Peninsula ibericadois mundos em presença

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Peninsula ibericadois mundos em presença

  1. 1. A PENÍNSULA IBÉRICA: DOIS MUNDOS EM PRESENÇA Ocupação e resistência Depois de ocuparem o Norte de África, em 711 um exército sob o comando de Tarique, atravessaram o estreito de Gibraltar. Os Visigodos enfraquecidos por lutas internas, foram derrotados na batalha de Guadalete. Depois disso , novas vagas de muçulmanos entraram na P.Ibérica e em menos de 5 anos estava dominada com excepção de uma pequena faixa de território a Norte. De uma maneira geral os muçulmanos foram tolerantes com as populações conquistadas. A maioria dos habitantes converteu-se ao islamismo. Os cristãos que não se converteram continuavam a praticar a sua religião, mas eram obrigados a pagar um imposto. Os habitantes que permaneceram em teritório muçulmanos e adoptaram as suas formas de vida, mas, professando a religião cristã, eram chamados de MOÇARABES. Os muçulmanos tentaram ultrapassar a P. Ibérica, mas foram derrotados em Poitiers, em 732. As regiões onde alguns nobres godos se refugiaram eram frias, pouco povoadas e pobres e a partir daí, iniciaram um processo de ofensiva militar e de alargamento do território para sul. Este conjunto de acções militares chama-se de reconquista.
  2. 2. DUAS SOCIEDADE EM PRESENÇA Durante séculos, coexistiram na Península Ibérica duas civilizações profundamente diferentes. Além de terem línguas e religiões diferentes, o Norte cristão era pobre e ruralizado. O Sul muçulmano tinha uma próspera economia urbana e comercial. Embora tenha havido entre cristãos e muçulmanos frequentes confrontos militares, a verdade é que também tiveram relações pacíficas. A longa permanência dos muçulmanos na Península: Difusão de novas técnica no domínio da navegação (Bússola e Astrolábio). O mesmo aconteceu com o couro, os metais, os tecidos e de um novo produto o papel (inventado pelos Chineses difundidos pelos Árabes). Introduziram na Europa, plantas como o arroz, laranjeira, limoeiro, damasqueiro
  3. 3. O AVANÇO DA RECONQUISTA <ul><li>FORMAÇÃO DOS REINOS IBÉRICOS </li></ul><ul><li>A reconquista levou à formação de vários reinos. </li></ul><ul><li>O reino das Astúrias, deu origem aos reinos de Leão e Castela, reino de Navarra e Aragão. </li></ul><ul><li>A reconquista tornou-se muito mais rápida no início do século XI, quando o califado de Córdova se desfez em pequenos reinos independentes, os Reinos Taifas. </li></ul><ul><li>No final do século XI e tendo já perdido extensos territórios, pediram auxílio aos Almorávidas, que eram guerreiros temíveis e fanáticos pela religião. </li></ul><ul><li>Por sua vez os cristão responderam com ajuda de muitos cavaleiros europeus, principalmente francos. Tratavam-se de elementos da nobreza feudal, que para além das motivações religiosas, esperam obter domínios mais extensos do que os possuíam nos seus países. </li></ul>
  4. 4. A INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL Um dos cavaleiros franceses que vieram participar na luta contra os Almorávidas foi D. Henrique, em troca dos seus serviços, o rei de Leão e Castela AfonsoVI concedeu-lhe, em 1096, a mão da sua filha D. Teresa e doou-lhe como feudo hereditário, o Condado Portucalense. O Conde D. Henrique, embora cumprindo os deveres de vassalagem para com o rei de Leão e Castela, procurou ganhar uma autonomia cada vez maior. O mesmo fez a sua mulher D. Teresa, que lhe sucedeu em 1112. Anos depois, D.Teresa aliou-se com a nobreza galega, pondo em causa a autonomia do condado, isso causou o descontentamento da nobreza portucalense, que se vão unir em torno de seu filho Afonso Henriques. Iniciou-se por isso um período de guerra civil, que veio a terminar na Batalha de S. Mamede, 1128. Uma vez à frente do Condado, Afonso Henriques foi um grande chefe militar e um hábil político. Conseguiu aliviar o sul da pressão dos Almorávidas e depois começou a ambicionar a independência do Condado. 1137- torneio de Arcos de Valdevez e tratado de paz em Tui entre D. Afonso VII e Afonso Henriques. 1139- Batalha de Ourique, grande vitória contra os muçulmanos, D. Afonso Henriques passou a usar o título de Rei. 1143- Independência do condado, na Conferência de Zamora 1179- Papa Alexandre III, concede a Bula Manifestis Probatum, na qual reconhece como Rei de Portugal D. Afonso Henriques.

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