tantas coisas que coisas na verdade se tornam pensamentos tão enevoantes quanto o vento que uiva lá fora. Meus olhos fechados enxergam pequenas luzes na escuridão como se fossem estrelas no céu. Penso o quanto é importante estar vivo, O quanto posso ser feliz! Ou talvez não? isso me faz pensar em escolhas. Dormir ou não dormir? Eis a questão. Abro olhos e me deparo com um teto escuro, de aparência sombria e misteriosa, imóvel sobre minha cabeça. penso melhor e opto pela melhor decisão: Melhor dormir!