SlideShare uma empresa Scribd logo
José Luís Peixoto
 
 
É natural de  Galveias , e nasceu a 4 de Setembro de 1974.  É um escritor e dramaturgo  Português . É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. Publicou várias Obras de Ficção e Poesia, entre as quais “Cal” esta mesma que estou a apresentar!  
 
 
 
 
E vejam só como este homem é ligado á terra onde nasceu… E como incentiva a população de Ponte de Sor a escrever e a ter uma vida ligada constantemente com a literatura…
 
 
 
 
CAL, reúne textos de natureza diversa (três poemas, dezassete contos e uma peça de teatro), ancorados num espaço rural e na vivência e memória dos mais velhos.  Aqui, a experiência da duração, da continuidade, funde-se com o sonho e com a loucura, num tempo fora do tempo. Como um «fio puríssimo de luz», uma «ausência presente» atravessa os gestos e as emoções destas figuras.
Em cumplicidade com a morte, a vida torna-se mais límpida, talvez mais pura. A luz, como «treva visível» - força redentora das suas personagens -, é certamente um dos fios condutores de CAL.
  A peça  À Manhã  foi estreada no Teatro São Luíz, em Lisboa, em Janeiro de 2006 e reposta em 2007, com encenação de Natália Luíza e Miguel Seabra. Parte dos textos incluídos neste livro tiveram uma publicação limitada na imprensa escrita.  Os poemas «Olhe os seus netos. Eles hão-de querer que o avô», «As mulheres de 80 anos sentam-se em todas as cadeiras» e «A gente corremos pelas ruas da vila» são aqui publicados pela primeira vez.
Ana sabia que a burra não valia muito dinheiro.  As mãos de Ana eram velhas.  Os dedos eram grossos e tinham riscos feitos pela lâmina da navalha de retalhar azeitonas.  As palmas das mãos eram grossas e tinham o toque da superfície serrada de um tronco.
As mãos do velho Durico eram magras e escuras.  As costas das mãos, quando as estendia debaixo de um candeeiro de petróleo, eram suaves.  As unhas eram certas por serem cortadas com uma navalha, à noite, quando a fogueira lhe iluminava o rosto.  As palmas das mãos cheiravam a terra castanha e a fumo.
A corda na mão do velho Durico era pesada e áspera, quando a puxava havia um movimento do corpo da burra que o seguia. Com aquela corda, puxava um corpo .  As mãos de Ana passaram a corda para as mãos do velho Durico.  As mãos do velho Durico pousaram duas notas nas mãos de Ana.
As notas na mão de Ana eram muito leves, como se fossem feitas de teias de aranha, como se fossem uma camada de pó ou qualquer coisa invisível.
Ana, o anjo e a cadela entraram nas ruas da vila, atravessaram-nas e, quando chegaram à estrada do monte, sabiam que havia um lugar dentro deles, o interior de uma gota de chuva, onde faltava algo que tinham perdido para sempre.
 
Não gostei deste livro porque a história é bastante complicada e difícil de perceber o que me dificultou a realização deste trabalho dado que, tentei tirar o menos possível de informação de fontes exteriores, logo foi uma tarefa bastante árdua. Não aconselho a pessoas mais novas a ler, não pela escrita do autor, mas pelo enredo que a própria história implica.
 
O meu nome é Liliana Marques, estudo na escola Secundária de Ponte de Sor, no 10º ano, na turma D, e fui eu que fiz este MAGNÍFICO trabalho!  

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Análise do conto "Venha ver o pôr-do-sol".
Análise do conto "Venha ver o pôr-do-sol".Análise do conto "Venha ver o pôr-do-sol".
Análise do conto "Venha ver o pôr-do-sol".
Alicia de Carvalho Belato
 
Castro alves slide²
Castro alves slide²Castro alves slide²
Castro alves slide²
Maria da Paz
 
Hídrias: Dora Ferreira da Silva e os mitos gregos
Hídrias: Dora Ferreira da Silva e os mitos gregosHídrias: Dora Ferreira da Silva e os mitos gregos
Hídrias: Dora Ferreira da Silva e os mitos gregos
Jamille Rabelo
 
Álvares de Azevedo: Foi poeta sonhou e amou na vida
Álvares de Azevedo: Foi poeta sonhou e amou na vidaÁlvares de Azevedo: Foi poeta sonhou e amou na vida
Álvares de Azevedo: Foi poeta sonhou e amou na vida
Luciana Fátima
 
VERSOS NA REDE No. 2 - JAN/MAR 2019
VERSOS NA REDE No. 2 - JAN/MAR 2019VERSOS NA REDE No. 2 - JAN/MAR 2019
VERSOS NA REDE No. 2 - JAN/MAR 2019
Sérgio Pitaki
 
Poesia
PoesiaPoesia
Castro Alves
Castro AlvesCastro Alves
Castro Alves
rodrigodalri
 
FPessoa Heterónimos
FPessoa HeterónimosFPessoa Heterónimos
FPessoa Heterónimos
guest53f8bc
 
Mito e poesia
Mito e poesiaMito e poesia
Mito e poesia
Jamille Rabelo
 
O poeta Barney Days
O poeta Barney DaysO poeta Barney Days
O poeta Barney Days
Carlota Cafiero
 
Sophia
SophiaSophia
O que é literatura
O que é literaturaO que é literatura
O que é literatura
Evilane Alves
 
Sophia de Mello Breyner Andresen
Sophia de Mello Breyner AndresenSophia de Mello Breyner Andresen
Sophia de Mello Breyner Andresen
luiscontente
 
Poesias
PoesiasPoesias
Poesias
Karla Costa
 
Morte e vida_severina
Morte e vida_severinaMorte e vida_severina
Morte e vida_severina
cecchetto8
 
Tesão
TesãoTesão
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
Kamila Barros
 
Poesia do Séc.XX - 3
Poesia do Séc.XX - 3Poesia do Séc.XX - 3
Poesia do Séc.XX - 3
Dina Baptista
 
02 texto narrativo i
02   texto narrativo i02   texto narrativo i
02 texto narrativo i
marcelocaxias
 
A Poesia Dos Varais
A Poesia Dos VaraisA Poesia Dos Varais
A Poesia Dos Varais
Regiane Cruz
 

Mais procurados (20)

Análise do conto "Venha ver o pôr-do-sol".
Análise do conto "Venha ver o pôr-do-sol".Análise do conto "Venha ver o pôr-do-sol".
Análise do conto "Venha ver o pôr-do-sol".
 
Castro alves slide²
Castro alves slide²Castro alves slide²
Castro alves slide²
 
Hídrias: Dora Ferreira da Silva e os mitos gregos
Hídrias: Dora Ferreira da Silva e os mitos gregosHídrias: Dora Ferreira da Silva e os mitos gregos
Hídrias: Dora Ferreira da Silva e os mitos gregos
 
Álvares de Azevedo: Foi poeta sonhou e amou na vida
Álvares de Azevedo: Foi poeta sonhou e amou na vidaÁlvares de Azevedo: Foi poeta sonhou e amou na vida
Álvares de Azevedo: Foi poeta sonhou e amou na vida
 
VERSOS NA REDE No. 2 - JAN/MAR 2019
VERSOS NA REDE No. 2 - JAN/MAR 2019VERSOS NA REDE No. 2 - JAN/MAR 2019
VERSOS NA REDE No. 2 - JAN/MAR 2019
 
Poesia
PoesiaPoesia
Poesia
 
Castro Alves
Castro AlvesCastro Alves
Castro Alves
 
FPessoa Heterónimos
FPessoa HeterónimosFPessoa Heterónimos
FPessoa Heterónimos
 
Mito e poesia
Mito e poesiaMito e poesia
Mito e poesia
 
O poeta Barney Days
O poeta Barney DaysO poeta Barney Days
O poeta Barney Days
 
Sophia
SophiaSophia
Sophia
 
O que é literatura
O que é literaturaO que é literatura
O que é literatura
 
Sophia de Mello Breyner Andresen
Sophia de Mello Breyner AndresenSophia de Mello Breyner Andresen
Sophia de Mello Breyner Andresen
 
Poesias
PoesiasPoesias
Poesias
 
Morte e vida_severina
Morte e vida_severinaMorte e vida_severina
Morte e vida_severina
 
Tesão
TesãoTesão
Tesão
 
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
 
Poesia do Séc.XX - 3
Poesia do Séc.XX - 3Poesia do Séc.XX - 3
Poesia do Séc.XX - 3
 
02 texto narrativo i
02   texto narrativo i02   texto narrativo i
02 texto narrativo i
 
A Poesia Dos Varais
A Poesia Dos VaraisA Poesia Dos Varais
A Poesia Dos Varais
 

Destaque

Muros de-pedra-seca
Muros de-pedra-secaMuros de-pedra-seca
Muros de-pedra-seca
guest2c633b
 
Trabalho paredes exteriores_final
Trabalho paredes exteriores_finalTrabalho paredes exteriores_final
Trabalho paredes exteriores_final
TS-Cunha
 
Revestimentos em ardosia vf
Revestimentos em ardosia vfRevestimentos em ardosia vf
Revestimentos em ardosia vf
Susana Cardigos
 
Técnica de execução de paredes de pedra
Técnica de execução de paredes de pedraTécnica de execução de paredes de pedra
Técnica de execução de paredes de pedra
João António Correia Neves
 
Pedra - tecnologia dos materiais
Pedra - tecnologia dos materiaisPedra - tecnologia dos materiais
Pedra - tecnologia dos materiais
Fellipe Augusto
 
Práticas de construção civil 2 pccc2
Práticas de construção civil 2 pccc2Práticas de construção civil 2 pccc2
Práticas de construção civil 2 pccc2
arqjoaocampos
 
Alvenaria
AlvenariaAlvenaria
Alvenaria
charlessousa192
 
Alvenaria - Técnica e Arte
Alvenaria - Técnica e ArteAlvenaria - Técnica e Arte
Alvenaria - Técnica e Arte
Carlos Cunha
 

Destaque (8)

Muros de-pedra-seca
Muros de-pedra-secaMuros de-pedra-seca
Muros de-pedra-seca
 
Trabalho paredes exteriores_final
Trabalho paredes exteriores_finalTrabalho paredes exteriores_final
Trabalho paredes exteriores_final
 
Revestimentos em ardosia vf
Revestimentos em ardosia vfRevestimentos em ardosia vf
Revestimentos em ardosia vf
 
Técnica de execução de paredes de pedra
Técnica de execução de paredes de pedraTécnica de execução de paredes de pedra
Técnica de execução de paredes de pedra
 
Pedra - tecnologia dos materiais
Pedra - tecnologia dos materiaisPedra - tecnologia dos materiais
Pedra - tecnologia dos materiais
 
Práticas de construção civil 2 pccc2
Práticas de construção civil 2 pccc2Práticas de construção civil 2 pccc2
Práticas de construção civil 2 pccc2
 
Alvenaria
AlvenariaAlvenaria
Alvenaria
 
Alvenaria - Técnica e Arte
Alvenaria - Técnica e ArteAlvenaria - Técnica e Arte
Alvenaria - Técnica e Arte
 

Semelhante a Cal,+José..

Contacto março 2014
Contacto   março 2014Contacto   março 2014
Contacto março 2014
Bibliotecas Escolares AEIDH
 
Contacto março 2014
Contacto  março 2014Contacto  março 2014
Contacto março 2014
Bibliotecas Escolares AEIDH
 
Contacto 1.º período
Contacto   1.º períodoContacto   1.º período
Contacto 1.º período
Bibliotecas Infante D. Henrique
 
Leituras 5ano
Leituras 5anoLeituras 5ano
Leituras 5ano
beaerm
 
21 de fevereiro
21 de fevereiro21 de fevereiro
21 de fevereiro
Sandra Alves
 
21 de fevereiro
21 de fevereiro21 de fevereiro
21 de fevereiro
Sandra Alves
 
Oficina ensino fundamental II 12 de maio 2015
Oficina ensino fundamental II 12 de maio 2015Oficina ensino fundamental II 12 de maio 2015
Oficina ensino fundamental II 12 de maio 2015
Fabiana Esteves
 
A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade
A Rosa do Povo - Carlos Drummond de AndradeA Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade
A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade
vestibular
 
Carlos drumond de andrade
Carlos drumond de andradeCarlos drumond de andrade
Carlos drumond de andrade
Rita Santana
 
Contacto - abril de 2023.pdf
Contacto - abril de 2023.pdfContacto - abril de 2023.pdf
Contacto - abril de 2023.pdf
BibliotecasEscolares3
 
Boletim Contacto - abril de 2022.pdf
Boletim Contacto - abril de 2022.pdfBoletim Contacto - abril de 2022.pdf
Boletim Contacto - abril de 2022.pdf
BibliotecasEscolares3
 
Proj letura
Proj leturaProj letura
Proj letura
Teresa Pombo
 
Revista literatas edição 16
Revista literatas   edição 16Revista literatas   edição 16
Revista literatas edição 16
Eng. Marcelo Soriano
 
Revista literatas edição 16
Revista literatas   edição 16Revista literatas   edição 16
Revista literatas edição 16
canaldoreporter
 
Revista literatas edição 16
Revista literatas   edição 16Revista literatas   edição 16
Revista literatas edição 16
canaldoreporter
 
Literatura Piauiense
Literatura PiauienseLiteratura Piauiense
Literatura Piauiense
Hildalene Pinheiro
 
Literaturapiauiense 2.1
Literaturapiauiense 2.1Literaturapiauiense 2.1
Literaturapiauiense 2.1
Hildalene Pinheiro
 
Arte e cultura contemporânea - Agência Khamai
Arte e cultura contemporânea - Agência KhamaiArte e cultura contemporânea - Agência Khamai
Arte e cultura contemporânea - Agência Khamai
Nadiene Araujo Oliveira
 
Poetas da contemporaneidade: Adélia Prado, Manoel de Barros e José Paulo Paes
Poetas da contemporaneidade: Adélia Prado, Manoel de Barros e José Paulo PaesPoetas da contemporaneidade: Adélia Prado, Manoel de Barros e José Paulo Paes
Poetas da contemporaneidade: Adélia Prado, Manoel de Barros e José Paulo Paes
Paula Back
 
Revista Cultura Catarina
Revista Cultura CatarinaRevista Cultura Catarina
Revista Cultura Catarina
Adriana Calazans
 

Semelhante a Cal,+José.. (20)

Contacto março 2014
Contacto   março 2014Contacto   março 2014
Contacto março 2014
 
Contacto março 2014
Contacto  março 2014Contacto  março 2014
Contacto março 2014
 
Contacto 1.º período
Contacto   1.º períodoContacto   1.º período
Contacto 1.º período
 
Leituras 5ano
Leituras 5anoLeituras 5ano
Leituras 5ano
 
21 de fevereiro
21 de fevereiro21 de fevereiro
21 de fevereiro
 
21 de fevereiro
21 de fevereiro21 de fevereiro
21 de fevereiro
 
Oficina ensino fundamental II 12 de maio 2015
Oficina ensino fundamental II 12 de maio 2015Oficina ensino fundamental II 12 de maio 2015
Oficina ensino fundamental II 12 de maio 2015
 
A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade
A Rosa do Povo - Carlos Drummond de AndradeA Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade
A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade
 
Carlos drumond de andrade
Carlos drumond de andradeCarlos drumond de andrade
Carlos drumond de andrade
 
Contacto - abril de 2023.pdf
Contacto - abril de 2023.pdfContacto - abril de 2023.pdf
Contacto - abril de 2023.pdf
 
Boletim Contacto - abril de 2022.pdf
Boletim Contacto - abril de 2022.pdfBoletim Contacto - abril de 2022.pdf
Boletim Contacto - abril de 2022.pdf
 
Proj letura
Proj leturaProj letura
Proj letura
 
Revista literatas edição 16
Revista literatas   edição 16Revista literatas   edição 16
Revista literatas edição 16
 
Revista literatas edição 16
Revista literatas   edição 16Revista literatas   edição 16
Revista literatas edição 16
 
Revista literatas edição 16
Revista literatas   edição 16Revista literatas   edição 16
Revista literatas edição 16
 
Literatura Piauiense
Literatura PiauienseLiteratura Piauiense
Literatura Piauiense
 
Literaturapiauiense 2.1
Literaturapiauiense 2.1Literaturapiauiense 2.1
Literaturapiauiense 2.1
 
Arte e cultura contemporânea - Agência Khamai
Arte e cultura contemporânea - Agência KhamaiArte e cultura contemporânea - Agência Khamai
Arte e cultura contemporânea - Agência Khamai
 
Poetas da contemporaneidade: Adélia Prado, Manoel de Barros e José Paulo Paes
Poetas da contemporaneidade: Adélia Prado, Manoel de Barros e José Paulo PaesPoetas da contemporaneidade: Adélia Prado, Manoel de Barros e José Paulo Paes
Poetas da contemporaneidade: Adélia Prado, Manoel de Barros e José Paulo Paes
 
Revista Cultura Catarina
Revista Cultura CatarinaRevista Cultura Catarina
Revista Cultura Catarina
 

Mais de Ana Tapadas

Otono en la_patagonia argentina
Otono en la_patagonia argentinaOtono en la_patagonia argentina
Otono en la_patagonia argentina
Ana Tapadas
 
Felizmente Há Luar
Felizmente Há LuarFelizmente Há Luar
Felizmente Há Luar
Ana Tapadas
 
Felizmente Há Luar
Felizmente Há LuarFelizmente Há Luar
Felizmente Há Luar
Ana Tapadas
 
Filipe luis personagem ausente gomes freire e o seu caracter simbolico
Filipe luis personagem ausente gomes freire e o seu caracter simbolicoFilipe luis personagem ausente gomes freire e o seu caracter simbolico
Filipe luis personagem ausente gomes freire e o seu caracter simbolico
Ana Tapadas
 
Filipe e ..
Filipe e ..Filipe e ..
Filipe e ..
Ana Tapadas
 
Guimarães Rosa
Guimarães RosaGuimarães Rosa
Guimarães Rosa
Ana Tapadas
 
China lexiaguo
China   lexiaguoChina   lexiaguo
China lexiaguo
Ana Tapadas
 
Fernandoppppppp ..
Fernandoppppppp ..Fernandoppppppp ..
Fernandoppppppp ..
Ana Tapadas
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
Ana Tapadas
 
F pessoa l..
F pessoa l..F pessoa l..
F pessoa l..
Ana Tapadas
 
Florbela Espanca
Florbela EspancaFlorbela Espanca
Florbela Espanca
Ana Tapadas
 
Miguel Torga - Poemas
Miguel Torga - PoemasMiguel Torga - Poemas
Miguel Torga - Poemas
Ana Tapadas
 
A Hora Do Nada
A Hora Do NadaA Hora Do Nada
A Hora Do Nada
Ana Tapadas
 
Os Lusíadas
Os LusíadasOs Lusíadas
Os Lusíadas
Ana Tapadas
 
Abandonada
AbandonadaAbandonada
Abandonada
Ana Tapadas
 
Os Cinco e os Gémeos Silenciosos
Os Cinco e os Gémeos SilenciososOs Cinco e os Gémeos Silenciosos
Os Cinco e os Gémeos Silenciosos
Ana Tapadas
 
Crepúsculo
CrepúsculoCrepúsculo
Crepúsculo
Ana Tapadas
 

Mais de Ana Tapadas (20)

Otono en la_patagonia argentina
Otono en la_patagonia argentinaOtono en la_patagonia argentina
Otono en la_patagonia argentina
 
China
ChinaChina
China
 
Felizmente Há Luar
Felizmente Há LuarFelizmente Há Luar
Felizmente Há Luar
 
Felizmente Há Luar
Felizmente Há LuarFelizmente Há Luar
Felizmente Há Luar
 
Filipe luis personagem ausente gomes freire e o seu caracter simbolico
Filipe luis personagem ausente gomes freire e o seu caracter simbolicoFilipe luis personagem ausente gomes freire e o seu caracter simbolico
Filipe luis personagem ausente gomes freire e o seu caracter simbolico
 
Filipe e ..
Filipe e ..Filipe e ..
Filipe e ..
 
Guimarães Rosa
Guimarães RosaGuimarães Rosa
Guimarães Rosa
 
China lexiaguo
China   lexiaguoChina   lexiaguo
China lexiaguo
 
Fernandoppppppp ..
Fernandoppppppp ..Fernandoppppppp ..
Fernandoppppppp ..
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
 
F pessoa l..
F pessoa l..F pessoa l..
F pessoa l..
 
Florbela Espanca
Florbela EspancaFlorbela Espanca
Florbela Espanca
 
Miguel Torga - Poemas
Miguel Torga - PoemasMiguel Torga - Poemas
Miguel Torga - Poemas
 
A Hora Do Nada
A Hora Do NadaA Hora Do Nada
A Hora Do Nada
 
Padre Ant..
Padre Ant..Padre Ant..
Padre Ant..
 
Escrevi M..
Escrevi M..Escrevi M..
Escrevi M..
 
Os Lusíadas
Os LusíadasOs Lusíadas
Os Lusíadas
 
Abandonada
AbandonadaAbandonada
Abandonada
 
Os Cinco e os Gémeos Silenciosos
Os Cinco e os Gémeos SilenciososOs Cinco e os Gémeos Silenciosos
Os Cinco e os Gémeos Silenciosos
 
Crepúsculo
CrepúsculoCrepúsculo
Crepúsculo
 

Último

Segurança Digital Pessoal e Boas Práticas
Segurança Digital Pessoal e Boas PráticasSegurança Digital Pessoal e Boas Práticas
Segurança Digital Pessoal e Boas Práticas
Danilo Pinotti
 
TOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdf
TOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdfTOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdf
TOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdf
Momento da Informática
 
Manual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdf
Manual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdfManual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdf
Manual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdf
WELITONNOGUEIRA3
 
PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...
PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...
PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...
Faga1939
 
Escola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdf
Escola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdfEscola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdf
Escola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdf
Gabriel de Mattos Faustino
 
Logica de Progamacao - Aula (1) (1).pptx
Logica de Progamacao - Aula (1) (1).pptxLogica de Progamacao - Aula (1) (1).pptx
Logica de Progamacao - Aula (1) (1).pptx
Momento da Informática
 
História da Rádio- 1936-1970 século XIX .2.pptx
História da Rádio- 1936-1970 século XIX   .2.pptxHistória da Rádio- 1936-1970 século XIX   .2.pptx
História da Rádio- 1936-1970 século XIX .2.pptx
TomasSousa7
 

Último (7)

Segurança Digital Pessoal e Boas Práticas
Segurança Digital Pessoal e Boas PráticasSegurança Digital Pessoal e Boas Práticas
Segurança Digital Pessoal e Boas Práticas
 
TOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdf
TOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdfTOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdf
TOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdf
 
Manual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdf
Manual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdfManual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdf
Manual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdf
 
PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...
PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...
PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...
 
Escola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdf
Escola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdfEscola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdf
Escola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdf
 
Logica de Progamacao - Aula (1) (1).pptx
Logica de Progamacao - Aula (1) (1).pptxLogica de Progamacao - Aula (1) (1).pptx
Logica de Progamacao - Aula (1) (1).pptx
 
História da Rádio- 1936-1970 século XIX .2.pptx
História da Rádio- 1936-1970 século XIX   .2.pptxHistória da Rádio- 1936-1970 século XIX   .2.pptx
História da Rádio- 1936-1970 século XIX .2.pptx
 

Cal,+José..

  • 2.  
  • 3.  
  • 4. É natural de Galveias , e nasceu a 4 de Setembro de 1974. É um escritor e dramaturgo Português . É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. Publicou várias Obras de Ficção e Poesia, entre as quais “Cal” esta mesma que estou a apresentar! 
  • 5.  
  • 6.  
  • 7.  
  • 8.  
  • 9. E vejam só como este homem é ligado á terra onde nasceu… E como incentiva a população de Ponte de Sor a escrever e a ter uma vida ligada constantemente com a literatura…
  • 10.  
  • 11.  
  • 12.  
  • 13.  
  • 14. CAL, reúne textos de natureza diversa (três poemas, dezassete contos e uma peça de teatro), ancorados num espaço rural e na vivência e memória dos mais velhos. Aqui, a experiência da duração, da continuidade, funde-se com o sonho e com a loucura, num tempo fora do tempo. Como um «fio puríssimo de luz», uma «ausência presente» atravessa os gestos e as emoções destas figuras.
  • 15. Em cumplicidade com a morte, a vida torna-se mais límpida, talvez mais pura. A luz, como «treva visível» - força redentora das suas personagens -, é certamente um dos fios condutores de CAL.
  • 16. A peça À Manhã foi estreada no Teatro São Luíz, em Lisboa, em Janeiro de 2006 e reposta em 2007, com encenação de Natália Luíza e Miguel Seabra. Parte dos textos incluídos neste livro tiveram uma publicação limitada na imprensa escrita. Os poemas «Olhe os seus netos. Eles hão-de querer que o avô», «As mulheres de 80 anos sentam-se em todas as cadeiras» e «A gente corremos pelas ruas da vila» são aqui publicados pela primeira vez.
  • 17. Ana sabia que a burra não valia muito dinheiro. As mãos de Ana eram velhas. Os dedos eram grossos e tinham riscos feitos pela lâmina da navalha de retalhar azeitonas. As palmas das mãos eram grossas e tinham o toque da superfície serrada de um tronco.
  • 18. As mãos do velho Durico eram magras e escuras. As costas das mãos, quando as estendia debaixo de um candeeiro de petróleo, eram suaves. As unhas eram certas por serem cortadas com uma navalha, à noite, quando a fogueira lhe iluminava o rosto. As palmas das mãos cheiravam a terra castanha e a fumo.
  • 19. A corda na mão do velho Durico era pesada e áspera, quando a puxava havia um movimento do corpo da burra que o seguia. Com aquela corda, puxava um corpo . As mãos de Ana passaram a corda para as mãos do velho Durico. As mãos do velho Durico pousaram duas notas nas mãos de Ana.
  • 20. As notas na mão de Ana eram muito leves, como se fossem feitas de teias de aranha, como se fossem uma camada de pó ou qualquer coisa invisível.
  • 21. Ana, o anjo e a cadela entraram nas ruas da vila, atravessaram-nas e, quando chegaram à estrada do monte, sabiam que havia um lugar dentro deles, o interior de uma gota de chuva, onde faltava algo que tinham perdido para sempre.
  • 22.  
  • 23. Não gostei deste livro porque a história é bastante complicada e difícil de perceber o que me dificultou a realização deste trabalho dado que, tentei tirar o menos possível de informação de fontes exteriores, logo foi uma tarefa bastante árdua. Não aconselho a pessoas mais novas a ler, não pela escrita do autor, mas pelo enredo que a própria história implica.
  • 24.  
  • 25. O meu nome é Liliana Marques, estudo na escola Secundária de Ponte de Sor, no 10º ano, na turma D, e fui eu que fiz este MAGNÍFICO trabalho! 