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Fé e Razão
Uma conversa entre a
ciência e a religião
“Creio tudo o que entendo, mas nem
tudo que creio também entendo. Tudo
o que compreendo conheço, mas nem
tudo o que creio conheço”.
(Santo Agostinho. De Magistro. (1973. p.319).
“A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas
quais o espírito humano se eleva para a contemplação da
verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o
desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O
conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa
chegar também à verdade plena sobre si próprio.”.
(cf. Ex 33, 18; Sal 2726, 8-9; 6362, 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2)
Parte I
Henrique Nazareth
A fé e a razão
Henrique Nazareth Souto
henriquenazareth@hotmail.com
Fides et ratio (JOÃO PAULO II, 1998, p.1)
A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito
humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou
no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última
análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa
chegar também à verdade plena sobre si próprio.
(cf. Ex 33, 18; Sal 2726, 8-9; 6362, 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2).
O que é a verdade?
”Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14, 6)
Ciência vs. verdade
O que é Ciência?
Ciência e Senso comum
Destaques além do Nobel
Jean-Baptiste Carnoy (1836-1899)
 Biólogo
 Citologia
 Solução de Carnoy
Destaques além do Nobel
Georges Édouard Lemaître (1894-1966)
 Físico e astrônomo
 “Hipótese do átomo primordial”
Teoria do Big Bang
Gregor Mendel (1822-1884)
Monge agostiniano
“Ensaios sobre plantas híbridas”
Charles Darwin (1809-1882)
Teoria da Evolução das espécies por meio da seleção
natural
Fides et ratio Fides et ratio (JOÃO PAULO II, 1998, p.12)
“Não há motivo para existir concorrência entre a razão e a fé: uma implica a
outra, e cada qual tem o seu espaço próprio de realização. Aponta nesta
direcção o livro dos Provérbios, quando exclama: « A glória de Deus é
encobrir as coisas, e a glória dos reis é investigá-las » (25, 2)”.
Parte II
Leandro Nazareth
Fides et Ratio
João Paulo II
 Do latim fides. No sentido profano, significa dar crédito na existência
do fato, fazer bom juízo sobre alguém, expressar sinceridade no modo
de agir etc. No sentido sagrado quando o testemunho no qual se
baseia a confiança absoluta em uma revelação divina. A Fé, neste
sentido, não é um ato irracional, pois, o espírito humano só pode aderir
incondicionalmente a um objeto quando possui a certeza de que é
Conceito de fé
 Do latim ratio. Significa a faculdade de "bem julgar". Tem relação com
o raciocínio discursivo. É conhecimento natural enquanto oposto ao
conhecimento revelado, objeto da fé.
Conceito de razão
Conhece-te a ti mesmo
Oráculo de Delfos
Como conhecer a si mesmo
“Tenha coragem de ser um homem,
não queira ser um deus”
“Conhece-te a ti mesmo”
“Conheça os seus limites”
“Nada em demasia”
“Quanto mais o homem conhece a realidade e o mundo, tanto
mais se conhece a si mesmo na sua unicidade, ao mesmo
tempo que nele se torna cada vez mais premente a questão do
sentido das coisas e da sua própria existência”. (Fides et
Ratio, pág. 1).
Conhecer a si mesmo
 Quem sou eu?
 De onde venho e para onde vou?
 Porque existe o mal?
 O que é que existirá depois desta vida?
As grandes questões
“As respostas de tais perguntas depende efetivamente a
orientação que se imprime à existência. Neste sentido a
Igreja se faz peregrina pelas estradas do mundo, para
anunciar que Jesus Cristo é "o caminho, a verdade e a vida”
(Jo 14,6)”. (Fides et Ratio, pág. 2).
A grande resposta
Quem sou eu
De onde eu vim
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Uma das teorias de um universo possível afirma
que ele existe há 15 bilhões de anos Marcelo Blazer
B
I
G
B
A
N
G
Georges Lemaître
A ciência calcula que o
nosso universo deve existir
por volta de 200 bilhões de
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a nossa, qual seu
Via Láctea
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chamada de anã, de quinta
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homo sapiens
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me achar melhor do
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minha origem melhor que a
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a cor da minha pele é
melhor que a do outro?
Quem sou eu para me achar
que minha opção sexual é
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Quem sou eu para me achar
que minha religião é melhor
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A busca pelo sentido da
vida
As diversas disciplinas
 Segundo a encíclica, duas são as disciplinas que mais
contribuem para promoção do conhecimento, a saber, a
Filosofia e a Teologia. “De entre eles sobressai a filosofia,
cujo contributo específico é colocar a questão do sentido da
vida e esboçar a resposta: constitui, pois, uma das tarefas
mais nobres da humanidade”. Pág. 2.
Possibilidade ou
impossibilidade Possibilidade ou impossibilidade de conciliar razão e fé:
 Os que julgavam fé e razão irreconciliáveis e a fé superior à razão (diziam eles:
“Creio por que é absurdo”.).
 Os que julgavam fé e razão conciliáveis, mas subordinavam a razão à fé (diziam
eles: “Creio para compreender”.).
 Os que julgavam razão e fé inconciliáveis, mas afirmavam que cada uma delas
tem seu campo próprio de conhecimento e não devem misturar-se (a razão se
refere a tudo o que concerne à vida temporal dos homens e do mundo; a fé, a
tudo o que se refere à salvação da alma e à vida eterna futura).
O percurso do tema
 Ao longo da história da humanidade o tema fé e razão foi debatido
sobretudo no cristianismo e filosofia.
 Na antiguidade clássica grega prevalecia a filosofia e o pensamento,
calcado na razão e a busca do arché (princípio ordenador do universo);
 Na Idade Média prevaleceu a teologia, que é a fé na revelação. A
filosofia foi considerada a “serva da teologia”, sobretudo nos grandes
expoentes como Agostinho (fé>razão) da Patrística e Tomás de Aquino
(fé=razão) da Escolástica, esses buscaram encontrar uma síntese
O percurso do tema
 No final da Idade Média, este equilíbrio se rompe e a filosofia torna-se
independente da fé e da revelação. É o aparecimento do iluminismo,
em que tudo deveria ser explicado à luz da razão. É nessa época que
surgem as ciências e o método teórico-experimental, depois utilizado
pela Igreja em seu método de hermenêutica bíblica (histórico-crítico);
 Na modernidade Pascal, mesmo sendo homem de ciência, se rebelara
contra a autonomia da ciência. Para ele, embora a ciência tenha um
poder extraordinário, ela não é capaz de explicar a origem do Universo
O percurso do tema
 Na contemporaneidade temos pensadores como Hume, Kant e os
filósofos morais estabelecendo novos princípios a partir de suas
críticas duras a modernidade e a estruturação de uma moral ainda
determinada;
 Na pós-contemporaneidade temos a desvalorização de todos os
valores e pensadores como Nietzsche, Deleuze, Guatarri e Espinosa
apresenta uma nova forma de se pensar o homem (“o que pode um
corpo?” ) rompendo com tudo o que é bem e mal, estruturando uma
Imanência e
Transcendência Somos imanência, estamos em um mesmo plano de conhecimento,
relacionamento a partir dos bons encontros, podemos fazer a
diferença mesmo com toda a nossa limitação e nossas imperfeições,
através da nossa presença no mundo.
 Na concepção cristã de pessoa, há a abertura para a transcendência, o
imanente que se religa, se relaciona e encontra com o Transcendente,
só é possível encontrar o Transcendente (EU-TOTALMENTE-OUTRO),
encontrando a si mesmo (EU-EU) e se relacionamento com o outro (EU-
eu com eu
eu com outro
eu com Outro
Espiritualidade do alto e de
baixo A espiritualidade do alto está baseada nos princípios morais, éticos,
baseado em nossa doutrina e nossos dogmas, calcado nas 613
prescrições do antigo testamento, nos 10 mandamentos da Igreja e em
todas as regras do catecismo e do nosso direito canônico;
 A espiritualidade debaixo está baseada em 2 só mandamentos, amar a
Deus e ao próximo, está baseada na lei de ouro reformulada por Jesus
(faça aos outros o que você gostaria que fosse feito com você) e,
sobretudo nas obras de misericórdia físicas e espirituais, as quais
Ensinamentos Papa
Francisco
O que Deus fazia antes de
criar o mundo?
Ele amava.
Porque Deus criou o mundo?
Para compartilhar sua
plenitude.
Realmente existe vida
após a morte?
A esperança cristã é a
esperança da salvação,
esperança é a confiança
que algo pode ou se
realizar, em Cristo porém
é certeza, Ele
O que consiste a verdadeira
revolução cristã?
Deixar de viver para si
próprio e ir ao encontro a
um dos mais pequeninos.
De quem é a responsabilidade dos refugiados?
De
todos.
O que é preciso para conhecer Jesus?
Encontrar o Senhor no silêncio da oração.
Reconhecer-se pecador.
Porque não consigo
perceber a presença
de Deus em minha
vida?
Queremos fazer por
nós mesmos;
Adoramos falsos
ídolos;
Deus como refúgio
Quais são as
escravidões
modernas?
Tráfico de seres
humanos;
Tráfico de órgãos;
Trabalho forçado;
Prostituição;
A fuga de si mesmo.
Onde está Deus? Onde está Deus, se no mundo
existe o mal, se há pessoas famintas, sedentas,
sem terra, sem casa, sem abrigo, deslocadas,
refugiadas? Onde está Deus, quando morrem
pessoas inocentes por causa da violência, do
terrorismo, das guerras? Onde está Deus, quando
doenças cruéis rompem laços de vida e de afeto?
Ou quando as crianças são exploradas,
humilhadas, e sofrem – também elas – por causa
Deus está neles, Jesus
está neles, sofre neles,
profundamente
identificado com cada
Relembremos as 14 obras de misericórdia:
dar de comer a quem tem fome, dar de beber a
quem tem sede, vestir os nus, dar pousada
aos peregrinos, visitar os enfermos; visitar os
presos; enterrar os mortos; dar bons
conselhos, ensinar os ignorantes, corrigir os
que erram, consolar os tristes, perdoar as
injúrias, suportar com paciência as fraquezas
do nosso próximo, rezar a Deus por vivos e
“Somos chamados a servir Jesus crucificado
em cada pessoa marginalizada, a tocar a sua
carne bendita em quem é excluído, tem fome,
tem sede, está nu, preso, doente,
desempregado, é perseguido, refugiado,
migrante. Naquela carne bendita, encontramos
o nosso Deus; naquela carne bendita, tocamos o
Senhor”.
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Fé e Razão em Diálogo

  • 1. Fé e Razão Uma conversa entre a ciência e a religião
  • 2. “Creio tudo o que entendo, mas nem tudo que creio também entendo. Tudo o que compreendo conheço, mas nem tudo o que creio conheço”. (Santo Agostinho. De Magistro. (1973. p.319).
  • 3. “A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio.”. (cf. Ex 33, 18; Sal 2726, 8-9; 6362, 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2)
  • 5. A fé e a razão Henrique Nazareth Souto henriquenazareth@hotmail.com
  • 6. Fides et ratio (JOÃO PAULO II, 1998, p.1) A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio. (cf. Ex 33, 18; Sal 2726, 8-9; 6362, 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2).
  • 7. O que é a verdade? ”Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14, 6)
  • 8. Ciência vs. verdade O que é Ciência? Ciência e Senso comum
  • 9.
  • 10.
  • 11.
  • 12.
  • 13. Destaques além do Nobel Jean-Baptiste Carnoy (1836-1899)  Biólogo  Citologia  Solução de Carnoy
  • 14. Destaques além do Nobel Georges Édouard Lemaître (1894-1966)  Físico e astrônomo  “Hipótese do átomo primordial” Teoria do Big Bang
  • 15. Gregor Mendel (1822-1884) Monge agostiniano “Ensaios sobre plantas híbridas”
  • 16. Charles Darwin (1809-1882) Teoria da Evolução das espécies por meio da seleção natural
  • 17. Fides et ratio Fides et ratio (JOÃO PAULO II, 1998, p.12) “Não há motivo para existir concorrência entre a razão e a fé: uma implica a outra, e cada qual tem o seu espaço próprio de realização. Aponta nesta direcção o livro dos Provérbios, quando exclama: « A glória de Deus é encobrir as coisas, e a glória dos reis é investigá-las » (25, 2)”.
  • 20.  Do latim fides. No sentido profano, significa dar crédito na existência do fato, fazer bom juízo sobre alguém, expressar sinceridade no modo de agir etc. No sentido sagrado quando o testemunho no qual se baseia a confiança absoluta em uma revelação divina. A Fé, neste sentido, não é um ato irracional, pois, o espírito humano só pode aderir incondicionalmente a um objeto quando possui a certeza de que é Conceito de fé
  • 21.  Do latim ratio. Significa a faculdade de "bem julgar". Tem relação com o raciocínio discursivo. É conhecimento natural enquanto oposto ao conhecimento revelado, objeto da fé. Conceito de razão
  • 22. Conhece-te a ti mesmo Oráculo de Delfos
  • 23. Como conhecer a si mesmo
  • 24. “Tenha coragem de ser um homem, não queira ser um deus” “Conhece-te a ti mesmo” “Conheça os seus limites” “Nada em demasia”
  • 25. “Quanto mais o homem conhece a realidade e o mundo, tanto mais se conhece a si mesmo na sua unicidade, ao mesmo tempo que nele se torna cada vez mais premente a questão do sentido das coisas e da sua própria existência”. (Fides et Ratio, pág. 1). Conhecer a si mesmo
  • 26.  Quem sou eu?  De onde venho e para onde vou?  Porque existe o mal?  O que é que existirá depois desta vida? As grandes questões
  • 27. “As respostas de tais perguntas depende efetivamente a orientação que se imprime à existência. Neste sentido a Igreja se faz peregrina pelas estradas do mundo, para anunciar que Jesus Cristo é "o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6)”. (Fides et Ratio, pág. 2). A grande resposta
  • 28. Quem sou eu De onde eu vim Para onde eu vou
  • 29. Uma das teorias de um universo possível afirma que ele existe há 15 bilhões de anos Marcelo Blazer
  • 31. A ciência calcula que o nosso universo deve existir por volta de 200 bilhões de galáxias
  • 32. Uma dessas galáxias é a nossa, qual seu
  • 34. Uma dessas estrelas chamada de anã, de quinta grandeza é a nossa, qual é
  • 35.
  • 36. Em torno do sistema solar gira outros 8 planetas, qual é o nosso
  • 37.
  • 38. O que é a terra
  • 39. 30 bilhões de espécies 3 bilhões diferentes 30 milhões catalogadas Qual dessas espécies é a nossa?
  • 41.
  • 42. Um deles é você
  • 43. Eu sou um deles.
  • 44. Quem sou eu para me achar melhor do que o outro?
  • 45. Quem sou eu para achar que minha origem melhor que a do outro?
  • 46. Quem sou eu para achar que a cor da minha pele é melhor que a do outro?
  • 47. Quem sou eu para me achar que minha opção sexual é melhor que a do outro?
  • 48. Quem sou eu para me achar que minha religião é melhor que a do outro?
  • 49. A busca pelo sentido da vida
  • 50. As diversas disciplinas  Segundo a encíclica, duas são as disciplinas que mais contribuem para promoção do conhecimento, a saber, a Filosofia e a Teologia. “De entre eles sobressai a filosofia, cujo contributo específico é colocar a questão do sentido da vida e esboçar a resposta: constitui, pois, uma das tarefas mais nobres da humanidade”. Pág. 2.
  • 51. Possibilidade ou impossibilidade Possibilidade ou impossibilidade de conciliar razão e fé:  Os que julgavam fé e razão irreconciliáveis e a fé superior à razão (diziam eles: “Creio por que é absurdo”.).  Os que julgavam fé e razão conciliáveis, mas subordinavam a razão à fé (diziam eles: “Creio para compreender”.).  Os que julgavam razão e fé inconciliáveis, mas afirmavam que cada uma delas tem seu campo próprio de conhecimento e não devem misturar-se (a razão se refere a tudo o que concerne à vida temporal dos homens e do mundo; a fé, a tudo o que se refere à salvação da alma e à vida eterna futura).
  • 52. O percurso do tema  Ao longo da história da humanidade o tema fé e razão foi debatido sobretudo no cristianismo e filosofia.  Na antiguidade clássica grega prevalecia a filosofia e o pensamento, calcado na razão e a busca do arché (princípio ordenador do universo);  Na Idade Média prevaleceu a teologia, que é a fé na revelação. A filosofia foi considerada a “serva da teologia”, sobretudo nos grandes expoentes como Agostinho (fé>razão) da Patrística e Tomás de Aquino (fé=razão) da Escolástica, esses buscaram encontrar uma síntese
  • 53. O percurso do tema  No final da Idade Média, este equilíbrio se rompe e a filosofia torna-se independente da fé e da revelação. É o aparecimento do iluminismo, em que tudo deveria ser explicado à luz da razão. É nessa época que surgem as ciências e o método teórico-experimental, depois utilizado pela Igreja em seu método de hermenêutica bíblica (histórico-crítico);  Na modernidade Pascal, mesmo sendo homem de ciência, se rebelara contra a autonomia da ciência. Para ele, embora a ciência tenha um poder extraordinário, ela não é capaz de explicar a origem do Universo
  • 54. O percurso do tema  Na contemporaneidade temos pensadores como Hume, Kant e os filósofos morais estabelecendo novos princípios a partir de suas críticas duras a modernidade e a estruturação de uma moral ainda determinada;  Na pós-contemporaneidade temos a desvalorização de todos os valores e pensadores como Nietzsche, Deleuze, Guatarri e Espinosa apresenta uma nova forma de se pensar o homem (“o que pode um corpo?” ) rompendo com tudo o que é bem e mal, estruturando uma
  • 55. Imanência e Transcendência Somos imanência, estamos em um mesmo plano de conhecimento, relacionamento a partir dos bons encontros, podemos fazer a diferença mesmo com toda a nossa limitação e nossas imperfeições, através da nossa presença no mundo.  Na concepção cristã de pessoa, há a abertura para a transcendência, o imanente que se religa, se relaciona e encontra com o Transcendente, só é possível encontrar o Transcendente (EU-TOTALMENTE-OUTRO), encontrando a si mesmo (EU-EU) e se relacionamento com o outro (EU-
  • 56. eu com eu eu com outro eu com Outro
  • 57. Espiritualidade do alto e de baixo A espiritualidade do alto está baseada nos princípios morais, éticos, baseado em nossa doutrina e nossos dogmas, calcado nas 613 prescrições do antigo testamento, nos 10 mandamentos da Igreja e em todas as regras do catecismo e do nosso direito canônico;  A espiritualidade debaixo está baseada em 2 só mandamentos, amar a Deus e ao próximo, está baseada na lei de ouro reformulada por Jesus (faça aos outros o que você gostaria que fosse feito com você) e, sobretudo nas obras de misericórdia físicas e espirituais, as quais
  • 59. O que Deus fazia antes de criar o mundo? Ele amava. Porque Deus criou o mundo? Para compartilhar sua plenitude.
  • 60. Realmente existe vida após a morte? A esperança cristã é a esperança da salvação, esperança é a confiança que algo pode ou se realizar, em Cristo porém é certeza, Ele
  • 61. O que consiste a verdadeira revolução cristã? Deixar de viver para si próprio e ir ao encontro a um dos mais pequeninos.
  • 62. De quem é a responsabilidade dos refugiados? De todos.
  • 63. O que é preciso para conhecer Jesus? Encontrar o Senhor no silêncio da oração. Reconhecer-se pecador.
  • 64. Porque não consigo perceber a presença de Deus em minha vida? Queremos fazer por nós mesmos; Adoramos falsos ídolos; Deus como refúgio
  • 65. Quais são as escravidões modernas? Tráfico de seres humanos; Tráfico de órgãos; Trabalho forçado; Prostituição; A fuga de si mesmo.
  • 66. Onde está Deus? Onde está Deus, se no mundo existe o mal, se há pessoas famintas, sedentas, sem terra, sem casa, sem abrigo, deslocadas, refugiadas? Onde está Deus, quando morrem pessoas inocentes por causa da violência, do terrorismo, das guerras? Onde está Deus, quando doenças cruéis rompem laços de vida e de afeto? Ou quando as crianças são exploradas, humilhadas, e sofrem – também elas – por causa
  • 67. Deus está neles, Jesus está neles, sofre neles, profundamente identificado com cada
  • 68. Relembremos as 14 obras de misericórdia: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, visitar os enfermos; visitar os presos; enterrar os mortos; dar bons conselhos, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os tristes, perdoar as injúrias, suportar com paciência as fraquezas do nosso próximo, rezar a Deus por vivos e
  • 69. “Somos chamados a servir Jesus crucificado em cada pessoa marginalizada, a tocar a sua carne bendita em quem é excluído, tem fome, tem sede, está nu, preso, doente, desempregado, é perseguido, refugiado, migrante. Naquela carne bendita, encontramos o nosso Deus; naquela carne bendita, tocamos o Senhor”.