Aula 1 - Cobertura e indexação das bases de dados

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Aula 1 - Cobertura e indexação das bases de dados

  1. 1. Aula 1<br />Recuperação da Informação 1: Realização de Pesquisas Bibliográficas<br />Letícia Strehl – Biblioteca Central<br />
  2. 2. Conteúdos da Aula 1<br />Apresentação do curso<br />Recuperação da informação: definição, contexto, paradigmas e componentes<br />Pesquisas biblioGRÁFICAS & biblioMÉTRICAS<br />Componente do processo de RI (1/6) : conjunto de documentos<br />Componente do processo de RI (2/6) : método de acesso<br />
  3. 3. Recuperação da Informação: uma definição<br />Recuperação da Informação (RI) é um processo em que conjuntos de registros ou documentos são pesquisados para encontrar itens que possam ajudar a satisfazer uma necessidade de informação ou um interesse individual ou coletivo.<br />TAGUE-SUTCLIFFE, J. M. Some perspectives on the evaluation of information retrieval systems. Journal of the American Society for Information Science , v. 47, n. 1, p. 1-3, 1996.<br />
  4. 4. Esquema elaborado por Letícia Strehl<br />Referências: <br />MACIEL, A.C.; MENDONÇA, M.A.R. Bibliotecas como organizações. Rio de Janeiro: Interciência, 2000.<br />MUELLER, S.P.M. Perfil do bibliotecário, serviços e responsabilidades na área de informação e formação profissional. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v. 17, n. 1, 1989.<br />
  5. 5. Componentes do processo de RI<br />o conjunto de registros ou documentos (conjunto de documentos)<br />o método de indexação ou acesso ao conjunto de documentos (método de acesso)<br />a necessidade de informação do usuário (necessidade do usuário)<br />a verbalização desta necessidade em uma seqüência de expressões de busca (estratégia de busca)<br />a seqüência dos itens apresentados como um resultado da estratégia de busca (conjunto de itens recuperados ou seqüência)<br />a medida em que os registros recuperados satisfazem a necessidade de informação do usuário (avaliação da relevância)<br />TAGUE-SUTCLIFFE, J. M. Some perspectives on the evaluation of information retrieval systems. Journal of the American Society for Information Science , v. 47, n. 1, p. 1-3, 1996.<br />
  6. 6. Paradigmas dos estudos sobre RI<br />
  7. 7. Orientação das pesquisas<br />Sistemas X Usuários<br />
  8. 8. Orientação das pesquisas para o SISTEMA: concepções<br />Informação: entidade externa, objetiva , que tem uma realidade própria, baseada no conteúdo, independente dos usuários ou dos sistemas sociais<br />Objetivo: desenvolver instrumentos e serviços para simplificar o acesso à informação e fomentar a partilha de informações<br />CHOO, C. W. A organização do conhecimento. 2.ed. ed. São Paulo: Senac, 2006. Cap. 2<br />
  9. 9. Orientação das pesquisas para o USUÁRIO: concepções<br />Informação: construção subjetiva criada dentro da mente dos usuários. A utilidade da informação só se configura quando o usuário lhe atribui significado<br />Objetivo: Reconhecer as preferências e necessidades cognitivas e psicológicas do indivíduo, e como elas afetam a busca e os padrões de comunicação da informação<br />CHOO, C. W. A organização do conhecimento. 2.ed. ed. São Paulo: Senac, 2006. Cap. 2<br />
  10. 10. Comparação das abordagens<br />HERT, C. A. Understanding information retrieval interactions : theoretical and practical implications. Greenwich, Conn.: Ablex Pub. Corp., 1997. (Contemporary studies in information management, policy, and services).<br />
  11. 11. Finalidade das pesquisas<br />Tarefas X Integrativos<br />
  12. 12. Objetivo da pesquisa dirigida às TAREFAS<br />Ênfase: comportamentos e atividades que constituem o processo de busca de informação propriamente dito<br />Objetos de estudo: descoberta de fatos, busca de literatura, uso de banco de dados, etc.<br />CHOO, C. W. A organização do conhecimento. 2.ed. ed. São Paulo: Senac, 2006. Cap. 2<br />
  13. 13. Objetivo da pesquisa INTEGRATIVA<br />Ênfase: processo de busca e uso da informação como um todo, visando o desenvolvimento de teorias mais completas<br />Objetos de estudo: motivos que geram a necessidade de informação e formas pelas quais essas necessidades são percebidas, representadas, definidas e vivenciadas. Avaliação do próprio usuário a respeito dos impactos do uso da informação<br />CHOO, C. W. A organização do conhecimento. 2.ed. ed. São Paulo: Senac, 2006. Cap. 2<br />
  14. 14. Componente do processo de RI (1/6)<br />O conjunto de registros ou documentos<br />
  15. 15. O conjunto de registros ou documentos: Escopo<br />O escopo de um sistema de RI é definido por sua composição e pela cobertura das fontes.<br />A composição e a cobertura podem ser avaliadas de forma quantitativa e qualitativa<br />JACSO, P. Content evaluation of databases. Annual Review of Information Science and Technology, v. 32, p. 231-267, 1997.<br />
  16. 16. Composição e cobertura:critérios quantitativos (exemplos)<br />Número de registros:<br />Total<br />Por tipo de documento (artigos de revistas, trabalhos em eventos, teses, livros, etc.) <br />Por tipo de fonte (instituições públicas e privadas, associações nacionais e estrangeiras, etc.)<br />Por idioma<br />Por país responsável pela publicação das fontes<br />Período de cobertura das fontes<br />Periodicidade de atualização<br />JACSO, P. Content evaluation of databases. Annual Review of Information Science and Technology, v. 32, p. 231-267, 1997.<br />
  17. 17. Composição e cobertura:critérios qualitativos (exemplos)<br />Compreensão dos principais títulos de periódicos e de outras fontes<br />JACSO, P. Content evaluation of databases. Annual Review of Information Science and Technology, v. 32, p. 231-267, 1997.<br />
  18. 18. Análise quantitativa da composição de bases de dados: um exemplo<br />Bustos-González, Atilio. Edición de revistascientíficas con visibilidadficasinternacional: criteriospara ser incluidos en bases de datoscomprensivas. Apresentaçãorealizada no "Seminário de ComunicaçãoCientífica, São Paulo, 13 de junho de 2008". <br />ELSEVIER. About Scopus. 2011. <br />THOMSON REUTERS. Web of Science. 2011.<br />
  19. 19. A importância do período de cobertura<br />LARIVIERE, V.; ARCHAMBAULT, E.; GINGRAS, Y. Long-term patterns in the aging of the scientific literature, 1900–2004. 2007. Trabalhoapresentado no 11th International Conference on Scientometrics and Informetrics, 2007, Madrid.<br />
  20. 20. Componente do processo de RI (2/6)<br />O método de indexação ou acesso ao conjunto de documentos<br />
  21. 21. Os pontos de acesso<br />O ponto de acesso pode ser definido como o meio pelo qual um item bibliográfico é recuperado no momento da realização de uma busca.<br />Depende-se da qualidade dos pontos de acesso para maximizar:<br />a identificação dos itens úteis<br />a omissão dos itens inúteis<br />LANCASTER, F. Wilfrid. Indexação e resumos : teoria e prática. Brasília: Briquet de Lemos, 1993.<br />
  22. 22. O “bom” ponto de acesso <br />Termo que representa inequivocamente um conceito e, no contexto de um sistema específico, é expresso vocabularmente de modo coerente.<br />ELLIS, D. Progress and problems in information retrieval. 2nd. ed. London: Library Association Pub., 1996. (fonte da figura)<br />STREHL, L. As folksonomias entre os conceitos e os pontos de acesso: as funções de descritores, citações e marcadores nos sistemas de recuperação da informação. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 16, n. 2, p. 101-114, 2011. <br />
  23. 23. A representação de conceitos e a identificação de documentos tematicamente afins com diferentes recursos<br />Linguagens<br />documentária versus natural<br />Citações<br />Folksonomias <br />STREHL, L. As folksonomias entre os conceitos e os pontos de acesso: as funções de descritores, citações e marcadores nos sistemas de recuperação da informação. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 16, n. 2, p. 101-114, 2011. <br />
  24. 24. Esquema da representação de conceitos com uso de linguagens de indexação<br />Documentária<br />Natural<br />STREHL, L. As folksonomias entre os conceitos e os pontos de acesso: as funções de descritores, citações e marcadores nos sistemas de recuperação da informação. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 16, n. 2, p. 101-114, 2011. <br />
  25. 25. Inspec: indexação com termos controlados<br />
  26. 26. WoS: indexação apenas com linguagem natural<br />
  27. 27. Indexação WoS X Inspec:<br />Qual é a mais eficiente?<br />
  28. 28. Princípio dos índices de citação<br />Os índices de citações foram desenvolvidos a partir do princípio de que as referências citadas por um autor identificam de maneira mais precisa o relacionamento entre documentos que tratam do mesmo assunto. <br />GARFIELD, Eugene.Citation indexes for science: a new dimension in documentation through association of ideas. Science, Washington, v. 122, n. 3159, p. 108-111, July 1955.<br />
  29. 29. Um história interessante relatada por Meadows<br />“Há alguns anos a revista Nature recebeu, simultaneamente, mas de modo independente, dois originais para avaliação (um dos EUA e outro do Reino Unido) sobre um tema idêntico: a identificação de certos organismos veiculados pelo ar. Nos artigos, 7 das 8 referências citadas eram idênticas.<br />MEADOWS, A.J.A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. viii, 268p.<br />
  30. 30.
  31. 31.
  32. 32. Esquema de representação de conceitos a partir das referências citadas nos artigos<br />STREHL, L. As folksonomias entre os conceitos e os pontos de acesso: as funções de descritores, citações e marcadores nos sistemas de recuperação da informação. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 16, n. 2, p. 101-114, 2011. <br />
  33. 33. Índices de Citação (1)<br />Têm a função de recuperação da informação;<br />Mostram o que foi publicado sobre determinado assunto; <br />Listam documentos citados em outras fontes; <br />São publicações periódicas; <br />São designadas no meio bibliotecário como obras de referência;<br />Slide Profa. Jussara Pereira Santos<br />
  34. 34. Índices de Citação (2)<br />Permitem identificar quem citou quem formando uma cadeia infinita fontes citadas;<br />Permitem observar o impacto que determinado trabalho teve na literatura científica (estudos bibliométricos);<br />Evidenciam o status do cientista.<br />Slide Profa. Jussara Pereira Santos<br />
  35. 35. Índices de Citação: histórico<br />1860 - A Table of Cases in California ...(Henry J. Labatt)<br />1872 - A Table of Cases Affirmed, Reversed or Cited in Any of the volumes of tehe Reports of the State of New York (William Wait)<br />1873 - Shepard´s Citations (Frank Shepard): compilação das citações dos casos da Corte do Tribunal Superior Americano.<br />Slide Profa. Jussara Pereira Santos<br />
  36. 36. Entretanto, o grande marco do desenvolvimentos dos índices de citações foi a publicação do ScienceCitationIndex (SCI)<br />
  37. 37. A origem do ScienceCitationIndex<br />Participação de Eugene Garfield no Projeto John Hopkins University Medical Indexing (iníciodadécada de 50)<br />Uso das citaçõesbibliográficascomorecursopararepresentarosassuntos dos documentospormeio de procedimentoscompletamenteautomáticos<br />CRONIN, B. ; ATKINS, H.B. Introduction : the scholar’s spoor. In: CRONIN, B. ;<br /> ATKINS, H.B. (Eds.). The web of knowledge: a festschrift in honor of Eugene Garfield. Medford: Information Today, 2000. (ASIS monograph series).<br />
  38. 38. Fundação do ISI e publicação do SCI<br />Depois desligar-se do Projeto e aproveitando a experiência adquirida, Garfield:<br />Fundou, em 1958, o Institute for ScientificInformation (ISI)<br />Publicou, em 1963, a primeira edição do SCI<br />YANCEY, R. Fiftyyearsofcitationindexingandanalysis. KnowledgeLink, Sept. 2005<br />
  39. 39. A recuperação de documentos por citações<br />Tenho um documento muito importante para o desenvolvimento de meu tema:<br />Que trabalhos foram nele citados?<br />Quem citou este trabalho?<br />Bases de dados como a Web ofScience, Scopus e Google Acadêmico respondem estas questões<br />
  40. 40. WoS - Busca Geral<br />Referências citadas (References)<br />Citações recebidas (Citedby)<br />Registros relacionados (Relatedrecords):<br />identificação de outros artigos de acordo com o número de referências compartilhadas<br />Para ver uma apresentação mais abrangente sobre a WoS visite o Link.<br />
  41. 41. Operacionalização da premissa de que a similaridade existente entre dois documentos pode ser medida pelo número de artigos que ambos citam.<br />KORFHAGE, Robert R. Information storage and retrieval. New York: John Wilwy & Sons, 1997.<br />
  42. 42. WoS - Busca por Referências Citadas<br />
  43. 43. Vantagem da “busca por referências” em relação à recuperação de citações da “busca geral”<br />Recuperação de artigos que citaram um trabalho ou autor de interesse, mesmo que a citação tenha sido feita de forma incorreta ou que o material não seja indexado na WoS<br />
  44. 44. Google Acadêmico e Scopus<br />O Google Acadêmico e a Scopus são outras duas bases de dados abrangentes que se utilizam da indexação das citações como recurso de identificação de artigos tematicamente semelhantes<br />
  45. 45. A recuperação de artigos tematicamente afins na Scopus:<br />Referências citadas (References)<br />Citações recebidas (Citedby)<br />Documentos relacionados (Relatedrecords):<br />número de referências compartilhadas<br />autores<br />palavras-chave<br />Para ver uma apresentação mais abrangente sobre a Scopus visite o Link.<br />
  46. 46.
  47. 47. A recuperação de artigos tematicamente afins no Google Acadêmico<br />
  48. 48. Algumas ressalvas para o uso do Google Acadêmico<br />Nem todos os periódicos importantes indexados pelas bases de dados tradicionais estão indexados pelo GA;<br />as citação a documentos recentes são mais comuns no GA uma vez que documentos mais antigos estão disponíveis em menor quantidade na Web;<br />algumas áreas estão melhor representadas por contarem tradicionalmente com repositórios mais antigos e exaustivos, um exemplo é a física como a pioneira base de pré-prints arXiv.org.<br />
  49. 49. Folksonomias: origem<br />Surgimento em 2004, com o desenvolvimento das tecnologias baseadas em Web 2.0<br />Web 2.0<br />segunda geração de serviços online<br />potencializa as formas de publicação, compartilhamento e organização de informações<br />amplia os espaços para a interação entre os participantes do processo<br />combinação de técnicas informáticas (serviços Web, linguagem Ajax, Web syndication, etc.) com a intrínseca “arquitetura de participação”<br />PRIMO, Alex. Fases do desenvolvimento tecnológico e suas implicações nas formas de ser, conhecer, comunicar e produzir em sociedade. In: Pretto, Nelson De Luca; Silveira, Sérgio Amadeu da. Além das redes de colaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder. Salvador: UFBA, 2008. <br />
  50. 50. Folksonomia: definição (1)<br />O termo folksonomia é derivado de taxonomia. Taxonomias são geralmente controladas por especialistas e são estáticas, tendendo para o uso de terminologia oficial, em vez de frases vernaculares. Ao contrário, as folksonomias são sistemas de classificação distribuídos, criados por usuários individuais<br />GUY, M.; TONKIN, E. Folksonomies: Tidying Up Tags? D-Lib Magazine, v. 12, n. 1, 2006. <br />
  51. 51. Folksonomia: definição (2)<br />A coleção do sistema é formada com contribuições de usuários<br />Os usuários participam na classificação ou avaliação<br />A adição, classificação ou avaliação de itens se realiza por intermédio de uma rede social<br />MORRISON, P Jason. Tagging and searching: Search retrieval effectiveness of folksonomies on the World Wide Web. Information Processing and Management, v. 44, p. 1562-1579, 2008.<br />
  52. 52. As redes sociais com recurso de RI<br />Premissa: pessoas com interesses comuns apresentam comportamentos semelhantes de busca e uso da informação <br />Tenho um documento como favorito, quem mais o tem?<br />Uso este marcador (antigas palavras-chave) para organizar meu “acervo” quem mais o usa?<br />Ferramentar de socialização de favoritos como Delicious , Connotea, CiteULike etc. respondem estas questões<br />
  53. 53. Esquema de uso de marcadores em folksonomias<br />STREHL, L. As folksonomias entre os conceitos e os pontos de acesso: as funções de descritores, citações e marcadores nos sistemas de recuperação da informação. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 16, n. 2, p. 101-114, 2011. <br />
  54. 54. Favoritos socializados e as folksonomias:um exemplo com o Delicious<br />
  55. 55. Comparação entre a folksonomia e a linguagem natural<br />Semelhança:<br />autorizam a existência de formas variadas de representação para um único conceito<br />Diferenças:<br />A linguagem é natural dos usuários, não necessariamente dos autores<br />A diversidade vocabular resulta não apenas da diversidade de formas de expressão permitidas pela linguagem, mas também da imensidão de sentidos que podem ser atribuídos a um documento por diferentes indivíduos<br />
  56. 56. Comparação entre a folksonomia e a indexação das citações<br />Semelhança<br />Produzem ligações entre pessoas com interesses comuns<br />Diferença<br />Os atores envolvidos no processo de comunicação desempenham papéis distintos<br /> Usuários  Autores/Trabalhos<br /> Usuários  Usuários<br />IC<br />F<br />STREHL, L. As folksonomias entre os conceitos e os pontos de acesso: as funções de descritores, citações e marcadores nos sistemas de recuperação da informação. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 16, n. 2, p. 101-114, 2011. <br />
  57. 57. Fim<br />

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