Slides mary seminário

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Slides mary seminário

  1. 1. AS BIBLIOTECAS ESCOLARES E A FORMAÇÃO DE LEITORES José Alves Barroco
  2. 2. ALESSANDRA AGUIAR ARIELLE SOARES LÍLIAN CARVALHO NATACHA OLIVEIRA
  3. 3. AS BIBLIOTECAS ESCOLARES • O que são? - São bibliotecas inseridas no ambiente escolar; • Para que servem? - A biblioteca escolar propicia informações e ideias fundamentais para a atuação bem sucedida na atual sociedade. A biblioteca escolar habilita os estudantes para a aprendizagem ao longo da vida e desenvolve a imaginação, preparando-os para viver como cidadãos responsáveis. (IFLA/UNESCO, 1999)
  4. 4. AS BIBLIOTECAS ESCOLARES • Objetivos da Biblioteca Escolar: - As BE não possuem objetivo próprio, devendo estar de acordo com os objetivos da instituição a que está vinculada; • Missão da Biblioteca escolar: • Promover serviços de apoio a aprendizagem e livros aos membros da comunidade escolar, oferecendo-lhes a possibilidade de se tornarem pensadores críticos e efetivos usuários da informação em todos os formatos e meios. (IFLA/UNESCO, 1999)
  5. 5. A BIBLIOTECA ESCOLAR • A importância das B.E: - Serve de instrumento auxiliar no processo ensino-aprendizagem, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e participativos, rompendo com o cenário tradicional da Educação, sendo um espaço de construção do saber.
  6. 6. A BIBLIOTECA ESCOLAR - Em colaboração com os professores, contribuem para o desenvolvimento intelectual dos alunos. - Constitui-se como espaço ideal para a estruturação de uma comunidade leitora, e, consequentemente, cria frequentadores dos outros tipos de biblioteca.
  7. 7. AS BIBLIOTECAS ESCOLARES E O SISTEMA EDUCACIONAL PORTUGUÊS • A organização e estruturação do atual sistema educacional Português apoia-se na Lei de Bases do Sistema Educativo e é orientada por alguns princípios como a democratização da educação; • É a essa lei que se deve recorrer, quando se procura saber com que objetivos foram criadas as bibliotecas escolares e qual a importância que as mesmas têm no atual sistema de ensino;
  8. 8. • De acordo com esta Lei, as Bibliotecas Escolares “são recursos educativos privilegiados, a exigirem especial atenção”, para a consecução da atividade educativa (LBSE, art.º 41º). • Apesar de se considerar a BE como um recurso educativo, acaba por não se dar a devida importância ao seu papel. AS BIBLIOTECAS ESCOLARES E O SISTEMA EDUCACIONAL PORTUGUÊS
  9. 9. AS BIBLIOTECAS ESCOLARES E O SISTEMA EDUCACIONAL PORTUGUÊS • Não se dá o devido valor às bibliotecas escolares enquanto recursos capazes de desenvolverem capacidades operativas do aluno; • Não existe nas práticas pedagógicas dos docentes o costume de ensinar os alunos a procurarem informação, onde a aprendizagem se assenta no saber feito;
  10. 10. AS BIBLIOTECAS ESCOLARES E O SISTEMA EDUCACIONAL PORTUGUÊS • O ensino Português não apela à Biblioteca Escolar.
  11. 11. PROJETO REDE DE BIBLOTECAS ESCOLARES • O Programa Rede de Bibliotecas Escolares foi lançado em 1996, pelos Ministérios da Educação e da Cultura, com o objetivo de instalar e desenvolver bibliotecas em escolas públicas de todos os níveis de ensino, disponibilizando aos utilizadores os recursos necessários à leitura, ao acesso, uso e produção da informação em todos os suportes. (RBE, [200-?])
  12. 12. PROJETO REDE DE BIBLOTECAS ESCOLARES • As bibliotecas escolares funcionando em rede, aumentam as suas potencialidades, quer em termos de recursos, quer em termos de atividades.
  13. 13. PROJETO REDE DE BIBLOTECAS ESCOLARES • Desde 1997, foram integradas no programa cerca de 2200 bibliotecas.
  14. 14. A REALIDADE DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES DE PORTUGAL • Aceita-se, sem contestação, a relevância das Bibliotecas Escolares na formação das crianças e dos jovens, porém, não se tem agido em conformidade com os princípios que se defendem; • Muitas bibliotecas escolares ainda apresentam um espaço físico deficiente, um acervo pouco adequado e um bibliotecário não profissional ou, simplesmente não possuem bibliotecários;
  15. 15. A REALIDADE DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES DE PORTUGAL • As carências das bibliotecas escolares são, pois, visíveis em diversos domínios como o espaço, o acervo, a organização e a formação do pessoal responsável;
  16. 16. MUDANÇAS A SEREM FEITAS • Inserir a comunidade educacional no rol das atividades da biblioteca, inclusive na elaboração de seu regulamento. • Garantir que se tenham profissionais bem capacitados à frente do gerenciamento das bibliotecas escolares
  17. 17. MUDANÇAS A SEREM FEITAS • Garantir a qualidade do espaço da Biblioteca, a atualidade do acervo, e a diversificação dos suportes com o objetivo de inserir o usuário na atual sociedade da informação.
  18. 18. A LEITURA Concepção de leitura - visão restrita - visão ampla Leitura como resultado dos subprocessos: - decodificação - compreensão
  19. 19. A LEITURA • Códigos ou níveis de leitura: • - código grafofonético ou leitura elementar • - código ideográfico ou leitura de compreensão Leitura como um processo interativo - leitor + texto - processos perceptivos, cognitivos e linguísticos.
  20. 20. A LEITURA Etapas do processo de leitura: - percepção: reconhecimento e interpretação da palavra com que os olhos tomam contato; - compreensão: captação da mensagem do texto; - reação: atender as ideias do que foi lido; - integração: encontro de ideias do leitor e do texto.
  21. 21. A LEITURA Modelos explicativos do processo de leitura • - modelo ascendente:  Ler é decodificar grafemas;  Transformação da mensagem escrita para a mensagem sonora.
  22. 22. A LEITURA • - modelo descendente:  Ler é compreender;  O leitor atribui sentido ao texto tendo como base os conhecimentos prévios • - modelo interativo:  Ler consiste não só na capacidade de decodificar as letras até às frases, mas também de compreender um texto.
  23. 23. A LEITURA A compreensão leitora envolve três aspectos: - leitor (representação mental) - texto (intenção do autor, estrutura do texto e conteúdo) - contexto (psicológico, social e físico)
  24. 24. A LEITURA Saber ler implica não só aprender a decodificar sinais gráficos, mas também aprender a descobrir sentidos. Ler é, portanto, transformar a mensagem escrita em mensagem sonora, compreender, julgar e também apreciar do ponto de vista estético.
  25. 25. FORMAÇÃO DE LEITORES Importância da leitura no desenvolvimento do individuo e da sociedade. - Papel positivo no progresso cultural, social, econômico e político da sociedade. -Classes dominadas X Classes dominantes - Não se nasce leitor, processo que está sempre em formação.
  26. 26. FORMAÇÃO DE LEITORES Importância da leitura no desenvolvimento do individuo e da sociedade. - Possibilita o desenvolvimento e enriquecimento da personalidade do individuo. - Na formação de leitores, destacam-se duas instituições que contribuem significativamente: família e a escola.
  27. 27. FORMAÇÃO DE LEITORES O papel da família - O contato com o livro no seio familiar é de fundamental importância. - Além de proporcionar materiais de leitura, é importante que a família (principalmente os pais) deem o exemplo, ou seja, que leiam e que partilhem de suas leituras.
  28. 28. FORMAÇÃO DE LEITORES O papel da escola - Associação da escola com a leitura. - Interdependência entre escola e outras instituições (família). - Apesar da escola e leitura andarem paralelamente, o interesse por parte dos alunos diminui a medida que estes avançam na escolaridade.
  29. 29. FORMAÇÃO DE LEITORES A leitura como uma prática curricular transversal e o papel do professor. - A formação de leitores não deve ser prioridade apenas dos professores da língua materna. - Entende-se que a leitura assume um caráter transversal, os alunos com dificuldade de leitura e escrita terão dificuldade, não só na língua materna, mas em todas as outras áreas disciplinares.
  30. 30. FORMAÇÃO DE LEITORES A leitura como uma prática curricular transversal e o papel do professor. - Os docentes devem ter conhecimento a cerca do processo de desenvolvimento e aprendizagem da leitura. - Precisam estudar e ter conhecimento relativos à psicolinguística, à aquisição e desenvolvimento da linguagem e do processo de leitura.
  31. 31. FORMAÇÃO DE LEITORES - O professor deve criar nos alunos o gosto e hábito pela leitura. Assim como os pais, no âmbito familiar, os docentes devem demonstrar exemplo, sendo leitores. - Professores devem modificar suas metodologias tradicionais e procurem despertar o interesse da leitura, adotando estratégias que motivem os alunos a lerem, uma estratégia seria compartilhar esse processo com a biblioteca escolar.
  32. 32. FORMAÇÃO DE LEITORES • Participação da biblioteca escolar - Deve ser um espaço aberto, com acesso facilitado aos diferentes materiais de leitura, além de ser um espaço convidativo a leitores. - A leitura esteve sempre associada a rigidez e tradicionalismo das escolas, é nesse contexto que a biblioteca escolar deve se fazer presente, modificando a visão metódica de leitura.
  33. 33. FORMAÇÃO DE LEITORES [...] para que se possa proporcionar e explorar o prazer na leitura é fundamental que a escola crie situações propícias a uma leitura diferente, uma leitura individual e silenciosa, em ambientes diferentes do da sala de aula, como a biblioteca escolar. A escola terá de explorar estratégias que promovam a leitura, uma leitura que proporcione prazer, que liberte a imaginação, que estimule o desejo de saber mais e mais, procurando o equilíbrio entre os vários tipos de leitura, para deleite ou para estudo, de modo a levar os discentes a descobrirem, na leitura, as respostas aos seus sonhos, desejos, dúvidas e inquietações.
  34. 34. FORMAÇÃO DE LEITORES • Da alfabetização à literacia - O termo alfabetização foi modificando-se ao longo dos tempos, e recentemente foi acrescido o termo funcional. - Analfabetismo funcional: quando o individuo não consegue atuar de forma eficaz na sociedade, é o individuo que não consegue utilizar a leitura e escrita para seu próprio desenvolvimento.
  35. 35. FORMAÇÃO DE LEITORES • Da alfabetização à literacia - Literacia: traduz a verdadeira concepção de leitura, além de decodificar o individuo consegue interpretar o que lê. - Alfabetização X Literacia [...] o conceito de alfabetização traduz o ato de ensinar e aprender (a leitura, a escrita e o cálculo), um novo conceito – a literacia – traduz a capacidade de usar as competências (ensinadas e aprendidas) da leitura, da escrita e do cálculo.
  36. 36. A ESCOLA EB 2,3 DE TOUTOSA • A Escola fica em Toutosa que é uma freguesia que se localiza dentro do Conselho de Marco de Canaveses, região que a princípio era dependente da agricultura, passando à atividade industrial e comercial, ou seja, é uma região pobre que está passando por uma transformação socioeconômica. Os pais em sua grande maioria são empregados fabris e possuem apenas o ensino básico.
  37. 37. A BIBLIOTECA DA ESCOLA EB 2,3 DE TOUTOSA • Até às alterações efetuadas após a aprovação do projeto de candidatura à Rede de Bibliotecas Escolares, a área total da biblioteca era de cerca de 90 m2.O espaço dito biblioteca funcionava ainda como uma espécie de redação do jornal do Agrupamento, como sala de aula, como Videoteca e como Ludoteca.Dentro deste espaço referido, existiam 4 estantes abertas, um carro de transporte, 10 armários, 26 mesas, 35 cadeiras, 1 secretária e um sofá. (BARROCO, 2004, p.165)
  38. 38. A BIBLIOTECA DA ESCOLA EB 2,3 DE TOUTOSA • Principais deficiências da Biblioteca - A instalação insuficiente para o bom funcionamento da biblioteca; - A utilização da biblioteca como sala de aula; - A falta de material de apoio; - A falta de um profissional com formação na área de Biblioteconomia; - O acervo é insuficiente e inadequado.
  39. 39. A BIBLIOTECA DA ESCOLA EB 2,3 DE TOUTOSA • Trabalho de desenvolvimento feito pela escola para combater as deficiências da biblioteca. Com a consciência de que é importante a ajuda especializada a escola candidatou-se à Rede de Bibliotecas Escolares, a partir desse momento o Conselho Executivo juntamente com alguns professores apresentaram o projeto de modernização da biblioteca.
  40. 40. A BIBLIOTECA DA ESCOLA EB 2,3 DE TOUTOSA • Trabalho de desenvolvimento feito pela escola para combater as deficiências da biblioteca. Com a consciência de que é importante a ajuda especializada a escola candidatou-se à Rede de Bibliotecas Escolares, a partir desse momento o Conselho Executivo juntamente com alguns professores apresentaram o projeto de modernização da biblioteca.
  41. 41. A BIBLIOTECA DA ESCOLA EB 2,3 DE TOUTOSA • Trabalho de desenvolvimento feito pela escola para combater as deficiências da biblioteca. Com a consciência de que é importante a ajuda especializada a escola candidatou-se à Rede de Bibliotecas Escolares, a partir desse momento o Conselho Executivo juntamente com alguns professores apresentaram o projeto de modernização da biblioteca.
  42. 42. A BIBLIOTECA DA ESCOLA EB 2,3 DE TOUTOSA • Atividades desenvolvidas na biblioteca da escola - Visita à biblioteca; - Visita de estudo à Biblioteca Municipal; - Clube da biblioteca; - Recriação do espaço da biblioteca; - O livro nas tuas mãos; - O leitor/sócio do mês; - Promoção de debates;

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