Indicadores bibliometricos com dados do JCR E Google Scholar

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Indicadores bibliometricos com dados do JCR E Google Scholar

  1. 1. Portal Google Scholar e Web of Science<br />Ms. Letícia Strehl<br />Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Informação – Universidade Federal do Rio Grande do Sul<br />Biblioteca Central – Universidade Federal do Rio Grande do Sul<br />23 abr. 2009<br />
  2. 2. Conteúdos da Apresentação<br />Elementos condicionantes da visibilidade de um periódico <br />Ontem<br />Hoje<br />A visibilidade dos periódicos medida por indicadores de impacto<br />O FI do JCR<br />O impacto para além do JCR com o Google Acadêmico<br />
  3. 3. Elementos condicionantes da visibilidade de um periódico ontem<br />
  4. 4. A importância das bases de dados especializadas comerciais para a visibilidade<br />Ontem<br />Periódicos dos países periféricos<br />?<br />
  5. 5. A metáfora do Iceberg para ilustrar a visibilidade da produção científica dos países periféricos<br />Ontem<br />Artigos em periódicos nacionais não indexados<br />Artigos em periódicos indexados<br />No Brasil, estima-se que 80% dos artigos sejam publicados em periódicos nacionais<br /><ul><li>Avaliação da produção científica e o projeto SciELO. Ciência da Informação, v.27, n.2, p.219-220. 1998.</li></li></ul><li>A temática ou a qualidade das publicações definiam a indexação/visibilidade?<br />Abordagem de problemas de caráter<br /> predominantemente nacional<br />(Produção Endógena)<br />X<br />Tratamento de temáticas comuns aos interesses dos países desenvolvidos – mainstream<br />(Produção Exógena)<br />Ontem<br />FORATTINI, O.P. A tríade da publicação científica. Revista de Saúde Pública,  São Paulo,  v. 30,  n. 1,  1996.<br />
  6. 6. Elementos condicionantes da visibilidade de um periódico hoje<br />
  7. 7. Motores de busca: visibilidade não condicionada?<br />Hoje<br />Publicações dos países periféricos<br />
  8. 8. Hoje<br />A importância dos motores de busca<br />Já em 2005, 72% dos autores de trabalhos científicos utilizavam o Google para realização de pesquisas bibliográficas<br />Swan, A. e S. Brown. Open access self-archiving: An author study. Citeseer, 2005.<br />
  9. 9. Os periódicos periféricos nas bases de dados especializadas: o caso brasileiro na Web ofScience<br />Hoje<br />MCT<br />
  10. 10. A recuperação não é mais um problema! Mas, e a visibilidade?O que nos dizem os indicadores de impacto?<br />
  11. 11. Requisitos para o cálculo dos índices de impacto<br />Existência de bases de dados que indexem:<br />uma quantidade representativa de documentos;<br />as referências citadas nas publicações.<br />Atualmente, as principais bases de dados para o cumprimento desta finalidade são a Web ofScience, a Scopus e o Google Acadêmico<br />
  12. 12. O sentido social de qualidade como base conceitual dos indicadores de impacto<br />Qualidade: o que está sendo útil para a comunidade em um dado momento<br />COLE, Jonathan; COLE, Stephen. Social stratification in science. Chicago: The University of Chicago Press, c1973. Cap 2: Measuring the quality of scientific research, p. 21-36.<br />
  13. 13. O fator de impacto (FI)<br />Há décadas, o principal indicador de visibilidade das publicações<br />Idealizado por Eugene Garfield e Irving Sher<br />Publicado anualmente no JournalCitationReports (JCR) edições:<br />Science (Web ofScience é a versão ScienceExpanded)<br />Social Science<br />
  14. 14. O FI como critério de avaliação da produção científica<br />Trabalhos publicados em periódicos com alto FI são considerados melhores do que os publicados em periódicos com FI menores.<br />
  15. 15. Como o FI é calculado?<br />
  16. 16. Motivos do sucesso do FI como critério de avaliação da produção científica<br />Dificuldades relacionadas com o levantamento de dados de citações a trabalhos individuais<br /> Facilidade de compreensão<br /> “Robustez” (pequena variação de um ano para outro)<br /> Rápida disponibilidade<br />GLÄNZEL, W.; MOED, H. F. Journal impact measures in bibliometric research. Scientometrics, <br />v. 53, n.2, p.171-193, 2002.<br />
  17. 17. Todavia...<br />a comparação de fatores de impacto de periódicos de áreas de diferentes ou, até mesmo, de sub-áreas diversas de uma mesma área é impraticável<br />
  18. 18. Comparação de valores absolutos de FI de periódicos de diferentes áreas<br />
  19. 19. Variação dos valores médios de FI por área do conhecimento<br />AMIN, M.; MABE, M. Impact factors: use and abuse. Perspectives in Publising, n. 1, p. 3, Oct. 2000.<br />
  20. 20.
  21. 21. Diferenças nos valores de FI das(sub-)áreas: principais fatores<br />Pelo menos dois fatores contribuem para as diferenças de FI<br />Densidade dos artigos: número médio de referências citadas por artigo<br />Idade das citações/Ritmo de obsolescência: número médio de referências recentes citadas por artigo<br />
  22. 22. Densidade e idade das citações: exemplo<br />Matemática<br />Densidade dos artigos<br />Idade das citações<br />Oncologia<br />Densidade dos artigos<br />Idade das citações<br />
  23. 23. Densidade e idade das citações da área de Enfermagem<br />Densidade dos artigos<br />Idade das citações<br />
  24. 24. O FI de 5 anos para áreas que citam referências mais antigas<br />
  25. 25. E para o periódicos que ainda não estão indexados no JCR, podemos calcular índices de impacto?<br />
  26. 26. O Google Acadêmico (GA) com uma alternativa?<br />O que é:<br />Versão especializada do Google para documentos científicos<br />Lançado em nov. 2004<br />Como funciona:<br />Robôs recompilam as informações disponíveis nos domínios institucionais, com permissão dos produtores, na filosofia dos Arquivos Abertos<br />Não utiliza os metadados dos editores das publicações<br />Não possui ferramenta própria para sistematização de informações das citações para cálculo dos indicadores<br />Torres-Salinas, D., R. Ruiz-Perez, et al. Google Scholar as a tool for research assessment. Profesional De La Informacion, v.18, n.5, Sep-Oct, p.501-510. 2009.<br />
  27. 27. “Publish or Perish”: umaferramentabibliométricapara o GA<br />
  28. 28. Indicadores calculados pelo “Publish or Perish”<br />Formas de busca<br />Índices principais<br />Autores<br />Periódicos<br />Palavras-chave<br />Número total:<br />trabalhos<br />Citações<br />Númeromédio de:<br />citaçõesporartigo<br />citaçõesporautor<br />citaçõesporano<br />trabalhosporautor<br />Índice H e indicadoresrelacionados<br />
  29. 29. Problemas!<br />Cobertura extensa, mas indenfinida<br />Forma de coleta dos metadados acarreta muitas inconsistências nos dados<br />Jacsó, P. Google Scholar&apos;s Ghost Authors. Library Journal. 2009.<br />
  30. 30. Tipos de inconsistências na forma do GA de coletar os metadados<br />Jacsó, P. Google Scholar&apos;s Ghost Authors. Library Journal. 2009.<br />
  31. 31. Duplicação de artigos<br />1 em 4<br />
  32. 32. Duplicação de citações<br />7 em 3<br />
  33. 33. Autores?<br />Autor fantasma: P Login ou seja PleaseLogin (2.340 artigos)<br />Autores perdidos<br />
  34. 34. TODAS as bases possuem inconsistências!TODO o levantamento biliométrico exige limpeza de dados!<br />
  35. 35. Todavia, para PeterJácsoas inconsistências do GA são tantas que inviabilizam por completo o uso dos dados para cálculo de índices bibliométricosMas, para a recuperação, o GA é uma excelente ferramenta<br />Jacsó, P. Google Scholar&apos;s Ghost Authors. Library Journal. 2009.<br />
  36. 36. O desafio em termos de indicadores<br />A avaliação capaz de considerar as diferenças existentes entre as várias (sub-)áreas<br />Desenvolvimento de indicadores que valorizem os periódicos de qualidade que tratam de problemas regionais<br />
  37. 37. E as perspectivas são boas?<br />Parece que sim!<br />King, C. Brazilian Science on the Rise. Science Watch. July/Aug. 2009.<br />
  38. 38. Muito obrigada!<br />Contato:<br />leticia.strehl@ufrgs.br<br />

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