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AULA 42. O TRIBUNAL JUDAICO
ESCOLA DE APRENDIZES DO
EVANGELHO
23 de Novembro de 2017
Expositora: Lilian Dias
Lilian.C.Dias@gmail.com
OBJETIVOS DESSA AULA
 Recordar quem foram os Fariseus, Escribas, Saduceus, Anciãos, e também o que era o Sinédrio.
 Demonstrar algumas possíveis ilegalidades no julgamento de Jesus no Sinédrio, e a consequente
manipulação da verdade pelos sacerdotes e juízes da época.
 Observar o comportamento de Jesus diante da injustiça.
 Analisar o testemunho e a orientação de Jesus no Monte das Oliveiras.
 Fazer uma associação rápida e curiosa de alguns fatos dessa aula com outros estudos espíritas.
FARISEUS
Foi a seita (escola fisolófica) judia mais influente sobre estudos da tradição (transferência cultural) judaica. Teve por chefe
Hillel, doutor judeu nascido na Babilônia, fundador de uma escola célebre, onde se ensinava que só se devia depositar fé
nas Escrituras. Sua origem remonta a 180 ou 200 anos antes de Jesus Cristo.
Os fariseus, em diversas épocas, foram perseguidos, porém, Alexandre, rei da Síria, lhes deferiu honras e restituiu os bens,
de sorte que eles readquiriram o antigo poderio e o conservaram até a ruína de Jerusalém, no ano 70 da Era Cristã,
época em que se lhes apagou o nome, em consequência da dispersão dos judeus.
Fonte: Evangelho Segundo o Espiritismo
FARISEUS
Os fariseus tomavam parte ativa nas controvérsias religiosas. Servis cumpridores das práticas exteriores do culto e das
cerimônias; cheios de um zelo ardente de proselitismo*, mas, sob as aparências de meticulosa devoção, ocultavam costumes
dissolutos, muito orgulho e, acima de tudo, excessiva ânsia de dominação. Tinham a religião mais como meio de chegarem
a seus fins, do que como objeto de fé sincera. Da virtude nada possuíam, além das exterioridades e da ostentação;
entretanto, exerciam grande influência sobre o povo, a cujos olhos passavam por santas criaturas. Daí o serem muito
poderosos em Jerusalém.
Jesus se aplicou, durante toda a sua missão, a desmascarar a hipocrisia dos fariseus, pelo que tinha neles ferrenhos
inimigos. Essa a razão por que os fariseus se ligaram aos príncipes dos sacerdotes (sacudeus) para amotinar contra
Ele o povo e eliminá-lo.
*tentativa persistente de persuadir e convencer os outros. Fonte: Evangelho Segundo o Espiritismo
ESCRIBAS
Nome dado, a princípio, aos secretários dos reis de Judá e a certos intendentes dos exércitos judeus. Mais tarde, foi
aplicado especialmente aos doutores que ensinavam a lei de Moisés e a interpretavam para o povo.
Na época de Jesus, os escribas faziam causa comum com os fariseus, de cujos princípios partilhavam, bem como da
antipatia que aqueles votavam aos inovadores. Daí o envolvê-los Jesus na reprovação que lançava aos fariseus.
Diferente dos saduceus, os fariseus não aceitavam a “miscigenação” do judaísmo com qualquer outra cultura, sendo
esse o principal motivo para que eles tivessem a adesão da maioria dos escribas e também o apoio quase unânime
do povo judeu.
SADUCEUS
Seita judia, que se formou por volta do ano 248 antes de Jesus Cristo e cujo nome lhe veio do de Sadoque, seu fundador.
Não acreditavam na imortalidade, nem na ressurreição, nem nos anjos bons e maus. Entretanto, acreditavam em Deus;
nada, porém, esperando após a morte, só o serviam tendo em vista recompensas temporais, ao que, segundo eles, se
limitava a Providência divina. Assim pensando, tinham a satisfação dos sentidos físicos por objetivo essencial da vida.
Quanto às Escrituras, atinham-se ao texto da lei antiga. Não admitiam a tradição, nem interpretações quaisquer.
Colocavam as boas obras e a observância pura e simples da Lei acima das práticas exteriores do culto. Eram, como se vê,
os materialistas, os deístas* e os sensualistas da época. Seita pouco numerosa, mas que contava em seu seio importantes
personagens e se tornou um partido político oposto constantemente aos fariseus.
*DEÍSMO: Doutrina filosófica e religiosa que admite a existência de Deus, rejeitando qualquer espécie de dogma ou de religião organizada.
Fonte: Evangelho Segundo o Espiritismo
SADUCEUS
Os saduceus geralmente eram ricos e ocupavam cargos de prestígio em Israel, como o de sumo sacerdote. Eram também
a maioria no Sinédrio. Tinham uma grande preocupação em acatar as decisões de Roma (que dominava Israel no período
em questão), dando, muitas vezes, mais importância à política do que à religião.
Vale destacar que os saduceus não eram bem vistos pelo povo (diferente dos fariseus), já que faziam parte da elite e
apoiavam os romanos. Assim como os fariseus, essa seita deixou de existir após a destruição do Templo de Jerusalém, em
70 d.C..
ANCIÃOS
Nas primitivas formas de governo, eram revestidos de autoridade aqueles que, sendo já pessoas de idade e de
reconhecida experiência, podiam tomar a direção dos negócios gerais como representantes do povo. Esta instituição não
era peculiar a israel: egípcios, gregos e romanos também tinham os seus ‘anciãos’.
Na história do povo hebreu aparecem eles pela primeira vez antes do Êxodo (saída do Egito) e depois são, a cada passo,
mencionados como representantes da comunidade, sendo eles um meio de que se servia o povo para comunicar-se com os
dirigentes da nação – Moisés e Josué, os juizes e Samuel.
ANCIÃOS
Moisés, tendo sobre si o peso da administração da justiça, por conselho de Jetro, seu sogro, nomeou magistrados (juízes) de
vários graus de autoridade, delegando neles a resolução dos negócios, à exceção dos mais graves, e fica claro pela
leitura bíblica que estes foram escolhidos dentre os ‘anciãos de israel’.
O pentateuco de Moisés traz vários exemplos dessas funções e no livro de Números, cap. 11 v. 16, narra-nos como Moisés
nomeou um conselho de setenta (70) anciãos para o auxiliar e aliviar o peso de gerir sozinho todos os assuntos (religiosos,
políticos, militares, sociais, criminais) do povo hebreu. Com este fato podemos relacionar a tradição judaica à instituição
do Sinédrio.
O SINÉDRIO – O QUE ERA
Sinédrio era o conselho que julgava assuntos da lei judaica e da justiça criminal, na Judéia e em outras províncias.
O Talmude* identifica duas classes de cortes de rabinos chamadas Sinédrio, o Grande Sinédrio e o Sinédrio Menor. Cada
cidade poderia ter seu próprio Sinédrio Menor de 23 juízes, mas poderia haver somente um Grande Sinédrio de 71 juízes,
que também funcionava como Suprema Corte, julgando apelações dos casos dos Sinédrios Menores.
Antes da destruição de Jerusalém em 70 d.C., o Grande Sinédrio reunia-se no Templo durante o dia, exceto antes dos
festivais e do Sábado.
*Tamulde: coletânea de livros sagrados dos judeus.
O SINÉDRIO – COMPOSIÇÃO
O Sinédrio era comandado por 1 presidente que era o sumo sacerdote. Normalmente os sumo SACERDOTES eram do
partido dos saduceus, e eram os homens mais poderosos do Sinédrio. Os sacerdotes mais próximos do presidente do
Sinédrio serviam de tesoureiros, controlando os salários dos outros sacerdotes e monitorando a vasta quantia de dinheiro
que era arrecadada no Templo.
A Segunda categoria principal dos membros do Sinédrio eram os ANCIÃOS. Esses homens representavam a aristocracia
sacerdotal e financeira na Judéia. Leigos distintos como José de Arimatéia*, dividiam a visão conservadora dos saduceus
e davam a assembleia à diversidade de um parlamento moderno.
Os membros mais recentes do Sinédrio eram os ESCRIBAS. A maioria deles eram fariseus. Eles eram advogados
profissionais treinados em teologia, direito e filosofia. Eram organizados em grêmios e normalmente seguiam rabinos ou
professores célebres. Gamaliel**, um escriba famoso do Sinédrio, que aparece no Novo Testamento, foi o erudito que
instruiu o apóstolo Paulo.
*Homem rico e membro ilustre do Sinédrio. Era discípulo de Jesus, mas mantinha isso em segredo, tal como Nicodemos, por temor às autoridades judaicas. Foi ele
quem reclamou o corpo de Jesus às autoridades de Roma, despregou-o da cruz, limpou-o e coloco-o num sepulcro de sua propriedade, que ninguém antes havia
utilizado.
**Neto de Hillel (fundador de uma das mais nobres escolas de estudos da tradição judaíca), Gamaliel foi o professor do apóstolo Paulo, antes de sua conversão
ao Cristianismo. Gamaliel era um rabino judeu muito conhecido e influente no seu tempo. Ele nunca se converteu a Jesus. Gamaliel era um membro do Sinédrio. Ele
era um fariseu e mestre da lei muito conhecido, que tinha o respeito do povo.
O SINÉDRIO – SEUS JUÍZES
Extremo cuidado era usado para selecionar os juízes dessa grande corte. Cada um devia ter pelo menos 40 anos de
idade com experiência em pelo menos 3 cargos de dignidade gradativamente maior. Cada um tinha que ser uma pessoa
de integridade incontestável e tido em alta estima por seus conterrâneos.
Membros do Sinédrio atuavam como juízes e jurados. Eles não tinham um júri separado. Qualquer membro com interesses
ou conhecimento pessoal das partes era requerido que se retirasse do julgamento. A Corte tinha que decidir a questão da
culpa ou inocência apenas com evidências apresentadas no tribunal.
O Sinédrio era encarregado sob a lei rabínica de proteger e defender o acusado. Nenhum membro da corte poderia
atuar inteiramente como acusador ou promotor. A lei requeria que a corte desse aos acusados o "benefício da dúvida"
para ajudar o acusado a estabelecer sua inocência.
O SINÉDRIO – PROCESSO JUDICIAL NORMAL
Os procedimentos de julgamento eram similares aos nossos. Seguindo-se à audiência preliminar, um sumário das
evidências era dado por um dos juízes. Os espectadores eram então removidos do tribunal e os juízes votavam. Uma
maioria era suficiente para condenar ou absolver. Se uma maioria votasse pela absolvição, o julgamento terminava e o
condenado recebia a liberdade total. Se uma maioria votasse pela condenação, então um procedimento diferente era
seguido.
Nenhum anúncio de veredicto poderia ser feito nesse dia. A corte teria que adiar por um dia inteiro. Os juízes recebiam
permissão para voltarem às suas casas mas não poderiam ocupar suas mentes em quaisquer atividades sociais ou de
negócios. Eles tinham que devotar seu tempo inteiro para a consideração e reconsideração solene das evidências e
retornar no dia seguinte para votar de novo.
Nesse segundo dia, qualquer juiz que houvesse votado pela absolvição não poderia mudar seu voto, mas qualquer juiz
que, na primeira votação, houvesse julgado o acusado como "culpado" poderia mudar seu voto. Durante esse tempo, o
acusado ainda era presumido inocente.
O SINÉDRIO – FALTA DE DEFESA INVALIDAVA O PROCESSO
Uma outra provisão peculiar da lei Judaica era de grande importância, porque um veredicto unânime de culpa resultava
na absolvição do acusado! Isso derivava do dever que a corte tinha de proteger e defender o acusado.
A lei Mosaica estabelecia que desde que algum membro da corte tinha que fazer a defesa do acusado, um veredicto
unânime de culpa indicava que ninguém teria feito essa defesa, que poderia ter havido uma conspiração contra o
acusado, e que ele não teria tido um amigo ou defensor. Tal veredicto unânime era inválido e tinha o efeito de uma
absolvição.
O SINÉDRIO – NOS DIAS DE JESUS
Oficialmente, o Sinédrio só tinha jurisdição na Judéia. Mas na prática, naquela época, ele tinha influência na província
da Galiléia. O trabalho do conselho era basicamente julgar assuntos da lei judaica quando surgiam discórdias. Em todos
os casos, sua decisão era final. Eles julgavam acusações de blasfêmia* como no caso de Jesus e Estevão, e também
participavam na justiça criminal.
Pelas obras literárias, ainda não é possível inferir com certeza sobre o poder do Sinédrio de condenar à morte, porém,
no julgamento de Jesus, as autoridades estavam convencidas em envolver o governador romano Pilatos. Tanto a Bíblica
como o Talmude dá a entender que somente Pilatos ou Herodes tinham poder para mandar matar Jesus.
Todavia, sabemos que, no caso de Jesus, havia a proximidade da Páscoa e como os judeus estavam em purificação para
o evento, talvez não quisessem “sujar” as mãos com uma execução. Isso pode explicar o fato deles terem praticamente
implorado a Pilatos a condenação e execução de Cristo, como se não tivessem poder ou permissão para isso, porém
algum tempo depois o mesmo Sinédrio (época fora de festividades) condenou e executou Estevão.
*Blasfêmia (palavra ou afirmação ofensiva à divindade ou à religião).
** Estevão foi o primeiro mártir cristão (morto por defender a doutrina de Jesus). Ele foi uma autoridade na igreja primitiva e realizava milagres. Depois de ser
preso injustamente, Estêvão foi morto por causa de sua pregação, mas ele perdoou seus inimigos. Recomendo o estudo da obra “Paulo e Estevão”, de Emmanuel,
psicografado por Chico Xavier.
ALGUMAS ILEGALIDADES NO JULGAMENTO DE JESUS NO SINÉDRIO
1. A Prisão uma hora antes da meia-noite, de quinta-feira, na véspera da Páscoa, era um total desrespeito aos costumes
e preceitos legais judaicos, além disso, também não havia mandato ou ordem de prisão.
2. A lei Mosaica proibia a acusação mediante traição (conspiração). Porém, Jesus foi traído por Judas, pelo preço de
30 moedas, em troca da delação.
3. O julgamento noturno também evidencia conspiração contra Jesus pelos sacerdotes cuja hipocrisia Jesus denunciava
publicamente (à luz do dia). O julgamento na calada da noite (enquanto todos dormiam e não sabiam o que se
passava) foi uma estratégia clara para enganar o povo (prejudicando o princípio da publicidade que já valia
naquela época) evitando também que alguém pudesse intervir no ocorrido, o que seria lícito.
4. Não se buscou qualquer testemunha para depor em favor de Jesus, o que era obrigatório para devido processo
legal da epóca. Não podia haver apenas testemunhas de acusação sem testemunhas de defesa.
5. Sob a lei do Sinédrio, o primeiro passo deveria ter sido a audiência prévia com a leitura das acusações para o réu
em uma corte aberta. O registro (incluindo os escritos de Mateus, Marcos, Lucas, João, Josephus, Philo e os Manuscritos
do Mar Morto) não menciona nenhuma audiência prévia.
ALGUMAS ILEGALIDADES NO JULGAMENTO DE JESUS NO SINÉDRIO
6. Sob as provisões da lei Judaica não poderia haver condenação à morte baseado no testemunho de menos que duas
pessoas. Uma testemunha era considerada a mesma coisa que nenhuma testemunha. Se houvessem apenas duas
testemunhas, ambas teriam que concordar em todos os particulares até os mínimos detalhes. No caso de Jesus,
surgiram duas testemunhas, e nos disseram Mateus e Marcos que ambos os testemunhos não concordaram entre si. A
primeira testemunhou para acusação de blasfêmia dizendo que Jesus havia dito "Eu sou capaz de destruir o Templo."
A segunda testemunhou que Jesus havia dito "Eu vou destruir esse Templo.”
7. Sob a lei Mosaica, um acusado não poderia ser obrigado a testemunhar contra si mesmo. Essa prerrogativa, dos
tempos de Moisés, “de não ser obrigado a fazer prova contra si mesmo”, é ainda hoje um direito básico garantido
pelas leis criminais ou constituicionais da maioria dos países. Portanto, uma confissão voluntária não era suficiente
para a condenação sob a lei Judaica. Portanto, mais uma ilegalidade no julgamento de Jesus.
8. A primeira audiência diante do Sinédrio foi concluída por volta das três da manhã. A Corte só adiou o julgamento
até o nascer do sol, embora a lei exigisse que cada um dos juízes deliberasse a sós por um dia inteiro antes da
segunda audiência. Outra ilegalidade que invalidaria o julgamento de Jesus.
ALGUMAS ILEGALIDADES NO JULGAMENTO DE JESUS NO SINÉDRIO
9. Sob a lei Judaica, o acusado tinha o direito de ter um defensor e, assim como ainda acontece atualmente na maioria
dos países, se o acusado não pudesse tem alguém em sua defesa, um defensor seria escolhido para ele, e se
necessário, entre os próprios membros do Sinédrio. Porém, Marcos nos relata que a votação foi feita, os votos dos
juízes foram contados, e “todos o consideraram culpado de morte” e, como já explicado anteriormente, pela Lei
Judaica, a unânimidade do veredicto previa a absolvissão do réu pela notória ausência de defesa, fato que
invalidaria o julgamento de Jesus.
10. Sob a lei Judaica, a morte por apedrejamento era a sentença apropriada para o crime de blasfêmia . O povo
Judeu não crucificava e esse método de executar a pena de morte era de origem Grega ou Romana. Os Judeus
executavam os condenados por apedrejamento, decapitação ou estrangulamento de acordo com a natureza do
crime. Mais um indício claro de que a morte de Jesus por cruxificação foi uma conspiração do próprio Sinédrio, mais
especificamente do sumo-sacerdote Caifás.
Esse rol de erros e ilegalidades é meramente exemplificativo.
POSTURA DE JESUS DIANTE DO SINÉDRIO
"O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. 20.Jesus respondeu-lhe: Falei publicamente
ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. 21.Por que me perguntas?
Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei. 22.A estas palavras, um dos guardas presentes deu
uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? 23.Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas
se falei bem, por que me bates? 24. (Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás.)" João, 18
62.Levantou-se o sumo sacerdote e lhe perguntou: Nada tens a responder ao que essa gente depõe contra ti? 63.Jesus, no
entanto, permanecia calado. Disse-lhe o sumo sacerdote: Por Deus vivo, conjuro-te que nos digas se és o Cristo, o Filho de
Deus? 64.Jesus respondeu: Sim. Além disso, eu vos declaro que vereis doravante o Filho do Homem sentar-se à direita do
Todo-poderoso, e voltar sobre as nuvens do céu. 65.A estas palavras, o sumo sacerdote rasgou suas vestes, exclamando: Que
necessidade temos ainda de testemunhas? Acabastes de ouvir a blasfêmia! 66.Qual o vosso parecer? Eles responderam:
Merece a morte! 67.Cuspiram-lhe então na face, bateram-lhe com os punhos e deram-lhe tapas, 68.Dizendo: Adivinha, ó
Cristo: quem te bateu?" Mateus, 26
POSTURA DE JESUS DIANTE DO SINÉDRIO
Somente a fé inabalável no futuro (que não é desse mundo) sustenta um comportamento como o de Jesus
diante situações notoriamente injustas, cruéis, incoerentes e insensatas.
E VOCÊ? Como reage diante das injustiças?
• Calmo: em paz e sem agitação, não alterou a sua vibração e não perdeu a sintonia com o alto, com Deus.
Jesus havia acabado de sair de um momento de profunda oração no Monte das Oliveiras.
• Perspicaz: agudeza de raciocínio e compreensão dos fatos, não facilitou para os seus inimigos. Mesmo
podendo, não influenciou no livre arbítrio dos envolvidos naquele situação.
• Manso: se manteve dócil, foi agredido mas tomou a decisão de não reagir, provando sua gradeza
evolutiva. A agressividade, a raiva, a revolta, o ódio, a vigança, ainda são resquícios de costumes
selvagens já vividos anteriormente, mais do que isso, são indícios claros do ainda baixo grau de evolução
de certos espíritos.
• Compassivo: demonstrou compaixão até o último momento, porque sabia do estado ainda atrasado de
evolução daquele povo e compreendia que a sua mensagem ainda não estava em condições de ser
totalmente assimilada naquele momento.
JESUS NO MONTE DAS OLIVEIRAS
“39.Conforme o seu costume, Jesus saiu dali e dirigiu-se para o monte das Oliveiras, seguido dos seus discípulos.
40.Ao chegar àquele lugar, disse-lhes: Orai para que não caiais em tentação.
41.Depois se afastou deles à distância de um tiro de pedra e, ajoelhando-se, orava: 42.Pai, se é de teu agrado, afasta de
mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua.
43.Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo. 44.Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, e seu
suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra.
45.Depois de ter rezado, levantou-se, foi ter com os discípulos e achou-os adormecidos de tristeza. 46.Disse-lhes: Por que
dormis? Levantai-vos, orai, para não cairdes em tentação.
47.Ele ainda falava, quando apareceu uma multidão de gente; e à testa deles vinha um dos Doze, que se chamava Judas.
Achegou-se de Jesus para o beijar." Lucas, 22
TENTAÇÕES COMUNS ATUALMENTE:
1. Gula (desequilíbrio na alimentação)
2. Avareza/ Ganância (desequilíbrio do ter, normalmente ligado ao dinheiro, status e poder)
3. Luxúria (desequilíbrio do prazer sexual e da sensualidade exagerada)
4. Ira (desequilíbrio de emoções destrutivas)
5. Melancolia/ Depressão (desequilíbrio da autoestima)
6. Preguiça (desequilíbrio do descanso)
7. Orgulho e Vaidade (desequilíbrio da autoconfiança e aparência)
Conceito de “pecado capital”:
Paixões humanas que afastam o espírito
da sua origem, que é Deus.
Definição de Evágrio Pôntico
(monge egípcio)
Tudo que você não controla,
controla você e te escraviza.
JESUS PEDE: ORAI E VIGIAI
“Desde os primeiros instantes em que ingressa pelas portas da reencarnação, o espírito carrega consigo a bagagem das
experiências e das necessidades, e se vê ante as lutas indispensáveis que vai enfrentar com o dragão dos seus instintos
inferiores.
(...) Para o combate, a primeira arma necessária é a vigilância. Quem não aprendeu a vigiar, continua caindo nas
armadilhas dos lobos. E como o Evangelho diz que só lobos caem em armadilha de lobos, os que não conseguem vigiar,
continuam a ser lobos.” Espírito Miranez
Com isso, o “vigiai e orai” consiste em um alerta sempre oportuno a envolver a razão e a emoção de cada um de nós. A
razão, porque é através de autoobservação atenta e constante que nos conscientizamos de nossas negativas
predisposições íntimas. A emoção, porque é ela que nos ajuda a estabelecer, através da prece, uma sintonia mais intensa
com Deus e com o plano espiritual superior, de modo a nos fortalecermos, moralmente, perante as dúvidas e os conflitos.
Fonte: http://www.aluzdoespiritismo.com.br
FAZENDO ASSOCIAÇÕES COM OUTROS ESTUDOS
O grande Sinédrio tinha 72 juízes. Inicialmente, Jesus nomeou 72 discípulos, restando deles os 12 apóstolos.
Segundo André Luis*, a colônia Nosso Lar tem o formato de uma estrela de 6 pontas (símbolo do Judaísmo), que
representam 6 ministérios, com 12 ministros em cada um = 72 ministros.
Segundo Humberto de Campos**, em uma visita ao orbe da Terra, no final do século 14, Jesus, em mais uma tentativa de
trazer à luz a humanidade, teria decidido transplantar a árvore do judaísmo para o Brasil.
* Livro “Nosso Lar” de André Luis, psicografado por Chico Xavier.
** Livro “Brasil - Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, de Humberto de Campos, psicografado por Chico.
Portanto, se a raiz do povo judeu foi trazida para o Brasil, como afirmam psicografias
sérias, não deve ser “por acaso” que estamos estudando o tribunal judaíco essa noite.
É muito próvavel que fossemos nós mesmos aqueles que “dormiam” enquanto Jesus era
injustamente julgado e condenado. Também éramos nós aqueles discípulos que
“dormiam” no Monte das Oliveiras. Jesus nos pergunta “por que dormes?” “Desperta,
ora e vigia”. Você já acordou?
FIM
Agradeço a oportunidade e fico à disposição.
Lilian Dias

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  • 1. AULA 42. O TRIBUNAL JUDAICO ESCOLA DE APRENDIZES DO EVANGELHO 23 de Novembro de 2017 Expositora: Lilian Dias Lilian.C.Dias@gmail.com
  • 2. OBJETIVOS DESSA AULA  Recordar quem foram os Fariseus, Escribas, Saduceus, Anciãos, e também o que era o Sinédrio.  Demonstrar algumas possíveis ilegalidades no julgamento de Jesus no Sinédrio, e a consequente manipulação da verdade pelos sacerdotes e juízes da época.  Observar o comportamento de Jesus diante da injustiça.  Analisar o testemunho e a orientação de Jesus no Monte das Oliveiras.  Fazer uma associação rápida e curiosa de alguns fatos dessa aula com outros estudos espíritas.
  • 3. FARISEUS Foi a seita (escola fisolófica) judia mais influente sobre estudos da tradição (transferência cultural) judaica. Teve por chefe Hillel, doutor judeu nascido na Babilônia, fundador de uma escola célebre, onde se ensinava que só se devia depositar fé nas Escrituras. Sua origem remonta a 180 ou 200 anos antes de Jesus Cristo. Os fariseus, em diversas épocas, foram perseguidos, porém, Alexandre, rei da Síria, lhes deferiu honras e restituiu os bens, de sorte que eles readquiriram o antigo poderio e o conservaram até a ruína de Jerusalém, no ano 70 da Era Cristã, época em que se lhes apagou o nome, em consequência da dispersão dos judeus. Fonte: Evangelho Segundo o Espiritismo
  • 4. FARISEUS Os fariseus tomavam parte ativa nas controvérsias religiosas. Servis cumpridores das práticas exteriores do culto e das cerimônias; cheios de um zelo ardente de proselitismo*, mas, sob as aparências de meticulosa devoção, ocultavam costumes dissolutos, muito orgulho e, acima de tudo, excessiva ânsia de dominação. Tinham a religião mais como meio de chegarem a seus fins, do que como objeto de fé sincera. Da virtude nada possuíam, além das exterioridades e da ostentação; entretanto, exerciam grande influência sobre o povo, a cujos olhos passavam por santas criaturas. Daí o serem muito poderosos em Jerusalém. Jesus se aplicou, durante toda a sua missão, a desmascarar a hipocrisia dos fariseus, pelo que tinha neles ferrenhos inimigos. Essa a razão por que os fariseus se ligaram aos príncipes dos sacerdotes (sacudeus) para amotinar contra Ele o povo e eliminá-lo. *tentativa persistente de persuadir e convencer os outros. Fonte: Evangelho Segundo o Espiritismo
  • 5. ESCRIBAS Nome dado, a princípio, aos secretários dos reis de Judá e a certos intendentes dos exércitos judeus. Mais tarde, foi aplicado especialmente aos doutores que ensinavam a lei de Moisés e a interpretavam para o povo. Na época de Jesus, os escribas faziam causa comum com os fariseus, de cujos princípios partilhavam, bem como da antipatia que aqueles votavam aos inovadores. Daí o envolvê-los Jesus na reprovação que lançava aos fariseus. Diferente dos saduceus, os fariseus não aceitavam a “miscigenação” do judaísmo com qualquer outra cultura, sendo esse o principal motivo para que eles tivessem a adesão da maioria dos escribas e também o apoio quase unânime do povo judeu.
  • 6. SADUCEUS Seita judia, que se formou por volta do ano 248 antes de Jesus Cristo e cujo nome lhe veio do de Sadoque, seu fundador. Não acreditavam na imortalidade, nem na ressurreição, nem nos anjos bons e maus. Entretanto, acreditavam em Deus; nada, porém, esperando após a morte, só o serviam tendo em vista recompensas temporais, ao que, segundo eles, se limitava a Providência divina. Assim pensando, tinham a satisfação dos sentidos físicos por objetivo essencial da vida. Quanto às Escrituras, atinham-se ao texto da lei antiga. Não admitiam a tradição, nem interpretações quaisquer. Colocavam as boas obras e a observância pura e simples da Lei acima das práticas exteriores do culto. Eram, como se vê, os materialistas, os deístas* e os sensualistas da época. Seita pouco numerosa, mas que contava em seu seio importantes personagens e se tornou um partido político oposto constantemente aos fariseus. *DEÍSMO: Doutrina filosófica e religiosa que admite a existência de Deus, rejeitando qualquer espécie de dogma ou de religião organizada. Fonte: Evangelho Segundo o Espiritismo
  • 7. SADUCEUS Os saduceus geralmente eram ricos e ocupavam cargos de prestígio em Israel, como o de sumo sacerdote. Eram também a maioria no Sinédrio. Tinham uma grande preocupação em acatar as decisões de Roma (que dominava Israel no período em questão), dando, muitas vezes, mais importância à política do que à religião. Vale destacar que os saduceus não eram bem vistos pelo povo (diferente dos fariseus), já que faziam parte da elite e apoiavam os romanos. Assim como os fariseus, essa seita deixou de existir após a destruição do Templo de Jerusalém, em 70 d.C..
  • 8. ANCIÃOS Nas primitivas formas de governo, eram revestidos de autoridade aqueles que, sendo já pessoas de idade e de reconhecida experiência, podiam tomar a direção dos negócios gerais como representantes do povo. Esta instituição não era peculiar a israel: egípcios, gregos e romanos também tinham os seus ‘anciãos’. Na história do povo hebreu aparecem eles pela primeira vez antes do Êxodo (saída do Egito) e depois são, a cada passo, mencionados como representantes da comunidade, sendo eles um meio de que se servia o povo para comunicar-se com os dirigentes da nação – Moisés e Josué, os juizes e Samuel.
  • 9. ANCIÃOS Moisés, tendo sobre si o peso da administração da justiça, por conselho de Jetro, seu sogro, nomeou magistrados (juízes) de vários graus de autoridade, delegando neles a resolução dos negócios, à exceção dos mais graves, e fica claro pela leitura bíblica que estes foram escolhidos dentre os ‘anciãos de israel’. O pentateuco de Moisés traz vários exemplos dessas funções e no livro de Números, cap. 11 v. 16, narra-nos como Moisés nomeou um conselho de setenta (70) anciãos para o auxiliar e aliviar o peso de gerir sozinho todos os assuntos (religiosos, políticos, militares, sociais, criminais) do povo hebreu. Com este fato podemos relacionar a tradição judaica à instituição do Sinédrio.
  • 10. O SINÉDRIO – O QUE ERA Sinédrio era o conselho que julgava assuntos da lei judaica e da justiça criminal, na Judéia e em outras províncias. O Talmude* identifica duas classes de cortes de rabinos chamadas Sinédrio, o Grande Sinédrio e o Sinédrio Menor. Cada cidade poderia ter seu próprio Sinédrio Menor de 23 juízes, mas poderia haver somente um Grande Sinédrio de 71 juízes, que também funcionava como Suprema Corte, julgando apelações dos casos dos Sinédrios Menores. Antes da destruição de Jerusalém em 70 d.C., o Grande Sinédrio reunia-se no Templo durante o dia, exceto antes dos festivais e do Sábado. *Tamulde: coletânea de livros sagrados dos judeus.
  • 11. O SINÉDRIO – COMPOSIÇÃO O Sinédrio era comandado por 1 presidente que era o sumo sacerdote. Normalmente os sumo SACERDOTES eram do partido dos saduceus, e eram os homens mais poderosos do Sinédrio. Os sacerdotes mais próximos do presidente do Sinédrio serviam de tesoureiros, controlando os salários dos outros sacerdotes e monitorando a vasta quantia de dinheiro que era arrecadada no Templo. A Segunda categoria principal dos membros do Sinédrio eram os ANCIÃOS. Esses homens representavam a aristocracia sacerdotal e financeira na Judéia. Leigos distintos como José de Arimatéia*, dividiam a visão conservadora dos saduceus e davam a assembleia à diversidade de um parlamento moderno. Os membros mais recentes do Sinédrio eram os ESCRIBAS. A maioria deles eram fariseus. Eles eram advogados profissionais treinados em teologia, direito e filosofia. Eram organizados em grêmios e normalmente seguiam rabinos ou professores célebres. Gamaliel**, um escriba famoso do Sinédrio, que aparece no Novo Testamento, foi o erudito que instruiu o apóstolo Paulo. *Homem rico e membro ilustre do Sinédrio. Era discípulo de Jesus, mas mantinha isso em segredo, tal como Nicodemos, por temor às autoridades judaicas. Foi ele quem reclamou o corpo de Jesus às autoridades de Roma, despregou-o da cruz, limpou-o e coloco-o num sepulcro de sua propriedade, que ninguém antes havia utilizado. **Neto de Hillel (fundador de uma das mais nobres escolas de estudos da tradição judaíca), Gamaliel foi o professor do apóstolo Paulo, antes de sua conversão ao Cristianismo. Gamaliel era um rabino judeu muito conhecido e influente no seu tempo. Ele nunca se converteu a Jesus. Gamaliel era um membro do Sinédrio. Ele era um fariseu e mestre da lei muito conhecido, que tinha o respeito do povo.
  • 12. O SINÉDRIO – SEUS JUÍZES Extremo cuidado era usado para selecionar os juízes dessa grande corte. Cada um devia ter pelo menos 40 anos de idade com experiência em pelo menos 3 cargos de dignidade gradativamente maior. Cada um tinha que ser uma pessoa de integridade incontestável e tido em alta estima por seus conterrâneos. Membros do Sinédrio atuavam como juízes e jurados. Eles não tinham um júri separado. Qualquer membro com interesses ou conhecimento pessoal das partes era requerido que se retirasse do julgamento. A Corte tinha que decidir a questão da culpa ou inocência apenas com evidências apresentadas no tribunal. O Sinédrio era encarregado sob a lei rabínica de proteger e defender o acusado. Nenhum membro da corte poderia atuar inteiramente como acusador ou promotor. A lei requeria que a corte desse aos acusados o "benefício da dúvida" para ajudar o acusado a estabelecer sua inocência.
  • 13. O SINÉDRIO – PROCESSO JUDICIAL NORMAL Os procedimentos de julgamento eram similares aos nossos. Seguindo-se à audiência preliminar, um sumário das evidências era dado por um dos juízes. Os espectadores eram então removidos do tribunal e os juízes votavam. Uma maioria era suficiente para condenar ou absolver. Se uma maioria votasse pela absolvição, o julgamento terminava e o condenado recebia a liberdade total. Se uma maioria votasse pela condenação, então um procedimento diferente era seguido. Nenhum anúncio de veredicto poderia ser feito nesse dia. A corte teria que adiar por um dia inteiro. Os juízes recebiam permissão para voltarem às suas casas mas não poderiam ocupar suas mentes em quaisquer atividades sociais ou de negócios. Eles tinham que devotar seu tempo inteiro para a consideração e reconsideração solene das evidências e retornar no dia seguinte para votar de novo. Nesse segundo dia, qualquer juiz que houvesse votado pela absolvição não poderia mudar seu voto, mas qualquer juiz que, na primeira votação, houvesse julgado o acusado como "culpado" poderia mudar seu voto. Durante esse tempo, o acusado ainda era presumido inocente.
  • 14. O SINÉDRIO – FALTA DE DEFESA INVALIDAVA O PROCESSO Uma outra provisão peculiar da lei Judaica era de grande importância, porque um veredicto unânime de culpa resultava na absolvição do acusado! Isso derivava do dever que a corte tinha de proteger e defender o acusado. A lei Mosaica estabelecia que desde que algum membro da corte tinha que fazer a defesa do acusado, um veredicto unânime de culpa indicava que ninguém teria feito essa defesa, que poderia ter havido uma conspiração contra o acusado, e que ele não teria tido um amigo ou defensor. Tal veredicto unânime era inválido e tinha o efeito de uma absolvição.
  • 15. O SINÉDRIO – NOS DIAS DE JESUS Oficialmente, o Sinédrio só tinha jurisdição na Judéia. Mas na prática, naquela época, ele tinha influência na província da Galiléia. O trabalho do conselho era basicamente julgar assuntos da lei judaica quando surgiam discórdias. Em todos os casos, sua decisão era final. Eles julgavam acusações de blasfêmia* como no caso de Jesus e Estevão, e também participavam na justiça criminal. Pelas obras literárias, ainda não é possível inferir com certeza sobre o poder do Sinédrio de condenar à morte, porém, no julgamento de Jesus, as autoridades estavam convencidas em envolver o governador romano Pilatos. Tanto a Bíblica como o Talmude dá a entender que somente Pilatos ou Herodes tinham poder para mandar matar Jesus. Todavia, sabemos que, no caso de Jesus, havia a proximidade da Páscoa e como os judeus estavam em purificação para o evento, talvez não quisessem “sujar” as mãos com uma execução. Isso pode explicar o fato deles terem praticamente implorado a Pilatos a condenação e execução de Cristo, como se não tivessem poder ou permissão para isso, porém algum tempo depois o mesmo Sinédrio (época fora de festividades) condenou e executou Estevão. *Blasfêmia (palavra ou afirmação ofensiva à divindade ou à religião). ** Estevão foi o primeiro mártir cristão (morto por defender a doutrina de Jesus). Ele foi uma autoridade na igreja primitiva e realizava milagres. Depois de ser preso injustamente, Estêvão foi morto por causa de sua pregação, mas ele perdoou seus inimigos. Recomendo o estudo da obra “Paulo e Estevão”, de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.
  • 16. ALGUMAS ILEGALIDADES NO JULGAMENTO DE JESUS NO SINÉDRIO 1. A Prisão uma hora antes da meia-noite, de quinta-feira, na véspera da Páscoa, era um total desrespeito aos costumes e preceitos legais judaicos, além disso, também não havia mandato ou ordem de prisão. 2. A lei Mosaica proibia a acusação mediante traição (conspiração). Porém, Jesus foi traído por Judas, pelo preço de 30 moedas, em troca da delação. 3. O julgamento noturno também evidencia conspiração contra Jesus pelos sacerdotes cuja hipocrisia Jesus denunciava publicamente (à luz do dia). O julgamento na calada da noite (enquanto todos dormiam e não sabiam o que se passava) foi uma estratégia clara para enganar o povo (prejudicando o princípio da publicidade que já valia naquela época) evitando também que alguém pudesse intervir no ocorrido, o que seria lícito. 4. Não se buscou qualquer testemunha para depor em favor de Jesus, o que era obrigatório para devido processo legal da epóca. Não podia haver apenas testemunhas de acusação sem testemunhas de defesa. 5. Sob a lei do Sinédrio, o primeiro passo deveria ter sido a audiência prévia com a leitura das acusações para o réu em uma corte aberta. O registro (incluindo os escritos de Mateus, Marcos, Lucas, João, Josephus, Philo e os Manuscritos do Mar Morto) não menciona nenhuma audiência prévia.
  • 17. ALGUMAS ILEGALIDADES NO JULGAMENTO DE JESUS NO SINÉDRIO 6. Sob as provisões da lei Judaica não poderia haver condenação à morte baseado no testemunho de menos que duas pessoas. Uma testemunha era considerada a mesma coisa que nenhuma testemunha. Se houvessem apenas duas testemunhas, ambas teriam que concordar em todos os particulares até os mínimos detalhes. No caso de Jesus, surgiram duas testemunhas, e nos disseram Mateus e Marcos que ambos os testemunhos não concordaram entre si. A primeira testemunhou para acusação de blasfêmia dizendo que Jesus havia dito "Eu sou capaz de destruir o Templo." A segunda testemunhou que Jesus havia dito "Eu vou destruir esse Templo.” 7. Sob a lei Mosaica, um acusado não poderia ser obrigado a testemunhar contra si mesmo. Essa prerrogativa, dos tempos de Moisés, “de não ser obrigado a fazer prova contra si mesmo”, é ainda hoje um direito básico garantido pelas leis criminais ou constituicionais da maioria dos países. Portanto, uma confissão voluntária não era suficiente para a condenação sob a lei Judaica. Portanto, mais uma ilegalidade no julgamento de Jesus. 8. A primeira audiência diante do Sinédrio foi concluída por volta das três da manhã. A Corte só adiou o julgamento até o nascer do sol, embora a lei exigisse que cada um dos juízes deliberasse a sós por um dia inteiro antes da segunda audiência. Outra ilegalidade que invalidaria o julgamento de Jesus.
  • 18. ALGUMAS ILEGALIDADES NO JULGAMENTO DE JESUS NO SINÉDRIO 9. Sob a lei Judaica, o acusado tinha o direito de ter um defensor e, assim como ainda acontece atualmente na maioria dos países, se o acusado não pudesse tem alguém em sua defesa, um defensor seria escolhido para ele, e se necessário, entre os próprios membros do Sinédrio. Porém, Marcos nos relata que a votação foi feita, os votos dos juízes foram contados, e “todos o consideraram culpado de morte” e, como já explicado anteriormente, pela Lei Judaica, a unânimidade do veredicto previa a absolvissão do réu pela notória ausência de defesa, fato que invalidaria o julgamento de Jesus. 10. Sob a lei Judaica, a morte por apedrejamento era a sentença apropriada para o crime de blasfêmia . O povo Judeu não crucificava e esse método de executar a pena de morte era de origem Grega ou Romana. Os Judeus executavam os condenados por apedrejamento, decapitação ou estrangulamento de acordo com a natureza do crime. Mais um indício claro de que a morte de Jesus por cruxificação foi uma conspiração do próprio Sinédrio, mais especificamente do sumo-sacerdote Caifás. Esse rol de erros e ilegalidades é meramente exemplificativo.
  • 19. POSTURA DE JESUS DIANTE DO SINÉDRIO "O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. 20.Jesus respondeu-lhe: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. 21.Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei. 22.A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? 23.Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates? 24. (Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás.)" João, 18 62.Levantou-se o sumo sacerdote e lhe perguntou: Nada tens a responder ao que essa gente depõe contra ti? 63.Jesus, no entanto, permanecia calado. Disse-lhe o sumo sacerdote: Por Deus vivo, conjuro-te que nos digas se és o Cristo, o Filho de Deus? 64.Jesus respondeu: Sim. Além disso, eu vos declaro que vereis doravante o Filho do Homem sentar-se à direita do Todo-poderoso, e voltar sobre as nuvens do céu. 65.A estas palavras, o sumo sacerdote rasgou suas vestes, exclamando: Que necessidade temos ainda de testemunhas? Acabastes de ouvir a blasfêmia! 66.Qual o vosso parecer? Eles responderam: Merece a morte! 67.Cuspiram-lhe então na face, bateram-lhe com os punhos e deram-lhe tapas, 68.Dizendo: Adivinha, ó Cristo: quem te bateu?" Mateus, 26
  • 20. POSTURA DE JESUS DIANTE DO SINÉDRIO Somente a fé inabalável no futuro (que não é desse mundo) sustenta um comportamento como o de Jesus diante situações notoriamente injustas, cruéis, incoerentes e insensatas. E VOCÊ? Como reage diante das injustiças? • Calmo: em paz e sem agitação, não alterou a sua vibração e não perdeu a sintonia com o alto, com Deus. Jesus havia acabado de sair de um momento de profunda oração no Monte das Oliveiras. • Perspicaz: agudeza de raciocínio e compreensão dos fatos, não facilitou para os seus inimigos. Mesmo podendo, não influenciou no livre arbítrio dos envolvidos naquele situação. • Manso: se manteve dócil, foi agredido mas tomou a decisão de não reagir, provando sua gradeza evolutiva. A agressividade, a raiva, a revolta, o ódio, a vigança, ainda são resquícios de costumes selvagens já vividos anteriormente, mais do que isso, são indícios claros do ainda baixo grau de evolução de certos espíritos. • Compassivo: demonstrou compaixão até o último momento, porque sabia do estado ainda atrasado de evolução daquele povo e compreendia que a sua mensagem ainda não estava em condições de ser totalmente assimilada naquele momento.
  • 21. JESUS NO MONTE DAS OLIVEIRAS “39.Conforme o seu costume, Jesus saiu dali e dirigiu-se para o monte das Oliveiras, seguido dos seus discípulos. 40.Ao chegar àquele lugar, disse-lhes: Orai para que não caiais em tentação. 41.Depois se afastou deles à distância de um tiro de pedra e, ajoelhando-se, orava: 42.Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua. 43.Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo. 44.Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. 45.Depois de ter rezado, levantou-se, foi ter com os discípulos e achou-os adormecidos de tristeza. 46.Disse-lhes: Por que dormis? Levantai-vos, orai, para não cairdes em tentação. 47.Ele ainda falava, quando apareceu uma multidão de gente; e à testa deles vinha um dos Doze, que se chamava Judas. Achegou-se de Jesus para o beijar." Lucas, 22
  • 22. TENTAÇÕES COMUNS ATUALMENTE: 1. Gula (desequilíbrio na alimentação) 2. Avareza/ Ganância (desequilíbrio do ter, normalmente ligado ao dinheiro, status e poder) 3. Luxúria (desequilíbrio do prazer sexual e da sensualidade exagerada) 4. Ira (desequilíbrio de emoções destrutivas) 5. Melancolia/ Depressão (desequilíbrio da autoestima) 6. Preguiça (desequilíbrio do descanso) 7. Orgulho e Vaidade (desequilíbrio da autoconfiança e aparência) Conceito de “pecado capital”: Paixões humanas que afastam o espírito da sua origem, que é Deus. Definição de Evágrio Pôntico (monge egípcio) Tudo que você não controla, controla você e te escraviza.
  • 23. JESUS PEDE: ORAI E VIGIAI “Desde os primeiros instantes em que ingressa pelas portas da reencarnação, o espírito carrega consigo a bagagem das experiências e das necessidades, e se vê ante as lutas indispensáveis que vai enfrentar com o dragão dos seus instintos inferiores. (...) Para o combate, a primeira arma necessária é a vigilância. Quem não aprendeu a vigiar, continua caindo nas armadilhas dos lobos. E como o Evangelho diz que só lobos caem em armadilha de lobos, os que não conseguem vigiar, continuam a ser lobos.” Espírito Miranez Com isso, o “vigiai e orai” consiste em um alerta sempre oportuno a envolver a razão e a emoção de cada um de nós. A razão, porque é através de autoobservação atenta e constante que nos conscientizamos de nossas negativas predisposições íntimas. A emoção, porque é ela que nos ajuda a estabelecer, através da prece, uma sintonia mais intensa com Deus e com o plano espiritual superior, de modo a nos fortalecermos, moralmente, perante as dúvidas e os conflitos. Fonte: http://www.aluzdoespiritismo.com.br
  • 24. FAZENDO ASSOCIAÇÕES COM OUTROS ESTUDOS O grande Sinédrio tinha 72 juízes. Inicialmente, Jesus nomeou 72 discípulos, restando deles os 12 apóstolos. Segundo André Luis*, a colônia Nosso Lar tem o formato de uma estrela de 6 pontas (símbolo do Judaísmo), que representam 6 ministérios, com 12 ministros em cada um = 72 ministros. Segundo Humberto de Campos**, em uma visita ao orbe da Terra, no final do século 14, Jesus, em mais uma tentativa de trazer à luz a humanidade, teria decidido transplantar a árvore do judaísmo para o Brasil. * Livro “Nosso Lar” de André Luis, psicografado por Chico Xavier. ** Livro “Brasil - Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, de Humberto de Campos, psicografado por Chico. Portanto, se a raiz do povo judeu foi trazida para o Brasil, como afirmam psicografias sérias, não deve ser “por acaso” que estamos estudando o tribunal judaíco essa noite. É muito próvavel que fossemos nós mesmos aqueles que “dormiam” enquanto Jesus era injustamente julgado e condenado. Também éramos nós aqueles discípulos que “dormiam” no Monte das Oliveiras. Jesus nos pergunta “por que dormes?” “Desperta, ora e vigia”. Você já acordou?
  • 25. FIM Agradeço a oportunidade e fico à disposição. Lilian Dias