Geração Elétrica Nuclear: desmistificação e desenvolvimento

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Apresentação feita na abertura da Conferência de Tecnologia de Equipamentos em 15/06/2015

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  • O que é isso? É o que acontece quando a expansão de um sistema elétrico com predominância de fonte hídrica passa a requerer uma crescente contribuição térmica, seja por esgotamento do potencial ou por perda da capacidade de autorregulação devida à diminuição do volume de água armazenada nos reservatórios, ou ambos simultaneamente, como veremos ser o caso do Brasil.
  • O que é isso? É o que acontece quando a expansão de um sistema elétrico com predominância de fonte hídrica passa a requerer uma crescente contribuição térmica, seja por esgotamento do potencial ou por perda da capacidade de autorregulação devida à diminuição do volume de água armazenada nos reservatórios, ou ambos simultaneamente, como veremos ser o caso do Brasil.
  • A TRANSIÇÃO HIDROTÉRMICA começa a ocorrer no Brasil em 2000, quando a taxa de crescimento das térmicas passa a ser muito superior a taxa de crescimento das hídricas.
  • A TRANSIÇÃO HIDROTÉRMICA começa a ocorrer no Brasil em 2000, quando a taxa de crescimento das térmicas passa a ser muito superior a taxa de crescimento das hídricas.
  • Isso decorre do fato da taxa de crescimento do volume de água nos reservatórios ter passado a ser bastante inferior à taxa de crescimento de potência hídrica instalada a partir do final da década de 80. O Brasil percebeu isso de forma dolorosa em 2001, com uma crise de abastecimento devido à redução do nível dos reservatórios, sem haver disponibilidade de energia térmica complementar.
  • NATIONAL ENERGY PLAN CONSIDERE THE BASEIC SCENARIO OF ADDITIONAL NUCLEAR 4 GW AFTER COMPLETION OF ANGRA 3
    ELETRONUCLEAR DEVELOPED A NUCLEAR POTENCIAL SITE ATLAS OF BRASIL FOR SITE SELECTION
    ACCORDING EPRI SITTING GUIDE AND ADVANCED GEOPROCESSING TOOLS
  • NATIONAL ENERGY PLAN CONSIDERE THE BASEIC SCENARIO OF ADDITIONAL NUCLEAR 4 GW AFTER COMPLETION OF ANGRA 3
    ELETRONUCLEAR DEVELOPED A NUCLEAR POTENCIAL SITE ATLAS OF BRASIL FOR SITE SELECTION
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    ELETRONUCLEAR DEVELOPED A NUCLEAR POTENCIAL SITE ATLAS OF BRASIL FOR SITE SELECTION
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  • O que é isso? É o que acontece quando a expansão de um sistema elétrico com predominância de fonte hídrica passa a requerer uma crescente contribuição térmica, seja por esgotamento do potencial ou por perda da capacidade de autorregulação devida à diminuição do volume de água armazenada nos reservatórios, ou ambos simultaneamente, como veremos ser o caso do Brasil.
  • Geração Elétrica Nuclear: desmistificação e desenvolvimento

    1. 1. Leonam dos Santos Guimarães
    2. 2. 443 usinas operando hoje no mundo443 usinas operando hoje no mundo
    3. 3. Gerando 11% da eletricidade mundialGerando 11% da eletricidade mundial
    4. 4. Compondo aCompondo a matriz energéticamatriz energética de 31 paísesde 31 países
    5. 5. Sem esquecer também ...Sem esquecer também ... 248 reatores de pesquisa operando em 56 países248 reatores de pesquisa operando em 56 países
    6. 6. e 180 reatores movendo 140 naviose 180 reatores movendo 140 navios e submarinos em 6 países ...e submarinos em 6 países ...
    7. 7. 67 usinas nucleares67 usinas nucleares sendo construídas em 15 paísessendo construídas em 15 países ANGRA 3ANGRA 3
    8. 8. Brasil:Brasil: 2.400 kwh per capita2.400 kwh per capita Portugal: 4.800Portugal: 4.800 China:China: 1.9001.900
    9. 9. Manaus Brasília São PauloItaipu Porto Alegre Fortaleza Salvador Rio de Janeiro Belo Horizonte Recife Angra 4.0004.000 kmkm
    10. 10. Conceito de transição hidrotérmicaConceito de transição hidrotérmica • a expansão de um sistema elétrico interligado de grande porte, com significativa predominância de fonte primária renovável hídrica passa a requerer uma crescente contribuição térmica, • seja por paulatino esgotamento do potencial econômica e ambientalmente viável dessa fonte • e/ou por perda de sua capacidade de autoregulação decorrente da diminuição da capacidade de armazenagem de água nos reservatórios em relação ao crescimento da carga do sistema.
    11. 11. • A evolução do sistema elétrico canadense nos últimos 50 anos guarda muitas similaridades com a situação do sistema elétrico brasileiro nos últimos 15 anos. • A partir de uma contribuição de mais de 90% em 1960, a participação da hidroeletricidade no Canadá declinou de forma constante até 1990, quando se estabilizou em torno de 60%. Um sistema elétrico em transição hidrotérmicaUm sistema elétrico em transição hidrotérmica
    12. 12. • No Canadá, o crescimento da geração térmica, operando na base permitiu que a geração hídrica passasse a fazer a regulação de demanda e da sazonalidade das novas renováveis, que em 2010 representavam cerca de 3% da geração total. • SERIA ESSE UM MODELO PARA O BRASIL DO FUTURO? Um sistema elétrico em transição hidrotérmicaUm sistema elétrico em transição hidrotérmica
    13. 13. Transição hidrotérmicaTransição hidrotérmica
    14. 14. Transição hidrotérmicaTransição hidrotérmica
    15. 15. Evolução do armazenamento hídricoEvolução do armazenamento hídrico Plano Decenal de Expansão PDE-2021
    16. 16. Contínua perda de auto-regulação requerendoContínua perda de auto-regulação requerendo aumento da contribuição térmica na base e na complementaçãoaumento da contribuição térmica na base e na complementação Evolução do armazenamento hídricoEvolução do armazenamento hídrico
    17. 17. Que bom seriaQue bom seria ter maister mais nucleares!nucleares!
    18. 18. Perspectivas de expansão hídricaPerspectivas de expansão hídrica Plano Nacional de Energia PNE-2030
    19. 19. POTENCIAL HIDRELÉTRICOPOTENCIAL HIDRELÉTRICO Parcela técnica, ambiental e economicamente viável a ser​​ desenvolvida: 150/180 GW do total de 260 GW Hidro
    20. 20. EXPANSÃO PÓS-2030EXPANSÃO PÓS-2030 • Mix Gás natural (dependendo da quantidade e custo de Pré-Sal), Carvão (dependendo da viabilidade de CCS e carvão limpo) e Nuclear (aceitação pública) • Fontes renováveis (​​ biomassa, eólica, solar) e expansão dos programas de eficiência energética (aumento dos custos marginais de expansão) serão um complemento indispensável VANTAGENS COMPETITIVAS DAS NOVAS RENOVÁVEIS ÚNICAS DO BRASIL: Complementaridade eólica-solar Complementaridade com as hídricas •Estocagem de energia nos reservatórios •Economizando água •Ampliando a capacidade das hidrelétricas fazerem regulação da demanda.
    21. 21. Gestão Segura de umGestão Segura de um Sistema com alta renovabilidadeSistema com alta renovabilidade base hidro base termo complementação Termo (gás) Seguimento hidro Base hidro: mínima ENA Base termo: nuclear, carvão
    22. 22. PREMISSAS PARA EXPANSÃO DA OFERTA NA REDE: 2007-20152007-2015 2016-20202016-2020 2021-20252021-2025 2026-20302026-2030 2016-20302016-2030 REFERÊNCIAREFERÊNCIA cenário 1cenário 1 cenário 2cenário 2 1.360 MW1.360 MW Angra 3Angra 3 1.000 MW1.000 MW NE 1NE 1 1.000 MW1.000 MW NE 2NE 2 2.000 MW2.000 MW SE 1+SE 2SE 1+SE 2 4.000 MW4.000 MW INTERMEDIÁRIOINTERMEDIÁRIO cenário 3cenário 3 cenário 5cenário 5 1.360 MW1.360 MW Angra 3Angra 3 1.000 MW1.000 MW NE 1NE 1 2.000 MW2.000 MW NE 1+NE 2NE 1+NE 2 3.000 MW3.000 MW SE 1+SE 2+SE 1+SE 2+NE 3NE 3 6.000 MW6.000 MW ALTOALTO cenário 4cenário 4 1.360 MW1.360 MW Angra 3Angra 3 2.000 MW2.000 MW NE 1+NE 2NE 1+NE 2 3.000 MW3.000 MW SE 1+SE 2+NE 3SE 1+SE 2+NE 3 3.000 MW3.000 MW SE 3+SE 4+NE 4SE 3+SE 4+NE 4 8.000 MW8.000 MW Plano Nacional de Energia 2030
    23. 23. PREMISSAS PARA EXPANSÃO DA OFERTA NA REDE: Plano Nacional de Energia 2030 Cenário “alto”Cenário “alto” Adicional MWAdicional MW Cenário “baixo”Cenário “baixo” Adicional MWAdicional MW BRASILBRASIL 9.360 5.360 RÚSSIARÚSSIA 33.760 26.760 ÍNDIAÍNDIA 32.160 16.260 CHINACHINA 43.830 24.830
    24. 24. ATLAS DO POTENCIAL NUCLEARATLAS DO POTENCIAL NUCLEAR 2) Sudeste 2.000 MW 1) Nordeste 2.000 MW OPERAÇÃO: 2025 - 2030OPERAÇÃO: 2025 - 2030 EPRI SITTING CRITERIAEPRI SITTING CRITERIA SISTEMA DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICASSISTEMA DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS Plano Nacional de Energia 2030
    25. 25. Plano Nacional de Energia 2030
    26. 26. Plano Nacional de Energia 2030 • Plant ParameterPlant Parameter EnvelopeEnvelope – RFIs para fornecedoresRFIs para fornecedores – Early Site Permit ReportEarly Site Permit Report • Brazilian UtilityBrazilian Utility RequirementsRequirements – Modelo URD/EURModelo URD/EUR • Modelo de NegóciosModelo de Negócios – Participação privadaParticipação privada • Estudo de viabilidadeEstudo de viabilidade enonômico-financeiraenonômico-financeira • Estudos de impactoEstudos de impacto sócio-econômicosócio-econômico
    27. 27. DESENVOLVIMENTO REGIONAL INSPIRADOINSPIRADO NA TVA (EUA)NA TVA (EUA)
    28. 28. UM NOVO MODELO DE NEGÓCIOUM NOVO MODELO DE NEGÓCIO Modelo Institucional (define a participação de agentes públicos e privados na geração nuclear) Modelo de Financiamento (Project Finance - após amortização requer mecanismo permanente de refinanciamento para manter estável o grau de alavancagem) Modelo de Capitalização (participação de acionistas privados na formação do equity do Consórcio) Modelo de Comercialização (garantias de recebimento da receita da geração de energia elétrica)
    29. 29. MATRIZ DE ALOCAÇÃO DE RISCOSMATRIZ DE ALOCAÇÃO DE RISCOS
    30. 30. NOVAS USINAS NO BRASIL: DESAFIOSNOVAS USINAS NO BRASIL: DESAFIOS ACEITAÇÃO PÚBLICA • Liderança do Governo • Opinião pública ao nível nacional • Opinião pública ao nível local • Conquistar apoio do público • Fukushima, Chernobyl • Gestão de rejeitos • Confiança, entendimento e governança dos riscos • Benefícios locais e nacionais • Diretos e indiretos SELEÇÃO DE TECNOLOGIA • Em operação x construção x projeto • FOAK x NOAK • Segurança Passiva x Ativa CADEIA DE SUPRIMENTO •Oportunidade para empresas nacionais •Potencial de gargalos e atrasos •Capacitação de pessoal FINANCIAMENTO •De onde virá o capital? •Barreiras para obtenção de financiamento •Abordagens alternativas MODELO DE NEGÓCIOS •Inserção no mercado (comercialização) •Propriedade das usinas • Estatal x Privado • Nacional x Estrangeiro
    31. 31. Leonam GuimarãesLeonam Guimarães

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