Leonardo C. Fleck, Conservação Estratégica 8 de junho de 2009
 
 
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<ul><li>Analisar a pré-viabilidade econômica da reconstrução do trecho intermediário da BR-319, considerado as alternativa...
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<ul><li>Cenários de desmatamento considerando a não pavimentação, à esquerda, e a pavimentação em cenário  mesmo-de-sempre...
<ul><li>Cenários de desmatamento considerando a não pavimentação, à esquerda, e a pavimentação em cenário  mesmo-de-sempre...
* Análise parcial de custos ambientais.
Indicadores de viabilidade do cenário convencional VPL (315.932.568) TIR 0,2% B/C 0,33
<ul><li>Benefícios </li></ul><ul><li>  </li></ul>0,15 bi 0,47 bi Custos da rodovia   Teria de triplicar os benefícios
 
 
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<ul><li>Projeto é inviável economicamente, mesmo sem inclusão de custos ambientais. </li></ul><ul><li>Projeto é muito arri...
Indicadores de viabilidade do cenário integrado VPL  (2.206.541.478) TIR <0 B/C 0,065
<ul><li>Benefícios </li></ul><ul><li>  </li></ul>2,36 bi 0,15 bi 0,47 bi Custos da rodovia   + Custos das perdas ambientai...
 
 
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<ul><li>Seria um projeto com justificativa sociais? </li></ul><ul><ul><li>Poucos beneficiários reais. </li></ul></ul><ul><...
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<ul><li>Necessidade que se busquem alternativas de investimentos na região </li></ul><ul><ul><li>Eficientes </li></ul></ul...
Obrigado! Leonardo C. Fleck [email_address] [email_address]   http://conservation-strategy.org/files/ CSF_Eficiencia_econo...
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Eficiencia Economica, risco e custos ambientais da reconstrucao da rodovia BR-319

  1. 1. Leonardo C. Fleck, Conservação Estratégica 8 de junho de 2009
  2. 4. <ul><li>Preocupação com a qualidade dos gastos públicos em cenário de restrições orçamentárias exige que decisões sobre investimentos em projetos públicos sejam baseadas no critério de eficiência. </li></ul><ul><li>Constituição Federal / PPA / MT </li></ul><ul><li>Projeto gera mais benefícios do que custos para a sociedade no seu ciclo de vida, considerando o custo de oportunidade do capital e externalidades ? </li></ul>
  3. 5. <ul><li>Analisar a pré-viabilidade econômica da reconstrução do trecho intermediário da BR-319, considerado as alternativas de transporte atuais e previstas; </li></ul><ul><li>Avaliar o custo econômico do desmatamento induzido pela reconstrução da rodovia e agregá-lo à análise de pré-viabilidade anterior; </li></ul><ul><li>Avaliar os riscos econômicos do projeto em função de incertezas nas estimativas. </li></ul>
  4. 6. <ul><li>Análise custo-benefício </li></ul><ul><ul><li>Trecho entre km 250 e 655,7 </li></ul></ul><ul><ul><li>Nível de pré-viabilidade </li></ul></ul><ul><ul><li>Perspectiva econômica/social </li></ul></ul><ul><ul><li>Horizonte temporal: 25 anos </li></ul></ul><ul><ul><li>Benefícios = Custos evitados + demanda gerada </li></ul></ul><ul><ul><li>Abordagem similar ao EVTE oficial da BR-163 </li></ul></ul><ul><ul><li>Cálculo de indicadores VPL, B/C e TIR </li></ul></ul>
  5. 7. <ul><li>Alternativa base </li></ul><ul><ul><li>Status quo </li></ul></ul><ul><li>Alternativa com projeto </li></ul><ul><ul><li>Reconstrução e construção de pontes </li></ul></ul>
  6. 8. <ul><li>Convencional </li></ul><ul><ul><li>Perspectiva da sociedade, mas sem custos ambientais, sociais e culturais. </li></ul></ul><ul><li>Integrado </li></ul><ul><ul><li>Perspectiva da sociedade, com custos ambientais parciais. </li></ul></ul>
  7. 9. +
  8. 10. <ul><li>Recuperação e construção </li></ul><ul><li>Recapeamento (6º e 14º ano) </li></ul><ul><ul><li>Manutenção rotineira (anual) </li></ul></ul><ul><ul><li>Não inclui custos operacionais e outros melhoramentos futuros </li></ul></ul><ul><li>Só consideramos o trecho intermediário </li></ul>
  9. 11. <ul><li>Modelagem de incertezas </li></ul><ul><ul><li>43 variáveis usadas modeladas na A.R. </li></ul></ul><ul><li>Determinação da probabilidade de o projeto ser viável </li></ul>Benefício = R$100 milhões X
  10. 12. <ul><li>Cenários de desmatamento considerando a não pavimentação, à esquerda, e a pavimentação em cenário mesmo-de-sempre , à direita (Soares-Filho et al. 2006). </li></ul>
  11. 13. <ul><li>Cenários de desmatamento considerando a não pavimentação, à esquerda, e a pavimentação em cenário mesmo-de-sempre , à direita (Soares-Filho et al. 2006). </li></ul>
  12. 14. * Análise parcial de custos ambientais.
  13. 15. Indicadores de viabilidade do cenário convencional VPL (315.932.568) TIR 0,2% B/C 0,33
  14. 16. <ul><li>Benefícios </li></ul><ul><li> </li></ul>0,15 bi 0,47 bi Custos da rodovia Teria de triplicar os benefícios
  15. 19. 0%
  16. 20. 3,69%
  17. 21. <ul><li>Projeto é inviável economicamente, mesmo sem inclusão de custos ambientais. </li></ul><ul><li>Projeto é muito arriscado. </li></ul><ul><li>E os custos ambientais? </li></ul>
  18. 22. Indicadores de viabilidade do cenário integrado VPL (2.206.541.478) TIR <0 B/C 0,065
  19. 23. <ul><li>Benefícios </li></ul><ul><li> </li></ul>2,36 bi 0,15 bi 0,47 bi Custos da rodovia + Custos das perdas ambientais *
  20. 26. <ul><li>6,5 centavos de benefícios para cada real de custos. </li></ul><ul><li>12,2 reais de custos ambientais para cada real de benefícios brutos. </li></ul><ul><li>Esse cenário, no entanto, não inclui os efeitos das novas UCs criadas recentemente! </li></ul>
  21. 27. <ul><li>E se não houvesse desmatamento adicional por iniciativas governamentais? </li></ul><ul><li>Mitigação </li></ul><ul><ul><li>Áreas protegidas privadas – RL e APP </li></ul></ul><ul><ul><li>Terras Indígenas </li></ul></ul><ul><ul><li>Assentamentos agrícolas </li></ul></ul><ul><ul><li>Áreas protegidas públicas – UCs = $? </li></ul></ul>
  22. 28. <ul><li>Estudo ICMBio, gov. RO e AM e CSF. </li></ul><ul><ul><li>C. econômico de R$469 milhões </li></ul></ul><ul><li>Benefícios brutos do projeto teriam de ser multiplicados por 5,1 vezes para torná-lo viável economicamente = R$785 milhões. </li></ul>
  23. 29. <ul><li>Benefícios </li></ul><ul><li> </li></ul>2,36 bi 0,15 bi 0,47 bi Custos da rodovia Praticamente 100% dos custos da rodovia + Custos de redução de perdas ambientais em UCs * Teria de quintuplicar os benefícios 0,78 bi
  24. 30. <ul><li>Custos de proteção em: </li></ul><ul><ul><li>TIs, RL, APPs e ARs </li></ul></ul><ul><li>Custos do provimento de serviços públicos essenciais adicionais – saúde, educação, segurança e justiça </li></ul>
  25. 31. <ul><li>Seria um projeto com justificativa sociais? </li></ul><ul><ul><li>Poucos beneficiários reais. </li></ul></ul><ul><ul><li>Não está claro se o benefício líquido local será positivo! </li></ul></ul>
  26. 32. <ul><li>Evidências de que o projeto não se justifica economicamente (e socialmente). </li></ul><ul><li>Riscos de enormes perdas ambientais. </li></ul><ul><li>Cenário de conservação previsto no EIA é de difícil cumprimento dados os custos e o histórico de rodovias na Amazônia. </li></ul>
  27. 33. <ul><li>Necessidade que se busquem alternativas de investimentos na região </li></ul><ul><ul><li>Eficientes </li></ul></ul><ul><ul><li>Equânimes </li></ul></ul><ul><ul><li>Baixos custos ambiental e social </li></ul></ul>
  28. 34. Obrigado! Leonardo C. Fleck [email_address] [email_address] http://conservation-strategy.org/files/ CSF_Eficiencia_economica_BR319.pdf

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