01.febre reumatica

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01.febre reumatica

  1. 1. FEBRE REUMÁTICA AGUDA Prof. Edgar C. Schramm UCPel
  2. 2. FEBRE REUMÁTICAProf. DecoutÉ uma complicação tardia, não supurativa deestreptoccia pelos germes do grupo A de Lancefield(Estreptococo B-hemolítico) possivelmente surgidoem indivíduos que se comportam como portadoresde hipersensibilidade a produtos liberados pelasbactérias.
  3. 3.  Complicação  porque não decorre diretamente das estreptococcias como manifestação habitual Tardia  só se apresenta 3 semanas após a infecção inicial Não supurativa  porque não se exterioriza pela reação tipo purulenta
  4. 4. Outro conceitoDoença auto-imune decorrente da reação imunitária anormal contra antígenos do estreptococo, surgida após infecção da orofaringe, desencadeadas pelas cepas reumatogênicas do Estreptococo B-hemolítico do grupo A de Lancefield em indivíduos geneticamente predispostos
  5. 5. Caracteriza-se por envolvimento• Articulações• Coração• SNC• Pele• Tecido Subcutâneo Etiologia – Estreptococo B-hemolítico G.A.L
  6. 6. BACTÉRIA -- cápsula -- parede celular -- membrana protoplasmáticaCápsula  rica em HIALURONIDASE3 camadas  externa – média – internaEXTERNA: proteínas antigênicas M-T-RMÉDIA: especificidade dos grupos A até OINTERNA: morfologia da bactéria A proteína M é altamente antigênica!! M 1-3-5-6-14-18-19-24-27-29
  7. 7. PRODUTOS ELABORADOS PELO ESTREPTOCOCOEstreptolisina O HialuronidaseDNase B Estreptolisina SDNases A C e D ProteinaseNicotinamida Exotoxinas pirogênicas
  8. 8. MARCADORES GENÉTICOS BRASIL  antígenos HLA classe III (883) em linfócitos tipo B - 75% dos pacientes. 883 + e 883 -  100% dos pacientes HLA DR 7 DRbeta, HLA DR52 e DR2
  9. 9. EPIDEMIOLOGIA• Surto entre 5 e 15 anos• Raro abaixo de 3 anos e infrequente após 18 anos• Recorrência em qualquer idade e maior em cardiopatia reumática prévia
  10. 10. INCIDÊNCIA 0,3 % a 3% (fases epidêmicas) Clima frio Incidência anual regredindo Educação – saneamento- nutrição - antibióticos
  11. 11. IVAS  streptococo B-hemolítico5 – 15 anos 3:1000  FR  1/3 CRCIVAS• Temperatura 38ºC, início recente e súbito• Adenopatia• Dor de garganta• Hiperemia da faringe• Presença de exudato• Petéquias no pálato• Escoriações nas bordas das narinas• Duvidoso  conjuntivite, coriza, rouquidão, tosse
  12. 12. História natural da Doença Reumatismal
  13. 13. PATOLOGIA• Lesão inflamatória exudativa tecido conjuntivo – coração – articulações – tec. Subcutâneo• Coração – Pancardite (pericardite em pão/manteiga) Miocárdio  Lesões perivasculares – Nódulos Aschoff Miócitos de Anitschkow (células multinucleadas olho de coruja)• Valvas – mitral, aórtica, tricúspide, raro na pulmonar• Artrite – derrame estéril• SNC• Pneumonite - raro
  14. 14. QUADRO CLÍNICO - FRACritérios de Jones ( T.Ducket Jones 1994)A- Manifestações maiores  cardite  poliartrite  coréia  nódulos subcutâneos  eritema marginado
  15. 15. B – Manifestações menores  artralgia  febre  achados laboratoriais (ECG, ASLO, PCR, PR aumentado, VSG aumentado)Altamente sugestivo FR2 critérios maiores ou 1 maior e 2 menores
  16. 16. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Latência  7 - 35 dias poliartrite 14 - 21 dias cardite 6 meses coréiaPOLIARTRITE  É migratória – assismétrica – grandes articulações.Permanece 4 a 5 dias em cada articulação; máximo 4 semanas. Boa resposta aos antiinflamatórios.
  17. 17. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Cardite – única que deixa sequelas CLASSIFICAÇÃO: leve moderada graveCARDITE LEVE  Taquicardia – 1ª bulba abafada Sopros discretos região mitral Segmento PR aumentado Rx área cardíaca normal
  18. 18. CARDITE MODERADA• Sinais anteriores + pericardite• Atrito – dor precordial – sopro mitral e aórtico• ECG com aumento do QT e QRS de baixa voltagem; aumento do AE;VE• Rx moderado área cardíaca
  19. 19. CARDITE GRAVE• Sinais anteriores + ICC – comum nas recorrências• Sopros  holossistólico alta frequência para axila – Carey-Coomb (mais raro) – sopro mesodiastólico apical – timbre grave• Diferenciar ao Ruflar Diastólico da Estenose Mitral• ECG: BAV 1º e 2º graus – fibrilação atrial
  20. 20. CORÉIACoréia de Sydenham (minor) – Doença de São VitoSurge: de semanas até 3 meses a 2 anos.NÓDULOS SUBCUTÂNEOSSão infrequentes. Localizam-se nos tendões extensores (cotovelo, joelho, tornozelo, punhos).Indolores associados a cardite grave.
  21. 21. ERITEMA MARGINADOSão lesões maculares róseas, nãopruriginosas e não descamativas.Presentes com cardite.
  22. 22. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL LES, poliomiosite, doença reumatóide juvenil, artropatias soro negativas (AE,psoríase,Reiter) Angeites, Poliarterite nodosa, doenças metabólicas, afecções hematológicas Sopros: Inocentes – PVM – IM congênita Mixomas; I aórtica – CIV Miocardite hipertrófica EndocarditeCoréia de Sydenham – Tiques – Tumores de base -Hipocalcemia – Coréia lúpica – Coréia de Huntington
  23. 23. LABORATÓRIONão existem provas específicas.Evidenciar infecção estreptococica:1  Cultura da orofarige(25%)2  Provas imunológicas (ASLO – 333 U todd em crianças. 85% positivas; Aumenta após 2 semanas e pico entre 3 e 5 semanas3  Dosagem de Streptozyma. 90% positivo4  Anti DNAse B – Coréia5  Hemograma, VSG, PCR, Muco p., Eletroforese
  24. 24. LABORATÓRIO6  RX de tórax e articulações7  ECG (aumento do PR, BAV 1º,2º e 3º grau, baixa voltagem do QRS, ondas T achatadas, aumento do QT, fibrilação atrial)8  Ecocardiograma9  Cintilografia miocárdica com Gálio 67
  25. 25. TRATAMENTOPROFILAXIA PRIMÁRIA * Erradicar o estreptococo da orofaringe: penicilina benzatina ou eritromicina* Fase aguda: repouso absoluto (coréia e poliartralgia)* Cardite leve: 2 a 4 semanas de repouso* Cardite moderada grave: repouso até controle total da ICC
  26. 26. TRATAMENTOFÁRMACOS1  AAS 100 a 200 mg/kg/dia, divididos em 4 a 6 tomadas2  Prednisona 1 a 2 mg/kg/dia, por 15 dias após redução gradativa entre 6 e 12 semanasPROFILAXIA* Penicilina benzatina, de 21 em 21 dias ou sulfadiazina* Paciente sem comprometimento cardíaco, parar aos 18 anos
  27. 27. TRATAMENTOPROFILAXIA PROLONGADA• Até 40 anos ou mais em pacientes com comprometimento cardíaco, com surtos sucessivos ou contato com focos infecciosos• 30% das cirurgias valvares são por febre reumática crônica• Cura laboratorial: VSG sem desvio significativos, PCR com ausência de elevação de dias da semana, mucoproteína normal e proteinogramacom discretos desvios

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