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História da hipnose
A hipnose é tão antiga quanto a própria humanidade. Os
fenómenos hipnóticos fazem parte da vida quotidiana de todos
os seres humanos. Todos nós passamos por eles várias vezes
ao dia de uma forma espontânea e aleatória. A hipnose é
universal.

As induções hipnóticas são tão antigas quanto a existência de
civilizações. Estas práticas foram observadas na Índia, na
Grécia e na Roma antiga.
No Egipto existiam os “templos dos sonhos”. Sacerdotes
egípcios induziam os sujeitos ao estado hipnótico, existem
papiros que falam do tema. Ao longo dos tempos, mais no
oriente do que no ocidente, a pratica da hipnose vinha sendo
exercida ininterruptamente, essencialmente com fins religiosos.
Os benefícios da hipnose foram usados por Hipócrates , pai
da medicina, para anestesiar os seus pacientes.

O sábio, filósofo e médico iraniano do século XI (980/1037),
Avicena aparece com grande destaque, em quase todas as
grandes obras desta especialidade.

Assim como Paracelsus do século XVI (1493 – 1541), pai da
medicina hermética.

Mas é a partir da segunda metade do século XVIII, que se dá
uma grande importância ao estudo da hipnose .
Nessa altura o padre jesuíta Johann Joseph Gassner,
ordenado sacerdote em 1750, notabilizou-se pelas muitas
curas que efectuou por intermédio de técnicas hipnóticas.

Pensava-se que eram sessões espíritas (exorcismos).

Rapidamente, dada a grande repercussão das actividades
curativas do padre Gassner, a classe médica indignada
tornou pública a sua revolta, afirmando que esta era uma
prática irracional!
Entre as várias comissões científicas criadas para
investigar o trabalho do padre, a mais importante foi
conduzida pelo médico Franz Anton Mesmer, cujas
conclusões contribuíram para o impulso decisivo
do hipnotismo actual.

O referido Mesmer (1734–1815) estudou filosofia, teologia,
astrologia, parapsicologia e concluiu a sua formação em
medicina, carreira que abandonou para se dedicar aquilo
em que mais acreditava.
As curas pelos métodos magnetizantes, (uma grande parte
dos Historiadores, está de acordo quando se afirma, que o
início da história formal da hipnose, se deu em 1765 com
os trabalhos de Mesmer sobre o magnetismo animal).

A sua fama alastrou por todo o mundo e ficou conhecido
como Mesmer, o magnetizador. Esta notoriedade não
podia passar despercebida ás mais ilustres personalidades
da medicina oficial da época.
Uma campanha difamatória e impiedosa obrigou-o a sair
do país. Triste, por não poder aí exercer, procurou refúgio
em Paris, cidade onde o “ mesmerismo ” passou a ser
moda, com um êxito superior ao de Viena e Munique.

A aristocracia francesa era a sua principal clientela,
incluindo o rei, que lhe pagava uma pensão anual. Tal
como no seu país, este sucesso não podia passar
despercebido.
Foi criada, então, uma comissão composta pelas maiores
sumidades da época, entre as quais figuravam o Dr.
Lavoisier (criador da química moderna) e o Dr.
Bailly (astrónomo de renome), que com o próprio rei Luís
XVI, se negaram a assinar o relatório que condenavam as
demonstrações mesméricas, alegando que havia algo de
extraordinário, incompreensível e positivo nelas.

Mas, acaba por vencer a maioria, que na época só dava
crédito a fenómenos materialmente evidentes. Mesmer é
desacreditado, acusado de charlatão e votado ao ostracismo.
O Marquês de Puységur (1751–1825), discípulo de
Mesmer. Tratou de não deixar cair no esquecimento o
“mesmerismo ” com a morte do seu fundador e descobriu
o sonambulismo artificial.

O Abade Faria (1755–1810) de origem portuguesa, trava
conhecimento com o Marquês de Puységur, evoluindo
para a doutrina da sugestão e desmistificando os
fenómenos hipnóticos, que na altura eram considerados
sobrenaturais.
Em pleno século XIX, o médico cirurgião James
Braid (1795–1860) foi o autor da palavra “Hipnotismo”,
que deriva do vocábulo grego “ hipnos” que significa sono.
Propôs também o uso da auto-hipnose, considerando que
a concentração era a chave do processo.

Já no final da sua carreira, descobre que o sono não era
preciso para produzir certos fenómenos hipnóticos , pelo
que a palavra “Hipnotismo ” passava a não fazer sentido.
Procura trocar o nome para “Monoideísmo ” (tendência da
actividade psíquica se concentrar em torno de uma só
ideia, uma só sensação, uma só lembrança e/ou uma só
imagem), no entanto, já não foi possível, pois a palavra já
estava demasiado enraizada e divulgada.

James Esdaile, médico cirurgião inglês, fez várias
cirurgias utilizando como anestesia técnicas hipnóticas .
Paris, no final do século XIX, foi a época das escolas,
onde se ensinava e investigava a utilização
da hipnose na terapia.



A “ Escola de Nancy ” ,liderada por Ambroise Auguste
Liébault (1823–1904), considerou o transe hipnótico um
estado natural e não patológico, (sendo denominado por
muitos historiadores o pai do hipnotismo científico ).
A “ Escola de Salpêtrière ” foi fundada por Jean Martin
Charcot (1825-1893), um dos maiores neurologistas do
século XIX. Este afirmou que o transe hipnótico só
acontecia como um estado patológico. Este princípio foi
considerado completamente retrógrado, mesmo pelos seus
colegas da época, no entanto, deixou-nos como criação
sua, três conceitos que classificou como estágios
da hipnose: a letargia, a catalepsia e o sonambulismo.
A “ Escola Mental ” foi criada por Hypolite Bernheim (1840-
1919), um dos mais famosos médicos franceses, discípulo
de Liébault. Ele confluiu para a ideia do carácter subjectivo
dos fenómenos hipnóticos, tal como na necessidade de
aprofundar as técnicas sugestivas. Contribuiu com o seu
prestígio para o acolhimento, por parte da comunidade
científica, das técnicas hipnóticas, usadas no controlo da
saúde física e mental.
Ivan Pavlov (1849 - 1936), médico russo, foi o criador da
indução reflexológica . Condenou o aspecto psicológico
da hipnose dando relevo à fisiologia (capitulo da biologia
que trata dos fenómenos vitais, isto é, estuda as funções
dos diferentes órgãos dos seres vivos). Com esta sua
confusão contribuiu para reforçar a predominância do
aspecto psicológico na hipnose .
Émile Coué médico francês, estudou na “ Escola de Nancy ”
e abriu caminho ao uso da auto-sugestão . Concluiu
também a famosa lei da reversão dos efeitos “num conflito
entre a vontade e a imaginação vence sempre,
invariavelmente, a imaginação.

Uma das suas auto-sugestões (auto-hipnose) consistia em,
repetir ao acordar e antes de dormir, a seguinte frase:

Todos os dias, sob todos os pontos de vista, eu sou
cada vez melhor !
Pierre Janet (1849-1947), psicólogo francês, estudou na
“Escola de Salpêtrière “ e foi aluno do professor Charcot.
Definiu o transe como uma dissociação da mente e criou o
termo subconsciente para diferenciá-lo do inconsciente.
Foi pioneiro da hipnoterapia regressiva ao descobrir que
as pessoas tinham a faculdade de reprimir das suas
memórias episódios significativos da sua vida, ocorridos
anteriormente.
Freud estudou na “Escola de Salpêtrière” com o
professor Charcot e continuou a colaborar com Brener até
à elaboração da sua teoria sobre a sexualidade infantil.
Fundou a “psicanálise”, que foi desde logo muito
contestada, mas acabou por ser aceite universalmente
pela comunidade científica. Até aí, fez uso extensivo
da hipnose na investigação do subconsciente,
compreendeu que a descoberta da raiz dos problemas era
essencial para uma terapia bem sucedida.
Milton Hyland Erickson (1901-1980),
psiquiatra e mestre em psicologia,
reabilitou e modernizou a hipnose
clássica e é considerado o pai
da hipnose moderna.

Erickson nasceu a 15 de Dezembro de
1901, em Nevada, E.U.A. Filho de
fazendeiros, teve poliomielite aos 17
anos e num estado terminal, pôde ouvir
o médico, dizer à sua mãe, que seria
impossível ele resistir até ao
amanhecer.
Indignado e revoltado, acreditou que se visse os primeiros
alvores não morreria. Aguentou até ao nascer do sol e só
então se entregou a um coma profundo, do qual só
despertou uns dias depois. Livre da morte, ficou paralisado
numa cadeira de rodas, até experimentar, mais uma vez, a
sua força interior, que contribuiu sem dúvida, para tornar
possível a sua recuperação.
Concluiu os seus estudos académicos em psiquiatria e
psicologia em 1929. No exercício das suas funções
apercebeu-se que os métodos terapêuticos da época, eram
na sua opinião, muito lentos e poucos eficientes. Interessou-
se pela hipnose e seguiu de perto os trabalhos de
investigação de Clark Hull .

Erickson este génio da hipnose inicia então a sua jornada e
cria os seus próprios métodos e técnicas hipnoterapêuticas,
a hipnoterapia naturalista.
Durante mais de 50 anos, desenvolveu extensos estudos e
pesquisas, sobre vários conceitos para o uso e
compreensão da hipnose, do ser humano e da sua
mudança. Pouco escreveu sobre os seus trabalhos e
preferiu que os seus alunos, mais experimentassem sua
metodologia do que se prendessem à teoria.

Considerou que cada paciente era um paciente, com
experiências individuais diferentes, não podendo portanto,
ser encaixado em terapias padronizadas pré-estabelecidas.
Erickson revelou-se a maior autoridade em hipnoterapia

breve e estratégica do século XX. As suas intervenções
rápidas, com excelentes resultados, foram algumas vezes
incompreendidas.

As características mais predominantes que marcaram a
personalidade deste ser humano de excepção, são a sua
determinação, perseverança, criatividade e genialidade.
Destaca-se também, como um excelente comunicador,
com uma perspicácia e intuição altamente desenvolvida,
tal como, um enorme sentido de respeito pela vida.
Foi presidente fundador da American Society of Clinical
Hypnosis e deixou como herança o contributo do seu
trabalho, a Hipnoterapia Ericksoniana .

Actualmente, os hipnoterapeutas exercem a sua
actividade profissional em todo o mundo, seguindo as
várias correntes das diferentes escolas de psicoterapia,
que merecem também destaque pelo trabalho que
desenvolvem através das técnicas hipnóticas.
A hipnoterapia é uma arte e uma profissão, que é cada
vez mais adoptada por clínicos gerais, dentistas,
psiquiatras, psicólogos e outros especialistas rendidos à
simplicidade, à unidade de propósitos, à eficácia e ao
sucesso dos resultados obtidos.
O que é a Hipnose?

A hipnose é um estado modificado de consciência, que
permite direccionar com intensidade a concentração de uma
pessoa, para um ou outro assunto. Nesta perspectiva, é uma
forma de comunicação que leva o individuo a pensar, sobre si
mesmo e por si mesmo. A percepção de tudo o que está fora
do foco da atenção diminui consideravelmente e até a noção
do tempo se modifica.
O que é a hipnoterapia?

A hipnoterapia é uma forma de psicoterapia que utiliza a
hipnose. Desenvolve-se num estado de
relaxamento induzido naturalmente, semelhante ao sono
leve. Neste relaxamento, o indivíduo fica mais permeável à
sugestão e com uma maior capacidade de discernimento, o
que lhe permite ver mais além do que seria possível no seu
estado de vigília.
Liga o subconsciente sem desligar o consciente, são estes
dois pontos focais que resultam numa consciência conjunta e
levam o paciente, no final das sessões a lembrarem-se de
tudo o que ocorreu nesse estado hipnótico .

Surge então, a possibilidade da auto-compreensão, assim
como o acesso e alívio dos conflitos internos do presente e
do passado.
Esta terapia, desenvolve no momento, a perspicácia e a
intuição, o que permite ao individuo, conduzido pelo
terapeuta, pressentir, compreender e analisar de uma forma
simples, mas objectiva, as suas próprias necessidades
terapêuticas, com vista ao restabelecimento da sua saúde
física e mental.
Hipnoterapia Educativa
A Hipnoterapia Educativa tem como função levar o paciente a
um pensar melhor, sobre si e por si mesmo, de acordo com a
sua única forma de ser, tornando-o mestre dos seus próprios
sentimentos e não escravo deles.

Da mesma forma que se aprende comportamentos
indesejáveis, pode-se também aprender comportamentos
desejáveis a partir da compreensão da natureza dos
pensamentos, sentimentos e emoções que geram alterações
fisiológicas e consequentemente vários estados patológicos.
Hipnoterapia de Regressão Analítica

A Hipnoterapia de Regressão Analítica tem como objectivo
desbloquear a memória do paciente e conduzi-lo aos
momentos que geraram os seus problemas psíquicos. É
nesses momentos, que se faz a análise e compreensão das
patologias associadas ao indivíduo.

Esta terapia permite encontrar acções padronizadas ao longo
do tempo e soluções terapêuticas para diferentes problemas,
mesmo que estes estejam profundamente enraizados.
Hipnoterapia de Vidas Passadas

A hipnoterapia de vidas passadas é uma terapia de
regressão analítica com projecções da mente para vidas
anteriores e para momentos antes do nascimento. Pode parecer
inacreditável ou completamente irreal para o leigo, porém
acontece, e mais importante, pode ajudar a curar pessoas de
uma forma rápida, eficaz e duradoura.

É muito frequente, em poucas secções, tratar patologias do foro
psicológico em pacientes que sofreram durante muitos anos
dessas doenças.
Hipnoterapia Condicionativa

A Hipnoterapia Condicionativa fortalece a mente do paciente
para que este seja capaz de melhor formas de comportamento,
que não seriam possíveis de conseguir em outras situações.

Nesta técnica, conduz-se o indivíduo a um recondicionamento
de hábitos e comportamentos mais saudáveis que estão na
base do que o motivou a procurar a terapia.
Perguntas mais frequentes?

(1)Qualquer pessoa pode ser hipnotizada?

(2)Quais são as contra indicações?

(3)Pode o hipnoterapeuta interagir de modo contrário aos princípios
morais e éticos do paciente?

(4) – O que é que o paciente deve fazer?

(5) – Como se irá sentir a pessoa durante o transe hipnótico?

(6) – Quantas sessões são necessárias para o tratamento das várias
patologias?

(7) – A hipnoterapia substitui a medicina convencional?


                                               Lui s Mendes -2011

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História da hipnose: da antiguidade à hipnoterapia moderna

  • 1. História da hipnose A hipnose é tão antiga quanto a própria humanidade. Os fenómenos hipnóticos fazem parte da vida quotidiana de todos os seres humanos. Todos nós passamos por eles várias vezes ao dia de uma forma espontânea e aleatória. A hipnose é universal. As induções hipnóticas são tão antigas quanto a existência de civilizações. Estas práticas foram observadas na Índia, na Grécia e na Roma antiga.
  • 2. No Egipto existiam os “templos dos sonhos”. Sacerdotes egípcios induziam os sujeitos ao estado hipnótico, existem papiros que falam do tema. Ao longo dos tempos, mais no oriente do que no ocidente, a pratica da hipnose vinha sendo exercida ininterruptamente, essencialmente com fins religiosos.
  • 3. Os benefícios da hipnose foram usados por Hipócrates , pai da medicina, para anestesiar os seus pacientes. O sábio, filósofo e médico iraniano do século XI (980/1037), Avicena aparece com grande destaque, em quase todas as grandes obras desta especialidade. Assim como Paracelsus do século XVI (1493 – 1541), pai da medicina hermética. Mas é a partir da segunda metade do século XVIII, que se dá uma grande importância ao estudo da hipnose .
  • 4. Nessa altura o padre jesuíta Johann Joseph Gassner, ordenado sacerdote em 1750, notabilizou-se pelas muitas curas que efectuou por intermédio de técnicas hipnóticas. Pensava-se que eram sessões espíritas (exorcismos). Rapidamente, dada a grande repercussão das actividades curativas do padre Gassner, a classe médica indignada tornou pública a sua revolta, afirmando que esta era uma prática irracional!
  • 5. Entre as várias comissões científicas criadas para investigar o trabalho do padre, a mais importante foi conduzida pelo médico Franz Anton Mesmer, cujas conclusões contribuíram para o impulso decisivo do hipnotismo actual. O referido Mesmer (1734–1815) estudou filosofia, teologia, astrologia, parapsicologia e concluiu a sua formação em medicina, carreira que abandonou para se dedicar aquilo em que mais acreditava.
  • 6. As curas pelos métodos magnetizantes, (uma grande parte dos Historiadores, está de acordo quando se afirma, que o início da história formal da hipnose, se deu em 1765 com os trabalhos de Mesmer sobre o magnetismo animal). A sua fama alastrou por todo o mundo e ficou conhecido como Mesmer, o magnetizador. Esta notoriedade não podia passar despercebida ás mais ilustres personalidades da medicina oficial da época.
  • 7. Uma campanha difamatória e impiedosa obrigou-o a sair do país. Triste, por não poder aí exercer, procurou refúgio em Paris, cidade onde o “ mesmerismo ” passou a ser moda, com um êxito superior ao de Viena e Munique. A aristocracia francesa era a sua principal clientela, incluindo o rei, que lhe pagava uma pensão anual. Tal como no seu país, este sucesso não podia passar despercebido.
  • 8. Foi criada, então, uma comissão composta pelas maiores sumidades da época, entre as quais figuravam o Dr. Lavoisier (criador da química moderna) e o Dr. Bailly (astrónomo de renome), que com o próprio rei Luís XVI, se negaram a assinar o relatório que condenavam as demonstrações mesméricas, alegando que havia algo de extraordinário, incompreensível e positivo nelas. Mas, acaba por vencer a maioria, que na época só dava crédito a fenómenos materialmente evidentes. Mesmer é desacreditado, acusado de charlatão e votado ao ostracismo.
  • 9. O Marquês de Puységur (1751–1825), discípulo de Mesmer. Tratou de não deixar cair no esquecimento o “mesmerismo ” com a morte do seu fundador e descobriu o sonambulismo artificial. O Abade Faria (1755–1810) de origem portuguesa, trava conhecimento com o Marquês de Puységur, evoluindo para a doutrina da sugestão e desmistificando os fenómenos hipnóticos, que na altura eram considerados sobrenaturais.
  • 10. Em pleno século XIX, o médico cirurgião James Braid (1795–1860) foi o autor da palavra “Hipnotismo”, que deriva do vocábulo grego “ hipnos” que significa sono. Propôs também o uso da auto-hipnose, considerando que a concentração era a chave do processo. Já no final da sua carreira, descobre que o sono não era preciso para produzir certos fenómenos hipnóticos , pelo que a palavra “Hipnotismo ” passava a não fazer sentido.
  • 11. Procura trocar o nome para “Monoideísmo ” (tendência da actividade psíquica se concentrar em torno de uma só ideia, uma só sensação, uma só lembrança e/ou uma só imagem), no entanto, já não foi possível, pois a palavra já estava demasiado enraizada e divulgada. James Esdaile, médico cirurgião inglês, fez várias cirurgias utilizando como anestesia técnicas hipnóticas .
  • 12. Paris, no final do século XIX, foi a época das escolas, onde se ensinava e investigava a utilização da hipnose na terapia. A “ Escola de Nancy ” ,liderada por Ambroise Auguste Liébault (1823–1904), considerou o transe hipnótico um estado natural e não patológico, (sendo denominado por muitos historiadores o pai do hipnotismo científico ).
  • 13. A “ Escola de Salpêtrière ” foi fundada por Jean Martin Charcot (1825-1893), um dos maiores neurologistas do século XIX. Este afirmou que o transe hipnótico só acontecia como um estado patológico. Este princípio foi considerado completamente retrógrado, mesmo pelos seus colegas da época, no entanto, deixou-nos como criação sua, três conceitos que classificou como estágios da hipnose: a letargia, a catalepsia e o sonambulismo.
  • 14. A “ Escola Mental ” foi criada por Hypolite Bernheim (1840- 1919), um dos mais famosos médicos franceses, discípulo de Liébault. Ele confluiu para a ideia do carácter subjectivo dos fenómenos hipnóticos, tal como na necessidade de aprofundar as técnicas sugestivas. Contribuiu com o seu prestígio para o acolhimento, por parte da comunidade científica, das técnicas hipnóticas, usadas no controlo da saúde física e mental.
  • 15. Ivan Pavlov (1849 - 1936), médico russo, foi o criador da indução reflexológica . Condenou o aspecto psicológico da hipnose dando relevo à fisiologia (capitulo da biologia que trata dos fenómenos vitais, isto é, estuda as funções dos diferentes órgãos dos seres vivos). Com esta sua confusão contribuiu para reforçar a predominância do aspecto psicológico na hipnose .
  • 16. Émile Coué médico francês, estudou na “ Escola de Nancy ” e abriu caminho ao uso da auto-sugestão . Concluiu também a famosa lei da reversão dos efeitos “num conflito entre a vontade e a imaginação vence sempre, invariavelmente, a imaginação. Uma das suas auto-sugestões (auto-hipnose) consistia em, repetir ao acordar e antes de dormir, a seguinte frase: Todos os dias, sob todos os pontos de vista, eu sou cada vez melhor !
  • 17. Pierre Janet (1849-1947), psicólogo francês, estudou na “Escola de Salpêtrière “ e foi aluno do professor Charcot. Definiu o transe como uma dissociação da mente e criou o termo subconsciente para diferenciá-lo do inconsciente. Foi pioneiro da hipnoterapia regressiva ao descobrir que as pessoas tinham a faculdade de reprimir das suas memórias episódios significativos da sua vida, ocorridos anteriormente.
  • 18. Freud estudou na “Escola de Salpêtrière” com o professor Charcot e continuou a colaborar com Brener até à elaboração da sua teoria sobre a sexualidade infantil. Fundou a “psicanálise”, que foi desde logo muito contestada, mas acabou por ser aceite universalmente pela comunidade científica. Até aí, fez uso extensivo da hipnose na investigação do subconsciente, compreendeu que a descoberta da raiz dos problemas era essencial para uma terapia bem sucedida.
  • 19. Milton Hyland Erickson (1901-1980), psiquiatra e mestre em psicologia, reabilitou e modernizou a hipnose clássica e é considerado o pai da hipnose moderna. Erickson nasceu a 15 de Dezembro de 1901, em Nevada, E.U.A. Filho de fazendeiros, teve poliomielite aos 17 anos e num estado terminal, pôde ouvir o médico, dizer à sua mãe, que seria impossível ele resistir até ao amanhecer.
  • 20. Indignado e revoltado, acreditou que se visse os primeiros alvores não morreria. Aguentou até ao nascer do sol e só então se entregou a um coma profundo, do qual só despertou uns dias depois. Livre da morte, ficou paralisado numa cadeira de rodas, até experimentar, mais uma vez, a sua força interior, que contribuiu sem dúvida, para tornar possível a sua recuperação.
  • 21. Concluiu os seus estudos académicos em psiquiatria e psicologia em 1929. No exercício das suas funções apercebeu-se que os métodos terapêuticos da época, eram na sua opinião, muito lentos e poucos eficientes. Interessou- se pela hipnose e seguiu de perto os trabalhos de investigação de Clark Hull . Erickson este génio da hipnose inicia então a sua jornada e cria os seus próprios métodos e técnicas hipnoterapêuticas, a hipnoterapia naturalista.
  • 22. Durante mais de 50 anos, desenvolveu extensos estudos e pesquisas, sobre vários conceitos para o uso e compreensão da hipnose, do ser humano e da sua mudança. Pouco escreveu sobre os seus trabalhos e preferiu que os seus alunos, mais experimentassem sua metodologia do que se prendessem à teoria. Considerou que cada paciente era um paciente, com experiências individuais diferentes, não podendo portanto, ser encaixado em terapias padronizadas pré-estabelecidas.
  • 23. Erickson revelou-se a maior autoridade em hipnoterapia breve e estratégica do século XX. As suas intervenções rápidas, com excelentes resultados, foram algumas vezes incompreendidas. As características mais predominantes que marcaram a personalidade deste ser humano de excepção, são a sua determinação, perseverança, criatividade e genialidade. Destaca-se também, como um excelente comunicador, com uma perspicácia e intuição altamente desenvolvida, tal como, um enorme sentido de respeito pela vida.
  • 24. Foi presidente fundador da American Society of Clinical Hypnosis e deixou como herança o contributo do seu trabalho, a Hipnoterapia Ericksoniana . Actualmente, os hipnoterapeutas exercem a sua actividade profissional em todo o mundo, seguindo as várias correntes das diferentes escolas de psicoterapia, que merecem também destaque pelo trabalho que desenvolvem através das técnicas hipnóticas.
  • 25. A hipnoterapia é uma arte e uma profissão, que é cada vez mais adoptada por clínicos gerais, dentistas, psiquiatras, psicólogos e outros especialistas rendidos à simplicidade, à unidade de propósitos, à eficácia e ao sucesso dos resultados obtidos.
  • 26. O que é a Hipnose? A hipnose é um estado modificado de consciência, que permite direccionar com intensidade a concentração de uma pessoa, para um ou outro assunto. Nesta perspectiva, é uma forma de comunicação que leva o individuo a pensar, sobre si mesmo e por si mesmo. A percepção de tudo o que está fora do foco da atenção diminui consideravelmente e até a noção do tempo se modifica.
  • 27. O que é a hipnoterapia? A hipnoterapia é uma forma de psicoterapia que utiliza a hipnose. Desenvolve-se num estado de relaxamento induzido naturalmente, semelhante ao sono leve. Neste relaxamento, o indivíduo fica mais permeável à sugestão e com uma maior capacidade de discernimento, o que lhe permite ver mais além do que seria possível no seu estado de vigília.
  • 28. Liga o subconsciente sem desligar o consciente, são estes dois pontos focais que resultam numa consciência conjunta e levam o paciente, no final das sessões a lembrarem-se de tudo o que ocorreu nesse estado hipnótico . Surge então, a possibilidade da auto-compreensão, assim como o acesso e alívio dos conflitos internos do presente e do passado.
  • 29. Esta terapia, desenvolve no momento, a perspicácia e a intuição, o que permite ao individuo, conduzido pelo terapeuta, pressentir, compreender e analisar de uma forma simples, mas objectiva, as suas próprias necessidades terapêuticas, com vista ao restabelecimento da sua saúde física e mental.
  • 30. Hipnoterapia Educativa A Hipnoterapia Educativa tem como função levar o paciente a um pensar melhor, sobre si e por si mesmo, de acordo com a sua única forma de ser, tornando-o mestre dos seus próprios sentimentos e não escravo deles. Da mesma forma que se aprende comportamentos indesejáveis, pode-se também aprender comportamentos desejáveis a partir da compreensão da natureza dos pensamentos, sentimentos e emoções que geram alterações fisiológicas e consequentemente vários estados patológicos.
  • 31. Hipnoterapia de Regressão Analítica A Hipnoterapia de Regressão Analítica tem como objectivo desbloquear a memória do paciente e conduzi-lo aos momentos que geraram os seus problemas psíquicos. É nesses momentos, que se faz a análise e compreensão das patologias associadas ao indivíduo. Esta terapia permite encontrar acções padronizadas ao longo do tempo e soluções terapêuticas para diferentes problemas, mesmo que estes estejam profundamente enraizados.
  • 32. Hipnoterapia de Vidas Passadas A hipnoterapia de vidas passadas é uma terapia de regressão analítica com projecções da mente para vidas anteriores e para momentos antes do nascimento. Pode parecer inacreditável ou completamente irreal para o leigo, porém acontece, e mais importante, pode ajudar a curar pessoas de uma forma rápida, eficaz e duradoura. É muito frequente, em poucas secções, tratar patologias do foro psicológico em pacientes que sofreram durante muitos anos dessas doenças.
  • 33. Hipnoterapia Condicionativa A Hipnoterapia Condicionativa fortalece a mente do paciente para que este seja capaz de melhor formas de comportamento, que não seriam possíveis de conseguir em outras situações. Nesta técnica, conduz-se o indivíduo a um recondicionamento de hábitos e comportamentos mais saudáveis que estão na base do que o motivou a procurar a terapia.
  • 34. Perguntas mais frequentes? (1)Qualquer pessoa pode ser hipnotizada? (2)Quais são as contra indicações? (3)Pode o hipnoterapeuta interagir de modo contrário aos princípios morais e éticos do paciente? (4) – O que é que o paciente deve fazer? (5) – Como se irá sentir a pessoa durante o transe hipnótico? (6) – Quantas sessões são necessárias para o tratamento das várias patologias? (7) – A hipnoterapia substitui a medicina convencional? Lui s Mendes -2011