Prática de leitura ivanilde

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SLIDE DE GÊNEROS TEXTUAIS QUE CIRCULAM NO CONTEXTO ACADÊMICO

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Prática de leitura ivanilde

  1. 1. GÊNEROS TEXTUAIS QUE CIRCULAM NO CONTEXTO ACADÊMICOS E PROFISSIONAIS
  2. 2. GÊNEROS ACADÊMICOS - PUBLICÁVEIS CIRCULAÇÃO INTERNA  Tese;  Dissertação;  Monografia;  Trabalho de Conclusão de Curso – TCC; CIRCULAÇÃO EXTERNA  Artigo;  Ensaio;  Resenha crítica;  Resumo de comunicação.
  3. 3. GÊNEROS ACADÊMICOS – DE ESTUDO  Outros textos são produzidos a título de estudo, diferente dos anteriores, que são submetidos à publicação.  Resumo;  Resenha;  Fichamento.
  4. 4. GÊNEROS PROFISSIONAIS - ESPECÍFICOS DE NAVEGAÇÃO  Diário de Bordo:  Espécie de caderno para registro das atividades ocorridas antes, durante e depois da navegação. Nele são anotadas informações sobre hora de embarque e desembarque, partida e chegada no porto, atmosfera, humidade do ar, posição, rumo, vento, etc.
  5. 5. GÊNEROS PROFISSIONAIS EM GERAL  Contrato: acordo feito entre duas ou mais partes para estabelecer, modificar ou anular uma relação de direito. (compra, venda, prestação de serviço, etc)  Edital: instrumento de notificação pública que se afixa em local de acesso aos interessados ou se publica em imprensa oficial ou particular.
  6. 6.  Ordem de serviço: ato através do qual são expedidas determinações a serem executadas por subordinados ou por servidores dos mesmos.  Parecer: análise de um caso; aponta solução favorável ou contrária, através de dispositivos legais e informações. Pode ser técnico, administrativo ou científico. GÊNEROS PROFISSIONAIS EM GERAL
  7. 7.  Procuração: instrumento através do qual uma pessoa física ou jurídica outorga poder a outra.  Requerimento: documento específico de solicitação através do qual alguém requer algo a que tem direito – ou pressupõe tê-lo -, concedido por lei, decreto, ato, decisão, etc. GÊNEROS PROFISSIONAIS EM GERAL
  8. 8.  Relatório: documento através do qual se expõem resultados de uma atividade. Deve ser objetivo, informativo e apresentável.  Carta comercial: correspondência tradicionalmente usada por indústria e comércio. Com o surgimento do e-mail, teve sua utilização reduzida.  Carta oficial: correspondência usada por órgãos públicos, endereçadas a pessoas alheias ao serviço público. Vem perdendo espaço para os ofícios. GÊNEROS PROFISSIONAIS EM GERAL
  9. 9. ARTIGO CIENTÍFICO
  10. 10.  Título  Subtítulo (se houver)  Nome do Autor  Resumo (língua vernácula)  Palavras-chave (língua do texto)  Introdução  Desenvolvimento  Considerações finais
  11. 11.  Título, subtítulo (em língua  estrangeira)  Resumo (em língua  estrangeira)  Palavras-chave (em língua  estrangeira)  Nota Explicativa  Referências  Glossário  Apêndices  Anexos
  12. 12. COMO FAZER A INTRODUÇÃO É a apresentação do trabalho, que deverá conter todos estes elementos. Não é necessário colocar em tópicos todas as partes. a) Tema – definição da área a ser pesquisada, possibilitando ao leitor o conhecimento do que vai ser estudado no trabalho. Delimitação do tema – é a seleção do aspecto do tema, que será objeto de estudo. b) Delimitação do problema – Toda pesquisa precisa possuir como pressuposto, um problema. A formulação do problema ou problemática permite selecionar com precisão o campo de atuação da pesquisa, já que, o tema possui uma amplitude que comporta vários estudos e interpretações. Portanto, após a escolha do tema, o pesquisador deverá delimitá-lo, a partir da situação problema. Esta etapa requer bastante objetividade e clareza.
  13. 13. c) Hipóteses – A hipótese é formulada a fim de responder, provisoriamente, a um problema de pesquisa. Tem a função de propor explicações para certos fatos ou fenômenos, e tem como característica uma formulação provisória da verdade. Para tanto, esta deve ser testada, a fim de ser constatada ou refutada, quanto a sua validade. É partindo da formulação do problema, que se propõe a elaboração das hipóteses.
  14. 14. d) Objetivos – responder para que? é formular os objetivos da pesquisa. Divide-se em Objetivo Geral e Objetivos Específicos.  Objetivo geral – o que se pretende alcançar com a pesquisa, em referência ao tema;  Objetivos específicos – ações particulares que viabilizarão alcançar o objetivo geral. Ligam-se aos assuntos enfocados na pesquisa (delimitação do tema). e) Justificativa – apresentação de elementos de ordem teórica, prática e social que justificam a escolha do tema, sua importância e pertinência
  15. 15. f) Metodologia empregada – esclarecimento, de forma sucinta, sobre como o assunto será tratado, quais os caminhos que serão percorridos para se chegar aos objetivos propostos e qual o plano adotado para o desenvolvimento da pesquisa, tipo de pesquisa, universo da pesquisa, instrumentos de coleta de dados, analise e interpretação dos dados. Esta deve ser detalhada e argumentada em uma seção própria após o referencial teórico.
  16. 16. DESENVOLVIMENTO Principal etapa do artigo, que apresenta o trabalho realizado. Apresenta: a) Fundamentação teórica: etapa que situa o leitor acerca do estado atual em que se encontram as pesquisas na área e refere-se ao levantamento dos estudos publicados sobre o assunto pesquisado. O autor deve embasar todo seu conteúdo em autores conceituados na área, podendo se utilizar de citações diretas ou indiretas. Orienta-se que as citações não sejam muito frequentes nem longas, o que pode caracterizar o trabalho com um aspecto de compilação. É desaconselhável tanto a completa ausência, quanto o excesso de citações no trabalho científico.
  17. 17. b) Metodologia: onde o autor irá definir os métodos de pesquisa adotados, recursos materiais, técnicas, instrumentos de coleta de dados, equipamentos utilizados e a população investigada, se for o caso.
  18. 18. c) Discussão e Resultados: onde o autor interpreta e analisa os dados que foram obtidos na pesquisa. Essa fase se dá com base em técnicas de análises, expondo os resultados alcançados numa mesma seqüência lógica, de forma clara e objetiva. Podem-se utilizar, se necessário, figuras, quadros, gráficos, tabelas, desenhos, fotografias etc.
  19. 19. ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS E RESUMOS CIENTÍFICOS
  20. 20. 1 - Por que escrever um relatório ou um resumo? 2 - O que considerar ao planejar um relatório ou um resumo? 3 - Como escrever um relatório? 4 - Como escrever um resumo? 5 - Lembrar de fazer... 6 - Lembrar de não fazer...
  21. 21. realizar a pesquisa formular a pergunta interpretar resultados divulgar resultados sem divulgação dos resultados, sua pesquisa não servirá a seu fim
  22. 22. ESCREVER AUXILIA NA: organização das idéias desenho dos experimentos organização dos resultados interpretação, conclusões compreensão dos princípios sob investigação.
  23. 23. O CIENTISTA ESCREVE:  relatório de Iniciação Científica,  projeto de Mestrado,  dissertação de Mestrado,  projeto de Doutorado,  tese de Doutorado,  projetos para solicitar recursos ao CNPq, FINEP, FAPs, PADCT...  relatórios para CNPq, FINEP, FAPs, PADCT...  resumos para apresentação em congressos,  livros e capítulos de livros,  artigos científicos completos.
  24. 24. 2 - O QUE CONSIDERAR AO PLANEJAR UM RELATÓRIO OU UM RESUMO?  O texto deve ser  conciso  informativo  com maior ou menor detalhamento (relatório x resumo)
  25. 25. ALGUMAS REGRAS: não deixe para a última hora faça um esboço critique escreva revise reescreva/ corrija mostre para o orientador leia alguns relatórios ou resumos imprima a cópia final!
  26. 26. 3 - COMO ESCREVER UM RELATÓRIO? 3.1 - Identificação 3.2 - Introdução 3.3 - Material e Métodos 3.4 - Resultados 3.5 - Discussão / Conclusões 3.6 - Matéria encaminhada para publicação 3.7 - Bibliografia 3.8 - Perspectivas de continuidade ou desdobramento do trabalho 3.9 - Outras atividades de interesse universitário 3.10 - Apoio 3.11 - Agradecimentos IMRAD
  27. 27. ADAPTAÇÕES QUE PODEM SER IMPORTANTES NESTE ESQUEMA GERAL:  regras específicas do órgão ao qual o relatório será enviado  diferentes áreas do conhecimento podem necessitar diferentes ítens
  28. 28. 3.7 - BIBLIOGRAFIA CITADA Exemplos Gluckman E, Rocha V, Chastang C: Cord blood stem cell. Baillieres Best Pract Res Clin Haematol. 1999; 12:279-292. MORRISON S J, WRIGHT D E, CHESHIER S H, WEISSMAN, I L (1997) Hematopoietic stem cells: challenges to expectations. Curr Opin Immunol, 9: 216-221. Diversos formatos: definir qual o mais apropriado
  29. 29. 3.7 - BIBLIOGRAFIA CITADA IMPORTANTE  Não liste se não citar.  Não cite se não listar.
  30. 30. 4 - COMO ESCREVER UM RESUMO?  Resumo: apresentação concisa das idéias de um texto (Norma NBR 6028, da Associação Brasileira de Normas Técnicas). apresentação sintética e seletiva das idéias de um texto, ressaltando sua progressão e articulação principais idéias do autor Obs: consulta à apresentação da Profa. Dra. Léa Masina - Instituto de Letras UFRGS - Como apresentar um trabalho num Congresso Científico: Elaboração do Resumo
  31. 31. 4 - COMO ESCREVER UM RESUMO? Forma: tamanho: determinado em muitos casos um só parágrafo 3ª pessoa sing., 3ª pessoa plural, 1ª pessoa sing. frases pouco extensas terminologia específica ordem direta das frases
  32. 32. 4 - COMO ESCREVER UM RESUMO? 4.1 - Identificação 4.2 - Introdução 4.3 - Material e Métodos 4.4 - Resultados 4.5 - Discussão / Conclusões 4.6 - Apoio
  33. 33. 4 - COMO ESCREVER UM RESUMO? ADAPTAÇÕES QUE PODEM SER IMPORTANTES NESTE ESQUEMA GERAL:  regras específicas do órgão ao qual o resumo é destinado  diferentes áreas do conhecimento podem necessitar diferentes ítens
  34. 34. Título, participantes, local de execução 4.1 - IDENTIFICAÇÃO
  35. 35. 4.2 - INTRODUÇÃO Qual a pergunta que você está fazendo, e por que vale a pena fazê-la? Rápida introdução ao assunto Objetivo(s)
  36. 36. Características biológicas de células hematopoiéticas transfectadas com o gene egfp. Leonardo Augusto Karam Teixeira, Cecília Matte Fricke, Camila Ilgenfritz e Nance Beyer Nardi. Departamento de Genética – Instituto de Biociências, UFRGS – Porto Alegre/RS. Células hematopoiéticas estão sendo intensamente investigadas devido a seu potencial como alvo de terapia gênica. Tem sido mostrado entretanto que a transferência de genes exógenos pode alterar biologicamente as células alvo, diminuindo sua capacidade de proliferação e diferenciação. O presente trabalho teve como objetivo a análise das características biológicas de células da linhagem hematopoiética K562, previamente transfectadas com o gene repórter egfp (enhanced green fluorescent protein), cuja expressão é detectada por citometria de fluxo.
  37. 37. Células K562 transfectadas ou normais foram cultivadas em diferentes condições, e comparadas com relação a diferentes parâmetros que incluiram a expressão de marcadores de superfície. Os principais resultados encontrados foram: (1) quando cultivadas na ausência de pressão seletiva, a expressão do gene repórter mostrou um rápido declínio; (2) células K562 transfectadas apresentaram uma capacidade mitótica diminuída quando co-cultivadas com células K562 normais, em diferentes concentrações; e (3) os níveis das moléculas de adesão CD11c, CD31 (baixo) e CD49e (alto) não foram afetados pela transfecção, enquanto a baixa expressão dos marcadores CD62L e CD117 mostraram uma tendência a aumentar nas células transfectadas. Estes resultados mostram que dois dos principais problemas dos protocolos de terapia gênica, manutenção da expressão do transgene e expansão das células transfectadas, podem ser analisados para correção in vitro. Apoio: CNPq, FINEP
  38. 38. 3.3 - MATERIAL E MÉTODOS Descreva de forma breve, mas compreensível, como você procedeu para responder a questão levantada.
  39. 39. 3.5 - DISCUSSÃO / CONCLUSÕES Descreva de forma suscinta o que estas respostas significam.
  40. 40. 5 - LEMBRAR DE FAZER... siga uma ordem lógica tente ser claro, conciso e completo cite apenas referências relevantes e necessárias inclua apenas tabelas e figuras necessárias confira a digitação
  41. 41. 6 - LEMBRAR DE NÃO FAZER... uso de gíria de laboratório ou de rua sentenças ou parágrafos muito longos nunca apresente parte de livros ou idéias da literatura como suas - é plágio, um crime intelectual no resumo, não escrever “os resultados serão discutidos”
  42. 42. Resenhas Críticas
  43. 43. Resenha descritiva e resenha crítica  Fiorin e Savioli, em Para entender o texto (1990:426), partem da conceituação de resenha e dividem-na em descritiva e crítica. O objeto de uma resenha pode ser um acontecimento, ou textos, ou obras culturais, como romance , peça de teatro, filme.  O procedimento do resenhista será seletivo, uma vez que não pode abarcar a totalidade das propriedades de um texto. O que relatar numa resenha depende da finalidade que tem em vista.  Na descritiva, ressalta-se a estrutura da obra (partes, número de páginas, capítulos, assuntos tratados, índices). Se tradução, informa-se o nome do tradutor. Contém ainda um resumo da obra, a perspectiva teórica, o gênero (crítica literária, livro de negócios, esotérico, romance, teatro, ensaio), o método adotado.  Na resenha crítica, colocam-se comentários e julgamentos do resenhista.
  44. 44. Elementos constituintes de resenhas científicas: 1 Referência Bibliográfica:  Autor.  Título da Obra.  Elementos de imprensa (local de edição, editora, data).  Número de Páginas.  Formato.
  45. 45. Elementos constituintes de resenhas científicas: 2 Credenciais do Autor:  Informações sobre o autor,  nacionalidade,  formação universitária,  títulos,  livro ou artigo publicado.
  46. 46. Elementos constituintes de resenhas científicas: 3 Resumo da Obra (digesto):  Resumo das idéias principais da obra.  De que trata o texto?  Qual sua característica principal?  Exige algum conhecimento prévio para entendê- la?  Descrição do conteúdo dos capítulos ou partes da obra.
  47. 47. Elementos constituintes de resenhas científicas: 4 Conclusões da Autoria:  Quais as conclusões a que o autor chegou? 5 Metodologia da Autoria:  Que métodos utilizou? Dedutivo? Indutivo? Histórico? Comparativo? Estatístico?
  48. 48. Elementos constituintes de resenhas científicas: 6 Quadro de referência do autor:  Que teoria serve de apoio ao estudo apresentado?  Qual o modelo teórico utilizado?
  49. 49. Elementos constituintes de resenhas científicas: 7 Crítica do Resenhista (apreciação):  Julgamento da Obra.  Qual a contribuição da obra?  As idéias são originais?  Como é o estilo do autor: conciso, objetivo, simples? Idealista? Realista?
  50. 50. Elementos constituintes de resenhas científicas: 8 Indicações do resenhista:  A quem é dirigida a obra?  A obra é endereçada a que disciplina?  Pode ser adotada em algum curso? Qual?
  51. 51. Considerações  A resenha não é, pois, um resumo. Este é apenas um elemento da estrutura da resenha.  Além disso se, por um lado, o resumo não admite o juízo valorativo, o comentário, a crítica; a resenha, por outro, exige tais elementos.  Em alguns casos, não é possível dar resposta a todas as interrogações feitas; outras vezes, se publicada em jornais ou revistas não especializados, pode-se omitir um ou outro elemento da estrutura da resenha. Numa publicação científica, porém, deve-se observar com rigor os pontos salientados. Para fins de avaliação nesta disciplina, serão exigidos os itens 1,3, 4 e 7.  Acrescente-se: se bem redigida, a resenha é um valioso instrumento de pesquisa; se, no entanto, a crítica apresentada é impressionista (gosto/ não gosto), a resenha deixa de ter interesse para o pesquisador.

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