ÉLIDA PAULA DINI DE FRANCOVANESSA PAULINOCONDUTA DIETOTERÁPICA EM PACIENTES PEDIÁTRICOSCOM LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA DU...
ÉLIDA PAULA DINI DE FRANCOVANESSA PAULINOCONDUTA DIETOTERÁPICA EM PACIENTES PEDIÁTRICOSCOM LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA DU...
Franco, Élida Paula Dini; Paulino, VanessaConduta dietoterápica em pacientes pediátricos comleucemia linfoblástica aguda d...
DEDICATÓRIAÁ Deus, pela força e coragem que me concedeu.Aos meus pais, por sempre me encorajarem.Aos profissionais que sem...
DEDICATÓRIAÁ minha mãe Rosa, fonte de inspiração.Aos meus irmãos Viviane, Robson e Alber, pelapaciência e apoio em todos o...
AGRADECIMENTOSÁ Deus, por me conceder a graça de viver e hoje poderestar aqui.Aos meus pais Lázaro e Silvana, que me ajuda...
AGRADECIMENTOSÁ Deus, por me fortalecer em momentos difíceis.Aos meus familiares, que contribuíram para a conclusãodeste c...
FRANCO, E. P. D de * ; PAULINO, V* ; TAHAN, F** ; LIMA, M. C. C***.Conduta dietoterápica em pacientes pediátricos com leuc...
Foi realizada uma revisão bibliográfica buscando trabalhos atuais nestaárea, principalmente aqueles que apresentavam aspec...
ABSTRACTThe leukemia acute as the linfoblastic of cancer cells more common inchildhood, currently has been linked to high ...
LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1: Estágio de iniciação do câncer.................................................................
SUMÁRIOI - INTRODUÇÃO...................................................................................................II...
3.3. Alimentação durante os efeitos colaterais.......................................................3.3.1. Anorexia (perd...
I – INTRODUÇÃODe acordo com Maluf Junior et al (2009), embora a nutrição tenha papel deprimeira ordem na atenção global à ...
só favorecerá os resultados da terapêutica, além de melhorar também a tolerância àquimioterapia. (MALUF JUNIOR et al, 2009...
normais em replicação, tendo a maior parte dos agentes, toxidade gastrointestinal dediferentes amplitudes, ou seja, efeito...
II – CAPÍTULO 1CÂNCER PEDIÁTRICO“Corro perigo como toda pessoa que vive e aúnica coisa que me espera é exatamente oinesper...
II – CAPÍTULO 1CÂNCER PEDIÁTRICO1.1. CâncerSegundo Escott-Stump & Mahan (2005), o câncer pode ser considerado umadoença da...
Para o Instituto Nacional de Câncer (2009), há um processo denominadocarcinogênese no qual ocorre a formação do câncer. Co...
Figura 2 – Estágio de Promoção do CâncerFonte: INCA, 2009Terceiro estágio – Progressão: o câncer se encontra instalado nes...
de cada organismo, mas pode ser geneticamente pré-determinado, o que podeexplicar a existência de vários casos de câncer e...
vida, sendo proporcional para todas as regiões. Como a primeira causa de morteestá relacionada aos acidentes e à violência...
sanguíneo, sistema hematopoético, normais. A formação das células sanguíneas sedá na medula óssea que se localiza na cavid...
que se assemelham, como a falência da medula óssea e a infiltração de órgãos. Noentanto, alguns sinais clínicos são mais e...
com leucemia mieloblástica crônica tipo juvenil, apresenta a doença de forma aguda,são tratadas com esquemas terapêuticos ...
III – CAPÍTULO 2LEUCEMIA LINFOBLÁSTICAAGUDA“Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir ovento passar, vale a pena ter nas...
III – CAPÍTULO 2LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA2.1. Leucemia linfoblástica agudaDe acordo com Figueira et al (2001); Marconde...
É problemática a importância dessa classificação em relação ao prognósticoda doença, no entanto a maioria dos autores conc...
Figura 5 – Leucemia de células BFonte: INCA, 20092.2. Incidência da leucemia linfoblástica aguda em pacientespediátricosSe...
características de recolhimento dos registros, que foram em períodos diferentes,refletindo o perfil de sua área de cobertu...
tronco hematopoéticas, se desenvolvem em células sanguíneas específicas por umprocesso de diferenciação.Para que haja a pr...
Segundo Figueira et al (2001); Marcondes et al (2003) e Escott-Stump(2007), os esquemas terapêuticos da leucemia linfoblás...
endovenosa, que atingem níveis terapêuticos no sistema nervoso central.(FIGUEIRA et al, 2001; MARCONDES et al, 2003 e ESCO...
disfagia (dificuldade de engolir), mudança na percepção do gosto dos alimentos,problemas dentais, náusea, vômito, diarréia...
dietoterápica que objetiva diminuir os efeitos provocados por estes agentesantineoplásicos. (Anexo – A)2.5.3. Imunoterapia...
e o doador não é completamente idêntico ao receptor, denominado transplantealôgenico. (PINHO et al, 2004)2.5.4.1. Efeitos ...
IV – CAPÍTULO 3CONDUTA DIETOTERÁPICA EMPACIENTES PEDIÁTRICOSDURANTE O TRATAMENTOQUIMIOTERÁPICO“100% de esforço onde houver...
IV – CAPÍTULO 3CONDUTA DIETOTERÁPICA EM PACIENTES PEDIÁTRICOSDURANTE O TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO3.1. Alimentação no câncer...
Apoio ao paciente Dicas de alimentação(http://www.abrale.org.br/apoio_paciente/dicas/prob_alimentacao.php)Os tratamentos, ...
auxiliar o paciente a se sentir melhor e ajudar na manutenção do estado nutricional.(GENARO, 2007)A quimioterapia pode cau...
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (2009), a alimentação pode ajudar opaciente a estar mais disposto e cabe ao nutrici...
Pingar gotas de limão debaixo da língua ou ainda mastigar gelo antes dasrefeições é uma estratégia para a estimulação do a...
O mesmo autor, ainda afirma que, alimentos azedos como laranja e limostambém pode ser utilizados para maior aceitabilidade...
apresentará alterações também, e a redução de imunoglobulinas salivares.(SANTOS , FERNANDES, 2006)Para amenizar a xerostom...
vegetais macios, sendo um ótimo alimento o pêssego em calda, torrada e biscoitos,bolos de clara, mingau de aveia, líquidos...
A diarréia é caracterizada por mais de rês episódios de evacuações líquidaspor dia, sendo que esta manifestação pode levar...
Uma alimentação inadequada e alguns antineoplásicos podem obstiparintestino, causando a constipação intestinal. Este event...
nutricional deprimido, estágio da leucemia entre outros fatores. (PETRILLI,CARVALHO e LEE, 2004)3.4.1. Mucosite oral (infl...
Devido a alguns medicamentos pacientes oncológicos são mais propensos aapresentarem edema ( MAHAN e STUMP, 2005).Para evit...
Alimentos com o leite ( pois, exigem “ maior” esforço das células gástricasintestinais para absorção), sopas cremosas, san...
Para Genaro (2007) a intolerância a lactose significa que o organismo nãodigere ou absorve o açúcar do leite denominado la...
Para amenizar essa falta de paladar, devem-se oferecer alimentosfortemente temperados, tomando apenas o cuidado de observa...
A alimentação oferecida a criança no período de tratamento quimioterápicodeve garantir todos os nutrientes necessários par...
O zinco como já foi citado está diretamente relacionado com o fator decrescimento, necessário na síntese protéica, replica...
O primeiro estudo sobre terapia nutricional acompanhando pacientes no Instituto deOncologia Pediátrica – UNIFESP – GRAACC ...
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Fósforo mg 120 150 21%Magnésio mg 28 35 13%Zinco mg 2,08 2,6 37%Cobre mcg 288 360 40%Manganês mg 0,68 0,85 37%Fluor mg 0,1...
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V – CONSIDERAÇÕES FINAISO câncer é uma doença agressiva, em especial a leucemia linfoblásticaaguda, que tem rápida progres...
VI – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E WEBGRÁFICASARQUIVO BRASILEIRO DE ODONTOLOGIA – FACULDADE DE ODONTOLOGIADA PONTÍFICA UNIV...
FERREIRA, N. M. L. A et al. Quimioterapia antineoplásica e nutrição: umarelação complexa. Disponível em:<http://www.fen.uf...
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  1. 1. ÉLIDA PAULA DINI DE FRANCOVANESSA PAULINOCONDUTA DIETOTERÁPICA EM PACIENTES PEDIÁTRICOSCOM LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA DURANTE OTRATAMENTO QUIMIOTERÁPICOUNIÃO DAS INSTITUIÇÕES DE SERVIÇO, ENSINO E PESQUISAFACULDADES INTEGRADAS ASMECOURO FINO2009
  2. 2. ÉLIDA PAULA DINI DE FRANCOVANESSA PAULINOCONDUTA DIETOTERÁPICA EM PACIENTES PEDIÁTRICOSCOM LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA DURANTE OTRATAMENTO QUIMIOTERÁPICOTrabalho apresentado ao Curso deNutrição como um dos pré-requisitos paraobtenção de grau de Bacharel.Orientadora: Flora TahanCo-Orientadora: Mariana CarvalheiroCotrim LimaUNIÃO DAS INSTITUIÇÕES DE SERVIÇO, ENSINO E PESQUISAFACULDADES INTEGRADAS ASMECOURO FINO2009
  3. 3. Franco, Élida Paula Dini; Paulino, VanessaConduta dietoterápica em pacientes pediátricos comleucemia linfoblástica aguda durante o tratamento quimioterápico /Élida Paula Dini de Franco, Vanessa Paulino. – Ouro Fino: 2009.00 p.; 00 cm.1. Câncer. 2. Leucemia linfoblástica aguda. 3. Condutadietoterápica em pacientes pediátricos durante o tratamentoquimioterápico.I
  4. 4. DEDICATÓRIAÁ Deus, pela força e coragem que me concedeu.Aos meus pais, por sempre me encorajarem.Aos profissionais que sempre me auxiliaram nestajornada, são tantos que não quero ser injusta decitar alguns nomes esquecendo outros.A minha grande amiga e parceira Vanessa, pelaforça e compreensão ao longo destes anos.Élida
  5. 5. DEDICATÓRIAÁ minha mãe Rosa, fonte de inspiração.Aos meus irmãos Viviane, Robson e Alber, pelapaciência e apoio em todos os momentos.Ao meu sobrinho Abner, com amor e carinho.Á minha amiga Joyce, que tanto me auxiliou durantea graduação.Vanessa
  6. 6. AGRADECIMENTOSÁ Deus, por me conceder a graça de viver e hoje poderestar aqui.Aos meus pais Lázaro e Silvana, que me ajudaram a serquem eu sou e em momento nenhum hesitarem oumedirem esforços para realizar meus sonhos.Aos meus avôs Silvio e Terezinha, pedaçinho cativo emmeu coração, agradeço a vocês simplesmente por meconceder a felicidade de tê-los comigo em minha vida.A minha queria titia, a qual sempre me compreendeumesmo quando ninguém mais o fazia.Élida
  7. 7. AGRADECIMENTOSÁ Deus, por me fortalecer em momentos difíceis.Aos meus familiares, que contribuíram para a conclusãodeste curso.Á minha amiga e colega Élida, pelo apoio em todos osmomentos da graduação.Á todos os amigos que me apoiaram para a conclusãodeste trabalho.Vanessa
  8. 8. FRANCO, E. P. D de * ; PAULINO, V* ; TAHAN, F** ; LIMA, M. C. C***.Conduta dietoterápica em pacientes pediátricos com leucemia linfoblástica agudadurante o tratamento quimioterápico.Trabalho de conclusão de curso, Faculdades Integradas Asmec, Ouro Fino, 2009.RESUMOA leucemia linfoblástica aguda como o câncer das células sanguíneas maiscomum na infância, atualmente tem sido relacionada a elevados níveis de cura,atribuídos ao progresso no desenvolvimento dos tratamentos.O tratamento quimioterápico em combate a esta patologia utiliza compostosquímicos com a finalidade de erradicar as células cancerígenas, no entanto, por nãopossuir especificidade para estas células agridem também células normais,causando prejuízos das condições nutricionais do paciente infantil, gerandodeficiências e sintomas desconfortantes.Deste modo a nutrição, reconhecida como parte relevante na abordagem apacientes oncológicos pediátricos, favorece a tolerância e os resultados dotratamento quimioterápico, contribuindo para que o paciente infantil enfrente osproblemas alimentares infundidos pelo tratamento e assim auxiliando na cura domesmo.________________________________* Alunas do 4º ano do curso de nutrição** Orientadora nutricionista e professora da instituição*** Co-orientadora nutricionista e professora da instituição
  9. 9. Foi realizada uma revisão bibliográfica buscando trabalhos atuais nestaárea, principalmente aqueles que apresentavam aspectos nutricionais envolvidos noauxílio do estado nutricional de pacientes pediátricos durante o tratamento docâncer, tais como condutas nutricionais adequadas durante os efeitos adversos aotratamento.Palavras-Chave: leucemia linfoblástica aguda, quimioterapia, conduta nutricional.
  10. 10. ABSTRACTThe leukemia acute as the linfoblastic of cancer cells more common inchildhood, currently has been linked to high levels of cure, assigned to progress inthe development of treatments.Chemotherapy treatment in combating this pathology uses chemicalcompounds with the aim of eradicating the cancerous cells, however, no specificity tothese cells harming normal cells, also causing damage of patient nutritionalconditions of children, generating deficiencies and desconfortantes symptoms.In this way, nutrition, recognized as relevant part in paediatric cancer patientapproach, promotes tolerance and quimioterápico treatment results, contributing tochild patient meet food infundidos issues and thus assisting controller in curing.________________________________* Female pupils of the 4th year of nutrition course** Consultant nutritionist and teacher of the institution*** Co-consultant nutritionist and teacher of the institutionWas performed a review current bibliographic searching for work in this area, mainlythose who had nutritional aspects involved in aid of paediatric patients nutritionalstatus during the treatment of cancer, such as adequate nutritional pipes duringadverse treatment.Keywords: leukemia acute linfoblastic, chemotherapy, conduct nutrition.
  11. 11. LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1: Estágio de iniciação do câncer................................................................Figura 2: Estágio de promoção do câncer..............................................................Figura 3: Estágio de progressão do câncer............................................................Figura 4: Leucemia de células T............................................................................Figura 5: Leucemia de células B............................................................................0000000000
  12. 12. SUMÁRIOI - INTRODUÇÃO...................................................................................................II - CAPÍTULO 1 – CÂNCER PEDIÁTRICO..........................................................1.1. Câncer.............................................................................................................1.2. Câncer pediátrico............................................................................................1.3. Leucemias pediátricas.....................................................................................1.3.1. Tipos de leucemias pediátricas....................................................................1.3.1.1. Leucemia linfoblástica aguda....................................................................1.3.1.2. Leucemia mieloblástica aguda..................................................................1.3.1.3. Leucemia mieloblástica crônica.................................................................III - CAPÍTULO 2 – LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA.................................2.1. Leucemia linfoblástica aguda.........................................................................2.2. Incidência da leucemia linfoblástica aguda em pacientes pediátricos............2.3. Fisiopatologia da leucemia linfoblástica aguda...............................................2.4. Quadro clínico do paciente com leucemias linfoblástica aguda......................2.5. Tratamentos em combate as leucemias..........................................................2.5.1. Radioterapia.................................................................................................2.5.1.1. Efeitos da radioterapia no organismo pediátrico.......................................2.5.2. Quimioterapia...............................................................................................2.5.2.1. Efeitos da quimioterapia no organismo pediátrico.....................................2.5.3. Imunoterapia.................................................................................................2.5.3.1. Efeitos da imunoterapia no organismo pediátrico.....................................2.5.4. Transplante de medula óssea......................................................................2.5.4.1. Efeitos do transplante de medula óssea no organismo pediátrico............IV - CAPÍTULO 3 – CONDUTA DIETOTERÁPICA EM PACIENTESPEDIÁTRICOS DURANTE O TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO......................3.1. Alimentação e o câncer...................................................................................3.2. Intervenção nutricional durante o tratamento quimioterápico..........................0000000000000000000000000000000000000000000000000000
  13. 13. 3.3. Alimentação durante os efeitos colaterais.......................................................3.3.1. Anorexia (perda de peso).............................................................................3.3.2. Dor na boca ou garganta..............................................................................3.3.3. Mudanças nas sensações de olfato e paladar.............................................3.3.4. Xerostomia (boca seca)................................................................................3.3.5. Náusea e vômito...........................................................................................3.3.6. Diarréia.........................................................................................................3.3.7. Constipação..................................................................................................3.4. Alimentação durante os efeitos colaterais mais graves..................................3.4.1. Mucosite (inflamação da mucosa da boca)..................................................3.4.2. Edema..........................................................................................................3.4.3. Toxidade gastrointestinal aguda...................................................................3.4.4. Estomatite e esofagite (inflamação da boca com feridas e inflamação doesôfago)..................................................................................................................3.4.5. Intolerância a lactose....................................................................................3.4.6. Hipogeusia (perda do paladar).....................................................................3.4.7. Saciedade precoce.......................................................................................4. Alimentação e nutrientes especiais....................................................................5. Suplementação no câncer pediátrico.................................................................V - CONSIDERAÇÕES FINAIS.............................................................................VI - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E WEBGRÁFICAS................................VII - APÊNDICEApêndice 1 - Locais de formação das células sanguíneas na medulaóssea......................................................................................................................VIII - ANEXOSAnexo A – Drogas mais utilizadas no tratamento quimioterápico doscânceres infantis e seus efeitos.............................................................................00000000000000000000000000000000000000000000
  14. 14. I – INTRODUÇÃODe acordo com Maluf Junior et al (2009), embora a nutrição tenha papel deprimeira ordem na atenção global à criança, só recentemente vem sendoreconhecida como parte indispensável na abordagem ao pequeno portador deneoplasia maligna e como parte integral no complexo multidisciplinar.Segundo Maluf Junior et al (2009), a nutrição auxilia pacientes pediátricosdurante o tratamento quimioterápico favorecendo a tolerância e os resultados daterapêutica.Para Genaro (2007), a terapêutica medicamentosa em combate ao câncerpode causar efeitos colaterais nos quais alimentos antes comestíveis, agora podemnão ser bem tolerados e não ter bom paladar, podendo ainda o paciente terinapetência (...), “trazendo prejuízos para as condições nutricionais e gerandodeficiências nutricionais ao promoverem anorexia, estomatite, distúrbios das viasalimentares, náuseas, vômitos diarréia e aversões alimentares específicas”. (MALUFJUNIOR et al, 2009). (...) com todos esses problemas, é difícil pensar em umconsumo alimentar com aumento de calorias, alimentos ricos em proteínas erefeições rápidas que sejam fáceis para se preparar e se ingerir.De acordo com os autores Genaro (2007) e Maluf Junior et al (2009), anutrição é parte essencial nos cuidados e no tratamento de pacientes com câncer, e,portanto, a ingestão dos tipos certos de alimentos antes, durante e após otratamento, pode auxiliar o paciente a se sentir melhor e ter um suporte nutricionalque contribua de maneira efetiva no tratamento quimioterápico.Pacientes infantis com leucemia linfoblástica aguda respondem bem aotratamento intensivo para a paralisação e estabilização da doença. (SMITH, 2006).No entanto para que o paciente infantil consiga enfrentar todos os problemasalimentares infundidos pelos efeitos adversos ao tratamento, o planejamento docuidado nutricional é de extrema importância (GENARO, 2007). O suporte nutricional
  15. 15. só favorecerá os resultados da terapêutica, além de melhorar também a tolerância àquimioterapia. (MALUF JUNIOR et al, 2009). Desta forma grande parte dospacientes obtém a cura. (SMITH, 2006)Este estudo teve por objetivos descrever condutas dietoterápicas adequadasem pacientes oncológicos pediátricos, que em função dos efeitos adversosocasionados pelos agentes químicos empregados no tratamento quimioterápicoantineoplásico facilitam a depleção nutricional e debilitação do paciente,aumentando a gravidade da doença, visando assim à importância do suportenutricional na cura do mesmo.Este trabalho está dividido em três capítulos, dos quais o primeiro capítulose trata do câncer pediátrico, onde de acordo com Ferreira et al (2009), o câncer édefinido como um grupo de patologias que se caracterizam pela capacidade deinvadir outras estruturas orgânicas, devido a perda do controle da divisão celular.Segundo Pinho et al (2004) e Garófolo (2005), quanto aos seus aspectos gerais, ocâncer em pediatria se apresenta bem diferente do câncer em adultos, acometendomais o pré-escolar com idade média de 5 anos e do sexo masculino, sendo asleucemias as neoplasias mais comuns nesta faixa etária.Segundo Pinho et al (2004), tumores infantis são de rápida progressão, entreeles a leucemia linfoblástica aguda é a mais comum e a que apresentou maiorincidência nas últimas décadas.O segundo capítulo se trata da leucemia linfoblástica aguda, onde de acordocom Cornacchioni e Odone Filho (2009), o primeiro objetivo terapêutico no processode tratamento das leucemias agudas é alcançar a remissão completa daenfermidade, na qual todos os sinais e sintomas desaparecerão.Porém, durante o tratamento do câncer, de acordo com o estado geral dopaciente e com os protocolos de tratamentos existentes que inclui: radioterapia,quimioterapia, imunoterapia, transplante de medula óssea, dentre outros, temagentes empregados na exterminação da população de células anormais queacabam por atingir também os tecidos normais que se constituem de células
  16. 16. normais em replicação, tendo a maior parte dos agentes, toxidade gastrointestinal dediferentes amplitudes, ou seja, efeitos adversos que promovem sintomasdesconfortantes. (FERREIRA et al, 2009; MALUF JUNIOR et al, 2009)O terceiro capítulo se trata da conduta dietoterápica em pacientespediátricos durante o tratamento quimioterápico, que segundo Genaro (2007),Ferreira et al (2009) e Maluf Junior et al (2009), no tratamento quimioterápicoantineoplásico os efeitos adversos ocasionados pela terapêutica medicamentosacomo mucosite, queilose, glossite, estomatite, esofagite, toxidade gastrointestinal,náuseas, vômitos, perda de apetite, anorexia, anemia, função imunológica diminuídae ganho ou perda de peso, facilitam e evidenciam a depleção nutricional quecontribui para aumentar o quadro de gravidade da doença, sendo o diagnóstico e aintervenção precoce nas complicações nutricionais, primordiais para o sucesso docontrole nutricional antes, durante e após o tratamento.Foram realizadas pesquisas de revisão através de artigos científicos, livros esites da internet atualizados, buscando informações sobre as melhores condutasdietoterápicas em pacientes pediátricos portadores de leucemia linfoblástica agudadurante o tratamento quimioterápico, sendo esta terapêutica um fator contribuinte nadiminuição da ingesta alimentar, ocasionada pelos efeitos colaterais da terapia.
  17. 17. II – CAPÍTULO 1CÂNCER PEDIÁTRICO“Corro perigo como toda pessoa que vive e aúnica coisa que me espera é exatamente oinesperado”. (Clarice Lispector)
  18. 18. II – CAPÍTULO 1CÂNCER PEDIÁTRICO1.1. CâncerSegundo Escott-Stump & Mahan (2005), o câncer pode ser considerado umadoença das células do corpo, onde o seu desenvolvimento envolve o dano ao DNA(ácido desoxirribonucléico) das células; este dano vai se acumulando com o decorrerdo tempo e para o estabelecimento de uma neoplasia maligna, estas célulasdanificadas conseguem escapar de mecanismos apropriados de proteção doorganismo do crescimento e disseminação de tais células. A classificação detumores baseia-se no seu tecido de origem, nas suas propriedades de crescimento ena sua invasão dos tecidos. O crescimento de uma neoplasia maligna destrói otecido ao redor e pode eventualmente se espalhar para os tecidos e órgãosdistantes, um processo conhecido como metástase.De acordo com Escott-Stump & Mahan (2005),Como o câncer ocorre nas células que estão se replicando, ospadrões de câncer são completamente diferentes em crianças eadultos. No início da vida, o cérebro, sistema nervoso, ossos,músculos e tecido conjuntivo ainda estão crescendo. Desta forma,nas crianças, estes tecidos estão mais comumente envolvidos naslesões cancerosas do que nos adultos. De modo inverso, os tumorescomuns em adultos envolvem revestimentos epiteliais e são raros emcrianças. As leucemias e linfomas, que são tumores do sistemaimunológico, ocorrem em crianças e adultos, mas a história naturalda doença difere dependendo de ocorrer cedo ou tarde. (p. 953).De acordo com Guyton (1981), uma célula normal pode sofrer alteração noseu DNA (ácido desoxirribonucléico), sendo este evento denominado mutaçãogenética. As células cujo material genético foi alterado sofrem uma perda de funçãoe multiplicam-se de maneira descontrolada, mais rapidamente do que as célulasnormais do tecido a sua volta, invadindo-o. Geralmente têm capacidade de formarnovos vasos sangüíneos que as nutrirão e manterão as atividades de crescimentodescontrolados.
  19. 19. Para o Instituto Nacional de Câncer (2009), há um processo denominadocarcinogênese no qual ocorre a formação do câncer. Como em geral esse processoé lento, pode levar vários anos para que uma célula cancerígena prolifere dandoorigem a um tumor visível. Processo este que passa por vários estágios antes dechegar ao tumor, sendo eles:Primeiro estágio – Iniciação: ocorrem alterações em alguns genes dascélulas, provocadas por agentes cancerígenos ou carcinógenos, encontrando destaforma neste estágio, células geneticamente modificadas. No entanto não é possívela detecção clínica de um tumor, mas para que ocorra ação de um segundo grupo deagentes no próximo estágio as células encontram-se iniciadas. (INSTITUTONACIONAL DE CÂNCER, 2009)Figura 1 – Estágio de iniciação do câncerFonte: INCA, 2009Segundo estágio – Promoção: as células geneticamente modificadas, istoé, iniciadas no primeiro estágio sofrem ação de agentes cancerígenos classificadoscomo oncopromotores, no qual transformam de forma lenta e gradativa a célulainiciada em célula maligna. Essa transformação ocorre devido ao contato contínuocom o agente cancerígeno promotor, onde a suspensão desde contato podeinterronper o processo neste estágio. Como exemplo desta esposição temoscomponentes da alimentação e a exposição contínua e prolongada a hornônios.(INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER, 2009)
  20. 20. Figura 2 – Estágio de Promoção do CâncerFonte: INCA, 2009Terceiro estágio – Progressão: o câncer se encontra instalado nesteestágio, caracterizado pela multiplicação descontrolada e irreversível das célulasalteradas que evoluirão até o surgimento das primeiras manifestações clínicas dadoença. Os agentes denominados oncoaceleradores ou carcinógenos são ospromotores da iniciação ou progressão, temos como exemplo um desses agentespromotores completos, possuindo todos os componentes que atuam nos trêsestágios da carcinogênese, sendo este o fumo. (INSTITUTO NACIONAL DECÂNCER, 2009)Figura 3 – Estágio de progressão do câncerFonte: INCA, 2009De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (2009), o organismo humanotem mecanismos de defesas naturais para combaterem agressões estruturaiscelulares, como mecanismos para que o processo de mutação de DNA sejainterrompido, visto que ao longo da vida são produzidas várias células alteradas egraças a esse processo natural de defesa podem ser eliminadas não apresentandoassim maiores problemas.Um exemplo de mecanismo natural de defesa contra o câncer, é que o DNA(ácido desoxirribonucléico) danificado, pode ser reparado graças a enzimas quetransformam e eliminam substâncias cancerígenas. Este método de defesa é próprio
  21. 21. de cada organismo, mas pode ser geneticamente pré-determinado, o que podeexplicar a existência de vários casos de câncer em uma mesma família ou aindacomo nem todo fumante desenvolve câncer de pulmão. (INSTITUTO NACIONAL DECÂNCER, 2009)O sistema imunológico desempenha papel importante nos mecanismos dedefesa, sendo constituído por células distribuídas em uma rede complexa de órgãosdenominados órgãos linfóides (fígado, baço, gânglios linfáticos, timo, medula ósseae na circulação sanguínea). Estes órgãos são responsáveis pelo crescimento,desenvolvimento e distribuição de células especializadas nas defesas do organismocontra ataques de estranhos invasores, como os linfócitos que desempenham papelimportante no sistema imune, atribuídas as defesas no processo de formação docâncer (carcinogênese). Os linfócitos atacam células do corpo infectadas por víruscapazes de formar câncer, ou seja, agentes oncogênicos ou as células em formaçãomaligna, como também sobre substâncias secretadas denominadas linfocinas,responsáveis pela regulação do crescimento e amadurecimento de outras células edo próprio sistema imune, pois relaciona-se que o distúrbio na produção ou nasestruturas de tais substâncias, sejam causas de doenças, inclusive o câncer. Acompreensão exata destes mecanismos de defesa poderá esclarecer diversospontos importantes para o entendimento do processo de formação do câncer,carcinogênese, contribuindo para novas estratégias e tratamentos em combate aesta patologia. (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER, 2009)1.2. Câncer pediátricoSegundo o Instituto Nacional de Câncer (2009), nos últimos 40 anos oprogresso no desenvolvimento do tratamento para o câncer pediátrico foiespetacular. Estimando que se o paciente infantil for diagnosticado precocemente etratado em centros especializados, em torno de 70% das mesmas poderão sercuradas, tendo a maioria dessas crianças após um tratamento adequado uma boaqualidade de vida.No Brasil como em países desenvolvidos o câncer entre pacientespediátricos e adolescentes, representa a segunda causa de morte neste período de
  22. 22. vida, sendo proporcional para todas as regiões. Como a primeira causa de morteestá relacionada aos acidentes e à violência, diz-se que o câncer é a primeira causade morte por doença na faixa etária de 1 ano de idade até os 19 anos de idade, finalda adolescência. (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER, 2009)O câncer infantil compreende um grupo de doenças que se caracterizampelo rápido crescimento e descontrole de células atípicas em qualquer lugar doorganismo. As neoplasias mais comuns na infância são atribuídas às leucemias, aoslinfomas e aos tumores do sistema nervoso central. (INSTITUTO NACIONAL DECÂNCER, 2009)De acordo ainda com o Instituto Nacional de Câncer (2008), o câncer infantilse faz diferente do adulto, de modo a afetar células do sistema sanguíneo ouhematopoético e os tecidos de sustentação. Por serem de origem embrionária asdoenças malignas na infância são constituídas de células indiferenciadas,determinando uma resposta melhor aos atuais métodos terapêuticos.Segundo D’ angio et al (1998), as causas dos tumores pediátricos ainda sãopouco conhecidas, embora alguns tipos específicos já tenham base científica de quesejam determinados geneticamente.1.3. Leucemias pediátricasSegundo a Associação Brasileira de Linfomas e Leucemias (2009), asleucemias englobam quatro categorias, dentre as quais três categorias são deorigem pediátrica. Os termos atribuídos às leucemias se referem aos tipos de célulasenvolvidas sendo denominada leucemia linfóide, linfocítica e/ou linfoblástica aguda(LLA), leucemia mielóide, mielocítica ou mieloblástica aguda (LMA) e leucemiamielóide, mielocítica ou mieloblástica crônica (LMC).De acordo com Instituto Nacional de Câncer (2009), as leucemias deetiologia desconhecida são consideradas uma doença maligna dos glóbulosbrancos, leucócitos, e se caracterizam pelo acúmulo de células jovens, isto é,blásticas, atípicas na medula óssea, substituindo assim as células do sistema
  23. 23. sanguíneo, sistema hematopoético, normais. A formação das células sanguíneas sedá na medula óssea que se localiza na cavidade dos ossos, principalmente noesterno, na pelve e no fêmur (Apêndice 1). Como a medula óssea é responsávelpela formação dessas células sanguíneas, nela são encontradas as células mãe ouprecursoras, que originam os elementos figurantes do sangue como os glóbulosbrancos, glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e plaquetas. Devido aoacúmulo das células blásticas atípicas na medula óssea a produção desseselementos figurantes do sangue é prejudicada impedindo desta forma a produçãodos glóbulos brancos, ocasionando infecções; glóbulos vermelhos, ocasionandoanemia e das plaquetas, ocasionando hemorragias. Como a doença é de rápidaprogressão, exige que o tratamento seja iniciado logo após realização do diagnósticoe classificação da leucemia.1.3.1. Tipos de leucemias pediátricas1.3.1.1. Leucemia linfoblástica agudaSegundo Figueira et al (2001), a leucemia linfoblástica aguda representa75% de todas as leucemias na infância, sendo uma doença monoclonal que resultada transformação maligna e expansão de uma única célula. (leia no próximo capítulosobre esta patologia)1.3.1.2. Leucemia mieloblástica agudaDe acordo com Figueira et al (2001), a leucemia mieloblástica aguda resultada proliferação clonal da célula mielóide primitiva, representando em torno de 20%de todas as leucemias da criança, acometendo igualmente tanto o sexo masculinocomo o feminino. A incidência da leucemia mieloblástica aguda é um pouco maior noprimeiro ano de vida e matem-se constante até a adolescência, onde apresenta umnovo pico e voltando a se manter constante até cerca dos 55 anos de idade,aumentando progressivamente com a idade.Segundo o autor citado acima, da mesma forma que na leucemialinfoblástica aguda, a leucemia mieloblástica aguda apresenta alguns sinais clínicos
  24. 24. que se assemelham, como a falência da medula óssea e a infiltração de órgãos. Noentanto, alguns sinais clínicos são mais específicos nesta leucemia, como ainfiltração de pele e hipertrofia gengival, como também fenômenos hemorrágicos emassas tumorais em nível de órbita, cordão medular ou pele, conhecidas comoclorona.Para Figueira et al (2001), na leucemia mieloblástica aguda não existe umaconcordância no que se diz respeito ao tratamento, diferentemente da leucemialinfoblástica aguda. A maioria dos autores está de acordo com a fase de indução, naqual o objetivo é atingir a remissão completa da doença através da destruição domaior número possível de células com câncer e com mais agilidade possível, poréma fase de consolidação ou intensificação e principalmente a fase de manutenção temmuitas controvérsias. Neste tipo de leucemia o transplante de medula óssea comdoador compatível, é indicado logo na primeira remissão da doença, tendo opaciente um resultado de cura definitiva com o transplante em torno de 40% a 60%nestas condições.1.3.1.3. Leucemia mieloblástica crônicaDe acordo com Figueira et al (2001), a leucemia mieloblástica crônicarepresenta cerca de 2% a 5% de todas as leucemias na infância. É uma doençamieloproliferativa resultante da proliferação clonal anormal de uma célulaindiferenciada multipotente, suas formas clínicas são apresentadas de maneirasbem diferentes, uma semelhante à encontrada nos adultos, denominada tipo adulto,e uma com características de doença aguda, denominada tipo juvenil.Segundo Figueira et al (2001), a leucemia mieloblástica crônica tipo adultoapresenta um quadro clínico e laboratorial indistinguível daquela encontrada nospacientes adultos, em sua fase crônica é bem controlada, é tratada com drogas queresultam em remissões clínicas e laboratoriais completas, mas não à cura. Sendo otransplante de medula óssea o tratamento definitivo com percentual de 60% de cura,no entanto a leucemia mieloblástica crônica tipo adulto caminha constantementepara a fase aguda, que é de difícil controle terapêutico e que leva à morte em poucotempo. Esta sendo indistinguível da leucemia mieloblástica aguda. Já as crianças
  25. 25. com leucemia mieloblástica crônica tipo juvenil, apresenta a doença de forma aguda,são tratadas com esquemas terapêuticos semelhantes aos dos portadores deleucemia mieloblástica aguda, pois possuem quadro clínico semelhante, no entanto,os resultados são insatisfatórios e tem o transplante de medula óssea indicadoocorrendo remissão da doença.
  26. 26. III – CAPÍTULO 2LEUCEMIA LINFOBLÁSTICAAGUDA“Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir ovento passar, vale a pena ter nascido”.(Fernando Pessoa)
  27. 27. III – CAPÍTULO 2LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA2.1. Leucemia linfoblástica agudaDe acordo com Figueira et al (2001); Marcondes et al (2003) e Escott-Stump(2007), a leucemia linfóide, linfocítica e/ou linfoblástica aguda (LLA) é uma doençamaligna de rápida progressão, decorrente da proliferação descontrolada de umaúnica célula progenitora, que tem capacidade de se expandir indefinidamente,acumulando células imaturas e sem função, infiltrando assim a medula óssea, osangue e demais órgãos. A leucemia linfoblástica aguda é a neoplasia mais comumna infância, com discreta freqüência no sexo masculino. Numerosos fatores de riscosão associados ao desenvolvimento da patologia, dentre elas, anormalidadescromossômicas como a síndrome de Down, síndrome de Bloom, anemia de Fanconi,imunodeficiências congênitas, como a Telangiectasia Atáxia, síndrome de Wiscott-Aldrich e infecções por retrovírus, uso de drogas com agentes antineoplásicos eimunossupressores, exposição a radiações ionizantes e em irmãos de pacientescom leucemia aguda a probabilidade da doença se desenvolver é maior, no entanto,sua etiologia exata permanece desconhecida.Segundo Figueira et al (2001), de acordo com a classificação da FAB(Francesa, Americana e Britânica), as leucemias linfoblásticas agudas pertencem atrês grupos: L1, L2 e L3. A L1 representa aproximadamente 85% das leucemiaslinfoblásticas agudas se caracterizando pela presença de uma população celularcujas partes são da mesma natureza, formada por linfoblastos de tamanho pequeno,com citoplasma escasso e nucléolos de difícil visualização. A L2 apresenta umapopulação celular de linfoblastos composta de partes de diferente natureza, comcitoplasma abundante e nucléolos salientes. A L3 apresenta população celular delinfoblastos com citoplasma nitidamente basofílico e com inúmeras vacuolizações,núcleo de cromatina frouxa com um ou mais nucléolos bem visíveis, é a menosfreqüente de todas as leucemias linfoblásticas agudas representando em torno de1%.
  28. 28. É problemática a importância dessa classificação em relação ao prognósticoda doença, no entanto a maioria dos autores concorda que a L1 seria a de melhorprognóstico, enquanto a L3 seria a de pior. (FIGUEIRA et al, 2001)De acordo com Figueira et al (2001), as leucemias linfoblásticas agudastambém são subdivididas de acordo com a presença de marcadores imunológicosintra ou extracitoplasmásticos em: leucemias de células T e leucemias de células B.(Figura 5 e 6)As leucemias linfoblásticas agudas de células B são subclassificadas aindade acordo com sua maturação em: leucemias de células pré-pré-B, pré-B e B, sendoesta classificação de grande importância biológica e clínica, inclusive em relação aoprognóstico e ao tratamento da doença. As leucemias de células T são aquelas quemostram em sua superfície antígenos T, e representam cerca de 15% do total dasleucemias linfoblásticas agudas. As leucemias pré-pré B e pré-B possuem antígenosque as identificam como células B imaturas, sendo as de melhor prognóstico. Aleucemia de célula B representa em torno de 1%, possuindo antígenos que ascaracterizam como célula B madura, estando relacionada com o pior prognósticoentre as leucemias linfoblásticas agudas. (FIGUEIRA et al, 2001)Figura 4 – Leucemia de células TFonte: INCA, 2009
  29. 29. Figura 5 – Leucemia de células BFonte: INCA, 20092.2. Incidência da leucemia linfoblástica aguda em pacientespediátricosSegundo o Instituto Nacional de Câncer (2007), para estabelecer medidasefetivas no controle do câncer, é necessária a obtenção de informações sobre suadistribuição de incidência e mortalidade, que possibilita o melhor entendimento dadoença e seus determinantes, contribuindo assim, para as medidas de prevenção,detecção precoce, tratamento e cuidados paliativos.De acordo com Pinho et al (2004), o câncer compreende a segunda causade morte por doença e a terceira causa de óbitos no Brasil, tendo nas últimasdécadas elevado a incidência dos tumores infantis, principalmente as leucemias,como a leucemia linfoblástica aguda.Os tumores infantis são agressivos e tornan-se rapidamente perceptíveis,em contra partida, são considerados de bom prognóstico em resposta ao tratamento.O câncer pediátrico representa de 0,5% a 3% de todos os tumores na maioria daspopulações. (D’ ANGIO et al, 1998). A doença, embora ocorra em qualquer idadetem um pico inicial de incidência entre os 3 e 5 anos. (MARCONDES et al, 2003)Segundo o Instituto Nacional de Câncer (2008), a abrangência nacional dasinformações sobre a doença, não é do Brasil como um todo, devido às
  30. 30. características de recolhimento dos registros, que foram em períodos diferentes,refletindo o perfil de sua área de cobertura e referindo-se na maioria das vezes a ummunicípio. Desta forma as taxas de incidência refletem os registros de diferentesregiões para tipos específicos de câncer como para as leucemias de origempediátrica como um todo.No entanto, de acordo com a Associação Brasileira de Linfomas eLeucemias (2009), estima-se que a leucemia linfoblástica aguda represente 75% dasleucemias na população infantil, sendo 20% referida à leucemia mieloblástica agudae 2% a 5% à leucemia mieloblástica crônica.2.3. Fisiopatologia da leucemia linfoblástica agudaSegundo a Associação Brasileira de Leucemias e Linfomas (2009), ascélulas sanguíneas que circulam no sangue se desenvolvem na medula óssea, queé um tecido esponjoso, localizado na cavidade central do osso. A formação dascélulas sangüíneas é um processo denominado hematopoese. A produção de todasas células sanguíneas no interior da medula óssea é responsável por um grupopequeno de células chamadas de células-tronco hematopoéticas. Estas células-
  31. 31. tronco hematopoéticas, se desenvolvem em células sanguíneas específicas por umprocesso de diferenciação.Para que haja a produção constante de células sanguíneas em indivíduossadios, existem células-tronco hematopoéticas suficientes. As células sanguíneasque estão completamente maduras, ou seja, funcionantes deixam a medula ósseamigrando-se para o sangue, onde serão realizadas suas funções. (ASSOCIAÇÃOBRASILEIRA DE LEUCEMIAS E LINFOMAS, 2009)Segundo o Arquivo Brasileiro de Odontologia – Faculdade de Odontologiada Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2007), em indivíduosportadores de leucemias agudas, as células leucêmicas apresentam alterações noprocesso de diferenciação, maturação e apoptose, multiplicando-se e acumulando-se mais rapidamente do que as células-tronco hematopoéticas normais e assimsendo substituídas, causando a supressão e consequente falência da medula óssea.2.4. Quadro clínico do paciente com leucemia linfoblástica agudaSegundo Figueira et al (2001), devido à falha na produção das célulassanguíneas (eritrócitos, leucócitos e plaquetas) normais em quantidades suficientes;ocorrem anemia e infecções frequentes, plaquetopenia, neutropenia, linfocitose emedula óssea hipercelular, com presença intensa de linfoblastos, ou seja, célulasleucêmicas.2.5. Tratamentos em Combate as leucemiasNos últimos 30 anos o tratamento da leucemia linfoblástica aguda dainfância, transformou-se de uma doença implacavelmente mortal em curável empelos menos 70% dos casos, mostrando um impressionante progresso. A atribuiçãodessa melhora se deve ao surgimento de drogas quimioterápicas e também de seuuso combinado. (MARCONDES et al, 2003). O sucesso do tratamento consiste emse usar esquemas nos quais um maior número de células leucêmicas sejamexterminadas, sem que se promovam efeitos tóxicos agudos graves, principalmentepara a medula óssea. (FIGUEIRA et al, 2001)
  32. 32. Segundo Figueira et al (2001); Marcondes et al (2003) e Escott-Stump(2007), os esquemas terapêuticos da leucemia linfoblástica aguda da infância sãodivididos em fases:Primeira fase – Indução: usa-se o maior número de drogas, com o objetivode destruir o maior número possível de células com câncer e com mais agilidadepossível, podendo desta forma induzir uma remissão completa da doença, ou seja,restabelecer a hematopoese normal, com desaparecimento dos sintomas clínicos elaboratoriais associados à doença. (FIGUEIRA et al, 2001; MARCONDES et al, 2003e ESCOTT-STUMP, 2007)Segunda fase – Consolidação ou Intensificação: inclusão de váriosagentes quimioterápicos, aplicada logo após a remissão completa da doença. É umafase de tratamento intensivo que objetiva consolidar a remissão adquirida, evitandoo surgimento de clones resistentes aos agentes, isto é, eliminar as célulasleucêmicas de onde elas possam estar ocultas, garantindo remissões mais longasou permanentes. (FIGUEIRA et al, 2001; MARCONDES et al, 2003 e ESCOTT-STUMP, 2007)Terceira fase – Manutenção: a leucemia linfoblástica aguda da infânciarequer tratamento prolongado, deste modo, após diminuição do número de célulasleucêmicas através das duas primeiras fases do tratamento, doses menores dosagentes quimioterápicos são administradas durante um período de 2 a 3 anos,visando permanecer o paciente em remissão completa e contínua, podendo assimobter à cura. (FIGUEIRA et al, 2001; MARCONDES et al, 2003 e ESCOTT-STUMP,2007)Quarta fase – Tratamento e profilaxia do sistema nervoso central: essaé uma fase essencial no tratamento, tendo em vista que na leucemia linfoblásticaaguda o sistema nervoso central funciona como um santuário de células leucêmicas,pois frequentemente elas se elastram até o revestimento do cérebro e da medulaespinhal. Como as drogas em nível terapêutico não atravessam a barreirahemoliquórica, faz-se necessário a profilaxia do sistema nervoso central, recebendocomo prevenção, quimioterapia intratecal associada a altas doses de drogas por via
  33. 33. endovenosa, que atingem níveis terapêuticos no sistema nervoso central.(FIGUEIRA et al, 2001; MARCONDES et al, 2003 e ESCOTT-STUMP, 2007)No período em que não se realizava a prevenção do sistema nervosocentral, 70% dos pacientes apresentavam recaída neste local, hoje em dia, menosde 10% dos pacientes são acometidos por esta recaída. (FIGUEIRA et al, 2001)A radioterapia na cabeça como medida de prevenção tem sido utilizada cadavez menos, pois podem causar dano intelectual e neoplasias cerebrais, sendoatualmente reservadas aos pacientes com alto risco de recaída, e a tendênciafuturamente, é abolir esse tratamento. (FIGUEIRA et al, 2001; MARCONDES et al,2003)2.5.1. RadioterapiaA radioterapia é um tratamento local com administração de radiaçõesionizantes, ou seja, ondas eletromagnéticas ou raios particulados. Método detratamento que objetiva interromper o crescimento ou destruir as célulascancerígenas do organismo. (PINHO et al, 2004). A devida aplicação destetratamento consiste na eliminação do tumor com menos dano possível as célulasvizinhas que se reproduzirão a partir desta área. Como o organismo de cadaindivíduo reage e suporta de forma diferente as radiações, a quantidade a serutilizada é calculada individualmente, visto que não há uma dose padrão deradiação. A indicação da radioterapia pode ser realizada isolada ou associada aoutras formas de terapia. A radioterapia associada é preferencialmente utilizada emcasos de doença avançada, ocorrendo devido à ação local da radioterapia queassociada a terapias sistêmicas, conseguirão atingir o corpo todo e assim terão seusefeitos aumentados. (RIBEIRO, 2005)2.5.1.1. Efeitos da radioterapia no organismo pediátricoOs efeitos decorrentes da radioterapia, dependem da dose de irradiação eda quantidade de tecido tratado. (PINHO et al, 2004). Como consequências dotratamento temos: xerostomia (ressecamento da boca), dor na boca e na garganta,
  34. 34. disfagia (dificuldade de engolir), mudança na percepção do gosto dos alimentos,problemas dentais, náusea, vômito, diarréia e má absorção, inapetência geral (perdageral do apetite), mudança de paladar, mucosite (inflamação na mucosa da boca) efunção imunológica diminuída. (GENARO, 2007)2.5.2. QuimioterapiaSegundo Escott-Stump & Mahan (2005), a quimioterapia é a administraçãode agentes químicos ou medicações com finalidade curativa, tratando tumoreslocalizados. É uma terapia sistêmica que atinge o corpo todo.A quimioterapia age de forma inespecífica no crescimento das célulasatingindo tanto células malignas como células normais. (PINHO et al, 2004). Ascélulas da medula óssea, folículos pilosos a da mucosa do trato digestivo sãocaracteristicamente as mais atingidas. (ESCOTT-STUMP & MANAN, 2005)2.5.2.1. Efeitos da quimioterapia no organismo pediátricoA gravidade dos efeitos colaterais são dependentes das drogas utilizadas,dose, duração do tratamento, drogas associadas, suscetibilidade e estado de saúdeatual individual. (ESCOTT-STUMP & MAHAN, 2005). Dentre eles podemos incluirmudança do gosto dos alimentos, mucosite (inflamação na mucosa da boca),queilose (feridas na boca), glossite (inflamação da língua), estomatite (inflamação daboca com feridas), esofagite (inflamação no esôfago), diarréia, má absorção einflamação da mucosa do intestino (toxicidade gastrointestinal), náuseas, vômitos eperda do apetite (anorexia), anemia função imunológica diminuída, dor na boca ouna garganta, ganho ou perda de peso. (GENARO, 2007)2.5.2.2. Drogas mais utilizadas no tratamento quimioterápico doscânceres infantis e seus efeitosDe acordo com Pinho et al (2004), a maior parte dos agentes utilizadas nosprotocolos dos tumores pediátricos ocasiona efeitos adversos que podem afetar oestado nutricional dos pacientes infantis, precisando modificar a conduta
  35. 35. dietoterápica que objetiva diminuir os efeitos provocados por estes agentesantineoplásicos. (Anexo – A)2.5.3. ImunoterapiaDe acordo com Pinho et al (2004), a imunoterapia é a indução das linfocinase glicoproteínas produzidas por linfócitos ativos e que participam de várias respostascelulares, aumentando desta forma a resposta ao antígeno de maneira nãoespecífica e obtendo efeito antiproliferativo sobre a neoplasia.2.5.3.1. Efeitos da imunoterapia no organismo pediátricoOs efeitos colaterais dependerão da droga utilizada e da dose administrada.(PINHO et al, 2004). Sendo estes efeitos: febre, náuseas e vômitos, diarréia, dor naboca, perda de apetite (anorexia), xerostomia (boca seca), mudança na percepçãodo gosto do alimento. (GENARO, 2007)2.5.4. Transplante de medula ósseaSegundo Pinho et al (2004), o transplante de medula óssea objetiva renovaras funções sanguíneas e imunológicas normais do receptor da medula, substituindosuas células sanguíneas doentes. O transplante de medula óssea é realizado apartir de células-mãe do doador (célula que se diferencia formando ramoshematológicos) que podem ser procedentes da medula óssea, do sangue periféricoou do cordão umbilical, através da infusão na circulação sistêmica do receptor,fazendo com que os espaços deixados pela quimioterapia preliminar na medulaóssea sejam preenchidos na intenção de eliminar o máximo da doença. Para queocorra o transplante de medula óssea as indicações são feitas a várias neoplasias edoenças hematológicas como as leucemias.O transplante de medula óssea engloba alguns tipos específicos dos quaissão realizados a partir: da própria medula do receptor ou célula mãe do mesmo sãocolhidas e crioconservadas, denominado transplante autólogo; o receptor é irmãogêmeo, isto é, geneticamente idêntico ao doador, denominado transplante singênico
  36. 36. e o doador não é completamente idêntico ao receptor, denominado transplantealôgenico. (PINHO et al, 2004)2.5.4.1. Efeitos do transplante de medula óssea no organismopediátricoOs efeitos adversos ocorrem devido aos esquemas de quimioterapiaestabelecidos antes do transplante e à incompatibilidade imunológica entre o doadore o receptor da medula. (PINHO et al, 2004). Dentre eles podemos citar náuseas evômitos, perda de apetite (anorexia), mucosite (inflamação na mucosa da boca),estomatite (inflamação da boca com feridas), esofagite (inflamação no esôfago),mudanças de paladar e salivares, diarréia, má absorção e inflamação da mucosa dointestino (toxicidade gastrointestinal). (GENARO, 2007)
  37. 37. IV – CAPÍTULO 3CONDUTA DIETOTERÁPICA EMPACIENTES PEDIÁTRICOSDURANTE O TRATAMENTOQUIMIOTERÁPICO“100% de esforço onde houver 1% de chance”.(Associação Brasileira de Linfomas eLeucemias)
  38. 38. IV – CAPÍTULO 3CONDUTA DIETOTERÁPICA EM PACIENTES PEDIÁTRICOSDURANTE O TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO3.1. Alimentação no câncerDe acordo com Sant’Ana et al (2009), alimentar-se é um ato importantíssimopara nossas vidas, em todas as fases da infância à velhice, durante o tempo que seestá saudável ou doente. Alguns tratamentos para o câncer como quimioterapia,radioterapia, Imunoterapia entre outros, podem ocasionar enfraquecimento corpóreobem como cansaço e dificuldades para se alimentar. Sendo que a alimentação é umfator importante para diminuir os efeitos dos tratamentos contribuindo para o bemestar dos pacientes.Segundo Escott-Stump & Mahan (2005), seja para pacientes recémdiagnosticados ou em terapia ativa, em remissão ou pós-tratamento, a nutrição éuma ferramenta muito importante de tratamento e cuidados perante esta patologia.A intervenção nutricional em pacientes oncológicos tem como objetivos, reverter ouprevenir as deficiências nutricionais, preservar a massa magra corpórea, minimizaros efeitos do tratamento comumente apresentada por esses pacientes, todas essasmelhoras tem como objetivo aumentar a qualidade de vida do paciente em ummomento tão delicado.De acordo com o autor citado acima, o câncer e o seu tratamento podemcausar forte impacto no organismo do paciente, podendo apresentar variações emtodos os sistemas corpóreos.Conforme se observa a progressão da doença, ocorre uma variação noapetite e ingestão de alimentos, na sua grande maioria essa variação significaredução alimentar, resultando na caquexia, uma forma de desnutrição muito comumno câncer. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINFOMAS E LEUCEMIAS, 2009).
  39. 39. Apoio ao paciente Dicas de alimentação(http://www.abrale.org.br/apoio_paciente/dicas/prob_alimentacao.php)Os tratamentos, principalmente a quimioterapia e a radioterapia, tem efeitosmuito agressivos no corpo do paciente, podendo deixar o organismo debilitadoe vulnerável, aumento o risco de comprometimento nutricional e prejudicandoassim a resposta terapêutica. (GARÓFOLO, 2007). (Suporte nutricional previneobesidade nas crianças com câncerhttp://www.oncopediatria.org.br/portal/noticias/arquivo/200707/200707_1_01.jsp)A nutrição não é curativa e sim um auxílio ao tratamento, na realidade nãosão apenas os medicamentos prescritos pelos médicos que curam o câncer, e sim aação conjunta de toda uma equipe multiprofissional, composta por médicos,nutricionistas, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, dentistas eassistentes sociais. (PITRILLI, CARVALHO e LEE, 2004).O tratamento do câncer afeta particularmente a alimentação no momentoque tanto se necessita dela para a recuperação. Sabe-se que é possível comintervenção nutricional, mesmo com as dificuldades, melhorar o quadro dospacientes. (GENARO, 2007)3.2. Intervenção nutricional durante o tratamento quimioterápicoSegundo a Associação Brasileira de Câncer – ABC, durante o tratamentoquimioterápico é necessário uma atenção especial aos pacientes. Alguns efeitoscolaterais do tratamento afetam diretamente os hábitos alimentares e a nutrição éuma ferramenta para melhorar o quadro do paciente, podendo fazê-lo melhorarsignificativamente a resposta frente o tratamento. ( Especial câncer do Intestinohttp://www.abcancer.org.br/portal/index.php?module=atualidades&class=noticias&event=especial&id=929) Acesso em 15/10/09 as 22:45A dieta é muito importante no tratamento do câncer. Ingerir vários tipos dealimentos não apenas durante tratamento quimioterápico, mas antes e após, pode
  40. 40. auxiliar o paciente a se sentir melhor e ajudar na manutenção do estado nutricional.(GENARO, 2007)A quimioterapia pode causar efeitos colaterais como náuseas e vômitos,além de feridas na boca. Alimentos que antes tinha boa aceitabilidade pelo pacienteagora, pode não ser aceito por ele, além de um agravante, ele pode ter perda deapetite. (GENARO, 2007). Frente a esse problema o nutricionista terá que aumentaras calorias devido ao estado hipercatabólico que alguns pacientes se encontram.(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LEUCEMIAS E LINFOMAS, 2009).(http://www.abrale.org.br/apoio_paciente/equipe_multiprofissional/efeitos_colaterais.php) acesso em16/08/09 as 16:16) *O tratamento da leucemia linfoblástica aguda é longo, variando entre 2 e 3anos, neste período o paciente pediátrico deve ter suporte nutricional para combatera doença e suportar o tratamento sem prejudicar seu crescimento e estadonutricional. (PEDROSA e LINS, 2009)Para Genaro, “alimentar-se bem é extremamente importante quando o corpoestá combatendo uma doença”. (2007, p. 12)3.3. Alimentação durante os efeitos colateraisAlgumas condutas ajudam pacientes a enfrentar os problemas dealimentação durante este período de tempo no qual se sujeitam a este tratamento.(GENARO, 2007).3.3.1. Anorexia (perda de apetite)A perda do apetite é um dos problemas mais comuns que ocorrem durante otratamento de câncer, em especial durante o tratamento quimioterápico. Paraalgumas pessoas, a perda do apetite ocorre apenas durante um dia ou dois, paraoutras é uma preocupação contínua. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LEUCEMIASE LINFOMAS, 2009) mesma referencia *
  41. 41. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (2009), a alimentação pode ajudar opaciente a estar mais disposto e cabe ao nutricionista saber o que fazer para que opaciente se alimente. Como tentar fazer refeições leves várias vezes ao dia emespecial de três em três horas. ( manual Inca)Também é importante ter sempre um lanche sadio ou um líquido maiscalórico (suco, vitamina e leite), com fácil acesso para sempre poder mordiscar oudar goles, ainda podendo estar disponível em casa ou na bolsa obtendo assimcalorias e proteínas de um modo mais fácil. (GENARO, 2007).Existe ainda maneiras para enriquecer preparações como, por exemplo,adicionar azeite, óleo vegetal, creme de leite, gema de ovo ou margarina em sopas,purês ou mingaus. Para as vitaminas utilizar farinhas instantâneas como farinhaláctea, de arroz ou milho, amido de milho, fubá entre outros e acrescentar leite empó ao leite comum aumentando a densidade calórica e a quantidade de cálcio.(INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER, 2009). ( manual inca )Maiores refeições com menores quantidades evitam que o estômago causeincômodo no paciente permitindo assim uma melhor digestão. (ASSOCIAÇÃOBRASILEIRA DE LINFOMAS E LEUCEMIAS, 2009) mesma referencia *Comer sempre que apresentar fome, podendo variar os números derefeições, mantendo a calma e nunca comendo com pressa. (GENARO 2007;INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER, 2009) manual IncaPreparar pratos coloridos e diversificados, incluindo novos alimentos nocardápio e dando preferência para que outra pessoa prepare as refeições para evitarnáuseas e assim repugnância ao alimento. (GENARO 2007; INSTITUTO NACIONALDE CÂNCER, 2009). Manual incaA quantidade de líquido durante as refeições devem ser controladas, darpreferência a ingestão antes (30 minutos) ou após o término da refeição (30minutos) nunca durante, evitando assim saciedade precoce. (ASSOCIAÇÃOBRASILEIRA DE LEUCEMIAS E LINFOMAS, 2009). Mesma referencia *
  42. 42. Pingar gotas de limão debaixo da língua ou ainda mastigar gelo antes dasrefeições é uma estratégia para a estimulação do apetite e também é muitoimportante oferecer sempre ao paciente um cardápio variado evitando monotoniaalimentar, experimentar novos temperos, deixando a comida diferente como, louro,cominho entre outros. (GENARO, 2007)3.3.2. Dor na boca ou gargantaEmbora mais freqüente em pacientes que se tratam com radioterapia etumores sólidos na região do pescoço e cabeça, as dores na garganta e na boca sãoraras em pacientes com leucemia linfoblástica aguda no tratamento quimioterápico.(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LEUCEMIAS E LINFOMAS, 2009).( Mesmareferencia * ) A melhor maneira de se evitar irritações bucais é evitando alimentoscomo: abacaxi e outras frutas ácidas, sucos cítricos como laranja, tangerina, limãoentre outros. (GENARO, 2007). Para qualquer alteração na mucosa da boca ouesofágica é recomendado a utilização de preparações líquidas e auxiliadas a umcanudinho para melhorar a deglutição. (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER, 2009)manual do Inca3.3.3. Mudanças nas sensações de olfato e paladarDe acordo com Cuppari (2005), alguns medicamentos antineoplásicospodem causar alterações no olfato e paladar (disgeusia), o que pode fazer com queo paciente submetido a esses tratamentos tenham dificuldade de aceitar alimentos.Segundo Genaro (2007), a escolha e a preparação dos alimentos quepossuam boa aparência e bom odor é mais aceita pelos pacientes durante otratamento. Tendo como exemplo a carne vermelha (bife) como é um alimento decor e odor forte pode dar preferência a frango ou peixe, onde além de apresentarsimilares valores nutricionais têm menores impactos no olfato e paladar dascrianças.
  43. 43. O mesmo autor, ainda afirma que, alimentos azedos como laranja e limostambém pode ser utilizados para maior aceitabilidade da preparação, um exemplo éo creme de limão que além do sabor, fornece ao paciente calorias e proteínas.Se o paladar estiver alterado não haverá muita fome, pois o pacienteespecialmente o pediátrico normalmente não ingere o que não gosta, o mesmo podeocorrer com o olfato se o cheiro não o agrada não há fome. (GARÓFALO e LOPEZ,2002).(Disponível em http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=363170&indexSearch=ID acesso em 15/10/09 as20:12)Escovar os dentes ou simplesmente lavar a boca com freqüência, pode seruma estratégia de não deixar a boca com gosto amargo causados por algunsantineoplásico ( INCA, 2007) ( Manual do Inca) . O melhor profissional para orientare orientar até sobre o uso de enxaguantes bucais é o dentista bem como seaparacem feridas ou alterações mais grave na boca. (PETRILI, CARVALHO e LEE,2004)A temperatura é muito importante para aversão ou aceitação de algunsalimentos, a temperatura ambiente é a mais recomendada, pois não apresentamodificações e possíveis desconfortos bucais no paciente ao ingeri-los. Além dissosempre oferecer alimentos no qual o paciente pediátrico goste, insistir em alimentoscom aversão por parte dele apenas dificulta o processo de alimentação ( GENARO,2007).3.3.4. Xerostomia (boca seca)A xerostomia ocorre quando os pacientes apresentam elevadasconcentrações de agentes quimioterápicos na saliva, o que faz com que a mucosaesteja exposta a toxicidade. Tendo como principais alterações: redução do volumede saliva, mudança na constituição salivar e sendo assim a microflora ora
  44. 44. apresentará alterações também, e a redução de imunoglobulinas salivares.(SANTOS , FERNANDES, 2006)Para amenizar a xerostomia deve-se dar preferência a alimentos quetendem a aumentar o fluxo salivais tais como: queijos, pipoca e amendoim, pois sãode consistência duro obrigando assim as glândulas salivares a aumentara produção(GENARO, 2007). Se o paciente não apresenta mucosite e estomatites, pode aindachupar balas e picolés duros de frutas ou ainda gelo, ou usar chicletes , depreferência de menta, que pode ser como aromático e deixará na boca um gostoagradável sendo mais propício a abrir o apetite ( INCA,2007) ( manual do Inca) .Como caldo e sopas são alimentos úmidos tem maior probabilidade deserem aceitos, assim como carnes com menos odor como é o caso de frango epeixe. Líquidos, como suco de frutas cítricas como é o caso da laranja, tangerina elimão também podem ser aliados ao aumento do apetite, visto que estimulam asalivação e o apetite ( GENARO,2007).Alguns alimentos podem diminuir a salivação sendo eles: vitaminasengrossadas, sopas quentes e grossas, cereais grossos, pão. Bolachas. Gelatinas,banana carnes vermelhas, frituras entre outros. Mas se o paciente mesmo assimquiser consumi-los dê preferência á eles com algum tipo de molho para umidece-los,(INCA, 2007) manual do Inca , oferecer em forma de purês para melhor deglutição( GENARO, 2007).3.3.5. Náusea e vômitoNáuseas e vômitos são os efeitos colaterais comuns durante o tratamentoquimioterápico, isto se deve pelos agentes antineoplásico em especial oMethotrexate ( MTX) que pode ser aplicado em doses elevadas, causando aindavários danos sendo o principal a náusea e o vômito. (Silva et. al, 2009)Para Genaro ( 2007) os melhores alimentos para combater náuseas são:frango sem pele, podendo ser assado ou cozido, mas não frito devido a sua, frutas e
  45. 45. vegetais macios, sendo um ótimo alimento o pêssego em calda, torrada e biscoitos,bolos de clara, mingau de aveia, líquidos quando bebidos lentamente. Iogurtes,raspadinhas de gelo ,alimentos quentes tendem a aumentar a náusea segundo aautora, estes alimentos são de fácil digestibilidade e deglutição evitando assim anáusea e, por conseguinte o vômito.Alimento contendo alto teor de gordura ou fritos devem ser evitados, assimcomo alimentos com excesso nível de açúcar, condimentados e picantes, com odoracentuado, estes alimentos podem provocar náuseas nos pacientes em especialpediátrico ( GENARO,2007) e fazer com que ele perda o apetite antes da ingestão eter possíveis episódios de vômitos após a alimentação ( INCA,2007) ( Manual doInca).Evitar se alimentar em locais abafados, quentes ou que possam ter odoresde alimentos, isso pode fazer com que a criança tenha náusea antes mesmo de sealimentar. As quantidades das refeições são muito importantes, o ideal é comerpequenas quantidades em maior freqüência. Normalmente a náusea ocorre maispersistente de manhã, este sintoma pode ser aliviado ao ingerir torradas secas oubiscoito água e sal antes de se levantar, evitando que a criança já inicie o diavomitando ( GENARO, 2007)Beber pequenos goles de líquidos durante o dia exceto durante as refeições,dê preferência a sucos cítricos como o limão, A utilização dói canudinho pode ajudara diminuir as náuseas ( INCA,2007) ( manual do Inca) e (GENARO,2007).Uma alimentação feita devagar e bem mastigada também diminuiu atendência a náuseas, durante o episódio de vômito não se deve alimentar o paciente(INCA,2007 , Descansar após as refeições, o recomendado é cerca de 1 hora apósa refeição. Para evitar crises de vômitos e náuseas não se deve alimentar duashoras antes da quimioterapia (GENARO, 2007)3.3.6. Diarréia
  46. 46. A diarréia é caracterizada por mais de rês episódios de evacuações líquidaspor dia, sendo que esta manifestação pode levar a desidratação, pela perdaexcessiva de líquido pelo corpo. Ela pode também ser causada pela quimioterapia,não apenas por lesionar as células gástricas, mas também por alterar a digestão dealguns nutrientes (INCA, 2007) ( manual do Inca) .Para combater a diarréia, deve-se experimentar alimentos pobre em fibras,como arroz, macarrão ovos cozidos, não fritos, assim como a carne, deve seroferecida sem pele e magra. Queijo branco e cremoso como o requeijão, iogurte,suco de uva ,banana, pêssego, damasco e purês de batata sendo estes parareposição de potássio que é perdido durante a diarréia. (GENARO, 2007)Beber bastante líquido durante o dia, pois há significativas perdas, dêpreferência a alimentos como biscoitos doces ou salgados, gelatinas, pêra semcasca, leite de soja, pois são de fácil digestão, sedo assim fazem com que ointestino que pode estar irritado pela diarréia, descanse. (INCA, 2007) manual doIncaSe caso a diarréia for persistente, pode ser administrado o “soro caseiro”para reposição de alguns eletrólitos como Sódio no corpo do paciente pediátrico estepode ser administrado á vontade, enquanto a diarréia persistir (INCA, 2007) manualdo IncaTambém é recomendada a retirada de alimentos gelados ou muito quente,temperaturas extremas podem causar diarréia em pacientes com o intestino queesteja sensível observar se este evento não é uma resposta a alimentos fonte delactose, evitar alimentos com excesso de sacarose, o que aumenta a chance de seter diarréia. (GENARO, 2007).As mãos dos manipuladores de alimentos oferecidos as crianças devem serconstantemente lavadas, pois qualquer contaminação pode levar o paciente a casosagudos de diarréia, visto que além da quimioterapia, eles estão com o sistemaimune suprimido ( INCA, 2007) Manual do Inca3.3.7. Constipação
  47. 47. Uma alimentação inadequada e alguns antineoplásicos podem obstiparintestino, causando a constipação intestinal. Este evento causa além da dor umdesconforto muito grande em pacientes em especial os pediátricos ( INCA, 2007)Manual do IncaPara melhorar estes casos é necessário o oferecimento de alimentos ricosem fibras, como é o caso de pão integral, cereais e macarrão, frutas secas, verduras( agrião, alface, acelga, brócolis espinafre, couve), feijão, ervilha, batatas, laranjacom bagaço, estes podem com ao auxílio das fibras aumentarem a movimentaçãointestinal para que haja maior evacuação fecal ( GENARO, 2007)Para se obter uma melhora significativa com a utilização das fibras énecessário uma boa ingestão hídrica em média oito copos ( 240 ml) de água por diase possível, pois isto ajuda a manter a consistência das fezes,beber em média umcopo de água no intervalo das refeições, e ingerir algum alimento quente cerca de30 minutos antes de haver movimentação estomacal ajuda na facilidade deevacuação. (GENARO, 2007) e ( INCA, 2007) man Mesma referencia * ual do IncaAlguns alimentos acima citados como o caso do feijão podem ser flatulentosentão recomenda-se para que não ocorra um desconforto que o paciente comaalimentos devagar sempre mastigando bem os alimentos, evitar falar durante amastigação dos alimentos, estar atento ao uso de alho e cebola dar preferência aeles refogados e com moderação ( INCA, 2007) manual do IncaOutra observação importante é que o paciente não faça uso de laxantes oureeducadores intestinais salvo com orientação médica ( GENARO, 2007)3.4. Alimentação durante os efeitos colaterais mais gravesAlguns pacientes apresentam reações adversas mais complexas aostratamentos antineoplásicos, estes podem ser observados em pacientes com estado
  48. 48. nutricional deprimido, estágio da leucemia entre outros fatores. (PETRILLI,CARVALHO e LEE, 2004)3.4.1. Mucosite oral (inflamação da mucosa da boca)A mucosite oral caracteriza-se como uma reação tóxica inflamatória porexposição a agentes quimioterápicos. Esta toxicidade age diminuindo ou até mesmoinibindo a divisão celular das células epiteliais da camada basal oral, normalmenteessas células apresentam um “turn-over” alto, o que por ser um local de fácil atrito éum epitélio que necessita de reposição. Quando não há reposição celular o tecidosujacente fica exposto. A mucosite oral se caracteriza clinicamente por edema eeritrema, sensação de queimação, aumento de sensibilidade a alimentos quentes econdimentados, estas ainda podem evoluir a placas brancas eritrematosasimpossibilitando o paciente a se alimentar e se hidratar (SANTOS, 2005)Dependendo da gravidade da mucosite a consistência da dieta deve variar,passando para branda, pastosa ou líquida. Alimentos gelados favorecem acicarização e funcionam como anestésicos sendo assim podendo ser melhor aceitospelos pacientes pediátricos (GENARO,2007.)Os pacientes devem evitar consumir alimentos níveis não seguro debactérias (carnes cruas, alimentos estragados ou mofados e bebidas pasteurizadas)pois pacientes pediátricos por si apresentam maior suscetibilidade a infecções essenúmero fica bem maior quando estando em tratamento quimioterápico por LLA (STUMP. MAHAN, 2005 pag. 968)Existem ainda alguns alimentos que devem ser evitados por acentuarem ainflamação ou ainda aumentarem o desconforto do paciente, é o caso do excesso desal nos alimentos, alimentos ácidos e com condimentos picantes, alimentos muitoquente, bebidas muito gasosas, recomenda-se a retirada de refrigerante substituindopor sucos naturais (GENARO. 2007)3.4.2. Edema
  49. 49. Devido a alguns medicamentos pacientes oncológicos são mais propensos aapresentarem edema ( MAHAN e STUMP, 2005).Para evitar a retenção de água deve-se evitar alimentos com excesso de salcomo carnes secas, peixes enlatados como sardinha e atum visto que sãoconservados em sal, produtos industrializados, temperos prontos, enlatados eembutidos ( salsicha, salame, mortadela, lingüiça), bacon toucinho, alimentos comsal sendo principal conservante ( azeitona, picles e palmito), alguns tipos de queijocomo: mussarela, prato parmesão, provolone, também deve se evitar molhos como:tomate industrializado, soja, inglês, maionese, ketchup, mostarda. Bolachas comexcesso de sal também devem ser retiradas do cardápio assim como, pipoca comsal, salgadinhos industrializados, bebidas isotônicas e água gaseificada (GENARO,2007). O teor aumentado de sal provoca retenção hídrica o que pode aumentar oedema e complicações causadas em pacientes oncológicos em tratamentoquimioterápico, em especial os pacientes pediátricos acometidos com LeucemiaLinfoblástica Aguda onde o organismo já se encontra muito debilitado ( ABRALE,2009). Mesma referencia *3.4.3. Toxicidade Gastrointestinal AgudaA toxicidade Gastrointestinal Aguda é caracterizada por episódios de diarréiacom inflamação da mucosa do intestino causada durante a quimioterapia pordiversos remédios, os fármacos irritam a mucosa gástrica intestinal provocandodiarréia, pois as células não são capazes de absorver os nutrientes nem a água(ROQUE e FORONES, 2006). ( Disponível em: http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=435251&indexSearch=ID acesso em 15/10/09 as22:23Para amenizar esses efeitos devem oferecer alimentos líquidos claros e frios(sucos coados, caldo de carne e hortaliças, gelatinas, chá de ervas), assim comomingau, purês, macarrão sem molho, comidas preparadas com pouco óleo enenhum tipo de gordura. (GENARO, 2007)
  50. 50. Alimentos com o leite ( pois, exigem “ maior” esforço das células gástricasintestinais para absorção), sopas cremosas, sanduíches, doces e frituras devem serevitados. ( GENARO, 2007)Pacientes com esta alteração também podem não absorver nutrientesessenciais para uma melhor resposta ao tratamento quimioterápico, como é o casodo cobre , zinco e ferro (OLIVEIRA e MARCHINI, 2006)3.4.4. Estomatite e esofagite (inflamação da boca com feridas einflamação do esôfago)Alguns quimioterápicos podem provocar aparecimento de Estomatites(aftas), e esofagites assim como no caso da mucosite as células, onde não ocorre areposição das células e a camada basal fica exposta provocando irritação na região(SANTOS, 2005)Para possibilitar os pacientes a se alimentarem devem ser oferecidosalimentos como: Dieta líquida ou leve, sopas com caldo sendo que um dia sopasliquidificadas outro com pedaços de legumes e carne para que o paciente se adaptee logo volte a se alimentar com dieta geral, melões, alterar a temperatura dosalimentos (mornos e temperatura ambiente) nunca quentes, pois, isto irritaria maisainda a mucosa dos pacientes em especial os pediátricos ( GENARO, 2007)Alimentos com condimentos fortes, produtos a base de pães não refinados,alimentos duros ou secos, ou com estremo de temperatura devem ser evitados, poispodem causar dificuldade na passagem até o estômago ou ainda ardência o quefará com que a criança desista de comer. Sucos em especial cítricos devem serevitados pelo mesmo motivo. (GENARO, 2007)Para Genaro (2007), uma dica que traz um alívio são bochechos com água esal, o que parece amenizar a ardência, e causar maior conforto ao ato de alimentar-se.3.4.5. Intolerância á Lactose
  51. 51. Para Genaro (2007) a intolerância a lactose significa que o organismo nãodigere ou absorve o açúcar do leite denominado lactose, que é um dissacarídeo,esta incapacidade se dá pela falta de ação ou produção de uma enzima denominadalactase, que tem como função degradar a lactose.Durante o tratamento esta intolerância ocorre devido a lesões a mucosa dotrato digestivo, afetando a produção de lactase. Alguns pacientes em especial ospediátricos podem apresentar como reação a essa intolerância, gases, cólicas ediarréia, se este quadro for apenas momentânio que persiste apenas durante otratamento, após algumas semanas de cessadas as sessões de quimioterapia, ascélulas se regeneram e a produção da enzima se normaliza. Mas pode haverpacientes que apresentem essa alteração para sempre, e seus hábitos devem sermodificados para sempre. Em qualquer momento do paciente pediátrico queapresente Intolerância á lactose o único alimento a ser retirado da dieta seja porsemanas ou para sempre é o leite ou produtos fonte do mesmo. (GENARO, 2007)Quando o leite é a principal fonte de proteína da dieta do pacienteoncológico pediátrico, deverá buscar outras fontes de proteína como é o caso decarnes, ovo entre outros. Alguns produtos a base de soja, como leite e sucos,também contém bons valores de proteínas, assim como queijos “meia cura”, leitesfermentados e iogurtes. Hoje em di ano mercado existem marcas que produzem leitecom menores teores de lactose. (GENARO, 2007)3.4.6. Hipogeusia (perda do paladar)A perda do paladar (sentir gosto) recebe o nome de hipogeusia, estudos deMafra e Cozzolino (2004) mostram que este quadro está relacionado diretamentecom a falta de zinco. Alguns medicamentos quimioterápicos se ligam as proteínasplasmáticas como, por exemplo, a albumina, diminuindo suas quantidades nacorrente sanguínea, assim como o zinco para ser transportado até o fígado tambémnecessita dessa proteína (albumina), como esta se encontra menos disponível, háuma menor absorção desse micro mineral (OLIVEIRA e MARCHINI, pag. 147, 2006)
  52. 52. Para amenizar essa falta de paladar, devem-se oferecer alimentosfortemente temperados, tomando apenas o cuidado de observar se o pacientepediátrico não apresenta nenhum outro sintoma onde alimentos condimentadosdevem ser evitados, se assim for dar preferência a realçar o aroma dos alimentospara estimular o apetite, assim como a textura, sendo assim é despertado o estímulovisual dos alimentos (GENARO, 2007).Para Genaro (2007), alimentos suaves, sem sal e carnes simples ou aindapratos sem boa aparência devem ser evitados.3.4.7. Saciedade PrecoceA saciedade precoce é a sensação de estar satisfeito precocemente (antesque o normal ou após comer menos que o habitual). E pode ter várias causas,esvaziamento gástrico retardatário, obstrução da saída gástrica, diminuição dacapacidade de detenção gástrica, síndrome do cólon irritável entre outras. (PINHOet. al, 2004).Para amenizar esse efeito deve-se oferecer segundo Genaro (2007), deveoferecer uma dieta de alto teor calórico, com carnes, peixes e aves, ovos, leite eseus derivados, sopas cremosas, sobremesas enriquecidas com frutas, cremes, leitecondensados e sorvetes. Toda a dieta oferecida deve levar ao paciente a maiorquantidade de calorias em menor quantidade de alimento.Uma maneira de aumentar a densidade calórica é acrescentar ao leite devaca normal, algumas colheres de leite em pó. Se o paciente assim conseguiraceitar, oferecer maionese, óleo, bolos chantillys, pudins em caldas, ou aindaoferecer o doce que a criança mais gosta respeitando outros efeitos que aquimioterapia possa ter provocado (GENARO, 2007).4. Alimentação e nutrientes especiais
  53. 53. A alimentação oferecida a criança no período de tratamento quimioterápicodeve garantir todos os nutrientes necessários para ela além de combater a doença,crescer e se tornar um adulto sadio (GARÓFALO E LOPEZ ) (Disponível em :http://bases.bireme.br/cgibin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=363170&indexSearch=IDacesso em 15/10/09 as 20:12)As proteínas são essenciais para a formação das células corporais,ajudando a combater infecções, cicatrizações e feridas. Os alimentos ricos emproteínas são: carnes, aves, peixes, ovos, leite, queijos, iogurtes esses contendoproteínas de alto valor biológico (são aquelas que contêm todos os aminoácidosessenciais em quantidades e proporções ideais para atender às necessidadesorgânicas), e existem alimentos que contem proteínas de origem vegetal sendo ofeijão, lentilha, soja, ervilha e milho (OLIVEIRA e MARCHINI, , 2006)Quanto às vitaminas algumas delas merecem atenção especial, a VitaminaA embora sua principal função seja sempre citada pelo processo visual ela tambématua na manutenção da pele e da mucosa, pois participa da diferenciação epitelialdas células calciformes, que secretam o muco, (...) além de influenciar no sistemaimune humano, em especial os das crianças, aumentando a resistência a infecções(OLIVEIRA e MARCHINI, 2006) , situação muito freqüente em crianças emtratamento quimioterapia em especial no combate a leucemia linfoblástica aguda,visto que o próprio sistema imune está deprimido ( ABRALE, 2009). Fontes dessavitamina no qual está inserido facilidade para ingestão dos mesmos pelo pacientepediátrico são: fígado, gema de ovo, folhas verdes como brócolis e espinafre etambém na cenoura (INCA, 2007) Manual do IncaSabe-se que a vitamina C auxilia o organismo no combate a infecções,acredita-se que ela também poderia atuar na prevenção e no tratamento do câncer,pois fortalece o sistema imune (OLIVEIRA e MARCHINI, pag. 204, 2006). Boasfontes dessa vitamina são frutas cítricas, como maracujá, limão, laranja, morango,abacaxi, acerola, goiaba, melão e kiwi ( INCA, 2007) Manual do Inca
  54. 54. O zinco como já foi citado está diretamente relacionado com o fator decrescimento, necessário na síntese protéica, replicação de ácidos nucléicos, divisãocélula (...) também é necessário para o adequado funcionamento dos linfócitos efibroblastos, o que o torna essencial na defesa imunológica e na cicatrização(OLIVEIRA e MARCHINI, 2006)Alimentos fonte de zinco são: carne bovina, frango, peixe, legumes etubérculos, em contrapartida, frutas e outros vegetais não são fontes de grandequantidade de zinco (OLIVEIRA e MARCHINI, , 2006)O cobre é outro mineral muito importante durante o tratamentoquimioterápico em especial em crianças com até cinco anos (INCA, 2007) Manual doInca . Esse mineral tem papel primordial no funcionamento adequado dosmecanismos de defesa natural do corpo (função imunológica), para maturação dealgumas células sanguíneas como leucócitos e hemácias, (...) além dodesenvolvimento e crescimento das crianças (OLIVEIRA e MARCHINI, 2006). Ocobre pode ser encontrado em aves, fígado, nozes e frutas secas ( INCA, 2007)Manual do IncaDurante o tratamento quimioterápico e m pacientes infantis, sobretudoportadores de Leucemia Linfoblástica Aguda têm o sistema imune muito deprimido,os minerais acima citados podem ajudar na defesa orgânica, mas alguns cuidadostambém devem ser tomados para evitar contaminação externa para esses pacientessão cuidados simples para evitar uma complicação maior aos pacientes, como porexemplo, lavar bem as mãos antes de preparar as refeições ou de se alimentar,cozinhar muito bem as carnes não deixando nenhum pedaço mal cozido (aparênciavermelha), embora não se recomende muito o consumo de alimentos crus, os queforem consumidos como frutas e hortaliças, deixar em solução de hipoclorito desódio de 2 a 2,5%, contendo uma colher de sopa para cada litro de água depoislavarem em água corrente e escovar antes de descascar ou processar (cortar) (INCA, 2007) Manual do Inca5. Suplementação no câncer pediátrico
  55. 55. O primeiro estudo sobre terapia nutricional acompanhando pacientes no Instituto deOncologia Pediátrica – UNIFESP – GRAACC foi proposto utilizando-se asuplementação oral industrializada por um período de oito semanas. A orientaçãodietética foi aconselhada, concomitantemente à suplementação. Os resultados destapesquisa demonstraram benefícios da suplementação oral em crianças eadolescentes com desnutrição leve, sendo que 97% deles melhoraram.(GARÒFALO, 2009). (http://www.nutricancer.com.br/nutricao_oncopediatria.shtmlacesso 15/10/09 as 15:36No mercado existem várias fórmulas para oferecer aos pacientes oncopediátricos.5.1)- Produtos a base de água desmineralizada, proteínas lacteas, xarope deglicose, sacarose, óleos vegetais, fibras alimentares, óleo de peixe, citrato depotássio, cloreto de sódio, fosfato de magnésio dibásico, citrato de sódio, mistura decarotenóides, cloreto de colina, vitamina C, taurina, vitamina E, L-carnitina, lactatoferroso, sulfato de zinco, nicotinamida, vitamina A, selenito de sódio, sulfato demanganês, gluconato de cobre, vitamina B6, D-pantotenato de cálcio, ácido fólico,D-biotina, cloreto de cromo, vitamina D, B12, B1, molibdato de sódio, fluoreto desódio, vitamina B2, iodato de potássio, vitamina K, aromatizantes, regulador deacidez. Este produto não contêm glúten nem lactose ( podendo ser oferecidos parapacientes com intolerância á lactose), encontra-se em 3 sabores, cappuccino,laranja com limão e pêssego com gengibre, todos os sabores facilitam a limpeza daspapilas gustativas e podem aumentar a percepção gustativas dos pacientes emtratamento quimioterápico ( LANGE et. al., RAVASCO, 2005) .(http://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S1462388905001055) acesso em 16/10/09 as19:12)Este suplemento tenta suprir as necessidades energéticas e protéicas dospacientes com câncer em pequeno volume, pois oferece alta densidade calórica( 1,6 kcal/ ml) ou seja 200 kcal/ tetra. É hiperprotéico ( 22,5 % do VCT – 11 g deproteína tetra), (MATHEUS et. al., 2007; CHOI et. al. 2006; VAN, 2005).(http://www.asco.org/ASCOv2/Meetings/Abstracts?&vmview=abst_detail_view&confID=47&abstractID=31073) Acesso em 15/10/09 as 22:10((http://meeting.ascopubs.org/cgi/content/abstract/23/16_suppl/8146) acesso em
  56. 56. 15/10/09 as 22:22) (http://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S1462388905001067)Acesso em 15/10/09 as 22:45)Tem como proposta melhorar ou manter o estado nutricional, a massa magra epeso corporal (FEARON et. al, 2003; BARBER et. al., 2001). Atenua a caquexiaoferecendo 2,2 g / dia de ácido graxo eicosapentaenóico (EPA), ( BARBER et.al.1999; WIGMORE et. al., 1996). (http://scielo.isciii.es/scielo.php?pid=S0212-71992008000600005&script=sci_arttext) acesso em 16/10/08 as 18:52),(http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10356075) acesso em 17/10/09 as 18:49)(http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11962246) acesso em 17/10/09 as 18:52(http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8850216) acesso em 17/10/09 as 15:32Pode ainda regularizar o transito intestinal e auxilia na manutenção da estrutura eda integridade intestinal, pois, apresenta um mix de fibras solúveis e insolúveis (2,6g/tetra), (NIWA, et. al., 2002; SILK, WALTERS, DUNCAN, GREEN, 2001).(http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12162543) acesso em 17/10/09 as 19:56(http://www.journals.elsevierhealth.com/periodicals/yclnu/article/PIIS0261561400903595/abstract) acesso em 18/10/09 as 16:32INFORMAÇÃO NUTRICIONAL UNID 100 ML TETRA PAK* (125ml) IDR*Calorias Kcal 160 200Carboidratos (47,7% VCT ) g 19,2 24Proteínas (22,5% VCT) g 9 11 22%Lipídios (29,8% VCT) g 5,6 7EPA mg 596,8 746Fibra alimentar g 2,1 2,6Solúveis g 1,68 2,1Insolúveis g 0,4 0,5Cálcio mg 169,6 212 21%Ferro mg 1,92 2,4 17%Sódio mg 109,6 137 6%Potássio mg 215,2 269Cloreto mg 140 175
  57. 57. Fósforo mg 120 150 21%Magnésio mg 28 35 13%Zinco mg 2,08 2,6 37%Cobre mcg 288 360 40%Manganês mg 0,68 0,85 37%Fluor mg 0,16 0,2 5%Molibdênio mcg 16 20 44%Selênio mcg 13,52 16,9 50%Cromo mcg 10,96 13,7 39%Iodo mcg 20,8 26 20%Vitamina A mcg 129,6 162 27%Vitamina D mcg 1,096 1,37 27%Vitamina E mg 4,096 5,12 51%Vitamina K mcg 8,8 11 17%Vitamina B1 mg 0,24 0,3 25%Vitamina B2 mg 0,248 0,31 24%Niacina mg 2,896 3,62 23%Ácido pantotênico Mg 0,848 1,06 21%Vitamina B6 mg 0,68 0,85 65%Ácido Fólico mcg 66,4 83 35%Vitamina B12 mcg 0,952 1,19 49%Biotina mcg 6,4 8 27%Vitamina C mg 29,6 37 82%Colina mg 59,2 74 13%Carnitina mg 10,96 13,7Taurina mg 12,8 16Osmolaridade mOsm/l 730*Ingestão Diária Recomendada para adultos (Resolução ANVISA 269/05) relativo à embalagem de 125ml.Fonte: http://www.forticare.com.br/site/pacientes/tabela_informacao.asp
  58. 58. 4.2)- Outra fórmula industrial é a nutrição oligomérica para crianças de 1 a 10 anos100% á base de peptídeos no sabor baunilha . O produto contém proteínas do sorodo leite hidrolisado, podendo assegurar assim a máxima absorção e rápidarecuperação (GRIMBLE, 1994; TAPPENDEN, 2005). É uma nutrição à base depeptídeos para recuperação nutricional de pacientes em situações metabólicasespeciais. Isenta de glúten, colesterol e lactose, com proteína de alta qualidade.(http://arjournals.annualreviews.org/doi/abs/10.1146/annurev.nu.14.070194.002223)Acesso em 22/10/09 as 18:23(http://journals.lww.com/jpgn/Fulltext/2005/10000/Peptide_Based_Diet_With_Low_Amount_of_Free_Amino.214.aspx) acesso em 22/10/09 as 21:35Segundo Hirsh et. al. E Tessari (2004), o baixo índice glicêmico do produto éfundamental no controle metabólico do paciente com alterações metabólicasinduzidas pelo estresse.(http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=461915&indexSearch=ID) Acesso em 22/10/09 as 23:30Tessari = artigo em pdfA mistura lipídica é diferenciada rica em Triglicerídeos de cadeia média (TCM), o que tem a finalidade de reduzir a incidência de diarréia ( KAUNITZ, 1978;ROLANDELLI, 1997).(http://www.level1diet.com/coconut-oil-supplement-medium-chain-triglycerides-health-benefits.html) Acesso em 23/10/09 as 00:45(http://www.acco.be/medical/en/publication/all/9780721603797/clinical+nutrition:+enteral+and+tube+feeding+4e) Aceso em 23/10/09 as 18:10O produto também apresenta antioxidante como: a cisteína, vitamina C,vitamina E, selênio, zinco e cobre o que além de tudo podem reduzir o estresseoxidativo ( TOME; VELLASCO, 2001).(http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&_udi=B6T7C-47XBVST-4&_user=10&_rdoc=1&_fmt=&_orig=search&_sort=d&_docanchor=&view=c&_searchStr
  59. 59. Id=1066360009&_rerunOrigin=google&_acct=C000050221&_version=1&_urlVersion=0&_userid=10&md5=614f848c22d36e5bc26a85d4144e2916) acesso em 23/10/09 as19:522001 (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422001000100019) acesso em 23/10/09 as 21:03Informações Nutricionais do Produto% G/l FonteProteína 16 40 Proteína do soro de leitehidrolisadaLipídio 33 39 70% de TCM20% óleo de soja5% gordura láctea5% lecitina de sojaCarboidrato 51 123 75% maltodextrina e amido debatata25% sacaroseVitaminas eMinerais100 gramas 1000 ml % adequaçãodo RDIVitamina A UI 1900 4000 80Vitamina D UI 130 280 70Vitamina E UI 13 28 93Vitamina K mcg 23 50 63Vitamina C mg 65 140 233Tiamina B1 mg 0,93 2 133Riboflavina B2mg1,1 2,4 141Niacina PP mg 13 28 140Vitamina B 6 mg 1,9 4 200Ácido Fólico mcg 250 540 135Ácido Pantotênico 6,5 14 140
  60. 60. mgVitamina B 12mcg3,7 8 133Biotina mcg 190 400 133Colina mg 210 450 **Taurina mg 37 80 **L- Carnitina mg 37 80 **Sódio mg 365 750 **Potássio mg 580 1250 **Cloreto mg 467 1000 29Cálcio mg 370 800 80Fósforo mg 325 700 70Magnésio mg 186 400 100Ferro mg 5,6 12 67Iodo mcg 46 100 67Cobre mg 0,65 1,4 70Zinco mg 6,5 14 93Manganês mg 1,23 2,7 135Selênio mcg 19 40 57Molibdênio mcg 56 120 150Cromo mcg 19 40 33Fonte: http://www.nutriservice.com.br/produto. php?nome=peptamen-po-430-gr&produto=2174.3)- Suplemento infantil hipercalórico ( 1,5 kcal/ml) . Está indicado paraprevenção da desnutrição e recuperação do estado nutricional, anorexia e situaçõesonde há baixa ingestão de nutrientes. Aumento das necessidades nutricionais comopré e pós operatório, oncologia, trauma, infecção e outros quadroshipermetabólicos. Isento de lactose e glúten, possui sacarose. A marca indica paramaiores de um ano.Seguindo as sugestões de preparo do fabricante pode ser adicionado a água( sabor baunilha), ou ainda misturado á comida salgada ( sabor neutro).
  61. 61. Informação Nutricional:Densidade Calórica 1,5 kcal/mlProteínas 9%Ê Fonte Caseinato de cálcio (100%)Carboidratos 50%Ê Fonte Maltodextrina (75%), Sacarose (16%),Outros (9%)Lipídios 41%Ê Fonte Óleos vegetais - palma, girassol, canola esemente de colza (100%)Suplementações Colina, Carnitina e TaurinaRelação w6:w3 5:1Relação Kcal nãoproteicas/gN248:1Osmolalidade 505 mOsm/Kg H2OEnergia Kcal 493 150 - - -Proteínas g 11 3,4 - - -Carboidratos g 61 19 - - -GordurasTotaisg 23 6,9 - - -Sódio mg 222 67 30% 22% 17%Cálcio mg 227 84 17% 14% 12%Ferro mg 4,9 1,5 25% 25% 17%Potássio mg 494 150 - - -Cloro mg 334 101 - - -Fósforo mg 244 74 16% 15% 6%Magnésio mg 51 16 27% 22% 16%Zinco mg 5,0 1,5 37% 29% 27%Cobre mcg 444 135 40% 31% 31%Manganês mg 0,75 0,23 19% 15% 15%Flúor mg 0,32 0,10 14% 10% 5%Molibdênio mcg 32 9,9 58% 45% 45%Selênio mcg 17 5,2 31% 25% 25%Cromo mcg 17 5,2 47% 35% 35%Iodo mcg 50 15 20% 14% 15%Vitamina A mcg RE 226 69 17% 15% 14%Vitamina D mcg 5,4 1,7 34% 34% 34%Vitamina E mg TE 6,5 2 40% 40% 29%Vitamina K mcg 22 6,6 44% 33% 26%
  62. 62. Fonte:http://farmadelivery.com/medicamentos/nutricao/fortini-neutro-sem-sabor-c-400g-contribui-para-o-crescimento-e-desenvolvimento-de-criancas-a-partir-de-1-ano.html4.4)- Suplemento alimentar sendo descrito como nutricionalmente completo,hipercalórico ( 1,5 kcal/ ml) , rico em vitaminas e minerais. Pode oferecer alto aportede nutrientes em volume pequeno. Acrescido do mix de carotenóides. Indicado paradesnutrição, pré e pós operatório, restrição hídrica, cirurgias buco-maxilo, oncologia,distúrbios neurológicos e cardiopatas. Isento de lactose e glúten. Contém sacarose.Informações NutricionaisDensidade calórica (kcal/ml) 1,5Proteína 16%Lipídio 35%Carboidrato 49%Fonte de Proteína Caseinato de Sódio (100%)Fonte de Carboidrato Maltodextrina (37%) Sacarose(33%)Fonte de Lipídios Óleo de canola ( 60%), óleo degirassol com alto teor oléico(40%)Relação ω6 : ω3 5:1Vitamina B1 mg 0,76 0,23 46% 38% 26%Vitamina B2 mg 0,80 0,24 48% 40% 27%Niacina mg 5,6 1,7 28% 21% 14%ÁcidoPantotênicomg 1,7 0,50 25% 17% 13%Vitamina B6 mg 0,60 0,18 36% 36% 18%Ácido Fólico mcg 88 27 28% 23% 15%Vitamina B12 mcg 0,86 0,26 29% 22% 14%Biotina mcg 17 5,2 65% 43% 26%Vitamina C mg 58 18 60% 60% 51%Carnitina mg 10 3,0 - - -Colina mg 100 30 15% 12% 12%Taurina mg 36 11 - - -
  63. 63. 200 ml % adequaçãodo IDRValor calórico(kcal)300 -Carboidrato (g) 37 -Proteína (g) 12 24%Gorduras Totais(g)12 -Saturadas (g) 1,2 -Monoinsaturadas(g)7 -Poliinsaturadas(g)4 -Vitamina A UI 246 41%Vitamina D UI 2 40%Vitamina E UI 4 40%Vitamina K mcg 16 25%Vitamina C mg 30 67%Tiamina B1 mg 0,46 38%Riboflavina B2mg20,48 37%Niacina mg 5 31%Vitamina B 6 mg 0,5 38%Ácido Fólico mcg 80 33%Ácido Pantotênicomg1,6 32%Vitamina B 12mcg0,6 25%Biotina mcg 12 40%Colina mg 110 20%Carotenóides 0,6 -Flúor mg 0,3 8%Sódio mg 180 -
  64. 64. Potássio mg 318 -Cloro mg 174 -Cálcio mg 182 18%Fósforo mg 156 22%Magnésio mg 45 17%Ferro mg 5 36%Iodo mcg 40 31%Cobre mg 1,4 70Zinco mg 14 93Manganês mg 2,7 135Selênio mcg 17 50%Molibdênio mcg 30 67%Cromo mcg 20 57%Fonte: http://www.nutriservice.com.br/produto.php?produto=1164.5)- Suplemento de glutamina, aminoácido importante para a manutenção daintegridade intestinal, prevenção do risco de translocação bacteriana, recuperaçãodo sistema imune e redução do catabolismo protéico. Indicado no estressemetabólico, distúrbios gastrintestinais, pacientes oncológicos, imunodeprimidos etransplantados. Segundo as recomendações do fabricante, como o produto é em pó,pode ser adicionado a sucos, pures, gelatinas, água entre outros.Informações Nutricionais:100 gramas de GlutaminaValor Calórico 400 kcalSódio IsentoPotássio IsentoRecomendações Pediátricas 5 g 3 vezes ao dia
  65. 65. Antes da quimioterapia 5 a 10 gr/diaDurante a quimioterapia 20 a 30 gr/diaFonte:http://www.nutriservice.com.br/produto.php?nome=glutamin&produto=83O aminoácido encontrado em maior abundancia no sangue durante oestresse metabólico é a glutamina. Está normalmente presente no músculo podeindicar depleção e quando suplementada apresenta diversas ações positivas(MASSAMBANI, BAZZOTE, 1998).http://www.nuteral.com/sala_imprensa/artigostecnicos_padrao.asp?matr=99 acesso em12/10/09 as 15:39Através de pesquisas como de Savarese et. al. (2003), foi observado que asevidências disponíveis apontaram que a suplementação com glutamina diminuíram aincidência ou a severidade da inflamação da mucosa associada a quimioterapia,diarréia, neuropatia, infecção hepática durante a quimioterapia de alta dose (...). Asuplementação com glutamina oral pode aumentar o índice terapêutico, protegendoos tecidos saudáveis da sensibilização das células do tumor. Artigo em pdfDurante a quimioterapia os pacientes podem apresentar ainda problemas aolongo do intestino, como obstrução intestinal, síndrome do intestino curto, cujossintomas podem ser amenizados pela suplementação alimentar com glutamina( VANNUCCHI, MARCHINI, 2007) .
  66. 66. V – CONSIDERAÇÕES FINAISO câncer é uma doença agressiva, em especial a leucemia linfoblásticaaguda, que tem rápida progressão em pediatria. Ao longo dos anos vem-sediscutindo a importância da equipe multidisciplinar no tratamento desta doença, emespecial o profissional da Nutrição. Ao longo deste trabalho na utilização de diversaspesquisas publicadas no mundo ficou claro que a nutrição não cura a leucemialinfoblástica aguda nem o câncer, mas ajuda o paciente a ter melhor qualidade devida, mantendo seu estado nutricional bom e com isso melhorando o sistema imune,sem muitas complicações decorrentes da doença e do tratamento, sendo assim,respondendo melhor aos tratamentos em especial o quimioterápico que é tãoagressivo a qualquer organismo em especial o pediátrico.
  67. 67. VI – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E WEBGRÁFICASARQUIVO BRASILEIRO DE ODONTOLOGIA – FACULDADE DE ODONTOLOGIADA PONTÍFICA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS. Manifestaçõesgerais das leucemias agudas na infância: aspectos básicos para o conhecimentodo cirurgião-dentista. Belo Horizonte: FUMARC, v. 1, n. 1, agost/set. 2007.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINFOMAS E LEUCEMIAS. ABRALE. Leucemiasna infância. Disponível em:<http://www.abrale.org.br/det_cancer_infantil/leucemia/index.php> Acesso em: 16agost. 2009.______. ABRALE. O que é leucemia. Disponível em.<http://www.abrale.org.br/doencas/leucemia/index.php> Acesso em: 16 agost. 2009.CORNACCHIONI, A. L.; ODONE FILHO, V. Leucemia na infância. Disponível em:<http://www.abrale.org.br/apoio_profissional/artigos/leucemia_infancia.php> Acessoem: 16 agost. 2009.CUPPARI, L. Nutrição clínica no adulto. 2ª ed. Barueri, São Paulo: Manole, 2005.D’ ANGIO et al. Pediatria oncológica prática. Rio de Janeiro: Revinter, 1998.ESCOTT-STUMP, S.; MAHAN, L. K. Alimentos, nutrição & dietoterapia. TraduçãoAndréia Favano. São Paulo: Roca, 2005, p. 953.ESCOTT-STUMP, S. Nutrição relacionada ao diagnóstico e tratamento.Tradução Fernando Gomes do Nascimento. 5ª ed. Barueri, São Paulo: Manole,2007.
  68. 68. FERREIRA, N. M. L. A et al. Quimioterapia antineoplásica e nutrição: umarelação complexa. Disponível em:<http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n4/v10n4a14.htm> Acesso em: 18 jul. 2009.FIGUEIRA, F et al. Diagnóstico e tratamento em pediatria: Instituto Materno-Infantil de Pernambuco (IMIP). 2ª ed. Rio de Janeiro: Medsi, 2001.GARÓFOLO, A. Diretrizes para terapia nutricional em crianças com câncer emsituação crítica. Campinas: Revista de Nutrição, v. 18, n. 4, jul/ago. 2005.GENARO, S. C. Guia de alimentação da criança com câncer em tratamentooncológico. São Paulo: Metha, 2007.INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Estimativas 2008: incidência de câncer noBrasil. Rio de Janeiro: INCA, 2007._____. INCA. Câncer da criança e do adolescente no Brasil: dados dos registrosde base populacional. Rio de Janeiro: INCA, 2008._____. INCA. Como é o processo de carcinogênese?. Disponível em:<http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=319> Acesso em: 16 agost. 2009._____. INCA. Como o organismo se defende?. Disponível em:<http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=321> Acesso em 16 agost. 2009._____. INCA. Particularidade do câncer infantil. Disponível em:<http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=343> Acesso em: 16 agost. 2009._____. INCA. Leucemia aguda. Disponível em:<http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=344> Acesso em: 16 Agost. 2009.MALUF JUNIOR, P. T et al. Nutrição e câncer na infância. Disponível em:<http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/723.pdf > Acesso em: 16 agost.2009.

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