LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo A LEI, O SÁBADO E O DOMINGO                        Leandro Bertoldo
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LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo                                     SumárioDados BiográficosPrefácioChave de A...
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LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingopúblico em geral, os inimigos da santa lei de Deus atacam o sábado bíblico sem ...
LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingoharmonia com o exato e perfeito conteúdo axiológico da Palavra de Deus. Seusarg...
LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingode palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas” (I...
LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo        Diante das artimanhas dos inimigos do “sábado do Senhor” e da ausência ...
LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingoensine, e que a Bíblia Sagrada seja a nossa única regra de fé, bem como intérpr...
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LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingopecados, está assentado para sempre à destra de Deus. Porque com uma só oblação...
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LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o DomingoHebreus 7:11-12 – “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico ...
LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o DomingoHebreus 10:1-4 – “Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem...
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LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo       O apóstolo Paulo ensina explicitamente que Cristo cravou na cruz a “cédu...
LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o DomingoHebreus 9:1 – “Ora também o primeiro tinha ordenanças de culto divino, e umsant...
LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingoconcerto tinha “ordenanças”, “culto divino” e “santuário terrestre” (Hebreus 9:...
LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingona abolição do pecado; 2ª) Paulo estaria entrando em contradição, especialmente...
LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingoatrocidades e, posteriormente, ofereciam sacrifícios de animais visando alcança...
A lei, o Sábado e o Domingo
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Autor: Leandro Bertoldo. Para mais obras acesse o blog: http://pesquisasbiblicas.blogspot.com

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  1. 1. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo A LEI, O SÁBADO E O DOMINGO Leandro Bertoldo
  2. 2. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo Dedico este livro ao grande amigo, orientador, conselheiro e professor Pedro B’ärg
  3. 3. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo “O povo de Deus tem uma obra especial a fazer em reparar asbrechas feitas em Sua lei; e quanto mais nos aproximamos do fim, tanto mais urgentese torna essa obra. Todos quantos amam a Deus mostrarão que Lhe trazem o sinalpela guarda de Seus mandamentos” (II TS, 503) Ellen Gould White Escritora, conferencista, conselheira, e educadora norte-americana. (1827-1915)
  4. 4. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo “E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os,porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará. Mas, se é de Deus, nãopodereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendocontra Deus” (Atos 5:38-39). Gamaliel Doutor da Lei Conselheiro do Sinédrio Judaico Mestre do apóstolo Paulo de Tarso (Século I)
  5. 5. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo SumárioDados BiográficosPrefácioChave de AbreviaturasIntrodução 1. Introdução 2. Interpretações contraditórias 3. A falta de mandamento bíblico 4. A melhor defesa é o ataque 5. A filosofia do domingo 6. Considerações finaisCapítulo 1 Os Dois Concertos 1.1 Introdução 1.2 A abolição do Antigo Concerto 1.3 A instauração do Novo Concerto 1.4 A mudança da lei 1.5 As leis que foram mudadas 1.6 Considerações finaisCapítulo 2 A Lei e o Novo Concerto 2.1 Introdução 2.2 O vigor da lei de Deus 2.3 A lei e as transgressões 2.4 Exemplos bíblicos 2.4 As duas leis em levítico 2.5 As duas leis em Isaías 2.6 Considerações finaisCapítulo 3 As Ordenanças Cravadas na Cruz 3.1 Introdução 3.2 Ordenanças cravadas na cruz 3.3 Uma lei que consistia em ordenanças 3.4 Ordenanças que nos era contrária 3.5 Ineficácia das ordenanças 3.6 Considerações finaisCapítulo 4 Um Sábado Cravado na Cruz 4.1 Introdução 4.2 Comer e beber 4.3 Espécies de sábados 4.4 Os sábados e as sombras 4.5 Os sábados cerimoniais 4.6 Sombras das coisas futuras 4.7 O sábado e a sombra
  6. 6. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo 4.8 Os cerimoniais de holocaustos 4.9 Quem Paulo tinha em mente 4.10 Considerações finaisCapítulo 5 Questões Sobre o Sábado 5.1 Introdução 5.2 A origem do sábado 5.3 O sétimo dia 5.4 O sábado abominado 5.5 Oséias e o sábado 5.6 O sábado esquecido 5.7 A distinção entre lei moral e cerimonial 5.8 A classificação de conceitos 5.9 Considerações finaisCapítulo 6 A Lei em Gálatas 6.1 Introdução 6.2 A lei que nos serviu de “aio” 6.3 Remindo os que estavam debaixo da lei 6.4 O rudimento fraco e pobre 6.5 Alegoria dos dois concertos 6.6 Separados de Cristo 6.7 Considerações finaisCapítulo 7 Paulo e a Lei 7.1 Introdução 7.2 Uma glória transitória 7.3 Colossenses e o sábado 7.4 Indiferenças entre os dias 7.5 Um mandamento “ab-rogado” 7.6 O Santuário e os Dez Mandamentos 7.7 Todo o conselho de Deus 7.8 Considerações finaisCapítulo 8 Controvérsias Sobre o Sábado 8.1 Introdução 8.2 O sábado e as espigas 8.3 Davi e os pães da proposição 8.4 O sábado e os sacerdotes no templo 8.5 É lícito fazer bem nos sábados 8.6 O Senhor do sábado 8.7 Considerações finaisCapítulo 9 Jesus e o Sábado 9.1 Introdução 9.2 O paralítico e a cama 9.3 O sábado e a cura 9.4 O Pai trabalha até agora
  7. 7. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo 9.5 O sábado e a circuncisão 9.6 Seria Jesus um pecador 9.7 Considerações finaisCapítulo 10 Os Cristãos e o Sábado 10.1 Introdução 10.2 Jesus guardou o dia do sábado 10.3 Fuga de Jerusalém 10.4 As discípulas guardaram o sábado 10.5 Paulo guardava o sábado com os judeus 10.6 Paulo ensinava os gentios no sábado 10.7 Paulo disputava nos sábados 10.8 Paulo guardou o sábado com os gentios 10.9 Considerações finaisCapítulo 11 Jesus e a Lei 11.1 Introdução 11.2 Jesus não revogou a lei 11.3 Jesus veio para cumprir as profecias 11.4 O sábado e o sétimo dia da semana 11.5 O sábado perdido no tempo 11.6 O sábado e a expressão “para sempre” 11.7 Os cerimoniais e a expressão “para sempre” 11.8 Considerações finaisCapítulo 12 O Primeiro Dia da Semana 12.1 Introdução 12.2 A ressurreição de Jesus 12.3 As portas cerradas no primeiro dia da semana 12.4 Os cristãos de Troas e o primeiro dia da semana 12.4.1 Os cristãos de Troas e o partir o pão 12.4.2 Os cristãos de Troas e o culto religioso 12.5 O caso da coleta para os santos 12.6 Considerações finaisCapítulo 13 A Bíblia e o Domingo 13.1 Introdução 13.2 Santidade de todos os dias 13.3 A observância de todos os dias 13.4 O dia de Pentecostes 13.5 O Concílio de Jerusalém 13.5.1 A falta de citação dos mandamentos 13.6 O “dia do Senhor” bíblico 13.7 Considerações finaisCapítulo 14 A Bíblia e o Dia do Senhor 14.1 Introdução 14.2 “Kyriaké hémerà” e o sábado
  8. 8. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo 14.3 Transposição literária 14.4 O “dia do Senhor” na escatologia 14.5 Qual dia da semana é o “kyriaké hémerà” 14.6 “Kyriaké hémerà” e o domingo 14.7 Dia do Senhor e os Pais da Igreja 14.8 O vocábulo latino 14.9 A Vulgata Latina de Jerônimo 14.10 Considerações finaisCapítulo 15 O Domingo e os Pais da Igreja 15.1 Introdução 15.2 Rancores contra os judeus 15.3 Justino e Inácio 15.4 Testemunho de Justino 15.5 Constantino entra em cena 15.6 Considerações finaisCapítulo 16 A Imposição do Domingo 16.1 Introdução 16.2 Decreto dominical de Constantino 16.3 Os camponeses 16.4 A transferência do sábado 16.5 Concílio de Laodicéia 16.6 Carta do Papa Gregório I 16.7 Considerações finaisEpílogoBibliografiaEndereços
  9. 9. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo Dados Biográficos “Enquanto nos contentarmos com um conhecimento limitado, não estaremoshabilitados a obter mais claras visões da verdade. Aquele que prega a palavra da vida precisa dedicar tempo aoestudo da Bíblia, e ao exame do próprio coração”. Ellen Gould White (OE, 251). Leandro Bertoldo é natural do Estado de São Paulo, nascido na cidade de SãoPaulo, em 1959. Foi o primeiro dos dois filhos do casal José Bertoldo Sobrinho e AnitaLeandro Bezerra. Casado com Daisy Menezes Bertoldo. Tem uma filha de nome BeatrizMaciel Bertoldo. É dono dos queridinhos, lindinhos, fofinhos, docinhos e engraçadinhosda casa: Fofa, Pitucha, Calma e Mimo. O autor é escrevente, cientista, escritor, palestrante e professor. Seus livros sãoconhecidos em todo o Brasil e fora dele. Até o presente momento possui publicado vintee um livros direcionados para diversas áreas, como Física, Matemática, Química,Teologia e Poesia. No início da década de oitenta, quando ainda era graduando no curso deCiências Exatas e Tecnológicas, na Universidade de Mogi das Cruzes – UMC,desenvolveu muitas de suas principais teses científicas em Física, Matemática, Físico-Química e Linguística. Mais tarde, bacharelou-se em Direito pela mesma Universidade.Atualmente é funcionário do Poder Judiciário do Estado de São Paulo. Devido às intensas atividades evangelísticas da professora Célia Regina deSouza Xavier e dos cursos bíblicos ministrados por seu ilustre esposo Valdir GonçalvesXavier, Leandro converteu-se ao cristianismo em 23 de abril de 1986. Foi preparadopara o batismo pelo distinto professor Pedro B’ärg entre julho/1986 a setembro/1987.Foi batizado pelo dedicado e esforçado pastor Davi Marski em 26 de setembro de 1987. Incentivado pela professora Ozilda Pereira Moreira, Leandro tornou-se professorda Escola Sabatina e, por influência do diretor da Escola Sabatina, Antonio PradoJúnior, também se tornou professor da Classe Bíblica, a princípio supervisionado peloprofessor Pedro B’ärg. A seguir, sob orientação do diretor de Ação Missionária,Antenógenes Negrão, engajou-se nas atividades evangelísticas organizadas por suadenominação. Leandro realizou – junto com a sua namorada Daisy Menezes – durante três anosconsecutivos, trabalhos missionários no bairro da Vila Industrial, cidade de Mogi dasCruzes – SP., distribuindo folhetos de casa em casa e ministrando estudos bíblicos aosmais diversos interessados. Posteriormente, junto com o saudoso amigo Paulo César Mazanti (1967-2008)realizou, com excelente aproveitamento, durante dez anos ininterruptos, trabalhosevangelísticos em classes bíblicas, residências, igrejas e na Favela do Gica. No primeiro semestre de 1999, Leandro Bertoldo, Paulo Mazanti e Moacir dosPassos, atendendo à solicitação do amigo Edson Felix, realizaram aos domingos umasérie de conferências bíblicas na nova igreja de César de Souza, e que foi concluída comgrande sucesso.
  10. 10. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo Em 07 de fevereiro de 2004, Leandro e Paulo conceberam um modelo e estilopróprio de classe pós-batismal, a qual passaram a coordenar em conjunto. Atualmente,essa classe vem sendo dirigida por Leandro Bertoldo e Nilton Satio Murakami. Leandro também é Coordenador de Classes Bíblicas e tem recebido auxilio dosprofessores Cínthia Passos Assumpção Pedroso, Maurício Epiphânio, Maurício ShojiKimoto, Moacir dos Passos, Nilton Satio Murakami e Willians Roberto da Silva. Desde o seu batismo, Leandro tem assumindo cargos direcionados para diversasáreas. Foi Secretário do Ministério Pessoal, Tesoureiro, Professor da Escola Sabatina,Promotor de Literatura, Professor da Classe de Visitas, Ancião e Coordenador de ClasseBíblica. Atualmente vem coordenando as classes bíblicas da igreja onde congrega.
  11. 11. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo Prefácio “O sábado é sempre o sinal que distingue os obedientes dos desobedientes. Commagistral poder tem Satanás procurado tornar nulo e inútil o quarto mandamento, a fim de que o sinal de Deusseja perdido de vista. O mundo cristão tem calcado sob os pés o sábado do Senhor e observa o sábado instituídopelo inimigo. Deus, porém, tem um povo leal a Ele. Esta obra deve ser levada avante da maneira devida”. Ellen Gould White (CS,2352) A presente obra de conteúdo eminentemente “apologético” está alicerçada naprofunda experiência que o autor possui, há quatro lustros, como professor de estudosbíblicos. Apenas a título de esclarecimento, a “apologética” é um ramo da Teologia tempor objetivo a defesa da confissão de fé contra ataques desferidos por seus adversários. De maneira simples, didática e objetiva, o escritor faz uma veemente defesabíblica dos principais versículos que abordam o tema da “lei de Deus” e do “santosábado do Senhor”. Assuntos que são polêmicos no mundo cristão. Essas questões sãoassaz inquietantes para todos aqueles que estão considerando a observância do santosábado. “Muitos existem que jamais compreenderam as reivindicações do sábadobíblico e o falso fundamento sobre o qual repousa a instituição do domingo”. (II TS,318). Neste livro, o autor proporciona ao seu público ledor um estudo sistemático eprofundo sobre a extensão e a eficácia da lei e do sábado nos dias de hoje. Identificapelas Escrituras Sagradas qual é o verdadeiro “dia do Senhor”. Também demonstra,exclusivamente, pela Palavra de Deus qual é o dia sagrado de descanso e de cultoreligioso estabelecido pelo próprio Criador do Universo. Esta obra é indispensável parapesquisas e estudos bíblicos. Na elaboração deste livro, o autor procurou, na medida do possível, pautar-sepelo célebre argumento dialético conhecido pelo nome de "Navalha de Ockham",princípio de que diante de duas interpretações iguais, a mais simples é a correta. Didaticamente dividido em dezesseis capítulos, o livro trata sucintamente dosprincipais temas relacionados com a lei, o sábado e o domingo. Em linhas gerais, a obratrata da relação existente entre o decálogo com o Antigo e com o Novo Concerto;considera as espécies de ordenanças que foram cravadas na cruz; avalia algumaspassagens paulinas sobre a lei e que são de difícil interpretação; analisa algumasquestões que são levantadas contra o sábado; ajuíza a atitude de Jesus perante o sábado;também trata da guarda do sábado pelos primeiros cristãos; analisa as passagens bíblicasque, supostamente, estariam defendendo a guarda do domingo; realiza uma profundaanálise sobre o termo “kyriaké hémerà” e mostra a origem pagã do domingo. Sob a perspectiva das regras da Hermenêutica Sacra, cada capítulo desta obraproporciona ao leitor, com fundamento exclusivo nas Escrituras Sagradas, umaprofunda análise lógica dos versículos bíblicos apresentados. Tudo com o objetivo deesclarecer as principais controvérsias levantadas contra a santa lei de Deus e contra osábado bíblico.
  12. 12. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo Convém lembrar que todas as palavras em negrito apontadas nesta obra indicama ênfase dada pelo autor. Também esclarece que as repetições de alguns argumentos sãoinevitáveis, haja vista a sua ampla aplicação. Enfim, é o sincero desejo do escritor que muitas mentes sinceras eespiritualmente esclarecidas possam enxergar e sentir a pujança das verdades defendidasnas páginas desta singela obra.
  13. 13. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo Chave de AbreviaturasAA – Atos dos ApóstolosBS – Beneficência SocialCPPE – Conselhos, Professores, Pais e EstudantesCS – Conselhos Sobre SaúdeCS – Cristo em Seu SantuárioDTN – O Desejado de Todas as NaçõesE – EducaçãoEF – Eventos FinaisFEC – Fundamentos da Educação CristãFO – Fé e ObrasGC – O Grande ConflitoHR – História da RedençãoME – Mensagens Escolhidas (Vols. I-III)PP – Patriarca e ProfetasPR – Profetas e ReisOE – Obreiros EvangélicosRH – Review and HeraldRP – E Recebereis Poder – Meditação MatinalRR – Reavivamento e Seus ResultadosST – Signs of the TimesT – Testimonies (Vols. I-IX)TS – Testemunhos Seletos (Vols. I-III)VE – Vida e EnsinosVJ – Vida de Jesus
  14. 14. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo Introdução “Em cada cidade há agentes satânicos organizando, ativamente, em partidos os quese opõem à lei de Deus. Professos santos e descrentes confessos tomam posição ao lado desses partidos. Não é esteo tempo de o povo de Deus mostrar-se medroso. Não nos podemos permitir estar fora da guarda um só momento”. Ellen Gould White (VIII T, 42)1. Introdução Contrariando a clareza meridiana da Palavra de Deus, os antagonistas do sábado– “querendo ser doutores da lei, e não entendendo nem o que dizem nem o queafirmam” (I Timóteo 1:7) – através de intricados argumentos, completamente contráriosàs Escrituras Sagradas, procuram por todo tipo de suposições fantasiosas – abater osábado bíblico e defender a observância antibíblica do domingo pagão. Os adversários do sábado aproveitam maliciosamente o fato indiscutível de quenas epístolas do apóstolo Paulo e em muitas outras partes das Escrituras Sagradas “hápontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente asoutras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto deantemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamentearrebatados, e descaiais da vossa firmeza” (II Pedro 3:16-17). Esses “homens abomináveis” deliberadamente torcem o verdadeiro sentido daspalavras de Deus porque eles não encontram nas divinas Escrituras nenhum registro,mandamento, ordem ou qualquer respaldo bíblico ordenando ou insinuandoexplicitamente ou mesmo implicitamente a observância do domingo, o qual tem a suaorigem exclusivamente na tradição do paganismo romano do “dia do Sol”. Contra a clara letra da Bíblia Sagrada, os adversários da verdade envidam todosos esforças para colocar o domingo no lugar do santo sábado, o qual o Senhorestabeleceu por Sua soberana autoridade e vontade. Com essa atitude os inimigos dosábado trocam meia dúzia por nada ou seis por zero. “Pois mudaram a verdade de Deusem mentira” (Romanos 1:25). “Com os ensinadores protestantes há a mesma pretensão de autoridade divinapara a guarda do domingo, e a mesma falta de provas bíblicas”. (GC, 579). Osadversários do sábado claramente manipulam os versículos bíblicos, privilegiandopassagens obscuras e descontextualizada para confundir o público. A bem da verdade, o domingo é uma planta que não foi plantada por Deus emSua Igreja. Conforme Jesus Cristo afirmou: “toda a planta, que meu Pai celestial nãoplantou, será arrancada” (Mateus 15:13). Por essa razão os santos do Altíssimo sãoidentificados nas Escrituras Sagradas como sendo aqueles que “guardam osmandamentos de Deus e a fé de Jesus” (Apocalipse 14:12).2. Interpretações contraditórias Com o único propósito de tornar a sua teologia e os seus argumentos sobre atradição da guarda do domingo pagão mais favorável e plausível aos olhos dos fiéis e do
  15. 15. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingopúblico em geral, os inimigos da santa lei de Deus atacam o sábado bíblico sem nenhumcritério hermenêutico e de forma totalmente mal-intencionada. Os adversários do sábado costumam empregar todos os tipos de tolices quepossam imaginar, fantasiar ou inventar para contradizer os mais claros e lúcidos ensinossobre a lei e o sábado. Eles são especialistas em somar “dois mais dois” para chegar àconclusão irrefutável de que o resultado é cinco. São expertos em ignorar as mais clarasevidências bíblicas apresentadas sobre a validade da lei e do sábado. De forma inescrupulosa e inconsequente, os “indoutos e inconstantes”antagonistas das verdades bíblicas empregam contra o “santo sábado do Senhor” algunsargumentos que são totalmente risíveis, ridículos, falsos, contraditórios e até mesmoantibíblicos, os quais atentam seriamente contra a boa fé dos próprios adversários do“santo sábado do Senhor”. Note a seguir algumas das contradições existentes nas mais acariciadas pérolasdos adversários da santa lei de Deus: a) o argumento de que o Novo Testamento repetetodos os mandamentos do decálogo menos o sábado é falso, haja vista que omandamento do sábado é repetido no Novo Testamento em mais de sessenta passagens;b) o argumento de que o domingo é biblicamente o dia do Senhor é falso, sobretudoporque a Bíblia Sagrada afirma explicitamente que o sábado é o dia do Senhor; c) oargumento de que todos os dias são iguais contradiz o argumento de que os cristãosdevem guardar o domingo? d) o argumento de que Paulo ensinou que todos os dias sãoiguais é falso, simplesmente porque Paulo combateu os heréticos que pensavam dessemodo; e) o argumento de que Oséias profetizou a abolição do sábado é falso, haja vistaque o profeta anunciou que sábado cessaria apenas para os israelitas porque elescessariam de existir como nação; f) o argumento de que basta guardar um dia qualquerentre sete é falso, porque a Bíblia Sagrada estabelece que o sábado é o sétimo dia dasemana; g) o argumento ardiloso de que a lei e o sábado findaram com João Batistacontradiz o falso argumento de que a lei e o sábado foram cravados na cruz; h) oargumento que Jesus não guardava a lei do sábado contradiz o argumento de que Jesusveio para cumprir a lei; i) o argumento de que os Dez Mandamentos foram abolidos nacruz, contradiz o fato irrefutável de que Jesus e os apóstolos ensinaram por preceito eexemplo a observância dos Dez Mandamentos; j) o argumento de que o sábado é dojudeu é antibíblico, sobretudo porque as Escrituras Sagradas ensinam que o sábado é doSenhor; k) o argumento de que os gentios nada tinham com o sábado contradiz oregistro bíblico que obriga os gentios a guardarem o sábado; l) o argumento de que osábado perdeu-se no tempo é equivocado, especialmente porque os adversários dossábado sabem identificar qual dia da semana corresponde ao domingo; m) o argumentode que “kyriaké hémerà” refere-se ao domingo é falso pelos seguintes motivos:primeiro: “kyriaké hémerà” não indica nenhum dia específico da semana; segundo: asEscrituras jamais relacionaram “kyriaké hémerà” ao primeiro dia da semana; terceiro:os apóstolos jamais empregaram “kyriaké hémerà” quando se referiam ao primeiro diada semana; quarto: a palavra domingo é de origem latina, mas o Novo Testamento foiescrito em grego; quinto: as Escrituras Sagradas relacionam “kyriaké hémerà”exclusivamente ao sábado bíblico, jamais o relacionou ao domingo pagão. Apesar de todas essas discrepâncias, muitas outras tolices irrefletidas como essassão veementes defendidas pelos adversários do “santo sábado do Senhor”.3. A falta de mandamento bíblico A verdade cristalina é que as suposições dos inimigos da lei de Deus contra o“santo sábado do Senhor” são extremamente fantasiosas porque não estão em real
  16. 16. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingoharmonia com o exato e perfeito conteúdo axiológico da Palavra de Deus. Seusargumentos contra o “sábado do Senhor” são insatisfatórios porque distorcem overdadeiro sentido da mensagem bíblica. Suas interpretações sobre o domingo pagãoestão totalmente alienadas da realidade e do universo das divinas Escrituras. Seusensinos desprezam o contexto imediato e mediato do texto bíblico. Sua hermenêuticaabandona os mais elementares princípios bíblicos, os quais contradizem abertamente osseus argumentos capciosos. A verdade pura e cristalina é que o sábado é mandamento bíblico, mas odomingo pagão não tem nenhum fundamento ou respaldo na Palavra de Deus. Quemensina tal coisa não é qualquer ser humano, mas sim as próprias Escrituras Sagradas,que foram divinamente inspiradas pelo Espírito Santo (II Pedro 1:21). “Os cristãos nãodeveriam receber outras doutrinas senão as que se apóiam na autoridade das SagradasEscrituras” (HR, 324). (História da Redenção, 342). Deste modo – na falta de um claro mandamento bíblico ordenandoexplicitamente a santificação do domingo – os detratores do santo sábado buscam portodos os artifícios dar uma aparência bíblica e cristã a esse dia de origem pagã. Paratanto, eles procuram relacionar ou vincular o domingo a alguns eventos bíblicos“politicamente corretos” que se deram no primeiro dia da semana. Mas, a bem daverdade é que tais eventos escriturísticos, por mais grandiosos, extraordinários oumaravilhosos que possam ser, não servem de critério ou norma válida para demonstrarou provar que o domingo é um dia sagrado ou que deve ser observado por todos oscristãos como mandamento bíblico. Mesmo porque nenhuma mensagem bíblica “é departicular interpretação” (II Pedro 1:20). Por essa razão é fundamental que haja umaclara determinação divina ordenando a santificação do domingo. É absolutamentenecessário que haja um claro “Está Escrito” ou um expressivo “Assim diz o Senhor”,fato este, que não ocorre com o domingo pagão. Destarte, o episódio de Jesus ter instituído e celebrado a Santa Ceia no quinto diada semana, não permite inferir que esse dia deve ser observado com propósito sagrado.De igual forma, o fato de Jesus ter decidido morrer pela humanidade no sexto dia dasemana, não permite inferir que esse dia deve ser observado com propósito sagrado. Ofato de Deus ter criado o homem no sexto dia da semana, não permite inferir que essedia deve ser observado com propósito sagrado. Igualmente, o fato de Jesus terdescansado na sepultura no sábado, não permite inferir que esse dia deve ser guardadocom propósito sagrado. O fato de Deus ter criado o céu e a terra no primeiro dia dasemana, não permite inferir que esse dia deve ser observado com propósito sagrado. Naverdade os antigos patriarcas e profetas nunca consideraram sagrado o primeiro dia dasemana. Diante do que foi exposto, o fato de Jesus ter ressuscitado no primeiro dia dasemana – por uma questão de coerência – não permite inferir que esse dia deve serobservado com propósito sagrado. Em todos esses casos, excetuando o dia do sábado,falta um claro mandamento divino ordenando explicitamente a observância de qualquerum desses dias. Os argumentos dos adversários do sábado não estão somente em desalinho comos fatos bíblicos, mas também em direta oposição a eles. Caso o domingo pudesse serguardado com base num fato bíblico, então qualquer dia pode ser guardado com basenum fato bíblico, inclusive o dia do sábado. É simplesmente uma questão deconsistência e bom senso: um equilíbrio intelectual e espiritual que falta aos adversáriosdo “santo sábado do Senhor”, que querem distorcer as Escrituras Sagradas a todo custo.Mas, como afirma o apóstolo Paulo: “se alguém ensina alguma outra doutrina, e se nãoconforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que ésegundo a piedade. É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas
  17. 17. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingode palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas” (I Timóteo6:3-4).4. A melhor defesa é o ataque Os inimigos do sábado bíblico jamais passariam pelo teste realizado pelosbereanos, que “foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque debom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisaseram assim” (Atos 17:11). Os adversários do “santo sábado do Senhor” seriamsumariamente reprovados pelos bereanos e considerados como heréticos e falsosprofetas, simplesmente porque as Escrituras Sagradas nada ensinam sobre a observânciado domingo. Os oponentes do santo sábado sabem muito bem, que a melhor defesa dodomingo pagão, consiste em atacar o sábado bíblico. Sua técnica contra o santo sábadoconsiste no seguinte: “umas poucas palavras das Escrituras são separadas do contexto, oqual, em muitos casos, mostraria ser o seu sentido exatamente o contrário dainterpretação a elas dada; e tais passagens desconexas são pervertidas e usadas em provade doutrinas que não têm fundamento na Palavra de Deus” (GC, 539). Qualquer pessoa, um pouco mais esclarecida, pode notar como os antagonistasdo sábado tem formulado muitas invenções e suposições contra o “santo sábado doSenhor”, mas quase nada tem a dizer em defesa do domingo, a não ser criar uma sériede fantasias homiléticas em torno do primeiro dia da semana, numa inútil tentativa parajustificar a guarda do domingo pagão. Para essas pessoas Jesus tem uma mensagem:“em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (Mateus 15:9). As Escrituras Sagradas deixam claro que o sábado é um dia abençoado esantificado por Deus desde a fundação do mundo, para ser observado por toda ahumanidade. Quando o gênero humano estava perdendo a verdade divina de vista, o Senhorfez questão de repetir o mandamento do sábado, colocando-o no centro de uma leimoral para ser observado por todos os santos. Posteriormente, os profetas exortaram opovo de Deus a não perderem de vista a guarda do sábado. Jesus e os apóstolosratificaram em seu viver a observância do santo sábado. Mas, e o domingo? Bem, oestudo e a leitura das Escrituras Sagradas mostram claramente que o domingo nunca foium dia abençoado ou santificado por Deus. A bem da verdade, o domingo nem sequer émencionado na Bíblia Sagrada. De fato, o domingo pagão é uma contrafação do sábadobíblico. A doutrina do domingo é indefensável com as armas da Palavra de Deus, razãopela qual os antagonistas do sábado, em vez que empregarem a rigorosa e objetivaciência da Hermenêutica Sacra, costumam empregar a arte subjetiva da HomiléticaSacra para abater o sábado bíblico e defender a guarda do domingo, cujas origens seperde no seio do paganismo. Como diz o Espírito Santo nas Escrituras Sagradas: “À Leie ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva” (Isaías8:20). A triste realidade é que poucos querem de fato seguir o princípio escriturísticoinsistentemente pregado por Jesus Cristo como base de qualquer ensino: “Que estáescrito na lei? Como lês?” (Lucas 10:26). “Está escrito” (Mateus 4:4: 21:13; Lucas22:37 etc.).5. A filosofia do domingo
  18. 18. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo Diante das artimanhas dos inimigos do “sábado do Senhor” e da ausência de umclaro “Assim diz o Senhor” ou um de expressivo “Está Escrito” para justificar a guardado domingo, é muito oportuno lembrar a advertência proclamada pelo apóstolo Paulo:“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãssutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e nãosegundo Cristo” (Colossenses 2:8). Essa advertência paulina, mais do que nunca, é necessária nos dias de hoje,porque a filosofia do domingo e as tradições dos homens alicerçadas nos rudimentos domundo, podem até mesmo apresentar alguma aparência de verdade aos olhos doshomens, mas não estão verdadeiramente fundamentadas nas sóbrias e justas palavras deCristo. Os rudimentos do mundo não possuem o fundamento sólido de um claro eexpressivo: “Assim diz o Senhor”, razão pela qual o Espírito Santo adverte: “Hácaminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte”(Provérbios 16:25). Os antagonistas do sábado sabem muito bem que eles não teriam a menor chanceem defender o domingo pagão num confronto honesto e honrado com a verdade bíblica,empregando exclusivamente e rigorosamente as Escrituras Sagradas e as regras daciência da Hermenêutica Sacra. “Porque nada podemos contra a verdade, senão pelaverdade”. “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é departicular interpretação” (II Coríntios 13:8; II Pedro 1:20). Os adversários do sábado doSenhor devem ser enfrentados unicamente com a Bíblia, e somente a Bíblia. Quando acuados pela tremenda força das verdades bíblicas, os adversários dosábado, obstinadamente, costumam empregar várias evasivas, tais como desviar de umassunto para outro, desvirtuar o tema do debate, torcer os textos bíblicos, fantasiar oassunto em pauta, ignorar sistematicamente as replicas, partir para ataques pessoais evaler-se de muitos outros subterfúgios semelhantes a estes. Aqueles que procuram desesperadamente encontrar supostas bases bíblicas paraa abolição do “santo sábado do Senhor”, quando não existe nenhuma, correm o risco deperderem de vista uma verdade fundamental em sua vida espiritual cristã. Cuidado!Alguns que não conservaram a fé e a boa consciência na verdade divinamente revelada“fizeram naufrágio na fé” (I Timóteo 1:19).6. Considerações finais Em geral as pessoas são fáceis de serem manipuladas por “homensabomináveis”, principalmente porque elas possuem pouco estudo, pouca leitura, poucoconhecimento e pouco senso crítico. A verdade é que, diante do desenvolvimentocultural e tecnológico dos dias de hoje, boa parte da população mundial é semi-analfabeta. As poucas pessoas que lêem não sabem realmente interpretar o que estálendo; as que sabem interpretar não possuem o menor senso crítico do que está lendo, eas que possuem senso crítico pecam por falta de conhecimento universal. A maioria daspessoas faz pouco uso de suas poderosas faculdades mentais. Pesa ainda sobre todos, ofato indiscutível de possuírem uma certa tendência natural para a credulidade. Razãopela qual, elas são facilmente levadas “em roda por todo o vento de doutrina, peloengano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Efésios 4:14). Desde que o pecado entrou no mundo, a obra de engano passou a imperarsobremaneira entre todos os homens e persistirá até a “consumação dos séculos”. Nossaúnica salvaguarda contra os erros, enganos, equívocos, mentiras e falsidades que seinsurgem diariamente contra as verdades bíblicas está unicamente em estribar-se nocorreto estudo das Escrituras Sagradas. Devemos permitir que o Espírito Santo nos
  19. 19. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingoensine, e que a Bíblia Sagrada seja a nossa única regra de fé, bem como intérprete de simesma. “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assimtambém sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem dasimplicidade que há em Cristo” (II Coríntios 11:3). Por essa razão a presente obra vem alume com o objetivo de apresentar e demonstrar ao publico ledor a verdade fundamentalsobre a lei, o sábado e o domingo. Tudo analisado, fundamentado e contextualizadodentro do universo das Escrituras Sagradas e nas regras da Hermenêutica Sacra “porquenós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus” (II Coríntios 2:17). “Quando os que receberam a interpretação falsa da Palavra examinam comdecidido esforço as Escrituras, no intuito de conhecer o que é a verdade, o EspíritoSanto lhes abre os olhos do entendimento, e a Palavra é para eles uma nova revelação. Oseu coração é despertado com uma nova e viva fé, e vêem na lei divina coisasmaravilhosas. Os ensinos de Cristo têm para eles uma amplitude e um sentido quenunca antes compreendiam”. (CPPE, 430).
  20. 20. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo Capítulo 1 Os Dois Concertos “O quarto mandamento tem sido pisado a pés; por isso, somos chamados parareparar a brecha na lei de Deus e defender o sábado profanado”. Ellen Gould White (VE, 86)1.1 Introdução A Bíblia Sagrada menciona a existência de vários concertos que Deus fez atravésdos tempos com o Seu santo povo (Deuteronômio 29:1; Efésios 2:12). Ela também fazreferência a concertos individuais que o Senhor fez com muitas outras pessoas nodecorrer da história sagrada (Gênesis 9:17; 17:13; Levítico 26:42 etc). Em geral, as Santas Escrituras mostram claramente a existência de doisconcertos, conhecidos pelo nome de “Antigo Concerto” e “Novo Concerto” ou “AntigaAliança” e “Nova Aliança”. Tais concertos (alianças) também são conhecidos pelonome de “Antigo Testamento” e “Novo Testamento”. Estas denominações não devemser confundidas com as designações que servem para intitular as Escrituras Sagradasproduzidas antes e depois de Cristo (Antigo e Novo Testamento). A Bíblia Sagrada mostra claramente que o “Antigo Concerto” foi abolido esubstituído pelo “Novo Concerto”. O Antigo Testamento (Concerto/Aliança) estabelecea expiação de pecados pelo sangue de animais e o Novo Testamento (Concerto/Aliança)estabelece a expiação de pecados pelo sangue de Cristo. As Escrituras Sagradas também deixam bem claro que a base comum do AntigoTestamento (Concerto/Aliança), tanto quanto do Novo Testamento (Concerto/Aliança) éo célebre “Concerto do Decálogo”: os Dez Mandamentos. Este concerto vigora parasantificar os crentes (João 17:17), mostrar aos homens o que é pecado (Romanos 3:20;7:7) e condenar o pecado (Romanos 6:23). Este concerto foi inteiramente ratificado porJesus e pelos santos apóstolos, que ensinaram e praticaram os seus preceitos sagrados, aponto de ser repetido nos livros do Novo Testamento em mais de 200 passagensbíblicas. Através dos Dez Mandamentos, o Espírito Santo convence “o mundo do pecado,e da justiça e do juízo.” (João 16:8). Uma vez convencido do pecado, o homemreconhece que está condenado e perdido por causa de suas transgressões contra os“mandamentos de Deus”, somente então ele é levado pelo Espírito Santo a crer emCristo para receber o perdão de seus pecados. “De maneira que a lei nos serviu de aio,para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados” (Gálatas 3:24). “A lei revela ao homem os seus pecados, mas não provê remédio. Ao mesmotempo que promete vida ao obediente, declara que a morte é a consequência para otransgressor. Unicamente o evangelho de Cristo o pode livrar da condenação oucontaminação do pecado. Deve ele exercer o arrependimento em relação a Deus, cuja leitransgrediu, e fé em Cristo, seu sacrifício expiatório. Obtém assim ‘remissão dospecados dantes cometidos’ (Romanos 3:25), e se torna participante da natureza divina”(RR, 12).
  21. 21. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo1.2 A abolição do Antigo Concerto O autor do livro de Hebreus é claro, claríssimo ao afirmar que o AntigoConcerto foi mudado. Esse concerto consistia na expiação de pecados pelo holocaustode animais ministrado pelo sacerdócio levítico. “Porque todo sumo sacerdote, tomadodentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus,para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados” (Hebreus 5:1). Mas qual foi a mudança ocorrida? Quem fez a mudança? Quando essa mudançaaconteceu? Bem, as Escrituras Sagradas informam que o sacerdócio levítico havia selevantado segundo a ordem de Aarão, mas foi abolido e substituído pelo sacerdócio deCristo, que se levantou segundo a ordem de Melquisedeque. A palavra “ordem” neste texto tem o sentido de sociedade religiosa cujosmembros seguem rigorosamente as regras estabelecidas por sua organização sacerdotal.Observe o que diz as Escrituras Sagradas:_________________________________________________________________Hebreus 7:11-12 – “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porquesob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote selevantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordemde Aarão? Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz tambémmudança da lei”.___________________________________________________________________ Note o que afirmam os dois versículos supra mencionados: “se a perfeição fossepelo sacerdócio levítico... que necessidade havia logo de que outro sacerdote selevantasse”? Portanto, um novo sacerdócio levantou-se para ocupar o lugar dosacerdócio predecessor. “E assim todo sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitasvezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar pecados; mas este, havendooferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra deDeus” (Hebreus 10:11-12). Essa mudança de sacerdócio não é novidade alguma para quem estuda a BíbliaSagrada, sobretudo porque o profeta Daniel havia anunciado, muitos séculos antes, aabolição do Antigo Concerto de sacrifício de animais e a inauguração do NovoConcerto pelo Messias vindouro. Observe o que diz o santo servo de Deus:_________________________________________________________________Daniel 9:27 – “E ele firmará um concerto com muitos por uma semana: e na metadeda semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares”._________________________________________________________________ Uma análise contextual mostra que o profeta Daniel está se referindo aoMessias, que firmaria um Novo Concerto com muitas pessoas por uma semana profética(sete anos). Que na metade da semana (3,5 anos) faria cessar o Antigo Concerto de“sacrifício” de animais e “ofertas de manjares” ministrados pelos sacerdotes levitas no“santuário terrestre”. Observe que o profeta Daniel faz questão de dizer claramente qual é o concertoque o Messias faria cessar. Trata-se do concerto relacionado com o cerimonial religiosode “sacrifício e a oferta de manjares”, realizado pelo “sacerdócio levítico”.
  22. 22. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo “Como acima diz, Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado nãoquiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei). Então disse: Eis aquivenho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo”(Hebreus 10:8-9). Uma análise contextual mostra claramente que o termo “primeiro” éuma referência ao Antigo Concerto de expiação de pecados pelo holocausto de animais;e, a expressão “segundo” é uma referência ao Novo Concerto de expiação de pecadospelo holocausto de Cristo. Nenhuma referência é feita ao concerto do decálogo ou ao santo sábado, que foiabençoado e santificado por Deus na fundação do mundo, colocado no coração dodecálogo, ensinado pelos profetas, observado pelos santos do Altíssimo, ratificado porJesus e pelos santos apóstolos.1.3 A instauração do Novo Concerto Em cumprimento à profecia anunciada pelo profeta Daniel, o Messias firmariaum concerto com o Seu povo durante a “última” das setenta semanas proféticas (Daniel9:27). Esse concerto é conhecido universalmente pelos nomes de “Novo Concerto”,“Novo Testamento” ou “Nova Aliança” e tem por base o próprio sangue do Messias.Observe o que diz as Escrituras Sagradas:_________________________________________________________________Mateus 26:28 – “Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que éderramado por muitos, para remissão dos pecados”._________________________________________________________________ Sabemos que, por ocasião da morte do Messias – o Cordeiro de Deus que tira opecado do mundo (João 1:29 e 36) – o “Antigo Concerto” de remissão dos pecados pelosangue de animais perdeu totalmente a sua eficácia, passando a vigorar o “NovoConcerto” de expiação de pecados por meio do sacrifício de Cristo, que “se entregou asi mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Efésios 5:2). Conforme Daniel havia profetizado, a morte de Cristo ocorreu exatamente nametade da última das setenta semanas proféticas. Com a Sua morte cessoudefinitivamente a eficácia do cerimonial religioso levítico, que era realizado no“santuário terrestre” (Hebreus 8:13-9:1). Observe o que testemunha o evangelistaMateus:Mateus 27:51 – “E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; etremeu a terra, e fenderam-se as pedras”.___________________________________________________________________ “Na primavera de 31 d.C., Cristo, o verdadeiro sacrifício, foi oferecido noCalvário. Então o véu do templo se rasgou em dois, mostrando que a santidade esignificação do serviço sacrifical desapareceram. Chegara o tempo de cessar o sacrifícioterrestre e a oblação” (DTN, 233). O véu que separava o lugar santo do lugar santíssimo no santuário terrestre(Êxodo 26:33) se rasgou de alto a baixo, expondo aos olhos curiosos o lugar santíssimo. Com a manifestação desse fenômeno sobrenatural, Deus pôs fim ao AntigoConcerto de expiação de pecados por meio do holocausto de animais, que eramrealizados, através do ministério sacerdotal levítico, no santuário terrestre.
  23. 23. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo Com o fim do Antigo Concerto, entrou em vigor o Novo Concerto de expiaçãode pecados por meio do holocausto de Cristo, que foi realizado uma única vez embenefício de toda a humanidade. “Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitasvezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez semanifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo”. (Hebreus 9:26).1.4 A mudança da lei É claro que, com a mudança de sacerdócio levítico para o sacerdócio de Cristo,também se tornou absolutamente necessária a mudança da lei, especialmente porque setrata de “ordens” sacerdotais totalmente distintas. Mas qual lei foi mudada? O que foimudado? Quando a lei foi mudada? É evidente que a lei mudada não tem nenhuma relação com o decálogo,sobretudo porque os Dez Mandamentos não possuem a função de realizar a purificaçãodo pecado de nenhum ser vivo. As Escrituras Sagradas deixam bem claro que a lei mudada é aquela queregulamentava todo o aparato do ritual de expiação de pecados pelo holocausto deanimais do ministério sacerdotal levítico, que era ministrado junto ao santuário terrestre. Seria totalmente contraditório supor que o livro de Hebreus estaria ensinando amudança do decálogo, quando todo o restante do Novo Testamento torna a repetirincisivamente os Dez Mandamentos e advoga a sua eficácia na vida de todo o crente. Aliás, o próprio livro de Hebreus afirma explicitamente que a lei mudada éaquela relacionada com o sacerdócio levítico, e não com os Dez Mandamentos. Observeo que está escrito no texto sagrado: “mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faztambém mudança da lei” (Hebreus 7:12). Destarte, a mudança de sacerdócio acarretou amudança da lei do sacerdócio levítico para a lei do sacerdócio de Cristo.1.5 As leis que foram mudadas As Escrituras Sagradas demonstram claramente e de forma abundante que a leimudada é aquela relacionada com o ritual de purificação dos pecados pelo holocaustode animais, a qual passou do sacerdócio levítico para o sacerdócio de Cristo. Note as mudanças que a lei cerimonial sofreu, conforme registrada pelo próprioautor do livro de Hebreus:Hebreus 2:17-18 – Diferentemente da lei sacerdotal levítica, convinha que Jesus Cristo,“em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdotenaquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo. Porque naquilo que elemesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados”.Hebreus 4:15 – Diferentemente da lei sacerdotal levítica, “não temos um sumosacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, comonós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”.Hebreus 5:9-10 – Diferentemente da lei sacerdotal levítica, sendo Jesus Cristoconsumado, “veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem.Chamado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque”.
  24. 24. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o DomingoHebreus 6:20 – Diferentemente da lei sacerdotal levítica, “Jesus, nosso precursor,entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem deMelquisedeque”.Hebreus 7:14 – Diferentemente da lei sacerdotal levítica, é “manifesto que nossoSenhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou desacerdócio”.Hebreus 7:17 – Diferentemente da lei sacerdotal levítica, de Jesus “assim se testifica:Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque”.Hebreus 7:22-24 – Diferentemente da lei sacerdotal levítica, “de tanto melhorconcerto Jesus foi feito fiador. E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes emgrande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer. Mas este, porquepermanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo”.Hebreus 7:26-27 – Diferentemente da lei sacerdotal levítica, “nos convinha tal sumosacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime doque os céus. Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada diasacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porqueisto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo”.Hebreus 8:2 – Diferentemente da lei sacerdotal levítica, Jesus Cristo é “ministro dosantuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem”.Hebreus 8:6 – Diferentemente da lei sacerdotal levítica, Cristo alcançou um“ministério tanto mais excelente, quanto é mediador dum melhor concerto, que estáconfirmado em melhores promessas”.Hebreus 9:11-12 – Diferentemente da lei sacerdotal levítica, “vindo Cristo, o sumosacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito pormãos, isto é, não desta criação. Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seupróprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eternaredenção”.Hebreus 9:15 – Diferentemente da lei sacerdotal levítica, Jesus Cristo “é Mediadordum novo Testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressõesque havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa daherança eterna”.Hebreus 9:24-26 – Diferentemente da lei sacerdotal levítica, “Cristo não entrou numsantuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agoracomparecer por nós perante a face de Deus. Nem também para a si mesmo se oferecermuitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio.Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo:mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecadopelo sacrifício de si mesmo”.Hebreus 10:11-12 e 14 – Diferentemente da lei sacerdotal levítica, “todo o sacerdoteaparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, quenunca podem tirar os pecados. Mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos
  25. 25. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingopecados, está assentado para sempre à destra de Deus. Porque com uma só oblaçãoaperfeiçoou para sempre os que são santificados”. Observe que em nenhum momento o decálogo ou o sábado foram mencionadosou insinuados. Mesmo porque os Dez Mandamentos não purificam o pecado deninguém, razão pela qual eles não são cerimoniais. Os Dez Mandamentos tão-somente definem o que é pecado (I João 3:4), indicamao homem o que é pecado (Romanos 3:20; 7:7) e condena o pecado (Romanos 6:23).Mas, esses mandamentos jamais tiveram a função de expiar o pecado, especialmenteporque “sem derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9:22). É evidente que o decálogo continua vigorando para os cristãos de todas asépocas, principalmente porque o pecado ainda continua sendo praticado e os homenscontinuam sendo condenados à morte pela transgressão da lei. Caso a lei de Deus tivesse sido abolida não haveria mais pecadores na face daTerra, especialmente porque “onde não há lei também não há transgressão” e “o pecadonão é imputado, não havendo lei” (Romanos 4:15; 5:13).1.6 Considerações finais “Satanás não pôde impedir o plano da salvação. Jesus foi crucificado eressuscitou no terceiro dia. Mas Satanás disse a seus anjos que ele faria mesmo acrucifixão e ressurreição servirem a seus intuitos. Concordava com que aqueles queprofessavam fé em Jesus cressem que as leis que regulavam os sacrifícios e ofertasjudaicas cessaram por ocasião da morte de Cristo, caso pudesse levá-los mais longe efazê-los crer que a lei dos Dez Mandamentos também morrera com Cristo”. (PrimeirosEscritos, 215). O Senhor Jeová foi muito explicito e objetivo ao declarar em alto e bom sompara quem quiser ouvir que foi com Levi que Ele fez o Seu concerto. O Concerto de Decálogo abrangia todas as pessoas, mas aos levitas coube comexclusividade absoluta o concerto do exercício do ministério sacerdotal de expiação depecados pelo sangue de animais, realizado junto à tenda da congregação. Observe o quediz a Bíblia Sagrada:Malaquias 2:4-6 – “Então sabereis que eu vos enviei este mandamento, para que omeu concerto seja com Levi, diz o Senhor dos Exércitos. Meu concerto com ele foi devida e de paz, e eu lhas dei para que me temesse, e me temeu: e assombrou-se por causado meu nome. A lei da verdade esteve na sua boca, e a iniquidade não se achou nosseus lábios: andou comigo em paz e em retidão, e apartou a muitos da iniquidade”.Malaquias 2:7-8 – “Porque os lábios do sacerdote guardarão a ciência, e da sua bocabuscarão a lei, porque ele é o anjo do Senhor dos Exércitos. Mas vós vos desviastes docaminho, a muitos fizestes tropeçar na lei: corrompestes o concerto de Levi, diz oSenhor dos Exércitos”.Hebreus 7:5 – “E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem,segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenhamsaído dos lombos de Abraão”.Hebreus 7:11 – “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porquesob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se
  26. 26. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingolevantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordemde Aarão?”Deuteronômio 10:8 – “No mesmo tempo o Senhor separou a tribo de Levi, para levara arca do concerto do Senhor, para estar diante do Senhor, para o servir, e paraabençoar em seu nome até ao dia de hoje”.Números 25:13 – “E ele, e a sua semente depois dele, terá o concerto do sacerdócioperpétuo; porquanto teve zelo pelo seu Deus, e fez propiciação pelos filhos de Israel”.Números 18:21 – “E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel porherança, pelo seu ministério que exerce, o ministério da tenda da congregação”. Estas, e muitas outras passagens bíblicas apresentadas no livro de Hebreusmostram claramente que o concerto de expiação de pecados pelo holocausto de animaisfoi deixado aos cuidados dos levitas. Somente eles poderiam exercer o ministériosacerdotal e ninguém mais. Todavia, os Dez Mandamentos deveriam ser praticados portodas as pessoas, em todas as épocas, e não somente pelos sacerdotes levitas. “‘O Senhor separou a tribo de Levi para levar a arca do concerto do Senhor, paraestar diante do Senhor, para O servir e para abençoar em Seu nome’. Deuteronômio10:8. ‘Meu concerto com ele foi de vida e de paz, e Eu lhas dei para que Me temesse, eMe temeu. ... Andou comigo em paz e em retidão e apartou a muitos da iniqüidade’.Malaquias 2:5-6” (E, 148).
  27. 27. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo Capítulo 2 A Lei e o Novo Concerto “Deus declarou que o sétimo dia é o sábado do Senhor. Quando ‘os céus e a Terraforam acabados’, Ele exaltou este dia como um memorial de Sua obra criadora. Repousando no sétimo dia ‘detoda a Sua obra que tinha feito’, ‘abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou’ Gênesis 2:1-3’”. Ellen Gould White (PR, 180)2.1 Introdução “A mente deve prestar obediência à régia lei da liberdade, a lei que o Espírito deDeus grava no coração e torna clara para o entendimento. A expulsão do pecado tem deser o ato da própria alma, pondo em exercício suas faculdades mais nobres. A únicaliberdade que a vontade finita pode desfrutar consiste em estar em harmonia com avontade de Deus, cumprindo as condições que tornam o homem participante da naturezadivina, livrando-se da corrupção das paixões que há no mundo” (RP, 59). Nos versículos bíblicos que se seguem, podemos observar que o autor do livrode Hebreus faz uma clara referência ao Antigo e ao Novo Concerto._________________________________________________________________Hebreus 8:7-8, 10,13; 9:1 – “Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca seteria buscado lugar para o segundo. Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virãodias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei umnovo concerto. Porque este é o concerto que depois daqueles dias farei com a casa deIsrael, diz o Senhor; porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração asescreverei: e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo. Dizendo Novo Concerto,envelheceu o primeiro. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está deacabar. Ora também o primeiro tinha ordenanças de culto divino, e um santuárioterrestre”. ________________________________________________________________ Esse escritor, divinamente inspirado, afirma que, se o primeiro concerto (AntigoAliança) de expiação de pecados pelo sacrifício de animais fosse irrepreensível, nuncase teria buscado lugar para o segundo concerto (Nova Aliança) de expiação de pecadospelo sacrifício de Cristo. Observe que no Novo Concerto, Deus colocaria as Suas leis – as que tinham sidonegligenciadas pelos antigos judeus – no entendimento (compreensão) e a escreveria nocoração do Seu povo santo. A implantação do segundo concerto implicou no envelhecimento e no fim doprimeiro. Mas para que todos soubessem qual foi concerto que envelheceu e acabou, oautor do livro de Hebreus fez questão de dizer explicitamente que “o primeiro tinhaordenanças de culto divino, e um santuário terrestre”. Quando esse escritor sacro diz, textualmente, que o primeiro concerto “tinhaordenanças de culto divino”, ele está deixando bem claro de que não estava se referindo
  28. 28. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingoao concerto do decálogo, mas estava tratando do cerimonial religioso ministrado pelosacerdócio levítico, com seus múltiplos sacrifícios de animais de expiação de pecadospelo sangue de animais, os quais eram realizados exclusivamente no “santuárioterrestre”. Com a morte de Cristo, entramos na era do Novo Concerto (Mateus 26:28), ondeos Dez Mandamentos (Êxodo 34:28; Deuteronômio 4:12-13; 10:4), também chamadospor Paulo de “lei de Deus” (Romanos 7:22 e 25; 8:7), não foram abolidos, mas sim,colocados na compreensão do cristão e também escrita em seu coração. Tanto é verdadeque Jesus Cristo e os santos apóstolos – por preceito e exemplo – ensinaram sobre odever do cristão observar a lei de Deus. Reportando-se àqueles que estão vivendo na carne e que não obedecem à lei deDeus, Paulo afirmou o seguinte: “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contraDeus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os queestão na carne não podem agradar a Deus” (Romanos 8:7-8). Disso deduz-se que ainclinação do espírito se sujeita à lei de Deus, enquanto que a inclinação da carne não sesujeita à lei de Deus. Caso a lei de Deus tenha sido abolida, então a qual lei o santoapóstolo está fazendo referência? Que fique bem claro, o “Novo Concerto” não trata da expiação de pecados pelo“sangue de animais”, mas cuida com exclusividade absoluta da expiação de pecadospelo “sangue de Cristo”. O decálogo (dez palavras) é uma lei comum em ambos os concertos.Especialmente porque essa lei aponta para o pecado, o qual somente pode ser purificadopelo derramamento de sangue, haja vista que “sem derramamento de sangue não háremissão” (Hebreus 9:22). Destarte, antes da cruz o pecador era purificado de todos os seus pecados(transgressão da lei) exclusivamente pelo sangue de animais. Após a cruz o pecador épurificado de todos os seus pecados (transgressão da lei) exclusivamente pelo sangue deCristo (I João 1:7).2.2 O vigor da lei de Deus “Muitos ensinadores religiosos afirmam que Cristo, pela Sua morte, aboliu a leie, em virtude disso, estão os homens livres de seus requisitos. Alguns há que arepresentam como um jugo penoso; e em contraste com a servidão da lei apresentam aliberdade a ser desfrutada sob o evangelho. Não foi, porém, assim que profetas eapóstolos consideravam a santa lei de Deus... A declaração de que Cristo por Sua morteaboliu a lei do Pai, não tem fundamento. Se tivesse sido possível mudar a lei ou pô-la departe, não teria sido necessário que Cristo morresse para salvar o homem da pena dopecado” (RR, 11).Jeremias 31:31-33 – “Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei um concerto novocom a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme o concerto que fiz com seuspais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto elesinvalidaram o meu concerto, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas este éo concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei aminha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e elesserão o meu povo”._________________________________________________________________
  29. 29. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo Admitindo a absurda hipótese de que toda a lei – moral e cerimonial – foicancelada na cruz, então qual da “minha lei” seria escrita no coração dos adoradores queestariam vivendo sob a égide do Novo Concerto? Se a lei foi abolida na cruz, então porque Paulo ensinou que “pela lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3:20)?Conjeturando que a lei foi abolida na cruz, então por que o pecado é definido pelaBíblia Sagrada como transgressão da lei (I João 3:4)? Presumindo que a lei foi abolidana cruz, então por ainda existem pecadores, posto que “onde não há lei também não hátransgressão” e “o pecado não é imputado, não havendo lei” (Romanos 4:15; 5:13)?Cuidando que a lei foi abolida na cruz, então por que o salário do pecado é a morte(Romanos 6:23)? Cogitando que a lei foi abolida na cruz, então por que adulterar oumatar são tidos como transgressões da lei (Tiago 2:11)? Julgando que a lei foi abolidana cruz, então por que Paulo escreveu que “não conheceria a concupiscência, se a leinão dissesse: Não cobiçarás” (Romanos 7:7)? Supondo que a lei foi abolida na cruz,então por que Paulo disse que a inclinação da carne “não é sujeita à lei de Deus”(Romanos 8:7)? Acolhendo a suposição de que a lei foi cravada na cruz, então por queJesus e os santos apóstolos repetiram e praticaram os preceitos do decálogo? A resposta para todas essas perguntas é muito simples: Primeira, a “lei de Deus”jamais foi abolida. Segunda, Deus jamais afirmou que Ele escreveria no coração doscrentes “novas leis”, mas faz questão de deixar bem claro a Jeremias de que se tratavadas mesmas leis que os antigos judeus conheciam muito bem (Jeremias 31:31-33), masque não estavam em seu entendimento ou escrita em seus corações. Caso se tratasse de outras leis ou leis diferentes, Deus estaria fazendo acepção depessoas, promulgando leis impossíveis de serem guardadas no coração para umdeterminado grupo de indivíduos e proclamando outras leis possíveis de seremguardadas no coração para outro grupo de pessoas. Desse modo, o Senhor Jeová estariadificultando a salvação para algumas pessoas e facilitando para outras. Mas a BíbliaSagrada ensina claramente que o Senhor Jeová não faz acepção de pessoas:(Deuteronômio 10:17; Atos 10:34; Romanos 2:11; I Pedro 1:17). “Duas espécies depeso, e duas espécies de medida, são abominação para o Senhor, tanto uma cousa comooutra” (Provérbios 20:10). Ademais, as Escrituras Sagradas deixam bem claro que na cruz, com a morte do“Cordeiro de Deus” (João 1:29; 36), foi definitivamente cancelado o concerto docerimonial religioso do sacerdócio levítico, e não o concerto dos Dez Mandamentos,que foram ensinados por Jesus e pelos santos apóstolos por preceito e exemplo. O concerto do sacerdócio levítico tinha uma função totalmente diferente doconcerto do decálogo. Enquanto o primeiro apontava para a morte de Cristo e realizavaa expiação do pecado por meio dos holocaustos de animais, o segundo apontava para opecado e condenava o pecador (transgressor) à morte.2.3 A lei e as transgressões “Após o pecado e queda de Adão, nada foi tirado da lei de Deus. Os princípiosdos Dez Mandamentos existiam antes da queda, e eram de caráter adequado à condiçãode uma ordem de seres santos... Foi estabelecida então um sistema que requeria osacrifício de animais, para que se mantivesse diante do homem caído aquilo que aserpente fizera Eva descrer: que a penalidade para a desobediência é a morte. Atransgressão da lei de Deus tornou necessário que Cristo morresse como sacrifício,possibilitando assim ao homem escapar da penalidade, sendo ainda preservada a honrada lei de Deus.” (CS, 22).
  30. 30. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o DomingoGálatas 3:19 – “Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, atéque viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita; e foi posta pelos anjos namão de um medianeiro”._________________________________________________________________ Note que o versículo em análise nada diz sobre os Dez Mandamentos. Mas, falaclaramente sobre uma lei que “foi ordenada por causa das transgressões”; uma lei queficaria vigorando “até que viesse a posteridade”. Ora, somente existe “transgressões” se anteriormente existir alguma lei para sertransgredida: “onde não há lei também não há transgressão” (Romanos 4:15). Éimpossível transgredir uma lei que não existe: “o pecado não é imputado, não havendolei” (Romanos 5:13). Portanto, a lei que “foi ordenada por causa das transgressões” temque ser, obrigatoriamente, diferente da lei dos Dez Mandamentos. A edição da Bíblia Almeida Revista e Atualizada coloca no lugar da palavra“ordenada”, a expressão “adicionada”. A palavra “adicionar” quer dizer “acrescentar”,“acrescer” ou “juntar”. Mas qual lei foi “adicionada” ou “ordenada por causa dastransgressões”? Ora, o pecado é definido biblicamente como sendo a transgressão da lei moral (IJoão 3:4). Então se segue que a lei adicionada ou ordenada por causa das transgressõesda lei moral é a lei cerimonial de expiação de pecados pelo holocausto de animais,ministrada pelos sacerdotes levitas no santuário terrestre. Essa lei deveria ficarvigorando até “que viesse a posteridade”, isto é Cristo.2.4 As duas leis em levítico A lei cerimonial era a única que “foi ordenada por causa das transgressões” dalei moral. Ela era a única que possibilitava a expiação dos pecados que resultavam datransgressão dos Mandamentos de Deus. A título de exemplo de lei “ordenada por causa das transgressões” da lei moral,considere a seguinte passagem bíblica:Levítico 4:27-29 – “E se qualquer outra pessoa do povo da terra pecar por erro,fazendo contra algum dos mandamentos do Senhor, aquilo que se não deve fazer, eassim for culpada. Ou se o seu pecado, no qual pecou, lhe for notificado, [Lei Moral]então trará por sua oferta uma cabra fêmea sem mancha, pelo seu pecado que pecou. Eporá a sua mão sobre a cabeça da expiação do pecado, e degolará a expiação dopecado no lugar do holocausto [Lei Cerimonial]”.__________________________________________________________________ Caso a lei moral – que foi transgredida – fosse censurável, então no lugar de serordenada uma outra lei por causa das transgressões daquela, deveria a lei moral ter sidorevogada. Mas, não foi isso que ocorreu. Nos versículos supra mencionados, podemos vislumbrar a existência de duasespécies de leis. Uma que é “transgredida” pela prática contrária a algum dosmandamentos do Senhor (Levítico 4:27 – Lei Moral) e outra que “foi ordenada porcausa das transgressões” para fazer “expiação” do pecado através do holocausto de
  31. 31. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingoanimais, os quais eram realizados no lugar onde estava localizado o santuário terrestre,sob a supervisão dos sacerdotes levitas (Levítico 4:29 – Lei Cerimonial). Quando Cristo expirou na cruz, o ministério sacerdotal levítico, tambémconhecido como Antiga Aliança ou Testamento, foi definitivamente abolido (Daniel9:27; Mateus 27:51; Colossenses 2:14,16-17), passando a vigorar em seu lugar, oministério sacerdotal de Cristo, também conhecido como Nova Aliança ou NovoTestamento.2.5 As duas leis em Isaías A transgressão dos Dez Mandamentos levou o Senhor a ordenar oestabelecimento da lei cerimonial de sacrifício de animais. O simbolismo da expiaçãode pecados pelo holocausto de animais era uma sombra que apontava para o sacrifíciodo “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29). O profeta Isaías fez uma clara distinção entre a lei moral e a lei cerimonialquando escreveu o seu livro:Isaías 56:6-7 – “E aos filhos dos estrangeiros, que se chegarem ao Senhor, para oservirem, e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos seus,todos os queguardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o meu concerto [LeiMoral]. Também os levarei ao meu santo monte, e os festejarei na minha casa deoração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar [LeiCerimonial], porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”._________________________________________________________________ Nos versículos supra mencionados podemos constatar que Isaías fazia questãode distinguir duas espécies de leis, caso contrário o profeta estaria sendo redundante. O profeta fez referência à lei moral quando fala dos estrangeiros guardando “osábado, não o profanando, e os que abraçarem o meu concerto” (Isaías 56:6) e tambémfala da lei cerimonial quando diz que “os seus holocaustos e os seus sacrifícios serãoaceitos no meu altar” (Isaías 56:7). A lei do ministério sacerdotal levítico de holocausto de animais vigoraria “atéque viesse a posteridade” (Gálatas 3:19), isto é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecadodo mundo” (João 1:29). Quando Cristo expirou na cruz, cessou definitivamente aeficácia do ministério sacerdotal levítico no santuário terrestre, passando a vigorar oministério sacerdotal de Cristo no santuário celestial.2.6 Considerações finais “A Bíblia com suas preciosas gemas de verdade não foi escrita para o sábiosomente. Ao contrário, destina-se ao povo comum; e a interpretação que lhe dá o povocomum, quando auxiliado pelo Espírito Santo, harmoniza-se melhor com a verdadecomo é em Jesus. As grandes verdades necessárias para a salvação tornam-se clarascomo a luz meridiana, e ninguém errará o caminho exceto os que seguem seu própriojuízo em vez da vontade de Deus, claramente revelada.” (VT, 331). Observe a afirmação que o Novo Testamento faz sobre a abolição do AntigoConcerto, o qual era ministrado pelo sacerdócio levítico no santuário terrestre, e que sereferia exclusivamente à expiação de pecados pelo holocausto de animais:
  32. 32. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o DomingoHebreus 7:11-12 – “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porquesob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote selevantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordemde Aarão? Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz tambémmudança da lei”.Hebreus 7:19-21 – “(Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) e desta sorte é introduzidauma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus. E visto como não é sem prestarjuramento (porque certamente aqueles, sem juramento, foram feitos sacerdotes. Maseste com juramento por aquele que lhe disse: Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tués sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque)”.Hebreus 7:22-24 – “De tanto melhor concerto Jesus foi feito fiador. E, na verdade,aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foramimpedidos de permanecer. Mas este, porque permanece eternamente, tem umsacerdócio perpétuo”.Hebreus 8:5-6 – “Os quais servem de exemplar e sombra das coisas celestiais, comoMoisés divinamente foi avisado, Estando já para acabar o tabernáculo; porque foidito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou. Mas agoraalcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador dum melhor concerto,que está confirmado em melhores promessas”.Hebreus 8:7-8 – “Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teriabuscado lugar para o segundo. Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias,diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei um novoconcerto”.Hebreus 8:13; 9:1 – “Dizendo Novo Concerto, envelheceu o primeiro. Ora, o que foitornado velho, e se envelhece, perto está de acabar. Ora também o primeiro tinhaordenanças de culto divino, e um santuário terrestre”.Hebreus 9:9-10 – “Que é uma alegoria para o tempo presente, em que se oferecemdons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que faz oserviço. Consistindo somente em manjares, e bebidas, e várias abluções e justificaçõesda carne, impostas até ao tempo da correção”.Hebreus 9:15-17 – “E por Isso é Mediador dum novo Testamento, para que,intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiroTestamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna. Porque onde háTestamento necessário é que intervenha a morte do testador. Porque um Testamentotem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?”.Hebreus 9:18-21 – “Pelo que também o primeiro não foi consagrado sem sangue.Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei,tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissope, e aspergiutanto o mesmo livro como todo o povo. Dizendo: Este é o sangue do Testamento queDeus vos tem mandado. E semelhantemente aspergiu com sangue o tabernáculo e todosos vasos do ministério”.
  33. 33. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o DomingoHebreus 10:1-4 – “Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagemexata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecemcada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam. Doutra maneira, teriam deixadode se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriamconsciência de pecado. Nesses sacrifícios, porém, cada ano se faz comemoração dospecados. Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados”.Hebreus 10:8-9 – “Como acima diz, Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelopecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei). Entãodisse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, paraestabelecer o segundo”. Portanto, diante das contundentes provas apresentadas por todos os versículosbíblicos retro expostos, ficou claramente demonstrado que a “lei ordenada por causa dastransgressões” refere-se com exclusividade à lei de expiação dos pecados peloholocausto de animais. Jamais se referiu ao decálogo ou ao “santo sábado do Senhor”. A lei cerimonial de expiação de pecados pelo sangue de animais vigoraria atéque viesse a posteridade, que é Cristo. Quando então tal lei seria completamentecumprida na vida de Cristo e abolida com a crucifixão de Jesus. Nada mais claro ecerto!
  34. 34. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo Capítulo 3 As Ordenanças Cravadas na Cruz “Vi que o mandamento do sábado não fora pregado na cruz. Se assim fosse, os outrosnove mandamentos teriam sido também, e teríamos a liberdade de violá-los todos, assim como violamos o quarto”. Ellen Gould White (VE, 93)3.1 Introdução Observando o Novo Testamento, podemos constatar que algumas leismencionadas no Antigo Testamento tinham que ser praticadas até o momento da mortede Cristo, sobretudo porque os crentes eram tutelados por elas até a vinda de Cristo,enquanto que outras leis deveriam ser observadas, mesmo após a morte de Cristo,especialmente porque os crentes são santificados por elas. As leis que deveriam ser observadas até o momento da morte de Cristo eramaquelas que estavam relacionadas com a expiação de pecado por meio do holocausto deanimais, as quais estavam ao encargo do ministério sacerdotal levítico e eram realizadasno santuário terrestre. Elas eram sombras (Hebreus 8:5; 10:1) que apontavam para amorte do “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29). “E, sendo eleconsumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem”(Hebreus 5:9). As leis que deveriam continuar sendo obedecidas, mesmo após a morte deCristo, são aquelas que estão relacionadas com a santificação do homem, tambémconhecida como lei moral. Essa lei é a norma de conduta estabelecida por Deus para serpraticada tanto pelos crentes do Antigo como do Novo Testamento. Ela é o padrão peloqual o caráter do crente é aferido. A lei moral foi praticada por preceito e exemplo por Jesus Cristo e pelos santosapóstolos em diversas ocasiões. “Com efeito: Não adulterarás: Não matarás: Nãofurtarás: Não darás falso testemunho: Não cobiçarás: e se há algum outro mandamento,tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Romanos13:9). Supondo que a lei de Deus foi abolida com a morte de Cristo, então concluímosque os crentes não podem mais cometer qualquer espécie de pecado; pois, “onde não hálei também não há transgressão” e “o pecado não é imputado, não havendo lei”(Romanos 4:15; 5:13). Como não comentem pecado não necessitam de perdão ou de umadvogado junto ao Pai, e nada tem para confessar diante de Deus. Deste modo, anegação da lei implica na total destruição do plano da salvação. “Ninguém se engane com a crença de que pode tornar-se santo enquantovoluntariamente transgride um dos mandamentos de Deus. Um pecado cometidodeliberadamente faz silenciar a voz testemunhadora do Espírito e separa a pessoa deDeus” (RR, 16).3.2 Ordenanças cravadas na cruz
  35. 35. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingo O apóstolo Paulo ensina explicitamente que Cristo cravou na cruz a “cédula queera contra nós nas suas ordenanças”. Observe o que diz o santo apóstolo:Colossenses 2:14 – “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suasordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós,cravando-a na cruz”.____________________________________________________________________ Diante dessa afirmativa podemos levantar as seguintes questões: O que sãoordenanças? O que Paulo entendia pelo vocábulo “ordenanças”? Quais são as“ordenanças” que Paulo estava se referindo? Em que contexto as Escrituras Sagradasempregam a expressão “ordenanças”? Bem, vamos verificar qual é o significado da palavra “ordenanças”. É evidenteque o sentido, significado e conteúdo axiológico dessa palavra deve ser procuradasomente na Bíblia Sagrada. Ela é, com exclusividade, nossa única regra de fé. “Não hádoutrina correta além da que se conforma com a Palavra divina. ... O Senhor proíbe oensino de qualquer outra doutrina. ... As Sagradas Escrituras devem ser explicadas poroutros textos mais claros; ...este santo Livro é, em todas as coisas necessárias ao cristão,fácil de compreender e destinado a dissipar as trevas” (GC, 203). Então, vejamos:Êxodo 12:43 – “Disse mais o Senhor a Moisés e a Aarão: Está é a ordenança dapáscoa; nenhum filho do estrangeiro comerá dela”.Êxodo 39:37 – “O castiçal puro com suas lâmpadas, as lâmpadas da ordenança, etodos os seus vasos, e o azeite para a luminária”.II Reis 17:37 – “E os estatutos, e as ordenanças, e a lei, e o mandamento, que vosescreveu tereis cuidado de observar todos os dias: e não temereis a outros deuses”.I Crônicas 15:13 – “Pois que, porquanto primeiro vós assim o não fizestes, o Senhorfez rotura em nós, porque o não buscamos segundo a ordenança”.Ezequiel 44:8 – “E não guardastes a ordenança das minhas cousas sagradas; antesvos constituístes, a vós mesmos guardas da minha ordenança no meu santuário”.Ezequiel 44:14 – “Contudo, eu os constituirei guardas da ordenança da casa, em todoo seu serviço, e em tudo o que nela se fizer”.Ezequiel 44:15 – “Mas os sacerdotes levíticos, os filhos de Zadoque, que guardaram aordenança do meu santuário, quando os filhos de Israel se extraviaram de mim, sechegarão a mim, para me servirem, e estarão diante de mim, para me oferecerem agordura e o sangue, diz o Senhor Jeová”.Ezequiel 44:16 – “Eles entrarão no meu santuário, e se chegarão à minha mesa, parame servirem, e guardarão a minha ordenança”.Ezequiel 48:11 – “E será para os sacerdotes santificados dentre os filhos de Zadoque,que guardaram a minha ordenança, que não andaram errados, quando os filhos deIsrael se extraviaram, como se extraviaram os outros levitas”.
  36. 36. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o DomingoHebreus 9:1 – “Ora também o primeiro tinha ordenanças de culto divino, e umsantuário terrestre”. Diante dos versículos retro mencionados fica claro que a palavra “ordenanças” écitada em muitas outras porções das Escrituras Sagradas. É digno de nota observar quea maioria dessas citações faz referência aos cerimoniais religiosos do antigo culto divinodo sacerdócio levítico. Evidentemente, o apóstolo Paulo – eminente doutor das Escrituras Sagradas –tinha em mente que as “ordenanças” são tão-somente as leis cerimoniais de holocaustode animais, os quais eram sacrificados no pátio do santuário terrestre. Como prova dessa afirmação, verifica-se que em outra epístola, Paulo esclareceque o primeiro concerto (Antiga Aliança) “tinha ordenanças de culto divino, e umsantuário terrestre” (Hebreus 9:1). Portanto, mais uma vez fica claro que as “ordenanças” eram cultos divinos queestavam relacionados com a expiação de pecados pelo holocausto de animais, os quaiseram realizados no “santuário terrestre”. Nas Escrituras Sagradas os vocábulos “ordenança” ou “ordenanças”, sãoaplicadas às leis cerimoniais relacionadas ao sacerdócio levítico. Nenhuma delasnomeia o decálogo de ordenanças ou insinua que o sábado bíblico é uma ordenança. Na maioria das vezes, em que as Escrituras Sagradas se refere ao decálogo ou aqualquer um de seus mandamentos, ela emprega expressões, tais como: “lei de Deus”(Romanos 7:22; 7:25; 8:7), “mandamentos” (marcos 10:19; Lucas 18:20) ou“mandamentos de Deus” (Apocalipse 12:17; 14:12). Mas, nunca empregou a expressão“ordenanças” para designar o decálogo ou a qualquer um de seus mandamentos. Além disso, é claro que Paulo jamais considerou que as “ordenanças” fossem osDez Mandamentos ou o sábado semanal, sobretudo porque, em muitas outras passagensbíblicas, o próprio apóstolo defende por preceito e exemplo a observância da lei e do“santo sábado do Senhor”. Caso o apóstolo Paulo estivesse considerando que a lei e o sábado eram“ordenanças” que foram abolidas na cruz, então ele estaria na contra-mão do restantedas Escrituras Sagradas, bem como estaria contradizendo os seus próprios escritos. Oque, logicamente, não é o caso.3.3 Uma lei que consistia em ordenançasEfésios 2:15 – “Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, queconsistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo apaz”._________________________________________________________________ Nesse versículo, Paulo afirma explicitamente que Cristo “desfez” a “lei dosmandamentos”. Ocorre que na Bíblia Sagrada existem centenas de leis e mandamentos.Então, a qual lei Paulo estaria se referindo? Bem, observe como o santo apóstolo responde a essa pergunta: “a lei dosmandamentos, que consistia em ordenanças”. Ora, como sabemos, “a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças”nada mais era do que a lei cerimonial do sacerdócio levítico. Tal afirmativa advém dofato de que o próprio apóstolo, no livro de Hebreus, ensina claramente que o primeiro
  37. 37. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingoconcerto tinha “ordenanças”, “culto divino” e “santuário terrestre” (Hebreus 9:1).Portanto, está claro que as ordenanças eram os cerimoniais do culto divino realizados nosantuário terrestre através dos holocaustos de animais. Ademais, as Escrituras Sagradas fazem vinte e duas referências sobre o termo“ordenança” ou “ordenanças”. Todavia, nenhuma delas ensina, sugere ou insinua que setrata dos Dez Mandamentos ou do santo sábado. Na realidade, essas referências deixambem claro que as “ordenanças” estão diretamente vinculadas às leis cerimoniais, asquais regiam as atividades do sacerdócio levítico no santuário terrestre. Destarte, havia aordenança da páscoa (Êxodo 12:42); as lâmpadas da ordenança (Êxodo 39:37);ordenança do santuário (Ezequiel 44:8); sacerdotes levitas que guardavam a ordenançado santuário (Ezequiel 44:15) etc. Além disso, as Escrituras Sagradas fazem uma clara distinção entre“ordenanças”, “estatutos”, “lei” e “mandamento” (II Reis 17:34). Isto indica que otermo “ordenanças” é um nome bem específico e distinto dos demais, o qual nãoengloba “estatutos”, “leis” e “mandamentos”, caso contrário os escritores bíblicosestariam sendo redundantes em seus escritos. Portanto, a mencionada “lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças”não é de forma alguma a lei dos Dez Mandamentos. O que Paulo está fazendo é umareferência às ordenanças das leis cerimoniais, com os seus múltiplos holocaustos deanimais realizados no santuário terrestre, sob a supervisão dos sacerdotes levitas. O decálogo é uma lei moral que define o que é pecado. Portanto, os DezMandamentos não realizam a expiação dos pecados, não purificam o pecador, nãoperdoam o transgressor, não justificam pessoa alguma de seus pecados e nem salvamaqueles que praticam o pecado, porque essa não é a sua função. A verdade é que “seAdão não tivesse transgredido a Lei de Deus, nunca teria sido instituída a leicerimonial” (ME, I, 230). Nunca é demais lembrar que o sábado foi santificado (separado) na criação domundo, bem antes da entrada do pecado. Portanto, o sábado não é uma lei cerimonial,haja vista que não realiza a expiação do pecado de ninguém. Além do mais, o sábadofaz parte integrante dos Dez Mandamentos. Por ser moral, o sábado foi colocado nocoração do decálogo, que é uma lei moral. Assim, existe o dever do cristão de guardaros Dez Mandamentos, os quais foram praticados por preceito e exemplo no NovoTestamento por Jesus Cristo e pelos santos apóstolos. Como o sábado é um dessesmandamentos, então segue-se que os cristãos também precisam guardá-lo.3.4 Ordenanças que nos era contrária Paulo afirma que a “cédula” tirada do nosso meio e cravada na cruz “era contranós” em suas ordenanças. Também afirma que essa cédula “de alguma maneira nos eracontrária”. Observe o que diz as santas Escrituras:Colossenses 2:14 – “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suasordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós,cravando-a na cruz”._________________________________________________________________ Mas, qual era a “cédula” mencionada na Bíblia Sagrada que de alguma maneiranos era contrária? Certamente não se tratava dos Dez Mandamentos, conforme as razõesa seguir elencadas: 1ª) o pecado não existe onde não há lei; a abolição da lei implicaria
  38. 38. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingona abolição do pecado; 2ª) Paulo estaria entrando em contradição, especialmente porqueem muitas passagens bíblicas ele defende vigorosamente a observância dos DezMandamentos (Romanos 3:20; 7:7); 3ª) o decálogo é contrário ao comportamento dosímpios, dos injustos e dos pecadores e não contrário ao comportamento dos justos, dospuros e dos santos, que vivem em harmonia com os preceitos da lei. “A lei mantém otransgressor em sujeição, mas o obediente está livre” (ST, 18 de julho de 1878).Observe o que o apóstolo Paulo afirma sobre a lei de Deus:I Timóteo 1:9-10 – “Sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para osinjustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, paraos parricidas e matricidas, para os homicidas. Para os fornicários, para os sodomitas,para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que forcontrário à sã doutrina”.__________________________________________________________________ Então, qual era a “cédula” que de alguma maneira nos era contrária em suasordenanças? A resposta está indicada na própria Escritura Sagrada. Observe:I Samuel 15:22 – “Porém Samuel disse: Tem porventura o Senhor tanto prazer emholocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? eis que oobedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura decarneiros”.Salmos 51:16-17 e 19 – “Porque te não comprazes em sacrifícios, senão eu os daria;tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado;a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus. Então te agradarás desacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; então se oferecerãonovilhos sobre o teu altar”.Eclesiastes 5:1 – “Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; e inclina-temais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal”.Isaías 1:11 e 15 – “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz oSenhor? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais nédios;e não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. Pelo que,quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; sim, quandomultiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias desangue”.Jeremias 6:19-20 – “Ouve tu, ó terra! Eis que eu trarei mal sobre este povo, o própriofruto dos seus pensamentos; porque não estão atentos às minhas palavras, e rejeitam aminha lei. Para que pois me virá o incenso de Sabá e a melhor cana aromática deterras remotas? vossos holocaustos não me agradam, nem me são suaves os vossossacrifícios”.Oséias 6:6 – “Porque eu quero misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento deDeus, mais do que os holocaustos”. A lei cerimonial do sacerdócio levítico “de alguma maneira nos era contrária”porque no Antigo Concerto os amantes do pecado cometiam todos os tipos de
  39. 39. LEANDRO BERTOLDOA Lei, o Sábado e o Domingoatrocidades e, posteriormente, ofereciam sacrifícios de animais visando alcançar aexpiação dos seus pecados, mas sem o devido arrependimento ou mudança de atitude. Tal situação criava um círculo vicioso. Muitos supunham que tinham plenaliberdade para pecar, bastando depois oferecer os holocausto de animais parapurificação dos seus pecados. Os pecadores impenitentes haviam degenerado o sentido do cerimonial deholocausto de animais a uma mera formalidade, sem maiores consequências espirituais.Foi por essa razão que o Senhor afirmou: “Já estou farto dos holocaustos de carneiros, eda gordura de animais nédios; e não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros,nem de bodes” (Isaías 1:11).3.5 Ineficácia das ordenanças Por que a cédula cravada na cruz “era contra nós nas suas ordenanças”? Por queessa cédula “de alguma maneira nos era contrária”? As Escrituras Sagradas falando o primeiro concerto de holocausto de animais,afirma que “se aquele primeiro fora irrepreensível, não se teria buscado lugar para osegundo” (Hebreus 8:7). Portanto, a “cédula que era contra nós nas suas ordenanças”era totalmente repreensível. Discorrendo sobre o sacerdócio levítico, o autor do livro de Hebreus afirma que:“De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico ... que necessidade havialogo de que outro sacerdote se levantasse ... ?” (Hebreus 7:11-12). Logo, a “cédula queera contra nós nas suas ordenanças” refere-se ao sacerdócio levítico, o qual não trouxenenhuma perfeição. Falando sobre a lei cerimonial, o livro de Hebreus afirma que “a lei nenhumacoisa aperfeiçoou” (Hebreus 7:19). Logo, a “cédula que era contra nós nas suasordenanças” não aperfeiçoou coisa alguma. Está escrito que os sacrifícios de animais realizados no santuário terrestre “é umaalegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios que, quanto àconsciência, não podem aperfeiçoar aquele que faz o serviço” (Hebreus 9:9). Porconseguinte, a cédula “era contra nós nas suas ordenanças” porque não pode aperfeiçoaraquele que faz o serviço religioso. Também está escrito que os sacrifícios de animais oferecidos no santuárioterrestre não pode aperfeiçoar aqueles que se chegam a esses serviços: “porque, tendo alei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmossacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles sechegam”. (Hebreus 10:1). Portanto, a cédula “era contra nós nas suas ordenanças”porque não pode aperfeiçoar os que a eles se chegam. Finalmente podemos acrescentar o fato de que a cédula “era contra nós nas suasordenanças” (Colossenses 2:14) “porque é impossível que o sangue dos touros e dosbodes tire os pecados” (Hebreus 10:4).3.6 Considerações finais “O sistema típico de sacrifícios e ofertas foi estabelecido para que, atravésdesses rituais o pecador pudesse discernir a grande oferta, Cristo. Mas os judeusestavam tão cegos pelo orgulho e pecado que apenas alguns deles podiam ver mais doque a morte de animais como expiação pelo pecado; e quando veio Cristo, a quem essasofertas prefiguraram, não puderam reconhecê-Lo” (RH, 06 de maio de 1875).

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