Assignment Report_Traz duas em vez de quatro campaign

660 visualizações

Publicada em

This report features the concept and theorical framework in wich the "Traz duas em vez de quatro" campaign was thought, conceived and developed. The campaign is the result of a PHD assignment in wich me and my doctorate coleagues were prompted to conceive a campaign to incentivate the bycicle use on the urban context.

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
660
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Assignment Report_Traz duas em vez de quatro campaign

  1. 1. Faculdade de Belas Artesda Universidade do Porto Práticas e Estudos Artísticos Avançados I Relatório de projecto de Mobilidade Urbana ACÇÃO DE PROMOÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO PARA A REDUÇÃO DOS ÍNDICES DE POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA PROVOCADA PELO TRÁFEGO RODOVIÁRIO EM LISBOA. Substituição do automóvel pela bicicleta enquanto meio de transporte urbano Leonardo Pereira | Professor Adriano Rangel | 2010 Nota: este relatório está acompanhado de um CD onde estão incluídos os seguintes materiais que deverão ser consultados para uma total apreciação do trabalho: 1. Versão digital deste relatório (formato PDF) 2. Arte final do Logótipo da campanha (formato PDF) 3. Arte final do Cartaz “Traz duas em vez de quatro“(formato PDF) 4. Arte final do Outdoor “Traz duas em vez de quatro“ (formato PFD) 5. Filme publicitário (formato Quicktime) 6. Maquete da Mini Rede Social (formato HTML + SWF - Abrir apenas ficheiro index.html) 7. Artes finais dos Muppis dos 3 melhores participantes diários (formato PDF) 8. Arte final do Muppi do vencedor da campanha (formato PDF) 9. Arte final do Outdoor do vencedor da campanha (formato PDF)
  2. 2. Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto0.ÍNDICE GERAL DE CONTEÚDOS1. Identificação do problema a explorar e a resolver p. 022. Definição da área de investigação p. 023. Identificação e descrição da proposta de solução ao problema p. 03 3.1. Enquadramento teórico da solução que se propõe p. 03 3.2. Target ou Público Alvo p. 04 3.3. Conceito e argumento da campanha p. 04 3.4. Mecânica de funcionamento da campanha p. 04 3.4.1. Primeira fase da campanha p. 04 3.4.1.1. Spots de Rádio p. 04 3.4.1.2. Suportes impressos p. 05 3.4.2. Segunda fase da campanha p. 05 3.4.2.1. Filme publicitário de lançamento do desafio em TV p. 06 3.4.2.2. Mini rede social www.trazduasemvezdequatro.com p. 07 3.4.2.3. Divulgação diária dos 3 melhores participantes (Meios Impressos) p. 11 3.4.2.3. Telemóvel / SMS_Informação das vantagens e ganhos individuais de participação na campanha p. 12 3.4.3. Terceira fase da campanha p. 12 3.4.3.1. Suportes impressos p. 124. Bibliografia p. 135. Agradecimentos p. 146. Observações p. 14
  3. 3. Leonardo Pereira | Práticas e Estudos Artísticos Avançados | Professor Adriano Rangel | 20101.IDENTIFICAÇÃO DO (casa-trabalho) são na marginal e no eixo Baixa-Campo Grande, na sua maioria zonas planas ou muito suaves” (Lusa, 2008).PROBLEMA A EXPLORAR Por outro lado “o clima é um dos melhores da Europa, nunca estando nem muito frio nem muito quente” (Lusa, 2008). Já no que diz respeitoE A RESOLVER ao tráfego este investigador afirma que há falta de ciclovias em Lisboa mas que estas podem ser providenciadas “com algo tão simplesA cidade de Lisboa é actualmente uma das capitais mais poluídas da como uma mudança na legislação que permita que as bicicletasEuropa e a cidade mais poluída do país. Segundo o partido ecologista possam partilhar a faixa do ‘bus’” (Lusa, 2008).“Os Verdes”1 Lisboa tem o segundo pior índice de PM10 (partículasinaláveis) no ar, entre as capitais europeias, sendo apenas Há, por isso, fortes argumentos para a adopção deste veículo nãoultrapassada pela cidade de Roma (Os Verdes em Lisboa, 2009). poluente na cidade de Lisboa enquanto estratégia de redução, quer dos níveis de poluição da cidade, quer da intensidade de tráfegoEm 2005 os limites legais de presença destas partículas na atmosfera rodoviário de que as suas vias padecem. No entanto não é ainda issoforam largamente ultrapassados. Se a lei restringe a superação dos o que se verifica uma vez que em Lisboa o automóvel continua a ser olimites de partículas até aos 35 dias, em 2005 esses limites foram meio de deslocação priveligiado.ultrapassados em 180 dias (Os Verdes em Lisboa, 2009), embora atéao mês de Agosto de 2008 se tenha verificado uma melhoria signifi- Impõe-se, portanto, uma necessidade de incentivo à adopção numacativa. No entanto, até à referida data ainda se registaram 55 dias de maior escala e número da bicicleta enquanto meio de mobilidadevalores excedentes aos limites diários permitidos, o que é claramente alternativo ao automóvel dentro da cidade de Lisboa. Será então emacima dos valores legais antes referidos (Os Verdes em Lisboa, 2009). volta deste problema – o incentivo ao uso da bicicleta na cidade de Lisboa – que se centrará este trabalho.As causas para os referidos índices de poluição atmosférica de Lisboasão a intensidade das emissões da indústria e a intensidade do tráfegorodoviário, principal emissor dos poluentes que afectam a qualidade 2.do ar de Lisboa (Os Verdes em Lisboa, 2009).Entram diariamente na cidade cerca de meio milhão de automóveissaturando, por um lado, as principais vias de circulação, contribuíndo,por outro, para os altos índices de poluição antes referidos (Menos umCarro, 2008).Em relação à primeira causa apontada, a sua redução depende, DEFINIÇÃO DA ÁREA DEexclusivamente, das políticas ambientais definidas, estratégica econcertadamente, quer pelo tecido industrial Lisboeta, quer pelo INVESTIGAÇÃOestado e poder autárquico local, tendo o cidadão comum pouco poder Este trabalho situa-se na área do Design de Comunicação. Consid-de influência sobre as opções tomadas pelas referidas entidades. eramos que o Design de Comunicação aliado à utilização dos váriosJá no que diz respeito à segunda causa apontada, ou seja, o tráfego suportes de comunicação analógicos e digitais de que hoje dispomos,rodoviário, o cidadão detém o poder da redução da sua intensidade podem ser utilizados ao serviço da resolução de, pelo menos, partee, consequentemente, da redução das emissões para o ar provocadas do problema antes colocado, ou seja, a consciencialização do cidadãopelo mesmo, uma vez que pode optar pelo uso de outros meios de para os malefícios do uso do automóvel para Lisboa em contraste comtransporte menos poluentes que não o automóvel. os benefícios do uso da bicicleta e, consequente, aumento do número de utilizadores da bicicleta na mesma cidade. Propomos, portanto,Um dos meios de transporte normalmente proposto como resposta a criação de uma campanha promocional de incentivo à adopção daa este enunciado é a bicicleta. Este meio não emite qualquer tipo bicicleta enquanto meio de mobilidade alternativo ao automóvelde emissões poluentes para o ar mas, para alguns cidadãos, a sua dentro da cidade da capital Portuguesautilização levanta alguns problemas como, por exemplo, o esforçofísico envolvido devido à topografia da cidade, a inexistência de vias Impõe-se, no entanto, a questão sobre como criar uma campanha, compróprias para a circulação, o tempo de deslocação, o clima, etc. os meios actualmente disponíveis, que contribua eficazmente para aNo entanto, na opinião de Paulo Guerra dos Santos - investigador e resolução do problema antes identificado e que mobilize os cidadãos/engenheiro civil que durante 100 dias optou por se fazer deslocar pela automobilistas Lisboetas para a participação na redução dos níveiscapital de bicicleta -, “a cidade de Lisboa é 100 por cento ciclável” de poluição atmosférica da cidade e do tráfego rodoviário da mesma.(Lusa, 2008). Segundo este investigador “as desculpas das colinas, Detemo-nos, de seguida, na procura de uma resposta para a questãodo tráfego e do clima são mitos”. E isto porque (…) “as colinas ocupam antes enunciada.quinze por cento da área urbana da cidade. 80 por cento das cerca de700 mil pessoas que habitam em Lisboa moram e trabalham fora dasáreas das colinas. A maioria dos fluxos que se fazem dentro da cidade1. A fonte destes dados é, segundo “Os verdes em Lisboa” (2009), um estudo realizado pela Agência Europeia do Ambiente, com base em amostras recolhidas em 2000 cidades europeias. 2
  4. 4. Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto3. novas plataformas digitais em linha no ecossistema dos Media como, por exemplo, os blogs, as plataformas tipo Youtube e as chamadas Redes Sociais de que o Facebook (www.facebook.com) é o melhor exemplo. Estas, pelas capacidades de publicação e distribuição que abriram ao consumidor e cidadão, esbateram literalmente asIDENTIFICAÇÃO E diferenças entre produtores e consumidores, colocando-os lado a ladoDESCRIÇÃO DA PROPOSTA na cadeia de produção e distribuição de conteúdos e dados.DE SOLUÇÃO AO Perante este cenário de mudança do ecossistema dos Media, onde o consumo de conteúdos e dados está espartilhado por diversosPROBLEMA meios e onde o cidadão ou consumidor toma, ou quer tomar, uma parte activa na distribuição e produção dos mesmos, defendemos que uma campanha promocional ou publicitária já não se deve limitar3.1. Enquadramento teórico da solução que se propõe apenas à distribuição em meios tradicionais. Deve, antes, acompan-Se tradicionalmente qualquer campanha promocional ou publicitária har as tendências do consumidor e cidadão, tendências essas quese desenvolvia apenas em dois ou três Media - a imprensa contemplam também outros meios digitais como os antes enunciados(ou suportes impressos), a Rádio e a Televisão – hoje em dia temos (Internet e Telemóveis), para além dos tradicionais que hoje, mais doao nosso dispor, para além dos meios tradicionais, mais meios de que nunca, são importantes instrumentos de promoção e divulgaçãocomunicação de cariz digital que podem ampliar e optimizar a eficácia de causas, produtos e serviços.e os efeitos de qualquer campanha promocional sobre os cidadãos.Referimo-nos a meios como a Internet e os telemóveis, meios esses Há alguns sectores dos Media e da comunicação que começaramque assumem na contemporaniedade cada vez mais importância no já a desenvolver novas estratégias de produção e distribuição deconsumo de conteúdos dos cidadãos e que permitem hoje aceder a conteúdo e dados – designadas por Henry Jenkins de Transmediadados e conteúdos que antes só eram acessíveis por via dos meios Storytelling - que defendemos que são uma possibilidade de respostatradicionais. eficaz a esta nova realidade dos Media e que consideramos que podemHouve, portanto, uma mudança significativa no ecossistema dos ser transpostas para o contexto da promoção publicitária. Este termoMedia, ecossistema esse que passou a dispor de mais meios de – Transmedia Storytelling – designa uma estratégia de produçãodistribuição de dados e conteúdos do que os de que antes dispunha. e distribuição de dados e conteúdos, onde um produto, história ouNo entanto esta mudança não se resume apenas a uma ampliação do ideia são comunicados e distribuídos simultaneamente através denúmero de meios de comunicação disponíveis para distribuir dados e várias plataformas de comunicação diferentes. Mas esta distribuiçãoconteúdos. Decorrente desta ampliação há todo um processo de simultânea não se desenrola numa lógica de simulcast, ou seja, namudança cultural em curso que se inscreve naquilo a que Henry repetição integral de um determinado conteúdo pelas várias platafor-Jenkins, investigador do programa de estudos comparativos de Media mas onde é distribuído. Segundo Jenkins, uma história ou experiênciado MIT, chamou de Cultura de Convergência (Jenkins, 2006). transmediática desdobra-se, não de uma forma em que o conteúdo distribuído pelas diferentes plataformas é redundante, mas antes de“By convergence, I mean the flow of content across multiple media plat- uma forma complementar onde cada plataforma contribuiforms, the cooperation between multiple media industries, and the migra- naquilo que faz melhor (Jenkins, s.d. T.C.: 3:00 – 3:14) para atory behavior of media audiences who will go almost anywhere in search of experiência final que o consumidor vive do todo.the kinds of entertainment experiences they want”. (Jenkins, 2006: p. 02) Assim, propomos a concepção de uma campanha de promoção do usoNa Cultura de Convergência enunciada por Jenkins os cidadãos da bicicleta em Lisboa que utilize a lógica de comunicaçãoe consumidores assumem uma maior importância no ecossistema dos transmediática, e onde cada meio utilizado comunique de formaMedia. Por um lado porque os hábitos de consumo de dados diferenciada e integrada a ideia global da campanha. Defendemos quee conteúdos tornou-se fragmentado por vários meios. esta estratégia será uma forma eficaz de mobilização e deOs consumidores já não concentram o consumo de um determinado consciencialização dos cidadãos para o envolvimento individual naMedia num único meio. No caso da Televisão, por exemplo, para quem minimização dos problemas de tráfego e de poluição da cidade dea consome o tradicional televisor está cada vez mais a transformar-se Lisboa por via do uso alternativo da bicicleta enquanto meio deem apenas um de entre vários meios de consumo de conteúdo televi- transporte urbano.sivo e de vídeo. Os novos avanços tecnológicos de dispositivos comoos telemóveis e os computadores, combinados com serviços como a De seguida passamos à descrição da campanha por nós concebidaInternet e a Mobile TV, ganham na actualidade cada vez mais espaço segundo a lógica antes descrita e que propomos como resposta aona distribuição de conteúdo vídeo e televisivo (Accenture, 2008: p. problema inicialmente identificado no início deste relatório.02).Por outro lado porque os cidadãos e consumidores tomam agora umaparte activa, tanto na produção de conteúdos e de dados como nadistribuição dos mesmos, ao contrário do que acontecia no passado,onde esse poder estava nas mãos das grandes corporações mediáti-cas. Esta tomada de poder deveu-se, essencialmente, à introdução de 3
  5. 5. Leonardo Pereira | Práticas e Estudos Artísticos Avançados | Professor Adriano Rangel | 2010Figura 01: Logótipo desenvolvido para a campanha3.2. Target ou Público Alvo pela campanha, e uma terceira fase dedicada à promoção daquele queUma vez que os objectivos desta campanha visam a diminuição dos se vier a sagrar como o participante mais activo na campanha.níveis de emissões poluentes pelos automóveis e a diminuição daintensidade do tráfego rodoviário nas principais vias de circulação 3.4.1.1. Spots de Rádiona cidade de Lisboa, o público alvo desta campanha concentra-se es- Uma vez que o público-alvo desta campanha são os utilizadores desencialmente nos utilizadores de automóvel residentes, tanto dentro automóveis a utilização do meio radiofónico torna-se indispensável.da cidade como na área metropolitana da mesma. O recurso e consumo de rádio, como meio de entretenimento e de informação durante a deslocação, é um hábito comum entre qualquer3.3. Conceito e argumento da campanha automobilista. Uma vez que as próprias emissoras de rádio disponibi-O conceito da campanha é muito simples e básico. Resume-se na frase lizam aos seus ouvintes blocos informativos relativos ao estado do“Traz duas em vez de quatro” e traduz um “pedido” de substituição de trânsito nos grandes centros urbanos torna-se útil e pertinente aveículos de quatro rodas – o automóvel – por um veículo de duas rodas utilização destes espaços de informação para a inclusão de uma men-– neste caso, a bicicleta - como se pode ver no logótipo da campanha sagem promocional relativa à campanha.presente na figura 01. A inclusão da campanha na rádio estaria, assim, inserida nos principais blocos informativos relativos ao estado do trânsito na cidade de Lis-3.4. Mecânica de funcionamento da campanha boa das emissoras de rádio mais populares na cidade como a Antena 3,Esta campanha está dividida em três fases. Uma fase inicial de a Rádio Comercial, RFM, etc.construção no público alvo de interesse e curiosidade pela campanha, Esta inserção traduzir-se-ia apenas na menção por parte do locutoruma segunda fase dedicada à gestão da fidelização e interacção do responsável pelo bloco informativo em causa, à frase utilizada napúblico-alvo com um desafio – a especificar mais à frente - colocado campanha:pela campanha, e uma terceira fase dedicada à promoção daquele quese vier a sagrar como o participante mais activo na campanha. “Traz duas em vez de quatro”A fase inicial teria a duração de uma semana, a segunda desenvolver-se-ia ao longo de um mês e a terceira e última teria a duração de uma Esta menção seria sempre feita, não no final do bloco informativosemana. de trânsito no país, mas sim no final do excerto do bloco informativo dedicado exclusivamente à cidade de Lisboa.3.4.1. Primeira fase da campanhaEsta campanha está dividida em três fases. Uma fase inicial deconstrução no público alvo de interesse e curiosidade pela campanha,uma segunda fase dedicada à gestão da fidelização e interacção dopúblico-alvo com um desafio – a especificar mais à frente - colocado 4
  6. 6. Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto3.4.1.2. Suportes impressosOs suportes impressos utilizariam a mesma estratégia comunicacional utilizada na rádio, ou seja, só conteriam a frase “Traz duas em vez dequatro”. No entanto, e uma vez que o público-alvo são essencialmente os utilizadores de automóvel da cidade, não faz sentido a utilização de su-portes impressos como anúncios em revistas ou cartazes distribuídos em mupis. O apelo inicial deverá ser feito aos automobilistas quando estesse encontram no interior das suas viaturas e quando estão confrontados com os problemas da circulação automóvel que se geram na cidade deLisboa diariamente.Figura 02: Cartaz da 1ª fase da campanha Figura 03: Outdoor da 1ª fase da campanhaAssim sendo, nos suportes impressos, mais do que o suporte o que é realmente importante é o local onde é colocado. Propomos, portanto, quesejam colocados outdoors e cartazes em locais estratégicos por onde os automobilistas passem com as suas viaturas e onde hajam, geralmenteproblemas de trânsito e circulação, como por exemplo, as portagens da ponte 25 de Abril, as principais vias de acesso à cidade de Lisboa – EixoNorte Sul e Segunda Circular -, e as principais vias de circulação interna na cidade como, por exemplo, a Avenida 24 de Julho, Avenida FontesPereira de Melo ou a Rotunda do Marquês de Pombal, entre outras, como se pode ver nas seguintes figuras onde está simulada a aplicação docartaz para postes e do outdoor em locais estratégicos como os antes referidos.Figura 04: Aplicação do cartaz e outdoor da 1ª fase da campanha em locais estratégicos da cidade3.4.2. Segunda fase da campanhaNa segunda fase da campanha é lançado aos automobilistas de Lisboa, através de um filme publicitário em TV e de uma mini rede social online,um desafio. O desafio colocado passa por circular durante um mês de bicicleta em Lisboa e por levar os participantes a registarem na rede sociala prestação individual de cada um por forma a se poderem identificar e promover mediaticamente os que mais contribuem para o sucesso dosobjectivos da campanha. 5
  7. 7. Leonardo Pereira | Práticas e Estudos Artísticos Avançados | Professor Adriano Rangel | 2010 3.4.2.1. Filme publicitário de lançamento do desafio em TV O filme publicitário em TV serve essencialmente duas funções: em primeiro desvendar, finalmente, ao público em geral a que é que se refere a frase “Traz duas em vez de quatro”, que na primeira fase da campanha seria usada isoladamente sem mais informações. Em segundo desafiar, pela primeira vez, os automobilistas a se fazerem deslocar de bicicleta, durante um mês, pela cidade de Lisboa. Tal como se vê nas figuras laterais (lado esquerdo), para convencer os automobilistas a participar começa-se por explicar que Lisboa é das cidades mais poluídas da Europa e é apontada a causa directa para o problema, ou seja, o tráfego rodoviário excessivo, como se pode ver no seguinte excerto da locução do filme: “Lisboa… é a segunda capital mais poluída…da Europa! A principal causa da poluição… é a grande intensidade de tráfego rodoviário na cidade.” De seguida é apontada uma solução sob a forma de um desafio que consiste em, durante um mês, apenas circular de bicicleta em Lisboa: “Por isso… junta-te ao desafio Traz duas em vez de quatro! Durante um mês… vamos todos usar a bicicleta em Lisboa!” Mais uma vez, para convencer os automobilistas a participar, são utilizados argumentos de vantagens acrescidas para cada um na adopção deste meio de transporte na cidade: “Porque faz bem à carteira… Faz bem à Saúde… Reduz o trânsito… E reduz a poluição!” No entanto, o desafio colocado não é totalmente explicado e é feita uma referência final à morada online da mini rede social, onde o auto- mobilista terá de ir para saber mais sobre o desafio que acabou de ser colocado: “Vê como participar em www.trazduasemvezdequatro.com” Atenção: Para visualizar o filme consultar o CD entregue em anexo com este relatório onde, dentro da pasta “Filme Publicitário“, se encontra o ficheiro do mesmo filme em formato .mov, ou seja, Quicktime.Figura 05: Frames do filme publicitário para TV Ou então pode visualizar o vídeo online em: http://vimeo.com/13037118 6
  8. 8. Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto3.4.2.2. Mini rede social www.trazduasemvezdequatro.com 2. A apresentação do registo diário das emissões médias de carbono para a atmosfera durante os 30 dias de duração do desafio. Este registo permitiria avaliar e visualizar o impacto que a substituição do automóvel pela bicicleta teria nas emissões de carbono diárias por comparação com a média normalmente registada antes do lançamento do desafio (figura 8). Figura 8: Barómetro das emissões médias diárias de carbono na cidade (Homepage) 3. A apresentação das 14 rotas ou percursos mais comuns entre os participantes durante a campanha. Estes dados revestem-se de particular importância pois, o seu registo poderá ajudar a que no futuro a autarquia Lisboeta possa, caso queira vir a construir vias para a circulação exclusiva de bicicletas, partir de dados concretos sobre quais são os percursos onde a sua construcçãoFigura 06: Homepage da mini rede social será mais pertinente e que melhor sirva as necessidades dos cidadãos (figura 9).Esta rede ou software social online visa essencialmente quatro fun-ções e objectivos diferenciados e serve-se de diferentes estratégiase ferramentas para os atingir e concretizar. Passamos de seguida aenumerar e descrever os mesmos.• Visualizar o impacto da campanhaEm primeiro lugar esta rede social visa permitir que, tanto os cidadãos Figura 09: Registo dos percursos mais utilizados por ciclistas na cidade (Homepage)de uma forma geral como os responsáveis pela campanha, possamassistir à evolução dos efeitos gerais do desafio colocado duranteo decurso da campanha. É suposto que funcione, portanto, como um • Auto-promoção dos participantes no desafiobarómetro do sucesso ou insucesso da mesma. Em segundo lugar esta rede social visa permitir que os ciclistas/au- tomobilistas que participem no desafio possam registar e divulgar aPara tal, o sistema e estrutura digital que suportam o software da sua prestação individual no mesmo. Estes são convidados a criar umrede calculam automaticamente a partir dos dados fornecidos pelos perfil na referida rede social e a introduzir diariamente no mesmo osparticipantes registados aquando da inserção de percursos no seu percursos e viagens que fazem de bicicleta.perfil, 3 tipos de dados que são essencialmente disponibilizados e Esta introdução far-se-á através da funcionalidade “Inserir Percurso”apresentados a todos na Homepage da rede social. Os dados são os que, quando acedida, disponibiliza ao participante um mapa da cidadeseguintes: de Lisboa onde este assinala com pontos o percurso que pretende realizar de bicicleta (figura 10). 1. A apresentação da quantidade de ciclistas/automobilistas que estão naquele momento a circular na rua e a participar no desafio assim como uma estimativa dos carros a menos que estão a entrar na cidade (figura 7);Figura 7: Contador de ciclistas e viaturas Figura 10: Inserção de percurso na rede social - “Inserir Percurso” 7
  9. 9. Leonardo Pereira | Práticas e Estudos Artísticos Avançados | Professor Adriano Rangel | 2010Depois de realizado o percurso introduzido o participante tem de o • Socialização, interacção e partilha entre participantesconfirmar através de uma SMS de telemóvel grátis para um número Em quarto lugar a criação deste software social online visa a consti-específico – 3656 (número fictício) – com a mensagem de texto tuição de uma rede social efectiva de cidadãos que através da mesma“cheguei”. Só depois de realizada esta confirmação é que o percurso é partilhem, experiências, problemas e vivências que encontrem duranteinroduzido no seu perfil. A partir da referida introdução de percursos as suas deslocações de bicicleta pela cidade. Para tal, os participantesna página de perfil de cada utilizador vão sendo automaticamente no desafio que se tenham registado e criado um perfil, dispõem decalculados e disponibilizados na mesma os dois seguintes tipos de funcionalidades de partilha social de dados como as de seguidadados: enumeradas, e que lhes permitem comunicar e partilhar, para além dos dados da sua prestação na campanha, as suas experiências1. Prestação acumulada do ciclista durante o desafio: e interesses com outros participantes/ciclistas como se pode ver na figura 14: • Os Kms percorridos; • Nº de viagens realizadas; • Pedido de amizade; • Posição no Ranking geral; • Publicação Posts de texto; • Emissões médias não emitidas; • Publicação Posts de imagens; • Kcalorias gastas; • Publicação Posts de video; • Poupança monetária calculada. • Comentar os posts uns dos outros; • Partilhar os posts uns dos outros;Figura 11: Registo da prestação do ciclista • Envio de mensagens privadas entre participantes amigos. durante o desafio2. E a prestação diária do ciclista: • Os Kms percorridos; • Nº de viagens realizadas; • Emissões médias não emitidas; • Kcalorias gastas; • Poupança monetária calculada.Figura 12: Registo diário da prestação do ciclista• Incentivo à participação e Hetero-promoção dos participantes no desafioEm terceiro lugar esta rede social visa também incentivar à continui-dade na participação e competição dos automobilistas/ciclistas pelamelhor prestação no desafio colocado. Este incentivo traduz-se napromoção na Homepage dos 3 melhores participantes diários e napromoção do participante que se encontra em primeiro lugar no Figura 14: Página de perfil de utilizador/ciclista registadoRanking geral (figura 13).Figura 13: Barómetro dos 3 melhores ciclistas diários (Homepage)Há, no entanto que referir que esta promoção e incentivo são umaacção integrada que não se limita apenas a este meio, ou seja, à redesocial. Ela é amplificada e complementada em meios impressos quesão, diariamente e durante a duração do desafio, espalhados pelacidade e sobre os quais deter-nos-emos com detalhe mais à frenteneste relatório. 8
  10. 10. Faculdade de Belas Artes da Universidade do PortoDe seguida apresentam-se algumas das páginas mais importantes da rede social.Figura 15: Página de explicação do funcionamento do desafio da campanha Figura 16: Página de perfil de um utilizador/ciclista Atenção:Para visualizar a maquete da rede social em Flash é necessário consultar o CD entregue em anexo com este relatório onde, dentro da pasta “Minirede social“, se encontram os ficheiros da mesma maquete. Deverá, apenas, abrir o ficheiro index.html. Os restantes abrem a partir do referidoficheiro. 9
  11. 11. Leonardo Pereira | Práticas e Estudos Artísticos Avançados | Professor Adriano Rangel | 2010 Figura 18: Página de registo e criação de perfil dos utilizadores/ciclistas na rede socialFigura 17: Página de registo da actividade na rede dos amigos do utilizador/ciclista Figura 19: Página de inserção de percurso na rede 10
  12. 12. Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto3.4.2.3. Divulgação diária dos 3 melhores participantes (Meios Impressos)Tal como haviamos antes mencionado, a divulgação diária dos 3 melhores participantes na campanha não se limita apenas à homepage da redesocial. Esta divulgação e promoção também se desenvolve em suportes impressos, como cartazes para mupis, onde todos os dias sãopromovidos e divulgados os 3 melhores participantes do dia anterior, durante o desafio (figuras 20, 21 e 22).Nestes cartazes são colocados uma foto da pessoa em causa (que tem de ser fornecida no momento de registo e criação de perfil na rede socialpara assegurar a posterior utilização da mesma no suporte que estamos a descrever), posição ocupada no ranking, nome doparticipante em causa e a sua respectiva prestação ou contribuição para a redução das emissões de carbono para a cidade. Figura 22: Cartaz de promoção do terceiro classificado no Ranking diário Figura 21: Cartaz de promoção do segundo classificado no Ranking diárioFigura 20: Cartaz de promoção do primeiro classificadono Ranking diário Mas tal como acontece com os suportes impressos da primeira fase da campanha também nestes a localização desempenha um papel importante. Uma vez que os participantes inserem percursos no seu perfil será ao longo desses mesmos percursos que os cartazes em mupis estarão distribuídos. Desta forma o público que se encontre nesses mesmos percursos pode facilmente, a partir dos cartazes colocados nos mesmos, reconhecer e cruzar-se com os participantes que neles estão a ser promovidos. Esta exposição mediática dará aos participantes em causa a gratificação pelo reconhecimento e popularidade que a promoção lhes proporciona.Figura 23: Simulação da apliacação em mupis do Cartaz de promoção do primeiroclassificado no Ranking diário11
  13. 13. Leonardo Pereira | Práticas e Estudos Artísticos Avançados | Professor Adriano Rangel | 2010 3.4.2.3. Telemóvel / SMS_Informação das vantagens e ganhos individuais de participação na campanha De cada vez que um participante faz um percurso de bicicleta que introduziu no seu perfil, depois de o confirmar por SMS, é-lhe enviada outra SMS onde lhe são descritas as principais vantagens individuais em se ter feito deslocar de bicicleta em vez de carro. A mensagem seria a seguinte e adaptada a cada caso: “Parabéns! Perdeste X calorias e poupaste Y euros em combustíveis e transportes! Até agora perdeste W Kcalorias e já poupaste Z euros em deslocações!” Estás com pedal! Estás a ver o que ganhas?” A função destas mensagens é, por um lado, aproximar de uma forma individualizada a campanha aos participantes, e por outro gerir eFigura 24: Recepção de SMS das vantagens e ganhos para o participante alimentar o interesse do mesmo por continuar a participar no desafio lançado pela campanha.3.4.3. Terceira fase da campanha3.4.3.1. Suportes impressosEm terceiro lugar, depois de terminada o desafio, seria divulgada, através de variadíssimos suportes impressos espalhados pela cidade deLisboa, a identidade do vencedor da campanha, ou seja, do indivíduo que mais Kms percorreu e que mais contribuiu individualmente para a redução das emissões de carbono na cidade, por forma a premiar mediaticamente o participante que mais se envolveu com o desafio e mostrá-locomo exemplo a seguir para o futuro, mesmo depois de a campanha ter terminado. Estes suportes impressos utilizariam a imagem do referidovencedor, o seu nome, os dados da sua prestação e um agradecimento, por parte da cidade de Lisboa, ao mesmo.Figura 25: Muppi e Outdoor da fase final da campanha + simulação da sua aplicação 12
  14. 14. Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto4. BibliografiaAccenture. (2008). Television in Transition: Evolving consumption habits in broadcast media worldwide.Accenture Consumer Broadcast Survey 2009.(Jenkins, 2006)Jenkins, H. (2006). Convergence Culture. Where Old and New Media collide. New York Unniversity Press,New York and London(Jenkins, 2010)Jenkins, H. (2010). Hollywood goes “Transmedia”. Confessions of an Aça-Fan. The Official weblog of Henry Jenkins.Disponível em linha em: http://henryjenkins.org/2010/04/hollywood_goes_transmedia.html(Jenkins, s.d.)Jenkins, H. (s.d.). Henry Jenkins no Youtube. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=ibJaqXVaOaI(Lusa, 2008)Lusa, (2008). Lisboa é 100% ciclável e colinas são mitos, defende investigador. Em Público.http://www.publico.pt/Local/lisboa-e-cem-por-cento-ciclavel-e-colinas-sao-mitos-defende-investigador_1342683(Junho, 2010)(Menos um Carro, 2008)Menos um Carro, (2008). Mais 69 mil automóveis diariamente para Lisboa. Em Os verdes em Lisboa.Url: http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2009/03/pontos-negros-da-poluicao-em-lisboa.html(Junho, 2010)(Os Verdes em Lisboa, 2009)Os Verdes em Lisboa, (2009). Pontos negros da poluição em Lisboa. Em Os verdes em Lisboa.Url: http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2009/03/pontos-negros-da-poluicao-em-lisboa.html(Junho, 2010)13
  15. 15. Leonardo Pereira | Práticas e Estudos Artísticos Avançados | Professor Adriano Rangel | 20105. AgradecimentosQuero aqui agradecer a Naida Folgado que prontamente respondeu ao pedido de colaboração com este projecto e reuniu as condições técnicas ehumanas necessárias para a produção da locução do filme publicitário.Quero também agradecer a Nuno Henriques por prontamente se ter disponibilizado a emprestar o seu tempo e a sua voz à locução produzidapara o filme antes referido.A ambos, o meu muito obrigado!6. ObservaçõesAs imagens integradas nas maquetes deste trabalho foram utilizadas única e exclusivamente enquanto elementos de ilustração de conceitosinerentes à ideia da campanha descrita neste relatório. Não serão utilizadas para fins comerciais ou promocionais nem serão divulgadaspublicamente. Servem apenas necessidades de âmbito académico e será exclusivamente dentro deste âmbito que serão mostradas e visionadas. 14

×