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  1. 1. 141Rendimentos dos produtos da pirólise de lodo de esgoto ...Biomassa & Energia, v. 4, n. 2, p. 141-148, 20111Recebido para publicação em 1.12.2010 e na forma revisada em 22.12.2011.2Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Agroenergia, Universidade Federal do Tocantins – UFT,<leandraeng@gmail.com>. 3Professora DoutoraAdjunta do Curso de EngenhariaAmbiental e do Mestrado emAgroenergiada Universidade Federal do Tocantins e Coordenadora do Laboratório de Ensaio e Desenvolvimento em Biomassa eBiocombustíveis <glau.eliza@ig.com.br>; Campus Universitário de Palmas – QD 109 Norte Av. NS 15, ALCNO 14 –Centro – Palmas TO – CEP: 77020-120 – Brasil: +55 (63) 3232-8205.RENDIMENTOS DOS PRODUTOS DA PIRÓLISE DE LODO DE ESGOTO SOBDIFERENTES CONDIÇÕES DE PROCESSO1Yields of Pyrolysis Products of Sewage Sludge Under Different Process ConditionsLeandra Cristina Alencar Silva2& Gláucia Eliza Gama Vieira3Resumo: O aproveitamento energético da biomassa tornou-se um desafio interessante, por ser um recursorenovável com alto potencial de geração de energia. Dentre as biomassas, o lodo de esgoto é uma alternativapara ser usado como combustível, sem contar os benefícios econômicos e ambientais ocasionados por esseaproveitamento.Apirólise, um processo termoquímico em ausência de oxigênio, é uma tecnologia utilizadapara conversão do lodo, por meio da degradação da biomassa, em três produtos energéticos: bio-óleo,carvão e gás. O objetivo deste estudo foi referenciar os principais trabalhos na área de pirólise de lodo deesgoto, bem como as principais influências das condições de processo. Constatou-se que os parâmetroscitados neste estudo tiveram influência nos rendimentos e que eles precisam ser controlados para queprodutos de interesse sejam obtidos.Palavras-chave: lodo de esgoto, pirólise, condições de processo.Abstract: The energetic use of biomass has become an interesting challenge, because it isconsidered a renewable resource with high potential energy. Among these biomasses, the sewagesludge is seen as an alternative to be used as fuel, not counting the economic benefits andenvironmental damage caused by such use. The pyrolysis, a thermochemical process in theabsence of oxygen, is a technology used for the conversion of sludge into energy products throughthe degradation of biomass in three products: bio-oil, char and gas. This study aimed to cite themajor papers in the area of pyrolysis of sewage sludge, as well as major influences caused by theprocess conditions. It was observed that the parameters cited in this study had an influence onincome and that they need to be controlled so that they the products of interest can be obtained.Keywords: sewage sludge, pyrolysis, process conditions.1INTRODUÇÃOA cada dia tem-se dado mais importânciaao uso de energias renováveis, em virtude dasdiversas mudanças climáticas ocorridas emnível global, da poluição ambiental e da reduçãoda disponibilidade de recursos energéticosfósseis. A biomassa é hoje considerada umrecurso renovável com alto potencial paraprodução de energia (YANIK, 2007). Seu apro-veitamento energético é um desafio interes-sante, pois gera um produto limpo (zero emis-são líquida de CO2) e ilimitado e minimizaproblemas associados com a eliminação de
  2. 2. SILVA, L.C.A. et al.142Biomassa & Energia, v. 4, n. 2, p. 141-148, 2011subprodutos agrícolas. A biomassa pode serconvertida em formas de energia por meio devários processos de conversão termoquímica,dependendodotipodeenergiadesejado(YANIK,2007). Além disso, sua exploração permite apossibilidade de gerar produtos de maiorvalor agregado, como produtos químicos ecarvões ativados, o que é uma solução atrativaeconômica e tecnologicamente (GONZÁLEZ,2009).Diversas são as biomassas utilizadas emprocessos termoquímicos, dentre elas: sementedeaçafrão(ONAY,2007),serragemdeeucalipto(CARDOSO, 2004), capim- elefante (GÓMEZ,2004), casca de arroz (TSAI et al., 2007),resíduos de uva (XU et al., 2009), bagaço delaranja (MARTINI, 2009), pinho (FASSINOUet al., 2009), bagaço de azeitona e de avelã(DEMIRAL; SENSÖZ, 2008), bagaço de cana-de-açúcar (PÈREZ et al., 2002) e lodo de esgoto(SÁNCHEZ, 2009).Dentre os diversos tipos de biomassa, olodo de esgoto é considerado uma boa alter-nativa como fonte de energia, uma vez que suagestão ainda é econômica e ambientalmenteinviável. Tecnologias como a pirólise vêm sendoestudadas com o objetivo de transformar essabiomassa em um produto de maior valor agre-gado e para garantir que tenha uma destinaçãosustentável.A utilização de lodo de esgoto como fontede biomassa para produção de energia temrecebido atenção considerável nos últimos dezanos, uma vez que sua gestão econômica eambiental ainda é uma das questões maiscríticas enfrentas pela sociedade (HOSSAIN,2009).2 LODO DE ESGOTOSegundo Vieira (2004), lodo doméstico éum tipo de resíduo sólido gerado, no mundointeiro, a partir do tratamento de águas resi-duárias de origem doméstica. A digestão anae-róbia envolve a degradação e estabilização demateriais orgânicos em condições anaeróbiaspor micro-organismos e leva à formação debiogás (uma mistura de dióxido de carbono emetano, uma fonte renovável de energia) e dabiomassa microbiana (KELLEHER et al.,2000).Nas últimas décadas, as estações de tra-tamento de águas residuárias têm gerado umgrande aumento na produção de lodo de esgoto(GASCÓ, 2007; HOSSAIN, 2009), devido aosfatores limitantes de disposição de água e aocrescente número de domicílios ligados a essasplantas, o que torna urgente a necessidade deencontrar novos usos para esses resíduos(GASCÓ, 2007).À semelhança de outros resíduos orgâ-nicos, o lodo de esgoto é abundante em matériaorgânica volátil, podendo assim ser reutilizadocomo um recurso biológico importante paraconversão em uma diversidade de produtoscombustíveis ou em eletricidade, usandoprocessos termoquímicos disponíveis (TSAI,2009).A natureza do lodo é bastante heterogênea,sendo ele formado por uma mistura de várioscompostos orgânicos, inorgânicos e poluen-tes antropogênicos (CZECHOWSKI, 2006;THIPKHUNTHOD, 2007). Acredita-se quelodos provenientes de diferentes fontes têmcomposições qualitativas e quantitativasdiferentes, daí a variedade em termos depotencial energético e propriedades de pirólise(THIPKHUNTHOD, 2007). A fração orgânicado lodo de esgoto é constituída predominan-temente de resíduos domésticos, fezes e umamistura complexa de gorduras, proteínas,aminoácidos, açúcares, celulose, substânciashúmicas e micro-organismos, assim comoseus produtos de biotransformação gerados naestação de tratamento de esgotos (ETE)(CZECHOWSKI, 2006).O lodo de esgoto também é conhecido comoum material com alto teor de cinzas em baseseca (entre 20 e 50%). Os principais elementosinerentes que formam as cinzas são Al, Ca,
  3. 3. 143Rendimentos dos produtos da pirólise de lodo de esgoto ...Biomassa & Energia, v. 4, n. 2, p. 141-148, 2011Fe, K, Mg, Na, P, S e Si, juntamente compequenas quantidades de Cl, Cu, Ti e Zn. Esteselementos poderiam existir como óxidos, sili-catos, carbonatos, sulfatos, cloretos e fosfatos(SHAO, 2010).O lodo pode ser disposto em aterros sani-tários, incinerado ou usado na agriculturacomo fertilizante, porém essas formas de dispo-sição têm algumas desvantagens. A eliminaçãopor disposição em aterro requer muito espaçoe representa um perigo potencial para o am-biente, pois o solo tem de ser selado adequa-damente para evitar a lixiviação de compostosnocivos (INGUANZO, 2002). A incineraçãopode proporcionar redução no volume de lodo,no entanto pode gerar emissões para a atmos-fera, o solo e a água (HOSSAIN, 2009). A utili-zação para fins agrícolas, na forma de fertili-zante, é uma alternativa rentável para suadescarga, e poderia resolver o problema docrescente volume gerado pelas estações de tra-tamento. Para os fins mencionados, o lodo éestabilizado com diversos produtos químicos(oxidantes, inibidores de odores, etc.). Nesseprocesso geralmente utiliza-se cal, um estabili-zador alcalino usado na desidratação do lodopara evitar problemas de odor e destruir micro-organismos patogênicos. Em pH acima de 11,5a maioria dos micro-organismos é eliminada,além de ocorrer a inibição do crescimento depatógenos (CZECHOWSKI, 2006). No entanto,essa aplicação é limitada, devido à capacidadede absorção do solo e à potencial poluição pormetais pesados e emissões indiretas ao ar e àágua (INGUANZO, 2002; HOSSAIN, 2009;FONT, 2005).Em virtude de todas essas desvantagens,a pirólise está sendo investigada como umaalternativa para o problema da disposição finaldo lodo de esgoto. A pirólise apresenta certasvantagens sobre os outros métodos: o volumede resíduo sólido é drasticamente reduzido eos metais pesados presentes na matriz carbo-nosa são relativamente resistentes à lixiviaçãonatural (INGUANZO, 2002).3 PIRÓLISEA pirólise não é uma tecnologia atual. Elajá era usada pelos egípcios, de forma rudimen-tar, para obtenção de piche para calafetagemde barcos e vedação de tumbas. Os processosatuais, mais modernos, são de certa forma umamelhoria desses processos antigos (CARDOSO,2004). De modo geral, a pirólise é definida comoum processo pelo qual uma matéria-prima dabiomassa é termicamente degradada emausência de oxigênio. A pirólise de biomassa éatualmente uma rota promissora paraprodução de sólidos (carvão vegetal), líquidos(alcatrão e outros produtos orgânicos, comoácido acético, acetona e metanol) e produtosgasosos (H2, CO2, CO) (GASCÓ, 2005; BABU,2008). Os gases e compostos líquidos possuemvalor energético relativamente alto e, conse-quentemente, poderiam ser considerados comopotenciais combustíveis. Finalmente, a fraçãosólida pode ser utilizada como base de carbonomais barato para adsorventes, para remoçãode poluentes (MARTÍN, 2003; MENÉNDEZ,2005). Segundo Gascó (2005), o material carbo-noso proveniente da fração sólida do lodo piroli-sado pode ser disposto em aterros sanitários.Entre os processos termoquímicos, a piró-lise é uma ferramenta promissora para ofornecimento de bio-óleo, que pode ser usadocomo matéria-prima de combustíveis ou pro-dutos químicos. A pirólise de biomassa é umatecnologia energética muito antiga, que estáse tornando cada vez mais interessante entreos vários sistemas para o aproveitamentoenergético da biomassa (YANIK, 2007).3.1 Classificação dos processos depiróliseDependendo das condições de funciona-mento, o processo de pirólise pode ser divididoem três classes: pirólise lenta ou convencional,pirólise rápida ou flash e pirólise ultrarrápida.Na pirólise lenta, a biomassa, após um processode secagem e de eliminação da umidade, é
  4. 4. SILVA, L.C.A. et al.144Biomassa & Energia, v. 4, n. 2, p. 141-148, 2011submetida a aquecimento em baixas tempera-turas (< 500 °C), baixas taxas de aquecimentoe elevado tempo de residência (CARDOSO,2004). A pirólise convencional é uma tecnologiaconhecida principalmente pela produção decarvão e produtos químicos, como o metanol eácido acético. O objetivo principal da piróliserápida é a conversão da biomassa em produtoslíquidos (YANIK, 2007). Nesse processo, empre-gam-se elevadas taxas de aquecimento e detransferência de calor, em que as temperaturassão cuidadosamente controladas em torno de500°C, a um tempo de residência bem pequeno,em torno de 5 segundos (CARDOSO, 2004). Naprática, cerca de 40-75% da biomassa (em baseseca) é convertida em óleo pirolítico. Cerca de10-20% da biomassa é convertida em carvão.O líquido pode ser facilmente armazenado,transportado e manipulado para produção deenergia, calor e substâncias químicas (YANIK,2007). A pirólise ultrarrápida utiliza altastemperaturas, entre 900 e 1.000 °C, sob ele-vada taxa de aquecimento (10.000 °C min-1) etempo de residência inferior a 0,5 segundo(CARDOSO, 2004).A avaliação do potencial termoquímico daconversão de biomassa para produção deeletricidade e energia requer análises extensase quantitativas das características térmicas equímicas de diferentes classes de matérias-pri-mas, quando suas condições de processo sãovariadas (BABU, 2008).As características de conversão podem seragrupadas em termoquímica, taxa intrapartí-cula e taxa extrapartícula. As taxas de conver-são termoquímica envolvem rendimentos decinzas, materiais voláteis e reatividade deprodutos voláteis. As taxas intrapartículasestão relacionadas com a preparação de maté-rias-primas, como tamanho de partícula e teorde umidade e as propriedades físicas e químicasintrínsecas. A taxa extrapartícula envolve,por exemplo, a transferência de calor do reatorpara a partícula e o tempo de residência(BABU, 2008).Durante o processo de pirólise ocorremtransferências de calor a partir de uma fontede aquecimento. O calor é transferido primeiropara a superfície da partícula, por radiação e,ou, convecção, e depois para interior da partí-cula por condução. O início das reações depirólise, devido ao aumento de temperatura,leva à remoção da umidade presente na par-tícula de biomassa e à liberação de compostosvoláteis e formação de carvão. O fluxo devoláteis e de produtos gasosos através dos porosda partícula participa do processo de trans-ferência de calor. Posteriormente ocorrem acondensação de alguns compostos voláteis naspartes mais frias do combustível, paraprodução de alcatrão, e as reações secundáriasautocatalíticas (BABU, 2008).3.2 Rendimentos dos produtos dapirólise de lodo de esgotoO rendimento e a composição dos produtosda pirólise dependem das condições de processo(INGUANZO, 2002). Os principais parâmetrosa serem observados no processo de pirólise são:temperatura, tamanho da partícula e tempode residência. Todas essas condições estão rela-cionadas com o rendimento da pirólise e o tipode produto que se quer obter, se bio-óleo, gásou biossólido (carvão).De acordo com Park et al. (2010), a tempe-ratura é o parâmetro mais importante queafeta o rendimento dos produtos da pirólise.Os autores constataram que o rendimento decarvão diminuiu gradativamente de 44,6% empeso, a 400°C, para 37,1% a 550 °C. Isto se deveao fato de o aumento de temperatura liberarmais vapores de alcatrão primário e gases. Orendimento máximo de bio-óleo (42,6%) foiobtido a 450 °C. Os rendimentos de bio-óleo,carvão e gás estão na Figura 1.Fontes et al. (2009), trabalhando compirólise rápida de três diferentes amostras delodo de esgoto, encontraram valores de cercade 50% em peso de bio-óleo, a 550 °C. Nessetrabalho, a produção de bio-óleo diminuiu
  5. 5. 145Rendimentos dos produtos da pirólise de lodo de esgoto ...Biomassa & Energia, v. 4, n. 2, p. 141-148, 2011significativamente em altas temperaturas,devido às reações secundárias como o craquea-mento térmico do alcatrão, que é conhecido sepor tornar ativo a 500 °C ou mais. Esse aumen-to resultou na elevação da produção de gás,como pode ser visualizado na Figura 2.Sánchez et al. (2009) pirolisaram lodo deesgoto através de pirólise lenta, utilizandotemperaturas de 350, 450, 550 e 950 °C, comomostra a Figura 3. Pode-se observar decréscimono rendimento de carvão com o aumento datemperatura de pirólise. Esse decréscimo podeser atribuído ao aumento de volatilização doshidrocarbonetos sólidos no carvão, apesar detambém ser possível a gaseificação parcial doresíduo de carbono. Para todas as tempera-turas, a produção de água foi maior do que oteor de umidade do lodo inicial (6,8% em peso),indicando que água foi formada durante apirólise.Estefatopodeserexplicadopelaquebrados grupos funcionais dos compostos voláteisdurante as reações homogêneas secundárias.O aumento dos produtos gasosos foi devido aocraqueamento secundário dos vapores dapirólise à alta temperatura. No entanto, comomencionado, a decomposição secundária docarvão em altas temperaturas também podegerar produtos gasosos não condensáveis,devido às reações heterogêneas entre o carvãoe os componentes gasosos, como H2O.Em baixas temperaturas, esses parâme-tros são conhecidos por aumentar o rendimentodo carvão à custa da formação do bio-óleo. Emaltas temperaturas, a formação do gás éfavorecida, embora o carvão continue a ser oprincipal produto (SÁNCHEZ, 2009).Fonte: Adaptado de Park et al. (2010)Figura 1 - Rendimento dos produtos da pirólisea diferentes temperaturas (400, 450, 500,550 °C). Condições de processo da pirólise:tamanho da partícula de 0,7mm, fluxo de gásde 5 L min-1e taxa de alimentação de2,5 g min-1.Figure 1 - Yield of pyrolysis products at differenttemperatures (400, 450, 500, 550 °C).Process conditions of pyrolysis: particle sizeof 0,7 mm, flow rate of the gas of 5 L min-1,feed rate of 2,5 g min-1.44,639,337,142,638,340,224,632,539,228,217,216,20,05,010,015,020,025,030,035,040,045,050,0400 450 500 550Temperatura (oC)Rendimento(%)CarvãoBioóleoGásFonte: Adaptado de Fonts et al. (2009)Figura 2 - Rendimento dos produtos da pirólisea 550 °C.Figure 2 - Yield of pyrolysis products at 550 °C.6050403020100Rendimentodeprodutos(%empeso)Sólido Líquido GásLodo S1Lodo S2Lodo S352474939101399202221320102030405060350 450 550 950Temperatura (oC)Rendimento(%)CarvãoBioóleoGásFonte: Adaptado de Sánchez et al. (2009).Figura 3 - Rendimentos de produtos da pirólise a350, 450, 550 e 950 °C. Condições de pirólise:tamanho de partículas de 2 mm, fluxo de gásde 0,1 L min-1.Figure 3 - Yield of pyrolysis products at 350,450, 550 and 950 °C. Process conditions ofpyrolysis: particle size of 2 mm, flow rate ofthe gas of 0,1 L min-1.
  6. 6. SILVA, L.C.A. et al.146Biomassa & Energia, v. 4, n. 2, p. 141-148, 2011Em relação ao tamanho de partículas,Park et al. (2010) relataram que esse parâme-tro influencia os rendimentos dos produtos dapirólise de lodo de esgoto e que essa influênciaé devido, provavelmente, à taxa de aquecimentodas partículas. Partículas maiores aquecemmais lentamente, tornando a temperatura mé-dia das partículas mais baixa, causando umavolatilização incompleta. À medida que o tama-nho das partículas aumentou o rendimentode bio-óleo diminuiu, enquanto o de carvãoaumentou. Houve também decréscimo norendimento de bio-óleo quando as partículasdiminuíram para menos de 0,3 mm, o que podeestar relacionado ao superaquecimento daspartículas menores, seguido pela conversão dosvapores em gás.Luo (2010) relatou que há redução norendimento de gás com o aumento do tamanhodas partículas e que o efeito da granulometriasobre a produção de gás ocorre, possivelmente,em virtude de dois aspectos opostos: umacontece quando o tamanho da partícula émenor; devido à sua maior área superficial,há melhor transferência de calor e massa e,portanto, as taxas de aquecimento são maisrápidas, produzindo gases leves, menos carvãoe vapores condensáveis. O outro aspecto é quecom aumento no tamanho das partículas otempo de residência de materiais voláteis naspartículas pode se prolongar, o que é útil parareforçar reações secundárias (craqueamentotérmico) do alcatrão nas partículas, aumen-tando o rendimento do gás.O tempo de residência dos vapores depirólise é, também, um fator muito importantepara produção de bio-óleo, uma vez que deter-mina a possibilidade de reações secundáriasde alcatrão (PARK et al., 2010).4 CONSIDERAÇÕES FINAISO lodo é considerado uma biomassa quepode ser utilizada como fonte de energia ouprodutos químicos de valor agregado. Como asalternativas de disposição de lodo, seja ematerros sanitários, incineração ou uso naagricultura, a pirólise contribui para que essabiomassa possa ser aproveitada, a fim deevitar os diversos problemas causados pelasua disposição ineficiente. É por esse motivoque estudos com pirólise de lodo de esgoto vêmganhando cada vez mais importância.As condições de processo como tempera-tura, tempo de residência e tamanho departículas são de extrema necessidade quandose trabalha com pirólise, pois elas podeminfluenciar os rendimentos dos produtosesperados. Todos esses parâmetros podem serregulados de acordo com o que se deseja obterdo processo. Para produção de bio-óleo, asmelhores faixas de temperaturas foram de450-550 °C, enquanto a produção de gás foibeneficiada a temperaturas mais elevadas. Otamanho das partículas também tem influên-cia nos rendimentos. De acordo com os traba-lhos citados, as partículas menores sofremmaior perda de matéria, causando maiorformação de gás.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBABU, B. V. Biomass pyrolysis: a state-of-the-artreview. Biofuels, Bioproducts & Biorefining, v. 2,n. 5, p. 393-414, 2008.CARDOSO, A. L. Pirólise lenta de serragem deeucalipto para obtenção de bioóleo e carvão. 2004.68f. Dissertação (Mestrado em Química) – UniversidadeFederal de Santa Maria, Santa Maria, 2004.CZECHOWSKI F.; MARCINKOWSKI, T. Sewagesludge stabilisation with calcium hydroxide: Effecton physicochemical properties and molecularcomposition. Water Research, v. 40, n. 9, p. 18951905, 2006.DEMIRAL, I.; SENSÖZ, S. The effects of differentcatalysts on the pyrolysis of industrial wastes (oliveand hazelnut bagasse). Bioresource Technology, v. 99,n. 17, p. 8002-8007, 2008.
  7. 7. 147Rendimentos dos produtos da pirólise de lodo de esgoto ...Biomassa & Energia, v. 4, n. 2, p. 141-148, 2011FASSINOU, W.F. et al. Pyrolysis of pinus pinaster in atwo-stage gasifier: influence of processing parametersand thermal cracking of tar. Fuel ProcessingTechnology, v.90, n. 1, p. 75-90, 2009.FONT, R.; FULLANA, A.; CONESA J. Kinetic modelsfor the pyrolysis and combustion of two types ofsewage sludge. Journal of Analytical and Applied.Pyrolysis, v. 74, n. 1-2, p. 429-438, 2005.FONTS, I; AZUARA, M.; MURILLO, M.B. Study ofthe pyrolysis liquids obtained from different sewagesludge. Journal of Analytical and Applied Pyrolysis,v. 85, n. 1-2, p. 184-191, 2009.GASCÓ, G. et al. The influence of organic matter onsewage sludge pyrolysis. Journal of Analytical andApplied. Pyrolysis, v. 74, n. 1-2, p. 413-420, 2005.GASCÓ, G.; CUETO, M. J.; MENÉNDEZ, A. Theeffect of acid treatment on the pyrolysis behavior ofsewage sludges. Journal of Analytical and AppliedPyrolysis, v. 80, n. 2, p. 496-501, 2007.GÓMEZ, E. O. Estudo da pirólise rápida de capim-elefante (Pennisetum purpureum) em leito fluidizadoborbulhante mediante caracterização dos finos de carvão.Revista Analytica, n. 9, fev./mar, 2004.GONZÁLEZ, J.F. et al. Pyrolysis of various biomassresidues and char utilization for the production ofactivated carbons. Journal of Analytical and AppliedPyrolysis, v. 85, n. 1-2, p.134-141, 2009.HOSSAIN, M. K.; STREZOV, V.; NELSON, P. F.Thermal characterisation of the products of wastewatersludge pyrolysis. Journal of Analytical and AppliedPyrolysis, v. 85, n. 1-2, p. 442-446, 2009.INGUANZO, M. et al. On the pyrolysis of sewagesludge: the influence of pyrolysis conditions on solid,liquid and gas fractions. Journal of Analytical andApplied Pyrolysis, v. 63, n. 1, p. 209-222, 2002.KELLEHER, B. P. et al. Advances in poultry litterdisposal technology – a review. BioresourceTechnology, v. 83, n. 1, p. 27-36, 2000.LUO, S. et al. Effect of particle size on pyrolysis ofsingle-component municipal solid waste in fixed bedreactor. International Journal of hydrogen energy,v. 35, n. 1, p. 93-97, 2010.MARTÍN, M. J. et al. Activated carbons developedfrom surplus sewage sludge for the removal of dyesfrom dilute aqueous solutions. Chemical EngineeringJournal, v. 94, n. 3, p. 231-239, 2003.MARTINI, P. R. R. Conversão pirolítica de bagaçoresidual da industria de suco de laranja ecaracterização química dos produtos. 2009. 136 f.Dissertação (Mestrado em Química) – UniversidadeFederal de Santa Maria, Santa Maria, 2009.MENÉNDEZ, A.; GASCÓ, G.; Optimization of waterdesalination using carbon-based adsorbents.Desalination, v. 183, p. 249-255, 2005.ONAY, O. Influence of pyrolysis temperature andheating rate on the production of bio-oil and char fromsafflower seed by pyrolysis, using a well-swept fixed-bed reactor. Fuel Processing Technology, v. 88, n. 5,p. 523-531, 2007.PARK, H. J. et al. Clean bio-oil production from fastpyrolysis of sewage sludge: effects of reactionconditions and metal oxide catalysts. BioresourceTechnology, v. 101, n. 1, p. S83-S85, 2010.PÈREZ, M. G.; CHAALA, A.; ROY, C. Vacuumpyrolysis of sugarcane bagasse. Journal ofAnalytical and Applied Pyrolysis, v. 65, n. 2, p. 111136, 2002.SÁNCHEZ, M. E. et al. Effect of pyrolysistemperature on the composition of the oils obtainedfrom sewage sludge. Biomass and Bioenergy, v. 33,n. 6-7, p. 933-940, 2009.SHAO, J. et al. Catalytic effect of metal oxides onpyrolysis of sewage sludge. Fuel ProcessingTechnology, v. 91, n. 9, p. 1113-1118, 2010.THIPKHUNTHOD, P. et al. Describing sewage sludgepyrolysis kinetics by a combination of biomassfractions decomposition. Journal of Analyticaland Applied Pyrolysis, v. 79, n. 1-2, p. 78-85,2007.TSAI, W. T.; LEE, M. K.; CHANG, Y.M. Fastpyrolysis of rice husk: product yields andcompositions. Bioresource Technology, v. 98, n. 1,p. 22-28, 2007
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