UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU
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EDUCAÇÃO
RELAÇÃO ENTRE FILOSOFI...
1. INTRODUÇÃO
O estudo do liberalismo clássico é ponto de partida para podermos entender
como funciona nossa atual forma d...
2 O NASCIMENTO DA POLÍTICA
2.1 A Gênese Helênica
Política é uma palavra de etimologia grega – Ta politika, vinda de pólis ...
primeiros filósofos, chamados pré-socráticos, foram administradores e legisladores
em suas pólis. No decorrer da história,...
3 O LIBERALISMO
3.1 A Teoria Liberal e a Queda do Antigo Regime
Desde o século XVI até a consolidação do liberalismo, em 1...
felicidade. O filósofo francês Montesquieu propôs a descentralização política em três
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4. CONCLUSÃO
Frente ao exposto no desenvolvimento, nota-se que o liberalismo foi o divisor
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5. REFERÊNCIAS
Jobson de A. Arruda, José; Alves da Silva, Francisco; De Moura
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Relação entre filosofia e democracia

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Trabalho sobre a relação entre filosofia e democracia, desenvolvido para a matéria de Filosofia do curso de Jornalismo da Universidade São Judas Tadeu.

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Relação entre filosofia e democracia

  1. 1. UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU FACULDADE DE LACCE – LETRAS, ARTES, COMUNICAÇÃO E CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO RELAÇÃO ENTRE FILOSOFIA E DEMOCRACIA AUTOR LEANDRO YOSHIO KADOTA (201207614) SÃO PAULO 2012
  2. 2. 1. INTRODUÇÃO O estudo do liberalismo clássico é ponto de partida para podermos entender como funciona nossa atual forma de governo, tanto no âmbito político quanto no econômico. Além desse ponto, o estudo da filosofia liberal nos permite identificar a origem de nossas estruturas sociais e o momento histórico em que vivemos. Para estudarmos o liberalismo, procuramos identificar como esse conjunto de ideias se estruturou à luz da filosofia e do seu momento histórico. Inicialmente é importante entender a base, a origem da palavra Política e o que ela representou em principio. Só então passamos ao estudo das ideias iluministas. Desejamos uma boa leitura.
  3. 3. 2 O NASCIMENTO DA POLÍTICA 2.1 A Gênese Helênica Política é uma palavra de etimologia grega – Ta politika, vinda de pólis – e significa a arte ou ciência de governar (Dicionário Houaiss). Na Grécia Antiga, ta politika designava os negócios públicos dirigidos pelos polítikós, cidadãos gregos que tratavam dos costumes, leis, administração dos serviços públicos e das atividades econômicas da cidade. Outra civilização da Antiguidade Clássica que organizou sua sociedade ao redor da prática política foi a romana. Para os romanos, ta politika grega ganhou um correspondente latino: Res publica, que significa coisa pública, ou seja, os negócios públicos dirigidos pelos patrícios ou cidadãos livres, os chamados populus romanus. A política, não foi criada para defender a idealização de uma sociedade sem classes, justa e feliz; mas para oferecer soluções aos conflitos e contradições, negando a resignação à vontade dos deuses e buscando, por conseguinte, a racionalização na adequação às mudanças constantes. 2.2 A Filosofia e a Política No século V A.C, os sofistas atenienses utilizavam a retórica e a eloquência para construir discursos persuasivos, a fim de alcançar o poder pela atração de votos e aprovação de leis. Além de utilizar esta arte para a consecução de interesses próprios, também ensinavam a quem aspirava aos cargos públicos, serviço este remunerado. No entanto, manipulavam teses de acordo com seus objetivos, o que tornava os cidadãos vulneráveis aos seus textos demagógicos. Sócrates, diferentemente dos sofistas, defendia uma filosofia compromissada com a verdade e a reflexão, qualidades que orientam o indivíduo a buscar o autoconhecimento. O pensamento racional, proposto por este filósofo, aprimora a sociedade como um todo, promovendo a instalação de um regime democrático que discute suas ideias em detrimento da aceitação sistemática. Logo, a filosofia não surge através de teses puras, mas evolui por meio do debate racional. Dessa forma, constata-se que política e filosofia nasceram no mesmo berço, muitos dos
  4. 4. primeiros filósofos, chamados pré-socráticos, foram administradores e legisladores em suas pólis. No decorrer da história, a filosofia sempre influenciou a política, elaborando teorias coerentes com a finalidade de suprir as necessidades criadas pelas mudanças sociais.
  5. 5. 3 O LIBERALISMO 3.1 A Teoria Liberal e a Queda do Antigo Regime Desde o século XVI até a consolidação do liberalismo, em 1789 com a Revolução Francesa, os monarcas mantiveram sua soberania apoiados na teoria do direito divino, pela qual os reis eram escolhidos por Deus para governar na Terra. Dessa forma, a autoridade real tornou-se a fonte suprema dos poderes do Estado; em nome do soberano, o poder era exercido pelos diversos membros da nobreza: nas finanças, na elaboração das leis, nos tribunais de justiça, no exército, etc. Com a eclosão das Revoluções Liberais, no século XVIII, os burgueses, esclarecidos sob o prisma do pensamento iluminista, tomaram consciência de que estavam à frente do Terceiro Estado – formado por aqueles que não pertenciam à nobreza ou ao clero - e, como detinham a força de transformação naquele momento, pois geravam a riqueza que sustentava a aristocracia parasitária, passaram a reivindicar maior participação política e liberdade econômica. A Era das Revoluções, nome dado pelo historiador Eric J. Hobsbawm ao período compreendido entre os anos de 1789 e 1848, assistiu à substituição das bases absolutistas pelas fundações da economia liberal, consequência da consolidação da Revolução Industrial e concretização do sistema capitalista. As propostas liberais, juntamente com as revoluções burguesas, exaltaram a liberdade do homem e implicaram a separação entre público (política) e privado (atividades particulares/econômicas); além da criação de assembleias representativas; estas, cada vez mais fortalecidas pelos estratos aos quais dava voz ativa nas decisões políticas. 3.2 A Filosofia Iluminista e o ideal liberal A filosofia iluminista, centrada no ideal de liberdade, visava a reformar as instituições políticas, sociais e econômicas para levar a sociedade humana à
  6. 6. felicidade. O filósofo francês Montesquieu propôs a descentralização política em três instâncias independentes e equilibradas: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Jonh Locke, um dos teóricos da corrente filosófica liberal, afirmou que a propriedade privada teria origem divina, uma vez que Deus expulsou Adão e Eva do paraíso e condicionou a sobrevivência à prática do trabalho. Convenientemente, questionou a teoria do direito divino, pregando que uma vida virtuosa bastaria para cumprir os desígnios celestiais. Os iluministas preconizavam que o governo deveria ser exercido por aqueles que usavam o pensamento racional aliado ao conhecimento. Afirmavam que os homens possuem direitos naturais e que as relações sociais deveriam ser reguladas por normas de caráter idêntico. Uma das principais contribuições que a filosofia iluminista legou à democracia se deu na reflexão a respeito da igualdade que todos os membros do corpo social devem ter perante a lei. Por se tratar de um direito natural dos homens, já que todos nascem livres e iguais entre si, a lei não deveria privilegiar alguns em detrimento de outros. Além disso, Jean-Jaques Rousseau discute em Contrato Social Além dessa igualdade entre os homens, uma segunda ideia propõe o bem comum, que é a organização social baseada na garantia da propriedade e na liberdade do indivíduo que busca por seus interesses.
  7. 7. 4. CONCLUSÃO Frente ao exposto no desenvolvimento, nota-se que o liberalismo foi o divisor de águas do século XVIII. A classe burguesa, iluminada pela Ilustração, desenvolveu senso crítico e entendeu sua importância política frente a monarquia e a aristocracia. Dessa forma, a política liberal respaldou com maestria os anseios dessa classe ascendente e marcou o ponto de partida para o surgimento de uma nova sociedade econômica: a sociedade capitalista. Entretanto, o modelo econômico e social capitalista não encontrava bases para se instituir no Antigo Regime. Para que isso acontecesse era necessária a libertação dos indivíduos dos laços religiosos, a implementação de um Estado que interferisse minimamente nas leis naturais de oferta e procura e, principalmente, protegesse a propriedade privada por leis. A teoria clássica liberal ainda ecoa nos dias contemporâneos, não puramente como outrora, mas de forma modificada. O Neoliberalismo, inaugurado pelo economista e filósofo inglês John Maynard Keynes (1883-1946), rechaça a ideia do laissez-feire (livre funcionamento do mercado) liberal e institui o chamado Welfare State, ou Estado de bem estar social, definido como estado administrativo, que assegure a eficácia dos direitos sociais, oferecendo de forma efetiva e democrática serviços como previdência, educação e saúde. Dessa forma observamos que, tanto para o Liberalismo quanto para o Neoliberalismo, a filosofia teve importância na criação das teorias que validaram, instituíram e modificaram o capitalismo e a forma de democracia, inicialmente com as ideias de Thomas Hobbes, depois com as teorias lockianas sobre propriedade privada, Estado de natureza e, finalmente, com as ideias de Keynes. Ademais, a filosofia mostra-se um importante instrumento dentro da pratica política democrática, seja pelos filósofos clássicos ou pelos iluministas, pois ela preza pelo poder que emana do povo.
  8. 8. 5. REFERÊNCIAS Jobson de A. Arruda, José; Alves da Silva, Francisco; De Moura Ramos, Ciro; Turin, Eva. Curso e Colégio Objetivo - História Geral. São Paulo: Editora CERED, Ano N/C.

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