VONTADE DE VENCERO QUE FAZER PARA MELHORAR SUA VIDA NO TRABALHO?
THIAGO VENDITELLI CURYVONTADE DE VENCERO QUE FAZER PARA MELHORAR SUA VIDA NO TRABALHO?Mídia Alternativa Comunicação e Edit...
Realização:Midia Alternativa ComunicaçãoDiagramação:Beto MunizCapa:Douglas de SouzaMídia Alternativa Comunicação e Editora...
AGRADECIMENTOSAgradeço, em primeiro lugar, a Deus, que me deuforçasparaseguiremfrente,protegendo-meeiluminandominha vida; ...
olhandopelasuafamíliadeumlugarmaiselevado,ondenão há brigas nem intrigas, não há falsidade neminimizade e todos se unem po...
SUMÁRIOINTRODUÇÃO ......................................................................................... 9CAPÍTULO UM ....
9VONTADE DE VENCERINTRODUÇÃOO que muitos pensam sobre um escritório, umaempresa,muitasvezesnãoéverdade.Existeumagrandedive...
10THIAGO VENDITELLI CURYexistem em seu bairro; a cada esquina podemos ver uma.O que torna uma melhor dentre as demais é o ...
11VONTADE DE VENCERCAPÍTULO UMAvida se faz de sonhos, vontades, realizações e, éclaro, de rotina. E o maior desafio de tod...
12THIAGO VENDITELLI CURYvencer nos seus funcionários. Queria estimulá-los. Fazerdecadaumdelesumverdadeiroprofissionaldesuc...
13VONTADE DE VENCERvocê, com todo mundo, não é verdade? Pois é, DoutorFrederico também tinha dias assim, de “acordar com o...
14THIAGO VENDITELLI CURYos lugares. E na Junção não foi diferente, alguns nãogostaram e pouco admiravam uma pessoa que sep...
15VONTADE DE VENCERhaveria nova reunião para apresentar um balanço dapolíticadetrabalhoimplantadaeosresultadosdoprojeto.To...
16THIAGO VENDITELLI CURYentusiasmo, que combinavam com as características decada um de seus colaboradores. Ao terminar de ...
17VONTADE DE VENCERcomentáriosousuasrepreensõesemumlocalreservado,onde ninguém mais pudesse ouvir o que estava sendodito, ...
18THIAGO VENDITELLI CURYtrabalhavam. Infelizmente, não era com qualquercolaboradorqueDoutorFredericopodiacontar,sabiaqueal...
19VONTADE DE VENCERCAPÍTULO DOISAdiretoria começou a perceber o quão valioso eraotrabalhoqueDoutorFredericodesenvolvia.Lóg...
20THIAGO VENDITELLI CURYexpediente, sobre o tema: “Como atender bem o seu clientepara que ele traga mais clientes”.Algumas...
21VONTADE DE VENCERDoutor Frederico estavam trazendo lucros para a JunçãoRecursos Humanos, entre outras coisas. Decidiram,...
22THIAGO VENDITELLI CURYcurrículos,aspessoasselecionadasforamchamadasparaumaentrevista,ondeeleconversava,nomínimo,comumape...
23VONTADE DE VENCEREssa atitude tinha tudo para dar certo. É possívelfazer novos amigos onde trabalhamos, nos relacionarme...
24THIAGO VENDITELLI CURYcumprido dia após dia, mas, infelizmente, não eramtodas as pessoas que pensavam desta forma. Algum...
25VONTADE DE VENCERque eles encontravam no mercado de trabalho. Procurousaber também como as empresas de seus amigos agiam...
27VONTADE DE VENCERCAPÍTULO TRÊSNo que diz respeito a operacionalidade das novascontratações, a capacitação é essencial pa...
28THIAGO VENDITELLI CURYEstaeraumagrandebrigaqueoDoutorFredericoestava comprando com os diretores, os supervisores e opres...
29VONTADE DE VENCERmuito com amigos e conhecidos. Chegou até a pedir aopiniãodeseusfamiliares,oqueelespensavamarespeitodoa...
30THIAGO VENDITELLI CURYesperamos, você vai ver como tudo irá mudar aqui nestaempresa e em outras também.—Certamenteseuspr...
31VONTADE DE VENCER— Pois é, Andressa, muitas vezes as pessoaspensam que, se compartilharem algo bom com seuscolegas, esta...
32THIAGO VENDITELLI CURY—DoutorFrederico,oquepodemosfazerparaqueos diretores das empresas realmente queiram nos ajudar?— N...
33VONTADE DE VENCERCAPÍTULO QUATROEnquanto Frederico e Andressa iam para orestaurante, muito freqüentado pelos funcionário...
34THIAGO VENDITELLI CURYcomomeujeitodetratarcarinhosamenteaspessoas.Achoque elas nunca tinham trabalhado com alguém que te...
35VONTADE DE VENCERpercebendoqualéanossaessência,osnossospadrões,asnossas experiências de vida, a cultura social. Somentea...
36THIAGO VENDITELLI CURY—Achoquesim.Nuncatenteifazeristo,mascreioquenósnãonosenganamoscomascoisas.Achoquetudoacontece como...
37VONTADE DE VENCERqueaprendercomelaterminou,eoquetínhamosaensinartambém se encerrou. Espero que você faça bom uso dasminh...
38THIAGO VENDITELLI CURYficaram aguçados. “O que será que está acontecendo?Porta fechada e não querem ser interrompidos? A...
39VONTADE DE VENCERdiferente, achavam que ele estaria tramando algo oureunindoforçasaseufavor.Destamaneira,começaramatratá...
40THIAGO VENDITELLI CURYestavam preocupados, tensos, não disfarçando aansiedade sobre o que estaria para acontecer.Osproce...
41VONTADE DE VENCERdo office-boy tradicional. O mensageiro fazia quase osmesmos serviços de um boy, mas com uma apresentaç...
42THIAGO VENDITELLI CURYdesafios, mas sem se esquecer de seu projeto de montarumcursoouumapalestraquetratassedaconscientiz...
43VONTADE DE VENCERCAPÍTULO CINCOTodosficaramespantadoscomaatitudedoDoutorFrederico, mas, com certeza, estariam presentes ...
44THIAGO VENDITELLI CURYdaquelas horas a sós em sua sala, redigiu um bom texto,que lhe deu a certeza de sucesso garantido ...
45VONTADE DE VENCERcomo fazer, abaixou o vidro do carro e perguntou para opedinte, que parecia faminto e com frio:—Comopos...
46THIAGO VENDITELLI CURYas mesmas coisas que seus filhos tiveram. Frederico,porém, sabia que muitos estavam na mesma situa...
47VONTADE DE VENCERFrederico tinha uma esposa amorosa ecompanheira, que o apoiava em todas as suas decisões,estando sempre...
48THIAGO VENDITELLI CURY— Pai, que homem consciente! Não somente ele,mas muitos outros andarilhos da cidade merecem ajudae...
49VONTADE DE VENCERSuperior” é a nossa Fé. Aquilo que acreditamos nosmomentosquemaisprecisamos,aquiloaquerecorremosnos mom...
50THIAGO VENDITELLI CURYo café estava pronto, e enquanto confirmava os últimosdetalhes, os colaboradores começaram a chega...
51VONTADE DE VENCERexemplo, este evento que estamos realizando hoje.Deveriam ser feitas mais reuniões assim. Com esteobjet...
52THIAGO VENDITELLI CURYem questão naquele momento não necessitava de maismodificações.—Nósjátemosalgumasmetasaseremcumpri...
53VONTADE DE VENCERorganização e dedicação podemos conseguir bonsresultados para a empresa e para cada um de nós emparticu...
55VONTADE DE VENCERCAPÍTULO SEISOsfuncionáriostinhamosolhosarregalados.OqueMatheus dizia era algo novo na empresa. A expre...
56THIAGO VENDITELLI CURYO Doutor Frederico não disse nada, queria ver atéonde o jovem rapaz queria chegar. Tinha a certeza...
57VONTADE DE VENCEReste tipo de atividade aqui dentro? Pois acho que estadúvida pode ser a de outras pessoas.— Claro que s...
58THIAGO VENDITELLI CURYestão me surpreendendo — disse Doutor Frederico,contente com as novas ações e percepções de seusco...
59VONTADE DE VENCERqueoscolaboradoresacharameoqueaprenderamcomafita. As respostas foram semelhantes.— “Aprendemos que a qu...
60THIAGO VENDITELLI CURYamigos, aprendam esta lição: “Não importa o que eu façacom o dinheiro, posso amassá-lo, posso sujá...
61VONTADE DE VENCERqualquer outra pessoa, seja ela tendo o melhordesempenho ou não, seja ela errando ou não. “Todossomos i...
62THIAGO VENDITELLI CURYQueriamobteroapoiodossuperioresdentrodaempresa.Assim, seria mais fácil chegarem ao objetivo final....
63VONTADE DE VENCERsuperintendente decidiu passar esta responsabilidadepara algum colaborador de confiança. Ele precisava ...
64THIAGO VENDITELLI CURYEnquantoeleescreviasuasidéias,pensouemcriaruminstitutoondepoderiaajudaraspessoasasetornaremmelhore...
65VONTADE DE VENCERAo chegar na empresa, Doutor Frederico decidiucomeçar o dia de uma maneira diferente, queria mudarseu c...
67VONTADE DE VENCERCAPÍTULO SETEAntes de entrar no escritório, Frederico foi tomarcafé da manhã em uma padaria próxima à a...
68THIAGO VENDITELLI CURYpois acharam que tinha acontecido algo muito grave.Somente algumas pessoas que o admiravam foram a...
69VONTADE DE VENCERconferir a organização e também estar presente em todosos eventos como responsável pela criação e organ...
70THIAGO VENDITELLI CURYagiria diferente, apenas tomaria cuidado com algumaspessoas ao seu redor. Por isso, já não era mai...
71VONTADE DE VENCER—Eupediquevocêsviessematéaquiparamostraralguns detalhes da minha palestra, que já está quasepronta. Que...
72THIAGO VENDITELLI CURYmudançasnoquadrodefuncionários,demissões.Mesmocom as palavras do Doutor Frederico, de que nada dem...
73VONTADE DE VENCERFrederico. Assim que terminarmos a nossa palestra,voltaremos ao café. Ele achou a idéia interessante, p...
74THIAGO VENDITELLI CURY“roubar nosso cargo”, ou o cargo de outras pessoasdentrodasempresas.Competitividadesempreiráexisti...
75VONTADE DE VENCERdepartamento de Recursos Humanos, por querereconomizarcustosoupornãoterespaçofísico,dessaformaela contr...
Vontade de vencer
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  1. 1. VONTADE DE VENCERO QUE FAZER PARA MELHORAR SUA VIDA NO TRABALHO?
  2. 2. THIAGO VENDITELLI CURYVONTADE DE VENCERO QUE FAZER PARA MELHORAR SUA VIDA NO TRABALHO?Mídia Alternativa Comunicação e EditoraSão Paulo2007
  3. 3. Realização:Midia Alternativa ComunicaçãoDiagramação:Beto MunizCapa:Douglas de SouzaMídia Alternativa Comunicação e EditoraRua Dona Antônia de Queirós, 549 - sala 1103Higienópolis - São Paulo - SP CEP: 01307-010(11) 3231-2917midia@malternativa.com.brwww.malternativa.com.brCIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTESINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJV988vCury, Thiago Venditelli, 1985 -Vontade de vencer: o que fazer para melhorar sua vida no trabalho /Thiago Venditelli Cury. - São Paulo : Mídia Alternativa, 2007.150p.:il.ISBN 978-85-98567-11-21. Relações trabalhistas.2. Profissões - Desenvolvimento.3. Ambiente de trabalho.I. Título.07-1912. CDD: 650.13CDU: 65.012:6117.05.07 25.05.07 001899
  4. 4. AGRADECIMENTOSAgradeço, em primeiro lugar, a Deus, que me deuforçasparaseguiremfrente,protegendo-meeiluminandominha vida; mesmo com todas as pedras que surgiramemmeucaminho,conseguicontinuarminhajornadacomfé e esperança. Em segundo lugar, aos meus pais, TufikCury Neto e Ana Lucia Venditelli Cury, que meproporcionarammuitosmomentosfelizeseaprendizadosdurante a minha vida, pois, quando eu mais precisei deapoio, forças e orações, eles estavam lá, ao meu lado.Em terceiro lugar, aos meus avós, que mesmocansados pela idade avançada, nunca me negaram umensinamento ou uma palavra de apoio numa hora difícil.Emparticular,agradeçoaoapoioespiritualquemeuavô,já falecido, me proporciona todos os dias. Sei que suamissão em terra foi cumprida, e, agora, ele continua
  5. 5. olhandopelasuafamíliadeumlugarmaiselevado,ondenão há brigas nem intrigas, não há falsidade neminimizade e todos se unem por um bem maior.E, por fim, não poderia deixar de agradecer aosmeusamigosque,alémdeseremfontedeinspiraçãoparaas minhas idéias, ajudaram-me com opiniões, críticas,elogios e muitas risadas.Obrigado a todos que estiveram ao meu ladodurante esta jornada.E nunca se esqueçam: aconteça o que acontecer,semprevaleapenarecomeçar,deumamaneiradiferente.Agradeço em especial a todos os leitores. Esperoque possam tirar proveito deste livro e levar para suasvidas uma nova luz, um novo brilho.Sucesso a todos!
  6. 6. SUMÁRIOINTRODUÇÃO ......................................................................................... 9CAPÍTULO UM ....................................................................................... 11CAPÍTULO DOIS ................................................................................... 19CAPÍTULO TRÊS .................................................................................. 27CAPÍTULO QUATRO ............................................................................. 33CAPÍTULO CINCO ................................................................................ 43CAPÍTULO SEIS .................................................................................. 55CAPÍTULO SETE .................................................................................. 67CAPÍTULO OITO .................................................................................. 83CAPÍTULO NOVE .................................................................................. 97CAPÍTULO DEZ ...................................................................................109CAPÍTULO ONZE ................................................................................ 113CAPÍTULO DOZE ................................................................................. 121CAPÍTULO TREZE ...............................................................................127A ESCOLHA ........................................................................................135
  7. 7. 9VONTADE DE VENCERINTRODUÇÃOO que muitos pensam sobre um escritório, umaempresa,muitasvezesnãoéverdade.Existeumagrandedivergência na opinião das pessoas, na maneira de agir,depensareatémesmodeliderarequipes.Algunstentamlidar com as pessoas como se elas fossem robôs,produtores em potencial, que não têm o direito de sentir,de terem problemas pessoais, de apresentarem idéiasnovas ou de emitirem sugestões.Estetempoestámudando.Omercadodetrabalhoestácadavezmaiscompetitivoedestacam-seaquelesquesão inovadores.Assim, as oportunidades de crescimentosão maiores. É preciso que os empresários e os seuscolaboradores atualizem-se dos novos mecanismos detrabalho. Nos dias de hoje, é preciso inovar para podersobreviver. Por exemplo: perceba quantas padarias
  8. 8. 10THIAGO VENDITELLI CURYexistem em seu bairro; a cada esquina podemos ver uma.O que torna uma melhor dentre as demais é o que elaoferece de diferente aos seus clientes.O consumidor não procura somente o melhorpreço,eletambémprocuraomelhoratendimento,olocalmais organizado e também pessoas bem apresentadas ebem treinadas para atendê-lo. Para que isso aconteça, énecessário que você treine o seu funcionário, já que é elequem tem o maior contato com o consumidor. Ele é ocartão de visita da sua empresa.Vale a pena investir na pessoa que colabora para amaximizaçãodosresultados.Funcionáriossatisfeitoscomo que fazem, trabalham melhor e produzem mais. E, semdúvidaalguma,traráexcelentesresultados.
  9. 9. 11VONTADE DE VENCERCAPÍTULO UMAvida se faz de sonhos, vontades, realizações e, éclaro, de rotina. E o maior desafio de todos nós étransformaressarotinadetrabalho,deestudosedetarefasdomésticas em prazer. Nosso objetivo é vencer. Vencermedos, superar obstáculos, ir além a fim de termos algoparacontar,transmitirconhecimentoseajudarosoutros.Talvez o mais difícil seja combater estas aflições noambientedetrabalho.Aselvadepedraemquevivemoséum mundo competitivo, cheio de entranhas e de açõesmesquinhas e ilícitas, para que cada um tire a maiorvantagem para si próprio. Mas se começarmos a mudarum pouco este conceito, com atitudes mais amáveis, acompetição se tornará mais saudável, sem desgastes,apenas melhorando a qualidade do trabalho e seempenhando mais. Frederico aplicava essa vontade de
  10. 10. 12THIAGO VENDITELLI CURYvencer nos seus funcionários. Queria estimulá-los. Fazerdecadaumdelesumverdadeiroprofissionaldesucesso.Doutor Frederico é advogado e administrador deempresas, foi diretor e consultor de grandesmultinacionais. Hoje, é superintendente na JunçãoRecursos Humanos. Ele procurava sempre contemplarseus dias com pensamentos que o fizessem sentir-semelhor e em condições de exigir a mesma força daquelesque trabalhavam com ele. “A cada novo dia temos aoportunidade de aprender algo novo, de fazer algo quenão fizemos no dia anterior”.E era com esse pensamento que ele saía de casa,enfrentava a paulicéia desvairada e ainda chegava bemhumorado à Trivial Recursos Humanos, distribuindosorrisos e desejando bom dia. Frederico acreditava que,com esse comportamento, as pessoas teriam um diamelhor, com mais alegria. Elas trabalhariam maisempolgadas, pois muitas poderiam nem ter recebido umbom dia ao sair de casa.Talvez tivesse razão. Por causa da correria do dia-a-dia,muitagentesaidecasasemreceberumasaudação.As razões são várias: talvez porque acordem atrasadas,por falta de costume, por problemas de relacionamentoemcasaou,simplesmente,pormoraremsozinhas.Algunsacham que com ou sem bom dia é a mesma coisa. DoutorFrederico sempre acreditou que desejar bom dia, sereducado e atencioso com os outros era umcomportamento essencial, e isso nunca lhe custou nada.Lógicoque,comotodoebomserhumano,àsvezes,isto não acontecia como o esperado.Algumas pessoas demau humor já traziam de casa um rosto amargo, pois, aosaírem,algumacoisajátinhadadoerradoeavontadeerade nem ter saído da cama. Isso já aconteceu comigo, com
  11. 11. 13VONTADE DE VENCERvocê, com todo mundo, não é verdade? Pois é, DoutorFrederico também tinha dias assim, de “acordar com opé esquerdo”, mas ele lidava com estas situações demaneiras diferentes. Nesses dias de sua vida, commaestria e sabedoria, ele conseguia contornar essassituações e seguir em frente. Sabendo que tudo o queacontece à nossa volta é um aprendizado, ele procuravanão se estressar com fatos assim.Além disso, ele tentavafazer com que todos os colaboradores da empresa seempenhassem em seus trabalhos.Esseempenhodentrodoambientedetrabalhotinhabase em uma diretriz do Doutor Frederico: denominar ofuncionário como colaborador. Todos aqueles quetrabalhavam ao seu redor eram colaboradores. Ele diziaque, se você chamasse um funcionário de empregado, elepoderia cumprir muito bem as suas funções. Mas, se esteindivíduofossechamadodecolaborador,omesmotrabalhoseriafeito,sóquecommuitomaisempenhoegosto.Destamaneira, o trabalhador teria a certeza de que não sócumpriria suas funções, mas também colaboraria com ocrescimento da empresa. Sendo assim, os lucrosaumentariam, os objetivos seriam alcançados e ocolaborador cresceria junto com a empresa.Seus funcionários aprovavam a atitude de DoutorFrederico.— Comopodeagirassim?Preocupar-setantocomos funcionários! Nunca vi alguém trabalhar com esseobjetivo. Todos que conheci só se preocupavam com aprodução e, se não alcançássemos as metas, era broncana certa.Apesar de observações positivas, mudançascausam burburinhos – não só na empresa, mas em todos
  12. 12. 14THIAGO VENDITELLI CURYos lugares. E na Junção não foi diferente, alguns nãogostaram e pouco admiravam uma pessoa que sepreocupava com os outros. Frederico se importava tantocom os seus colaboradores que se dedicava também amelhorias para eles.Umadasgrandesmudançasqueeleproporcionouaos colaboradores foi o café da manhã, todos os dias,dentro da empresa. Com um cardápio caprichado, seuscolaboradores podiam sair de casa com mais calma paratomaremseucafédamanhãcomseusamigosdetrabalho.Essa iniciativa fez com que o número de pessoasque se atrasavam diminuísse bastante. Logo, odesempenhonotrabalhotambémmelhorou,fazendocomque,conseqüentemente,oresultadofinanceirodaempresaaumentasse. Percebendo toda esta melhora, DoutorFrederico resolveu compartilhar de todos os benefícioscom seus colegas de trabalho, diretores e até mesmo comapresidênciadaempresa,buscandodifundirsuasidéias.Frederico convocou a diretoria para uma reunião,onde passaria todas as informações de seus projetos, ejuntos traçariam novas metas.A diretoria aprovou as decisões de Frederico.Fizeram alguns ajustes e desenharam uma nova meta.Com isso, começava uma nova jornada.Doutor Frederico convocou todos os seuscolaboradores a participarem de um café da manhãespecial, onde entrariam uma hora mais cedo, comeriamalgodiferentedohabitual,edepoiselecomunicariaquaiseram seus novos planos e objetivos.Após a reunião com a diretoria e o café da manhãcom os colaboradores, um período de testes para o novomodelo de trabalho foi traçado. Ao final três meses,
  13. 13. 15VONTADE DE VENCERhaveria nova reunião para apresentar um balanço dapolíticadetrabalhoimplantadaeosresultadosdoprojeto.Todosestavamempolgados.Umnovoânimofazia-se presente e isso era algo que não se via há muito temponaquela empresa. Isto trouxe de volta a esperança paratodos aqueles que trabalhavam por algum ideal, e nãosimplesmente por dinheiro e ganância, como era o casodealgumaspessoasládentro.Maistardesaberemosquemsão e porquê agiam desta forma.Para que todos pudessem ter um parâmetro, umplanejamento,DoutorFredericopreparou,noperíododamanhã, uma planilha onde especificou claramente osplanos e as metas. Colocou os valores e uma idéia queincentivariaaindamaisseuscolaboradores:umbenefício,uma premiação em dinheiro, medida em porcentagem,nofinaldoanovigente.Quantomaisprogredissem,maisganhariam em benefícios no final do ano.Estametaficoutraçadadaseguinteforma:quandoalcançassem o primeiro objetivo, receberiam umapremiação;seconseguissemosegundoobjetivo,umanovapremiação um pouco maior, e assim sucessivamente. Anotícia correu por todos os departamentos, a nova metaestava na boca do povo e as conversas paralelascomeçaram a surgir.Muitos diziam que isto era impossível, jamaisalcançariamosobjetivosdaformaqueeleestavapropondo.Outros acreditavam tanto no Doutor Frederico que nãoduvidaramdaplenapossibilidadedealcançarseusobjetivose ainda serem beneficiados pelos seus esforços.QuandoDoutorFredericoterminouseusrelatóriossobreosnovosobjetivos,resolveumontaralgumaspastascom o seu projeto, e também com algumas frases de
  14. 14. 16THIAGO VENDITELLI CURYentusiasmo, que combinavam com as características decada um de seus colaboradores. Ao terminar de montaras pastas, dirigiu-se a cada um dos departamentos daempresa,distribuindo-as.Ele dizia que o contato mais próximo com oscolaboradores era fundamental para o bom andamentode seus projetos. Enquanto conversava com as pessoas,ele ressaltava que elas poderiam fazer algo de diferentepara alcançar seus objetivos. Como exemplo, elecostumava usar a seguinte frase: “Todos os dias, eu melevanto e leio a lista dos nomes mais ricos do mundo.Se meu nome não está lá, vou trabalhar”.Como ele participava das atividades de todos osdepartamentos, e conhecia todos muito bem, ele podiadar feedback, mas o que ele preferia mesmo era fazer comque a própria pessoa percebesse seu erro, e lhe dissessecomo poderia ser consertado.Na maioria das vezes, Doutor Frederico chamavaocolaboradorparaumareunião,ondefalavadaseguinteforma: “Aqui encontramos algo que poderia ser diferente, ouaté mesmo mais arrojado; você saberia me dizer onde podemosmudaralgo?”.Comestaatitude,elepretendiacriardesafioseexplorarosconhecimentoseasvontadesdocolaborador.Quando era necessário chamar a atenção de umcolaborador, ele dizia onde a pessoa havia errado e, emseguida, o quanto ela era importante para o crescimentoda empresa, do quanto era capaz e que possuíaconhecimento para realizar aquela tarefa. Desta forma,as pessoas à sua volta não desistiam de seus ideais e nãosedesanimavam.Fredericosabiamuitobemcomochamaraatençãode um colaborador. Procurava sempre fazer seus
  15. 15. 17VONTADE DE VENCERcomentáriosousuasrepreensõesemumlocalreservado,onde ninguém mais pudesse ouvir o que estava sendodito, para não causar constrangimentos e nem expor aimagem da pessoa. Fazia isto por saber que muitosprofissionais costumavam chamar a atenção de umempregado na frente de qualquer pessoa, causandotimidez, constrangimento, vergonha e até raiva naspessoas. Este não era seu objetivo, por isso agia de umaforma diferente dos outros.O contato com cada trabalhador resultou emgrande aceitação e um retorno bem acima do esperado, oque deu a Frederico a certeza de que os colaboradores jáestavam prontos para começar a ingressar nos novosobjetivos.Estapreparaçãonãofoifácil,umatarefaárdua,mas de grande valia, afinal o feedback era positivo. Todososesforçosestavamvalendoapena,porqueosresultadoseram visíveis dentro da empresa.Durante vários dias, as pessoas conversavam,trocavamidéias,comentavamsobreoandamentodeseustrabalhos e das dificuldades que estavam encontrando.Porém, no meio de toda esta empolgação, sempre existiauma ou outra pessoa que não queria saber de nada, quequeria somente subir na vida pelo lado mais fácil, o ladoda corrupção, da roubalheira. Enfim, uma situação queexisteemvárioslugares,assimcomonaJunção,eeraissoo que o Doutor Frederico queria mudar.Sabendodequenemtodosconcordavamcomsuasidéias,DoutorFredericoficouatentoàspessoasqueagiamdesta maneira, tomando o devido cuidado para queninguém atrapalhasse seus trabalhos. Ele não queria quenada desse errado. Queria ter a certeza que ao final detodo o seu esforço as pessoas reconhecessem o que elehavia feito pela empresa e também pelos que nela
  16. 16. 18THIAGO VENDITELLI CURYtrabalhavam. Infelizmente, não era com qualquercolaboradorqueDoutorFredericopodiacontar,sabiaquealgumas pessoas ali dentro eram “perigosas”. Assim foiconquistandoaconfiançadaspessoascertas,aquelasquedispunham a seguir o seu modelo de trabalho, os seusprojetos. Mesmo com esta dúvida em relação a algumaspessoas, ele não deixou de auxiliar ninguém dentro daempresa. Ao contrário, continuava à disposição dequalquer um que precisasse de sua ajuda, sendo umanecessidade sincera ou não.Após todas as mudanças, a rotina do DoutorFrederico se alterou um pouco, e para melhor. Quantomais os associados ficavam sabendo dos novos projetos,mais eles queriam participar das reuniões que eleproporcionava. O objetivo deles era se aliarem ao modode trabalhar de Frederico, e acompanhar a sua evoluçãono mercado de trabalho, podendo assim aprender muitocom as pessoas que colaboravam para este crescimento.As empresas associadas e os respectivos profissionaissabiam que a troca de experiências e a ajuda mútuaenriqueceriam não só o cotidiano de trabalho, mastambém a vida pessoal, uma vez que muitos não tiveramapoio para começar a carreira.
  17. 17. 19VONTADE DE VENCERCAPÍTULO DOISAdiretoria começou a perceber o quão valioso eraotrabalhoqueDoutorFredericodesenvolvia.Lógicoqueperceberam isso não só por causa do aumento nos lucrosdaempresa,mastambémporqueosclientesnãoparavamde comentar como os serviços e o atendimentomelhoraram significativamente, os colaboradorestrabalhavam mais felizes, mais empolgados e o quantoas representações estavam contentes com os trabalhos.As melhorias que Doutor Frederico conquistoueramcompletamentevisíveis.Pessoasfelizesnoambientedetrabalhoedívidasdoscredoressendoquitadas,graçasao novo modelo de cobrança que ele implantou. Quandoosclientesvisitavamaempresa,erammaisbemrecebidose melhor atendidos, em razão de um treinamentopraticado em uma semana, sempre uma hora antes do
  18. 18. 20THIAGO VENDITELLI CURYexpediente, sobre o tema: “Como atender bem o seu clientepara que ele traga mais clientes”.Algumas semanas se passaram e tudo caminhavatranqüilamente, como era esperado. Doutor Fredericodeixouumcanalabertoparaquequalquerpessoapudesseprocurá-lonomomentoemqueprecisasse.“Jáqueelenosdeuestaliberdade,vamosatéele”,diziamosfuncionáriosmais preocupados com o andamento dos projetos. Aspessoas o procuravam, tiravam suas dúvidas, e algumas,um pouco mais ousadas, experimentavam dar sugestões.DoutorFrederico,comsuasabedoria,muitasvezesaproveitava as idéias de seus companheiros, dando umaincrementada em algumas delas. Sua formação garantiaamparo legal, pois possuía total conhecimento da áreafinanceira,embasandoaexecuçãoeoplanejamento,comchances mínimas de erro. Mas ele era prevenido, semprecontavacomeventuaisdificuldadesquepudessemocorrer,como problemas no orçamento e processos judiciários.Suavastaexperiênciapermitia-lheumatranqüilidadeparaenfrentar os problemas. Mesmo que alguma pedraaparecessenoseucaminho,elepoderiaretirá-lacomcalmae sabedoria, para que nada desse errado.Ele se preocupou também em qualificar a rede decomputadores da empresa, promovendo melhorassignificativas no sistema de informações e no arquivoeletrônico, além de mudanças no site. Visava o aumentoda produtividade, realizava mais reuniões do que decostume para manter sempre atualizados os novosprojetos e os resultados. Entre tantas melhorias, seriamnecessárias novas contratações.Enquanto tudo isto acontecia na empresa, osdiretores conversavam entre si, trocavam opiniões sobrecomo a situação estava melhorando e como as atitudes do
  19. 19. 21VONTADE DE VENCERDoutor Frederico estavam trazendo lucros para a JunçãoRecursos Humanos, entre outras coisas. Decidiram,então,contratarmaispessoasparaajudarnocrescimentoda empresa. Os membros da diretoria sabiam que eranecessário acompanhar o ritmo do superintendente coma contratação de novos funcionários. Se ele cria novosdepartamentos, é preciso contratar ou promoveralgumas pessoas.Após muitas conversas e inúmeras reuniões, adiretoria chegou a um acordo de que deveriam contratartrês novas pessoas e promover duas. Quando a decisãofoi transmitida ao Doutor Frederico, ele se sentiu muitoorgulhoso por saber que seu trabalho estava sendoreconhecido,equeseusesforçosestavamacarretandoemnovas contratações. Isso era gratificante.Foram decididas as novas vagas e o pessoal a serpromovido,afinal,havianaJunçãopessoasquebuscavamsempreoseucrescimentopessoaleprofissional;nadamaisjustodoquepromoverosmaiscompetentesparaasnovasfunções.Regrasforamimpostaseadiretoriafariaasnovascontratações;entretanto,DoutorFredericotomouafrenteda situação e resolveu que ele mesmo faria as entrevistascom os candidatos e, conseqüentemente, as escolhas dosnovos contratados.—Comopossoexerceraminhafunçãoaquidentro,se vocês não me dão liberdade para isso? - disse DoutorFrederico, querendo mostrar o quanto queria trabalharpara o crescimento da empresa, e de todos oscolaboradores também, fossem eles novos ou antigos.A argumentação do Doutor Frederico deixoualguns diretores contrariados, mas eles permitiram queele fizesse as contratações. Após as devidas seleções de
  20. 20. 22THIAGO VENDITELLI CURYcurrículos,aspessoasselecionadasforamchamadasparaumaentrevista,ondeeleconversava,nomínimo,comumapessoa por dia.Duranteasentrevistas,pôdeconhecerváriostiposdeprofissionais.Pessoasdispostasacrescer,querendoalgomelhor em suas vidas e também pessoas tímidas, commedodonovo,medodedesafios,pessoasquenãosabiamseexpressar.Claroqueosselecionadosseriamosquemaistinham interesse em crescer, em ter novos desafios emsuas vidas profissionais. Não que estas pessoas “menos”qualificadas não sejam profissionais capazes de exercerasfunções,sóqueelaslevariammaistempoparafazerostrabalhos como ele gostaria, por isso, os melhoresqualificados seriam os primeiros contratados. Após aformação dos setores e o andamento do projeto, seriamfeitas novas contratações.Tendoacertezadaescolhafeita,elecomunicouaoscolaboradores quem seriam as novas pessoas a trabalharna empresa. Solicitou a Carmem, responsável pelodepartamento de cadastros, que avisasse aos candidatosselecionadosqueprovidenciassemseusdocumentosparaa contratação.Foidecididotambémquemseriamaspessoasparaauxiliar os novos colaboradores nas suas funções, quemensinaria como o era o funcionamento e o cotidiano daempresa. Esta pessoa responsável por ajudar o novocolaborador a se adaptar era denominada pelo DoutorFrederico como “padrinho” ou “madrinha”.Durantequinzedias,os“padrinhos”deixavamumpouco os seus afazeres de lado para auxiliar o novocolaborador.DoutorFredericohaviaimplantadoestaidéiana empresa, para que as pessoas se conhecessem melhor,promovendoumauniãomaiorecriandolaçosdeamizade.
  21. 21. 23VONTADE DE VENCEREssa atitude tinha tudo para dar certo. É possívelfazer novos amigos onde trabalhamos, nos relacionarmelhor com uma pessoa de nossa equipe, simplesmentepelo fato de almoçarmos juntos ou de irmos embora nomesmo ônibus.Existem pessoas dentro de empresas que moramno mesmo bairro e nem sequer sabem disso, porque nãoconversam ou não se relacionam muito bem umas comas outras.Logo após estas denominações, os novoscolaboradores foram destinados aos seus setores, etambém as devidas promoções foram feitas: uma pessoafoi promovida para o setor financeiro; o outro, para oadministrativo. Em relação aos novos, um foi para oadministrativo,outroparaosetordevendaseumamoçapara a recepção. Doutor Frederico ressaltava que arecepção é uma parte importante da empresa, pois é olocal que as pessoas chegam e devem ser bem recebidas.Segundo suas palavras “a recepção é a primeira impressãoque uma pessoa tem da empresa”.Todos receberam ajuda dos antigos funcionários.Doutor Frederico aprovou a ajuda dada aoscolaboradores novos, e disse, em tom de elogio, a todos:“se todas as pessoas soubessem passar um pouco de seusconhecimentos ao próximo, aos seus amigos, tanto na vidaprofissional como na vida pessoal, estas poderiam desfrutar debenefícios maravilhosos, como a gratificação de poder observaruma pessoa cumprindo uma tarefa com sucesso, e ter a certezade que se hoje esta pessoa é capaz de exercer esta função, foiporque teve o auxilio de um de vocês”.Naquela empresa, a solidariedade e o gosto porensinar o próximo faziam parte de um objetivo a ser
  22. 22. 24THIAGO VENDITELLI CURYcumprido dia após dia, mas, infelizmente, não eramtodas as pessoas que pensavam desta forma. Algumasdelas queriam realizar seus objetivos pelo lado mais“fácil” da vida.Para os novos contratados, o simples fato deobterem um treinamento, de serem capacitados adesenvolver tarefas e de poderem assumirresponsabilidades iguais às dos outros profissionais, eramuitovalioso.Osbenefíciosadquiridosdestaajudaedesteensinamentorefletiriamcoletivamentedentrodaempresae também na sociedade.Doutor Frederico preocupava-se também emconscientizar seus colaboradores de que era preciso acooperação com estas novas pessoas. Percebendo maisumavezoresultadopositivodeseusatos,eledecidiuentãopromover uma palestra onde trataria de assuntos deconscientizaçãoparaestanecessidadedecompartilharosensinamentos e seus conhecimentos. Um de seusargumentosera:“Se nós, que somos os representantes da sociedade,tratássemos os novos profissionais com olhar de humanidade enão de simples empregados, muitas pessoas teriam maisconhecimento hoje em dia. Assim, logicamente, teríamos umnúmero menor de pessoas desempregadas”.“Nãoqueestaresponsabilidadesejanossa,maspodemoscumprir com as nossas obrigações, podemos contribuir com anossa parte, por isso estou criando estas palestras deconscientização das pessoas para este novo tempo; o tempo deensinamento”.Pensando em como poderia começar seu novotrabalho, Doutor Frederico decidiu pedir a opinião dealguns amigos do ramo, para saber quais as dificuldades
  23. 23. 25VONTADE DE VENCERque eles encontravam no mercado de trabalho. Procurousaber também como as empresas de seus amigos agiamemrelaçãoaestasnovascontrataçõeseaoutrosassuntos.Logoqueconseguiureunirasinformaçõesqueseusamigos empresários lhe forneceram com muito prazer,começouacolocarsuasidéiasnopapel.Enquantoescrevia,não podia deixar de recordar do seu passado, dos seusensinamentoseaprendizados.Lembrou-sedasprimeiraspessoas que passaram pela sua vida profissional, seusprimeiros chefes, seus amigos de trabalho e até mesmode professores da universidade.Fredericoqueriacolocarumpoucodasuahistóriapessoal nesta nova empreitada. “Precisamos de novasidéias, de novas propostas, de contestações que mudemo posicionamento do setor empregatício e dosempresáriosemgeral.Temosqueeliminarospreconceitosqueaindaexistemsobreosnovosprofissionais,todostêmtotalcapacidadedeaprender,algunscommaisfacilidade,outros com mais dificuldade, mas ninguém éimpossibilitadodeaprenderalgonovo.Ainclusãodestaspessoas não é somente um assunto empresarial, mastambém um assunto social”.
  24. 24. 27VONTADE DE VENCERCAPÍTULO TRÊSNo que diz respeito a operacionalidade das novascontratações, a capacitação é essencial para dar início àuma nova jornada. A praxe do mercado é permanecercom o quadro de funcionários já existentes, semaumentar o número de pessoas trabalhando em suasdependências, já que isso aumentaria os custos eacarretaria em riscos financeiros. Entretanto, DoutorFrederico acredita que se devem dar novas chances àspessoas que estão começando suas carreirasprofissionais, principalmente àqueles que têm visão deempregabilidade. E o que é empregabilidade?“Empregabilidadesãoosdiferenciaisdeumprofissionalquefazemcomqueelesemantenhaouserecoloquerapidamenteno mercado de trabalho, onde as pessoas têm a oportunidadedemostrarsuasqualificações,fazendocomquesejamescolhidaspara exercer suas funções”.
  25. 25. 28THIAGO VENDITELLI CURYEstaeraumagrandebrigaqueoDoutorFredericoestava comprando com os diretores, os supervisores e opresidente,mostraralgodiferentedoqueelesacreditaramser o correto durante todas as suas vidas.Concluída a primeira parte do projeto, Fredericodecidiu que era a hora de convocar uma reunião com adiretoria da empresa. Pediu a Andressa, sua secretária,que marcasse o encontro com os diretores para quarta-feiradasemanaseguinte.Afinal,mesmocomaautonomiaque lhe foi dada, ele devia satisfações e esclarecimentosaos seus superiores. Apresentaria o projeto de inserçãode novos profissionais no mercado de trabalho.Uma hora depois, Andressa comunicou ao chefequeestavatudoacertadoeareuniãoconfirmada.“Muitobom,Andressa,vocêémuitoeficiente”.Eleprezavamuitoa capacidade de seus colaboradores e por isso faziaquestãodelhesdarum feedback.Esteretornoeraessencialpara que continuassem exercendo suas obrigações damesma forma, ou até melhor.DoutorFredericosentia-sesatisfeitoporternasuaequipe pessoas tão habilidosas. Sentia-se ainda maisrecompensado por saber que quase todas as pessoas daempresa começaram de baixo, aprenderam de tudo umpouco e tiveram o apoio de outros colaboradores parachegarem onde estão, e isto fazia com que ele seempenhasse ainda mais em seu projeto.Enquanto o dia da reunião não chegava, DoutorFrederico aproveitava seu tempo livre para continuar acolocarnopapelsuasmaisnovasidéias.Elefaziapesquisasdemercadorelacionadascomnovascontratações,buscavainformaçõesemlivros,jornais,revistasdaáreadeRecursosHumanos,entretantosoutroslugares,alémdeconversar
  26. 26. 29VONTADE DE VENCERmuito com amigos e conhecidos. Chegou até a pedir aopiniãodeseusfamiliares,oqueelespensavamarespeitodoassunto,ecomopercebiamoretornodestanovaatitudepara as empresas.Com o passar da semana, Doutor Frederico foiconcretizando seu trabalho, mas sem se esquecer emmomento algum dos seus colaboradores. Ele sempreestava presente em todos os departamentos, prestando oauxilioquehaviaprometidoaeles,paraquecontinuassema cumprir suas metas com sucesso.Na terça-feira, um dia antes da reunião com adiretoria, Doutor Frederico preparou a apresentação queusaria. Revisou todo o seu trabalho, corrigiu erros,acrescentoumaisalgunsdetalhese,quandoestavacomoprojeto pronto, pôde respirar tranqüilo: “Mais uma vez,trabalho cumprido com excelência”.Poderia agora pensar com calma na maneira queapresentariaseunovoprojetoàdiretoria,comoiniciariaasua abordagem, como exporia suas pesquisas sem quecausasse tumulto e discussões.Afinal, o que as pesquisasde mercado apresentavam não era nem um poucoparecido com a atitude dos empresários ali presentes.Decidiu então pedir a ajuda de Andressa, já queela sabia detalhadamente como os diretores preferiamobservar uma apresentação. Aproveitou a ajuda dasecretária e pediu a opinião em alguns pontos de seuprojeto.— Doutor Frederico, está maravilhoso! O projetoéperfeitoeaapresentaçãonãopoderiaestarmelhor.Estátudo de acordo com o que os diretores gostam.— Andressa, muito obrigado por sua ajuda. Se osresultados desta reunião forem positivos, como
  27. 27. 30THIAGO VENDITELLI CURYesperamos, você vai ver como tudo irá mudar aqui nestaempresa e em outras também.—Certamenteseusprojetostrarãobonsresultadospara esta empresa, Doutor, e o senhor será reconhecidopor seu trabalho, dedicação e esforço neste e em outrosprojetos.— Querida Andressa, todos estes projetos queestou desenvolvendo aqui na empresa não são peloreconhecimento das pessoas, mas sim pelos meus ideais.Nãoháprazermaiordoqueasatisfaçãodeverumprojetodando certo e as pessoas se beneficiando com osresultados.Logicamente,serreconhecidoéalgobom,masnão podemos esperar do outro algum tipo dereconhecimentoparanossentirmosbem,“nuncadevemosfazer da opinião do outro o termômetro da nossa auto-estima”.— Doutor Frederico, como é bom ouvir ecompartilhar dos seus ensinamentos. Trabalhar com osenhor é como uma escola para mim. Sempre que venhoparaotrabalho,logoquandoacordo,mepergunto:Oqueeu vou aprender hoje? Com o que vou poder contribuirparaocrescimentodaquelesquetrabalhamcomigoeparao meu crescimento pessoal também?— Comecei a pensar assim depois que o senhorveio trabalhar aqui. Pude conhecer vários tipos desuperintendentes e nunca tinha visto alguém com asabedoriaqueosenhortem.Seestaspessoasquepassarampela empresa tivessem tido a mesma dedicação em criarprojetos, de lutarem por algum ideal, como o senhor estáfazendo, as coisas poderiam estar melhores para todosnós há algum tempo. Mas os outros profissionais nãocolocavam esta sabedoria para fora, guardavam todo oseu conhecimento para eles mesmos.
  28. 28. 31VONTADE DE VENCER— Pois é, Andressa, muitas vezes as pessoaspensam que, se compartilharem algo bom com seuscolegas, estarão colocando seus cargos em risco; mesmolhesajudando,passandoseusconhecimentosparafrente,continuarão correndo riscos, podendo ter seus cargos“roubados”.Muitosempresáriosqueeuconheçopensamque,secompartilharemdealgoqueaprenderamemsuasvidas, podem estar dando a chave do sucesso para ooutro “de mãos beijadas” ou “de graça”, e não percebemque temos que transmitir o nosso conhecimento e asnossas técnicas. Se nós nos prendermos a estas “técnicasvelhas”, deixaremos também de aprender coisas novas.Pessoas que sabem algo a mais do que nós também nãoirão compartilhar seus conhecimentos conosco. E aí? Oque faremos para recuperar o tempo perdido?— O que eles ainda não se deram conta é quequalquer pessoa pode fazer isso, até mesmo a própriadiretoria da empresa pode decidir se é necessário trocarde profissional, e não apenas mudar por mudar, como jáaconteceram várias vezes. Então,Andressa, enquanto euestiver ocupando a minha cadeira de superintendente,sempre farei tudo o que estiver ao meu alcance para ocrescimento da empresa e dos colaboradores.Espantada com tanta coragem e dedicação,Andressa decidiu permanecer em silêncio por algunsinstantes, como se não tivesse palavras para descrever oquão importante era o aprendizado que obtinhadiariamente com Frederico.Logo após ouvir o que o superintendente disse,Andressa resolveu ir mais longe com os seusquestionamentos, aproveitando a ênfase que ele haviadado ao assunto.
  29. 29. 32THIAGO VENDITELLI CURY—DoutorFrederico,oquepodemosfazerparaqueos diretores das empresas realmente queiram nos ajudar?— Não podemos fazer nada, além deexpressarmos as nossas idéias. Então, teremos queaguardar a colaboração deles. O que eu realmentegostaria de fazer era, simplesmente, estalar os dedos efazer com que as coisas ficassem diferentes e mudassempara melhor.Assim, eu teria mais tempo para desfrutardos resultados. Mas isto não me levaria a nada, poiscomo saberia definir o que é superar um desafio? Oque é conquistar algo que tanto se deseja? Como eucompreenderia o que é ser bem sucedido na vida? Seas coisas são fáceis, os esforços não valeriam de nada,as opiniões não seriam aceitas! As regras seriamquebradas. Por isso, a única coisa que nos resta é fazera nossa parte e esperar que eles cumpram com a deles.Aconversa fluía tão bem que nem perceberam ahora do almoço chegar. Doutor Frederico convidouAndressa para almoçar, pois, como um homem esperto,ele sabia que, de estômago vazio, é mais difícil criarnovas idéias.
  30. 30. 33VONTADE DE VENCERCAPÍTULO QUATROEnquanto Frederico e Andressa iam para orestaurante, muito freqüentado pelos funcionários daempresa e “eleito” por eles como sendo a mais deliciosamassa da região, aproveitaram para colocar a conversaem dia. Afinal, no horário de almoço é que eles podiamconversarsobrecoisasquenãodiziamrespeitoàempresa.Mas quem disse que eles conseguiam não falar detrabalho? Andressa, em sua primeira frase fora doambiente de serviço perguntou:— Doutor Frederico, como as pessoas estãoreagindo com a sua maneira de trabalhar? Como estásendo a aceitação dos seus projetos?— Bem, pelo menos ao meu ver, os nossoscolaboradoresestãosatisfeitos.Todosestãocontentescomaminhamaneiradeprovidenciarasdevidasmudançase
  31. 31. 34THIAGO VENDITELLI CURYcomomeujeitodetratarcarinhosamenteaspessoas.Achoque elas nunca tinham trabalhado com alguém que temcomo primeira ação da manhã, logo ao pisar na empresa,desejarumbomdia.Algumasatitudessurpreendem!Maseste meu comportamento é o que todos nós deveríamoster diariamente em nossas vidas, com todas as pessoas ànossavolta.Nãonoscustanadadesejarumbomdiaesereducado com nossos amigos, familiares, companheirosde trabalho, entre tantas outras pessoas que convivemosdurante os nossos dias.Andressa, impressionada com as palavras deDoutor Frederico, quis saber mais sobre como, quando eonde ele havia aprendido todas estas coisas.—Comoosenhorconquistouestejeitodeser,estaforma carismática de tratar as pessoas à sua volta? –perguntou a secretária ansiosa por mais informações, jáque via no chefe um modelo de profissional.— Antes de responder-lhe, posso-lhe fazer umapergunta,Andressa?— Claro que pode, Doutor Frederico.— Para você, o que é o Auto-Conhecimento?— Doutor Frederico, que pergunta difícil! Etambémbemdiferente,porsinal!—titubeandoumpouco,mas continuando logo em seguida — Para mim, Auto-Conhecimento, é quando sabemos o que queremos paraa nossa vida, é o que sabemos de nós mesmos, o quegostamos, que dia da semana preferimos e o porquêpreferimos. Também é o tipo de cheiro que mais nosagrada, estas coisas... Por quê?— Você não está errada, Andressa, mas Auto-Conhecimentoétambémumamaneiradeolharmosparadentro de nós mesmos, para o nosso próprio interior,
  32. 32. 35VONTADE DE VENCERpercebendoqualéanossaessência,osnossospadrões,asnossas experiências de vida, a cultura social. Somenteassim podemos encontrar um sentido para nossas vidas.Quando nós conseguimos alcançar todas estas coisasdentro de nós mesmos, poderemos definir uma maneirade agir, qual o melhor comportamento que podemos ter,de que forma desfrutaremos nossas vidas e como vamossuperar os nossos desafios e obstáculos.Andressa ficou pensativa. Desmembrava aqueleaprendizado, atentando para cada palavra. Enquanto amoça refletia, ambos resolveram pedir a comida. Ogarçom aproximou-se, sugeriu alguns pratos. Pediramcapelete ao molho branco e um vinho para acompanhar.— Onde paramos nossa conversa,Andressa?— O senhor estava falando sobre Auto-Conhecimento.— Claro! Deixe-me lhe explicar. Todos nós temosuma intuição, algo que nos diz o que devemos fazer ounão, como devemos agir em determinadas situações, etc.Nós já nascemos com esta intuição. A única coisa quetemosafazerduranteanossavidaéaprendermosacolocá-laemprática.Eucostumodizerqueestaintuiçãoéa“vozdo nosso coração”.— “Voz do nosso coração”, como assim?— Veja bem, Andressa, quando você está comdúvida, por exemplo, em decidir por alguma coisa, algoque queira muito, mas não tem certeza se deve fazer ounão,oqueacontece?Nestemomento,separarporalgunsinstantes e pensar se deve realmente fazer, você vai ouviruma voz interior que lhe dirá o que deve ser feito. Vocêpode acreditar que a resposta estará certa. Isto porque oseu coração jamais irá mentir para você, não é mesmo?
  33. 33. 36THIAGO VENDITELLI CURY—Achoquesim.Nuncatenteifazeristo,mascreioquenósnãonosenganamoscomascoisas.Achoquetudoacontece como deveria acontecer, se eu escolho por algo,masnofimvejoquefoiaescolhaerrada,nãofuienganada,fui alertada a não errar novamente.Acredito que seja umaprendizado,paraquenapróximaoportunidadeeupossafazer do jeito certo.— Perfeito! Mesmo assim, com esta sua facilidadeem compreender o raciocínio das coisas, não pense queé fácil ouvir uma voz interior, algo que você não vê,somente pode ouvir e sentir. As pessoas têm medo,acham que é coisa do outro mundo, mas ninguém se dáconta de que um dia já passaram por algo parecido. Elasnão se atentam aos detalhes e este acontecimento acabapassando desapercebido. Ninguém nunca pára e pensa“como eu decidi por algo sem ter a certeza de que era omelhor a ser feito?”. E pode acreditar que era a suaintuição lhe dizendo o que fazer.— Doutor Frederico, quantos ensinamentosmaravilhosos estou aprendendo! Espero que o senhornão tire férias nunca, assim lhe verei sempre e nãodeixarei de aprender.— Querida Andressa, você sempre irá aprendercoisas novas seja comigo, ou com outra pessoa. A nossavida é feita de aprendizados. Com alguns, nosidentificamos mais, com outros não nos damos tão bemassim, mas sempre estamos aprendendo algo. Quandoconhecemos algumas pessoas, não é por acaso que elasapareceram. Se conhecermos um amigo novo, e nosidentificamos muito com ele, por exemplo, é que temosalgo importante para aprender com ele, ou até mesmotemos algo a lhe ensinar. Ou, de repente, se deixamos denos encontrar com uma pessoa, é porque o que tínhamos
  34. 34. 37VONTADE DE VENCERqueaprendercomelaterminou,eoquetínhamosaensinartambém se encerrou. Espero que você faça bom uso dasminhas palavras, e que sempre conte com a minha ajudapara o que precisar.Enquanto almoçavam, o silêncio pairava sobreaquela mesa, a comida estava tão gostosa que as únicaspalavrasquepodiamserouvidaseram:“Porfavor,passe-me o sal”. “Por favor, traga-me uma garrafa de água”.Naquele momento, o assunto tão interessante foiinterrompido pela imensa vontade de comer.O almoço não durou mais do que 40 minutos, eassimqueterminaramdecomer,DoutorFredericopediuum cafezinho. Andressa quis um pedaço de bolo dechocolate como sobremesa.Apóspediremaconta,AndressasugeriuaoDoutorFredericoque,aochegaremàempresa,conversassemumpoucomais,chamandoCarmem,agoracoordenadoradodepartamento administrativo, para interagir. Os três nãoteriam nenhum compromisso importante e trocariamidéiassobreoambientedetrabalhoeaconvivênciainterna.Ao chegarem no escritório, adiantaram algumastarefas pendentes para que pudessem se reunir semnenhumcontratempo.Logoqueterminaram,AndressaeCarmem prepararam alguns documentos para seremvistos durante a reunião. Frederico estava ansioso paraexpor suas novas idéias às moças.Os três dirigiram-se à sala de reuniões e pedirampara que não fossem incomodados. Apesar de não serum assunto confidencial, era melhor não perderem o fioda meada com interrupções.A porta fechada da sala de reunião despertou acuriosidade das pessoas dentro do escritório. Os ânimos
  35. 35. 38THIAGO VENDITELLI CURYficaram aguçados. “O que será que está acontecendo?Porta fechada e não querem ser interrompidos? Algoestranho pode estar começando a acontecer”. Alguns,maisexagerados,diziam:“Temosquenosprevenir,seelesvão se unir, nós também devemos fazer uma aliança”.Como ninguém imaginava o que era discutidonaquela sala, os mais preocupados tiraram suas própriasconclusõesetomaramatitudessobreaconversamisteriosados três. E eles iriam se defender! Não sabiam o que iaacontecer daquele dia em diante, mas na opinião deles,era necessário se prevenir. Eles pensavam que, se osassuntosdareuniãofossemdeinteressedetodos,DoutorFrederico deveria fazer uma reunião coletiva, e não deportas fechadas e a um “público” limitado.Se prevenir contra o quê? Eles estavam seprecipitando,jáqueosplanosdeDoutorFredericotinhamcomo objetivo trazer o bem-estar para todos dentro daempresa. Mas eles decidiram, antecipadamente e semconhecimento dos fatos, se armar contra osuperintendente,CarmemeAndressa.Oqueseráquelevouestaspessoasapensaremmaldo Doutor Frederico? Provavelmente a influência quealgunsexercemsobreoutros.Talvezfossesomentefofoca.Doutor Frederico foi julgado sem motivos e pagaria umpreço por esse julgamento.Essaatitudesedeuporqueo“medo”estánamentedaspessoas.Seelasconfiassememsimesmas,nãoteriammotivos para julgar o Doutor Frederico como uma mápessoa, com más intenções. Elas viram o perigo, ondeexistia somente a bondade. “Cada um vê aquilo deacordo com os óculos que usa”.Sem que Doutor Frederico percebesse, algumaspessoas começavam a olhar para ele de uma maneira
  36. 36. 39VONTADE DE VENCERdiferente, achavam que ele estaria tramando algo oureunindoforçasaseufavor.Destamaneira,começaramatratá-lo de uma forma mais retraída, com um pouco dedesconfiança, com o “pé atrás”.Ninguém poderia imaginar que algo deste tipopudesse acontecer. Talvez, com os antigos diretores, masnão com o Doutor Frederico. No princípio, ninguémpercebeu nada, pois as observações eram feitas àsescondidas.Apósotérminodareunião,DoutorFrederico,Andressa e Carmem começaram a trabalhar de umamaneiramaisalegreemaisempolgada,provocandomaisdesconfiança nas outras pessoas.“Vamosprestarmuitaatençãonocomportamentodeles, vamos nos atentar em como serão as coisas daquipara frente”, diziam os opositores.Os dias foram se passando, o trabalho seguianormalmente e ninguém desconfiava de nada. Para amaioria das pessoas, as coisas estavam normais emelhorariam em breve. Enquanto isso, outros pensavamem como destruir o superintendente que, em tão poucotempodeempresa,jápromoviasignificativasmudanças.Eles desconfiavam das reais intenções de Frederico.EstamosatentosaosnovosmovimentosdoDoutorFrederico e sua turma. Se eles querem nos derrubar,podemos fazer isto primeiro.As pessoas tiram suas próprias conclusões erelatam falsos acontecimentos. A desconfiança emFredericoeratãograndequeninguémsepreocupoucomofatodequepoderiamprejudicaralguémou,atémesmo,elespróprios.Maisalgunsdiasseseguiramsemquenadaviesse à tona. Tudo parecia normal. Enquanto algunsestavam felizes e aguardando as mudanças, outros
  37. 37. 40THIAGO VENDITELLI CURYestavam preocupados, tensos, não disfarçando aansiedade sobre o que estaria para acontecer.Osprocedimentosqueforammudados,aospoucosforam dando resultados, e, por sinal, bons resultados. Osmodos de cobrança foram alterados, assim como ofuncionamentoemalgunsdepartamentos.Ospromovidosjá trabalhavam nas novas funções, e os contratados já seencontravam familiarizados com o trabalho.Quase todos os dias, Doutor Frederico reunia-secomalgumaspessoasdosdepartamentosparasabercomoestava o andamento das novas funções. Ele queria sabertambémseelastinhamdúvidas,comoosclientesestavamreagindo e como estavam as inscrições para os novostreinamentos que a empresa oferecia. Em relação aoscadastros das empresas, ele quis saber se estavam sendofeitosdeacordocomasnovasregras.Fredericopediuumrelatório das empresas que estavam inadimplentes e queagora regularizavam a situação depois dos novosprocedimentos de cobrança.Comojáfoiditoantes,areformulaçãonosquadrosdaempresaenvolveucontrataçõesemudançasdefunção.A recepcionista foi promovida a auxiliar administrativa.Omensageiropassouaserauxiliarfinanceiro,nosetordecontas a pagar.Para o setor de vendas e cobranças foi contratadoMatheus, um rapaz jovem, mas experiente. Além dele,foi contratada uma moça para o lugar da antigarecepcionista e um novo mensageiro. Todos estavam emcaráter de experiência, e teriam que mostrar vontade decrescer para assegurarem o posto.Naempresa,ooffice-boyerachamadomensageiro.Todosdiziamqueanovanomenclaturaeraumaevolução
  38. 38. 41VONTADE DE VENCERdo office-boy tradicional. O mensageiro fazia quase osmesmos serviços de um boy, mas com uma apresentaçãodiferente,deroupasocial,porlidarcomdiretores,grandesempresáriosedonosdemultinacionais;eleseriaacaradaempresa na rua. Doutor Frederico sempre ressaltava:“O mensageiro é quem leva a empresa para as outraspessoas, se ele não estiver bem apresentado, estará passando aidéia de que a empresa não é bem apresentável para os outros”.Após a implantação da nova organização, DoutorFrederico foi conversar pessoalmente com oscolaboradorespromovidosecontratados.Elequeriasabercomo eles estavam se adaptando, o que estava faltando,seprecisavamdasuaajuda.Enfim,queriaqueosnovatosse sentissem à vontade.As contratações feitas por Frederico foramplanejadas para atuar flexivelmente, ou seja, o novofuncionáriotinhaasuafunçãoespecífica,maseletambématuaria em outros setores. Então, durante duas semanas,o superintendente fez um rodízio de tarefas a fim deanalisarondecadaumseencaixavamelhor.Porexemplo,caso Matheus se adaptasse melhor com a área de vendas,inicialmente, ficaria nesta função.A partir das mudanças implantadas, as tarefasfluíam normalmente na empresa. Funcionários novoscumpriam suas obrigações, cafés da manhã eramrealizados durante toda a semana e a produtividadeaumentouconsideravelmente.Maisempresasassociadasparticipavam dos treinamentos e reuniões aconteciamcomo nunca dentro da empresa. Tudo parecia tranqüilo.Em um belo dia, Doutor Frederico acordouinspiradoparanovosdesafiosemsuacarreiraprofissionaleresolveuagitarumpoucoocotidianodaempresa.Novos
  39. 39. 42THIAGO VENDITELLI CURYdesafios, mas sem se esquecer de seu projeto de montarumcursoouumapalestraquetratassedaconscientizaçãodas pessoas em relação às novas contratações. Alémdisso, era preciso conscientizá-los da importância empassar seus conhecimentos para frente, trocarexperiências e aprendizados.Quando chegou ao trabalho, convocou algunsfuncionários para uma reunião, sem que eles soubessemo assunto em pauta. Todos ficaram agitados, correndopara um lado e para o outro, buscando relatórios dosúltimos seis meses, providenciando os documentos queforam solicitados, buscando as informações no sistema,imprimindorelatóriosdeúltimahora.Umaloucuralogode manhã. Mas era isto mesmo que ele queria, saber oquanto essas pessoas estavam dispostas a seempenharem em novos desafios. Tudo para serapresentado no café da manhã do dia seguinte.— Neste café da manhã, iremos abordar as novasmudanças e o porquê de eu estar querendo colocar emprática todas essas idéias. Vamos falar um pouco sobrecomoaspessoasestãoencarandoestesnovosdesafios,sevocês estão encontrando alguma dificuldade, qual arepercussão deste novo projeto fora da empresa e comoos outros profissionais estão encarando as nossasmudanças.Conversaremosumpoucotambém.Algobemdiferente da rotina de vocês, pelo menos no período damanhã — brincou Doutor Frederico, para quebrar o geloque se instalava naquela sala — Afinal, todas as pessoaspresentes temiam o que estava para acontecer. Umareuniãodeúltimahora,comumcafédamanhã,realmente,era bem estranho.
  40. 40. 43VONTADE DE VENCERCAPÍTULO CINCOTodosficaramespantadoscomaatitudedoDoutorFrederico, mas, com certeza, estariam presentes naquelecafé da manhã “especial”.Ao final do dia, com muito trabalho e dedicação,todos os objetivos haviam sido alcançados e suassolicitações atendidas.Doutor Frederico decidiu trabalhar até um poucomaistarde,paraprepararumaapresentaçãoondepudessemostrar aos colaboradores que eles faziam parte de umaequipe, que o trabalho deles era muito importante para aempresa.Queriacriaralgumtextoquelhesproporcionasseuma sensação boa, uma motivação, para buscarem maisresultadosealcançaremseusideaismaisfacilmente,tantoprofissionalmentequantoemsuasvidaspessoais.Colocouno papel tudo o que estava em sua mente. Ao final
  41. 41. 44THIAGO VENDITELLI CURYdaquelas horas a sós em sua sala, redigiu um bom texto,que lhe deu a certeza de sucesso garantido na manhãseguinte.Inseriualgumasfrasesparameditação,paraqueaspessoasrefletissemsobreseusideais,sobreseussonhose suas vontades.A apresentação contava com um vídeomotivacional e algumas animações. Sua idéia erapromoverumaespéciededebate,maseleaindanãotinhatudo formulado. Como já era tarde, decidiu pensar arespeito no caminho de casa.Nocaminho,ligouparasuaesposaepediuqueelapreparasse um jantar especial e abrisse uma garrafa devinho, para comemorarem mais um objetivo que eleconseguiu realizar dentro da empresa. Sua felicidadenaquele dia era evidente, pois tinha aprendido muitascoisas, mas ele não sabia que o maior aprendizado aindaestaria por vir.Ao parar o carro no semáforo, viu um homempedindo esmola. Ele aparentava mais ou menos uns 35anos de idade, cabisbaixo, com uma roupa velha e de pésdescalços. Parecia perigoso, afinal, à noite, em um localescuro, com histórico de assaltos, a suspeita era grande.Mas isso não o inibiu. Conforme foi se aproximando dosemáforo fechado, o superintendente começou a pensarnostrocadosquetinhanobolso.Fredericosempreajudavaaspessoasdando-lhesalgunstrocados,massemprepediapara que elas comprassem comidas ao invés de bebidasoudrogas.Nãopodiagarantirqueospedintesseguiriamseu conselho, mas, ao menos, cumpria a sua parte.Assim que foi apanhar a carteira, sentiu anecessidadedefazeralgoamaisporaquelapessoa,queriaajudarmaisdoqueapenasdandounstrocados.Semsaber
  42. 42. 45VONTADE DE VENCERcomo fazer, abaixou o vidro do carro e perguntou para opedinte, que parecia faminto e com frio:—Comopossoajudá-lo,semserdando-lhedinheiro?— O senhor gostaria mesmo de me ajudar? —perguntou o mendigo surpreso com o tipo de pergunta.Afinal, não é todos os dias que vemos pessoas tendoesta atitude.— Claro que quero! Sei que o senhor precisa dealgo a mais do que uns trocados, algo que lhe dêesperança! Talvez mais forças para os seus dias... —sugeriu Doutor Frederico, ansioso pela resposta domendigo, que já não parecia ser tão perigoso.Frederico não tinha esse comportamento todosos dias de sua vida, mas, naquele momento, escutou avoz do seu coração e percebeu que deveria fazer algopor aquela pessoa.Imediatamente,omendigorespondeuapergunta,antes que acendesse a luz verde do semáforo e ele nãopudesse dizer tudo aquilo que gostaria que fossediferente neste país.— “O senhor pode lutar por um mundo melhor, podelutar para que meus filhos tenham uma oportunidade deestudar, um futuro melhor que o meu. Se o senhor fizer isto, jávai estar me ajudando mais do que imagina”.Após ouvir, Doutor Frederico ficou sem palavras,estático por algum tempo. Em fração de segundos, umfilme passou em sua cabeça: lembrou-se dos seus filhos;dasoportunidadesquetiveramquandoeramcrianças,dasegurança ao brincarem, dos bons estudos, dos cursos eem todas as outras coisas que lhes transformaram emprofissionais competentes. Naquele momento, ele nãotinha noção do número de pessoas que gostariam de ter
  43. 43. 46THIAGO VENDITELLI CURYas mesmas coisas que seus filhos tiveram. Frederico,porém, sabia que muitos estavam na mesma situação domendigo. Pessoas que, por não terem conseguido umaoportunidade de estudo, não puderam ter um empregomelhor, um trabalho digno e uma vida decente.Elesabiamuitobemquenãoeramtodasaspessoasqueseenquadravamnasmesmascircunstâncias,algumasrealmente não fizeram por onde para serem bemsucedidas na vida. Existem aquelas que se entregam àbebidaeaojogo,perdemtudo—casa,família,empresas,dinheiro — e acabam na rua, pedindo esmolas, sehumilhando por uma nova oportunidade. Mesmosabendo que essas pessoas erravam, ele acreditava queelas mereciam uma segunda chance. Frederico queriaajudar, mas sabia também que o governo tinharesponsabilidades diante da pobreza.Mesmo com os pedidos do mendigo para que elelutasse por um mundo melhor, proporcionando maisoportunidades para os seus filhos, Doutor Frederico nãose contentou e quis ajudar. Deu ao pedinte dez reais edisse-lhequeodinheiroeraparalevarleiteepãoparasuafamília, que o resto deixasse por sua conta; tudo o quefosse possível, ele faria, e, com certeza, assim que osresultados aparecessem, o mendigo se lembraria dele.O mendigo agradeceu, ficou muito feliz, masmesmoassimpediuquenãoseesquecessedeseupedidoespecial: gostaria de ver seus filhos formados, comoportunidades iguais às que o superintendente teve. OsemáforoabriueDoutorFredericoseguiuemfrente,felizpor ter ajudado, pensando muito na cena ocorrida.Quandochegouemcasa,cumprimentouosfilhos,beijouaesposaefoilogoxeretandonaspanelasparasabero cardápio do jantar.
  44. 44. 47VONTADE DE VENCERFrederico tinha uma esposa amorosa ecompanheira, que o apoiava em todas as suas decisões,estando sempre ao seu lado. O casal tinha três filhos,dedicados, amigos e integrados com os acontecimentosda família.Enquanto colocavam a mesa para o jantar, osrapazes perguntaram ao pai como havia sido seu dia.Após ter contado o que havia se passado, os jovens lhedisseram que tudo o que o pai fez um dia por eles, seriaretribuído e eles dariam toda a ajuda, o apoio e a forçaque fossem necessários.—Pai,hojeétempoderetribuirmosoqueosenhorfez por nós, sempre conte com o nosso apoio e a nossaajuda para o que o senhor precisar.— Meus filhos, já que vocês tocaram no assunto,eu gostaria de pedir a ajuda de vocês.— Pode pedir, pai, faremos o que o senhorprecisar. Nós o ajudaremos com muito orgulho.Frederico soube criar seus filhos para que setornassem grandes homens, e orgulhava-se muito emver seu “trabalho” concluído. Podia dormir todos os diastranqüilamente,sabendoqueosgarotosestavamcriados,construindo suas famílias, realizando os seus sonhos,conquistando objetivos na vida.— Hoje, vindo para casa, deparei-me com umsenhor pedindo esmola no semáforo, e, quando quisajudá-lo, ele me pediu para que lutasse por um mundomelhor, onde seus filhos tivessem mais oportunidadesdo que as que ele teve em sua vida. Queria que eu fizessealgumacoisaeaindatomou-mecomoexemplo.Gostariade ver seus filhos tendo as mesmas oportunidades queeu tive em minha vida.
  45. 45. 48THIAGO VENDITELLI CURY— Pai, que homem consciente! Não somente ele,mas muitos outros andarilhos da cidade merecem ajudae oportunidades! — ressaltou um dos rapazes.Eassimdecorreuojantar.Todospalpitavamsobrecomo ajudar pessoas, o que pode ser feito pelo próximo econcordaram que, acima de tudo, é muito importante oapoio da família. E aquela família estaria empenhada emajudaraquelepobrehomemperdidonasruasdeSãoPauloFrederico sentiu-se aliviado. Sabia que algumas coisas jáestavam sendo feitas. Ele não desistira de lutar a cada diapor um mundo melhor. Ele faria a sua parte.Terminado o jantar, seus filhos agradeceram pela“valiosa conversa” que tiveram naquela noite. Enquantose preparava para dormir, decidiu inserir na sua palestraalguma coisa sobre esta situação do país. Acrescentariaalgo para demonstrar que cada um pode fazer sua parteporummundomelhor.Elenãosabiaoquediriaarespeito,somente tinha a certeza de que as palavras certas seriamditas no momento adequado.Doutor Frederico contava sempre com o apoio dealguém maior, alguém que ele dizia ser seu protetor paratodas as horas. Quando se sentia mal, sabia que alguémestava ali por perto para protegê-lo. Ele tinha o hábito derezar a toda hora, entrando em contato com este “alguémmaior”. Sempre disse que não importava a denominaçãoque damos a esta energia, a esta força maior, mas o querealmente importava era o que sentíamos e no queacreditávamos.Achava que todos deveriam crer em algoque ajudasse nas horas mais difíceis da nossa vida.As pessoas ao seu redor poderiam até tentarderrubá-lo,poderiam“puxaroseutapete”,masoqueelerealmente acreditava, era que uma “Força Superior” nãodeixaria que nada de ruim lhe acontecesse. Essa “Força
  46. 46. 49VONTADE DE VENCERSuperior” é a nossa Fé. Aquilo que acreditamos nosmomentosquemaisprecisamos,aquiloaquerecorremosnos momentos mais difíceis e agradecemos nosmomentos mais fáceis.Finalmente, foi se deitar, e, como já era decostume, agradeceu pelas conquistas e aprendizados,pedindo proteção e uma boa noite de descanso para eleeparatodaasuafamília.Aolevantar-se,pediriaproteçãoe discernimento para suas decisões e obrigações.Um dos seus ideais era mostrar às pessoas comoera bom ter o hábito de agradecer, ter fé,independentemente de suas crenças. Tudo para ter umaesperança de um mundo melhor e buscar os sonhos eobjetivos almejados.Doutor Frederico levantou-se bem cedo, dispostocomosempre,tomoubanhoesearrumouparairtrabalhar.Na mesa da cozinha, um belo café da manhã reforçado jáo aguardava e, além disso, o diferencial de todos os dias,suafamíliareunidaàmesa.Muitasvezessaíamatrasados,com pressa e nem tomavam café da manhã em casa.Feliz, ele agradeceu a presença da família eafirmouqueodiaseriamaravilhosoerepletodesucesso.Entrou na garagem, pegou o carro e seguiu para otrabalho pelo mesmo caminho de todos os dias,enfrentando um trânsito caótico. Mas aquele dia eraespecial. Mesmo um trânsito ruim não acabaria com oseu bom humor, preferiu cortar caminho para chegarmais cedo à empresa para testar a apresentação e secertificar de que não estava faltando nada para o café damanhã dos colaboradores.Ele chegou no horário, preparou tudo o queprecisava,conferiusuaapresentação,certificou-sedeque
  47. 47. 50THIAGO VENDITELLI CURYo café estava pronto, e enquanto confirmava os últimosdetalhes, os colaboradores começaram a chegar.Após cerca de trinta minutos, Doutor Fredericocomeçou sua palestra, mesmo sabendo que algumaspessoas ainda não haviam chegado.Ele teria que iniciar a exposição conforme ocombinado, não poderia deixar os que chegaram nohorário esperando por causa dos atrasados.- Muito bem, senhoras e senhores aqui presentes,sentem-se,porfavor,paraquepossamosdarinícioànossapalestra. Mas, continuem comendo, não precisam terpressa, somente vamos dar inicio à nossa conversa paranão ultrapassarmos muito do horário.Doutor Frederico agradeceu a presença de todos,naquelemomento,foradohoráriodetrabalhoeressaltouque a reunião seria muito valiosa.Logo que começou a falar, ele pediu a opinião dealgumas pessoas a respeito dos temas expostos.—Senhores,euvousugeriralgumascoisasequeroa opinião de vocês a respeito do que eu disser.— Carmem, primeiramente você, o que acha danossa proposta de fazer um coffee-break para osempresáriosqueparticipamconoscodasnossasatividadese dos nossos objetivos? Aqueles que nos apóiam e sãonossos aliados nesta busca de novos ideais?— Bem, Doutor Frederico, eu acho uma idéiaválida.Paraquepossamosoferecernovosserviços,novasoportunidades de mercado, precisamos do apoio dosdiversosprofissionais.Énecessárioqueaspessoasopinem,que elas digam o que está faltando no mercado detrabalho, o que elas acham necessário que sejareformulado. Até mesmo novas idéias, como, por
  48. 48. 51VONTADE DE VENCERexemplo, este evento que estamos realizando hoje.Deveriam ser feitas mais reuniões assim. Com esteobjetivo, nós, profissionais, saberemos onde devemosaperfeiçoar, o que devemos manter e como podemosinovar nosso trabalho.—Carmem,admirávelseucomentário!Esomentepara concluir, podemos criar também um grupo internoaqui na nossa empresa, para que os profissionais aliadosa nós possam efetuar consultas e também dar suasopiniões,unirforçaspornovosideais,utilizarnossoespaçofísico para suas reuniões, eventos e várias outras coisas.Mais alguém gostaria de fazer algum comentário sobre oassunto em questão?— Eu gostaria, Doutor Frederico! — chamouRoberto, do departamento jurídico.—Naminhaopinião,achoquepodemosmelhoraro nosso departamento jurídico, já que é um dos serviçosmais fortes prestados pela nossa empresa. Poderíamosmelhorar o nosso atendimento aos clientes, com acontratação de novos advogados e até mesmo de algunsestagiários.Aomeuver,poderíamosoferecermaiscursosnaáreajurídica,comcustosespeciaisàsempresasparceirasnas representações, trazendo mais pessoas e firmas paraperto de nós. Com esta atitude, podemos aumentar onúmero de clientes e também o nosso orçamento. É uminvestimento relativamente pequeno em relação aosbenefícios que teremos em um futuro próximo.—Muitobem,senhorRoberto,maisumaexcelenteidéia de crescimento para a nossa empresa. Mais alguémgostaria de comentar algo?Como ninguém se manifestou, Doutor Fredericoresolveu seguir em frente com os temas, já que o assunto
  49. 49. 52THIAGO VENDITELLI CURYem questão naquele momento não necessitava de maismodificações.—Nósjátemosalgumasmetasaseremcumpridase estamos estabelecendo mais algumas neste momento.Comopodemosfazerparaquenadafiqueparatrás?Afinal,nãopodemosfazeralgonovoenosesquecermosdoquejácomeçamos.—DoutorFrederico,eutenhoumasugestão.Possoexpô-la ao grupo? Perguntou Matheus, o rapaz recém-contratado para a área de vendas.—Claroquepode,Matheus!Porfavor,qualéasuaidéia?— Eu sei que todos os departamentos têm as suasobrigaçõeseassuasmetas,cadaumaquitemoseuobjetivo,tantoprofissionalquantopessoal.Achoquepodemosfazeralgo diferente para alcançarmos essa meta, com maisrapidez e facilidade. Podemos nos unir e ajudar uns aosoutros.QuandoMatheusdisseisso,todosficaramsurpresoscomoseucomentário.Eburburinhossurgiramnaplatéia.—Comopôdesugeriralgodestetipo?Elenãosabeo que está dizendo!— Será que ele pensa que é fácil fazer o quefazemos? E ainda ter que nos conhecer melhor? Eleestá louco!Osquemaiscriticavameachavamaidéiaruimeramosquenãosepreocupavamcomocrescimentodaempresa,nem com o bem-estar de seus colegas de trabalho.—Porfavor,senhores,mantenhamacalma.Euaindanem terminei de falar qual é a minha idéia. Sei que paramuitos pode parecer impossível de acontecer, mas com
  50. 50. 53VONTADE DE VENCERorganização e dedicação podemos conseguir bonsresultados para a empresa e para cada um de nós emparticular. Doutor Frederico, posso continuar?—Claroquesim,Matheus!Porfavor,prossigacomsuaidéia.— Como eu dizia, se cada um de nós soubesse, nomínimo, um pouco do que o outro faz, de qualdepartamento ele é responsável, poderíamos noscomunicar melhor, nos reportar às pessoas certas, semantes passarmos pelos departamentos errados. Jápensaram se, quando fossemos pegar o nosso salário,procurássemos o departamento de marketing para saberquandoiríamosreceberonossodinheiro?Achoqueseriaum pouco difícil de obter esta resposta ali.— Bem, o que quero dizer, de uma maneira geral,éoqueaconteceemváriasempresas,faltadecomunicaçãointerna. Vejamos um exemplo. Se cada um de nós fossefalar diretamente com o departamento correto e com apessoacerta,deacordocomainformaçãoqueprecisamos,ficaria mais fácil e menos cansativo para os demais. Issose chama “Comunicação Interna”.
  51. 51. 55VONTADE DE VENCERCAPÍTULO SEISOsfuncionáriostinhamosolhosarregalados.OqueMatheus dizia era algo novo na empresa. A expressãoComunicaçãoInternanuncahaviasidopensadanaJunçãoRecursosHumanos.Apreocupaçãodetodoseracumprirsuas tarefas e receber o dinheiro no final do mês. Não eranecessário conhecer pessoas e departamentos. MasMatheus foi firme e seguiu em frente.—Seumapessoaligaaquinaempresa,epedeparafalar com o departamento administrativo, a secretária iráperguntar com quem especificamente ele deseja falar.Correto? E se ele não souber com quem ele quer falar? Senãotiveronomedealguém,asecretáriatransferiráaligaçãopara qualquer ramal da administração. Não é verdade?— Sim — responderam os outros colaboradores,interagindo com Matheus.
  52. 52. 56THIAGO VENDITELLI CURYO Doutor Frederico não disse nada, queria ver atéonde o jovem rapaz queria chegar. Tinha a certeza queseria uma coisa boa e, curioso para testá-lo, deixou queelecontinuasse.— Pois bem — continuou Matheus — se aatendentesouberalgunsdetalhessobreosdepartamentos,ela poderá perguntar para a outra pessoa na linha qual ainformação que ela deseja. E quando a pessoa confirmaro que quer, ela transferirá a ligação para a pessoa certa.— A partir do momento em que eu sei um poucodo que cada departamento cuida e quem são as pessoasresponsáveis por cada tipo de serviço, eu posso pouparum pouco mais de tempo, tanto do meu, como do daoutra pessoa. Além disso, a qualidade no atendimentoirámelhorarmuito.Porqueperdemostempocomligaçõesmalencaminhadaseatendimentosmaldados.Aspessoasesperam demais por uma informação.— Temos que saber disto antes do cliente chegaraté nós, para que no exato momento do atendimento,possamossermaisatenciososcomeles,facilitandoonossotrabalho e o de nossos colegas. Com isso, deixamos ocliente satisfeito, oferecendo serviços e atendimento dealtaqualidade.Hojeemdia,temosexemplosclarosdestetipodecomportamentoemoutrasempresas.Essaposturarealmente funciona. Pode não ser a solução para todos osnossos problemas, mas com certeza alguma coisa irámudar aqui dentro da Junção.Doutor Frederico aproveitou o ânimo do novorapazparatestarseusconhecimentosesaberatéondeelechegaria com sua idéia, sem que ele precisasse interferir.— Muito boa idéia, Matheus, mas você poderiame dar um exemplo de como poderíamos desenvolver
  53. 53. 57VONTADE DE VENCEReste tipo de atividade aqui dentro? Pois acho que estadúvida pode ser a de outras pessoas.— Claro que sim, Doutor Frederico, com o maiorprazer! Na minha opinião, podemos nos comunicarmelhor a partir do momento em que eu sei o que odepartamento vizinho faz. Vamos utilizar um exemplo:eu sou funcionário do financeiro, mas não sei ao certo oque faz o departamento de cadastro e quem é oresponsável. O mesmo acontece com todas as outrasseções. Falta “Comunicação Interna” entre as pessoas, ea minha sugestão é que façamos o seguinte: em primeirolugar, podemos nos reunir uma hora antes do nossoexpediente aqui no auditório para nos conhecer melhor.E como podemos fazer isto? É simples, a cadasemana, os integrantes de um departamento nosapresentam seus setores, dizendo o que cada um faz e dáum pequeno resumo do seu trabalho e, posteriormente,esclareceasdúvidasdoscompanheiros.Éclaroqueesteéum trabalho um pouco demorado, mas o resultado égarantido. Acredito que o esforço vale a pena. Podemosfazer o sorteio de qual será a ordem dos setores a expor.Assim, todos terão a oportunidade de falar um poucosobre a sua função e o seu departamento. Desta forma,todos saberão um pouco dos seus colegas e poderemosnoscomunicarmelhor.Assim que Matheus terminou de explicar a suaidéia, que seria adaptada da melhor forma para aquelaempresa, Doutor Frederico agradeceu a ajuda docolaborador.— Com certeza, será um movimento grande paratodos os colaboradores, e certamente fará diferença emnosso dia-a-dia. Mais uma vez, as atitudes e o empenho
  54. 54. 58THIAGO VENDITELLI CURYestão me surpreendendo — disse Doutor Frederico,contente com as novas ações e percepções de seuscolaboradores.— Mais alguém quer falar algo ou sugerir algumaoutra coisa que possa nos ajudar?Como ninguém quis comentar mais nada, DoutorFredericodeucontinuidadecomaprogramaçãodoevento.— Vamos dar seqüência às nossas atividades. Eugostaria de passar um vídeo que mostra um pouco dosresultadosobtidosemoutrasempresascomotrabalhoemconjunto, como disse Matheus. Este vídeo expõe algunsresultadospositivosdotrabalhoemequipeedaimportânciade conhecer uns aos outros, saber o que o colega faz, porqual setor ele é responsável, como atender melhor o seucliente e obter melhores resultados a partir desta postura.É um vídeo interessante, que explica de maneira clara eobjetivaosprincipaisaspectosdeumaempresaquecresceno mercado de trabalho. Além do vídeo, temos tambémuma pesquisa, que mostra a opinião da população emrelação a estas novas atitudes nas empresas. Foram feitasduas perguntas para os entrevistados:1— “O que vocês gostariam que mudasse naempresa na qual você trabalha?”.2— “Se tais mudanças fossem feitas, como vocêreagiria,ecomoseriaoseumododetrabalhar?”.—Antesdemostrar,querodizer-lhesparaficaremtranqüilos.Todosestesnovosplanoseidéiasqueestamosdiscutindo serão passados para o papel. Faremos umplanejamentoemontaremosumainfra-estruturaquesirvade diretriz para todos nós, incluindo a mim.Doutor Frederico pediu para que iniciassem aovídeodetrintaminutos.Apósaexibição,eleperguntouo
  55. 55. 59VONTADE DE VENCERqueoscolaboradoresacharameoqueaprenderamcomafita. As respostas foram semelhantes.— “Aprendemos que a qualidade e o bom atendimentodependem de cada um de nós, e temos que fazer a nossa parte,para que possamos alcançar nossos objetivos”.— Muito bem, senhoras e senhores, vejo que ovídeofoiproveitoso,e,paraencerrar,eugostariadecontaruma história para vocês. Prometo que não irá demorar.Todos permaneciam atentos às palavras doDoutor Frederico.— Uma vez, um amigo me deu um convite paraassistir a uma palestra bem interessante. O palestranteiniciou o encontro segurando uma nota de cem reais namão. Na sala, havia mais ou menos 160 pessoas, entregrandesempresários,funcionáriospúblicos,vendedores,autônomoseoutros.Comanotadecemreaisnamão,elelevantou o braço e perguntou “quem quer esta nota decem reais?”.Várias pessoas começaram a gritar: — Eu quero!Eu quero!— “Eu darei esta nota a um de vocês, mas antesme deixem fazer isto” e começou a amassar a nota, comose estivesse amassando um papel velho. E assim,perguntou outra vez. “Quem ainda quer esta nota?” —As mãos continuaram erguidas e os gritos cada vez maisaltos. “E se eu fizer isso?” — E ele deixou a nota cair nochão e começou a pisar em cima. Pisava de um lado,pisava do outro e depois que a nota estava totalmenteamassada e suja, ele perguntou novamente: “E agoraquem ainda quer esta nota?”.Todas as mãos continuaram erguidas e os gritosainda mais altos. Quando o palestrante disse: Meus
  56. 56. 60THIAGO VENDITELLI CURYamigos, aprendam esta lição: “Não importa o que eu façacom o dinheiro, posso amassá-lo, posso sujá-lo e vocês aindairão querer esta nota, porque ela não perderá o seu valor, elasempre irá valer cem reais”.Após ouvir esta frase, eu fiquei pensando poralgunsinstantes.Oqueaspessoasfazemconsigomesmasecomosoutroséigualaoqueelefezcomodinheiro.Issoacontececonoscononossodia-a-dia.Muitasvezes,somosamassados,pisoteados,passadosparatrás,ficamossujos,nossentimoshumilhados,fracassadosederrotados.Estassituações ocorrem em razão das decisões que temos quetomar em nossas vidas, ou por obstáculos que surgememnossoscaminhos,talvezporarriscarmos.Setomarmosdecisões e, infelizmente, por qualquer motivo, oplanejamento dá errado, nos sentimos sem importância,incapazesdeacertar.Nossentimosdesvalorizados.Porém,nãoimportaoqueaconteceuouoquevaiacontecer,nuncaperderemos o nosso valor perante o universo. Estejamossujosoulimpos,amassadosouinteiros,nadadissomudaaimportânciaquetemosparao“mundo”eparaosoutros,mesmoqueelesnãoreconheçamonossoverdadeirovalor.O preço de nossas vidas não é pelo que fazemos oupelo que sabemos, mas sim pelo que somos, e comodemonstramos quem somos. Através do nosso caráter,danossadignidadeedanossaposturadiantedosdesafioséquesuperamososobstáculosimpostospelanossavida.Quandoeutermineideouvirestaspalavrasnoseminário,fiquei por alguns instantes pensando a respeito do que opalestrante acabara de falar. E percebi que, muitas vezes,nós valorizamos as pessoas pelo que elas sabem, pelamaneira que se vestem ou agem, mas não pelo querealmente são. No fundo, são pessoas maravilhosas quemerecem o nosso respeito e a nossa admiração, como
  57. 57. 61VONTADE DE VENCERqualquer outra pessoa, seja ela tendo o melhordesempenho ou não, seja ela errando ou não. “Todossomos iguais”.Ao fim do discurso, Frederico foi aplaudido de pépor todos os colaboradores, emocionados com suaspalavras. Eles tinham a certeza de que, daquele dia emdiante, mudariam seus conceitos e a maneira de olharempara as pessoas.A palestra surtiu efeito. Nos dias seguintes, aspessoas passaram a se entreolhar com mais sinceridade,com menos desconfiança. Os colaboradores perceberamquetodossãosereshumanosemerecemomesmorespeitoe a mesma consideração. Essas atitudes também devemser aplicadas aos pedintes nas ruas, àqueles que moramemcasasmaissimplesqueasnossaseatémesmoaquemtem cargo mais baixo que o nosso.Mas, infelizmente, nem todos mudaram seuscomportamentos. Havia um grupinho que desconfiavaque Doutor Frederico planejava algo de ruim. Elescontinuaram olhando torto, sempre com o pé atrás,evitando que Frederico soubesse dos trabalhos queestavam desenvolvendo, distanciando-se ainda deCarmem e deAndressa.O que eles menos imaginavam estava poracontecer.Umbelodia,umdosaliadosdeFredericoouviuuma conversa do pessoal da oposição. Todo o cuidadocom as tramóias acabou indo por água a baixo. Laís, amoça responsável pelos treinamentos, passava pelogrupinho e acabou ouvindo tudo! Ela ficou atônita!Completamente perplexa e indignada!Os opositores de Doutor Frederico estavamplanejando contar as suas “conclusões” para a diretoria.
  58. 58. 62THIAGO VENDITELLI CURYQueriamobteroapoiodossuperioresdentrodaempresa.Assim, seria mais fácil chegarem ao objetivo final.Uma das meninas do grupo opositor tinha umcontatomaispróximocomumdosdiretoresdaempresa.Essa aproximação daria chances para que elesconvencessemestediretordequeoDoutorFredericonãoera a pessoa ideal para o cargo e para os trabalhos queeles, os diretores e o presidente, queriam desenvolverdentro da empresa.Diante dessa situação, alguns poderiam seperguntar como um diretor de uma empresa se deixarialevarporumafofocadestas.Comoeleseriacapazdejulgara capacidade e a competência de um profissional?Interesse, é claro.Passado o evento, Doutor Frederico voltou a sededicaraosseustrabalhosdiários.Eleplanejavacriarumapalestra de conscientização, com o objetivo de fazer comqueoscolaboradorespudessempassarosconhecimentospara os outros. Frederico dizia que as pessoas recém-formadas necessitavam de alguém que lhes ensinassecoisas novas do mercado de trabalho. Ele acreditava que,com essa atitude, poderia haver diminuição dodesempregoetambémmelhoradaptaçãodocolaboradoràs suas funções.O objetivo de Frederico era mostrar que passar oconhecimentoadiantesótrazbenefíciosequetodosteriamcondições de progredirem na carreira.Entre tantas tarefas, como criar palestras e cuidarda evolução dos seus colaboradores, Frederico aindacuidava dos eventos que a empresa participava. Esteseventos aconteciam fora da sede e normalmenteduravam vários dias. Como estava ficando atarefado, o
  59. 59. 63VONTADE DE VENCERsuperintendente decidiu passar esta responsabilidadepara algum colaborador de confiança. Ele precisava quetudo estivesse bem organizado, porque os eventos são aimagem da empresa perante outras organizações e tudodeve estar impecavelmente perfeito, a não ser quandoocorre algum imprevisto.A primeira pessoa que veio à sua mente foiMariana, responsável pela parte de criação das revistasque a empresa fornecia para seus associados. Marianatambémcuidavadosanúnciosemjornaisepropagandas,entre outras funções relacionadas com a área deMarketing.Fredericoacreditavaqueelaseriaapessoamaisindicada para a função e decidiu chamá-la para umaconversa. Marcou uma reunião com a moça para logocedo, no dia seguinte.Deixou tudo pronto para passar a Mariana, mas,mesmoassim,resolveuficarumpoucomaisnoescritório,afimdeincrementarasuapalestra.Àquelahora,osilênciodo ambiente inspirava suas idéias. Naquela atmosfera,Frederico começou a traçar as diretrizes para seu projeto,que incluía a melhora no ambiente empresarial e aexpansão da idéia para outros empresários.UmadascoisasqueDoutorFredericoabordariaemsua palestra seria as criticas que os chefes e supervisoresfazemaosseusfuncionários.Osupervisorqueriadizerqueépossívelcorrigirumerrosemutilizaçãodeofensaverbale grosseria. Frederico acreditava que a amabilidade notratamento das pessoas pode trazer melhores resultados.Doutor Frederico falaria ainda sobre ocomportamento das pessoas dentro das empresas, daimportância de um bom relacionamento interno entre osdepartamentos, da qualidade do atendimento e de comotraçar os objetivos para sua equipe e sua empresa.
  60. 60. 64THIAGO VENDITELLI CURYEnquantoeleescreviasuasidéias,pensouemcriaruminstitutoondepoderiaajudaraspessoasasetornaremmelhoresprofissionaisparaomercadodetrabalho.Nesteinstituto, seriam promovidos cursos, palestras, reuniõesde apoio para os profissionais interessados, entre outrasatividades. A idéia de Frederico era contar com o apoiodeamigos,jáqueotrabalhoeravoluntárioegratuitoparaos interessados. Ele pensava em beneficiar a fatia dapopulação que não tem acesso a este tipo de qualificação.Este projeto seria para longo prazo, mas Frederico jácomeçara a traçar seus planos, pensando no futuro.Aofinalizar,Fredericofoiparacasa,poissuafamíliao esperava. Ele precisava descansar, pois o dia seguinteestava cheio de tarefas a serem cumpridas.As novidades do dia seguinte não provocariammodificações em seu humor. Ele teria novos desafios,aprendizados, além de imprevistos, que resolveria comcalma, sensatez e sabedoria. Você pode estar seperguntando: “Este homem existe mesmo?” “Como podealguém que tem problemas não se estressar”.Realmente, Frederico se estressava bem pouco.Procurava sempre resolver as coisas com calma esabedoria, mas em certos momentos, ele se estressava.Aí, dizia o que realmente pensava, era uma outra pessoa.Zangava-se e dava a bronca em quem precisava. Porém,depois de gritar, pedia desculpas pelo descontrolemomentâneo e procurava explicar o ocorrido. Fredericonão tinha a obrigação de dar satisfações a seuscolaboradores, entretanto ele se preocupava.Assim era aforma do superintendente ser e de ensinar as pessoas, deconquistar objetivos e realizar sonhos. Por onde passa,ele deixa um rastro de sabedoria e amizade, que,infelizmente, não são todos que sabem aproveitar.
  61. 61. 65VONTADE DE VENCERAo chegar na empresa, Doutor Frederico decidiucomeçar o dia de uma maneira diferente, queria mudarseu comportamento para ver a reação das pessoas quetrabalhavam com ele. Sentiu a necessidade de fazer isso,já há algum tempo ele vinha percebendo que pessoasdentro da empresa estavam lhe tratando de uma formadiferente,atémesmopôdeouviralgumasfofocas.Comodecorrer dos dias, notou que realmente algo estavaacontecendo.Suaintuiçãoeramuitoaguçadaecomotinhauma “proteção” muito forte, decidiu fazer um teste.
  62. 62. 67VONTADE DE VENCERCAPÍTULO SETEAntes de entrar no escritório, Frederico foi tomarcafé da manhã em uma padaria próxima à avenida SãoLuiz, pois queria encontrar velhos amigos. Ficou tãoempolgado com o ambiente da cidade agitada logo cedo,que resolveu engraxar os sapatos na praça Dom JoséGaspar. Feliz com suas atitudes, subiu para sua sala comalguns minutos de atraso.Entrou sem dizer bom dia para ninguém.Apenasrespondia quem o cumprimentava. Foi direto para suasala, onde permaneceu por toda a manhã. Queria saberquemrealmentesepreocupavacomele,quemeram“seusamigos” e quem eram as pessoas que não gostavam dasua forma de trabalhar, seus “inimigos”.A atitude de Frederico chocou e as pessoasestranharam.Algunsfuncionáriosnãoocumprimentaram,
  63. 63. 68THIAGO VENDITELLI CURYpois acharam que tinha acontecido algo muito grave.Somente algumas pessoas que o admiravam foram até asaladeleparafalarbomdiaesaberoquehaviaacontecido.Seus opositores, como já era previsível, sequer passaramemfrenteàsuasala,tampoucoocumprimentaram.Logo,ele pode perceber quem eram as pessoas com quem eledeveria tomar cuidado.Frederico foi em frente, superou aquele momentoe deu a volta por cima. Repetiu a mesma ação no diaseguintee,maisumavez,areaçãodaspessoasfoiidêntica.Só seus aliados falaram com ele.Como não conseguiu conversar com Mariana nodia combinado, resolveu chamá-la naquele momento.Quando ela entrou na sala, o chefe solicitou café e água,antes de dar início à conversa.— Muito bem, Mariana, eu chamei você aqui paralhe passar informações sobre algumas mudanças quevamos ter de hoje em diante. Fique tranqüila, são coisasboas e sei que posso contar com você.As novas funções deixariam Mariana muito feliz;ela não reclamaria de acúmulo de trabalho, ao contrário,ficaria muito lisonjeada. Ele sabia também que ela não sesentiriasuperioremrelaçãoaosoutroscolaboradores.Sóporqueestavacomestasnovasfunções,nãoseriamotivopara se tornar uma pessoa orgulhosa, mas sim, feliz pormerecer e ter credibilidade para assumir novas funções.— Como você já deve saber, estou bastanteatarefado com todas estas mudanças. Estou sem tempopara cuidar de nossos eventos externos. Sendo assim,passoparaasuaresponsabilidadecuidardestesepisódios,desdepequenasreuniõesexternasatéosgrandeseventos.Organizar,fazercotações,fecharcontratos,irpessoalmente
  64. 64. 69VONTADE DE VENCERconferir a organização e também estar presente em todosos eventos como responsável pela criação e organização.— Não sei se posso dar conta do serviço, DoutorFrederico!Tudoémuitonovoparamim!—disseMariana,aindainsegura.A reação de Mariana foi semelhante à de outraspessoas: ter medo diante de novas tarefas, novasobrigações. As pessoas não confiam em si mesmas, nãotêm noção do seu potencial, As pessoas não acreditamque, se recebem propostas para novos desafios, é porqueseus superiores as julgam capazes de cumprir as metas.Um diretor de empresa, superintendente ou até mesmoo dono da empresa, só vai delegar funções a pessoascom responsabilidade, capacidade e conhecimento paraexercer a função.— Fique calma, querida Mariana! Já diz o velhoditado: “Nos dão o frio conforme o nosso cobertor”.Se você está recebendo esta responsabilidade, étotalmente capaz de cumpri-la, E isso eu sei que você é.ApósouvirestaspalavrasdoDoutorFrederico,elasentiu-se melhor, mais calma e mais confiante.— Está bem, se o senhor está dizendo, eu acredito.O que devo fazer então?Ele começou a passar as novas funções para queiniciasse os seus trabalhos e, ao término de uma hora deconversa, disse:—Fiquetranqüila,Mariana,qualquerdúvidavenhameprocurar.Frederico sempre estava à disposição para ajudaraspessoas,masnaquelasemanaestavarevendoumpoucoseus conceitos e decidindo quem ele realmente ajudaria.Nunca negou apoio a ninguém, e não seria agora que ele
  65. 65. 70THIAGO VENDITELLI CURYagiria diferente, apenas tomaria cuidado com algumaspessoas ao seu redor. Por isso, já não era mais para todas aspessoas que ele dizia estar sempre à disposição. Passou atomarcuidadocomoqueaspessoasfalavam.Infelizmente,istoeranecessário,poisnãoeramtodosdegrandeconfiança.Após delegar as funções para Mariana, elecontinuouasededicaràpalestra,queriaterminá-laomaisrápido possível.Alguns dias se passaram, o serviço fluíanormalmente,pareciaqueapoeiratinhabaixadoeoclimaestava voltando ao normal, melhor do que na últimasemana. Doutor Frederico chegou até a se perguntar serealmente estava sendo coerente em duvidar de algumaspessoas. Por não ter certeza ainda das coisas, resolveucontinuarcomseucomportamentopormaisalgumtempo.Após duas semanas sem novidades, ele haviaconcluído sua palestra. Como as coisas na empresaestavam tranqüilas, ele teve mais tempo para aperfeiçoarsuas idéias e finalizar a exposição.Frederico decidiu marcar a data para a primeirapalestra, já que as pessoas dentro da empresa, os amigos,sua família e até mesmo os diretores, haviam aprovado otema e a forma de abordagem. Marcado o dia, eranecessário ter público. Delegou a função para Matheus,que tinha muita habilidade para falar com as pessoas umrapaz desinibido, ótimo vendedor.Perto da data da palestra, a lista de presença estavaquasecompleta.Aapresentaçãoestavapraticamentepronta,faltavamsomentealgunsreparoserevisaralgunsdetalhes.Assim que terminou tudo, decidiu compartilharalguns tópicos com Carmem, sua consultora, e Andressa.Eleconfiavamuitonelasepodiacontarcomaajudadeambas.
  66. 66. 71VONTADE DE VENCER—Eupediquevocêsviessematéaquiparamostraralguns detalhes da minha palestra, que já está quasepronta. Quero a opinião de vocês. Vejam e digam-me,sinceramente, o que acham.Carmem e Andressa analisaram atentamente oconteúdo da palestra e exprimiram suas opiniões.— Doutor Frederico, está perfeito! Tenho certezaquetodosirãogostarmuitodoseuprojeto,eébemprovávelqueelesqueiramfazerpartedeletambém–disseAndressa.—Seráquechegaremosaesteponto?Porquevocêacha que eles podem querer fazer parte do projeto? —perguntou Doutor Frederico aAndressa.— Porque isto que o senhor está fazendo, pode edeve ser usado por qualquer pessoa, tanto em suaempresa, como na sua vida particular. É um trabalhonovo no mercado e sabemos que dá resultados. Assim,fica mais fácil obtermos parcerias nesse novo caminho— ressaltou Carmem.— Será que é para tanto, meninas? — perguntounovamente.—Claroqueé!—comentouCarmem—Etemmaisuma coisa: se este projeto der certo, vamos conseguiralcançarnossasmetasmaisrapidamentedoqueprevemos.— Está bem, já que você diz com tanta convicção,eu acredito. Vamos trabalhar e organizar tudo para queseja um sucesso absoluto — finalizou Frederico.Faltavam apenas dois dias para o evento, quandoalgumas pessoas começaram a se preocupar, queriamsaber o que realmente ia acontecer, qual era a finalidadeda reunião.Afinal, não era uma reunião somente com osmembros da empresa, já que os diretores das empresasparceiras também estariam presentes. Todos temiam
  67. 67. 72THIAGO VENDITELLI CURYmudançasnoquadrodefuncionários,demissões.Mesmocom as palavras do Doutor Frederico, de que nada demais aconteceria, nem todos ficaram tranqüilos. Muitosaindaduvidavamdaspalavrasedasaçõesdosupervisor.O clima mudou novamente naquela empresa. Adesconfiança voltava a reinar em alguns ambientes,principalmente onde estavam seus opositores.No dia da palestra, houve um mutirão para quepara que tudo saísse perfeito. Alguns organizavam oauditório,outrosajudavamaarrumaramesacomocoffee-break, outros verificavam os detalhes.Convidados, empresários e diretores chegavam atodo o momento. Uma correria, mas com o trabalho emequipe, tudo estava acontecendo como o planejado. Oselogios passavam pelos ouvidos da organização: “aarrumação está uma beleza”; “o café está uma delícia”;“muito bom este evento, vamos ver agora como será oconteúdo da apresentação”.Doutor Frederico não se preocupava com o receiodo público, pois sabia que tudo estava correto, no seudevidolugar.Eomaiorapoioqueeleprecisavaestavaali.Aequipe de Frederico participava ativamente, ajudandono que precisasse.Após tomarem o café da manhã, ele decidiu darinício à palestra.— Senhoras e senhores, vamos começar! Sentem-se, por favor!Todos se dirigiram aos seus devidos lugares.Terminaram de tomar café e, em tom amistoso, pedirampara o Doutor Frederico a autorização para voltarem àmesaapósapalestra.Omotivoalegadoeraqueosquitutesestavam muito saborosos. — Mas claro! — respondeu
  68. 68. 73VONTADE DE VENCERFrederico. Assim que terminarmos a nossa palestra,voltaremos ao café. Ele achou a idéia interessante, poisteria um feedback das pessoas. O que elas acharam doevento, quais seriam as sugestões e outros pontoslevantados na conversa com os empresários.Ele começou sua palestra pedindo para que aspessoas se apresentassem.— Acho que podemos começar a nossa palestranosapresentandounsaosoutros.Digamdequeempresavocês são, o que vocês fazem e o que os motivou a viremaqui. Temos algum voluntário para começar?Ninguémsemanifestou,umsilênciototal.Pessoasquetrabalhamnomesmoramodeserviçoscomvergonhaumas das outras.— Bem, já que ninguém se manifestou, parece-meque vocês estão um pouco tímidos. Para facilitar, eucomeço dizendo um pouco sobre esta empresa, e sobre oquememotivouacriarestapalestra—ressaltouFrederico,quebrando o silêncio no auditório.— Em primeiro lugar, tive a idéia de montar esteeventoapartirdomomentoemquepercebiaquantidadede pessoas que estavam ficando sem oportunidades nomercado de trabalho. Na minha opinião, isto ocorredevidoàfaltadeconsideraçãodogovernoetambémpelafaltadeoportunidadesparaestesprofissionais.Umapartedisso é culpa nossa, que muitas vezes negamos para osnovos profissionais uma chance de demonstrarem o queaprenderam em anos de estudo.—Istopodemudar,enóspodemoscolaborarparaesta mudança. É muito simples: podemos abrir as nossasportas para novos profissionais sem nos preocuparmostantosevamostermaisgastos.Ouquealguémnovopode
  69. 69. 74THIAGO VENDITELLI CURY“roubar nosso cargo”, ou o cargo de outras pessoasdentrodasempresas.Competitividadesempreiráexistire cabe a nós defendermos o nosso lugar, darmos o nossomelhor para continuarmos onde estamos e aindacrescermos profissionalmente.— Todas estas coisas me levaram a construir esteprojeto, querer um mundo um pouco melhor. Acho quepodemos dar as nossas contribuições, podemos ajudarmuitaspessoasse,emprimeirolugar,mudarmosanossapostura, a nossa maneira de agir e de pensar.— Em segundo lugar, devemos criar um grupoentre nós, para trocarmos idéias sobre o que podemosfazer para mudar este quadro e para sabermos qual aopinião das outras pessoas. Podemos ainda formar umacomissão que possa auxiliar nossos colegas noprocedimento para novas contratações; podemos criarcursos, reuniões mensais para as empresas que se unamao nosso projeto, mas para isso é necessário nosjuntarmos nesta empreitada, caminharmos lado-a-ladoem busca desses novos ideais, para sairmos ganhando.Alguém tem alguma dúvida ou quer fazer algumacolocação a respeito do que eu disse?— Eu gostaria!— disse um senhor com voz baixa,sentado no fundo do auditório, ainda um pouco tímido.— Por favor, senhor, fique à vontade e nos digaqual a sua opinião sobre este assunto.—Emprimeirolugar,bomdiaatodos,meunomeé Rogério, sou dono de uma empresa que presta serviçosde Recursos Humanos de todos os tipos, desdecontratações até terceirização de departamentoAdministrativo.Voufalarumpoucomaissobreotrabalhoque a minha empresa desenvolve. Uma firma não tem o
  70. 70. 75VONTADE DE VENCERdepartamento de Recursos Humanos, por querereconomizarcustosoupornãoterespaçofísico,dessaformaela contrata nossos serviços e tudo o que diz respeito aoRH será tratado diretamente por nós. E eu concordoplenamente com o senhor Frederico, devemos colaborarcom este primeiro passo das pessoas! Se nós, que somosexperientesnomercadodetrabalho,fecharmosestasportas,quemdaráoportunidadesaestaspessoas?Umempresárionovo no mercado de trabalho, com uma empresa semestrutura? Talvez, mas com certeza é bem mais fácil paranós do que para eles. E veja que até mesmo estes novosempresárioscomsuasnovasfirmas,aindasemsustentação,abrem mais espaços para os novos profissionais do quenós mesmos, que já temos uma “bagagem” maior.—Antesmesmodecomeçarmosesteencontro,euestava conversando com um colega aqui presente sobreeste tema, dizendo que estou abrindo as portas da minhaempresa para recém-formados. Há dois meses, fiz umanúncio no jornal a respeito de uma vaga para GerenteAdministrativo.Euqueriaumprofissionalrecém-formadoem administração. A vaga tinha um salário razoável,benefícios,registroemcarteira,tudoconformealeieaindacom uma oportunidade de crescimento dentro daempresa. E, ao meu ver, isto é o mais importante para orecém-formado, uma oportunidade de crescimento. Elesabe que vai demorar um pouco para ganhar bem, vai terque começar de baixo até chegar em um patamar demerecimento pelos seus esforços, mas ele precisa destecomeço, desta oportunidade de trabalho.Todo jovem sempre sonha com o primeiroemprego, se esforça, estuda, trabalha muitas vezes comaquilo que não gosta de fazer só para poder pagar afaculdade, e quando se forma, não tem oportunidade no

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