2-Treinamento Moenda

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Treinamento elaborado e ministrado por mim em duas usinas do grupo Alvorada do Bebdouro/ Alvorada do Oeste.

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2-Treinamento Moenda

  1. 1. Análise do Setor RecepçãoA análise realizada nesse setor se resume ao controle da alcalinidade (pH) daágua utilizada para lavar a cana. A água de lavagem retira em torno de 1% a2% de sacarose da cana entrada.
  2. 2. DEFINIÇÕESpH: indica a quantidade de leite de cal a ser aplicada na água corrigindo o pHque deve estar entre 10 - 11,5. pH baixo propicia o aumento de infecção einversão na cana e pH alto indica o excesso de cal (desperdício) prejudicandoo processo e os equipamentos. No controle de adição de cal utiliza-se umaerômetro de graus Baumé.
  3. 3. Análise do Setor Moenda (Esteira de Borracha)Nesse setor é coletada uma amostra da cana picada para se determinar o brix%CE, o pH, PBU e leitura sacarimétrica. Através desses resultados, são calculadosa Fibra % CA, o brix % CA, POL% CA, Pureza% CA e ART% CA.
  4. 4. DEFINIÇÕESAmostra da cana picada na esteira de borracha:Brix % CE: indica a porcentagem, em peso, de sólidos dissolvidos no caldo. Seu valor ficaentre 14 - 20° Brix.pH: analisa a acidez da cana. Uma cana muito ácida indica, dentre alguns problemas,o graualto de infecção sendo necessário o uso de antibióticos.O ideal fica entre 5,2 e 5,5.Teor de Sacarose (leitura sacarimétrica): determina o teor de sacarose no caldo extraído.Esse valor obtido é utilizado no cálculo da Pol % CE (caldo extraído), que por sua vez entra nocálculo do ART % Cana Desfibrada, Brix Cana Desfibrada e Pol Cana Desfibrada. Seu valorfica entre 50 - 75.PBU (peso do bolo úmido): é determinado para calcular , pelo método CONSECANA, aFibra%Cana que por sua vez entra no cálculo do ART % Cana Desfibrada, Brix %CA(CanaDesfibrada) e Pol % CA (Cana Desfibrada). Seu peso fica entre 150 - 180 gramas.
  5. 5. Ternos da MoendaSão analisados os caldos extraído no primeiro, segundo e sexto ternos damoenda (brix%CE, leitura sacarimétrica, acidez, pH e AR%CE). É coletadaamostra do bagaço na saída do sexto terno para se determinar a umidade e aleitura sacarimétrica (pol).
  6. 6. Embebição de ÁguaNo bagaço resultante da primeira prensagem é adicionado água quente (50-65°C)(m³/hr ou 30%) para que se obtenha a segunda extração. A embebição écontrolada através do “pol” do bagaço. Se a pol estiver alta deve-se aumentara embebição. Ela é feita de forma inversa ao fluxo da cana desfibrada, ou seja,a embebição é feita do 5° para o 4°, para o 3° e para o 2°.
  7. 7. Caldo extraído no primeiro, segundo e sexto terno da moenda:pH: indica a acidez da cana.Uma cana muito ácida propicia um ambiente melhorpara o desenvolvimento de bactérias. O ideal fica entre 5,2 - 5,5.Acidez : é a quantidade, em gramas, de ácidos totais dissolvidos. A sacarose, sobcondições ácidas ou ação de enzimas (invertase), desdobra-se em duas moléculasde monossacarídeos (glicose e frutose ,açúcares estes que não cristalizam)diminuindo o teor de sacarose. A destruição de sacarose e açúcares redutores emmeio ácido, resultam em perdas indeterminadas, aumentando a intensidade da cordo caldo. Seu valor ideal não pode ultrapassar 1,0.
  8. 8. Brix %CE: indica a porcentagem, em peso, de sólidos dissolvidos no caldo. Seuvalor fica entre 15 - 22° Brix no 1° terno, 10-15 no 2° terno e 2- 5 no 6° terno (últimoterno).Teor de Sacarose (leitura sacarimétrica): determina o teor de sacarose no caldoextraído. Esse valor obtido é utilizado no cálculo da Pol % CE (caldo extraído), quepor sua vez entra no cálculo do ART % Cana Desfibrada, Brix %Cana Desfibrada ePol %Cana Desfibrada. Seu valor fica entre 55 - 80.
  9. 9. 6° Terno e BagaçoTerno onde é feita a última extração de caldo resultando no sub-produto(bagaço) utilizado como combustível na caldeira para obtenção de vapor.
  10. 10. Amostra do bagaço do sexto terno:Umidade: utilizada para determinar a embebição do bagaço para retirada do caldoe prévio envio para caldeira. Bagaço com umidade alta prejudica a queima. Aumidade ideal fica entre 48% - 52%. ( Umidade baixa indica baixa extração desacarose e falha na embebição)Teor de Sacarose (leitura sacarimétrica): determina o teor de sacarose no caldoextraído. Esse valor é necessário para calcular Pol % CE. Esse valor obtido indica sea extração de caldo do da cana foi satisfatória. Seu valor fica entre 1,0 – 4,0 sendoo teor mais baixo melhor .
  11. 11. Dosagem de BactericidaAlém da limpeza com água quente, é também aplicado bactericida (Quaternáriode Amônio), 3 vezes por turno sendo 2,5 litros a cada dosagem no tanque deembebição número 4 e na esteira de borracha.
  12. 12. Controle das BactériasA proliferação de bactérias aumenta a acidez no caldo, aumentando a inversãodo açúcar que irá gerar uma cor escura no caldo. A proliferação de bactériasatrapalha diretamente a fermentação alcoólica devido a disputa com a levedurano metabolismo do açúcar ou monossacarídeos (glicose e frutose).
  13. 13. CH2 CH2 CH2 CH2 CH2 CH2 CH2H O H O O H O O H O H H H H H H H H H H H H H H H H OH OH OH OH OH OH H H O H H O H HOH O OH OH O OH OH O OH OH O H OH H OH H OH H OH H OH H OH H HO CH2 CH2 H O H H O H H H OH H OH H OH O OH O H OH H OH Cadeia de dextrana com ramificação na posição  (1,3) (Vieira, 2003)LeuconostocDextranaA dextrana é uma bactéria do gênero Leuconostoc e tem origem em canasvelhas ou armazenadas por um longo período. Sua formação implicaaglomerados gelatinosos conhecidos como “canjica”. Assim, os problemasque podem ser causados pela dextrana, incluem desde o entupimento deequipamentos até, no caso do açúcar, a não cristalização.
  14. 14. CÁLCULOS UTILIZADOS (CONSECANA)Pol % CE: é a porcentagem, em peso, de sacarose aparente.(0,2605 - 0,0009882 x Brix % CE ) x (Leitura Sacarimétrica)Fibra % CA: reflete na eficiência da extração da moenda, ou seja, quanto mais altaa fibra da cana, menor será a eficiência de extração. Por outro lado, é necessárioconsiderar que variedades de cana com baixos teores de fibra são mais susceptíveisa danos mecânicos ocasionados no corte e transporte, o que favorece acontaminação e as perdas na indústria. Seu valor ideal fica entre 11 - 15 % .(0,08 x PBU + 0,876)Brix% CA: indica a porcentagem, em peso, de sólidos dissolvidos na canaBrix%CE x (1 – 0,01 x Fibra) x (1,0313 – 0,00575 x Fibra)Pol da cana (Pol % CA): é a porcentagem, em peso, de sacarose aparenteencontrada na cana (13 - 15 %) (3,5 % mx de diferença do PCTS).Pol % CE x (1 – 0,01 x Fibra % CA) x (1,0313 – 0,00575 x Fibra)
  15. 15. Pureza % CA – porcentagem de sacarose encontrada no brix, isto é, porcentagemde sacarose existente nos sólidos totais dissolvidos. Seu valor ideal deve ser > 88%.(Pol % CA / Brix% CA) x 100FC: fator de correção do cálculo1,0313 – (0,00575 x Fibra)AR: açúcar, não sacarose, existente no caldo que tem a propriedade de reduzir ocobre.Além da quantidade normal existente, eles se formam no curso da fabricaçãopelo desdobramento da molécula de sacarose.Seu teor ideal deve ficar abaixo de0,8% (glicose e frutose).(3,641 – 0,0343 x Pureza % CE) x (1 – 0,01 x Fibra) x (FC)
  16. 16. ART % CA: açúcares redutores totais utilizados nos cálculos de eficiência.(Pol %CA/0,95)+ ARATR: açúcares totais recuperáveis utilizado no pagamento de cana do fornecedor.Seu teor varia de 13 a 17,5 %, podendo ter teores maiores dependendo do cultivo.(9,5263 x Pol % CA) + (9,05 x AR)Onde:PC = pol % cana, que determina a quantidade de sacarose aparente na cana-de-açúcar;AR = açúcares redutores, que determina a quantidade conjunta de frutose e glicosecontidas na cana-de-açúcar;1,05263 = coeficiente estequiométrico para conversão sacarose/AR.9,05 = coeficiente re recuperação, para uma perda industrial de 9,5 %
  17. 17. Curso: LaboratórioRealizado por :Leandro Aparecido Cândido

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