45.controlo de pragas2013

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45.controlo de pragas2013

  1. 1. Biologia 12º anoabril 2013 Prof. Leonor Vaz Pereira
  2. 2. Controlo de pragas Uma praga é aabundância deindivíduos de umaespécie indesejávelque, invadindo oscampos de cultura,competem com oHomem pela obtençãode alimentos oudisseminam doenças. Estima-se que cerca de 35% da produção primáriamundial de alimentos é destruída por pragas.
  3. 3. Controlo de pragas
  4. 4. Equilíbrio dinâmico Em ecossistemas naturais e agrossistemas de policultura, aspopulações das espécies consideradas pragas encontram-seem equilíbrio dinâmico com as populações de predadores ede espécies patogénicas. Os danos que causam a estes sistemas não são muito graves.
  5. 5. Ausência de equilíbrio Em agrossistemas de monocultura, a falta debiodiversidade limita as interacções entre diferentespopulações e as pragas tornam-se um problema graveque é tradicionalmente combatido com a aplicação deagentes biocidas.
  6. 6. Biocidas ou pesticidas Um agente biocida ou pesticida é um produtoquímico utilizado no controlo de pragas. Principais agentes biocidas: Herbicidas Fungicidas Inseticidas Rodenticidas
  7. 7. Breve história dos pesticidasA história dos pesticidas começa... na antiguidade! Mesmo nos anos antes de Cristo os povos da China, da Grécia eda Suméria já se tinham apercebido do efeito de alguns saisinorgânicos no combate aos insetos nas suas colheitas. Mais tarde aperceberam-se também que certas plantasfuncionavam perfeitamente como um veneno potente para amaioria dos vertebrados e invertebrados, embora não tivessema menor ideia de quais as substâncias ativas que elascontinham.
  8. 8. O uso "oficial" de pesticidas começou no final do século XIX,com a comercialização de alguns sais inorgânicos no combateàs espécies de escaravelhos que nessa altura afetavam asplantações de batatas. No entanto a maioria destes sais eramtão tóxicos para as pestes como para o Homem. E por issoacabaram por ser abandonados uns anos depois, sendosubstituídos por compostos orgânicos. Realize a atividade da página 54Breve história dos pesticidasNo século VII, o sulfato de nicotinaextraído das folhas da planta dotabaco era usado como inseticida
  9. 9. O DDT - um perigo "latente”Como seguimento aos sais inorgânicos, que se mostravameficientes mas demasiado tóxicos, surge em 1941 o DDT. Esteinseticida organoclorado (orgânico que contém cloro),também conhecido como Diclorodifeniltricloroetano, podeser considerado o pesticida de maior importância histórica,devido ao seu impacto no ambiente, agricultura e saúdehumana.
  10. 10. O DDT - um perigo "latente”10Este composto,surpreendentemente,demonstrava ser eficazcontra uma vasta gama deinsetos, o que levou a umarápida comercialização e aum uso vastíssimo,abrangendo na década de60 a aplicação para 334variedades diferentes deprodutos agrícolas, só nosEstados Unidos.
  11. 11. Características dos pesticidas Espetro de ação de um pesticida:quantidade de espécies para asquais é tóxico. Quanto mais largo oespetro de ação maior o númerode espécies sensíveis aos seusefeitos.Página 55 Persistência de umpesticida: intervalo detempo que permaneceativo, desde algumas horas,dias ou semanas (baixa) atéalguns anos (alta).
  12. 12. Aplicação de pesticidas A utilização de pesticidaspermite aumentar aprodutividade agrícola ecombater a expansão decertas doenças, como amalária e o paludismo, masapresenta desvantagens.
  13. 13. Aplicação de pesticidasAPLICAÇÃO DO PESTICIDAELIMINAÇÃO DOS NÃORESISTENTES SOBREVIVÊNCIA DERESISTENTESPROLIFERAÇÃO DOS RESISTENTESPágina 56
  14. 14.  Desenvolvimento de variedadesresistentes - o desenvolvimentodestas variedades é tão maisrápido quanto mais curto for ociclo reprodutorDesvantagens Pode afetar outros organismos, por vezes predadoresnaturais das pragas, provocando desequilíbrios nosecossistemas Origina fenómenos de bioacumulação e bioampliação poraumentar a concentração do pesticida de nível trófico paranível trófico, ao longo das cadeias alimentares
  15. 15. BioacumulaçãoA bioacumulaçãoconsiste na absorção eno armazenamento dasmoléculas do pesticida,em tecidos ou órgãosespecíficos, numaconcentração maiselevada do que aquelaque seria de esperar.LEGENDA Nº com circulo – [DDT] no respetivo compartimento (água, peixes e ave) Nº associado a uma seta – [DDT] que se transfere de um compartimentopara outro.
  16. 16. Bioampliação A bioampliaçãoconsiste no aumento daconcentração dopesticida, de níveltrófico para níveltrófico, ao longo dascadeias alimentares –ameaça à saúdehumana de formadireta, porenvenenamento, e deforma indireta, aolongo das cadeiasalimentares.Realizar a atividade da página 72
  17. 17. Métodosalternativos decontrolo de pragasPráticas de cultura alternativasBiopesticidasEngenharia genéticaControlo biológicoEsterilização de insetosUso de feromonasHormonas juvenis e de mudaLuta Integrada
  18. 18. Práticas de cultura alternativasCertas práticas agrícolas permitemreduzir os danos causados pelaspragas, como p. ex: rotação de culturas; plantação de sebes em redor dasculturas, criando habitats para osinimigos naturais das pragas; cultivo de espécies em locais ondenão existem pragas que as atacam; ajuste dos ciclos de cultura de formaa fazer coincidir a altura de maiorprodução com a fase do ciclo de vidada praga em que é menos ativa; culturas marginais, que desviam aspragas.Página 58
  19. 19. Biopesticidas Alguns microrganismosproduzem toxinas, específicas ebiodegradáveis, que podem serusadas como pesticidasbiológicos. É o caso das toxinas Bt,produzidas por bactérias do soloBacillus thuringienses, que sãoaplicadas às culturas,protegendo-as das pragas deinsetos, sem afetar outrosorganismos.Página 58
  20. 20. Engenharia genética A tecnologia do DNArecombinante pode ser usadapara introduzir genes nas plantasque codificam a produção debiopesticidas. As toxinas Bt,quitases e lisozima são algumasdessas substâncias com açãopesticida. A transformação genética permiteaumentar a especificidade,eficiência e estabilidade dosbiopesticidas e já foi testada emvárias espécies de plantas, como otomateiro, o milho e o algodão.
  21. 21. Engenharia genéticaA criação de plantas transgénicas torna possível:• aumentar a produtividade das culturas;• reduzir o impacto ambiental da aplicação de pesticidassintéticos.No entanto, a transferência dos genes estranhos para espéciesselvagens pode introduzir desequilíbrios nos ecossistemas.
  22. 22. Engenharia genética
  23. 23. Controlo biológico Regulação das populaçõesde pragas pelos seusinimigos naturais, comopredadores, parasitas eagentes patogénicos. É um método de regulaçãoseletivo e não tóxico.
  24. 24.  Quais são as principais vantagens do controlo natural(biológico)?RelaçõesBióticasÉ um método eficaz, pouco dispendioso, semimpactes ambientais e de longa duraçãoAlimentam-se de outrosinsetos e larvas, queconsomem grandesquantidades deculturas, podendo serlibertadas pelo Homem.Os morcegos, devemser preservados, poisalimentam-se degrandes quantidadesde insetos,funcionando comocontrolos naturais.Algumas vespas sãoutilizadas comoimportantes controlosbiológicos, pois atacamoutras espécies que seconstituem comopragas.Joaninhas Morcegos VespasControlo biológico
  25. 25. Controlo BiológicoDesvantagens: dificuldades na seleção domelhor inimigo natural e na suaprodução em grande escala; maior lentidão da ação dosinimigos naturais em relaçãoaos pesticidas; risco do crescimento daspopulações de inimigos naturaispodendo entrar em descontroloe originar novas pragas.
  26. 26. Esterilização de insetos Machos de insetos criados emlaboratório tornados estéreis sãolibertados numa zona infestadapela sua espécie. O seu acasalamento com asfêmeas não produz descendênciae a população da praga diminui.Desvantagens: aplicação reduzida a algumasespécies; método dispendioso; aplicação contínua, exigindograndes quantidades de machosestéreis.
  27. 27.  As feromonas são substânciasproduzidas pelos animais e que lhespermitem estabelecercomunicação. Nos insetos, são libertadas emépoca de acasalamento para atrairo parceiro. As feromonas são colocadas emarmadilhas, atraindo os insetos edesviando-os das culturas. Podem,também, ser utilizadas para atrairos predadores ou parasitasnaturais.Uso de feromonas
  28. 28. Uso de feromonas Tem uma ação muitoespecífica, mas aidentificação, oisolamento e aprodução de umaferomona édemorado edispendioso.
  29. 29. Hormonas de muda e juvenisA larva no estádio A foi alimentada com um composto que impede aformação de hormonas de muda, impedindo, portanto a suatransformação no estádio BPágina 63
  30. 30. Hormonas de muda e juvenis Estas hormonas controlam odesenvolvimento e a reprodução dosinsetos em diferentes momentos do seuciclo de vida. A aplicação de hormonas sintéticas ououtras substâncias que interfiram com ashormonas naturais pode impedir que secomplete o ciclo de vida do inseto.Inibidores do Crescimento deInsetos simulam no corpo doinsecto a presença permanente dohormona juvenil e, assim, ele nãomuda para fase seguinte tornar-sebiologicamente inviável.Inibidores do Crescimento deInsetos agem impedindo aformação ou deposição da quitina(a proteína que forma a carapaçados insectos), tornando-obiologicamente inviável.
  31. 31. Luta integrada Não tem como objetivo a erradicação daspragas, mas a sua redução e manutenção –gestão controlada – em níveis aceitáveis Os programas de controlo integrado de pragasbaseiam-se no conhecimento e na avaliaçãodo sistema ecológico formado pela cultura,pragas que a atacam, inimigos naturais,condições ambientais e outras. Associam diferentes métodos com o objetivode conjugar a produtividade das culturas comredução dos riscos ambientais. A aplicação destes programas é complexa edemorada.Página 64
  32. 32. Luta integrada
  33. 33. Fim

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